Postado por Akira Suzuki em 06/out/2026 -

Gabrielle e Pablo selaram o “sim” dentro da unidade hospitalar, em Santo André
Gabrielle Martins dos Santos, de 31 anos, e Pablo Martin Ruiz Lopez, de 35, marcaram o casamento para 17 de setembro na capela do Hospital Estadual Mário Covas (HEMC), em Santo André (SP). A cerimônia aconteceu dentro da própria unidade onde Gabrielle iniciou seu tratamento, em dezembro de 2025, contra a leucemia mieloide aguda (LMA).
A história do casal começou em março de 2024. Pouco tempo depois, em abril daquele ano, os dois começaram a namorar — e, segundo contam, já sabiam ali que havia algo diferente entre eles. Em dezembro de 2024 veio a notícia da gravidez, e em julho de 2025 nasceu Maria Sophia, a primeira filha do casal. Foi poucos meses depois, em novembro de 2025, que Gabrielle recebeu o diagnóstico da doença.
Pablo, argentino, natural de La Plata, não hesitou: deixou o apartamento onde o casal morava, vendeu os móveis e o carro, e se mudou para o Brasil ao lado da companheira, para que ela pudesse tratar a doença perto da família — sobretudo da mãe. O HEMC, administrado pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, é referência em tratamento de câncer na rede pública no Grande ABC.
Foi dentro do hospital, em meio às sessões de quimioterapia e às incertezas do tratamento, que surgiu a ideia do casamento. A sugestão partiu de Pablo: por que não se casar ali mesmo, na capela, no lugar que havia se tornado palco de tantos momentos difíceis? A equipe da Hematologia e do setor de Humanização do HEMC abraçou a proposta, e o que começaria como um simples casamento se transformou numa celebração cuidada por médicos, assistentes sociais e colegas de trabalho da unidade. “Porque, no fim, talvez esse seja o maior presente: perceber que mesmo nos dias mais difíceis, o amor nunca deixou de escrever a nossa história”, resume Gabrielle.

Atualmente, Gabrielle segue em quimioterapia. O diagnóstico inicial evoluiu para uma recidiva, e agora ela trava uma corrida contra o tempo em um segundo tratamento, que busca a remissão da doença antes de partir para o transplante de medula óssea. O processo envolve a busca por doadores compatíveis no Redome, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea do Instituto Nacional de Câncer.
Enquanto aguarda esse desfecho, Gabrielle já mobilizou amigos e familiares a se cadastrarem no banco de dados — uma causa que, segundo ela, tem avançado aos poucos, mas segue precisando de mais gente disposta a doar. Basta ter entre 18 e 35 anos e boa saúde geral para se cadastrar em um hemocentro, com uma simples coleta de sangue.
Casos como o de Gabrielle e Pablo também chamam atenção por irem na contramão de uma realidade comum entre pacientes oncológicas: mulheres em tratamento contra o câncer costumam enfrentar o abandono do parceiro com mais frequência do que os homens em situação semelhante. Por isso, para a equipe do HEMC, a cerimônia carrega um significado que vai além do casal.
Maior unidade hospitalar do Grande ABC, o HEMC é referência em oncologia na região. Administrado pela Fundação do ABC desde sua inauguração, em 2001, o hospital soma certificações de qualidade nacionais e internacionais e conta com o Centro Universitário FMABC como braço de ensino, pesquisa e apoio à assistência.

Postado por Akira Suzuki em 06/out/2026 -

Serviço passou a operar com 19 guichês de atendimento
Quem procura a farmácia do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, já começou a perceber os primeiros resultados de uma ampla reestruturação do serviço. Iniciado na primeira semana de outubro, o projeto ampliou imediatamente o número de profissionais nos guichês e, já no primeiro dia da nova operação, fez o tempo médio de espera cair para menos de 50 minutos.
O resultado representa redução de cerca de 60% em relação à média da espera registrada ao longo de 2026, que era de 2h01. Nos dias 1º e 2 de outubro, a Farmácia do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica (FCEAF) do HEMC – mais conhecida popularmente como farmácia de alto custo – passou a operar com 19 guichês em funcionamento, seis a mais do que os 13 postos que vinham sendo utilizados regularmente.
A ampliação faz parte de um projeto maior de reorganização da unidade, que recebe atualmente a média de 27.220 atendimentos por mês e, nos períodos de maior procura, chega perto dos 30 mil. Além do reforço na linha de frente, estão previstas mudanças em diferentes etapas do atendimento, com atualização do sistema interno, agendamento por faixa horária e remoto, adequações na triagem, análise de reagendamento por WhatsApp, ampliação do atendimento telefônico e reforço da orientação aos usuários no saguão. Outra novidade é a instalação de aparelhos de refrigeração ambiente.
O principal avanço, contudo, está no reforço da equipe. Até o final de outubro, a expectativa é de que cinco novos colaboradores já passem a integrar de forma fixa o atendimento nos guichês. Com isso, a operação regular passará de 13 para 18 profissionais nessa atividade.
CRESCIMENTO E REORGANIZAÇÃO
A mudança busca adequar a estrutura da farmácia a uma realidade que se transformou ao longo dos últimos anos. Em 2018, antes do processo de descentralização regional, a unidade contava com 75 colaboradores. A abertura de novas unidades em São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, em 2019, permitiu redistribuir parte da demanda e levou à transferência de 11 funcionários. Com a redução inicial do movimento, a farmácia do Hospital Mário Covas passou a contar com 64 profissionais – quadro que se mantinha até o final de setembro.
A descentralização cumpriu, naquele momento, o papel de distribuir o atendimento entre diferentes pontos da região. O cenário, contudo, voltou a mudar. Depois de cair para cerca de 20 mil atendimentos mensais em 2020 e 2021, o movimento no HEMC cresceu progressivamente e chegou novamente, em 2026, a patamares próximos aos registrados antes da reorganização regional. O número de funcionários, entretanto, permaneceu inalterado.
Na prática, a unidade passou a atender praticamente o mesmo volume de 2018 com 11 colaboradores a menos. Naquele ano, eram 413 atendimentos mensais por funcionário. Em 2026, a média chegou a 425 e alcançou 469 nos meses de pico. O aumento da demanda sem uma recomposição equivalente da equipe elevou a carga de trabalho e tornou necessária uma nova adequação estrutural.
REFORÇO IMEDIATO
Para que os efeitos da reestruturação não dependessem da conclusão das novas contratações, o Hospital Estadual Mário Covas adotou uma solução imediata. Nos dois primeiros dias de outubro, colaboradores passaram a atuar em contraturno e em horas extras, permitindo colocar 19 guichês em funcionamento simultaneamente.
Foi justamente com essa nova configuração que o tempo médio de espera ficou abaixo dos 50 minutos já no início do projeto. Trata-se de um primeiro resultado da combinação entre maior número de profissionais disponíveis e reorganização do fluxo de atendimento.
Até o final do mês, o plano é de que o reforço deixe de ser apenas emergencial. Cinco novos colaboradores contratados estão previstos para integrar a equipe fixa dos guichês, consolidando a ampliação de 13 para 18 profissionais e inaugurando uma nova etapa para a FCEAF.
A expectativa é que o novo dimensionamento, aliado às demais medidas de organização do fluxo e comunicação com os usuários, permita acompanhar de maneira mais adequada o crescimento da procura e oferecer um atendimento cada vez mais ágil aos pacientes que dependem da unidade para dar continuidade aos seus tratamentos.
Postado por Akira Suzuki em 05/out/2026 -

O Notifica FUABC é um projeto capitaneado pela Diretoria de Qualidade e ESG
A implantação do Notifica FUABC vem avançando de forma gradual e abrangente nas unidades gerenciadas pela Fundação do ABC e no Centro Universitário FMABC. Até dezembro de 2026, 27 unidades e serviços serão contemplados pela ferramenta, dos quais 24 já tiveram a implantação concluída.
O movimento teve início no Hospital Estadual Mário Covas (Santo André), em 1º de outubro de 2025, com a implantação da solução desenvolvida internamente pela Fundação do ABC. Trata-se de um trabalho colaborativo entre as Diretorias de Tecnologia da Informação e de Qualidade e ESG, destinado ao registro e ao acompanhamento de incidentes e não conformidades.
Depois do ‘Mário Covas’, o sistema foi implantado na UBS Jardim Ana Maria e no Poupatempo da Saúde, também em Santo André, e, posteriormente, no Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, em Mauá.
A expansão continuou pelos serviços do território de São Mateus, na Capital paulista, contemplando o CAPS Infantil e Adolescente, o CEO II, o CER III, o Hospital Dia Dr. Henrique Carlos Gonçalves, o Pronto Atendimento São Mateus II e o SAD São Mateus.
Posteriormente, o Notifica FUABC chegou ao AME Santo André, ao PAI Baixada Santista (Santos) e ao AME Araçatuba, ampliando sua presença nas áreas de Atenção Especializada e Atenção Domiciliar.
Na Atenção Primária à Saúde, a implantação avançou para as UBS Cidade São Jorge, Clínica da Família Alzira Franco, Jardim Marek e Vila Guiomar, em Santo André. Depois, o sistema passou a integrar também o Complexo de Saúde de São Caetano do Sul e, em São Mateus, as AMAs Jardim da Conquista III, Jardim Tietê I, Jardim São Francisco, Jardim das Laranjeiras e Jardim Santo André.
Mais recentemente, o sistema foi implantado no Hospital Municipal de Diadema e segue em expansão no Centro Universitário FMABC — contemplando o ambulatório e o laboratório — e no Hospital da Mulher de Santo André, com previsão de conclusão em dezembro deste ano.
ANIVERSÁRIO
Um ano após o início da utilização da ferramenta, o balanço revela algo que vai além dos números: as equipes estão aprendendo a identificar os riscos antes que resultem em danos.
Entre 1º de outubro de 2025 e 25 de setembro de 2026, foram realizados 4.761 registros, sendo 1.789 incidentes e 2.972 não conformidades. O dado que mais chama a atenção da Diretoria de Qualidade e ESG, porém, é outro: cerca de 37% das notificações de incidentes correspondem a circunstâncias de risco e quase-incidentes, o chamado near miss.
Ou seja, são situações que apresentavam risco, mas que foram identificadas e interrompidas antes que atingissem o paciente ou causassem algum dano. É o que ocorre, por exemplo, quando um profissional percebe um item faltante no carrinho de emergência antes de utilizá-lo. Esses registros são importantes porque permitem identificar fragilidades nos processos e corrigi-las antes que ocorra um evento adverso.
A leitura pode parecer contraintuitiva. Afinal, muitas notificações não significariam, necessariamente, mais problemas? Não é isso que a equipe de Qualidade observa. “Em serviços de saúde, em qualquer lugar do mundo, os riscos existem, e a segurança não depende de que nada dê errado, mas de reconhecer o que deu errado — ou quase deu — e corrigir o rumo”, explica Karen Amaral, gerente corporativa de Qualidade da FUABC. “Quando um profissional registra uma situação que não chegou ao paciente, ele dá à instituição a chance de agir cedo, sem que ninguém precise sofrer as consequências”.
Qualquer colaborador pode registrar incidentes e não conformidades, de forma identificada ou anônima, e a proposta é que essas informações sirvam para melhorar os processos, e não para apontar culpados. Os dados reunidos ajudam as unidades a entenderem onde estão suas fragilidades e a ajustarem os fluxos e as rotinas com mais rapidez.
A construção desse processo é coletiva e envolve profissionais de diferentes áreas, que contribuem diariamente para que as informações geradas pelas notificações se transformem em conhecimento, aprendizado e oportunidades de melhoria.
A Fundação do ABC segue avançando na expansão e na melhoria do Notifica FUABC, com o propósito de fortalecer a gestão de riscos, o compartilhamento de aprendizados e a segurança nos diferentes pontos da rede. Como diz o lema da ferramenta, “Notificar é cuidar: sua atitude faz a diferença!”
Postado por Akira Suzuki em 02/out/2026 -

Iniciativa permitiu acesso do público à estrutura do campus universitário (foto: Divulgação/FMABC)
O Centro Universitário FMABC recebeu mais de 350 pessoas em 1º de outubro, durante o “Portas Abertas”, iniciativa que apresentou ao público os cursos de graduação, a estrutura e diferentes espaços do campus da instituição, em Santo André.
O evento reuniu estudantes interessados em ingressar no ensino superior, além de familiares e outros visitantes. Ao longo da tarde, os participantes conheceram de perto o ambiente acadêmico da FMABC e obtiveram informações sobre as possibilidades de formação oferecidas.
A programação proporcionou contato direto com os cursos e uma experiência próxima da rotina universitária. O público também percorreu diferentes áreas do campus, incluindo laboratórios e ambientes utilizados nas atividades de ensino e na formação prática dos estudantes.
A iniciativa teve como objetivo auxiliar os futuros universitários na escolha do curso de graduação e da instituição de ensino, possibilitando o contato com a infraestrutura do campus e permitindo o esclarecimento de dúvidas sobre os cursos e a vida acadêmica.
O evento também apresentou ao público uma estrutura recentemente reconhecida em avaliação oficial de qualidade. O Centro Universitário FMABC recebeu nota máxima no último processo de recredenciamento institucional realizado pelo Ministério da Educação (MEC), no qual foram destacados aspectos como a qualificação do corpo docente, a infraestrutura e o incentivo à iniciação científica e à internacionalização.
Com tradição na formação de profissionais da saúde, a FMABC desenvolve atividades de ensino, pesquisa e extensão. Por meio do evento, a instituição aproximou a comunidade de seu ambiente universitário e apresentou aos participantes as oportunidades disponíveis para seu desenvolvimento acadêmico e profissional.
Postado por Akira Suzuki em 02/out/2026 -

Iniciativa assegura que crianças dependentes de vias alternativas de alimentação frequentem as aulas com segurança (foto: Divulgação)
O Serviço de Atenção Domiciliar (SAD) de São Bernardo do Campo, gerenciado pela Fundação do ABC em parceria com o município, teve uma experiência desenvolvida no território apresentada em âmbito nacional durante o II Congresso Nacional de Formação dos Profissionais de Nutrição (II CONFNutri), realizado em Brasília. O trabalho aborda uma estratégia voltada à qualificação do cuidado de alunos em terapia nutricional enteral (TNE) no ambiente escolar.
Intitulado “Da assistência domiciliar à rede escolar: educação permanente como estratégia intersetorial para o cuidado seguro de crianças em terapia nutricional enteral”, o trabalho apresenta a experiência desenvolvida pelas equipes do SAD em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, com foco na capacitação de profissionais para o atendimento seguro de crianças que utilizam vias alternativas de alimentação, como gastrostomia e sonda nasoenteral.
A iniciativa demonstra como a articulação entre as áreas da Saúde e da Educação pode contribuir para que crianças que dependem desses dispositivos frequentem o ambiente escolar com maior segurança e tenham assegurada a continuidade do cuidado durante o período de permanência na escola.
Desenvolvida em conjunto com a Secretaria Municipal de Educação, a estratégia incluiu capacitações realizadas no Cenforpe (Centro de Formação dos Profissionais da Educação). Cerca de 2,4 mil profissionais, entre cuidadores e gestores escolares, participaram de treinamentos teórico-práticos. Com o apoio de manequins simuladores, folders e materiais técnicos, os profissionais receberam orientações sobre o manuseio dos dispositivos, higiene, conservação das dietas e prevenção de contaminações, além de procedimentos para atuação diante de possíveis intercorrências.
INICIATIVA ABRANGENTE
Embora o SAD acompanhe cerca de 380 pacientes e tenha entre seus usuários um grupo específico de crianças que utilizam sondas alimentares, a experiência ampliou essa necessidade assistencial para uma estratégia institucional voltada à rede de ensino.
A capacitação também contemplou estudantes acompanhados pelas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e pela rede privada de saúde, contribuindo para o alinhamento das orientações e para a qualificação do cuidado oferecido aos alunos no ambiente escolar.
Realizado em Brasília, o II CONFNutri reuniu especialistas, docentes, estudantes e gestores de diferentes regiões do país para discutir os novos rumos da formação dos profissionais de Nutrição. Entre os temas abordados estiveram o ensino baseado em competências, a inovação, a responsabilidade social e a integração entre os serviços do Sistema Único de Saúde (SUS) e o mundo do trabalho.
O trabalho desenvolvido em São Bernardo foi apresentado no congresso e teve como autores os profissionais Mariana Guglak Noguti, Ana Luiza Merlini Camargo, Kelly Simone Lopes Bianchini, Pâmela Medeiros Vieira, Priscilla Dedy da Silva Brasil Matias e Rodrigo Collen Sedlmaier.
A participação no congresso amplia a visibilidade da experiência desenvolvida no município e reforça a importância da educação permanente e da articulação entre diferentes setores para a construção de estratégias inclusivas e para o fortalecimento do cuidado em rede
Postado por Akira Suzuki em 02/out/2026 -

Turma da Terceira Idade esbanjou disposição (foto: Divulgação/PMSCS)
A Prefeitura de São Caetano do Sul realizou, por meio da Coordenadoria Municipal da Terceira Idade (Comtid), em 1º de outubro, no Espaço Verde Chico Mendes, uma programação especial em comemoração ao Dia Nacional da Pessoa Idosa e ao Dia Internacional das Pessoas Idosas.
A ação reuniu frequentadores dos Centros Integrados de Saúde e Educação (CISEs) em uma manhã de atividades físicas, recreativas e culturais, com o objetivo de incentivar o envelhecimento ativo, a autonomia, o bem-estar e a convivência social.
A programação começou com a recepção dos participantes, seguida de alongamento, exercícios de condicionamento físico e aulas de ritmos e zumba. O evento também contou com apresentação musical de Ivan Luigi, sorteios e distribuição de brindes, além de uma exposição do Art Sênior e de trabalhos desenvolvidos pelas artesãs dos CISEs.
O prefeito Tite Campanella destacou a importância de garantir políticas públicas que contribuam para a qualidade de vida da população idosa. “Nossa cidade é reconhecida pelos indicadores de longevidade, e nosso compromisso é oferecer cada vez mais oportunidades para que as pessoas idosas continuem ativas, participativas e com acesso a atividades que promovam saúde, bem-estar e qualidade de vida”, afirmou.
Segundo dados do último Censo Demográfico, São Caetano do Sul contabiliza 40.227 pessoas com 60 anos ou mais, o que representa cerca de 25% da população do município. A cidade também se destaca por seus indicadores de longevidade, em um contexto que envolve diferentes aspectos relacionados à saúde, às condições de vida e às políticas públicas voltadas à população.
A coordenadora da Comtid, Lucila Lorenzini, ressaltou a importância de iniciativas que aproximem os frequentadores dos diferentes equipamentos municipais. “Este é um momento de celebração, integração e valorização da pessoa idosa. Nosso objetivo é promover alegria, qualidade de vida e incentivar cada vez mais o envelhecimento ativo e a participação social”, destacou.
Entre as iniciativas municipais direcionadas a esse público estão os sete CISEs, localizados nos bairros Fundação, Prosperidade, Santa Paula, São José, Nova Gerty, Olímpico e Mauá, além da UniMais. Esses equipamentos oferecem oportunidades de convivência, aprendizado e participação em atividades que estimulam a autonomia e o envelhecimento saudável.
Para os frequentadores dos CISEs, a programação também representa uma oportunidade de confraternização e celebração. “É muito bom participar de atividades como essa, encontrar os amigos, dançar e cuidar da saúde. Esses momentos fazem diferença no nosso dia e nos dão ainda mais disposição para continuar aproveitando a vida”, comentou Maria de Fátima Fernandes, frequentadora do CISE Moacyr Rodrigues.
Durante todo o mês de outubro, os CISEs terão uma programação diversificada para seus frequentadores. Para saber mais sobre as atividades disponíveis, basta procurar a secretaria do CISE mais próximo.
Postado por Akira Suzuki em 02/out/2026 -

Apresentação reuniu gestores e representantes de serviços de saúde de toda a região
Em 25 de setembro, foi realizado o Ciclo Territorial de Experiências Exitosas de São Mateus 2026, iniciativa promovida pela Supervisão Técnica de Saúde de São Mateus (STS São Mateus), em parceria com as Organizações Sociais de Saúde (OSS), entre elas a Fundação do ABC, e demais instituições atuantes no território. O encontro reuniu trabalhadores, gestores e representantes de serviços de saúde em um espaço dedicado ao compartilhamento e à valorização de experiências desenvolvidas no cotidiano dos serviços.
Durante a programação, foram apresentadas as experiências inscritas no ciclo, além da metodologia utilizada para sua análise. Ao todo, foram registradas 19 experiências, sendo 13 desenvolvidas em serviços de saúde sob gestão da Fundação do ABC, por meio do Contrato de Gestão São Mateus. A partir dos critérios previamente estabelecidos, seis experiências foram selecionadas pela banca avaliadora para apresentação durante o evento.
A iniciativa teve como objetivo compartilhar, reconhecer e valorizar práticas inovadoras desenvolvidas pelas equipes a partir de necessidades concretas identificadas no cotidiano dos serviços, contribuindo para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) e para a qualificação do cuidado à população. O encontro também se consolidou como uma importante estratégia de Educação Permanente em Saúde, valorizando os saberes produzidos no trabalho e sua contribuição para a transformação das práticas no território.
Participaram da mesa de abertura Patrícia Araujo Querubim Ritt, supervisora técnica de saúde da STS de São Mateus; Karina Ferreira da Silva, gerente executiva assistencial do Contrato de Gestão São Mateus da Fundação do ABC; Osvaldino Matos Nunes, vice-presidente da Associação Padre Moreira; Rodrigo Sette, interlocutor técnico do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto – Consultório na Rua; Rosangela Correia Araujo da Silva, coordenadora da Escola Municipal de Saúde – Regional Leste; Marta Giselle Moreira, assessora em Educação Permanente da STS de São Mateus; e Alexandra Corrêa de Freitas, coordenadora da Educação Permanente do Contrato de Gestão São Mateus.
As iniciativas selecionadas foram organizadas em dois blocos, contemplando diferentes serviços, áreas de atuação e estratégias de cuidado desenvolvidas no território.
No primeiro bloco, foram apresentadas as experiências da AMA/UBS Jardim Tietê I, com o relato “Da estratificação ao cuidado integral na atenção primária à saúde”; da UBS São Mateus I, com o tema “Terapia da mão: reabilitação e autonomia no cotidiano na Atenção Primária”; e da UBS Jardim IV Centenário, com a apresentação “O vínculo como tecnologia do cuidado na reconstrução da maternidade após perda gestacional”.
O segundo bloco reuniu experiências do Consultório na Rua (Bompar), com o relato “Da rua ao protagonismo: reabilitação psicossocial e cuidado em rede no Consultório na Rua”; do Centro de Referência em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (CRPICS) São Mateus, com o tema “A terapia comunitária integrativa como espaço de escuta e fortalecimento da saúde mental”; e da UBS São Mateus I, com a apresentação “Exercício físico no cuidado de pessoas com lombalgia crônica na Atenção Primária à Saúde”.
Além das apresentações, o evento contou com a participação da Banda Quebra-Cabeças, uma experiência exitosa do CER III São Mateus, que utiliza a musicoterapia como estratégia de cuidado para crianças atendidas pelo serviço. A apresentação proporcionou um momento de integração e evidenciou outras possibilidades de utilização da expressão artística nas estratégias de cuidado desenvolvidas no território.
Ao final de cada bloco, os autores das experiências selecionadas receberam certificados de destaque, como forma de reconhecimento pela contribuição para o compartilhamento de práticas desenvolvidas nos serviços. Os demais trabalhadores que inscreveram experiências também receberam certificados de reconhecimento, valorizando a participação e o trabalho realizado pelas equipes no território.
O Ciclo Territorial de Experiências Exitosas de São Mateus 2026 reforça a importância da criação de espaços institucionais que deem visibilidade ao conhecimento produzido no cotidiano dos serviços e estimulem a aprendizagem entre as equipes. O encontro evidencia o território como espaço de produção de conhecimento, valorização dos trabalhadores, desenvolvimento da Educação Permanente em Saúde e construção coletiva de práticas de cuidado cada vez mais qualificadas e alinhadas às necessidades da população de São Mateus.
Postado por Akira Suzuki em 02/out/2026 -

Equipes do hospital, da organização A Casita e da UNICEF
O Shopping ABC, em Santo André, foi palco nesta semana de uma conversa sobre um tema que costuma ficar restrito aos consultórios: a escolha do parto normal. Dirigentes do Hospital da Mulher de Santo André, unidade gerida pela Fundação do ABC em parceria com a Prefeitura, participaram de uma roda de conversa com Carla Capuano, fundadora da organização da sociedade civil (OSC) A Casita, e representantes do UNICEF, como parte da programação do Mês da Conscientização do Parto Normal.
O encontro em 30 de setembro integra a campanha “Uma vida, novos sentidos”, que ocupa o Piso 2 do shopping até 1º de novembro e é realizada pela A Casita, organização especializada em humanização do parto. Em Santo André, 29 de setembro é, desde 2025, o Dia da Conscientização do Parto Normal, instituído por uma lei municipal da qual Carla foi coautora.
Representando o hospital, o diretor clínico, Dr. Kevin Oliveira, ginecologista e obstetra, defendeu que a qualidade da assistência vai além do resultado clínico. Segundo ele, a segurança da mãe e do bebê é essencial, mas a experiência vivida pela mulher também deve ser considerada. “Humanizar não é abrir mão da ciência. Humanizar é unir evidência científica, segurança e autonomia”, afirmou.
O médico explicou que o cuidado começa no pré-natal e depende da atuação integrada de uma equipe multiprofissional, com médicos, enfermeiros, psicólogos e agentes comunitários de saúde. “O parto desejado precisa ser, acima de tudo, informado, respeitado e seguro”, disse.

HUMANIZAÇÃO
A gerente administrativa do Hospital da Mulher, Elisabete Tavares, abordou os desafios e as ações em andamento. Ela lembrou que muitas gestantes realizam todo o pré-natal na Atenção Básica e chegam ao hospital sem conhecer as práticas de humanização adotadas durante o parto normal. “Principalmente na primeira gestação, muitas mulheres têm medo da dor do trabalho de parto, associando esse processo ao sofrimento. Elas não sabem que dispomos de uma ambiência adequada e individualizada, com suítes PPP (pré-parto, parto e pós-parto)”.
Ela também listou outras propostas do hospital para tornar o nascimento mais tranquilo. “Também temos outros métodos não farmacológicos, como bola de pilates, barra, balanço pélvico, banqueta e hidroterapia. Quando necessário, oferecemos métodos farmacológicos para o alívio da dor, como analgésicos”, explicou. Tudo isso para que a mãe se sinta respeitada e acolhida e seja protagonista do próprio dar à luz.
Para ampliar esse conhecimento na rede, o hospital prepara, em parceria com a Secretaria de Saúde de Santo André, duas novidades: o protocolo de atendimento, na Atenção Básica, às gestantes de risco habitual, e o plano de parto do município, no qual a gestante registrará suas preferências, inclusive em relação à via de parto.
O lançamento está marcado para 26 de outubro, no Hospital da Mulher. Depois disso, os médicos do hospital farão o matriciamento nas unidades básicas dos sete territórios da cidade, orientando médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde. “Com isso, vamos melhorar a comunicação e fazer com que elas cheguem mais bem orientadas ao hospital”, afirmou Elisabete.
O Hospital da Mulher é responsável por 100% dos partos realizados pelo SUS em Santo André, com média de 250 procedimentos por mês. Para o Dr. Kevin, o objetivo é simples de expressar, embora exija trabalho diário. “Queremos que cada mulher possa olhar para o nascimento do próprio filho e dizer que foi ouvida, respeitada, acolhida e cuidada com segurança”.

Postado por Akira Suzuki em 01/out/2026 -

Equipes da Prefeitura e do SAMU
A Prefeitura de São Caetano do Sul realizou, em 30 de setembro, o Simulado de Incidente com Múltiplas Vítimas, na Garagem Municipal, no bairro Santo Antônio.
Na ocasião, equipes do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e do Smart Sanca, além de representantes de instituições e departamentos de apoio — como a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a Guarda Civil Municipal, a Defesa Civil, o Programa Mover e a Semob (Secretaria de Mobilidade Urbana) —, foram treinadas para atuar no atendimento a uma ocorrência de colisão entre um ônibus e um automóvel.
Também participaram equipes dos SAMUs de Santo André, de São Bernardo do Campo e de Diadema, além de empresas do PAM (Plano de Auxílio Mútuo), como Utingas, Paranapanema, Park Shopping São Caetano, Hospital São Luiz e General Motors.
“O treinamento constante para situações de emergência é imprescindível para que tenhamos um bom desempenho em situações reais. E a população de São Caetano pode ter a certeza de que nossas equipes estão muito bem preparadas para atender a ocorrências como essa”, destacou o prefeito Tite Campanella.
O cronograma incluiu a caracterização de 20 figurantes como vítimas e o treinamento prático, passo a passo, para o atendimento de uma situação de resgate. O acionamento dos serviços de emergência, o isolamento da área, a abordagem das vítimas e o encaminhamento aos hospitais da cidade foram algumas das etapas cumpridas pelos cerca de 80 participantes.
“É um evento grandioso, que demonstra nossa capacidade de atendimento e de integração com as empresas do PAM, com o objetivo de oferecer a melhor resposta possível em situações de emergência”, afirmou a secretária municipal de Saúde, Dra. Adriana Berringer.
A realização anual de simulados de incidentes com múltiplas vítimas é uma atividade que deve ser desenvolvida pelos SAMUs para preparar as equipes, conforme a Portaria nº 2.048/2002 do Ministério da Saúde.
O objetivo é fomentar, coordenar e executar projetos estratégicos voltados ao atendimento de necessidades coletivas de saúde, de caráter urgente e transitório, decorrentes de situações de perigo iminente, calamidades públicas e acidentes com múltiplas vítimas, por meio da elaboração de mapas de risco e da adoção de protocolos de prevenção, atenção e mitigação desses eventos.
“As equipes se empenharam ao longo das últimas semanas na preparação para este treinamento prático. Não desejamos que ocorra um incidente com múltiplas vítimas, mas, se isso acontecer, estaremos preparados”, concluiu a coordenadora do SAMU de São Caetano, Amanda Siqueira.

Realismo marcou o programa de capacitação para emergências (foto: Eric Romero/PMSCS)
Postado por Akira Suzuki em 01/out/2026 -

Paciente Valéria Rezende apresentou os primeiros sintomas aos 11 anos (foto: Divulgação/FMABC)
Manchas pelo corpo, coceira intensa e episódios de inchaço nos olhos e nos lábios começaram a fazer parte da vida de Valéria Rezende quando ela tinha apenas 11 anos. A partir daí, ela iniciou uma jornada de quase uma década para descobrir a causa dos sintomas, encontrar o tratamento adequado e finalmente receber o diagnóstico da doença que a afligia: a urticária.
A história chama a atenção para a importância da informação e do atendimento especializado neste 1º de outubro, Dia Mundial da Urticária.
A data integra uma iniciativa internacional voltada à conscientização sobre a doença e seus impactos na vida dos pacientes. Em 2026, a campanha tem como tema “Retome o Controle – Da Coceira à Compreensão” e destaca, entre outros aspectos, os efeitos que a coceira persistente, os inchaços e as crises imprevisíveis podem causar no sono, nas atividades cotidianas e no bem-estar emocional.
No caso de Valéria, os sintomas foram inicialmente associados a quadros alérgicos. Seguiram-se consultas com diferentes profissionais, tratamentos e, principalmente, dúvidas sobre o que estava acontecendo. “Foi um período de muitas dúvidas e incertezas. Passei por diversos médicos e tratamentos. Durante muitos anos, os sintomas foram confundidos com alergia. Foram dez anos até chegar ao diagnóstico correto — mais de 3 mil dias. Isso me marcou muito”, conta.
A longa busca terminou quando Valéria chegou ao serviço especializado do Centro Universitário FMABC, onde recebeu o diagnóstico correto e iniciou o acompanhamento especializado. Segundo ela, o atendimento representou uma mudança significativa em sua rotina.
“Na FMABC, encontrei o tratamento, o manejo correto da doença e recuperei minha qualidade de vida. Tudo foi esclarecido e conduzido com competência e muita generosidade ao longo de todo o percurso”, afirma. Para compartilhar sua jornada rumo ao diagnóstico, Valéria criou a página “3000 dias” nas redes sociais (@3000dias), na qual relata sua experiência e compartilha informações sobre sua situação atual.
“Tudo o que eu encontrava sobre urticária era bastante complicado. Eu queria explicar para mim mesma o que estava compreendendo sobre a minha condição. Com isso, acabei conhecendo os ‘amigos de pele’ e também construindo uma comunidade em torno da causa”, relata.
Para Valéria, um dos aspectos mais difíceis da urticária é justamente não saber quando uma nova crise pode aparecer. “A principal dificuldade é a imprevisibilidade dos sintomas, que nos leva a deixar de fazer o que gostaríamos e a nos sentir desmotivados para planejar o futuro. A impressão é de que a doença nos interrompe.” Atualmente, ela mantém a doença controlada com tratamento e está sem sintomas.
A dermatologista Dra. Roberta Criado, responsável pelo diagnóstico de Valéria na FMABC, explica que, entre os principais sinais da urticária, estão a coceira, o aparecimento de lesões elevadas na pele e, em alguns casos, o angioedema, caracterizado por inchaços que podem atingir regiões como os olhos e os lábios.
Quando não está controlada, a doença pode comprometer significativamente a qualidade de vida. “A pessoa não consegue trabalhar, estudar ou dormir”, explica a médica.
A dificuldade de acesso ao atendimento especializado ainda é um problema. Segundo a Dra. Roberta, um estudo realizado no Centro Universitário FMABC identificou que os pacientes podem levar, em média, de quatro a cinco anos para chegar a um serviço especializado e receber tratamento para a urticária. Há casos ainda mais prolongados, como o vivenciado por Valéria.
Um dos desafios é justamente a confusão entre os sintomas da urticária e os de alergias, o que pode dificultar o diagnóstico correto. De acordo com a especialista, o tratamento é definido individualmente. Em geral, o tratamento é iniciado com medicamentos anti-histamínicos. Quando não há resposta satisfatória, outras alternativas podem ser consideradas, entre elas, os medicamentos biológicos.
A dermatologista também alerta para interpretações equivocadas sobre a doença. “As pessoas começam a achar que a doença é de origem emocional ou está relacionada ao que o paciente come. Isso gera mais angústia e, no fim das contas, prejudica ainda mais a autoestima da pessoa com urticária”, explica.