Publicado em: 17/04/2026

Foto: Divulgação/FMABC
O crescimento da demanda por programas de residência médica e multiprofissional no Brasil tem se consolidado como reflexo direto das exigências cada vez maiores do mercado de trabalho em Saúde. Nesse cenário, o Centro Universitário FMABC, em Santo André, se destaca ao registrar aumento contínuo no número de candidatos interessados em suas vagas, acompanhando uma tendência nacional de valorização da formação prática e especializada.
Em 2025, por exemplo, a seleção para os Programas de Residência Médica da instituição bateu mais uma vez o recorde de inscrições. Dados oficiais do Instituto Avalia, organizador do processo seletivo, mostraram que 4.584 candidatos se inscreveram para a disputa de 184 vagas.
A marca confirmou uma trajetória consistente de crescimento do interesse pela residência da FMABC. Em 2021, o processo seletivo contou com 2,6 mil inscritos, número que subiu para 2,9 mil em 2022 e 3,2 mil em 2023, ultrapassando a marca de 4 mil candidatos em 2024, até atingir o recorde mais recente.
A expectativa é de que essa curva ascendente se mantenha. Segundo o coordenador do programa, Dr. Fernando Veiga, a tendência de aumento nas inscrições reflete a qualidade da formação oferecida. “A expectativa é de que o número de inscrições aumente, levando-se em conta a alta qualidade dos programas de residência médica que oferecemos”, afirma.
Ele destaca que a residência é etapa fundamental na formação do médico. “É onde os conhecimentos em cada especialidade são aprofundados, visando a um atendimento atualizado e especializado à população e à excelência na prática da Medicina”, explica.
Segundo o coordenador, os maiores diferenciais da instituição são o corpo docente altamente qualificado e a ampla rede de cenários de prática. “Os preceptores estão sempre atualizados e envolvidos com o aprendizado dos residentes, além de oferecermos um vasto campo de estágios, em diferentes níveis de atenção à saúde, que garantem vivências de alta qualidade para a formação dos especialistas”, completa.
A expansão de vagas também está no radar da instituição. Diante do aumento no número de médicos formados no país, a FMABC já trabalha na ampliação de seus programas. Para 2027, estão aprovadas novas residências em Alergologia Adulto e Medicina Intensiva, além de estudos para abertura de áreas como Patologia e ampliação de vagas em especialidades já existentes, como Cirurgia-Geral e Neurologia Clínica. A iniciativa busca contribuir para reduzir o descompasso entre o número de egressos da graduação e a oferta de formação especializada no Brasil.
Além da residência médica, a instituição também observa uma procura expressiva pela residência multiprofissional, que reúne diferentes áreas da saúde em uma abordagem integrada e cada vez mais valorizada pelo mercado. Esse modelo de formação tem papel decisivo na qualificação dos profissionais.
“Os profissionais que passam pela residência são considerados padrão-ouro, pois conseguem integrar as habilidades práticas com as teóricas requeridas para a empregabilidade. É uma experiência qualificada pela teoria”, afirma Ana Paula Guarnieri, coordenadora da residência multiprofissional. Ela ressalta que o programa complementa a formação da graduação. “A graduação forma o generalista, sendo a partir desta base que se evolui para formar o especialista”, explica.
Outro ponto central é a atuação interdisciplinar, cada vez mais necessária diante da complexidade dos cuidados em saúde. “Somos formados cada um no seu nicho, mas no dia a dia precisamos de um todo para atender a multidimensionalidade do ser humano. Aprender a conviver e trabalhar de forma integrada é uma habilidade fundamental”, destaca.
Apesar da alta procura, a coordenadora observa que ainda há desafios na percepção geral sobre esse tipo de formação. “Existe uma busca expressiva, mas muitos consideram que dois anos de residência são um tempo longo. Por isso, muitas vezes falta a prática exigida pela empregabilidade”, pontua.
Os diferenciais da FMABC também se estendem aos programas multiprofissionais, estruturados com base nas demandas reais do setor. “Os programas são desenvolvidos de acordo com o mercado de trabalho. Trabalhamos competências técnicas e humanas, respeitando a singularidade de cada profissional, que antes de tudo é um ser humano”, afirma Ana Paula.