Dengue: classificação de risco prioriza casos graves

Publicado em: 28/03/2013

Priorizar casos mais graves. Com a demanda elevada em razão da epidemia de dengue, torna-se ainda mais importante o sistema de Acolhimento com Classificação de Risco adotado pelo Pronto-Socorro Central (bairro Boqueirão, anexo ao Hospital Municipal Irmã Dulce) e pela Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Charles Antunes Bechara (bairro Samambaia). Tanto o PS Central quanto a UPA tentam sensibilizar a população para que compreenda que a ordem não é por chegada, mas por gravidade: são atendidos primeiro os pacientes mais graves. Os demais também são atendidos, mas precisam aguardar.

Em razão da epidemia, a procura da população à UPA aumentou em mais de 50% nas últimas semanas. A movimentação no PS Central também aumentou na mesma proporção. Para atender a população (a UPA está inserida na região mais populosa de Praia Grande, a Curva do S), as unidades trabalham com escalas médicas completas, adotam protocolos estabelecidos pelo Município e Estado em relação à dengue e priorizam os casos mais graves.

A compreensão dos moradores é importante, no sentido de buscar unidades básicas de saúde nos casos mais leves de dengue, evitando sobrecarregar os prontos-socorros com atendimentos ambulatoriais. A Prefeitura de Praia Grande divulgou em seu portal de notícias que as Unidades de Saúde da Família (Usafas) passaram a atender em novo horário – das 7h30 às 17h – para evitar sobrecarga nos PSs. As Usafas seguem protocolo especial de triagem para agilizar o atendimento aos pacientes com dengue.

Classificação de Risco

De acordo com o sistema de Acolhimento com Classificação de Risco, os pacientes que chegam pela recepção fazem ficha de atendimento e aguardam chamada para atendimento pela enfermagem, que colhe os dados e checa sinais vitais. A gravidade é sinalizada em etiqueta colada à ficha de atendimento por cor: vermelho para emergência (que necessita de atendimento imediato) e amarelo para urgência (o mais rápido possível). Verde é para não urgente (pode aguardar um tempo maior) e azul para consultas de baixa complexidade (será atendido após os anteriores).

As urgências e emergências que chegam pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) têm atendimento imediato na sala de emergência, com recursos para prestar socorro ao paciente em risco de morte e estabilizar o quadro clínico. Dependendo do caso, o paciente pode ficar em observação, seguir para internação hospitalar ou ter alta.

No caso da dengue, os médicos observam que existem casos leves, em que os pacientes são atendidos e orientados para seguir cuidados em casa. Diagnóstico moderado pode exigir soroterapia (soro por via intravenosa) e medicações na própria unidade. Dengue grave necessita até mesmo de internação hospitalar. O médico avalia o quadro clínico, solicita exames para o diagnóstico e determina a conduta a ser seguida.

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Pronto-Socorro Central, Hospital Municipal Irmã Dulce, UPA Dr. Charles Antunes Bechara, epidemia, dengue