Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -

Foto: Divulgação/PMSBC
Você sabe que os ovos não devem ser guardados na porta da geladeira? Que para descongelar alimentos, eles não devem ser deixados em temperatura ambiente? O que fazer em caso de incidente com animal peçonhento? Quais são os sintomas da tuberculose? Essas e muitas outras informações foram levadas para o público que esteve, no dia 19 de março, na feira livre da Rua Gino Amadei, no bairro da Paulicéia, em São Bernardo, por meio da ação “Saúde na Feira”.
Esta foi a primeira edição do ano e a próxima está marcada para abril, na região da UBS (Unidade Básica de Saúde) Demarchi. A iniciativa é realizada pelo Núcleo em Vigilância em Saúde, do Departamento de Proteção à Saúde e Vigilâncias, da Secretaria de Saúde de São Bernardo, em parceria com a Atenção Básica e o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). Foram realizadas 596 ações de orientações e 27 profissionais participaram das atividades.
Tendas foram montadas para que a população pudesse ver, entre outras coisas, espécies de animais peçonhentos e/ou que transmitem doenças, como ratos e escorpiões; um microscópio para observar a larva do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e de outras arboviroses; uma réplica de geladeira para aprender como acondicionar os alimentos de maneira segura; embalagens diversas para aprender a fazer a leitura dos rótulos e consequentemente, escolhas mais saudáveis.
PREVENÇÃO
A articuladora do Núcleo em Vigilância da UBS Paulicéia, Nayra Mancini, explicou que o objetivo principal é trazer os serviços e as orientações de saúde mais próximos da comunidade. “Esse contato mais direto mostra que a saúde está além dos muros das UBS e dos hospitais”, pontuou. “Quando fazemos essas abordagens trabalhamos a promoção e a prevenção, e isso reduz o número de casos de doenças que vão chegar na rede”, destacou o articulador do núcleo da UBS Planalto, José Ailton Alves de Oliveira.
ACSs (Agentes Comunitários de Saúde) e profissionais da UBS Paulicéia também entregaram hipoclorito de sódio para quem estava na feira, produto utilizado para higienização de frutas, verduras e legumes, além de passar orientações e fazer a busca ativa da tuberculose. Em março, se intensificam as ações de prevenção à doença. “Estamos orientando sobre os sintomas, sobre quando procurar atendimento médico e como acessar os serviços de saúde”, detalhou a enfermeira Vania Romaqueli.
A dona de casa Sonia Esperandio, de 69 anos, aproveitou a ida à feira para receber as orientações dos agentes do Núcleo em Vigilância. “É muito bom, porque só vou na UBS para tomar vacina, e aqui na feira a gente tem mais um tempo. Conseguimos ter acesso a essas informações. Foi ótimo”, elogiou.
Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -

Pacientes que aguardavam consultas receberam orientações (foto: Eric Romero/PMSCS)
Dor não é normal. Este foi o tema da ação realizada pelo Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher) de São Caetano do Sul para conscientizar sobre a endometriose. Pelo Março Amarelo, a unidade foi decorada, no dia 19, com esta cor, que remete à causa e que foi vestida pelas profissionais do espaço.
A endometriose é uma condição em que tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, causando inflamação e dor intensa, inclusive incapacitante. Pode afetar ovários, trompas e outros órgãos.
“Muitas mulheres acabam normalizando essa dor e, quando fazem isso, não se dão conta de que estão perdendo qualidade de vida. Por isso, o nosso alerta: dor não é normal”, enfatizou a responsável técnica do Caism, Bruna Nakauchi.
Durante a ação, foram distribuídos folhetos com informações sobre a endometriose durante as abordagens das profissionais junto às pacientes que aguardavam por consultas e exames.
“Sofri muito tempo sem saber que tinha essa enfermidade. Foram dez anos com dores muito fortes, cólicas muito intensas, chegando a ficar acamada. E muito sangramento, a ponto de achar que estava com hemorragia”, relatou Katia Pereira, de 46 anos.
Foi após a realização de um ultrassom transvaginal que a moradora do Bairro São José recebeu o diagnóstico e começou a fazer o acompanhamento no Caism. Em junho de 2025, realizou cirurgia para a remoção dos ovários. “Foi a melhor coisa que fiz na vida. Antes tinha TPM intensa, ficava mal-humorada pelas dores e acabava atingindo pessoas que amo por conta disso. Agora não tenho mais nenhuma dor. Estou amando a minha nova versão.”
Jéssica Cristina Albino Silva, de 33 anos, nutre a expectativa pela melhora da qualidade de vida. A moradora do Bairro Oswaldo Cruz esteve no Caism com os exames pré-operatórios em mãos para marcar a data da cirurgia.
“Sentia dor aqui e ali e achava que era uma cólica normal, que tomando um remédio iria resolver. As dores se intensificaram e num primeiro momento achava que era coisa da minha cabeça. Até que pensei: ‘Isso não pode ser normal’. Procurei um médico, fiz exames e recebi o diagnóstico de endometriose, iniciando o acompanhamento imediatamente”, afirmou a gerente financeira.
“Às vezes surgem pensamentos um pouco machistas de normalizar a dor da mulher, mas não é normal ficar indisposta. Temos que procurar um médico e iniciarmos um tratamento adequado. Sentir dor não é normal”, reforçou Jéssica.
A cirurgia não é o único tratamento para pacientes com endometriose. Há alternativas mais conservadoras, como o uso de medicamentos hormonais e para controle da dor, dependendo de cada caso.
Em São Caetano, as cirurgias são realizadas no Hospital Municipal Maria Braido. O tempo de espera, que era de três meses, caiu em um mês com a contratação de novos cirurgiões e a abertura de um novo período para a realização do procedimento.
SINAIS DE ALERTA
Sintomas indicativos de endometriose incluem cólicas menstruais muito fortes, dor durante ou após relações sexuais, dor ao evacuar ou urinar, sangramento intenso ou irregular, inchaço abdominal frequente e dificuldade para engravidar. Percebendo um ou mais destes sinais, as mulheres devem procurar ajuda médica.
Em São Caetano, o primeiro atendimento é feito pelo ginecologista da UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima da residência da paciente, que pode encaminhar para o Caism para melhor acompanhamento. “Não temos fila para consultas. Tendo o encaminhamento, a paciente passa com o médico em poucos dias”, finalizou Bruna Nakauchi.
Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -

Sistema ganhou a opção de remarcação, além da confirmação e do cancelamento (foto: Eric Romero/PMSCS)
A Prefeitura de São Caetano do Sul segue avançando na qualificação dos serviços prestados à população. E mais uma prova dessa diretriz é a possibilidade da remarcação de consultas e exames por WhatsApp.
A funcionalidade integra o Saúde Conectada, que já possibilitava que os pacientes confirmassem ou cancelassem consultas e exames previamente agendados, após lembretes disparados pelo aplicativo.
Com a novidade, mesmo que tenha optado pela confirmação, o usuário pode enviar uma mensagem posterior para o mesmo número (11) 4233-7570 manifestando o desejo pela remarcação.
A iniciativa visa fortalecer o combate ao absenteísmo, que em alguns casos atinge 40% na rede pública municipal. Engloba tanto a Atenção Básica, como as UBSs, quanto a Atenção Especializada, como o Atende Fácil Saúde, Centros Odontológicos, de Oncologia e o Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher). Ao todo são mais de 30 equipamentos públicos do setor.
“Quando a Saúde Conectada foi implantada ela só dava duas opções: confirmar ou cancelar o agendamento. Agora incluímos a terceira opção, que é reagendar, inclusive após a confirmação, mediante solicitação do paciente. O atendimento é feito por um operador do sistema, que vai entender a necessidade do usuário. Tendo disponibilidade de vaga, ele é reagendado, enquanto a vaga antes ocupada por este paciente é encaminhada para outro”, explica a diretoria de Regulação da Secretaria de Saúde de São Caetano, Caroline Freitas.
Além de reagendar, agora também é possível cancelar consultas e exames após a confirmação, funcionalidade incluída em virtude do perfil do morador de São Caetano – muitos possuem convênios médicos, por onde acabam buscando atendimento, liberando vaga para outros pacientes da rede pública.
O Saúde Conectada realiza cerca de 80 mil agendamentos de consultas e exames por mês. Para que o paciente receba o lembrete, é fundamental manter os dados cadastrais atualizados junto à UBS mais próxima de sua residência.
O sistema é monitorado por uma equipe da Central de Regulação que visualiza toda a operação. Um painel indica quem recebeu e leu as mensagens, quem recebeu e não visualizou, quem cancelou, e quem confirmou, entre outras ações.
NÚMERO ÚNICO
O Saúde Conectada teve um grande avanço em 2025, quando chegou a toda a Atenção Básica. Em um primeiro momento, cada UBS manteve o seu próprio número de WhatsApp, situação que foi alterada. Agora o número é único em toda a rede, (11) 4233-7570, conferindo mais credibilidade ao serviço e segurança aos pacientes, protegendo contra tentativas de golpes.
“Além da marcação e remarcação de consultas e exames, o número servirá em breve para acessar todos os demais serviços digitais da Secretaria de Saúde, incluindo o FarmaZap, o Tele Dengue e o Disque Coronavírus”, destaca Jorge Bastos, responsável pelo sistema de tecnologia i9chat, contratado pela pasta.
Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -

Foram instaladas 354 placas fotovoltaicas (foto: Divulgação)
Gerenciado pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, o Hospital Geral de Carapicuíba (HGC) concluiu recentemente a instalação da infraestrutura necessária para colocar em prática um amplo projeto de eficiência energética que entra para a história da unidade hospitalar. Contemplado em edital de chamada pública de projetos da ENEL, concessionária de distribuição de energia elétrica, o hospital recebeu a instalação de 354 placas fotovoltaicas, movidas à energia solar, e a substituição de 600 lâmpadas e luminárias convencionais. A iniciativa permitirá reduzir em até 35% o consumo de energia elétrica, segundo estudo prévio.
O processo teve início em 2022 com a abertura da chamada pública de projetos da ENEL. Após homologação, cumprimento de pré-requisitos e diversas fases documentais, a instalação de toda a infraestrutura foi concluída em 2025. O sistema entrou em funcionamento, oficialmente, dia 21 de fevereiro deste ano. Com isso, será possível iniciar a aferição mais precisa da economia financeira e dos impactos ambientais. Atualmente, o HGC gasta cerca de R$ 120 mil a R$ 150 mil por mês com consumo de energia elétrica.
“Nossa estimativa é reduzir entre 30 a 45% essa despesa mensal. Com a economia, poderemos reinvestir esse recurso em outras áreas do hospital, tanto em melhorias estruturais como em projetos assistenciais que beneficiem nossos pacientes. Foi um processo longo e complexo, mas compensador e gratificante. Receber esse projeto nos traz imensa gratidão. Seguramente, é uma iniciativa que engrandece o nome do hospital enquanto referência em consumo consciente de energia limpa no âmbito da saúde pública”, disse a diretora-geral do HGC, Dra. Tatiana Malavasi.
O projeto teve custo total de R$ 2,3 milhões à ENEL e foi executado pela AGES Consultoria em Eficiência Energética. Segundo estudo da empresa, a expectativa é reduzir o consumo elétrico do hospital dos atuais 711 MWh (megawatt-hora) por ano para 392 MWh, simbolizando queda de até 45%.
“Este projeto, além de economia e benfeitorias relacionadas ao meio ambiente, demonstra segurança energética, considerando que os sistemas fotovoltaicos podem garantir o funcionamento contínuo da unidade, crucial para aparelhos médicos vitais que não podem desligar. Desta forma, evitamos riscos de eventuais apagões e conseguimos o conforto térmico das áreas internas do hospital, o que também reduz a sobrecarga do sistema de ar-condicionado”, explica o gerente administrativo da unidade, Rodrigo Alveti Brolo.
“Trata-se de uma iniciativa que está 100% conectada às estratégias do Departamento de ESG da Fundação do ABC, que tem priorizado, fomentado e estimulado o desenvolvimento constante de ações sustentáveis em suas unidades de saúde. Parabenizamos o HGC pelo recebimento do projeto, fato que endossa ainda mais o nosso compromisso institucional com o meio ambiente, com a gestão adequada de resíduos e o uso inteligente de recursos públicos”, disse a gerente de Sustentabilidade da FUABC, Daniela Pedregal.
Para operacionalização do novo sistema de energia solar, a AGES ministrou treinamento detalhado para uma equipe de 25 colaboradores do hospital das áreas de Manutenção, Engenharia Clínica, Hotelaria e Higienização.
ENERGIA SOLAR
Uma placa fotovoltaica, também conhecida como painel solar fotovoltaico, é um dispositivo que converte a luz do sol em energia elétrica por meio do efeito fotovoltaico. O sistema é cada vez mais utilizado para geração de energia limpa e renovável, tanto em residências quanto em empresas e instalações industriais. No caso do HGC, foram instalados três inversores solares responsáveis por converter essa energia em corrente alternada, usada em residências e redes elétricas.
A adoção da energia solar contribui para a redução das emissões de gás carbônico, diminui o uso de fontes poluentes como termelétricas e ajuda a combater os efeitos das mudanças climáticas, promovendo uma transição energética sustentável.
ILUMINAÇÃO LED
O projeto também viabilizou a troca de 17% das lâmpadas de todo o hospital, o que representa 600 unidades, em diversos setores da unidade. Com a substituição das lâmpadas convencionais por iluminação LED, será possível aferir uma série de benefícios econômicos e ambientais, como redução no consumo de energia; maior durabilidade; menor emissão de calor; mais sustentabilidade (sem mercúrio ou metais pesados), além da redução com gastos com manutenção.
As lâmpadas substituídas passaram por processo de descarte ecológico, de acordo com as regras estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).
PEE
O projeto desenvolvido no HGC é vinculado ao Programa de Eficiência Energética (PEE), uma iniciativa regulada no Brasil pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que tem como objetivo promover o uso racional e eficiente da energia elétrica em todos os setores da economia. O PEE/ANEEL exige que as concessionárias e permissionárias de distribuição de energia elétrica, como a ENEL, apliquem 0,5% de sua receita operacional líquida em projetos de eficiência energética, conforme a Lei nº 9.991/2000.
Entre os principais objetivos do programa estão minimizar impactos ambientais da geração de energia; promover a educação energética da população; estimular a inovação tecnológica e o desenvolvimento de soluções sustentáveis.
O HOSPITAL
A Fundação do ABC deu início em 1º de dezembro de 2023 à gestão assistencial e administrativa do Hospital Geral de Carapicuíba, na região Metropolitana de São Paulo.
Inaugurado em 1998, o HGC é uma unidade hospitalar vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, referência para sete municípios da Rota dos Bandeirantes: Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana do Parnaíba. A unidade de média e alta complexidade conta com 241 leitos e mais de mil funcionários.
Postado por Akira Suzuki em 19/mar/2026 -

Objetivo foi ensinar técnicas de RCP em recém-nascidos
A Coordenação de Enfermagem e o setor de Educação Continuada do Hospital Estadual Mário Covas (HEMC), em Santo André, realizaram um treinamento de reanimação cardiopulmonar (RCP) voltado ao atendimento de recém-nascidos. Com duração de aproximadamente duas horas, a capacitação no auditório da unidade reuniu cerca de 15 profissionais do corpo de enfermagem e foi conduzida pelo Dr. Luis Fernando Trigo, neonatologista e coordenador da UTI Neonatal do hospital.
O objetivo central foi garantir que enfermeiras e técnicas de enfermagem estejam preparadas de forma uniforme para agir em situações críticas que envolvam recém-nascidos. Segundo o Dr. Luis Fernando Trigo, a padronização dos procedimentos é fundamental para a qualidade do atendimento.
“O objetivo principal é fazer com que todas as enfermeiras e técnicas de enfermagem tenham um treinamento bem uniforme, tanto na parte de ventilação, massagem e uso de medicações, para fazer com que o atendimento de nossos recém-nascidos aqui no Hospital Estadual Mário Covas seja mais efetivo, a reanimação seja mais efetiva, com menos complicações neurológicas e com um desfecho mais favorável para o nosso bebê”, explicou o médico.
Durante o treinamento, realizado em 18 de março, o Dr. Trigo apresentou de forma didática os critérios para identificar quando um recém-nascido necessita de intervenção. As profissionais aprenderam que os dois principais sinais a serem monitorados são a frequência cardíaca e a respiração. Um bebê é considerado estável quando apresenta frequência cardíaca acima de 100 batimentos por minuto e respiração sincrônica. Quando esses parâmetros estão alterados, a equipe deve agir imediatamente, iniciando a ventilação com máscara e ambú, evoluindo para condutas mais avançadas conforme a resposta do paciente.
A parte prática foi um dos destaques da capacitação. Com o uso de dinâmicas, as participantes exercitaram a técnica correta de posicionamento da máscara no rosto do bebê e o ritmo adequado de ventilação, com atenção especial à expansão pulmonar. O Dr. Trigo orientou e corrigiu cada profissional individualmente, reforçando que ventilar de forma lenta e controlada é essencial para evitar lesões cerebrais nos recém-nascidos.
O Hospital Estadual Mário Covas é a maior unidade hospitalar do Grande ABC e referência em alta complexidade para os sete municípios da região, beneficiando cerca de 3 milhões de moradores. Desde sua inauguração, em 2001, a gestão é realizada pela Fundação do ABC, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo. A unidade conta com a acreditação internacional Qmentum nível Diamante, o nível mais alto desta certificação de qualidade.

Colaboradores receberam certificados de participação
Postado por Akira Suzuki em 19/mar/2026 -

Programa é voltado para mulheres com filhos com alguma deficiência e/ou transtornos neurodivergentes (foto: Divulgação)
Em mais uma ação humanizada na saúde, a UBS (Unidade Básica de Saúde) Parque São Bernardo, na região do Baeta Neves, em São Bernardo, criou o projeto “Além do Rótulo”, iniciativa que visa proporcionar um espaço de escuta e cuidado para mães atípicas, ou seja, mulheres com filhos com alguma deficiência e/ou transtornos neurodivergentes.
O objetivo da medida é oferecer suporte emocional e cuidar de quem cuida. O lançamento do programa foi realizado dia 14 de março e a partir de abril serão realizados dois encontros mensais. A UBS Parque São Bernardo é gerenciada pela Fundação do ABC, assim como as outras 34 UBSs.
O projeto foi idealizado pela auxiliar de saúde bucal Cristina Oliveira Santos, pela técnica de enfermagem Fernanda dos Santos Campos e pela cirurgiã-dentista Izabella Passaglia Pereira, todas profissionais da UBS. “Existem estudos, estatísticas e relatos que identificam a necessidade de uma rede de apoio na UBS para essas cuidadoras atípicas. Esse projeto visa criar grupos onde essas pessoas possam compartilhar suas dores e experiências”, destacou Cristina.
“Os profissionais de saúde vão acolher, orientar e dar suporte emocional para essas cuidadoras. Para que a criança atípica tenha um bom desenvolvimento, antes de mais nada, é necessário cuidar de quem cuida e, assim, fortalecer a base da pirâmide familiar”, frisou Fernanda. Izabella mencionou estudo que identificou que mais da metade (58%) dos pais de crianças autistas no Brasil apresentam alto risco de depressão e transtornos de ansiedade. “Relatos apontam que a maioria dos pais abandona a família após o diagnóstico, deixando a mãe sozinha com toda a responsabilidade”, completou a cirurgiã-dentista.
PRIMEIROS PASSOS
Moradora do Jardim das Acácias, Karina Fiorillo é mãe de Danilo, de 11 anos, e foi uma das participantes. Ela classificou a iniciativa como um projeto incrível de apoio às mães atípicas. “Fiquei impactada ao ver o local, acessível, limpo, acolhedor. Sabe quando você entra e se sente bem, que vai ter um local bom, as funcionárias superatenciosas, pessoas que trabalham com o que tem e vestem a camisa”, afirmou.
“Muitas mães estão morrendo. Nunca tivemos dedicação para essas mães. Precisamos divulgar, mostrar que existem formas de dar apoio, replicar em outras unidades, mesmo que com passos de formiguinha”, emendou Karina.
Além da apresentação do projeto para os presentes no evento, foi realizado atendimento de auriculoterapia e relaxamento. As crianças tinham um espaço para pintura e todos participaram de um café coletivo. “É um projeto muito importante, iniciativa da nossa equipe e convidamos todas as mães atípicas a se juntarem a nós nos encontros”, afirmou a gerente da unidade, Elaine Freitas Souza.
Os próximos encontros do projeto “Além do Rótulo” serão realizados nos dias 6 e 20 de abril, das 14h às 16h. É aberto a todas as mães que se interessarem em participar.
Postado por Akira Suzuki em 19/mar/2026 -

Proposta foi de estimular o autocuidado e a valorização pessoal (foto: Johnn Menezes)
O Centro de Apoio Psicossocial – CAPS III Central, em São Bernardo, promoveu em 17 de março atividade especial em celebração ao Mês da Mulher, reunindo pessoas referenciadas no serviço, familiares, equipe técnica e voluntários em um momento de acolhimento, integração e cuidado em saúde mental.
Com a proposta de estimular o autocuidado e a valorização pessoal, a ação contou com programação diversificada, incluindo corte de cabelo, escova, oficinas de miçangas e customização, além de alimentação preparada para as participantes. A iniciativa buscou proporcionar um ambiente de leveza, escuta e fortalecimento da autoestima.
A educadora física do CAPS III Centro, Rosely Jamile Chukri, destacou que o objetivo foi oferecer um espaço dedicado às mulheres atendidas pelo serviço. “É um momento de cuidado e valorização. A ideia é proporcionar um dia voltado para elas, reforçando a autoestima e mostrando que são capazes e têm seu lugar”, afirmou.
Rosely também ressaltou o impacto do trabalho desenvolvido no cotidiano. “É um trabalho desafiador, mas a diferença que conseguimos fazer na vida dos usuários é o que nos motiva. Cada avanço, por menor que pareça, já representa muito”, completou.
AUTOCUIDADO COMO TRATAMENTO
A assistente social da unidade de saúde mental, Valdirene Amélia de Jesus, reforçou que ações como essa são importantes no processo terapêutico. “O autocuidado precisa ser incentivado, principalmente em contextos de sofrimento psíquico, em que muitas vezes ele é negligenciado. Esses momentos ajudam a sensibilizar e a fortalecer vínculos”, explicou.
Ela também destacou a importância da participação familiar. “Nosso trabalho envolve usuários e familiares. O apoio da família é essencial para o cuidado e acompanhamento, e buscamos atuar de forma integrada, respeitando a realidade de cada pessoa”, disse.
PARCERIAS QUE FORTALECEM O CUIDADO
A realização da atividade contou com o apoio de parceiros e voluntários, fundamentais para viabilizar a iniciativa. Entre eles, a participação do Instituto Embelleze contribuiu com os serviços de cuidado pessoal oferecidos às usuárias. Para a equipe, ações como essa só são possíveis a partir da colaboração entre poder público e sociedade civil, ampliando o alcance do cuidado e promovendo inclusão.
Entre as participantes, a usuária Roberta Trombeta de Freitas, 42 anos, destacou a importância da ação para o seu bem-estar. Moradora do Capelinha e em tratamento no CAPS desde 2017, ela relatou a satisfação em participar da atividade. “Acho muito importante ter ações como essa no Mês da Mulher. Quando estamos em tratamento no CAPS, também precisamos desses cuidados, como cortar o cabelo, cuidar da higiene e da autoestima. É importante ver a Prefeitura presente, apoiando e trazendo atividades para a gente”, afirmou.
O CAPS III Centro funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, com acolhimento aberto à população. A unidade também conta com atendimento 24 horas para pacientes em acompanhamento intensivo, garantindo suporte contínuo aos usuários e suas famílias.
Postado por Akira Suzuki em 19/mar/2026 -

Atendimento da unidade é realizado de forma integrada à rede municipal (foto: Divulgação/PMSBC)
A campanha do Março Amarelo em São Bernardo chama a atenção para a conscientização sobre a endometriose, doença ginecológica crônica que pode impactar diretamente a qualidade de vida das mulheres. Na cidade, o tema ganha destaque com o trabalho desenvolvido no Hospital da Mulher de São Bernardo, referência no atendimento especializado à saúde feminina no Estado de São Paulo.
De acordo com a coordenadora de Ginecologia do Hospital da Mulher, a ginecologista e obstetra Dra. Eliana Duarte Lopes, é fundamental que as mulheres estejam atentas aos sinais do próprio corpo. “A endometriose pode provocar cólica menstrual intensa, dor pélvica fora do período menstrual, dor durante ou após a relação sexual e alterações no fluxo menstrual. Em alguns casos, também pode causar dificuldade para engravidar, dor ao evacuar ou urinar e sensação de inchaço abdominal”, explicou.
A especialista frisou que a busca por atendimento deve ocorrer sempre que os sintomas interferirem na rotina. “A mulher deve procurar avaliação médica quando a dor atrapalha atividades do dia a dia, não melhora com analgésicos comuns ou ocorre fora do período menstrual”, afirmou. A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio, camada que reveste o interior do útero, cresce fora dele, causando inflamação e dor. A doença pode atingir mulheres em idade reprodutiva e, muitas vezes, demora a ser diagnosticada.
DIAGNÓSTICO E CONSCIENTIZAÇÃO
Um dos principais desafios relacionados à endometriose é o tempo até o diagnóstico. A doença ainda é frequentemente confundida com cólicas consideradas “normais”, em um contexto de naturalização da dor menstrual. A variação dos sintomas entre as pacientes também contribui para a dificuldade na identificação precoce.
Neste cenário, a conscientização tem papel essencial ao incentivar a busca por atendimento e contribuir para o reconhecimento mais rápido da doença pelos profissionais de saúde, favorecendo o diagnóstico precoce.
REDE DE ATENDIMENTO
No Hospital da Mulher, o atendimento é realizado de forma integrada à rede municipal. Pacientes encaminhadas pelas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) passam por avaliação especializada e, quando necessário, têm acesso a exames de diagnóstico na própria unidade, como ultrassonografia e tomografia, além de ressonância magnética de pelve realizada no Hospital de Clínicas. O cuidado é complementado pela atuação conjunta com outras especialidades, garantindo abordagem multidisciplinar e integral.
CUIDADO ESPECIALIZADO
A diretora técnica do Hospital da Mulher, Dra. Adlin Veduato, ressaltou o papel estratégico da unidade e do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) no atendimento dessas pacientes. “O Hospital da Mulher, por meio do Caism, é referência no cuidado à saúde feminina e está estruturado para oferecer atendimento especializado às mulheres com suspeita ou diagnóstico de endometriose. Atuamos de forma integrada, com equipe multiprofissional e acesso a exames e especialidades, garantindo um cuidado completo e humanizado”, pontuou.
Segundo o secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Jean Gorinchteyn, ações de conscientização são fundamentais para ampliar o acesso ao cuidado. “A informação é uma das principais ferramentas para o diagnóstico precoce. Nossa rede de saúde está preparada para acolher e orientar as pacientes, garantindo acesso ao acompanhamento especializado e ao tratamento necessário”, afirmou.
Postado por Akira Suzuki em 19/mar/2026 -

Uma iniciativa entre o Centro Universitário FMABC, em Santo André, e a empresa de biotecnologia LiqSci permitiu que 600 mulheres de áreas rurais dos estados de São Paulo e Ceará realizassem de forma gratuita exames de sangue voltados ao rastreamento do câncer de mama, com a nova tecnologia chamada RosalindTest.
O exame avalia a atividade de genes relacionados à fisiopatologia tumoral e apresenta 95% de precisão na identificação de mulheres com ou sem a doença, segundo dados da empresa. O teste não substitui a mamografia, mas atua como ferramenta complementar, especialmente em regiões onde o acesso a exames de imagem é limitado, permitindo indicar a necessidade de encaminhamento para investigação confirmatória, sempre sob responsabilidade do médico assistente.
O projeto-piloto que permitiu a realização dos testes teve início em novembro de 2025, contratado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), com apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, dentro dos programas “Semear é Cuidar” e “Saúde da Mulher Rural”.
A cooperação entre LiqSci e FMABC foi firmada em 2023, e prevê royalties sobre o faturamento de produtos diagnósticos desenvolvidos em conjunto. Trata-se de um modelo ainda raro no país, no qual a instituição de ensino é remunerada pelo sucesso comercial de uma tecnologia que ajudou a criar. “É um modelo que surge como uma alternativa complementar para levar medicina de alto nível às comunidades mais remotas do Brasil, além de valorizar a pesquisa e a inovação”, explica o reitor do Centro Universitário FMABC, Dr. Fernando Fonseca.
O projeto reforça o potencial de expansão nacional do modelo, levando medicina de precisão a centenas de mulheres em áreas afastadas dos grandes centros comerciais – grupo historicamente distante do diagnóstico precoce. Desta forma, a parceria atua para reduzir desigualdades no acesso ao rastreamento do câncer de mama.
Postado por Akira Suzuki em 18/mar/2026 -

Silvana Medeiros (vice-prefeita de Santo André), Dr. Victor Chiavegato (diretor-geral do AME-SA) e Ana Carolina Serra (deputada estadual)
O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Santo André inaugurou, no dia 16 de março, a Sala Lilás, um espaço dedicado ao acolhimento de mulheres vítimas de violência atendidas na unidade. A iniciativa chega em um momento de crescimento preocupante dos índices de violência de gênero no país.
Os dados são alarmantes. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 1.492 vítimas. Em 2023, o número foi de 1.475. A subnotificação, no entanto, indica que a realidade pode ser ainda mais grave.

Bóton dos “guardiões”
O AME Santo André atende, em média, mil pacientes por dia, sendo 80% desse total composto por mulheres. A Sala Lilás foi criada justamente para oferecer a esse público um canal seguro de escuta e encaminhamento. Profissionais de diversas áreas da unidade foram selecionados e receberam treinamento específico para atuar como “guardiões” do espaço, distribuídos entre os cinco andares do ambulatório, na proporção de dois a quatro por pavimento.
Cada guardião recebeu um bóton de identificação, tornando-se referência para os demais colegas. Quando outro profissional identificar sinais de violência em uma paciente, poderá acionar um guardião, que conduzirá o atendimento na sala. Entre as funções desempenhadas estão a escuta qualificada, o preenchimento da notificação compulsória junto ao sistema de vigilância e o encaminhamento para a rede de proteção, que inclui CRAS, CREAS e Delegacia da Mulher, entre outros serviços.

Silvana Medeiros, Dr. Victor Chiavegato, Rita Maria Santos Spontão e Ana Carolina Serra
URGÊNCIA
Para o diretor-geral do AME Santo André, Dr. Victor Chiavegato, a criação do espaço responde a uma necessidade urgente. “Infelizmente, temos visto nos últimos tempos um aumento no número de feminicídios. A ideia da sala é que possamos acolher essas mulheres aqui na unidade. Cada dia que passa, vemos que esse número de violência contra a mulher tem aumentado, não só a violência física, mas a psicológica e a moral também”, afirmou. “Se identificarmos que a paciente precisa de acolhimento, teremos essa Sala Lilás, com profissionais específicos para esse atendimento.”
A deputada estadual Ana Carolina Serra, que acompanhou a inauguração e recebeu uma placa com o título de Embaixadora da Sala Lilás, destacou a importância do equipamento. “Essa iniciativa é essencial para que possamos aumentar a proteção à mulher vítima de violência. Aqui transitam mais de mil pessoas por dia, e mais de 80% são mulheres que carregam histórias nas quais a violência pode estar presente no cotidiano. E aqui elas vão se sentir seguras para conversar, porque essa escuta é feita por profissionais qualificados, que podem dar o encaminhamento correto”, disse. “É um espaço simples, mas com grande efetividade no acolhimento. Com pequenas ações como essa, podemos transformar, aos poucos, essa triste realidade.”
A vice-prefeita de Santo André, Silvana Medeiros, também nomeada Embaixadora durante o evento, reforçou a necessidade de ação conjunta entre poder público, empresas e sociedade. “Para mim, é muito importante. Trabalhar sozinha não faz a diferença. As pessoas precisam se movimentar, o órgão público, as empresas, todo mundo tem que se movimentar para fazer a diferença na vida das mulheres”, declarou. “Ter a iniciativa de montar essa sala significa que as mulheres serão acolhidas no momento mais vulnerável, quando mais precisam.”
Rita Maria Santos Spontão, coordenadora de Qualidade do AME Santo André e articuladora do projeto, explicou o raciocínio que orientou a criação da sala. “Quando a mulher está nessa situação, muitas vezes, ela procura o serviço de saúde. É aonde frequentemente ela vai chegar”, disse. “Que bom que os profissionais tenham esse olhar para identificá-la. Temos aqui uma sala onde é feito o atendimento psicológico, um local reservado, para uma escuta qualificada. E a partir daí, esse contato com a rede, que oferece uma vasta gama de serviços.”

TRABALHO CONJUNTO
A criação da Sala Lilás é resultado de um trabalho coletivo que envolveu liderança institucional, engajamento da equipe e articulação com a rede de proteção local. O primeiro treinamento dos guardiões foi realizado na mesma data da inauguração, com duração de aproximadamente duas horas. A capacitação abordou desde a identificação dos sinais de violência até o mapeamento dos serviços disponíveis na rede para encaminhamento das pacientes.
A equipe de guardiões é composta por profissionais de diferentes funções dentro do AME, incluindo enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, médicos, recepcionistas e funcionários da equipe de higienização, o que garante capilaridade no atendimento em todos os turnos e setores da unidade.
O projeto pretende ampliar os treinamentos ao longo do ano, alcançando toda a equipe do ambulatório. A meta é que qualquer profissional da unidade, ao identificar uma paciente em situação de risco, saiba como agir e a quem acionar. Também estão previstas visitas aos serviços da rede de proteção, para que os guardiões conheçam pessoalmente os equipamentos disponíveis no território.
A Sala Lilás do AME Santo André representa um passo concreto na articulação entre saúde e proteção social. Em um serviço que atende majoritariamente mulheres, o espaço cumpre tanto uma função humanitária quanto uma obrigação legal, ao transformar o ambulatório em um ponto de entrada seguro para mulheres que, muitas vezes, chegam sem verbalizar o que estão vivendo, mas carregando sinais que, agora, a equipe está mais preparada para reconhecer.
