Publicado em: 12/06/2026

Reunião contou com presenças de lideranças da Fundação do ABC, Secretaria Municipal da Saúde de Santo André, Poupatempo da Saúde, UBSs e empresa de consultoria
Em 29 de maio, a Fundação do ABC deu mais um passo concreto de um movimento que vem sendo construído há cerca de um ano e meio: a instalação do Comitê Projeto ONA Santo André 2026, iniciativa que reúne lideranças institucionais e das unidades de saúde, além da Secretaria Municipal de Saúde.
A iniciativa tem o objetivo de certificar o maior número possível de equipamentos municipais com o selo da Organização Nacional de Acreditação (ONA). O encontro inaugural marcou o início de uma etapa decisiva para a rede básica e especializada de saúde administrada pela FUABC no município.
O projeto tem raízes mais longas do que o nome sugere. Há aproximadamente 18 meses, as 34 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de Santo André, e o Poupatempo da Saúde, vêm trabalhando na implementação dos requisitos exigidos pela ONA — entidade responsável pelos padrões brasileiros de qualidade e segurança em saúde.
Agora, numa estratégia faseada, seis unidades foram selecionadas para liderar essa primeira rodada de certificação: as Clínicas da Família Vila Guiomar, Jardim Marek, São Jorge, Alzira Franco e Jardim Ana Maria, além do Poupatempo da Saúde. A previsão é de que a solicitação para a visita dos avaliadores ocorra nas próximas semanas.
QUALIDADE COMO NORTE
Para o vice-presidente da Fundação do ABC, Dr. Ricardo Carajeleascow, que discursou na reunião inaugural, o processo vai além de uma certificação. “Certificar é uma consequência. É uma consequência de um trabalho”, afirmou. Ele destacou que o engajamento de toda a equipe é indispensável — da portaria ao atendimento na ponta — e reforçou que os erros dentro de um serviço de saúde são, antes de tudo, erros de processo. “Segurança é o pilar de qualquer qualidade. Não existe qualidade sem segurança”, disse.
A perspectiva institucional é compartilhada por Gleice Girotto, diretora de Qualidade e ESG da Fundação do ABC, que capitaneia o projeto. Para ela, a acreditação representa muito mais do que um reconhecimento formal. “Mais do que uma certificação, ela representa nosso compromisso com a melhoria contínua, a padronização dos processos e, principalmente, com a segurança dos pacientes”, opina. Gleice reforça que o horizonte do projeto é amplo — a ideia é que, gradativamente, todas as unidades da rede municipal possam alcançar o mesmo padrão de excelência.
Quem chega ao comitê com experiência prática no processo é o Dr. Victor Chiavegato, diretor-geral do AME Santo André, um equipamento de saúde estadual. Sob sua gestão, a unidade conquistou, em setembro de 2025, o selo ONA Nível 2 — Acreditado Pleno, que reconhece processos de gestão integrados e assistência organizada e segura.
Agora, ele assume papel de apoio estratégico às unidades municipais. “Chego com a missão de somar, facilitando a articulação entre as diferentes áreas, garantindo o suporte gerencial necessário e fortalecendo os fluxos de trabalho”, explicou. “Nosso grande objetivo com essa certificação é chancelar a segurança, a eficiência e, acima de tudo, a excelência do cuidado que entregamos diariamente à população andreense.”
O Comitê, que conta também com o apoio da Auguri — consultoria especializada em soluções para o SUS —, prevê reuniões semanais na sede corporativa da Fundação do ABC, em Santo André. A expectativa é que o grupo acompanhe de perto as ações finais de preparação das unidades, discuta processos e monitore as melhorias implantadas até a chegada dos avaliadores.
A reunião inaugural reuniu profissionais de diferentes frentes da rede. Estiveram presentes gerentes das seis unidades participantes — Vila Guiomar, Jardim Marek, São Jorge, Alzira Franco, Jardim Ana Maria e Poupatempo da Saúde —, além de representantes da Atenção Primária à Saúde, que atua dentro do organograma da Secretaria de Saúde de Santo André, e de dirigentes corporativos da Fundação do ABC, que contribuíram com as perspectivas de gestão, assistência e qualidade.
A Auguri esteve representada por sua CEO, Rose Grigio, e pela consultora Regiane Figueiredo. A composição diversa do grupo reflete o caráter coletivo da iniciativa: a certificação ONA não é um projeto de uma área só, mas um compromisso de toda a rede.