Postado por Akira Suzuki em 29/maio/2026 -

Antes da novidade, era necessário transferir o paciente para fazer a cirurgia
Entrou em funcionamento em 27 de maio, no Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, em Mauá, a nova mesa cirúrgica motorizada adquirida por meio da parceria entre a Prefeitura de Mauá e o Rotary. Também foram entregues bisturi eletrônico, foco cirúrgico de LED e instrumentais especializados para procedimentos ortopédicos.
Os novos equipamentos devem beneficiar mais de 500 pacientes por ano, ampliando a capacidade de atendimento da unidade, reduzindo filas de espera e evitando transferências para hospitais de outras cidades.
Segundo o médico ortopedista Dr. Bernardo Corrêa, da equipe do Hospital Nardini, a nova mesa de tração representa um avanço importante principalmente para pacientes idosos com fratura de fêmur.
“Antes dessa mesa, a gente tinha que colocar o paciente no sistema de transferência e ele ficava aguardando internado. Agora, conseguimos resolver esses casos cirúrgicos aqui no hospital, permitindo que o paciente faça a cirurgia em Mauá e tenha alta melhor e mais rápida”, explicou.
A parceria entre o Rotary e o hospital já havia garantido, em maio do ano passado, a entrega de poltronas, cadeiras de rodas, cadeiras de banho, sofás e outros equipamentos de apoio, contribuindo para a modernização do 5º andar da unidade hospitalar.
Postado por Akira Suzuki em 29/maio/2026 -

Novo contrato praticamente dobra capacidade de atendimento (foto: Gabriela Gonçalves/PMSCS)
Ato formalizado na manhã de 28 de maio marcou o início de um novo modelo de assistência ortopédica em São Caetano do Sul. O novo contrato duplica a capacidade de atendimento de 1,2 mil para 2,4 mil consultas com ortopedistas por mês. E praticamente dobra as vagas para cirurgias especializadas, de 45 para 85 mensais.
Ampliando significativamente a capacidade de atendimento, a Prefeitura visa reduzir o tempo de espera dos pacientes e qualificar a assistência prestada à população. A medida integra um conjunto de ações voltadas à melhoria do acesso na área, entre elas a reorganização dos fluxos regulatórios, a otimização das agendas conforme demanda reprimida e a integração entre os diferentes pontos da rede municipal de Saúde, que é gerenciado pela Fundação do ABC.
A reestruturação do serviço engloba ortopedia geral, de coluna, joelho, mão, ombro, quadril, pé, tornozelo e pediátrica.
“Estamos reformando um sistema de saúde que vivia mais de propaganda do que de bons serviços prestados à população. O contrato anterior custava R$ 100 mil mensais fixos. A empresa recebia o pagamento com o médico atendendo ou não. E assegurava R$ 50 mil para consultas e R$ 50 mil para a coordenação do serviço, uma coisa ilógica. Nenhum empresário gere uma empresa dessa forma”, observou o prefeito Tite Campanella.
O chefe do Executivo complementou afirmando que a mudança para o modelo de pagamento por produtividade (por procedimento realizado), além de duplicar os atendimentos, torna a prestação do serviço mais econômica para a municipalidade. “Sem apadrinhamentos, profissionalizamos a gestão da Saúde, com contratos que buscam exclusivamente o benefício à população.”
Com o modelo antigo, a fila da espera por atendimentos ortopédicos chegava a dez meses. Agora, a expectativa da Secretaria de Saúde é atender a demanda reprimida em cerca de quatro meses, mantendo posteriormente o fluxo contínuo de atendimento aos novos pacientes inseridos na rede – a demanda é crescente, considerando, especialmente, que São Caetano possui muitos idosos e uma população ativa.
“O contrato anterior foi mal dimensionado e mal estruturado, e trazia déficit de atendimento aos usuários. Agora teremos uma prestação de serviços mais equânime, com o pagamento de procedimentos que efetivamente forem realizados”, concluiu a secretária municipal de Saúde, Dra. Adriana Berringer.
Postado por Akira Suzuki em 29/maio/2026 -

Pequenos pacientes construíram um foguete estilizado
A campanha “Missão ArteMãos 2026: A Missão do Cuidado Seguro” ganhou mais um capítulo no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. A nova etapa da iniciativa levou a brinquedoteca do hospital para o centro das atenções, transformando o espaço em palco de uma experiência que misturou conscientização, criatividade e o compromisso com práticas seguras de higiene.
Desta vez, o desafio foi proposto aos pequenos pacientes, que foi de estilizar um foguete construído com materiais recicláveis — uma escolha que trouxe ao projeto uma camada a mais de significado, ao associar o cuidado com a saúde à consciência ambiental.
Para entrar no espírito da missão, as crianças receberam aventais personalizados e assumiram, por alguns dias, o papel de verdadeiros “Astronautas da Segurança”. Munidas de kits de customização, elas usaram a imaginação para dar vida e cor à nave, tornando cada detalhe do foguete uma expressão coletiva do grupo.
Para o Hospital, essa abordagem incluindo pacientes e acompanhantes encontra respaldo e ganha ainda mais relevância jurídica e institucional com a promulgação do novo Estatuto dos Direitos do Paciente (Lei Federal nº 15.378, de 6 de abril de 2026). A nova legislação estabelece expressamente o direito do paciente de envolver-se ativamente em seus cuidados de saúde, além de prever que os serviços de saúde ofereçam ambientes e procedimentos estritamente seguros.
Ainda, ao empoderar a criança e seu acompanhante por meio da informação e do hábito, a instituição materializa as diretrizes da nova lei, abandonando-se a visão do paciente como alguém passivo na sua jornada de tratamento e assumindo-se uma cultura de parceria, em que o cumprimento dos protocolos de segurança é um direito assegurado e uma responsabilidade compartilhada.
A atividade se estendeu por três dias sob a condução do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH), setor que coordena a campanha e que, desde o início, aposta em uma linguagem lúdica para aproximar o protocolo técnico da rotina de internação.
Esta edição ganhou o apoio da equipe de Humanização, essencial para conectar as ações ao bem-estar dos pacientes, e do departamento de Manutenção, que auxiliou na escultura do foguete. A proposta, portanto, não se limitou a orientar, mas de convidar. No caso das crianças, esse esforço conjunto resultou em uma eficácia difícil de replicar em outros formatos, avaliam as equipes.
Ao fim das oficinas, cada participante recebeu um certificado oficial de Astronauta da Segurança — um reconhecimento simbólico pelo engajamento e, sobretudo, pelo aprendizado sobre a importância da lavagem correta das mãos na prevenção de infecções hospitalares.
A campanha, inspirada no programa espacial Artemis da NASA, segue as diretrizes da Organização Mundial da Saúde para os cinco momentos de higiene das mãos e percorre diferentes setores e públicos do hospital ao longo do mês de junho. Ações voltadas para profissionais de saúde, pacientes e acompanhantes compõem uma programação que, a cada etapa, reforça a mesma mensagem: higienizar as mãos é um gesto simples, mas de impacto enorme para a segurança de todos dentro de uma unidade de saúde.
Postado por Akira Suzuki em 29/maio/2026 -

Colaboradores do Lucy Montoro de Sorocaba e de Diadema
A equipe do Centro de Reabilitação Lucy Montoro de Sorocaba visitou a unidade de Diadema para conhecer de perto o funcionamento do Salutem, sistema de gestão assistencial que será implantado na unidade sorocabana a partir de 1º de junho. A visita teve como objetivo principal tirar dúvidas práticas sobre o uso da plataforma, que já faz parte da rotina do Lucy de Diadema.
A migração representa uma mudança significativa na estrutura tecnológica da unidade do interior. Atualmente, Sorocaba utiliza apenas o módulo assistencial do Tasy – e a base de dados fica armazenada em outra unidade da rede. Com o Salutem, isso muda: a unidade passará a ter controle direto sobre seus próprios dados e, mais do que isso, contará com um sistema muito mais abrangente do que o que usa hoje.
Na prática, o novo sistema vai cobrir praticamente todas as frentes do funcionamento da unidade. A recepção ganha integração com totens de senha e painel de chamadas, além de recursos como captura de assinatura digital e confirmação automática de dados do paciente. O agendamento passa a ser feito com mais flexibilidade. É possível confirmar, cancelar ou reagendar consultas inclusive via WhatsApp, com integração oficial à plataforma da Meta (proprietária do aplicativo de mensagem), e o sistema conversa diretamente com o SIRESP, o sistema estadual de regulação.
Para a coordenadora médica do Lucy Montoro de Diadema, Dra. Marcella Coppini, a troca de experiências entre as unidades fortalece todo o processo de implantação do novo sistema. “Quando uma equipe compartilha aquilo que já viveu na prática, o aprendizado acontece de forma mais segura e natural. Essa aproximação entre as unidades ajuda a antecipar desafios, alinhar fluxos e a tornar a transição mais tranquila para os profissionais e, principalmente, para os pacientes”, destaca a gestora, que juntamente com sua equipe recebeu a comitiva de Sorocaba em 22 de maio.
MODERNIZAÇÃO
O prontuário eletrônico do paciente é outro ponto de destaque. Cada especialidade pode configurar o prontuário de acordo com a sua própria rotina, e os documentos gerados durante os atendimentos – receitas, atestados, encaminhamentos – podem ser assinados digitalmente no padrão ICP-Brasil, o que traz mais segurança jurídica e reduz o uso de papel. O histórico completo do paciente fica centralizado e acessível, com os devidos controles de sigilo, especialmente para atendimentos em áreas sensíveis, como a psicologia.
Controle de estoque de medicamentos e materiais, com rastreabilidade por lote e validade, também entra no pacote, inclusive com geração automatizada do livro de psicotrópicos. O faturamento ao SUS passa a contar com críticas automáticas baseadas nas tabelas oficiais, o que reduz erros e agiliza o envio de dados aos órgãos competentes. E para a gestão, o sistema oferece painéis de indicadores assistenciais e relatórios detalhados sobre produção, absenteísmo e cumprimento de metas contratuais.
A transição não acontece de uma hora para outra. A previsão é de que o processo de migração leve cerca de seis meses até estar totalmente concluído, com implantação inicial no primeiro dia de junho.
Diego Garcia, coordenador administrativo do Lucy Sorocaba, resume bem o que a mudança representa para a unidade. “Estamos atualizando o sistema para um atendimento mais humano, ágil e seguro. A mudança assusta e dá trabalho, mas quem mais vai ganhar com isso são os pacientes”, afirma. “Teremos um sistema mais rápido e de fácil manuseio, além de gastar menos tempo procurando telas e digitando. Com isso, sobrará tempo para acolher e escutar mais o paciente, que não precisará mais repetir toda sua história várias vezes, já que bastará ver o histórico no sistema”.
O Salutem já é utilizado em outras unidades gerenciadas pela Fundação do ABC, o que deve facilitar a integração da equipe de Sorocaba ao novo sistema. A troca de experiências com Diadema, nesse sentido, é parte importante desse processo. Ver a ferramenta funcionando no dia a dia, com profissionais que já passaram pela mesma transição, é uma preparação que vai além de qualquer manual.
Postado por Akira Suzuki em 28/maio/2026 -

Atividade foi capitaneada pelo farmacêutico Alexandre Virgílio
O AME Araçatuba realizou, em 22 de maio, um encontro de humanização dedicado à conscientização sobre o uso racional de medicamentos. A iniciativa, coordenada pelo Centro Integrado de Humanização da unidade, reuniu colaboradores em torno de um tema que, embora pareça simples, está diretamente ligado à segurança e ao bem-estar de cada pessoa.
A atividade foi conduzida pelo farmacêutico Alexandre Virgílio, profissional com larga experiência em dispensação de medicamentos, farmácia hospitalar e segurança do paciente. Ao longo do encontro, ele abordou, de maneira acessível e próxima, questões do dia a dia como os riscos da automedicação, a importância da adesão ao tratamento prescrito, o armazenamento correto dos medicamentos em casa e o descarte consciente de produtos vencidos ou inutilizados.
Mais do que uma apresentação formal, o encontro se configurou como um espaço de diálogo genuíno. Exemplos do cotidiano foram trazidos à conversa para tornar os temas mais concretos, e os participantes tiveram a oportunidade de esclarecer dúvidas e compartilhar experiências. Essa troca contribuiu para fortalecer o vínculo entre profissionais e o público atendido pela unidade, reforçando uma cultura de cuidado que começa, muitas vezes, em gestos simples.
O evento integra as ações do Centro Integrado de Humanização do AME Araçatuba, setor que trabalha pela qualificação contínua dos colaboradores e pela promoção de um cuidado centrado no paciente. A proposta é que encontros como esse façam parte de uma rotina de aprendizado — momentos em que a equipe pode refletir sobre sua atuação e aprimorar práticas que impactam diretamente a assistência prestada à população.
O AME Araçatuba é referência para 28 municípios da região, atendendo uma população de quase 600 mil habitantes. Sob gestão da Fundação do ABC desde dezembro de 2024, a unidade reafirma, com iniciativas como essa, seu compromisso com uma assistência cada vez mais segura, eficiente e pautada nos princípios da humanização — valores que orientam não apenas os processos internos, mas a forma como cada profissional se relaciona com quem busca cuidado.
Postado por Akira Suzuki em 28/maio/2026 -

Reunião do treinamento da CIPA
O AME Sorocaba realizou, entre os dias 19 e 22 de maio, o treinamento da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), seguindo as diretrizes estabelecidas pela Norma Regulamentadora nº 5 (NR-5). A capacitação reuniu seis colaboradores da unidade, sendo três eleitos pelos próprios empregados e outros três indicados pelo empregador. Essa composição, prevista na norma, garante que tanto os trabalhadores quanto a gestão tenham voz ativa nas decisões que envolvem a segurança no trabalho.
A iniciativa foi conduzida pela técnica de segurança do trabalho Vanessa Aparecida da Silva, ao longo de quatro dias de atividades. Durante a programação, os participantes se aprofundaram em temas centrais para a atuação da comissão, como identificação de riscos no ambiente laboral, investigação de incidentes, saúde ocupacional e prevenção ao assédio. O formato da capacitação também privilegiou a troca de experiências entre os presentes, o que enriqueceu bastante as discussões.
Além do conteúdo técnico, o treinamento trouxe reflexões sobre o papel de cada membro na construção de um ambiente de trabalho mais seguro e saudável. A participação ativa dos colaboradores ao longo dos quatro dias foi um ponto destacado por quem esteve envolvido na organização da capacitação. Momentos como esse são importantes não apenas para cumprir exigências normativas, mas para fortalecer, de fato, a cultura preventiva dentro da instituição.
O AME Sorocaba é gerido pela Fundação do ABC desde novembro de 2020 e atende exclusivamente usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), abrangendo 48 municípios da região e uma população de mais de 2,4 milhões de pessoas. Ações voltadas à segurança e ao bem-estar dos profissionais de saúde fazem parte do compromisso da instituição com a qualidade do atendimento prestado à população.
Postado por Akira Suzuki em 28/maio/2026 -

Fernanda Vinagre é psicóloga do grupo terapêutico (foto: Eric Romero/PMSCS)
A Prefeitura de São Caetano do Sul iniciou no final de maio o atendimento multidisciplinar para pacientes com dores crônicas. Fisiatras, psicólogos e outros profissionais formam a equipe responsável pelas terapias, ampliando a resolutividade e possibilitando intervenções mais completas.
O ambulatório para o tratamento de dores crônicas é uma novidade na rede municipal de Saúde. Funciona no recém-inaugurado Cuidar (Complexo Unificado de Inclusão, Desenvolvimento, Apoio e Reabilitação) Jorge Martins Salgado, no Bairro Santa Maria, e já conta com ampla aprovação dos pacientes.
“Para falar a verdade, estou encantada. Tive oportunidade de tratar no particular, mas sem essa abordagem multidisciplinar. Esse grupo é tão necessário quanto os remédios”, atestou Edna Alcântara de Brito, 51 anos, metade deles convivendo com as dores da fibromialgia.
Ela é uma das participantes do grupo terapêutico atendido pela psicóloga Fernanda Vinagre. “Entendemos que a dor crônica necessita de abordagem física e emocional. Temos paciente com ansiedade e depressão por conta da dor. No grupo, eles criam novos relacionamentos e aprendem a lidar melhor, a enxergar a vida além da dor. Isso inclui fazer atividade física, se alimentar bem, sair, se divertir e cuidar da saúde mental”, destaca a profissional.
Todos os pacientes participantes do grupo terapêutico são encaminhados pela Fisiatria. “Trabalhamos para aliviar as dores, melhorando a qualidade de vida e a funcionalidade dos pacientes”, conclui a fisiatra Dra. Carolina Deléo Amato.
E os resultados, mesmo que iniciais, são extremamente positivos. Quem afirma são os próprios pacientes. “Se falamos das dores sem parar em casa, a família começa a se distanciar. Aqui tenho liberdade para falar. Compartilhamos experiências e nos vemos no lugar do outro porque entendemos exatamente o que a outra pessoa está falando. Então a terapia em grupo, para mim, é a parte mais importante do tratamento, até mais do que os medicamentos”, finaliza Miriam Moreira Gaspar, de 74 anos.
Postado por Akira Suzuki em 28/maio/2026 -

Equipe reunida durante a realização do treinamento promovido pelo NSP
Uma iniciativa voltada ao fortalecimento da cultura de segurança assistencial foi realizada no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Itapevi em 21 de maio. O Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) da unidade, em conjunto com os setores de Farmácia e Segurança do Trabalho, organizou um treinamento destinado à equipe assistencial da unidade, que é gerida pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo.
O treinamento foi conduzido de forma didática e interativa, abordando temas considerados essenciais no cotidiano da assistência à saúde. Entre os assuntos tratados, estiveram medicamentos de alta vigilância, barreiras de segurança, eventos passíveis de notificação, descarte correto de materiais perfurocortantes e os tipos de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
Os participantes também foram orientados sobre as responsabilidades de cada colaborador e o fluxo de retirada e controle desses materiais — pontos que, na prática, fazem diferença direta na segurança do ambiente de trabalho.
Ao término da atividade, cada participante recebeu um guia de bolso com a relação dos medicamentos de alta vigilância e um material educativo em formato de lembrete sobre o descarte adequado de perfurocortantes. O material foi pensado para ser funcional: algo que o profissional possa consultar rapidamente no dia a dia, sem precisar recorrer a manuais extensos.
O AME Itapevi integra o portfólio de unidades geridas pela Fundação do ABC desde junho de 2019 e oferece à população 18 especialidades médicas, além de atendimentos não médicos nas áreas de Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição e Psicologia. A unidade também dispõe de serviços de apoio diagnóstico, como endoscopia, radiologia e ultrassonografia, e conta com centro cirúrgico próprio para realização de procedimentos ambulatoriais.
Postado por Akira Suzuki em 28/maio/2026 -

A prevenção de lesões por pressão é responsabilidade compartilhada (foto: Johnn Menezes/PMSBC)
O Hospital de Urgência (HU) de São Bernardo, unidade que integra o Complexo de Saúde do município, promoveu de 22 a 27 de maio o primeiro workshop sobre prevenção e tratamento de lesões por pressão, dano na pele causado pela pressão contínua, umidade, entre outros fatores, que acomete principalmente pacientes acamados.
O evento “Mude de lado: pressão aliviada, pele preservada” visou promover capacitação e atualizações entre 400 profissionais da área de enfermagem, com intuito de melhorar a qualidade de vida dos pacientes atendidos na unidade.
Com quatro estações de exposições de materiais e exemplos de casos distintos, a formação abordou desde os tipos de curativos e dispositivos para prevenir e tratar as lesões, como curativos com tecnologias de alta performance, coberturas, pomadas, tecnologias assistivas e o trabalho dos terapeutas ocupacionais, até a importância de uma nutrição adequada, capaz de preservar os nutrientes para evitar feridas e favorecer a cicatrização quando já instaladas.
A gerente de Enfermagem do Hospital de Urgência, Lourdes Siqueira Codognato, destacou que a atividade reforça a responsabilidade compartilhada entre as equipes no cuidado com a prevenção de lesões por pressão. Ela ressaltou que, embora a mudança de decúbito (posição no paciente no leito) seja historicamente associada à enfermagem, a prevenção é multiprofissional e depende também de áreas como nutrição, fisioterapia e terapia ocupacional. “Este é o primeiro workshop nesse formato e a expectativa é repeti-lo periodicamente, aproveitando o espaço para atualização sobre novas práticas e insumos disponíveis na unidade”, explicou a gerente.
LESÃO EVITÁVEL
Uma das organizadoras da atividade, a enfermeira estomaterapeuta Patrícia Nascimento, pontuou que cerca de 85% das lesões causadas por pressão são evitáveis, com cuidados que incluem a mudança de posição do paciente no leito, hidratação da pele, controle da umidade relacionado a higienização e troca de fraldas, aporte nutricional, uso adequado de curativos e produtos específicos para cada caso, levando em consideração os riscos de cada paciente.
“Nosso objetivo é reduzir o máximo possível esse tipo de ocorrência, que gera danos aos pacientes, sobrecarga assistencial e financeira para o hospital e maior tempo de internação. Em casos graves, as lesões podem evoluir para quadros infecciosos graves e até fatais”, completou. “Aqui no HU nós contamos com estrutura e insumos com tecnologias avançadas para reduzir cada vez mais a incidência desse tipo de lesão”, completou.
Não manter imóveis pacientes graves é um desafio extra, que conta com o importante apoio dos terapeutas ocupacionais, como Marcella Padilha. Ela detalhou que o papel da sua área é avaliar o paciente e realizar adaptações e treinos de atividades da vida diária para recuperar autonomia. “Muitas vezes há rigidez ou deformidades — comuns em casos pós-AVC, por exemplo — que dificultam o posicionamento adequado no leito. Nesses casos, a equipe confecciona órteses e adaptações que ajudam a garantir a postura correta, além de orientar e treinar as equipes assistenciais sobre o posicionamento ideal para cada paciente”, afirmou a profissional.
NUTRIÇÃO ADEQUADA
A nutricionista Mariana Minanni destacou que a alimentação do paciente está diretamente relacionada tanto com a saúde da pele, para que possa ser mais resistente às lesões, quanto à capacidade de recuperação quando a lesão ocorre. “É importante um trabalho conjunto do cuidado, para que a equipe de nutrição saiba se o paciente está se alimentando, que ele está sendo hidratado, se há necessidade de suplementação ou até mesmo de adoção de alimentação enteral (por sonda)”, detalhou.
Realizaram apresentações e dinâmicas durante a formação, além das profissionais citadas, a enfermeira estomaterapeuta Deldimar Melo, a enfermeira Janaína Esteves Rocha, ambas do Hospital de Urgência, e a enfermeira estomaterapeuta e consultora de demanda de empresa fornecedora de curativos e bolsas de estomia, Cintia Tavares.
COMISSÃO DE PREVENÇÃO
Desde novembro de 2025, o Hospital de Urgência conta com uma Comissão de Prevenção e Tratamento de Pele, que se reúne periodicamente para discutir casos, atualizar práticas e promover formações como o workshop que foi realizado. Os integrantes atuam como multiplicadores das discussões nas suas áreas de atuação dentro do hospital, garantindo a segurança dos pacientes e fortalecendo o compromisso da unidade de saúde com a excelência nos cuidados.
Postado por Akira Suzuki em 28/maio/2026 -

Prof. Dr. Renato Anghinah, professor titular de Neurologia da FMABC (foto: reprodução/www.clinicaanghinahneurologia.com.br)
Um estudo internacional publicado em maio na revista científica Nature trouxe avanços importantes na compreensão do envelhecimento cerebral e sua relação com doenças neurodegenerativas. A pesquisa contou com a participação do neurologista Dr. Renato Anghinah, professor titular do Centro Universitário FMABC e referência nacional em neurologia cognitiva e eletroencefalografia.
O trabalho utilizou registros de eletroencefalogramas (EEG) associados a modelos de inteligência artificial para identificar diferenças entre a idade cronológica das pessoas e a chamada “idade cerebral”. Segundo os pesquisadores, essas discrepâncias podem indicar processos ligados à neurodegeneração, além de refletirem desigualdades sociais e fatores de saúde que impactam diretamente o cérebro.
O estudo analisou a atividade cerebral de 1.228 participantes de dez países, incluindo indivíduos saudáveis, pessoas com comprometimento cognitivo leve (MCI) e pacientes com doença de Alzheimer ou demência frontotemporal. A partir da análise das chamadas oscilações alfa do EEG, relacionadas a funções cognitivas como atenção, memória e processamento mental, os pesquisadores observaram que pacientes com doenças neurodegenerativas apresentavam envelhecimento cerebral acelerado em comparação à idade cronológica.
Outro achado considerado relevante foi a constatação de que fatores ligados à desigualdade estrutural tiveram impacto ainda maior sobre o envelhecimento cerebral do que aspectos como escolaridade, cognição e gênero.
De acordo com o Dr. Renato Anghinah, os resultados reforçam a importância de analisar o envelhecimento cerebral também sob a perspectiva social. “Por meio do EEG, conseguimos demonstrar que o envelhecimento cerebral pode ser diferente dependendo dos níveis de vulnerabilidade social, tanto do ponto de vista econômico quanto educacional e nutricional. Isso é importante, porque permite identificar esse padrão com um equipamento de baixo custo”, destaca.
O pesquisador também ressalta o potencial das descobertas para a formulação de políticas públicas. “É um achado relevante por apontar caminhos para ações que os governos podem adotar em países com condições econômicas adversas”, afirma.
A pesquisa faz parte de um amplo esforço colaborativo internacional envolvendo pesquisadores da América Latina, Europa e Estados Unidos. “Essa colaboração entre os países vem de longa data. Trata-se de um consórcio chamado Eurolat, composto por mais de 15 países. Tenho a honra de representar o Brasil e o Centro Universitário FMABC”, explica Dr. Anghinah.
Segundo o neurologista, investir em estudos dessa natureza é fundamental para compreender como as desigualdades sociais impactam diretamente a saúde cerebral da população. “É importante investir em pesquisas dessa natureza para quantificar o impacto dessas diferenças sociais no envelhecimento cerebral e pensar em soluções para reduzir esse impacto”, conclui.
Os autores apontam que a utilização do EEG como ferramenta de avaliação pode representar um caminho mais acessível e escalável para o rastreamento populacional de doenças neurodegenerativas, especialmente em regiões com poucos recursos e menor acesso a tecnologias avançadas de diagnóstico.