Postado por Cassiano Oliveira em 24/mar/2026 -

Foto: Brenner Oliveira/PMSBC
Com a implantação do Programa ‘SBC Saúde Melhor’, a Prefeitura de São Bernardo tem realizado uma transformação em equipamentos municipais de saúde, visando qualificar o atendimento à população. A iniciativa permite investimento na revitalização e ampliação de unidades, incluindo UPAs, UBSs e hospitais no pacote. Neste contexto, o prefeito Marcelo Lima vistoriou em 23 de março as obras da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) União/Alvarenga, que passa por ampla reforma estrutural.
Acompanhado do secretário municipal de Saúde, Dr. Jean Gorinchteyn, do adjunto de Saúde, Dr. Romero Lima, e de diretores de departamentos da Secretaria de Saúde, o chefe do Executivo municipal visitou todo o equipamento, verificou cada detalhe das intervenções no local e conversou com os trabalhadores. A reforma da UPA União/Alvarenga entrou no âmbito do ‘SBC Saúde Melhor’, que, desde 2025, vem requalificando as unidades municipais de saúde da cidade, garantindo mais conforto e proporcionando melhores condições de atendimento.
“Desde janeiro de 2025 nós começamos uma grande mudança na saúde, investindo fortemente na melhoria dos atendimentos e, com a Caravana da Saúde, foram mais de 250 mil atendimentos, abrimos o pronto-socorro do Hospital de Urgência (HU) no primeiro dia do ano. Mas também estamos cuidando da parte estrutural das unidades. As UPAs que estão em reformas ficarão no mesmo padrão da UPA Vila São Pedro, que foi reconstruída e entregue em outubro de 2025, tornando-se referência de modelo a ser seguido”, frisou o prefeito.
CARA NOVA
A UPA União/Alvarenga irá ganhar quatro novos leitos, passando de 14 para 18, além de mais um consultório para atendimentos de casos leves e um consultório odontológico, ampliando a capacidade de atendimentos. Também será implementado um acesso externo para a farmácia. Com as intervenções, estão sendo investidos R$ 2,9 milhões nas melhorias, em recursos municipais e de contrapartida da iniciativa privada. O prazo estimado de entrega é em janeiro de 2027.
Dentro deste modelo, o ‘SBC Saúde Melhor’ tem em andamento também as reformas das UPAs Paulicéia e Silvina/Ferrazópolis.
A TODO VAPOR
O Programa SBC Saúde Melhor já promoveu a reconstrução da UPA Vila São Pedro, a entrega de 22 novos leitos e a reforma do telhado do Hospital da Mulher, a implantação da Casa de Passagem, a reforma da Casa da Gestante, a entrega da UBS São Pedro II e o centro cirúrgico da Clínica Municipal da Visão.
Nos hospitais municipais, o plano viabilizou o novo centro de infusão do Hospital de Câncer Padre Anchieta, a reestruturação do pronto-socorro do Hospital de Urgência, com adequação e construção de novos ambientes, como a brinquedoteca, reforma do piso e qualificação da hotelaria, com reforma nos banheiros dos quartos de internação e colocação de televisor nas unidades, e no Hospital de Clínicas, 11 novos leitos de UDC (Unidade de Decisão Clínica), ampliando a capacidade de atendimento.
Foram finalizadas também obras que haviam sido entregues incompletas em gestões anteriores, como na UBS Calux e na UBS Santa Terezinha.
MELHORIAS
Os investimentos em todas essas melhorias já somam mais de R$ 53 milhões. “A saúde tem sido uma prioridade. Lançada em janeiro de 2025, a Caravana da Saúde, por exemplo, resolveu problemas históricos de espera por consultas, cirurgias e exames, realizando mais de 250 mil atendimentos, além de reorganizar todos os fluxos de atendimento”, pontuou o secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Jean Gorinchteyn.
“Com os fluxos funcionando melhor, a gente volta a nossa atenção para as melhorias estruturais, que começaram com força no fim do primeiro semestre de 2025”, emendou o secretário. A diretora de divisão do DAHUE (Departamento de Atenção Hospitalar, Urgência e Emergência), Danúbia Martins Altoe Silva, ressaltou que o ‘SBC Saúde Melhor’ é uma das principais estratégias de fortalecimento da rede pública de saúde do município, promovendo “uma assistência mais moderna, eficiente e humanizada”.
Postado por Laís Araújo em 24/mar/2026 -

Atividades incluíram sessão de escalda-pés
Em celebração ao Dia Internacional da Mulher, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Sorocaba, unidade gerenciada pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, promoveu uma semana especial de ações dedicadas ao cuidado e à valorização de suas colaboradoras.
As atividades, realizadas ao longo de março, contemplaram desde a entrega de kits de autocuidado até momentos de relaxamento e orientações de saúde da pele.
A programação teve início com a distribuição de um mimo personalizado para cada colaboradora, composto por itens voltados ao dia a dia: xuxinha de cabelo de seda, máscara facial para skin care e lixa de unha. A iniciativa buscou simbolizar um convite para que cada profissional reservasse um momento para si mesma.
Na sequência, o AME Sorocaba realizou o “Dia do Autocuidado com a Pele”, que contou com orientações práticas de cuidados com a pele conduzidas por uma representante da marca Mary Kay. O evento também incluiu a exposição de um stand de semijoias da Ryvka Joias e o sorteio de brindes cedidos pelos parceiros envolvidos na ação.
Para encerrar a programação, nos dias 12 e 13 de março, foi realizado o “Momento de Cuidado com Quem Cuida”. Em um ambiente preparado para proporcionar relaxamento e acolhimento, as colaboradoras tiveram acesso a escalda-pés, massagem e aplicação de máscara facial — experiências pensadas para reforçar a importância do cuidado integral com quem dedica seu dia a dia ao cuidado de outras pessoas.
Também, como parte das ações, foi realizada uma roda de conversa com a psicóloga Kelly Almeida, abordando o tema do autocuidado da mulher.
A gerente do AME Sorocaba, Ana Laura Marcondes, destacou o propósito da iniciativa. “O intuito desse evento foi proporcionar às nossas colaboradoras um momento de pausa na rotina, tanto no trabalho quanto nas demandas pessoais. O foco era que elas fossem cuidadas, pois hoje entendemos que a rotina da mãe, esposa e mulher trabalhadora muitas vezes não permite que ela se cuide e tenha um tempo somente para si. Esperamos que elas tenham tido essa percepção, pois elas merecem ser cuidadas e amadas.”
A Fundação do ABC, responsável pela gestão do AME Sorocaba desde novembro de 2020, reafirma, por meio de ações como esta, o compromisso institucional com o bem-estar de suas equipes. A unidade atende exclusivamente usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) e abrange 48 municípios da região de Sorocaba, oferecendo 20 especialidades médicas e mais de 5,3 mil consultas por mês.
Postado por Laís Araújo em 24/mar/2026 -

Membros da CIPA
O mês de março foi marcado por iniciativas da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Praia Grande, unidade do Litoral Sul paulista gerida pela Fundação do ABC desde a sua inauguração, em agosto de 2009. Entre os resultados do período, destaca-se o registro de zero acidente de trabalho, dado que reflete a efetividade das medidas preventivas adotadas e o comprometimento dos colaboradores com as normas de segurança vigentes.
No campo da saúde ocupacional, a comissão realizou o acompanhamento sistemático das Comunicações de Acidente de Trabalho (CAT), com análise contínua das ocorrências e identificação de oportunidades de aprimoramento nas práticas preventivas. A CIPA também monitorou as manutenções preventivas e corretivas realizadas na estrutura física e nos equipamentos da unidade, com o objetivo de identificar e mitigar riscos que possam impactar tanto os colaboradores quanto os pacientes atendidos — reforçando, assim, o compromisso institucional com a segurança assistencial.
Em consonância com o mês dedicado à valorização da mulher, a comissão dedicou atenção especial ao reconhecimento da atuação das profissionais da unidade, destacando sua contribuição essencial para a construção de um ambiente de trabalho colaborativo e comprometido com o bem-estar coletivo.
Todas as ações foram planejadas e debatidas nas reuniões mensais da CIPA, que contam com a participação ativa de seus membros e com o apoio técnico de um profissional especializado em segurança do trabalho da empresa Perfil. Esse modelo de gestão participativa é parte da abordagem adotada pela Fundação do ABC em suas unidades, que busca promover ambientes laborais seguros, humanizados e orientados pela melhoria contínua.
Referência em serviços de média complexidade para sete municípios do Litoral Sul, o AME Praia Grande atende uma população estimada em cerca de 1 milhão de pessoas, oferecendo 15 especialidades médicas, cerca de 20 tipos de exames e serviços de cirurgia ambulatorial. A unidade também realiza, ao longo do ano, treinamentos, capacitações e atividades de integração voltadas aos seus colaboradores, como parte do esforço permanente da Fundação do ABC pelo aprimoramento profissional e pela qualidade no atendimento ao usuário do Sistema Único de Saúde.
Postado por Cassiano Oliveira em 24/mar/2026 -

Prof. Dr. Rubens Wajnsztejn
Aconteceu em 20 de março, no anfiteatro do Centro Universitário FMABC, em Santo André, a abertura da 15ª edição do Simpósio Internacional de Síndrome de Down. O evento, já consolidado como um dos mais relevantes do país na área, reuniu especialistas, profissionais da saúde e da educação, pesquisadores, estudantes e famílias para discutir avanços e desafios relacionados à trissomia 21.
Com o tema “Avanços interdisciplinares em educação, saúde e neurociências”, a edição deste ano propõe um olhar integrado sobre o desenvolvimento e a inclusão de pessoas com síndrome de Down, destacando práticas inovadoras e evidências científicas que contribuem para a melhoria da qualidade de vida. O evento conta com palestras presenciais e on-line, permitindo a participação de pessoas de diferentes regiões do país e até mesmo do exterior.
Além de promover atualização científica, o simpósio ocorre em um momento simbólico, já que em 21 de março é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down, reforçando a importância da conscientização e do combate ao preconceito.
Além das palestras, a programação incluiu atividades de pré-congresso, conferências, mesas-redondas e apresentações que abordaram diferentes dimensões do cuidado e do desenvolvimento de pessoas com síndrome de Down. Entre os temas em destaque estão aspectos clínicos, estratégias educacionais, inclusão social e avanços nas neurociências.
O evento também se consolida como um espaço de troca entre diferentes públicos, ao reunir não apenas especialistas, mas também familiares e pessoas com síndrome de Down, fortalecendo o diálogo e a construção coletiva de conhecimento.

Profa. Ms. Alessandra Caturani
O impacto do evento pode ser observado no engajamento do público. Os pais Renato Gonçalves Gomes e Janaína de Cássia Silva viajaram cerca de 500 quilômetros, de Assis até Santo André, para participar da programação. “Gostamos de participar porque ajuda a desmistificar muita coisa. Ao assistir às palestras, entendemos que, com o tratamento adequado, nosso filho pode desenvolver todo o seu potencial”, afirma Janaína.
Para a advogada Ana Paula Scaracini, que esteve no evento com a filha Melissa, de 1 ano, o acesso à informação é fundamental. “Como minha filha é muito nova, eu também estou em fase de aprendizado, de certa forma. Por isso busco contato com especialistas e outras famílias que compartilham experiências. Participar de um evento assim traz mais segurança e embasamento inclusive na hora de conversar com os profissionais durante as consultas”, relata.
Organizado pela própria FMABC e com participação expressiva de integrantes do Núcleo Especializado em Aprendizagem (NEA-FMABC) na organização e nas palestras, além do apoio de alunos do Centro Acadêmico de Psicologia da instituição, o encontro reforça o papel do Centro Universitário como referência na formação em saúde e na produção de conhecimento científico.
“É uma oportunidade para trocar experiências e ampliar nosso compromisso com a promoção da inclusão, da diversidade e da disseminação de boas práticas assistenciais e educacionais”, explica Alessandra Caturani, coordenadora do NEA-FMABC.
Postado por Laís Araújo em 24/mar/2026 -

Encontro foi um momento de conscientização e fortalecimento da rede de apoio
Em alusão ao Mês da Mulher, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Dr. Oscar Gurjão Cotrim, de Araçatuba, gerenciado pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, realizou no dia 23 de março um encontro educativo com a temática “Segurança e Prevenção da Violência Contra Mulheres”.
A iniciativa foi organizada pelo Centro Integrado de Humanização (CIH), sob coordenação de Raquel Alves de Morais Borges, e reuniu colaboradoras da unidade em um espaço de conscientização, orientação e fortalecimento da rede de apoio às mulheres.
O encontro abordou os diferentes tipos de violência previstos na legislação brasileira, os sinais de alerta em relacionamentos abusivos e os impactos físicos e emocionais decorrentes dessas situações. Também foram apresentadas estratégias de prevenção e proteção, além dos canais oficiais de denúncia e acolhimento, reforçando o papel da informação como instrumento de garantia de direitos.
A atividade contou com a presença da delegada da Delegacia da Defesa da Mulher (DDM) de Araçatuba, Dra. Luciana Pistori Frascino, que proporcionou um espaço de escuta qualificada e esclarecimento de dúvidas. A participação da autoridade evidenciou a importância da atuação intersetorial no enfrentamento da violência de gênero e na construção de ambientes mais seguros para as mulheres.
A ação contribuiu para ampliar o conhecimento das participantes sobre os tipos de violência e os mecanismos de proteção disponíveis, fortalecendo a autonomia e a capacidade de identificação precoce de situações de risco. Do ponto de vista institucional, a iniciativa reforça o compromisso do AME Araçatuba com a promoção da saúde, da segurança e da dignidade das mulheres, alinhando-se aos princípios da Política Nacional de Humanização e às diretrizes da Fundação do ABC.
Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -
A Fundação do ABC deu início a uma série de palestras itinerantes sobre a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) voltadas aos colaboradores de suas unidades gerenciadas. O primeiro encontro aconteceu no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e foi voltado principalmente à equipe assistencial. O tema central foi a privacidade e a proteção de dados no ambiente hospitalar.
A iniciativa é conduzida pela Comissão de Proteção de Dados da Fundação do ABC e teve como palestrantes a Dra. Carolina Silvério, do Departamento de Controladoria, coordenadora da Comissão e Encarregada de Proteção de Dados (DPO) da instituição; o Prof. Osmar Mikio Moriwaki, consultor do Núcleo de Governança; e Cleber Renato Soares de Oliveira, diretor de Tecnologia da Informação da FUABC.
A LGPD, sancionada no Brasil em 2018 e em vigor desde setembro de 2020, estabelece diretrizes para a coleta, o processamento e o armazenamento de dados pessoais por organizações públicas e privadas. No contexto da saúde, a lei ganha relevância ampliada, uma vez que informações como diagnósticos, históricos clínicos, resultados de exames e prontuários são classificados como dados sensíveis, categoria que exige proteção reforçada.
Dra. Carolina Silvério destacou que a decisão de levar a discussão diretamente às equipes de linha de frente partiu da experiência acumulada pela comissão ao longo do último ano e meio. “Foi considerando as principais dúvidas, nesse tempo de atuação da comissão e dos comitês, que resolvemos expandir a comunicação para os próprios trabalhadores, para quem está na linha de frente mesmo”, afirmou. A encarregada de dados também chamou a atenção para riscos concretos do cotidiano, como tentativas de obtenção indevida de informações de pacientes por meio de engenharia social.
Para o Prof. Osmar Mikio Moriwaki, a conscientização é o passo mais importante para que a proteção de dados deixe de ser uma obrigação abstrata e passe a fazer sentido na prática. “Os colaboradores têm que entender que eles são os guardiões dos dados pessoais dos pacientes e dos seus familiares que passam pela instituição”, disse o consultor, ressaltando que o descumprimento da lei pode gerar consequências tanto no âmbito criminal quanto em ações de indenização, afetando profissionais e a própria instituição.
Iniciada no Hospital Mário Covas em 17 de março, a série de encontros foi planejada para percorrer progressivamente as unidades gerenciadas pela Fundação do ABC, com previsão de expansão para localidades como o litoral e interior paulista. A próxima parada já está confirmada: a comitiva segue para o Hospital Geral de Carapicuíba (HGC), na região da Rota dos Bandeirantes, no dia 31 de março.
A Fundação do ABC reforça que a proteção de dados é uma responsabilidade compartilhada por todos os seus colaboradores e que iniciativas como essa fazem parte de um esforço contínuo de governança e conformidade legal. Para dúvidas ou informações adicionais sobre a LGPD na instituição, os colaboradores podem acionar os embaixadores locais de LGPD presentes em cada unidade.

Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -

Objetivo foi ampliar o acesso a informações qualificadas sobre saúde da mulher
Em celebração ao Mês da Mulher, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Araçatuba, unidade gerenciada pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, realizou no dia 18 de março uma roda de conversa voltada às colaboradoras da instituição.
A iniciativa partiu de Raquel Alves de Morais Borges, coordenadora de Humanização do Centro Integrado de Humanização (CIH), e de Pâmela Luana de Oliveira, supervisora de Atendimento e integrante do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), com o objetivo de ampliar o acesso das profissionais a informações qualificadas sobre saúde da mulher.
O encontro abordou temas como prevenção de doenças, autocuidado e bem-estar físico e emocional, além de trazer reflexões sobre a sobrecarga acumulada pelas mulheres no exercício de múltiplos papéis — profissional, mãe, cuidadora, filha e parceira. A proposta reforçou a mensagem de que quem cuida dos outros também precisa cuidar de si.
A atividade contou com a presença do Dr. Márcio Pimenta, ginecologista e obstetra, e das médicas residentes em Ginecologia e Obstetrícia que integram sua equipe no AME Araçatuba: Dra. Jéssica Fernanda Hansen Vinhal, Dra. Isabela Fernandes e Dra. Caroline Maronezzi. Os profissionais conduziram o encontro com orientações técnicas e esclarecimentos sobre aspectos relevantes da saúde feminina.
Durante a roda de conversa, foi criado um espaço de escuta ativa e troca de experiências, no qual as participantes puderam compartilhar dúvidas e reflexões sobre o cuidado com a própria saúde. A dinâmica reforçou a importância do autocuidado como condição essencial para que a mulher possa manter sua qualidade de vida e continuar exercendo seus diferentes papéis com equilíbrio.
A iniciativa está alinhada aos princípios da Política Nacional de Humanização, especialmente no que diz respeito à valorização dos trabalhadores da saúde e ao fortalecimento de espaços coletivos de diálogo. Para o AME Araçatuba, ações como essa integram o compromisso institucional com a promoção da saúde, o acolhimento e a construção de um ambiente de trabalho mais participativo e humanizado.
Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -

Foto: Divulgação/FMABC
O Centro Universitário FMABC celebra duas décadas de história dos cursos de Fisioterapia, Nutrição e Terapia Ocupacional. As graduações foram criadas em 2006 com o propósito de ampliar a atenção à saúde na região do ABC e, hoje, se consolidam como pilares da educação multiprofissional da instituição, com demanda crescente no vestibular e aumento de cerca de 30% no número de alunos nos últimos anos.
Os cursos surgiram a partir de uma visão estratégica de expansão acadêmica e de fortalecimento do cuidado integral à população. “Se a gente não tivesse diversificado os cursos, não teríamos sobrevivido até aqui como centro universitário”, afirma Prof. Dr. Fernando Fonseca, reitor da instituição.
Segundo ele, a decisão de investir em novas áreas da saúde foi fundamental para acompanhar as necessidades da sociedade. “O maior legado é formar bons profissionais para atender à população. Não apenas bons terapeutas, mas bons seres humanos”, completa.
O projeto de criação dos cursos teve forte influência do Dr. Milton Borrelli, ex-diretor da instituição, que defendia uma abordagem multiprofissional no cuidado em saúde. “A ideia era ampliar a atenção à saúde da região, formando profissionais para preencher lacunas nas unidades. Não bastava apenas a parte médica”, destaca o vice-reitor Prof. Dr. David Feder, que leciona na instituição desde a década de 1980 e acompanhou as primeiras turmas. “É muito prazeroso ver nossos alunos e encontrá-los como colegas no cuidado da população alguns anos depois”, afirma.
Durante esses 20 anos, a instituição passou por mudanças estruturais importantes para acompanhar a evolução das profissões e garantir ensino de excelência. Foram implantados laboratórios específicos e espaços adaptados, com mobiliário especializado.
A coordenadora do curso de Fisioterapia, Marcia Cunha, ressalta o compromisso com a formação integral. “O curso foi criado para formar profissionais éticos, responsáveis e autônomos, com uma formação humanística, crítica e baseada no rigor científico”, afirma.
Na Terapia Ocupacional, a evolução também é marcante. “Em 2006, poucos sabiam o que era a profissão. Hoje, ela é cada vez mais valorizada e reconhecida pela população, e nosso curso conta com nota máxima no MEC”, explica a coordenadora Andreia Zarzour.
Ela destaca, ainda, o modelo integrado da FMABC, que promove a interação entre cursos por meio de simpósios, feiras de saúde e ligas acadêmicas. “Assim, os alunos compreendem o papel de cada profissional dentro da equipe de saúde. Ser terapeuta ocupacional é saber escutar, acolher e contribuir para o caminho dessas pessoas”, afirma.
Mariana Gomes, coordenadora do curso de Nutrição, reforça a ideia de que o diálogo entre as disciplinas auxilia no cuidado à população e acrescenta que a formação contempla aspectos que permitem ao estudante atuar em diferentes áreas da profissão. “Formamos nutricionistas com uma visão crítica e a bagagem necessária para atuação na área clínica, na gestão de serviços de alimentação e na saúde coletiva”, explica.
Para o reitor da FMABC, a expansão dessas áreas também responde a um desafio estrutural do sistema de saúde brasileiro. “Nosso sistema é relativamente jovem, e ainda há muitas cidades sem fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e nutricionistas na rede pública. Queremos tornar essas profissões mais conhecidas e integradas ao cuidado em saúde”, reforça Dr. Fonseca.
Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -

Foto: Divulgação/PMSBC
Você sabe que os ovos não devem ser guardados na porta da geladeira? Que para descongelar alimentos, eles não devem ser deixados em temperatura ambiente? O que fazer em caso de incidente com animal peçonhento? Quais são os sintomas da tuberculose? Essas e muitas outras informações foram levadas para o público que esteve, no dia 19 de março, na feira livre da Rua Gino Amadei, no bairro da Paulicéia, em São Bernardo, por meio da ação “Saúde na Feira”.
Esta foi a primeira edição do ano e a próxima está marcada para abril, na região da UBS (Unidade Básica de Saúde) Demarchi. A iniciativa é realizada pelo Núcleo em Vigilância em Saúde, do Departamento de Proteção à Saúde e Vigilâncias, da Secretaria de Saúde de São Bernardo, em parceria com a Atenção Básica e o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). Foram realizadas 596 ações de orientações e 27 profissionais participaram das atividades.
Tendas foram montadas para que a população pudesse ver, entre outras coisas, espécies de animais peçonhentos e/ou que transmitem doenças, como ratos e escorpiões; um microscópio para observar a larva do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e de outras arboviroses; uma réplica de geladeira para aprender como acondicionar os alimentos de maneira segura; embalagens diversas para aprender a fazer a leitura dos rótulos e consequentemente, escolhas mais saudáveis.
PREVENÇÃO
A articuladora do Núcleo em Vigilância da UBS Paulicéia, Nayra Mancini, explicou que o objetivo principal é trazer os serviços e as orientações de saúde mais próximos da comunidade. “Esse contato mais direto mostra que a saúde está além dos muros das UBS e dos hospitais”, pontuou. “Quando fazemos essas abordagens trabalhamos a promoção e a prevenção, e isso reduz o número de casos de doenças que vão chegar na rede”, destacou o articulador do núcleo da UBS Planalto, José Ailton Alves de Oliveira.
ACSs (Agentes Comunitários de Saúde) e profissionais da UBS Paulicéia também entregaram hipoclorito de sódio para quem estava na feira, produto utilizado para higienização de frutas, verduras e legumes, além de passar orientações e fazer a busca ativa da tuberculose. Em março, se intensificam as ações de prevenção à doença. “Estamos orientando sobre os sintomas, sobre quando procurar atendimento médico e como acessar os serviços de saúde”, detalhou a enfermeira Vania Romaqueli.
A dona de casa Sonia Esperandio, de 69 anos, aproveitou a ida à feira para receber as orientações dos agentes do Núcleo em Vigilância. “É muito bom, porque só vou na UBS para tomar vacina, e aqui na feira a gente tem mais um tempo. Conseguimos ter acesso a essas informações. Foi ótimo”, elogiou.
Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -

Pacientes que aguardavam consultas receberam orientações (foto: Eric Romero/PMSCS)
Dor não é normal. Este foi o tema da ação realizada pelo Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher) de São Caetano do Sul para conscientizar sobre a endometriose. Pelo Março Amarelo, a unidade foi decorada, no dia 19, com esta cor, que remete à causa e que foi vestida pelas profissionais do espaço.
A endometriose é uma condição em que tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, causando inflamação e dor intensa, inclusive incapacitante. Pode afetar ovários, trompas e outros órgãos.
“Muitas mulheres acabam normalizando essa dor e, quando fazem isso, não se dão conta de que estão perdendo qualidade de vida. Por isso, o nosso alerta: dor não é normal”, enfatizou a responsável técnica do Caism, Bruna Nakauchi.
Durante a ação, foram distribuídos folhetos com informações sobre a endometriose durante as abordagens das profissionais junto às pacientes que aguardavam por consultas e exames.
“Sofri muito tempo sem saber que tinha essa enfermidade. Foram dez anos com dores muito fortes, cólicas muito intensas, chegando a ficar acamada. E muito sangramento, a ponto de achar que estava com hemorragia”, relatou Katia Pereira, de 46 anos.
Foi após a realização de um ultrassom transvaginal que a moradora do Bairro São José recebeu o diagnóstico e começou a fazer o acompanhamento no Caism. Em junho de 2025, realizou cirurgia para a remoção dos ovários. “Foi a melhor coisa que fiz na vida. Antes tinha TPM intensa, ficava mal-humorada pelas dores e acabava atingindo pessoas que amo por conta disso. Agora não tenho mais nenhuma dor. Estou amando a minha nova versão.”
Jéssica Cristina Albino Silva, de 33 anos, nutre a expectativa pela melhora da qualidade de vida. A moradora do Bairro Oswaldo Cruz esteve no Caism com os exames pré-operatórios em mãos para marcar a data da cirurgia.
“Sentia dor aqui e ali e achava que era uma cólica normal, que tomando um remédio iria resolver. As dores se intensificaram e num primeiro momento achava que era coisa da minha cabeça. Até que pensei: ‘Isso não pode ser normal’. Procurei um médico, fiz exames e recebi o diagnóstico de endometriose, iniciando o acompanhamento imediatamente”, afirmou a gerente financeira.
“Às vezes surgem pensamentos um pouco machistas de normalizar a dor da mulher, mas não é normal ficar indisposta. Temos que procurar um médico e iniciarmos um tratamento adequado. Sentir dor não é normal”, reforçou Jéssica.
A cirurgia não é o único tratamento para pacientes com endometriose. Há alternativas mais conservadoras, como o uso de medicamentos hormonais e para controle da dor, dependendo de cada caso.
Em São Caetano, as cirurgias são realizadas no Hospital Municipal Maria Braido. O tempo de espera, que era de três meses, caiu em um mês com a contratação de novos cirurgiões e a abertura de um novo período para a realização do procedimento.
SINAIS DE ALERTA
Sintomas indicativos de endometriose incluem cólicas menstruais muito fortes, dor durante ou após relações sexuais, dor ao evacuar ou urinar, sangramento intenso ou irregular, inchaço abdominal frequente e dificuldade para engravidar. Percebendo um ou mais destes sinais, as mulheres devem procurar ajuda médica.
Em São Caetano, o primeiro atendimento é feito pelo ginecologista da UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima da residência da paciente, que pode encaminhar para o Caism para melhor acompanhamento. “Não temos fila para consultas. Tendo o encaminhamento, a paciente passa com o médico em poucos dias”, finalizou Bruna Nakauchi.