Por clima organizacional, AME Praia Grande faz dinâmica de elogios entre colaboradores

Postado por Akira Suzuki em 13/fev/2026 -

Ação do Correio do Elogio incentivou troca de mensagens positivas e fortaleceu clima organizacional na unidade

 

Colaboradores enviaram e receberam mensagens positivas

Entre os dias 11 e 13 de fevereiro, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Praia Grande realizou a dinâmica Correio do Elogio, uma iniciativa da Comissão de Humanização & Eventos e Artes voltada ao fortalecimento do clima organizacional e ao reconhecimento entre colegas.

A ação, inspirada na troca de mensagens positivas, permitiu que os colaboradores da unidade escrevessem elogios anônimos ou identificados para seus pares, utilizando bilhetes decorados com emojis e corações. A participação envolveu todos os setores, incluindo equipes administrativas, assistenciais e terceirizadas.

A mecânica da atividade foi simples e acessível. Os funcionários interessados em enviar uma mensagem positiva pegavam os papéis disponibilizados, escreviam à mão o elogio desejado e entregavam aos membros da Comissão de Humanização, que ficaram responsáveis por fazer a entrega aos homenageados. A iniciativa tem como objetivo incentivar o reconhecimento mútuo no ambiente de trabalho, valorizando as contribuições individuais e coletivas que fazem parte da rotina da unidade.

O sucesso da primeira edição do Correio do Elogio já sinaliza a possibilidade de repetição da ação. Embora inicialmente planejada como atividade única, a boa receptividade entre os colaboradores motivou a Comissão de Humanização a considerar novas edições da dinâmica.

Inaugurado em agosto de 2009 pelo Governo do Estado e gerido pela Fundação do ABC desde o início de suas atividades, o AME Praia Grande é referência em serviços de média complexidade para sete municípios do Litoral Sul paulista, atendendo cerca de 1 milhão de moradores. A unidade, localizada na Vila Mirim, oferece 15 especialidades médicas e cerca de 20 tipos de exames, além de pequenas cirurgias e serviços ambulatoriais.

Estudo da FMABC relativiza ligação entre “sinal de Frank” e infarto

Postado por Akira Suzuki em 13/fev/2026 -

Pesquisa indica que o traço é mais presente em mulheres brancas com mais de 70 anos

 

Vinco no lóbulo encontrado em pessoas que participaram do estudo (foto: Divulgação/FMABC)

Um estudo realizado por pesquisadores do Centro Universitário FMABC, em Santo André, identificou que a característica física conhecida como “sinal de Frank” é mais frequente em mulheres brancas com mais de 70 anos, e não tem relação direta comprovada com infarto, AVC ou outros fatores clássicos de risco cardiovascular nessa população. O sinal de Frank é caracterizado por um vinco diagonal no lóbulo da orelha.

O traço característico ganhou notoriedade recentemente com a morte do influenciador digital Henrique Maderite, aos 50 anos, vítima de um infarto fulminante. Após o falecimento, imagens publicadas nas redes sociais e analisadas por especialistas mostraram que Maderite apresentava o sinal de Frank, o que reacendeu o debate público sobre um possível valor clínico dessa característica para identificar possível problemas cardiovasculares.

 O estudo da FMABC avaliou 656 pessoas com 60 anos ou mais, recrutadas em unidades básicas de saúde e locais públicos entre 2020 e 2023. Diferentemente de pesquisas anteriores feitas em hospitais ou serviços de cardiologia, a amostra foi composta exclusivamente por idosos não internados e sem acompanhamento cardiológico especializado, o que permitiu uma análise mais precisa do significado do sinal em uma população considerada saudável.

De acordo com os dados, 61,3% dos participantes apresentavam o sinal de Frank, sendo que a presença foi estatisticamente maior em pessoas mais idosas, mulheres e indivíduos brancos. A idade média dos participantes foi de 71,8 anos, e quase 59% eram do sexo feminino.

Por outro lado, os pesquisadores não encontraram associação significativa entre o sinal de Frank e condições como hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, hipotireoidismo, nem com histórico de infarto, AVC ou comprometimento cognitivo. Houve apenas uma tendência estatística — sem relevância — de associação com hipertensão e dislipidemia.

“O que nosso estudo mostra é que o sinal de Frank parece estar muito mais relacionado ao processo de envelhecimento e a características demográficas específicas do que, isoladamente, a eventos cardiovasculares”, explica Dra. Alzira Carvalho, neurologista e uma das pesquisadoras do estudo. Segundo a especialista, os estudos anteriores relacionados ao sinal de Frank talvez tenham chegado a conclusões diferentes porque muitos analisaram pacientes já internados, com histórico prévio de infarto ou derrame, o que pode gerar vieses.

A equipe também avaliou possíveis alterações cognitivas por meio de testes amplamente utilizados, como o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) e o Montreal Cognitive Assessment (MoCA), e não encontrou qualquer relação entre o vinco na orelha e déficit cognitivo.

Descrito há mais de 50 anos, o sinal de Frank ainda tem mecanismos fisiológicos pouco compreendidos. Hipóteses incluem alterações na microcirculação, perda de fibras elásticas da pele, fatores genéticos ou até semelhanças na inervação do lóbulo da orelha e do coração. Apesar disso, os pesquisadores alertam que o sinal não deve ser interpretado como diagnóstico nem como preditor isolado de infarto.

“É importante reforçar que nenhum sinal físico isolado substitui a avaliação médica completa”, destaca Dra. Alzira. Os autores do estudo defendem que fatores como pressão arterial, glicemia, colesterol, histórico familiar e hábitos de vida continuam sendo determinantes centrais para o risco cardiovascular, e que para esclarecer o papel do sinal de Frank seriam necessários estudos prospectivos e de longo prazo, com exames laboratoriais e acompanhamento clínico contínuo de idosos saudáveis.

FUABC é reconhecida entre os Melhores Empregadores do Brasil pela revista TIME

Postado por Akira Suzuki em 13/fev/2026 -

Fundação do ABC ocupa a 184ª posição geral no ranking 2025 e está entre
as dez melhores do setor de Saúde e Serviços Sociais

 

Entidade filantrópica de assistência social, saúde e educação, a Fundação do ABC (FUABC) conquistou reconhecimento internacional ao ser incluída na lista dos Melhores Empregadores do Brasil 2025, elaborada pela TIME em parceria com a Statista. No ranking geral, a instituição aparece na 184ª colocação entre as 500 empresas selecionadas em todo o País.

O desempenho é ainda mais expressivo quando analisado o recorte por área de atuação. Na categoria Healthcare & Social Services, a FUABC ocupa o 10º lugar, consolidando-se entre as principais organizações brasileiras no setor de saúde e serviços sociais.

A lista inaugural “Best Employers of 2025” foi construída a partir de pesquisas independentes realizadas com funcionários em países como Brasil, Índia e Austrália. Somente no Brasil, foram coletadas mais de 500 mil avaliações de empregadores. As 500 empresas cujos colaboradores demonstraram maior disposição em recomendar seus locais de trabalho foram classificadas no ranking.

REFERÊNCIA NACIONAL

Nos últimos anos, a Diretoria de Gestão de Pessoas da Fundação do ABC tem conduzido um conjunto estruturado de ações voltadas à valorização do colaborador, à padronização de processos e ao fortalecimento da cultura institucional. Iniciativas como a implantação de programas corporativos de qualidade de vida no trabalho, a modernização de ferramentas de gestão de pessoas, os investimentos em capacitação e alinhamento cultural das equipes de RH, além de políticas permanentes de diversidade, inclusão e responsabilidade social, compõem uma estratégia que coloca as pessoas no centro da gestão e contribui diretamente para um ambiente organizacional mais saudável, integrado e orientado às boas práticas de governança.

Nubia Secafem de Freitas, diretora de Gestão de Pessoas da FUABC

Para a diretora de Gestão de Pessoas da FUABC, Nubia Secafem, o reconhecimento reflete um trabalho contínuo e coletivo. “Gerir pessoas em uma instituição com mais de 31 mil colaboradores diretos, distribuídos em centenas de equipamentos de saúde no Estado de São Paulo, é um desafio diário que exige planejamento, escuta e compromisso com o desenvolvimento humano. Esse resultado nos traz alegria, mas, sobretudo, confirma que estamos no caminho certo. É a evidência de que as ações implementadas vêm gerando impacto positivo na experiência dos nossos profissionais e fortalecendo o sentimento de pertencimento”, destaca.

METODOLOGIA

O projeto “Best Employers of 2025” foi baseado em pesquisas conduzidas por meio de painéis online independentes, garantindo uma amostra representativa de trabalhadores em cada país. No Brasil, participaram empresas com pelo menos 500 funcionários no território nacional.

Os participantes foram convidados a indicar espontaneamente seus empregadores atuais por meio de uma pergunta aberta com recurso de preenchimento automático. De acordo com os organizadores, o método assegura neutralidade e impede que as empresas influenciem a seleção dos respondentes.

São Caetano abre Carnaval com baile da Terceira Idade no CISE João Nicolau Braido

Postado por Akira Suzuki em 13/fev/2026 -

Unidade virou um grande salão de alegria (foto: Eric Romero/PMSCS)

O Carnaval começou oficialmente em São Caetano com o Bloco Pré-Carnaval dos CISEs, que aconteceu em 11 de fevereiro, no CISE João Nicolau Braido, para mais de 250 ‘foliões’, que se divertiram por mais de quatro horas com muitas marchinhas das antigas, como “Ô abre alas” (Chiquinha Gonzaga, 1899), “Mamãe eu quero” (interpretação de Carmem Miranda em 1937) e “Allah-Lá-Ô” (Haroldo Lobo, 1941).

A coordenadora da Comtid (Coordenadoria Municipal da Terceira Idade), Lucila Lorenzini, uma das organizadoras do bloco pré-Carnaval, assumiu a fase carnavalesca e entrou na nostalgia. “É simplesmente uma delícia reviver o passado, com estas marchinhas que fizeram e ainda fazem sucesso, até mesmo com quem é mais novo e não teve o prazer de vivenciar aquela época”, relembrou Lucila.

Com relação ao evento em si para os associados dos CISEs (Centro Integrado de Saúde e Educação da Terceira Idade), Lucila foi enfática. “Os bailes de carnaval para a Terceira Idade são importantes, porque promovem a socialização, combatem a solidão e fortalecem vínculos entre eles. Além disso, valorizam a cultura, estimulam a memória e trazem benefícios para a saúde física por meio da dança. Esses eventos reforçam a inclusão e mostram que o lazer e a alegria são direitos em todas as fases da vida”, complementou a coordenadora da Comtid.

FANTASIA

Além de lidar com o imaginário dos ‘foliões’, o Bloco Pré-Carnaval dos CISEs homenageou os inesquecíveis concursos de fantasia do Theatro Municipal, Hotel Glória e Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, e nos clubes Monte Líbano e Juventus, em São Paulo.

Com as fantasias Fred e Wilma Flintstone, o casal Nice Moura de Freitas Dias, 64 anos, e Álvaro Blanco Dias, 70 anos, venceram na categoria melhor fantasia e estavam radiantes durante todo o baile. “Para ser sincera, não esperava que a gente vencesse. Quando saímos de casa, nosso objetivo era nos divertir, como estamos fazendo. Reviver essas músicas, estarmos em um ambiente familiar, seguro e principalmente alegre, nos traz uma paz interior imensa, a oportunidade de fazermos sempre novos amigos. Realmente foi tudo perfeito”, finalizou dona Nice, a Wilma Flintstone do CISE João Nicolau Braido.

São Caetano inicia a vacinação de profissionais de Saúde contra a dengue

Postado por Akira Suzuki em 12/fev/2026 -

Colaboradores da Saúde foram os primeiros a receber o imunizante (foto: Eric Romero/PMSCS)

São Caetano do Sul iniciou a vacinação de profissionais da Atenção Básica de Saúde contra a dengue. Neste primeiro momento estão sendo imunizados médicos da Estratégia Saúde da Família, equipes de Enfermagem, agentes comunitários de Saúde e agentes de zoonoses.

O escalonamento por categoria foi definido em virtude do quantitativo de doses recebidas do Governo do Estado até aqui. São Caetano possui 593 profissionais na Atenção Básica.

Além de profissionais da Saúde, a vacina contra a dengue está disponível a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, em todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e no Centro Municipal de Imunização. Desde o início da estratégia voltada a essa faixa etária, em 2024, já foram administradas 4.604 primeiras doses (50% do público-alvo) e 2.415 segundas doses (26,7%).

Após o recorde de 8.791 casos em 2024, São Caetano registrou 963 casos de dengue no ano passado, sendo 756 autóctones e 207 importados – nenhum óbito.

SAMU de São Caetano recebe duas novas ambulâncias do governo federal

Postado por Cassiano Oliveira em 12/fev/2026 -

Foto: Eric Romero/PMSCS

Em convênio com o Ministério da Saúde, a Prefeitura de São Caetano do Sul recebeu duas ambulâncias 0 km para a renovação da frota do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). A entrega foi efetivada em 10 de fevereiro, durante cerimônia do governo federal em Mauá.

Os veículos (Renault Master Grand Furgão), avaliados cada um em R$ 292,6 mil com as adaptações (equipado com maca, oxigênio e prancha rígida), substituirão outras ambulâncias do SAMU, ano 2018/2019, utilizadas desde antes da pandemia de Covid-19.

São Caetano possui seis ambulâncias (sendo três do SAMU) e duas motolâncias. A substituição traz mais segurança no transporte de pacientes de urgência e qualidade no atendimento.

O secretário de Saúde em exercício, Danilo Sigolo, e o gestor de Transporte Sanitário de Urgência e Emergência, Roberto Paquola, participaram do ato de entrega da ambulância em Mauá.

Hospital da Mulher de SBC: referência em neonatologia com alta de bebê de 440 g

Postado por Cassiano Oliveira em 12/fev/2026 -

Equipe multidisciplinar, Método Canguru e aleitamento materno foram decisivos para a recuperação de recém-nascida prematura extrema

 

Família da paciente e médicas do hospital

O Hospital da Mulher de São Bernardo, integrante do Complexo de Saúde de São Bernardo do Campo (CSSBC) e gerido pela Fundação do ABC, registrou um marco em seus 26 anos de história com a alta hospitalar de Ísis Manuelly Ribeiro do Nascimento, recém-nascida prematura extrema que nasceu com apenas 440 gramas e 26 semanas e 1 dia de gestação. Foi o menor bebê que já nasceu na maternidade. Após 4 meses e 10 dias de internação, sendo 118 dias na UTI Neonatal e mais 14 dias no berçário, a bebê deixou a unidade em ar ambiente, alimentando-se por aleitamento materno, pesando 2.260 gramas.

Ísis é filha de Sarah Cesar Ribeiro, 21 anos, e de Rogério Aparecido do Nascimento Júnior, 28, trabalhador da indústria de papelão. A família, que mora no bairro Alvarenga, realizou todo o acompanhamento pré-natal pelo SUS (Sistema Único de Saúde), inicialmente na UBS Alvarenga e, posteriormente, no Hospital da Mulher, serviço de referência para gestação de alto risco.

A viabilidade neonatal do Hospital da Mulher atualmente é superior a 501 gramas, com taxas de sobrevida acima de 50%. Até então, o menor bebê a receber alta na instituição havia nascido com 515 gramas. Ísis tornou-se, portanto, a menor recém-nascida a sobreviver e deixar o hospital em boas condições clínicas, um fato inédito para a unidade em quase 26 anos de atendimento especializado.

O parto ocorreu por cesárea em razão de restrição de crescimento intrauterino e pré-eclâmpsia materna. Durante a internação, Ísis permaneceu 104 dias intubada em ventilação mecânica e totalizou 116 dias em oxigenoterapia. Enfrentou múltiplos desafios clínicos.

A prematuridade é uma das principais causas de morbidade e mortalidade neonatal no mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15 milhões de bebês nascem prematuramente a cada ano, representando aproximadamente 11 por cento dos nascimentos globais. No Hospital da Mulher, a taxa de prematuridade acompanha a literatura científica, mantendo média de 10 por cento.

De acordo com a OMS, é considerado prematuro todo bebê nascido antes de 37 semanas completas de gestação. Ísis enquadra-se na categoria de prematuro extremo, pois nasceu antes de 28 semanas, além de ser classificada como recém-nascida de extremo baixo peso, por ter nascido com menos de 1.000 gramas. No caso dela, 440 gramas.

MULTIDISCIPLINARIEDADE E HUMANIZAÇÃO

Apesar da gravidade inicial, a assistência multidisciplinar e humanizada foi decisiva para sua evolução. O Hospital da Mulher, credenciado como Hospital Amigo da Criança, priorizou o aleitamento materno desde o início, estimulando a ordenha e o uso do leite materno como base da nutrição. Paralelamente, foi iniciado precocemente o Método Canguru, permitindo o contato pele a pele entre mãe e bebê e fortalecendo o vínculo afetivo e o desenvolvimento clínico.

Para a mãe Sarah, o período de internação foi marcado por medo, fé e superação. Ela relembra que um dos momentos mais difíceis foi ouvir de uma médica que Ísis dificilmente deixaria o hospital sem oxigênio. No entanto, a bebê surpreendeu a equipe e recebeu alta respirando espontaneamente. Sarah destaca o apoio da equipe multiprofissional e afirma que a experiência mudou sua vida. Rogério, o pai, afirmou que a alta representou o dia mais feliz de sua vida, após meses de incertezas e dedicação diária ao acompanhamento da filha no hospital.

EVOLUÇÃO POSITIVA

Na primeira consulta pós-alta, realizada em 4 de abril de 2025 no Ambulatório Canguru do Hospital da Mulher, Ísis apresentou evolução positiva. Ela saiu de alta com 2.260 gramas e já pesava 2.432 gramas na avaliação de retorno. Segundo a pediatra da equipe de Neonatologia do Hospital da Mulher Dra. Cynthia Fernandes, esse acompanhamento é essencial para consolidar o vínculo mãe-bebê e garantir ganho de peso adequado.

“Esse retorno é muito importante para manter o vínculo do bebê com a mãe. A posição canguru deixa a criança mais estável, auxilia no ganho de peso e fortalece o aleitamento materno, e é exatamente isso que estamos observando. Estamos muito felizes com a evolução dela.”

Para a diretora técnica do Hospital da Mulher, Dra. Adlin Veduato, o caso reforça a relevância do investimento público em UTI Neonatal de alta complexidade e no cuidado humanizado, além de evidenciar a força do trabalho integrado entre diferentes profissionais da saúde. “O desfecho da história da Ísis demonstra a importância de uma rede de atenção materno-infantil forte, integrada ao SUS e comprometida com a vida”, destaca.

“O Hospital da Mulher cumpre seu papel ao oferecer tecnologia, equipe qualificada e cuidado centrado na família, mas nada disso seria possível sem a atuação dedicada, articulada e sensível de nossa equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais que acompanharam cada passo dessa trajetória. Esse trabalho coletivo garante não apenas a sobrevivência, mas qualidade de vida aos nossos recém-nascidos.”

ACOMPANHAMENTO PROLONGADO

Por ter sido prematura extrema e apresentado intercorrências graves, Ísis seguirá em acompanhamento ambulatorial especializado até os 7 anos de idade no próprio Hospital da Mulher, com equipe multidisciplinar. O seguimento permitirá monitorar desenvolvimento neuropsicomotor, visão, audição, crescimento e possíveis sequelas tardias, com intervenções precoces sempre que necessário. Bebês que saem de alta com menos de 2,5 kg seguem inicialmente no Ambulatório Canguru e, posteriormente, mantêm acompanhamento integrado com a rede básica de saúde.

A condução clínica do caso de Ísis contou com atuação integrada das duas coordenações médicas da Neonatologia do Hospital da Mulher. Para a médica coordenadora de Neonatologia, Dra. Cibele Lebrão, o caso da Ísis exigiu coordenação clínica permanente, decisões médicas precisas e comunicação transparente com a família. “Sua trajetória mostra que a organização do cuidado e a continuidade assistencial são tão determinantes quanto a tecnologia para um desfecho bem-sucedido.” A coordenadora de Neonatologia, Dra. Gleise Aparecida Moraes Costa, reforça que a história da Ísis revela que vale a pena investir nas melhores práticas, no leite materno e no cuidado humanizado. “Não buscamos apenas salvar vidas, mas garantir qualidade de vida, com trabalho coletivo e confiança no SUS.”

O secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Jean Gorinchteyn, ressalta que o caso da pequena Ísis consolida o papel do Hospital da Mulher e de toda a rede de pública de saúde da cidade como um serviço de altíssima qualidade, com estrutura e equipes preparadas para casos de neonatologia de alta complexidade. “Mais do que um marco histórico, sua trajetória evidencia a capacidade do SUS em oferecer cuidado qualificado, acompanhamento contínuo e resultados concretos às famílias que enfrentam a prematuridade extrema”, finaliza.

SBC: Projeto de humanização leva acolhimento a pacientes do Hospital Anchieta

Postado por Cassiano Oliveira em 12/fev/2026 -

‘Beleza que Transforma’ reúne empresas voluntárias e instituições em dia de cuidado e doações de lenços, maquiagens e acessórios para 50 mulheres em tratamento

 

Foto: Igor Cotrim/PMSBC

Um dia todo de acolhimento, cuidado — e, por que não? — de ficar mais bonita. Cerca de 50 mulheres, todas elas pacientes oncológicas do Hospital de Câncer Padre Anchieta de São Bernardo, participaram de ação que foi promovida dia 10 de fevereiro. A segunda edição do evento ‘Beleza que Transforma’ ofereceu massagem, auriculoterapia, sessão de maquiagem, esmaltação e doação de lenços, acessórios e maquiagem. Também foram doadas 20 perucas. A ação reuniu empresas voluntárias e ONGs que se uniram para ofertar os serviços e as doações.

A primeira-dama de São Bernardo e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Zana Lima, esteve presente no evento, acompanhou de perto as atividades e visitou as pacientes enquanto recebiam das organizadoras kits de beleza, lenços e adereços. Para Zana, ações como o ‘Beleza que Transforma’ merecem ser multiplicadas na cidade por seu caráter humano e sensível. “É emocionante ver o cuidado e o carinho dedicados a essas mulheres. Iniciativas como essa fortalecem a autoestima e trazem leveza em um momento tão desafiador. Que possamos ter cada vez mais ações assim em São Bernardo”, afirmou.

O secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Jean Gorinchteyn, destacou que iniciativas como a do ‘Beleza que Transforma’ têm impacto muito positivo na recuperação das pacientes. “A melhora da autoestima, nesse momento tão frágil, do tratamento, é muito importante”, sustentou. “A gente agradece a toda equipe do hospital e também ao nosso prefeito Marcelo Lima, pela sensibilidade de abrir as portas do equipamento para o evento”, completou.

CONFORTO

O ‘Beleza que Transforma’ foi idealizado pela publicitária Fernanda Gorinchteyn, que busca com a ação levar conforto, esperança e momentos felizes para as pacientes em tratamento contra o câncer. “Tenho uma doença que já fez com que eu passasse muito tempo internada, a retocolite ulcerativa, então sei como é estar longe da família, hospitalizada, ou mesmo em um tratamento que exige muito da gente. Poder trazer esse carinho, saber que essa mulher vai se olhar no espelho e se ver bonita, é o objetivo de tudo isso”, frisou.

O diretor técnico do Hospital de Câncer Padre Anchieta, Dr. Luiz Noyama, reforçou as palavras do Dr. Jean sobre o impacto positivo de ações como essa no tratamento dos pacientes. “Não é só a medicação, não é só a quimioterapia, a radioterapia. Atividades como o ‘Beleza que Transforma’ fortalecem as pacientes, que com certeza respondem melhor aos tratamentos”, completou.

Em tratamento contra o câncer há quase um ano, a moradora do bairro Jardim João de Barro, Sandra Regina Saboia, de 68 anos, já tinha feito uma massagem e passado por sessão de auriculoterapia. “É um evento maravilhoso, dá um ânimo para a gente. Venho ao hospital três vezes por semana e sempre me surpreendo e me admiro tanto com essas atividades, quanto com o trabalho que toda a equipe realiza, desde a recepção até os médicos. A gente realmente se sente incluída, cuidada”, declarou.

O evento contou com o apoio das empresas Lebriju, Scarf Me, Nutrito Refeições, Latina Atelier e das ONGs Amor sem Fronteiras, AVCC (Associação dos Voluntários para Combate ao Câncer), Instituto Quimioterapia e Beleza e Amor a Cada Fio – Perucas e Próteses.

Governo federal anuncia R$ 37,4 milhões para ampliar atendimento do SUS em Mauá

Postado por Akira Suzuki em 11/fev/2026 -

Investimento do Novo PAC Saúde prevê construção de policlínica e UBS, entrega de ambulâncias e equipamentos para reduzir filas e ampliar acesso a exames especializados

 

Presidente Lula assina ordem de serviço para construção da policlínica e da UBS (foto: Diego Barros/PMM)

O governo federal anunciou em 9 de fevereiro o que informa ser o maior investimento em infraestrutura de saúde da história de Mauá. Durante cerimônia no Paço Municipal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinaram a ordem de serviço para construção de uma policlínica e uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na cidade. Os recursos, que somam R$ 37,4 milhões, são provenientes do Novo PAC Saúde e representam uma ampliação significativa na capacidade de atendimento à população do município e região.

A nova policlínica de Mauá, uma das 54 selecionadas no âmbito do Novo PAC Saúde, receberá investimento de R$ 30 milhões, sendo R$ 17 milhões destinados à construção e R$ 13 milhões para aquisição de equipamentos. A unidade oferecerá atendimento especializado com equipamentos de tomografia e ressonância magnética, além de consultas em dermatologia, ortopedia, neurologia e atendimento a pessoas com transtorno do espectro autista. A estrutura contará, ainda, com sala lilás para acolhimento de vítimas de violência, sala de ultrassom, espaços para reabilitação e atenção integral à saúde mental. Além de Mauá, a policlínica atenderá moradores de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.

A policlínica funcionará em regime estendido para facilitar o acesso de trabalhadores que não conseguem realizar exames durante o horário comercial, ou seja, vai funcionar em tempo integral e também aos sábados. A unidade estará alinhada ao programa “Agora Tem Especialistas”, focado na redução de filas e aceleração do acesso a consultas e exames especializados na rede pública. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o objetivo é ampliar a capacidade do Sistema Único de Saúde e melhorar a qualidade dos serviços prestados à população.

A nova Unidade Básica de Saúde, também contemplada pelo Novo PAC Saúde, receberá investimento de R$ 5,2 milhões e vai comportar quatro equipes de Saúde da Família e outras quatro de Saúde Bucal, reunindo médicos, enfermeiros, dentistas e agentes comunitários de saúde. As UBSs de Mauá ainda receberão dez “combos” de equipamentos que incluem câmara fria para vacinas, balança digital e laser terapêutico para tratamento de feridas e reabilitação, além de 11 kits para teleconsulta. Esses “combos” são uma inovação do programa “Agora Tem Especialistas” voltada ao fortalecimento da atenção primária, reduzindo a necessidade de encaminhamentos para atenção especializada.

AMBULÂNCIAS

Durante a cerimônia, também foram entregues quatro ambulâncias do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para Mauá. A região do Grande ABC recebeu um total de 34 novas ambulâncias, com investimento federal de R$ 10 milhões. A ampliação da frota visa melhorar o atendimento móvel de urgência em todo o território, garantindo resposta mais rápida em situações de emergência.

Mauá também passou a contar com uma carreta do programa “Agora Tem Especialistas”. A estrutura móvel, em operação desde 30 de janeiro, tem capacidade para atender até 65 pacientes por dia e oferece exames de imagem como tomografia computadorizada e ultrassonografia. A carreta atende os sete municípios da região: além de Mauá, a cobertura inclui Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, contribuindo para reduzir as filas de espera por exames no SUS.

A Saúde de Mauá é gerenciada pela Fundação do ABC desde 2015, através do contrato de gestão do Complexo de Saúde de Mauá (COSAM), assinado com a Prefeitura. Por meio do documento, a FUABC responde pela gestão clínica e administrativa do Hospital Nardini, das UBSs e das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Também fazem parte do contrato de gestão o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), o Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) e os CAPS, além de outros equipamentos de saúde.

Complexo de Saúde de SBC faz doação de mechas para pacientes oncológicos

Postado por Akira Suzuki em 11/fev/2026 -

Por meio das Comissões de Humanização e da campanha “Fios de Esperança”, unidades do CSSBC arrecadaram 120 mechas de cabelo para a ONG Cabelegria

 

Colaboradores doaram cabelo e incentivaram familiares, amigos e equipes a fazerem o mesmo

As Comissões de Humanização das unidades do Complexo de Saúde de São Bernardo do Campo (CSSBC) estiveram na sede da ONG Cabelegria para realizar a doação de aproximadamente 120 mechas de cabelo, arrecadadas desde outubro de 2025 nas unidades hospitalares do Complexo.

A ação teve início com a campanha “Fios de Esperança”, realizada em 29 de outubro de 2025, no contexto do Outubro Rosa, quando foram estruturados pontos de coleta e mobilização interna para captação das mechas destinadas à confecção de perucas para pacientes em tratamento oncológico. Desde então, colaboradores passaram a doar cabelos e a incentivar familiares, amigos e equipes a participarem, transformando a iniciativa em um movimento de solidariedade institucional.

“Foi emocionante ver como pequenos gestos do dia a dia dentro do hospital podem se transformar em cuidado concreto para quem está passando por um momento tão delicado”, disse Adriana Lourenço, coordenadora de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Hospital de Câncer Padre Anchieta (HCA).

O diretor-geral do Complexo de Saúde de São Bernardo do Campo, André Sicco, destacou a importância estratégica das Comissões de Humanização para qualificar o cuidado prestado à população. “As iniciativas conduzidas pelas equipes de Humanização mostram que o cuidado em saúde vai muito além do tratamento clínico. Quando nossos profissionais se mobilizam em ações como o ‘Fios de Esperança’, reafirmam o compromisso do CSSBC com uma assistência acolhedora, digna e sensível às necessidades emocionais dos pacientes e de suas famílias. Projetos como esse fortalecem o vínculo entre equipes e usuários, valorizam nossos trabalhadores e demonstram como o serviço público de saúde pode transformar solidariedade em benefício concreto para quem mais precisa.”

RECONHECIMENTO ÀS UNIDADES

Os quatro hospitais do CSSBC – Hospital de Câncer Padre Anchieta, Hospital das Clínicas, Hospital de Urgência e Hospital da Mulher – receberam um certificado de doação da Cabelegria, destacando que o gesto vai além do simbólico, representa acolhimento, afeto e apoio às pessoas em tratamento contra o câncer. “A ação reforça o papel humanizado do nosso trabalho e mostra que cuidar também é olhar para a autoestima e o bem-estar dos pacientes”, afirmou Helen Fernandes, coordenadora de Enfermagem do Hospital de Clínicas (HC).

COLETA PERMANENTE

A partir de março de 2026, o Hospital Anchieta passará a ser um ponto permanente de coleta de mechas de cabelo, ampliando e institucionalizando a iniciativa dentro do Complexo e garantindo fluxo contínuo de doações à Cabelegria. “Manter um ponto fixo de coleta é uma forma de perpetuar essa corrente do bem e envolver cada vez mais pessoas”, disse Sabrina Aguera, coordenadora de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do HC.

A Cabelegria é uma organização não governamental criada em 2013 por Mariana Robrahn e Mylene Duarte com o propósito de fortalecer a autoestima de pacientes oncológicos e pessoas com doenças que provocam queda de cabelo. A ONG arrecada mechas de cabelo, confecciona perucas e as doa gratuitamente a quem necessita. Ao longo de sua trajetória, já recebeu mais de 420 mil doações de cabelo, produziu e entregou mais de 14 mil perucas e gera renda para costureiras parceiras, além de desenvolver ações de conscientização e apoio ao bem-estar físico e emocional dos pacientes.

“Receber essas doações do Complexo Hospitalar de São Bernardo do Campo é sempre muito especial para a Cabelegria. Cada mecha arrecadada internamente carrega cuidado, empatia e o olhar atento de quem está diariamente ao lado dos pacientes. Já caminhamos juntos em ações de entrega de perucas e essa parceria só reforça como, unidos, conseguimos transformar gestos simples em autoestima e esperança. Nossa gratidão por fazerem parte dessa corrente do bem”, agradeceu Mariana Robrahn, fundadora e presidente da Cabelegria.