Música leva emoção e transforma rotina de pacientes no Hospital de Urgência de SBC

Postado por Akira Suzuki em 30/jul/2026 -

Apresentação da Orquestra Darpe percorreu as alas de internação e proporcionou momentos de acolhimento a pacientes, familiares e colaboradores

 

Orquestra é ligada a grupo religioso (foto: Patrícia Ribeiro/PMSBC)

Acordes de instrumentos clássicos ecoaram pelos corredores das alas de internação do Hospital de Urgência (HU) de São Bernardo, levando emoção a pacientes, familiares e colaboradores na unidade. A apresentação da Orquestra Darpe (Departamento de Assistência Religiosa para Evangelização), grupo musical voluntário da Congregação Cristã no Brasil, transformou, por alguns instantes, a rotina da unidade em um ambiente de serenidade, proporcionando momentos de conforto e esperança para quem enfrenta os desafios da internação.

A iniciativa integra as ações de humanização desenvolvidas pelo hospital e tem como objetivo tornar a permanência na unidade mais acolhedora, oferecendo bem-estar não apenas aos pacientes, mas também aos acompanhantes e profissionais de saúde. A visita da orquestra é feita periodicamente.

De acordo com o diretor técnico do Hospital de Urgência, Dr. Roger Holanda, a proposta é fortalecer iniciativas que contribuam para um ambiente mais leve, especialmente em uma unidade voltada ao atendimento de urgência e emergência.

“O Hospital de Urgência atende pacientes em situações graves, o que, naturalmente, torna o ambiente mais tenso. A música ajuda a amenizar esse clima, levando paz e conforto para pacientes, familiares e também para os nossos colaboradores. Nosso objetivo é fortalecer cada vez mais iniciativas que promovam um cuidado mais humano”, pontuou Dr. Roger.

ATENDIMENTO HUMANIZADO

Além da apresentação da orquestra, o hospital já desenvolve outras ações voltadas ao bem-estar dos pacientes, como visitas de cães adestrados aos leitos e atividades promovidas por grupos de palhaçaria hospitalar.

Acompanhante, Roberto Pedroso Bento descreveu o momento como um gesto de carinho em meio ao período delicado vivido pela família. “Foi um momento maravilhoso. Minha mãe está internada e viver essa experiência trouxe conforto para todos nós. Também só tenho elogios ao atendimento do hospital, que tem cuidado muito bem dela durante esse período.”

APRESENTAÇÕES VOLUNTÁRIAS

A Orquestra Darpe realiza apresentações voluntárias em hospitais, casas de repouso e instituições de acolhimento da região. Segundo um dos integrantes e responsável pelo grupo, Presley Targino, a missão é utilizar a música como instrumento de apoio emocional para quem enfrenta momentos de fragilidade.

“Queremos levar esperança e conforto por meio da música. É comum encontrarmos familiares emocionados, pacientes sorrindo e crianças curiosas para conhecer os instrumentos. Cada apresentação é única e cada reação reforça o propósito deste trabalho”, completou Targino.

A parceria entre a Orquestra Darpe e o Hospital de Urgência teve início há cerca de um ano, após o convite de um colaborador da unidade que já conhecia o projeto desenvolvido pelo grupo em outros hospitais. Desde então, as apresentações passaram a integrar as ações de humanização da instituição, percorrendo periodicamente os andares de internação e proporcionando momentos de leveza para todos que vivenciam a rotina hospitalar.

FMABC investiga relação entre meio ambiente e transmissão de doenças na Amazônia

Postado por Akira Suzuki em 24/jul/2026 -

Nova etapa da pesquisa monitora paisagens e avalia o potencial de restauração de áreas degradadas

 

Iniciativa traçou relações entre doenças como a malária e ações humanas na cobertura florestal (foto: Divulgação/FMABC)

O GeoLab, laboratório de geoprocessamento do Centro Universitário FMABC que desenvolve projetos de pesquisa e extensão, iniciou, em julho, uma nova etapa de investigação sobre a relação entre as transformações ambientais na Amazônia e a transmissão de doenças por vetores. Desenvolvido em parceria com pesquisadores de diferentes áreas e instituições, o trabalho reúne atividades de pesquisa, extensão e formação científica de estudantes em comunidades rurais da região.

A iniciativa combina diferentes estratégias de investigação, como mapeamento aéreo com drones, análise da cobertura e da estrutura da paisagem, coleta de insetos vetores, aplicação de questionários junto aos moradores e modelagem espacial. Os levantamentos realizados em 2022 e 2024 deram origem a uma série de estudos científicos sobre a influência das alterações ambientais na ocorrência e na transmissão de doenças.

“Durante essa nova etapa, foi iniciado o acompanhamento longitudinal, voltado ao monitoramento das paisagens e à avaliação do potencial de restauração de áreas degradadas com espécies nativas amazônicas. Por envolver processos ecológicos e mudanças ambientais graduais, essa fase deverá se estender por vários anos, de acordo com a continuidade do financiamento e das parcerias locais”, explica Gabriel Laporta, pesquisador do Centro Universitário FMABC e cofundador do projeto.

A nova fase terá como base de comparação os levantamentos realizados em 2022, 2024 e 2026. As campanhas incluem imagens aéreas obtidas por drones, mapas de cobertura da terra, registros de campo, dados entomológicos e informações coletadas nas propriedades rurais. Com a continuidade das expedições, os pesquisadores poderão acompanhar as alterações na vegetação, no entorno das residências e em outros componentes da paisagem, relacionando essas mudanças à dinâmica dos vetores e das doenças estudadas.

Entre os resultados já publicados está uma investigação sobre a relação entre a cobertura florestal e o risco de transmissão da malária. O estudo identificou maior risco em paisagens com cobertura florestal intermediária, próxima de 50%, condição frequentemente associada à fragmentação da floresta. Nesses ambientes, foi observada maior presença de mosquitos do gênero Nyssorhynchus e maiores taxas de infecção dos vetores. A pesquisa também identificou infecções humanas assintomáticas, um fator que pode contribuir para a manutenção da transmissão da doença.

Outra pesquisa analisou a presença do protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, em triatomíneos associados a palmeiras. Os resultados indicaram maior probabilidade de infecção dos insetos em paisagens mais desmatadas, com influência adicional da distância entre as palmeiras e as residências. O trabalho foi realizado a partir de levantamentos de campo conduzidos em 2022 e 2024, combinados com imagens de drones e satélites e análises moleculares.

Os estudos também avaliam outros vetores importantes para a saúde pública. Uma das pesquisas mais recentes investigou a ocorrência de flebotomíneos, insetos envolvidos na transmissão das leishmanioses, em diferentes ambientes da Amazônia. O trabalho também analisou como a ocupação humana e as características da paisagem influenciam a abundância desses vetores.

Os dados da nova etapa serão consolidados progressivamente após cada campanha de campo. A expectativa é produzir resultados intermediários, como mapas, relatórios, trabalhos acadêmicos e análises de acompanhamento. Uma avaliação mais abrangente dos efeitos das mudanças ambientais e das ações de restauração, no entanto, dependerá da realização de vários ciclos de monitoramento.

Além da produção de conhecimento sobre doenças vetoriais e saúde ambiental, o projeto tem papel importante na formação de estudantes. Entre os participantes está Arthur Lindori, aluno do curso de Biomedicina do Centro Universitário FMABC, que atuou diretamente nas atividades de campo, incluindo a aplicação de questionários junto aos moradores e o apoio às coletas e aos levantamentos realizados nas áreas estudadas.

“A participação de estudantes em expedições e atividades de pesquisa aproxima a formação acadêmica da realidade encontrada em campo”, explica Laporta. No GeoLab, os alunos têm contato com diferentes etapas do trabalho científico, desde a coleta de informações junto às comunidades e o levantamento de dados ambientais até o apoio às análises que posteriormente dão origem a estudos acadêmicos.

As expedições também contam com o veículo oficial do GeoLab, utilizado no deslocamento das equipes e no transporte de equipamentos em áreas rurais de difícil acesso. A estrutura tem sido fundamental para a realização das campanhas de campo e para o fortalecimento das parcerias entre o Centro Universitário FMABC, instituições de pesquisa, órgãos locais e comunidades amazônicas.

Os trabalhos contam com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), por meio de projetos e bolsas, e do Instituto de Pesquisa Translacional em Doenças Infecciosas da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. A iniciativa reforça a importância da integração entre ensino, pesquisa e extensão para a produção de conhecimento sobre desafios ambientais e de saúde pública que afetam diferentes regiões do país.

SCS volta a aplicar dose de reforço contra a poliomielite para crianças de 4 anos

Postado por Akira Suzuki em 24/jul/2026 -

Esquema vacinal voltou a ser o de cinco doses (foto: Eric Romero/PMSCS)

Seguindo a recomendação do Ministério da Saúde para todo o País, São Caetano do Sul voltou a aplicar a dose de reforço contra a poliomielite aos 4 anos. Dessa forma, crianças precisam tomar cinco doses no total: aos 2, 4 e 6 meses, além de um reforço aos 15 meses e outro aos 4 anos.

A vacina previne contra a poliomielite e suas complicações. A doença é altamente contagiosa e afeta o sistema nervoso, podendo causar paralisia muscular irreversível e até a morte. O Brasil não registra casos desde 1989 e é considerado área livre da doença, mas a prevenção exige manter a vacinação em dia.

Com a mudança, o esquema vacinal retorna ao modelo adotado no País até 2024, quando eram previstas cinco doses. Todo o esquema é feito com a vacina injetável (VIP), sem a famosa gotinha (VOP).

Para se vacinar, basta comparecer a algum dos 15 locais de imunização com a carteira de vacinação e documento com foto.

São Bernardo amplia público-alvo da vacina Pneumocócica 23

Postado por Akira Suzuki em 22/jul/2026 -

Imunizante está disponível, por tempo limitado, para todos os moradores a partir dos 58 anos; pessoas com comorbidades e doenças graves formam público preferencial

 

Objetivo é a redução da mortalidade e diminuição do impacto das doenças respiratórias (foto: Divulgação/PMSBC)

A Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Saúde, ampliou o público-alvo para a vacina Pneumocócica 23, que protege contra 23 sorotipos do pneumococo, bactéria responsável por diversas infecções que podem variar de leves a graves, especialmente em idosos e pessoas com condições de saúde que aumentam o risco de complicações. Todas as pessoas a partir dos 58 anos devem se imunizar.

A medida atende determinação do Ministério da Saúde e será por tempo limitado. Fora dessa campanha especial que está em vigor, a vacina é destinada para pessoas com comorbidades e/ou doenças graves do coração, pulmão, rim ou fígado, entre outras, também a partir dos 58 anos.

MAIS PROTEÇÃO

A diretora de Imunização da Vigilância Epidemiológica de São Bernardo, Jéssica de Cássia Santos Soares, explica que a ampliação da oferta busca aumentar a cobertura vacinal entre as pessoas com maior risco de complicações, contribuindo para a prevenção de hospitalizações, redução da mortalidade e diminuição do impacto das doenças respiratórias causadas pelo Streptococcus pneumoniae (pneumococo).

Entre as principais doenças prevenidas pela vacina estão a pneumonia pneumocócica, a meningite pneumocócica, a bacteremia (infecção da corrente sanguínea), sepse causada pelo pneumococo, otite média e sinusite por alguns sorotipos da bactéria. “A vacinação reduz significativamente o risco de doença pneumocócica invasiva, de internações hospitalares e de óbitos, especialmente entre pessoas idosas”, reforça a diretora.

SARAMPO

Desde o dia 15 de julho, São Bernardo está aplicando a chamada dose zero do sarampo, em bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias. A medida visa reforçar a proteção contra a doença após casos suspeitos na cidade. A vacina contra o sarampo conta com duas doses para o esquema completo em crianças, aos 12 e 15 meses. Adultos até 29 anos e profissionais de saúde, independentemente da idade, devem ter duas doses. A partir dos 30 anos, a pessoa deve ter ao menos uma dose do imunizante.

Todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) contam com doses da vacina e os endereços e horários de funcionamento podem ser conferidos no link https://portalsaude.saobernardo.sp.gov.br/portaldasaude/ubs/

TEAcolhe de Santo André registra recorde de atendimentos após expansão

Postado por Akira Suzuki em 22/jul/2026 -

Serviço realizou mais de 8,4 mil atendimentos em três meses depois de lançamento do programa

 

Em junho, foram cerca de 4 mil atendimentos (foto: Eduardo Merlino/PSA)

O programa TEAcolhe Mais, da Secretaria de Saúde de Santo André, registrou crescimento expressivo no número de atendimentos realizados nos três primeiros meses de funcionamento. Após a ampliação do serviço, iniciada em abril deste ano, o equipamento passou de uma média de 150 atendimentos mensais para mais de 1,3 mil atendimentos em abril, 3,1 mil em maio e 4 mil em junho, totalizando mais de 8,4 mil atendimentos no período e consolidando uma nova capacidade assistencial voltada às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Lançado com o objetivo de ampliar o acesso ao diagnóstico e à reabilitação, o TEAcolhe Mais reorganizou o fluxo de atendimento da rede, fortalecendo a integração com as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e estruturando uma equipe multiprofissional exclusiva para o acompanhamento de pacientes com TEA no município. O novo modelo permite avaliações mais ágeis, acompanhamento contínuo e a elaboração de projetos terapêuticos individualizados, ampliando significativamente o acesso ao cuidado especializado.

Como parte da expansão do serviço, a Prefeitura também inaugurou, em junho, a Sala de Integração Sensorial do TEAcolhe. O espaço foi projetado para oferecer intervenções terapêuticas voltadas ao processamento sensorial, utilizando recursos específicos para estimular habilidades motoras, cognitivas, emocionais e de comunicação, de acordo com as necessidades de cada paciente. A iniciativa amplia as possibilidades de tratamento e fortalece a assistência especializada oferecida pela rede municipal.

“O crescimento expressivo dos atendimentos mostra que estamos investindo em uma saúde pública cada vez mais acessível, humanizada e preparada para atender as necessidades da população. O TEAcolhe Mais representa um avanço importante na política de cuidado às pessoas com autismo, garantindo mais acesso ao diagnóstico, ao tratamento e ao acompanhamento especializado para as famílias andreenses”, afirma o prefeito Gilvan Ferreira.

Para o secretário de Saúde, Diego Cabral, os resultados refletem o planejamento adotado para reorganizar a assistência especializada. “Os números demonstram que a ampliação do TEAcolhe já está produzindo impactos concretos. Reestruturamos o serviço, fortalecemos a equipe multiprofissional, ampliamos a capacidade de atendimento e incorporamos novos recursos terapêuticos, como a Sala de Integração Sensorial, para oferecer um cuidado mais qualificado, resolutivo e integrado às crianças e adolescentes com TEA”, diz.

Com a expansão do serviço, Santo André fortalece sua rede municipal de atenção à pessoa com Transtorno do Espectro Autista, ampliando a capacidade assistencial e incorporando novas estratégias terapêuticas para oferecer um atendimento cada vez mais eficiente, acolhedor e alinhado às necessidades dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

SBC: Centro Especializado em Reabilitação atende pacientes com cegueira ou baixa visão

Postado por Akira Suzuki em 22/jul/2026 -

CER-IV promove readaptação para pessoas que perderam total ou parcialmente a visão ao longo da vida, ajudando pacientes a ter qualidade de vida e autonomia

 

Dra. Ana Carolina Salata é oftalmologista especializada em baixa visão (foto: Bia Nazário/PMSBC)

O que você faria, se em decorrência de alguma doença, perdesse parcialmente ou totalmente a capacidade de enxergar? Para quem mora em São Bernardo e enfrenta um grande desafio como este, o CER-IV (Centro Especializado em Reabilitação) oferece atendimento multiprofissional para ajudar pacientes nestas condições. O CER-IV é o equipamento de saúde municipal que promove readaptação para pessoas com cegueira ou baixa visão, auxiliando na qualidade de vida e na autonomia dessas pessoas.

Oftalmologista especializada em baixa visão, a Dra. Ana Carolina Salata pontua que cerca de 80% dos casos de baixa visão ou cegueira são adquiridos, ou seja, são pessoas que nasceram videntes, que enxergaram até determinada faixa etária e ponto da vida e por causa, às vezes, de alguma doença como diabetes, glaucoma, entre outras, perderam parte ou totalmente a capacidade de enxergar. A baixa visão é considerada quando o paciente tem apenas 30% de acuidade visual ou menos, que não se corrige com uso de lentes.

“Aqui no CER-IV, essas pessoas vão chegar por encaminhamento da Clínica Municipal da Visão ou da UBS (Unidade Básica de Saúde) e nós vamos fazer o acompanhamento oftalmológico, adaptar lupas de mão, lupas eletrônicas, uma série de recursos que vão auxiliar esse paciente no seu dia a dia”, destacou Dra. Ana Carolina. “Temos também o serviço de orientação de mobilidade, para auxiliar os pacientes que precisam usar bengalas”, completou.

COMUNICAÇÃO

Técnica de orientação e mobilidade do CER-IV, Helenice de Oliveira explicou que até mesmo as bengalas para pessoas com cegueira ou baixa visão são específicas, e visam também comunicar para as outras pessoas sobre as limitações de quem as usa. “A bengala branca é destinada para quem não enxerga nada. Já a bengala verde, é para quem tem baixa visão. Existe ainda a bengala branca e vermelha, que é usada por quem tem deficiência visual e auditiva”, detalhou.

Helenice ensina aos pacientes como se locomover com o uso das bengalas. “É importante divulgar essa informação sobre as bengalas, porque a maioria das pessoas desconhece, mas também ajuda a evitar preconceitos”, relatou. “Não é porque a pessoa não enxerga que outras pessoas vão notar isso, e quando a gente tem um equipamento que além de auxiliar quem o usa, ainda nos comunica sobre a condição daquela pessoa, todos podemos ser mais empáticos”, concluiu.

A coordenadora do CER, Luiza Gallina, ressaltou que o equipamento está preparado para atender pessoas com diferentes tipos e graus de deficiência. “Temos equipe e estrutura para atendimentos de reabilitação para as deficiências visual, intelectual, auditiva e física, com foco no ganho de funcionalidade. Os atendimentos são realizados por equipe multiprofissional, que está pronta para atender a população”, frisou. O CER-IV atende por meio de encaminhamentos de outros serviços da rede municipal de saúde, sendo a UBS a principal porta de entrada.

HCA de SBC completa um ano sem infecção urinária associada ao uso da sonda na UTI

Postado por Akira Suzuki em 22/jul/2026 -

Resultado reforça a qualidade da assistência prestada aos pacientes oncológicos e amplia a segurança durante a internação

 

Nos 12 meses anteriores a junho de 2026, HCA internou mais de mil pacientes (foto: Patrícia Ribeiro/PMSBC)

O Hospital de Câncer Padre Anchieta de São Bernardo alcançou um importante marco na segurança do paciente: um ano sem registrar casos de infecção urinária associada ao uso da sonda em pacientes internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O resultado é fruto da capacitação contínua das equipes, da adoção de protocolos assistenciais e do compromisso permanente com a qualidade do atendimento.

Neste período, de julho de 2025 até 15 de julho de 2026, foram realizadas 1.063 internações na UTI. Nos 12 meses anteriores, foram 923 internações. A conquista tem um significado ainda maior no atendimento aos pacientes oncológicos, que costumam apresentar o sistema imunológico enfraquecido e, muitas vezes, necessitam de internações recorrentes e do uso de dispositivos invasivos, fatores que aumentam o risco de infecções.

De acordo com a coordenadora de Enfermagem do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, Daniela Nogueira de Oliveira, manter esse indicador por um ano representa uma conquista de toda a equipe. “Alcançar esse resultado demonstra que estamos oferecendo um cuidado seguro, permitindo que nosso paciente tenha alta no tempo oportuno, sem desenvolver uma infecção relacionada à assistência.”

Segundo Daniela, o desempenho é resultado do trabalho integrado entre diferentes profissionais do hospital. Treinamentos periódicos, educação continuada e a aplicação diária de protocolos de prevenção fazem parte da rotina das equipes, que atuam de forma permanente para reduzir os riscos de infecção.

BOM USO DOS RECURSOS

Além dos benefícios clínicos, o resultado também representa impacto positivo para a gestão da saúde pública. Conforme explicou a coordenadora, dados do Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde) apontam que cada caso de infecção urinária associada ao uso de sonda em pacientes oncológicos pode gerar um custo aproximado de R$ 74 mil ao município.

Dessa forma, a prevenção contribui não apenas para a recuperação dos pacientes, mas também para a utilização mais eficiente dos recursos públicos. “O cuidado é integrado e envolve toda a equipe multiprofissional. Nosso maior desafio é manter o engajamento dos profissionais e a qualidade da assistência ao longo do tempo”, pontuou a coordenadora.

RECONHECIMENTO

A qualidade desse atendimento também é percebida pelos próprios pacientes. A contadora Raquel Souto de Noronhas, de 43 anos, moradora do Rudge Ramos, recebeu alta após passar dez dias internada na UTI e faz questão de destacar o acolhimento recebido durante todo o período. “A equipe de enfermagem cuidou de mim com muito carinho, respeito e dedicação. Em um momento de tanta fragilidade, esse cuidado faz toda a diferença.”

Ela também deixou uma mensagem de agradecimento aos profissionais. “Continuem fazendo esse trabalho com amor, respeito e carinho. Isso transforma a recuperação do paciente e faz toda a diferença para quem está passando por um momento tão difícil”, concluiu.

Mais do que um indicador de qualidade assistencial, o marco de um ano sem infecção urinária associada ao uso da sonda demonstra o compromisso do Hospital de Câncer Padre Anchieta de São Bernardo com a segurança do paciente, a excelência dos processos e a humanização no atendimento, fortalecendo uma assistência cada vez mais segura e eficiente.

Hospital da Mulher de SBC promove atividade educativa sobre cirurgia segura

Postado por Akira Suzuki em 22/jul/2026 -

Ação reuniu cerca de 300 profissionais para atualização de conhecimentos e fortalecimento das práticas de segurança nos procedimentos cirúrgicos e obstétricos

 

Ação teve participação de médicos e profissionais de enfermagem (foto: Johnn Menezes/PMSBC)

A Prefeitura de São Bernardo, por meio do Hospital da Mulher, promoveu uma atividade de educação permanente voltada às boas práticas de segurança nos procedimentos cirúrgicos e obstétricos. Realizada entre 13 e 16 de julho, a iniciativa reuniu aproximadamente 300 profissionais entre médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, de nove setores assistenciais, incluindo unidades de internação e áreas cirúrgicas.

Organizada pelas coordenações de Enfermagem da Educação Continuada, Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico, Pronto-Socorro Ginecológico e Obstétrico (PSGO), Unidades de Internação Adulto e CAISM (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher), a atividade contou com três estações temáticas. De forma dinâmica e participativa, os profissionais revisaram etapas essenciais do protocolo de cirurgia segura e discutiram situações relacionadas à rotina assistencial.

EDUCAÇÃO PERMANENTE

Segundo a gerente de Enfermagem do Hospital da Mulher, Selma Maria da Costa, a atividade integra o calendário anual de educação permanente da instituição e tem como objetivo manter as equipes atualizadas e mobilizadas em torno da segurança do paciente.

“A proposta foi utilizar um formato leve e interativo para estimular a participação dos profissionais e favorecer a reflexão sobre as práticas adotadas no dia a dia, mantendo o foco na qualidade da assistência, na comunicação entre as equipes e na segurança do paciente”, destacou.

A coordenadora de Qualidade do Hospital da Mulher, Regina Finco Stoianof, explicou que metodologias participativas contribuem para tornar o processo de aprendizagem mais efetivo, pois estimulam a troca de experiências e a construção conjunta do conhecimento.

“A segurança do paciente exige atenção permanente, trabalho em equipe e revisão contínua dos processos. Essas atividades favorecem o alinhamento das práticas e fortalecem a cultura de segurança em todas as etapas do cuidado”, afirmou.

Para a enfermeira obstetra Joyce da Paixão, que participou das dinâmicas, o formato aproximou o conteúdo da prática diária. “As perguntas abordavam situações presentes em nossa rotina. A dinâmica facilitou a participação da equipe, a troca de experiências e a atualização dos conhecimentos sobre os protocolos institucionais”, comentou.

CIRURGIA SEGURA

O Hospital da Mulher realiza, em média, 530 procedimentos cirúrgicos e obstétricos por mês. Entre as práticas adotadas está o Checklist de Cirurgia Segura, instrumento utilizado para promover a comunicação entre os profissionais e a verificação de etapas essenciais antes, durante e após os procedimentos.

Nas auditorias institucionais realizadas por amostragem, os registros avaliados apresentaram adesão integral ao checklist. Os resultados são acompanhados periodicamente, em conjunto com outros indicadores assistenciais, para identificar oportunidades de aprimoramento e orientar ações de educação permanente e melhoria contínua do cuidado.

SBC: capacitação qualifica atendimento do Ambulatório Trans da Policlínica Centro

Postado por Akira Suzuki em 22/jul/2026 -

Aula visa abordar temas como respeito ao nome social e à identidade de gênero

 

Fachada da Policlínica Centro (foto: Brenner Oliveira/PMSBC)

A Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Saúde, realiza nos dias 21 e 22 de julho capacitação sobre o cuidado à população que utiliza o serviço do Ambulatório Trans da Policlínica Centro. A atividade será ministrada pelo enfermeiro assistencial de referência do Ambulatório Trans, Lenon Dellalibera.

A iniciativa, que é destinada aos profissionais da equipe de enfermagem da Policlínica, integra o programa permanente de educação em saúde do equipamento e tem como objetivo fortalecer a atuação dos profissionais, promovendo um atendimento cada vez mais qualificado, respeitoso e acolhedor.

A formação abordará aspectos fundamentais para o atendimento humanizado, como acolhimento, consulta de enfermagem, administração de medicamentos, respeito ao nome social e à identidade de gênero, além das especificidades do cuidado às pessoas trans.

O Ambulatório Trans da Policlínica Centro é referência no atendimento à população trans em São Bernardo desde agosto de 2024. O serviço oferece atendimento especializado e humanizado, garantindo acolhimento, acompanhamento integral e acesso aos cuidados de saúde de acordo com as necessidades de cada usuário.

SERVIÇO

O Ambulatório Trans funciona na Policlínica Centro, localizada na Avenida Armando Ítalo Setti, 402, Baeta Neves. O atendimento é realizado por demanda espontânea ou mediante encaminhamento da rede municipal de saúde. O horário de acolhimento é das 7h às 19h. Desde sua implantação, o ambulatório já realizou cerca de 150 atendimentos e atualmente acompanha aproximadamente 120 usuários.

O cuidado é realizado por uma equipe multiprofissional composta por enfermagem, assistência social, psicologia, psiquiatria e endocrinologia. Entre os serviços oferecidos estão o acompanhamento clínico, a terapia hormonal, quando indicada, e o encaminhamento para cirurgias de afirmação de gênero realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

FUABC capacita 300 cuidadores de crianças atípicas sobre manejo comportamental

Postado por Akira Suzuki em 22/jul/2026 -

Profissionais que atuam nas escolas municipais de SBC participaram de treinamento sobre prevenção de acidentes e acolhimento a alunos com TEA

 

Cuidadores acompanham demonstração de manobra de desengasgo em boneco

Cerca de 300 cuidadores que atuam nas escolas municipais de São Bernardo do Campo participaram, em 21 de julho, de um treinamento voltado ao trabalho com crianças atípicas entre 3 e 6 anos. O encontro aconteceu no Auditório David Uip, no campus do Centro Universitário FMABC, em Santo André, e reuniu profissionais do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) da Fundação do ABC, responsáveis por conduzir as duas frentes da capacitação: prevenção de acidentes e manejo comportamental.

A técnica de segurança do trabalho Yasmin Lima explicou os diferentes tipos de acidente de trabalho — típico, de trajeto e biológico — e orientou os cuidadores sobre os procedimentos corretos em cada situação, incluindo a abertura da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e reforçando que o documento protege o trabalhador caso uma lesão evolua para algo mais sério. Yasmin também abordou a Lei Lucas, que trata da capacitação de profissionais da educação para atendimento a situações de engasgo, e conduziu, na sequência, uma parte prática com manobras de desengasgo aplicadas em bonecos, simulando o atendimento a bebês e crianças maiores.

A supervisora-geral de Educação da FUABC, Edlaine Francisco, explicou que a iniciativa partiu de uma constatação do próprio SESMT: havia um número elevado de acidentes de trabalho entre os cuidadores, o que motivou a proposta de um treinamento específico. Segundo ela, a data foi definida ainda no primeiro semestre para que a orientação pudesse alcançar o maior número possível de profissionais antes do fim do ano letivo.

Edlaine lembrou, ainda, que o trabalho dos cuidadores integra um termo de colaboração firmado entre a Fundação do ABC e a Secretaria de Educação de São Bernardo do Campo, dedicado exclusivamente à área educacional, e que essas profissionais atuam diretamente nas escolas, acompanhando crianças com algum tipo de deficiência, física ou de outra natureza.

Na segunda parte do treinamento, a psicóloga do SESMT Manuela de Almeida Freire apresentou noções sobre o funcionamento do transtorno do espectro autista e discutiu estratégias de manejo para momentos de crise comportamental. Ela explicou a diferença entre birra, meltdown e shutdown, destacando que uma criança autista que se recusa a participar de uma atividade nem sempre está sendo desafiadora — muitas vezes, está sinalizando sobrecarga sensorial. “Ela está pedindo ajuda para vocês, porque ela está sobrecarregada”, resumiu a psicóloga, ao explicar por que reações desse tipo não devem ser interpretadas de forma simplista.

Durante a apresentação, Manuela também tratou dos diferentes níveis de suporte previstos para o espectro autista e de recursos de comunicação alternativa, como o uso de cartões com imagens para que crianças não verbais consigam expressar necessidades básicas, como fome, dor ou vontade de ir ao banheiro. A psicóloga ainda introduziu conceitos da Análise do Comportamento Aplicada (ABA) e incentivou o uso de comandos curtos e diretos no dia a dia escolar, já que frases longas costumam dificultar o processamento de informações por parte dessas crianças.

TERMO DE COLABORAÇÃO

As atividades desenvolvidas nas escolas municipais de São Bernardo do Campo em parceria com a FUABC integram o Termo de Colaboração nº 225, firmado em dezembro de 2022. A parceria oferece atendimento complementar a estudantes da Rede Municipal de Ensino com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e transtorno do espectro autista, promovendo programas de cooperação técnica e financeira na área da educação, em conformidade com o Estatuto da Criança e do Adolescente, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, o Plano Nacional de Educação (PNE) e as diretrizes elaboradas pelo município em parceria com a entidade.