Postado por Akira Suzuki em 08/jul/2026 -

Casos leves utilizam um itinerário diferente na unidade (foto: Divulgação/PMSBC)
Funcionando como um pronto-socorro de portas abertas desde 1º janeiro de 2025, o Hospital de Urgência (HU) de São Bernardo precisou organizar os fluxos diante do aumento da demanda de pacientes. Com a implementação do sistema Fast Track no final de 2025, para atendimento de casos leves (classificação azul e verde), foi observada queda de 67% no tempo de permanência dos pacientes na unidade hospitalar.
Nesse fluxo, o paciente é avaliado pelo médico e, quando necessário, recebe a medicação no próprio consultório, reduzindo etapas do atendimento e permitindo que as equipes do pronto-socorro concentrem seus esforços nos casos de maior gravidade. Os pacientes atendidos pelo Fast Track permanecem, em média, duas horas na unidade, desde o momento da recepção até a avaliação médica, a medicação e liberação.
ABSORÇÃO DA DEMANDA
Segundo o diretor do Hospital de Urgência, Dr. Roger Holanda, a implementação do Fast Track foi essencial para que o hospital absorvesse o aumento da demanda sem comprometer a assistência. “Quando o Hospital de Urgência passou a funcionar de portas abertas, sabíamos que haveria um aumento importante da procura. O desafio era absorver esse crescimento sem perder agilidade no atendimento”, relatou. “O Fast Track permitiu direcionar os pacientes com menor gravidade para um fluxo mais ágil, sem comprometer os atendimentos dos casos mais complexos.”
Entre janeiro e junho deste ano, o Fast Track respondeu por 11.482 atendimentos de um total de 115.685 registros de urgência e emergência realizados na unidade, cerca de 10% do total. Somente em junho, foram 2.269 pacientes atendidos, com tempo médio de 53 minutos entre a abertura da ficha e a avaliação médica. No mesmo período, 92,5% dos pacientes foram atendidos dentro do tempo preconizado pelo Protocolo de Manchester, sistema utilizado para classificar a gravidade dos casos e definir a prioridade do atendimento.
MAIS CONFORTO
O diretor explicou que outro diferencial do Fast Track é a administração da medicação no próprio consultório médico, logo após a avaliação clínica. “A medida elimina deslocamentos para salas de medicação, agiliza o início do tratamento e proporciona mais conforto ao paciente”, detalhou.
A efetividade do modelo também é demonstrada pela taxa de conversão para internação de 0%, indicando que os pacientes encaminhados para esse fluxo apresentam perfil adequado para resolução do atendimento no próprio pronto-socorro. Com isso, evita-se a ocupação desnecessária de leitos e mantém-se a estrutura hospitalar disponível para os casos que realmente necessitam de internação.
“Os resultados mostram que o Fast Track tem contribuído para reduzir o tempo de permanência dos pacientes e tornar o atendimento mais eficiente, permitindo que o Hospital de Urgência acompanhe o aumento da demanda sem comprometer a qualidade da assistência”, finalizou Dr. Roger Holanda.
Postado por Akira Suzuki em 08/jul/2026 -

Representantes das unidades de saúde de Santo André participaram da apresentação do plano (foto: Divulgação)
A Secretaria de Saúde de Santo André apresentou em 3 de julho um planejamento estratégico voltado a nortear as ações do município visando qualificar os serviços do SUS (Sistema Único de Saúde) nos próximos anos. A Rede Hospitalar e de Atenção Básica do município são gerenciados pela Fundação do ABC.
A apresentação do Planejamento Estratégico Saúde Santo André 2030, realizada no auditório do Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein, reuniu gestores e representantes das unidades de saúde do município.
Construído de forma participativa, o planejamento foi elaborado a partir das contribuições dos gestores da rede municipal de saúde, coletadas previamente por meio de questionário eletrônico e consolidadas em um diagnóstico institucional. A oficina teve como objetivo validar as diretrizes estratégicas que nortearão as ações da saúde municipal, promovendo o alinhamento entre as diferentes áreas da rede para sua implementação.
“O Planejamento Estratégico Saúde Santo André 2030 foi construído de forma participativa, ouvindo os gestores da rede municipal e valorizando a experiência de quem vivencia diariamente os desafios da saúde pública. Esse processo fortalece o alinhamento entre as equipes e estabelece um caminho comum para qualificar cada vez mais o cuidado oferecido à população”, destaca a coordenadora geral da Escola da Saúde, Alessandra Holovatiuk.
O plano define um modelo de gestão voltado à organização de uma Rede de Atenção à Saúde integrada, humanizada, resolutiva e sustentável, tendo a Atenção Primária como ponto central do cuidado e priorizando a ampliação do acesso, a qualidade da assistência e a melhoria contínua dos serviços oferecidos à população.
“Este planejamento representa muito mais do que um conjunto de metas. É o compromisso da Secretaria de Saúde com uma gestão moderna, participativa, transparente e orientada por resultados, para construir uma rede de atenção cada vez mais integrada, inovadora, humanizada e centrada nas pessoas”, afirma o secretário de Saúde, Diego Cabral.
Entre os principais eixos estratégicos estão o fortalecimento da Atenção Primária, a integração da rede assistencial, a promoção da saúde, a humanização do atendimento, a transformação digital, a inovação, a valorização dos profissionais, a educação permanente e a sustentabilidade financeira da rede municipal.
O planejamento também estabelece objetivos estratégicos, indicadores e perspectivas de atuação voltados ao desenvolvimento institucional, ao fortalecimento da governança, à qualificação da Rede de Atenção à Saúde e à geração de resultados para os usuários do SUS.
Após a etapa de validação, as diretrizes serão desdobradas em planos de ação e indicadores de acompanhamento, orientando a execução das políticas públicas de saúde e contribuindo para o aperfeiçoamento contínuo da assistência prestada à população andreense.

Postado por Akira Suzuki em 08/jul/2026 -

A Psicomotricidade trabalha a relação entre a mente, as emoções e a ação física (foto: Eric Romero/PMSCS)
Crianças e adolescentes atípicos de São Caetano do Sul contam com uma importante terapia no auxílio ao enfrentamento de dificuldades de socialização e comunicação, entre outras. É a Psicomotricidade, que integra as funções cognitivas, emocionais e motoras, estudando o ser humano por meio do seu corpo em movimento.
A ciência trabalha a relação entre a mente, as emoções e a ação física, sendo fundamental para o desenvolvimento da autonomia, coordenação e aprendizagem. No Cuidar (Complexo Unificado de Inclusão, Desenvolvimento e Reabilitação) Jorge Martins Salgado, além da terapia individual, há também atendimento de apoio aos pais, o que contribui para que os impactos positivos no desenvolvimento dos pacientes sejam cada vez mais significativos.
“Quando a criança entra na terapia, ela chega com a família. A evolução acontece quando existe essa parceria, com os pais conhecendo a estratégia terapêutica e, consequentemente, aprendendo um pouco mais sobre como lidar com questões como comunicação, movimentos, conhecimentos e emoções”, explica a psicomotricista Silvia Soares.
Nas abordagens às crianças e aos adolescentes são utilizados o lúdico e atividades físicas adaptadas para auxiliar na melhora do equilíbrio, da noção de espaço e da expressão corporal. Especialmente em casos de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) e TEA (Transtorno do Espectro Autista), a psicomotricidade é utilizada para estimular habilidades como a escrita e a organização espacial.
“Meu filho tem TEA e, desde que começou com a psicomotricista, tem interagido mais com outras pessoas, ficando mais em sala de aula e aprendendo mais. Até dançou na quadrilha da Festa Junina do Cuidar. Está 110%”, considerou o aposentado Carlos Roberto de Souza, de 62 anos, morador do Bairro São José.
Postado por Akira Suzuki em 08/jul/2026 -

Aparelho de Ressonância Magnética (foto: Eric Romero/PMSCS)
A Prefeitura de São Caetano do Sul realizou em 27 de junho, no Atende Fácil Saúde, o Mutirão de Ortopedia. A ação marcou o início do Sanca Saúde em Dia, programa criado para agilizar os atendimentos em consultas e exames em diversas especialidades.
A proposta é a de realizar o ciclo completo de atendimento em até três semanas. Para tanto, os pacientes que passaram em primeira consulta com ortopedista já realizaram os exames (se solicitados) e retornarão no dia 18 de julho para avaliação dos resultados.
O prefeito Tite Campanella compareceu ao mutirão e antecipou que ações semelhantes ocorrerão em outras especialidades, sempre que forem identificados atendimentos represados. “Com eficiência, gestão e muito trabalho, oferecemos ao morador de São Caetano a melhor saúde pública.” Sete ortopedistas foram destacados para a ação. Eles atenderam 344 pacientes, dos 483 agendados (139 faltaram, mesmo após confirmação de presença).
Morador do Bairro Barcelona, Daniel Mansur, de 40 anos, aprovou o mutirão. “Estou com uma luxação no ombro decorrente de queda e, por isso, sinto muitas dores. O médico foi muito atencioso, examinou o local, me orientou e conseguiu esclarecer minhas dúvidas, me deixando mais calmo. Já vou fazer a ressonância e aguardar pelo retorno. Então o atendimento foi excelente.”
Quem também elogiou a iniciativa foi Maria Lopes dos Santos, de 68 anos, moradora do Bairro São José. “Tenho um problema na coluna e já passei com o ortopedista e fiz a ressonância. Eu tinha medo de entrar na máquina, mas as funcionárias me tranquilizaram. Foi tudo muito eficiente. Adorei.”
O mutirão foi realizado dentro do novo contrato de assistência ortopédica, firmado em 28 de maio. O novo modelo duplica a capacidade de atendimento de 1,2 mil para 2,4 mil consultas com ortopedistas por mês. E praticamente dobra as vagas para cirurgias especializadas, de 45 para 85 mensais.
Ampliando significativamente a capacidade de atendimento, a Prefeitura visa reduzir o tempo de espera dos pacientes e qualificar a assistência prestada à população. A medida integra um conjunto de ações voltadas à melhoria do acesso na área, entre elas a reorganização dos fluxos regulatórios, a otimização das agendas conforme demanda reprimida e a integração entre os diferentes pontos da rede municipal de Saúde. A reestruturação do serviço engloba ortopedia geral, de coluna, joelho, mão, ombro, quadril, pé, tornozelo e pediátrica.
Com o modelo antigo, a fila da espera por atendimentos ortopédicos chegava a dez meses. Agora, a expectativa da Secretaria de Saúde é atender a demanda reprimida em cerca de quatro meses, mantendo posteriormente o fluxo contínuo de atendimento aos novos pacientes inseridos na rede. A demanda é crescente, considerando, especialmente, que São Caetano possui muitos idosos e uma população ativa.
SANCA SAÚDE EM DIA
O programa foi criado para ampliar o acesso às especialidades e reduzir as filas de espera, oferecendo ao paciente uma linha completa de cuidado. Conforme a necessidade identificada pelo médico, poderão ser realizados exames complementares, como radiografia, ultrassonografia, tomografia e ressonância magnética, assegurando que o paciente conclua seu diagnóstico de forma mais rápida e resolutiva.
O Sanca Saúde em Dia reforça o compromisso da Prefeitura com a ampliação do acesso, a redução das filas e a oferta de uma assistência mais resolutiva, garantindo que o paciente tenha seu problema avaliado, investigado e acompanhado até a definição da conduta médica, sem interrupções no processo de cuidado.
Postado por Akira Suzuki em 08/jul/2026 -

Fachada da Clínica Municipal da Visão (foto: Divulgação/PMSBC)
O reforço na prevenção às hepatites virais e os cuidados com a saúde ocular mobilizam as unidades de saúde de São Bernardo ao longo de todo o mês de julho. A prevenção das hepatites é reforçada pela campanha Julho Amarelo. Já em 10 de julho se celebra o Dia Nacional da Saúde Ocular. Os equipamentos de saúde realizam ações informativas com os pacientes e reforço nas testagens.
O Julho Amarelo visa fortalecer o significado das ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais. De acordo com o Ministério da Saúde, as hepatites virais são infecções que atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes, são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Elas são causadas por vírus e algumas hepatites se dão pelo uso de medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.
Para as hepatites virais, conhecidas como Hepatite A, B, C ou D, as principais formas de proteção são a vacinação, não compartilhamento de objetos perfurocortantes e uso de preservativo durante as relações sexuais. Os testes são importantes para o diagnóstico precoce, já que muitas vezes não há sintomas. “Ao longo do mês, vamos intensificar as ações de testagem das hepatites e exibir nas TVs da Policlínica Centro material informativo, além de cartazes que ampliam a visibilidade do tema”, explicou a enfermeira e coordenadora do Programa Municipal de IST/HIV/HV, Gabriela Nogueira Lacerda.
ATENÇÃO BÁSICA
Nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) também serão realizadas atividades de orientação à população, como palestras e rodas de conversa, além de exibição de cartazes sobre o tema e intensificação da oferta de vacinação contra Hepatite B. A Divisão de Saúde Bucal também vai orientar os profissionais da Atenção Básica sobre possíveis manifestações bucais relacionadas às hepatites.
ESPECIALIZADA
O CER VI (Centro Especializado de Reabilitação) intensifica ao longo do mês atividades em celebração ao Dia Nacional da Saúde Ocular, com abordagem dos pacientes sobre o tema e capacitação para os profissionais da rede sobre o atendimento realizado na unidade. “Temos o serviço de reabilitação visual para pacientes com deficiência visual e/ou baixa visão bilateral, que busca promover bem-estar e qualidade de vida, estimulando capacidades, fortalecendo potencialidades para garantir mais independência e participação social”, relatou a coordenadora do CER, Luiza Gallina.
No TEAcolhe, ambulatório multidisciplinar para pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), também serão promovidas uma série de ações educativas e orientações sobre os cuidados com a visão, prevenção de doenças oculares, importância das consultas periódicas e adoção de hábitos que contribuam para a saúde dos olhos. Na Clínica Municipal da Visão serão reforçadas as ações de orientação sobre a saúde ocular e sobre Síndrome do Olho Seco.
Postado por Akira Suzuki em 03/jul/2026 -

Integrantes reunidos durante uma das turmas do Treinamento de Humanização promovido pela Fundação do ABC
O cuidado com quem cuida também é uma forma de zelar pelos pacientes. Foi com essa ideia em mente que a rede municipal de saúde de São Caetano do Sul, administrada pela Fundação do ABC em parceria com a Prefeitura, passou a promover o Treinamento de Humanização, voltado aos colaboradores do Complexo Hospitalar, do Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin e das unidades de Atenção Básica e Especializada.
A capacitação é conduzida por Adriana Bonafé, da equipe de Treinamento e Desenvolvimento Corporativo da Fundação do ABC, e propõe, mais do que uma sequência de aulas, momentos de escuta e troca entre os profissionais. Ao longo dos encontros, são discutidos temas como acolhimento, empatia, comunicação e respeito, valores que sustentam boa parte do que se entende hoje por assistência humanizada. A ideia é simples, mas exige constância: reforçar, no dia a dia de cada equipe, práticas que coloquem o paciente — e também o colega de trabalho — no centro do cuidado.
Segundo a organização do treinamento, a proposta vai além da transmissão de conteúdo técnico. Busca-se consolidar a humanização como parte da cultura das unidades, contribuindo para um atendimento mais seguro e acolhedor tanto para pacientes e familiares quanto para os próprios profissionais envolvidos na rotina hospitalar.
A realização das turmas conta com o apoio direto da gestão local das unidades: Rodnei Molina, gerente administrativo; Lídia Salgado, diretora de Recursos Humanos, e Diogo Vital, analista administrativo de RH, todos do Complexo de Saúde de São Caetano do Sul.
O apoio tem viabilizado espaços e horários para que os colaboradores participem das capacitações sem prejuízo ao atendimento à população. Esse suporte da liderança, segundo relatos da própria equipe de treinamento, tem sido determinante para o avanço do projeto.
Os números já demonstram a adesão da equipe à proposta. Até o momento, 210 colaboradores passaram pela capacitação, sendo 81 da Atenção Básica, 90 do Complexo Hospitalar, e 39 do Hospital Albert Sabin. Novas turmas já estão programadas, com o objetivo de ampliar ainda mais o alcance do treinamento e garantir que cada vez mais profissionais da rede tenham contato com essas discussões.
Para a Fundação do ABC, investimentos como esse têm um efeito que ultrapassa a sala de treinamento. Fortalecem a cultura institucional, estimulam o desenvolvimento profissional dos colaboradores e reafirmam, na prática, o compromisso da instituição com uma assistência ética, humanizada e de excelência para toda a população atendida pela rede municipal de São Caetano do Sul.
Postado por Akira Suzuki em 03/jul/2026 -

Equipe do Instituto de Infectologia Emílio Ribas II durante atividade na unidade
Na última semana de junho, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas II – Baixada Santista promoveu um treinamento voltado à avaliação e aos cuidados com lesões. A atividade foi conduzida pela enfermeira Andreia Albuquerque Souza Almeida e reuniu profissionais das equipes de Farmácia, Enfermagem e Nutrição, que atuam de forma conjunta no acompanhamento dos pacientes internados na unidade.
Durante o encontro, foram discutidas técnicas de identificação e classificação de lesões, além de estratégias de tratamento adequadas a cada caso. A proposta era justamente essa: alinhar condutas entre as diferentes áreas, para que o cuidado prestado ao paciente seja mais uniforme, independentemente de qual profissional o esteja atendendo naquele momento.
Iniciativas como essa têm se tornado cada vez mais frequentes na rotina do hospital, que atende exclusivamente pacientes com doenças infectocontagiosas encaminhados pelo Sistema Único de Saúde. Isso porque o cuidado com lesões de pele exige atenção redobrada em um ambiente hospitalar como esse — pacientes imunossuprimidos, por exemplo, tendem a apresentar cicatrização mais lenta, o que torna o manejo correto ainda mais determinante para a recuperação.
A ação também reflete um movimento mais amplo da unidade em relação à qualificação técnica de suas equipes. Não é incomum que o hospital promova capacitações internas ao longo do ano, somando-se a eventos maiores, como os tradicionais Ciclos de Palestras, que reúnem centenas de profissionais da Baixada Santista para debater temas de infectologia.
Vale lembrar que o Instituto de Infectologia Emílio Ribas II está sob gestão da Fundação do ABC desde 2014, e desde então tem passado por uma série de reconhecimentos institucionais. Em 2023, a unidade recebeu a certificação ONA Nível 1, tornando-se a primeira instituição 100% SUS acreditada na Baixada Santista — e, até hoje, a única no Guarujá com esse selo, considerando também hospitais privados. Neste ano, em março, veio a acreditação ONA Nível 2, que avalia critérios ainda mais rigorosos, como a integração entre setores e a padronização de processos.
Postado por Akira Suzuki em 03/jul/2026 -

Palestrantes e lideranças da FUABC
A Fundação do ABC (FUABC) organizou, em 30 de junho, uma palestra em celebração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+. O evento, realizado na Sala de Videoconferência do Centro Universitário FMABC, em Santo André, teve transmissão ao vivo pelo YouTube e reuniu 45 pessoas presencialmente, além de registrar um total de 351 interações durante a exibição on-line.
A data escolhida remete ao Dia Internacional do Orgulho LGBT, celebrado em 28 de junho em referência à Rebelião de Stonewall, ocorrida em Nova York em 1969. Naquele ano, uma batida policial em um bar frequentado pela comunidade LGBT resultou em uma série de protestos que, décadas depois, são reconhecidos como um marco na luta por direitos civis ao redor do mundo.
Ao abrir a programação, o presidente da Fundação do ABC, Dr. Aldemir Humberto Soares, destacou o papel da área da saúde na construção de ambientes acolhedores. “Nada é mais inclusivo e mais diverso do que a Saúde. Atendemos crianças, idosos, pessoas de todas as classes sociais e todas as orientações sexuais, sem nunca perguntar o porquê”, afirmou. Para ele, é justamente esse contato constante com toda a diversidade da população que coloca o setor em posição de referência quando o assunto é o respeito à diferença.
Na sequência, o vice-presidente, Dr. Ricardo Carajeleascow, reforçou que discutir diversidade exige, sobretudo, compromisso prático. “Falar é fácil, fazer é difícil. Não adianta os nossos hospitais estarem preparados para isso se aqui dentro não estivermos”, disse.
O coordenador de Compliance e integrante do Comitê de Diversidade e Inclusão da FUABC, Dr. Rafael Menezes, explicou os objetivos por trás da iniciativa. “Temos o interesse de fomentar esse tema aqui na Fundação do ABC, trazendo mais respeito, mais equidade e mais acolhimento a todos os colaboradores”, pontuou. O comitê é responsável por articular ações semelhantes ao longo do ano, buscando ampliar o diálogo dentro da instituição.

DEPOIMENTOS
O evento contou com a participação de Daniel Paschoal Camargo, supervisor de Recursos Humanos do Hospital Geral de Carapicuíba (HGC) e apoiador das políticas de Diversidade e Inclusão da unidade. Em sua intervenção, Daniel esteve presente em razão do trabalho de referência que desenvolve na instituição, trazendo para o evento uma perspectiva interna referente aos desafios práticos da unidade em que atua.
“Hoje lutamos por reconhecimento e segurança contínua — uma luta que começou em 1969 e que, acredito, ainda não chegou ao fim”, declarou. Ele relembrou também que o acolhimento familiar, muitas vezes temido, pode se mostrar surpreendente, e destacou a importância de perguntar a cada pessoa como ela prefere ser chamada como um gesto simples e eficaz de inclusão.
O palestrante principal, Thiago Pena, executivo e especialista em Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) e ESG, apresentou dados que evidenciam o tamanho do desafio ainda existente. De acordo com o mais recente dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), o Brasil registrou 80 assassinatos de pessoas trans e travestis em 2025 — uma queda de cerca de 34% em relação ao ano anterior, mas suficiente para manter o país na liderança do ranking mundial de violência contra essa população pelo 18º ano consecutivo, segundo levantamento da TGEU (Trans Europe and Central Asia).
Pena também chamou a atenção para o impacto psicológico da falta de acolhimento, citando estudos que associam o isolamento familiar e profissional a maiores índices de sofrimento psíquico entre jovens LGBTQIA+, em que 30% das pessoas transgêneros acabam por tirar a própria vida.
Apesar do cenário de desafios, o palestrante reforçou que a pauta segue avançando. Ele citou marcos como o reconhecimento da retificação de nome e gênero em documentos pelo STF, em 2018, e a equiparação do crime de LGBTfobia ao de racismo, em 2019, além de dados que associam diversidade a desempenho financeiro. “As empresas que lideram o mercado são, em sua maioria, as empresas diversas — e isso não sou eu quem diz”, afirmou, citando um levantamento da Universidade Presbiteriana Mackenzie sobre a relação entre inclusão e lucratividade.
Ao final da programação, os representantes da Fundação do ABC reforçaram o compromisso de dar continuidade às ações do Comitê de Diversidade e Inclusão ao longo do ano, ampliando a discussão para além do mês de junho. Para a instituição, iniciativas como essa reforçam o entendimento de que o cuidado em saúde só se completa quando alcança, de fato, toda a diversidade das pessoas atendidas — e das que atendem.
Postado por Akira Suzuki em 03/jul/2026 -

Participaram do evento autoridades do estado de SP, da FUABC e do prróprio Lucy de Sorocaba
O Centro de Reabilitação Lucy Montoro de Sorocaba celebrou em 3 de julho seus 8 anos de funcionamento com uma cerimônia realizada na própria unidade. O evento reuniu autoridades estaduais, representantes da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da Fundação do ABC, responsável pela gestão clínica e administrativa do serviço desde julho de 2023.
Entre os presentes estiveram a deputada estadual Maria Lúcia Amary; a representante da SES, Marcela Pégolo da Silveira, da Coordenadoria de Gestão de Contratos de Serviços de Saúde (CGCSS); a presidente do Conselho Diretor da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, Prof. Dra. Linamara Rizzo Batistella; e o secretário-geral da Fundação do ABC, Dr. Luiz Mário Pereira de Souza Gomes.
Inaugurado em 2018 e sob gestão da FUABC desde julho de 2023, o Lucy Montoro de Sorocaba atende principalmente pacientes em processo de reabilitação física decorrente de acidentes vasculares cerebrais (AVCs), lesões medulares e encefálicas, amputações, paralisia cerebral e traumas por acidentes, além de más-formações e alterações do desenvolvimento provocadas por doenças congênitas. A unidade também ampliou, por exigência contratual, o atendimento a pacientes com hemofilia, distúrbio genético que compromete a coagulação sanguínea e pode causar sérias disfunções articulares.
“Costumo dizer que todo paciente é o amor da vida de alguém. Ele é o alguém para muitas outras pessoas. Por isso, tratamos todos com o respeito que merecem. Quando recebem alta, percebemos que devolvemos ao paciente a vontade de viver. Só em 2025 fizemos mais de 50 mil atendimentos. Somos a única unidade Lucy Montoro da região, para 48 municípios, referência para o atendimento de milhões de pessoas. Fazemos um trabalho que nem os melhores convênios da região oferecem. Muito obrigado a todos os colaboradores da unidade e ao apoio da Fundação do ABC. Dos médicos, do fonoaudiólogo à equipe de limpeza, todos aqui reabilitam pessoas”, disse Diego Garcia, coordenador administrativo da unidade.

ESTATÍSTICAS
Os números acumulados desde a inauguração dão a dimensão do trabalho realizado pela unidade ao longo desses 8 anos.
Desde a inauguração até junho de 2026, a unidade realizou mais de 122 mil consultas e atendimentos e ultrapassou a marca de 214 mil procedimentos terapêuticos. No mesmo intervalo, foram entregues mais de 7,6 mil órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, ampliando a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes. A unidade também promoveu mais de 1,5 mil grupos e atividades educativas, reforçando seu compromisso com o cuidado integral e a promoção da saúde.
Atualmente, o serviço conta com uma equipe multidisciplinar formada por 64 colaboradores, responsável pelo atendimento de pacientes de Sorocaba e de municípios das regiões de Itapeva e Itapetininga, abrangendo uma população estimada em mais de 2,4 milhões de habitantes.
“O trabalho do Lucy Montoro é um trabalho de renascimento. Verificamos aqui o renascimento de muitas pessoas. Deixo meu agradecimento a todos os funcionários, o maior patrimônio da FUABC, que enfrentam tantos desafios na saúde pública, e à parceria com a Secretaria de Estado da Saúde. Fico muito feliz pela celebração e espero que possamos comemorar juntos ainda mais conquistas. Desejo muitos anos de vida à instituição”, disse Dr. Luiz Mário Pereira de Souza Gomes, secretário-geral da FUABC.

AVANÇOS RECENTES
Os últimos meses reforçaram esse movimento de consolidação e modernização. Em dezembro de 2025, a unidade concluiu a revitalização da área externa do prédio, intervenção voltada à segurança da edificação e à proteção contra infiltrações, sem interrupção dos atendimentos.
Já em maio deste ano, a equipe do Lucy Sorocaba visitou a unidade de Diadema, também gerida pela FUABC, para conhecer de perto o funcionamento do Salutem, novo sistema de gestão assistencial. A partir de junho, a plataforma passou a ser implantada em Sorocaba, trazendo uma série de avanços, entre eles maior autonomia da unidade na gestão e no acesso à base de dados.
Para a FUABC, o aniversário da unidade reforça o compromisso assumido junto ao Governo do Estado de São Paulo, que vincula os repasses financeiros a indicadores de qualidade e produtividade pré-estabelecidos. O contrato de gestão, no modelo de Organização Social de Saúde, garante à população da região um atendimento humanizado e alinhado aos mais rigorosos padrões estabelecidos para a execução de serviços de saúde.
Postado por Fernando Valini em 03/jul/2026 -
