Publicado em: 06/11/2026

Foto: Patrícia Ribeiro/PMSBC
Dando sequência às ações de modernização e aperfeiçoamento das práticas na rede municipal, a Prefeitura de São Bernardo, por meio do Complexo de Saúde (CSSBC), realizou o 6º Simpósio de Reabilitação. A iniciativa foi voltada à atualização profissional, à troca de experiências e à integração das equipes que atuam na assistência aos pacientes.
Promovido anualmente em alusão ao Dia do Fisioterapeuta e do Terapeuta Ocupacional, celebrado em 13 de outubro, o evento teve como foco as diferentes etapas da reabilitação e a integração entre os serviços públicos do município.
A programação ocorreu em 27 de outubro, na Faculdade de Direito de São Bernardo, e contou com palestras e mesa-redonda sobre temas relacionados à assistência, incluindo tecnologias e instrumentos de avaliação, reabilitação no período neonatal, desmame e extubação, terapia ocupacional e funcionalidade. A proposta foi ampliar o conhecimento dos profissionais e discutir estratégias que contribuam para a continuidade do cuidado ao longo da trajetória dos pacientes.
Entre os palestrantes estiveram os fisioterapeutas Cristiane Moran, que abordou o uso de tecnologias e instrumentos de avaliação no acompanhamento do desenvolvimento neuropsicomotor no período neonatal, e Lucas Del Sarto, que apresentou evidências e particularidades relacionadas ao desmame da ventilação mecânica e à extubação. A programação também incluiu a palestra da terapeuta ocupacional Renata Cristina Bianca Gardim, que abordou a conexão entre o cuidado durante a internação e o atendimento ambulatorial.
A mesa-redonda, com o tema “Funcionalidade em foco: para onde caminha a reabilitação física?”, foi mediada por Renata Santos Pedrosa e contou com a participação dos fisioterapeutas Ana Luiza Estevam Merlini, Nadine Cristina Machado, Fabrício Freires, Charliane do Vale Batista e Vanessa Afonso Saraiva, além da terapeuta ocupacional Luana Ferreira de Araujo Bandeira. O expositor foi o fisioterapeuta e professor adjunto da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN-FACISA), Saint Claire Gomes Bernardes Neto.
Para a coordenadora de Fisioterapia do Complexo de Saúde e uma das organizadoras do simpósio, Sabrina Aguera, o encontro representa uma oportunidade de fortalecer a integração entre as equipes e aproximar os serviços de reabilitação. “A principal contribuição, além da educacional, é aproximar a rede de reabilitação e trazer novas ferramentas que possam colaborar com o tratamento dos nossos pacientes”, destacou. Adriana Lourenço, Juliana Moraes e Vivian Santana também participaram da organização da atividade.
FUNCIONALIDADE
Durante a mesa-redonda, Saint Claire Gomes Bernardes Neto abordou a importância de direcionar a reabilitação às necessidades funcionais de cada paciente, considerando não apenas aspectos isolados, como força e movimento, mas também a capacidade de realizar atividades cotidianas e retomar a participação social.
“A funcionalidade e a qualidade de vida são multifatoriais e, por isso, é necessário que todos os profissionais de saúde tenham uma cultura de buscar a recuperação funcional. O objetivo da reabilitação deve ser o mesmo para todos, mas cada um trabalhando com sua expertise”, ressaltou.
A abordagem reforça a importância do trabalho multiprofissional desde as etapas iniciais do atendimento, inclusive durante a internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para favorecer a recuperação e a retomada da autonomia dos pacientes.
A atuação integrada também foi destacada pela terapeuta ocupacional Renata Cristina Bianca Gardim, que explicou como o acompanhamento individualizado contribui para a independência dos pacientes nas atividades de vida diária. Segundo a profissional, o trabalho da Terapia Ocupacional é desenvolvido em conjunto com outras áreas, considerando as necessidades e possibilidades de cada pessoa.
Renata Gardim também chamou a atenção para os desafios enfrentados após a alta hospitalar, especialmente quando as condições socioeconômicas dificultam o deslocamento dos pacientes até os serviços ambulatoriais. Nesse contexto, ressaltou a importância de ampliar a presença de terapeutas ocupacionais na rede de Atenção Primária à Saúde, favorecendo o acompanhamento e a continuidade do tratamento, inclusive no domicílio.