Automedicação mata 20 mil pessoas por ano no Brasil: uma ameaça silenciosa à saúde

Publicado em: 25/05/2026

Especialista da FMABC alerta para os riscos do uso indiscriminado de medicamentos e reforça a importância da orientação profissional

 

Profa. Ana Elisa Prado Coradi, vice-coordenadora do curso de Farmácia do Centro Universitário FMABC

Cerca de 20 mil pessoas morrem por ano no Brasil em decorrência da automedicação. O número representa aproximadamente 50 mortes por dia e acende um alerta importante no mês dedicado ao Uso Racional de Medicamentos. Apesar de culturalmente comum entre os brasileiros, o hábito de consumir remédios sem orientação profissional pode provocar consequências graves à saúde, como intoxicações, reações adversas, agravamento de doenças e até a morte.

Um dado alarmante divulgado pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF) mostra que a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros. Muitas vezes encarada como uma prática simples ou inofensiva, a automedicação pode mascarar sintomas importantes e atrasar diagnósticos, comprometendo tratamentos adequados.

A vice-coordenadora do curso de Farmácia do Centro Universitário FMABC, Profa. Ana Elisa Prado Coradi, destaca que o uso correto dos medicamentos exige responsabilidade e acompanhamento profissional, já que cada organismo reage de maneira diferente às substâncias. “Medicamentos são fundamentais para a saúde quando utilizados de forma correta e segura. A orientação do farmacêutico e dos demais profissionais da saúde é indispensável para evitar riscos e garantir tratamentos eficazes”.

A especialista também alerta para o aumento da busca por informações médicas na internet e o uso da inteligência artificial sem acompanhamento profissional adequado. “A inteligência artificial é uma ferramenta importante, que veio para ficar, mas não substitui a avaliação individualizada feita por profissionais da saúde. É preciso ter consciência e responsabilidade ao utilizar essas informações”.

Segundo a docente, nenhum medicamento é isento de riscos, inclusive aqueles considerados MIPs (Medicamentos Isentos de Prescrição), facilmente encontrados nas farmácias. “Independentemente do medicamento, existe o risco. O que vai impactar é a dosagem. Cada indivíduo possui características próprias, e o organismo responde de forma única aos medicamentos”.

Neste mês de conscientização, a Fundação do ABC e o Centro Universitário FMABC reforçam o compromisso com a promoção da saúde e orientam a população a sempre procurar profissionais qualificados antes de iniciar qualquer tratamento medicamentoso.