Postado por Akira Suzuki em 31/jul/2026 -

Encontro é considerado um dos principais eventos da disciplina (foto: Divulgação/FMABC)
O Centro Universitário FMABC, em Santo André, receberá no dia 15 de agosto a terceira edição do Simpósio de Psiquiatria do Centro de Estudos em Saúde Mental (CESM/FMABC), um dos principais eventos da especialidade na região do ABC Paulista. O encontro reunirá médicos, residentes, estudantes e profissionais da saúde para um dia de atualização científica voltado aos avanços da psiquiatria contemporânea e à aplicação prática do conhecimento na assistência aos pacientes.
Com o tema “Da emergência ao consultório”, o simpósio abordará situações frequentes da prática clínica, promovendo discussões baseadas em evidências sobre diagnóstico, tratamento e manejo de transtornos mentais. A programação contempla palestras e debates sobre emergências psiquiátricas, transtornos do humor, psicogeriatria, psiquiatria da infância e adolescência, dependência química, patologia dual, transtorno do jogo, medicina do estilo de vida e psiquiatria forense, entre outros assuntos de grande relevância para a assistência em saúde mental.
O evento contará com um corpo docente formado por algumas das principais referências brasileiras da especialidade, entre elas os doutores Arthur Guerra, Cíntia Perico, Danilo Antonio Baltieri, Diego Tavares, Eric Balliari, Fabricia Signorelli, Gilberto D’Elia, Henrique Paiva, Rafael Brandes Lourenço e outros profissionais reconhecidos nacionalmente por sua atuação na assistência, pesquisa e ensino.
O simpósio reforça o compromisso do Centro Universitário FMABC com a produção e a disseminação do conhecimento científico, promovendo um ambiente de integração entre ensino, pesquisa e assistência. A iniciativa também fortalece a formação continuada de profissionais da saúde e estimula o intercâmbio de experiências entre especialistas, residentes e estudantes, contribuindo para uma prática médica cada vez mais qualificada.
Coordenado pelo Centro de Estudos em Saúde Mental (CESM/FMABC), o encontro busca aproximar a produção acadêmica da realidade vivenciada nos serviços de saúde, proporcionando aos participantes uma programação voltada à tomada de decisões clínicas baseadas em evidências e às demandas atuais da psiquiatria.
O evento é destinado a estudantes de graduação, residentes, profissionais da equipe multiprofissional e médicos. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo site www.simposiodepsiquiatriacesm.com.br.
Postado por Akira Suzuki em 30/jul/2026 -

O atendimento leva em conta os costumes da etnia indígena (foto: Divulgação/PMSBC)
Em uma ação pioneira e inédita, equipe do Hospital de Câncer Padre Anchieta (HCA) de São Bernardo esteve em 24 de julho na aldeia Pinheiroty, na região do Pós-Balsa. Na companhia da equipe Lilás de Saúde da Família da UBS (Unidade Básica de Saúde) Santa Cruz, os profissionais foram realizar um encontro de diálogo e integração com os moradores da aldeia, e especialmente com as pessoas que estão cuidando de uma das indígenas, que é paciente oncológica do hospital. O objetivo foi alinhar os cuidados médicos às práticas tradicionais daquela comunidade, garantindo o cuidado, a adesão ao tratamento e o respeito à cultura.
A paciente está passando por cuidados paliativos, que visam minimizar os sintomas e garantir qualidade de vida. A articulação para a visita da comitiva do Hospital de Câncer foi articulada entre a médica da equipe Lilás de Saúde da Família da UBS Santa Cruz, Dra. Sônia Seng, e a coordenadora da Oncologia do Hospital de Câncer, Claudia Sette, que também participaram da visita. A iniciativa foi da Dra. Sônia, que acompanha toda a população indígena aldeada da cidade.
“Temos uma paciente que tem uma questão mais grave e considerando a dificuldade do tratamento dela, fico muito feliz que o Hospital Anchieta acatou essa necessidade e eles estão aqui para poder melhorar o vínculo com ela e também auxiliar na construção do cuidado que ela precisa para lidar com a doença”, relatou a médica. “Esse contato melhora o vínculo e os cuidados que poderão ser ofertados”, finalizou.
A gerente técnica assistencial do Hospital de Câncer, Tais Zampieri Vassi, explicou que foi a primeira vez que o hospital atendeu uma paciente indígena aldeada e que o encontro teve como propósito orientar e informar a paciente e seus cuidadores, mas também fortalecer o vínculo deles com a instituição.
INICIATIVA INÉDITA
“O nosso propósito é promover uma interação com as pessoas que vivem na aldeia para que a gente possa fazer o melhor cuidado para essa paciente sem ferir a cultura dela e da comunidade”, destacou Tais. “Isso é uma coisa inédita, nunca foi feita uma ação deste tipo e nós também nunca tínhamos atendido uma paciente aldeada. Tem a questão do idioma que precisa ser superada (a maioria dos indígenas dessa aldeia fala o guarani), tem os costumes que eles têm, a valorização do território, do estar em comunidade, então tudo isso está sendo levado em consideração”, completou. “O Hospital Anchieta tem a humanização com um valor muito importante e essa nossa ação vai nos permitir promover um cuidado muito melhor”, frisou.
Morador da aldeia e agente de saúde indígena, Hoeli Vitorino avaliou que a visita da equipe do Hospital de Câncer à comunidade é muito importante para que todos eles possam auxiliar nos cuidados com a paciente. “A gente não sabe como lidar com essa questão, como cuidar da saúde dela. Então, por meio da equipe de saúde, nós também podemos ajudar para ela poder viver bem e tranquila”, concluiu.
Além das pessoas citadas, participaram do encontro a médica paliativista Juliana Cristina Pacheco, a enfermeira oncológica Luana Santana, a assistente social Priscila Martins, a enfermeira paliativista Ana Paula Bovolon e a enfermeira navegadora Ana Beatriz Santana, todas profissionais do Hospital de Câncer. Estiveram presentes também os outros integrantes da equipe Lilás de Saúde da Família da UBS Santa Cruz: a enfermeira Valéria Dutra, o educador social Francisco Martin e a agente comunitária de saúde, Areli Acioli.
ALDEIAS
A região do Pós-Balsa concentra quatro aldeias indígenas onde vivem cerca de 180 pessoas, todos da etnia Guarani Mbya: Guyrapaju, Pinheiroty, Nhamandu Mirim e Kuaray Rexakã. Elas estão na Reserva Indígena Tenondé Porã, que compreende um território de 15.969 hectares no extremo sul de São Paulo, São Bernardo, Mongaguá e São Vicente.
Postado por Akira Suzuki em 30/jul/2026 -

Objetivo foi reduzir a fila de espera (foto: Divulgação/FMABC)
O Centro Universitário FMABC realizou, em 24 de julho, um mutirão de atendimento neurológico para cerca de 230 moradores de cidades da região do Grande ABC. A ação aconteceu em cinco salas dos Anexos II e III da instituição de ensino e contou com a participação de professores, médicos residentes, estudantes e voluntários.
O mutirão foi planejado com o objetivo de reduzir as filas de espera dos municípios, que encaminharam os pacientes por meio das unidades básicas de saúde e dos centros de especialidades da região. O foco foi atender pessoas com queixas relacionadas a problemas de memória e que ainda não haviam recebido diagnóstico.
O serviço contou com etapas de triagem, avaliação e aplicação de testes cognitivos, com encaminhamento para exames ou consultas, quando necessário. A ação foi organizada pela disciplina de Neurologia do Centro Universitário FMABC, em parceria com a Coordenação dos Ambulatórios da instituição.
Para o Prof. Dr. Renato Anghinah, titular da disciplina e um dos responsáveis pela supervisão e triagem dos atendimentos, um mutirão desse tipo é essencial para integrar futuros profissionais e a população.
“É muito importante ter ações como essa. Elas reforçam a união do grupo, porque, como os pacientes passam por diferentes estações de atendimento, é necessária uma cooperação afinada entre as equipes para permitir o funcionamento da atividade e o direcionamento correto. Essa vivência é essencial para os alunos”, explica.
Pacientes e familiares das pessoas atendidas pelo mutirão relataram o alívio de receber um direcionamento em relação aos tratamentos e a confiança de poder contar com o serviço oferecido por professores, médicos e estudantes presentes no Ambulatório.
Para Karina Garcia, que acompanhou o pai, Jorge, o atendimento representa uma nova direção para o tratamento. “Meu pai apresentou sinais como perda de memória e repetição das mesmas frases. Há cerca de um ano, existe a suspeita de demência frontotemporal, mas ainda falta a conclusão do diagnóstico. Precisamos de especialistas como os que nos atenderam hoje para saber quais serão os próximos passos”, explica.
Postado por Akira Suzuki em 30/jul/2026 -

Ação foi conduzida por psicólogas (foto: Patrícia Ribeiro/PMSBC)
O Hospital da Mulher de São Bernardo, unidade do Complexo de Saúde municipal, promoveu, no dia 21 de julho, a palestra “Gestão de Conflitos no Ambiente Hospitalar”. A atividade, que faz parte da programação da SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho), reuniu colaboradores para promover uma reflexão sobre a importância da comunicação, da inteligência emocional e do autocuidado na construção de um ambiente de trabalho mais colaborativo, saudável e seguro, contribuindo para o fortalecimento das relações de trabalho no ambiente hospitalar.
Conduzida pelas psicólogas do Trabalho Rosanna Norinho Dias e Rosinei Pereira Arias, a palestra abordou os principais fatores que favorecem o surgimento de conflitos no ambiente hospitalar, como a alta demanda de atendimentos, a pressão assistencial, a sobrecarga de trabalho, o contato constante com o sofrimento e as falhas de comunicação. As profissionais explicaram que, em situações de pressão e estresse, é natural que as pessoas reajam de forma mais impulsiva, tornando ainda mais importante reconhecer os sinais de tensão e investir em uma comunicação respeitosa para prevenir conflitos antes que eles se agravem.
SINAIS DE ALERTA
“A gestão de conflitos vai além da resolução de problemas. Ela envolve reconhecer sinais de alerta, compreender os limites individuais e utilizar estratégias de comunicação que reduzam a tensão antes que ela evolua para comportamentos agressivos”, destacou Rosanna. “Equipes preparadas conseguem intervir de forma mais segura, preservando as relações de trabalho e favorecendo uma assistência mais humanizada e segura para pacientes e colaboradores”, completou.
Além da abordagem teórica, a palestra contou com uma dinâmica em grupo que demonstrou, na prática, como uma mesma informação pode ser interpretada de maneiras diferentes por cada pessoa. A atividade evidenciou que percepções distintas fazem parte das relações humanas e reforçou a importância da comunicação clara, da escuta ativa e da empatia para evitar falhas de entendimento que podem gerar conflitos no ambiente de trabalho.
“Os conflitos não precisam ser vistos como algo negativo. Quando conduzidos com inteligência emocional, diálogo e respeito, eles podem fortalecer as relações, melhorar o trabalho em equipe e promover um ambiente mais saudável para profissionais e pacientes”, afirmou Rosinei.
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
Outro tema abordado foi a importância da inteligência emocional para compreender e regular as próprias emoções, permitindo respostas mais conscientes diante de situações de pressão. As psicólogas também ressaltaram que o autocuidado é um fator essencial para preservar a saúde mental dos profissionais, recomendando práticas como manter uma boa qualidade do sono, realizar atividades físicas, dialogar com colegas e lideranças, fazer pausas durante a rotina e buscar suporte psicológico sempre que necessário.
A ação integrou as iniciativas de educação permanente desenvolvidas no Hospital da Mulher, reforçando o compromisso da unidade com a valorização dos colaboradores e a promoção de um ambiente de trabalho cada vez mais acolhedor, colaborativo e preparado para os desafios da assistência em saúde.
Postado por Akira Suzuki em 30/jul/2026 -

Orquestra é ligada a grupo religioso (foto: Patrícia Ribeiro/PMSBC)
Acordes de instrumentos clássicos ecoaram pelos corredores das alas de internação do Hospital de Urgência (HU) de São Bernardo, levando emoção a pacientes, familiares e colaboradores na unidade. A apresentação da Orquestra Darpe (Departamento de Assistência Religiosa para Evangelização), grupo musical voluntário da Congregação Cristã no Brasil, transformou, por alguns instantes, a rotina da unidade em um ambiente de serenidade, proporcionando momentos de conforto e esperança para quem enfrenta os desafios da internação.
A iniciativa integra as ações de humanização desenvolvidas pelo hospital e tem como objetivo tornar a permanência na unidade mais acolhedora, oferecendo bem-estar não apenas aos pacientes, mas também aos acompanhantes e profissionais de saúde. A visita da orquestra é feita periodicamente.
De acordo com o diretor técnico do Hospital de Urgência, Dr. Roger Holanda, a proposta é fortalecer iniciativas que contribuam para um ambiente mais leve, especialmente em uma unidade voltada ao atendimento de urgência e emergência.
“O Hospital de Urgência atende pacientes em situações graves, o que, naturalmente, torna o ambiente mais tenso. A música ajuda a amenizar esse clima, levando paz e conforto para pacientes, familiares e também para os nossos colaboradores. Nosso objetivo é fortalecer cada vez mais iniciativas que promovam um cuidado mais humano”, pontuou Dr. Roger.
ATENDIMENTO HUMANIZADO
Além da apresentação da orquestra, o hospital já desenvolve outras ações voltadas ao bem-estar dos pacientes, como visitas de cães adestrados aos leitos e atividades promovidas por grupos de palhaçaria hospitalar.
Acompanhante, Roberto Pedroso Bento descreveu o momento como um gesto de carinho em meio ao período delicado vivido pela família. “Foi um momento maravilhoso. Minha mãe está internada e viver essa experiência trouxe conforto para todos nós. Também só tenho elogios ao atendimento do hospital, que tem cuidado muito bem dela durante esse período.”
APRESENTAÇÕES VOLUNTÁRIAS
A Orquestra Darpe realiza apresentações voluntárias em hospitais, casas de repouso e instituições de acolhimento da região. Segundo um dos integrantes e responsável pelo grupo, Presley Targino, a missão é utilizar a música como instrumento de apoio emocional para quem enfrenta momentos de fragilidade.
“Queremos levar esperança e conforto por meio da música. É comum encontrarmos familiares emocionados, pacientes sorrindo e crianças curiosas para conhecer os instrumentos. Cada apresentação é única e cada reação reforça o propósito deste trabalho”, completou Targino.
A parceria entre a Orquestra Darpe e o Hospital de Urgência teve início há cerca de um ano, após o convite de um colaborador da unidade que já conhecia o projeto desenvolvido pelo grupo em outros hospitais. Desde então, as apresentações passaram a integrar as ações de humanização da instituição, percorrendo periodicamente os andares de internação e proporcionando momentos de leveza para todos que vivenciam a rotina hospitalar.
Postado por Akira Suzuki em 24/jul/2026 -

Iniciativa traçou relações entre doenças como a malária e ações humanas na cobertura florestal (foto: Divulgação/FMABC)
O GeoLab, laboratório de geoprocessamento do Centro Universitário FMABC que desenvolve projetos de pesquisa e extensão, iniciou, em julho, uma nova etapa de investigação sobre a relação entre as transformações ambientais na Amazônia e a transmissão de doenças por vetores. Desenvolvido em parceria com pesquisadores de diferentes áreas e instituições, o trabalho reúne atividades de pesquisa, extensão e formação científica de estudantes em comunidades rurais da região.
A iniciativa combina diferentes estratégias de investigação, como mapeamento aéreo com drones, análise da cobertura e da estrutura da paisagem, coleta de insetos vetores, aplicação de questionários junto aos moradores e modelagem espacial. Os levantamentos realizados em 2022 e 2024 deram origem a uma série de estudos científicos sobre a influência das alterações ambientais na ocorrência e na transmissão de doenças.
“Durante essa nova etapa, foi iniciado o acompanhamento longitudinal, voltado ao monitoramento das paisagens e à avaliação do potencial de restauração de áreas degradadas com espécies nativas amazônicas. Por envolver processos ecológicos e mudanças ambientais graduais, essa fase deverá se estender por vários anos, de acordo com a continuidade do financiamento e das parcerias locais”, explica Gabriel Laporta, pesquisador do Centro Universitário FMABC e cofundador do projeto.
A nova fase terá como base de comparação os levantamentos realizados em 2022, 2024 e 2026. As campanhas incluem imagens aéreas obtidas por drones, mapas de cobertura da terra, registros de campo, dados entomológicos e informações coletadas nas propriedades rurais. Com a continuidade das expedições, os pesquisadores poderão acompanhar as alterações na vegetação, no entorno das residências e em outros componentes da paisagem, relacionando essas mudanças à dinâmica dos vetores e das doenças estudadas.
Entre os resultados já publicados está uma investigação sobre a relação entre a cobertura florestal e o risco de transmissão da malária. O estudo identificou maior risco em paisagens com cobertura florestal intermediária, próxima de 50%, condição frequentemente associada à fragmentação da floresta. Nesses ambientes, foi observada maior presença de mosquitos do gênero Nyssorhynchus e maiores taxas de infecção dos vetores. A pesquisa também identificou infecções humanas assintomáticas, um fator que pode contribuir para a manutenção da transmissão da doença.
Outra pesquisa analisou a presença do protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, em triatomíneos associados a palmeiras. Os resultados indicaram maior probabilidade de infecção dos insetos em paisagens mais desmatadas, com influência adicional da distância entre as palmeiras e as residências. O trabalho foi realizado a partir de levantamentos de campo conduzidos em 2022 e 2024, combinados com imagens de drones e satélites e análises moleculares.
Os estudos também avaliam outros vetores importantes para a saúde pública. Uma das pesquisas mais recentes investigou a ocorrência de flebotomíneos, insetos envolvidos na transmissão das leishmanioses, em diferentes ambientes da Amazônia. O trabalho também analisou como a ocupação humana e as características da paisagem influenciam a abundância desses vetores.
Os dados da nova etapa serão consolidados progressivamente após cada campanha de campo. A expectativa é produzir resultados intermediários, como mapas, relatórios, trabalhos acadêmicos e análises de acompanhamento. Uma avaliação mais abrangente dos efeitos das mudanças ambientais e das ações de restauração, no entanto, dependerá da realização de vários ciclos de monitoramento.
Além da produção de conhecimento sobre doenças vetoriais e saúde ambiental, o projeto tem papel importante na formação de estudantes. Entre os participantes está Arthur Lindori, aluno do curso de Biomedicina do Centro Universitário FMABC, que atuou diretamente nas atividades de campo, incluindo a aplicação de questionários junto aos moradores e o apoio às coletas e aos levantamentos realizados nas áreas estudadas.
“A participação de estudantes em expedições e atividades de pesquisa aproxima a formação acadêmica da realidade encontrada em campo”, explica Laporta. No GeoLab, os alunos têm contato com diferentes etapas do trabalho científico, desde a coleta de informações junto às comunidades e o levantamento de dados ambientais até o apoio às análises que posteriormente dão origem a estudos acadêmicos.
As expedições também contam com o veículo oficial do GeoLab, utilizado no deslocamento das equipes e no transporte de equipamentos em áreas rurais de difícil acesso. A estrutura tem sido fundamental para a realização das campanhas de campo e para o fortalecimento das parcerias entre o Centro Universitário FMABC, instituições de pesquisa, órgãos locais e comunidades amazônicas.
Os trabalhos contam com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), por meio de projetos e bolsas, e do Instituto de Pesquisa Translacional em Doenças Infecciosas da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. A iniciativa reforça a importância da integração entre ensino, pesquisa e extensão para a produção de conhecimento sobre desafios ambientais e de saúde pública que afetam diferentes regiões do país.
Postado por Akira Suzuki em 24/jul/2026 -

Esquema vacinal voltou a ser o de cinco doses (foto: Eric Romero/PMSCS)
Seguindo a recomendação do Ministério da Saúde para todo o País, São Caetano do Sul voltou a aplicar a dose de reforço contra a poliomielite aos 4 anos. Dessa forma, crianças precisam tomar cinco doses no total: aos 2, 4 e 6 meses, além de um reforço aos 15 meses e outro aos 4 anos.
A vacina previne contra a poliomielite e suas complicações. A doença é altamente contagiosa e afeta o sistema nervoso, podendo causar paralisia muscular irreversível e até a morte. O Brasil não registra casos desde 1989 e é considerado área livre da doença, mas a prevenção exige manter a vacinação em dia.
Com a mudança, o esquema vacinal retorna ao modelo adotado no País até 2024, quando eram previstas cinco doses. Todo o esquema é feito com a vacina injetável (VIP), sem a famosa gotinha (VOP).
Para se vacinar, basta comparecer a algum dos 15 locais de imunização com a carteira de vacinação e documento com foto.
Postado por Akira Suzuki em 22/jul/2026 -

Objetivo é a redução da mortalidade e diminuição do impacto das doenças respiratórias (foto: Divulgação/PMSBC)
A Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Saúde, ampliou o público-alvo para a vacina Pneumocócica 23, que protege contra 23 sorotipos do pneumococo, bactéria responsável por diversas infecções que podem variar de leves a graves, especialmente em idosos e pessoas com condições de saúde que aumentam o risco de complicações. Todas as pessoas a partir dos 58 anos devem se imunizar.
A medida atende determinação do Ministério da Saúde e será por tempo limitado. Fora dessa campanha especial que está em vigor, a vacina é destinada para pessoas com comorbidades e/ou doenças graves do coração, pulmão, rim ou fígado, entre outras, também a partir dos 58 anos.
MAIS PROTEÇÃO
A diretora de Imunização da Vigilância Epidemiológica de São Bernardo, Jéssica de Cássia Santos Soares, explica que a ampliação da oferta busca aumentar a cobertura vacinal entre as pessoas com maior risco de complicações, contribuindo para a prevenção de hospitalizações, redução da mortalidade e diminuição do impacto das doenças respiratórias causadas pelo Streptococcus pneumoniae (pneumococo).
Entre as principais doenças prevenidas pela vacina estão a pneumonia pneumocócica, a meningite pneumocócica, a bacteremia (infecção da corrente sanguínea), sepse causada pelo pneumococo, otite média e sinusite por alguns sorotipos da bactéria. “A vacinação reduz significativamente o risco de doença pneumocócica invasiva, de internações hospitalares e de óbitos, especialmente entre pessoas idosas”, reforça a diretora.
SARAMPO
Desde o dia 15 de julho, São Bernardo está aplicando a chamada dose zero do sarampo, em bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias. A medida visa reforçar a proteção contra a doença após casos suspeitos na cidade. A vacina contra o sarampo conta com duas doses para o esquema completo em crianças, aos 12 e 15 meses. Adultos até 29 anos e profissionais de saúde, independentemente da idade, devem ter duas doses. A partir dos 30 anos, a pessoa deve ter ao menos uma dose do imunizante.
Todas as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) contam com doses da vacina e os endereços e horários de funcionamento podem ser conferidos no link https://portalsaude.saobernardo.sp.gov.br/portaldasaude/ubs/
Postado por Akira Suzuki em 22/jul/2026 -

Em junho, foram cerca de 4 mil atendimentos (foto: Eduardo Merlino/PSA)
O programa TEAcolhe Mais, da Secretaria de Saúde de Santo André, registrou crescimento expressivo no número de atendimentos realizados nos três primeiros meses de funcionamento. Após a ampliação do serviço, iniciada em abril deste ano, o equipamento passou de uma média de 150 atendimentos mensais para mais de 1,3 mil atendimentos em abril, 3,1 mil em maio e 4 mil em junho, totalizando mais de 8,4 mil atendimentos no período e consolidando uma nova capacidade assistencial voltada às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Lançado com o objetivo de ampliar o acesso ao diagnóstico e à reabilitação, o TEAcolhe Mais reorganizou o fluxo de atendimento da rede, fortalecendo a integração com as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e estruturando uma equipe multiprofissional exclusiva para o acompanhamento de pacientes com TEA no município. O novo modelo permite avaliações mais ágeis, acompanhamento contínuo e a elaboração de projetos terapêuticos individualizados, ampliando significativamente o acesso ao cuidado especializado.
Como parte da expansão do serviço, a Prefeitura também inaugurou, em junho, a Sala de Integração Sensorial do TEAcolhe. O espaço foi projetado para oferecer intervenções terapêuticas voltadas ao processamento sensorial, utilizando recursos específicos para estimular habilidades motoras, cognitivas, emocionais e de comunicação, de acordo com as necessidades de cada paciente. A iniciativa amplia as possibilidades de tratamento e fortalece a assistência especializada oferecida pela rede municipal.
“O crescimento expressivo dos atendimentos mostra que estamos investindo em uma saúde pública cada vez mais acessível, humanizada e preparada para atender as necessidades da população. O TEAcolhe Mais representa um avanço importante na política de cuidado às pessoas com autismo, garantindo mais acesso ao diagnóstico, ao tratamento e ao acompanhamento especializado para as famílias andreenses”, afirma o prefeito Gilvan Ferreira.
Para o secretário de Saúde, Diego Cabral, os resultados refletem o planejamento adotado para reorganizar a assistência especializada. “Os números demonstram que a ampliação do TEAcolhe já está produzindo impactos concretos. Reestruturamos o serviço, fortalecemos a equipe multiprofissional, ampliamos a capacidade de atendimento e incorporamos novos recursos terapêuticos, como a Sala de Integração Sensorial, para oferecer um cuidado mais qualificado, resolutivo e integrado às crianças e adolescentes com TEA”, diz.
Com a expansão do serviço, Santo André fortalece sua rede municipal de atenção à pessoa com Transtorno do Espectro Autista, ampliando a capacidade assistencial e incorporando novas estratégias terapêuticas para oferecer um atendimento cada vez mais eficiente, acolhedor e alinhado às necessidades dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).
Postado por Akira Suzuki em 22/jul/2026 -

Dra. Ana Carolina Salata é oftalmologista especializada em baixa visão (foto: Bia Nazário/PMSBC)
O que você faria, se em decorrência de alguma doença, perdesse parcialmente ou totalmente a capacidade de enxergar? Para quem mora em São Bernardo e enfrenta um grande desafio como este, o CER-IV (Centro Especializado em Reabilitação) oferece atendimento multiprofissional para ajudar pacientes nestas condições. O CER-IV é o equipamento de saúde municipal que promove readaptação para pessoas com cegueira ou baixa visão, auxiliando na qualidade de vida e na autonomia dessas pessoas.
Oftalmologista especializada em baixa visão, a Dra. Ana Carolina Salata pontua que cerca de 80% dos casos de baixa visão ou cegueira são adquiridos, ou seja, são pessoas que nasceram videntes, que enxergaram até determinada faixa etária e ponto da vida e por causa, às vezes, de alguma doença como diabetes, glaucoma, entre outras, perderam parte ou totalmente a capacidade de enxergar. A baixa visão é considerada quando o paciente tem apenas 30% de acuidade visual ou menos, que não se corrige com uso de lentes.
“Aqui no CER-IV, essas pessoas vão chegar por encaminhamento da Clínica Municipal da Visão ou da UBS (Unidade Básica de Saúde) e nós vamos fazer o acompanhamento oftalmológico, adaptar lupas de mão, lupas eletrônicas, uma série de recursos que vão auxiliar esse paciente no seu dia a dia”, destacou Dra. Ana Carolina. “Temos também o serviço de orientação de mobilidade, para auxiliar os pacientes que precisam usar bengalas”, completou.
COMUNICAÇÃO
Técnica de orientação e mobilidade do CER-IV, Helenice de Oliveira explicou que até mesmo as bengalas para pessoas com cegueira ou baixa visão são específicas, e visam também comunicar para as outras pessoas sobre as limitações de quem as usa. “A bengala branca é destinada para quem não enxerga nada. Já a bengala verde, é para quem tem baixa visão. Existe ainda a bengala branca e vermelha, que é usada por quem tem deficiência visual e auditiva”, detalhou.
Helenice ensina aos pacientes como se locomover com o uso das bengalas. “É importante divulgar essa informação sobre as bengalas, porque a maioria das pessoas desconhece, mas também ajuda a evitar preconceitos”, relatou. “Não é porque a pessoa não enxerga que outras pessoas vão notar isso, e quando a gente tem um equipamento que além de auxiliar quem o usa, ainda nos comunica sobre a condição daquela pessoa, todos podemos ser mais empáticos”, concluiu.
A coordenadora do CER, Luiza Gallina, ressaltou que o equipamento está preparado para atender pessoas com diferentes tipos e graus de deficiência. “Temos equipe e estrutura para atendimentos de reabilitação para as deficiências visual, intelectual, auditiva e física, com foco no ganho de funcionalidade. Os atendimentos são realizados por equipe multiprofissional, que está pronta para atender a população”, frisou. O CER-IV atende por meio de encaminhamentos de outros serviços da rede municipal de saúde, sendo a UBS a principal porta de entrada.