Hospital Mário Covas aborda bioética no processo de doação e transplante de órgãos

Publicado em: 05/07/2018

Evento contou com representantes do Conselho Federal de Medicina, Cremesp, Unifesp e Unicamp

 

Palestrantes, equipes do hospital e convidados das áreas médica e de enfermagem

O Hospital Estadual Mário Covas de Santo André promoveu, dia 26 de junho, mais um encontro com integrantes de Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTTs) do Grande ABC e Região Metropolitana de São Paulo. Segundo portaria 1.752/2005 do Ministério da Saúde, todos os hospitais públicos, privados e filantrópicos com mais de 80 leitos devem ter uma CIHDOTT. O evento foi promovido pelo Projeto Doação 360°, lançado pelo hospital em fevereiro e que visa a capacitação de profissionais da Saúde para identificar possíveis doadores.

A abertura do evento foi feita pelo diretor-geral do hospital, Dr. Desiré Carlos Callegari. Participaram do debate a integrante da European Transplant Coordinator Organization (ETCO), da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e membro da disciplina de Enfermagem Clínica e Cirúrgica da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dra. Bartira de Aguiar Roza, o coordenador da Organização de Procura de Órgãos e Tecidos (OPO) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e membro do Conselho Federal de Medicina, neurocirurgião Dr. Luiz Antonio da Costa Sardinha, além do superintendente jurídico do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Osvaldo Simonelli.

Diversas questões éticas influenciam no consentimento de familiares em relação à autorização de doação de órgãos, especialmente em relação a valores e crenças religiosas. Em geral, as famílias não têm conhecimento do protocolo do diagnóstico de morte encefálica, condição que permite a doação. Por isso, a abordagem e acolhimento de médicos e demais profissionais de Saúde em momentos de perda é fundamental para nortear uma assistência pautada na ética e humanização, com foco na maior aceitação das famílias ao ato.

DADOS

Segundo o Ministério da Saúde, que custeia via Sistema Único de Saúde (SUS) 95% dos procedimentos no País, atualmente mais de 30 mil brasileiros aguardam na fila de transplantes. Um doador pode beneficiar mais de 12 pessoas com os seguintes órgãos: córneas, coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas, ossos, pele e artérias. Para ser doador não é preciso registrar documentos. Basta comunicar a família.