Postado por Akira Suzuki em 31/mar/2026 -

Foto: Eric Romero/PMSCS
São Caetano do Sul realiza pequenas cirurgias plásticas na CIA (Clínica de Intervenções Ambulatoriais) desde a inauguração do espaço, em dezembro. Já são mais de 700 pacientes da região atendidos. Três meses depois, a fila de espera pelo procedimento está zerada.
As pequenas cirurgias plásticas focam na remoção de lesões (como pintas, verrugas, cistos e lipomas), com atenção minuciosa à estética e ao resultado da cicatriz. Apesar de contribuírem com a melhora da aparência e da autoestima do paciente, o objetivo principal é a saúde, com a remoção de lesão benigna ou suspeita.
A moradora do Bairro Santa Maria, a jornalista Marli Barbosa da Silva, de 68 anos, afirma que “foi maravilhoso. Acho que pelo convênio eu teria mais dificuldade.”
Marli tinha um lipoma (tumor benigno composto por células de gordura) no antebraço. Passou na UBS (Unidade Básica de Saúde) Amélia Locatelli e foi encaminhada para a realização do procedimento de remoção. “Recebi a mensagem de confirmação no WhatsApp e vim. Tudo muito rápido e prático”, atestou, durante retorno de acompanhamento. “A cicatrização ficou ótima.”
Para zerar a fila, houve uma importante mudança no modo de atendimento. Antes da inauguração da CIA, o paciente era atendido em consulta e depois encaminhado para cirurgia, em data posterior. Agora, se o caso permitir a realização do procedimento com anestesia local, a cirurgia já é feita na data da primeira consulta. Os procedimentos geralmente duram menos de 1 hora. A recuperação é rápida – não há necessidade de internação.
“Recomendo o trabalho dos profissionais da CIA. A Dra. Flávia Mesquita, (cirurgiã plástica) é ótima”, avaliou Selma Conrado dos Santos, de 47 anos, que passou por uma exérese de hemangioma labial. “Nós nos preocupamos com tudo o que é referente ao nosso corpo. Principalmente na face, que é o nosso cartão de visitas”, concluiu a moradora do Bairro Barcelona.
Antes da inauguração da CIA, estes procedimentos eram realizados no Centro Cirúrgico do Complexo Hospitalar. Com o novo espaço, o equipamento público consegue atender às demandas de cirurgias de portes maiores com mais celeridade.
Postado por Akira Suzuki em 31/mar/2026 -

Foto: Evandro Oliveira/PMM
Em abril de 2026, a nova maternidade do Hospital de Clínicas Dr Radamés Nardini, em Mauá, completa quatro anos com um indicador que resume sua trajetória: mais de 90% de satisfação entre as pacientes. Resultado de um trabalho conjunto que envolve equipes dedicadas e o investimento contínuo da Prefeitura, por meio da Secretaria de Saúde, na qualificação do atendimento.
Em 2025, foram 2.223 partos realizados — média superior a seis por dia —, marcados por assistência humanizada e atuação integrada das equipes. Um modelo que reforça o compromisso da gestão pública em oferecer um serviço cada vez mais seguro, acolhedor e eficiente para as famílias da região.
O ano de 2026 começou reforçando esse compromisso. Logo nos primeiros 30 minutos, nasceu no hospital o primeiro bebê da região do ABC, em um parto conduzido por equipe multiprofissional com foco na segurança e no acolhimento.
Para as mães, o diferencial está nos detalhes. Sabrina Honório, que teve seu segundo filho na unidade, destaca a empatia e a atenção constante. “Cheguei já em trabalho de parto avançado e fui muito bem acolhida. Passavam vários pediatras ao longo do dia e tudo era explicado com cuidado”, conta. Ela também ressalta o suporte à amamentação e a organização do atendimento: “Tudo muito limpo, estruturado e humano. Super indico”.
Rebeca, de 23 anos, também elogia a assistência recebida durante a indução do parto, que evoluiu para cesárea. “Fui acompanhada o tempo todo e a recuperação foi muito tranquila. Só tenho a agradecer a equipe”.
Já Juliana Rosa da Silva Pezzoti, em acompanhamento por risco de pré-eclâmpsia, destaca a agilidade no atendimento. “Sou atendida prontamente, com exames e monitoramento frequente. O cuidado faz toda diferença”.
Histórias distintas, mas que se encontram no mesmo sentimento: confiança. Ao completar quatro anos, a maternidade do Hospital Nardini se consolida como referência regional ao aliar técnica, acolhimento e respeito, com o suporte da Fundação do ABC, Prefeitura e Secretaria de Saúde, em um dos momentos mais importantes da vida.
Postado por Akira Suzuki em 27/mar/2026 -

Letícia Bordin, Evanilde de Oliveira, Dra. Bruna Lemos, Bárbara da Silva Girão, Dra. Nilmara de Oliveira e Cristal Santanna
O Centro Hospitalar Municipal de Santo André (CHMSA) encerrou, na tarde de 26 de março, as comemorações do Mês da Mulher com a palestra “Raízes e Asas. Força e Essência. O que é ser Mulher?”, realizada no auditório da unidade.
O encontro reuniu cerca de 30 colaboradores do hospital e foi conduzido por membros da União Brasileira de Mulheres (UBM), entidade nacional fundada em 1988 e dedicada à defesa dos direitos das mulheres, à promoção da igualdade de gênero e ao combate à violência.
A programação fez parte de uma série de ações promovidas pelo hospital ao longo de março. A coordenadora dos Núcleos de Qualidade, Segurança do Paciente e Educação Permanente do CHMSA, Letícia Bordin, destacou o sentido da iniciativa. “Estamos aqui para incentivar as mulheres a demonstrar sua força, sua intensidade, sua resiliência”, afirmou.
A gerente de enfermagem do CHMSA, Valéria dos Santos, ressaltou a importância do período. “Março é um mês de reconhecer a força, a coragem e a participação feminina. Que nunca nos falte respeito, valorização e um espaço onde cada uma possa conquistar o que merece”, disse.

UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES
A advogada e cientista social, Dra. Bruna Lemos, conduziu a abertura da palestra percorrendo marcos legislativos que moldaram a condição feminina no Brasil. Ela lembrou que as mulheres só conquistaram o direito ao voto em 1932, que até 1962 precisavam da autorização do marido para trabalhar, viajar ou vender bens, e que avanços mais recentes, como a lei de igualdade salarial, foram sancionados apenas em 2024.
Para Bruna, compreender essa trajetória é essencial para entender o presente. “A gente hoje acredita que mulheres e homens devem ser iguais perante a lei. Mas nem sempre foi assim, e para a história não faz muito tempo que existe essa noção no mundo”, ressaltou.
A médica Dra. Nilmara de Oliveira abordou a saúde da mulher sob uma perspectiva histórica e social. Ela destacou que, por muito tempo, o corpo feminino foi tratado como objeto de estudo e controle, com a atenção à saúde da mulher restrita quase exclusivamente à sua função reprodutiva.
Nilmara também chamou atenção para uma desigualdade que persiste no ambiente de trabalho: embora as mulheres representem 65% da força produtiva na saúde, ocupam apenas 25% dos cargos de chefia. “A gente precisa se fortalecer e cuidar umas das outras, sem julgamentos, para continuar nessa luta”, afirmou.
A fotógrafa e artista Bárbara da Silva Girão encerrou as apresentações falando sobre esgotamento profissional e a sobrecarga que recai de forma desproporcional sobre as mulheres, dentro e fora do ambiente de trabalho. Ela destacou que a chamada síndrome de burnout não atinge apenas quem trabalha fora de casa, mas também aquelas que dedicam suas energias ao trabalho doméstico, frequentemente invisibilizado.
“A gente começa a ficar doente tentando dar conta de corresponder a tudo”, alertou, reforçando a importância de reconhecer os próprios limites e praticar o autocuidado.
O evento foi encerrado com a apresentação da poesia “Raízes e Asas”, por Evanilde de Oliveira, enfermeira da Educação Permanente do CHMSA, cujos versos evocam a força silenciosa que sustenta a trajetória das mulheres. “Ser mulher / é carregar raízes profundas, / firmadas no silêncio das lutas, / na história que ninguém vê, / mas que sustenta tudo”, declamou.

Postado por Akira Suzuki em 27/mar/2026 -

Colaboradores se reuniram em celebração à data
O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Itapevi celebrou, no dia 20 de março, 16 anos de funcionamento com uma comemoração especial voltada aos colaboradores da unidade. O evento, organizado pela Comissão de Eventos do AME, reuniu profissionais de diferentes setores para marcar uma trajetória construída sobre o compromisso com a qualidade assistencial e a transformação de vidas na região metropolitana de São Paulo.
Durante a celebração, a gerente administrativa Andreia Aparecida de Godoi apresentou um balanço da história da unidade, destacando números que refletem a dimensão do trabalho realizado ao longo dos anos. Desde sua inauguração, o AME Itapevi acumulou mais de 1,4 milhão de consultas, 2,9 milhões de exames e mais de 56 mil cirurgias, consolidando-se como referência em saúde especializada para 15 municípios da região.
A gerente também ressaltou a importância de cada setor que compõe a unidade, do acolhimento na recepção ao trabalho das equipes de enfermagem, higienização, médicos e técnicos. Em sua fala, enfatizou que o reconhecimento conquistado pelo AME Itapevi é fruto do esforço coletivo de todos os profissionais envolvidos no cuidado ao paciente, e que os elogios recebidos dos usuários ao longo dos anos são reflexo direto da humanização e do respeito que orientam o atendimento.
Gerida pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo desde junho de 2019, a unidade oferece 18 especialidades médicas, além de atendimentos nas áreas de enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição e psicologia. Com centro cirúrgico próprio e serviços de apoio diagnóstico, o AME Itapevi atende demandas que vão de consultas de rotina a cirurgias ambulatoriais, garantindo acesso a procedimentos que, de outra forma, seriam de difícil alcance para grande parte da população.
Ao encerrar a celebração, Andreia expressou gratidão a todos os colaboradores e reconheceu que a unidade se tornou parte da história pessoal e profissional de muitos deles. Os 16 anos do AME Itapevi reafirmam o papel central da instituição na rede pública de saúde regional e a relevância da parceria entre a Fundação do ABC e o poder público na oferta de serviços de qualidade à população.
Postado por Akira Suzuki em 27/mar/2026 -

Objetivo do encontro foi esclarecer dúvidas, estimular reflexões e fortalecer o diálogo
O Centro de Atendimento Educacional Multidisciplinar (CAEM), equipamento gerenciado pela Secretaria de Educação Municipal de Santo André, em parceria com a Fundação do ABC, realizou uma Roda de Conversa com famílias de estudantes atendidos pela unidade, durante o mês de fevereiro.
O encontro teve como tema “Vítimas de hoje, adultos de amanhã: o impacto do bullying no desenvolvimento emocional”, promovido pelo Departamento de Educação Inclusiva e Apoio Educacional, subordinado à referida Secretaria.
O objetivo do encontro foi esclarecer dúvidas, estimular reflexões e fortalecer o diálogo entre a instituição e os pais ou responsáveis sobre os efeitos do bullying na vida de crianças e adolescentes. Durante a conversa, foram abordados temas como a diferença entre o bullying e conflitos pontuais, os impactos emocionais, sociais e psicológicos causados por esse tipo de violência e os principais sinais de alerta que podem indicar que uma criança está sofrendo ou praticando bullying.
A iniciativa também destacou o papel central da família no enfrentamento do problema. Os participantes foram orientados sobre a importância da escuta ativa, do acolhimento e do diálogo aberto em casa, para que crianças e adolescentes se sintam seguros para compartilhar suas experiências. O encontro reforçou, ainda, que relações baseadas no respeito e na empatia são fundamentais para a construção de um ambiente saudável de convivência.
A ação integra um conjunto de iniciativas do CAEM voltadas ao acompanhamento do desenvolvimento emocional e social dos estudantes. O centro oferece suporte a alunos da rede municipal de Santo André que apresentam dificuldades escolares ou transtornos de desenvolvimento relacionados à fala, linguagem, comportamento ou aspectos emocionais, independentemente de diagnóstico formal. Entre os serviços disponíveis estão avaliação pedagógica, intervenção terapêutica para transtornos como dislexia, discalculia e TDAH, além de estimulação precoce para crianças da Educação Infantil.
As atividades do CAEM são desenvolvidas no âmbito do Termo de Colaboração 37/2023, firmado entre a Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Educação, e a Fundação do ABC. O acordo tem como finalidade o gerenciamento e a execução de ações complementares na rede municipal de ensino, sempre orientadas pela perspectiva da Educação Inclusiva.
Postado por Akira Suzuki em 27/mar/2026 -
O dispositivo é implantado sob a pele (foto: Igor Cotrim/PMSBC)
A rede pública de saúde de São Bernardo passa a oferecer, a partir de 30 de março, mais uma opção de contracepção e controle familiar. O dispositivo Implanon, um anticoncepcional intradérmico, estará disponível para munícipes que tiverem interesse no seu uso e atenderem aos critérios, como ter entre 14 e 49 anos, não ter sangramento anormal e não estar gestante. O início do serviço na rede pública será parte de evento, em 29 de março, em celebração ao Mês da Mulher. A atividade acontecerá no Hospital da Mulher.
“Muitas pessoas pensam que os melhores atendimentos só estão disponíveis na rede privada, mas isso não é verdade. O SUS (Sistema Único de Saúde) também tem tecnologia, também tem modernidade, e nós estamos trazendo mais essa opção, moderna e eficaz, para a prevenção da gravidez e o planejamento familiar”, destacou o prefeito de São Bernardo, Marcelo Lima.
DIFERENTES OPÇÕES
O Implanon se soma aos outros métodos contraceptivos que já estão disponíveis no SUS: pílulas combinadas, pílulas de progesterona e o DIU de cobre. O programa de planejamento familiar das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) também orienta e encaminha os munícipes para métodos definitivos, como a laqueadura e a vasectomia.
O secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Jean Gorinchteyn, ressaltou a importância do planejamento familiar para os indicadores de saúde pública. “Quando as pessoas têm acesso à informação e aos métodos eficazes, o controle de natalidade é mais efetivo e isso impacta no acompanhamento em saúde dos indivíduos como um todo”, afirmou. “Temos agora mais essa opção, gratuita, no SUS, e nossas UBSs estão prontas para atender a população.”
TREINAMENTO
O Departamento de Atenção Básica e Gestão do Cuidado da Secretaria de Saúde de São Bernardo promoveu treinamento com médicos da atenção primária para que todos os territórios da cidade contem com profissionais capacitados. A médica de apoio técnico do departamento, Dra. Gisele Ceres, explica que o Implanon é um método contraceptivo de longa duração, que dura até três anos e é considerado um dos métodos hormonais mais eficazes entre as opções hormonais. “Os testes indicam uma eficácia de 99%”, detalhou.
A partir desta segunda-feira, 30 de março, quem tiver interesse em usar o método contraceptivo Implanon deve passar por avaliação de enfermagem/médica, na UBS de referência, para conferir se atende aos critérios para o uso do Implanon.
Postado por Akira Suzuki em 27/mar/2026 -

Novos especialistas foram contratados para gerenciar a alta das demandas (foto: Eric Romero/PMSCS)
Implantada em junho de 2025, dentro do Programa Cuidar Bem + Saúde, a ampliação da oferta de atendimentos para mais 6,4 mil consultas por mês em 14 especialidades médicas já traz resultados extremamente positivos aos pacientes de São Caetano do Sul. A estratégia já fez cair o tempo de espera em 12 especialidades para menos de 1 mês. Antes, em algumas delas, os pacientes aguardavam o agendamento por até 1 ano.
As consultas em Neuropediatria, Cardiologia e Gastroenterologia atingiram esta marca ainda no ano passado. Neste ano, o feito foi alcançado em outras nove especialidades: Alergologia, Cirurgia Plástica / Pequenas Cirurgias, Dermatologia, Dermatologia Procedimentos, Geriatria, Nefrologia Adulto, Reabilitação Intelectual, Reumatologia Adulto e Urologia Adulto.
“Assumimos a responsabilidade de melhorar a agilidade, resolução e eficiência nos atendimentos de Saúde. Já alcançamos importantes avanços nesse sentido, e continuaremos nosso esforço para diminuir o tempo de espera em todas as especialidades”, afirma o prefeito.
As outras duas especialidades que integram a estratégia são a Hematologia Adulto e a Otorrinolaringologia. A primeira já registra queda de 82% na fila (de 316 pacientes em junho de 2025 para 58 em março deste ano), enquanto a redução na Otorrinolaringologia no mesmo período é de 87% (de 1.486 para 187). Em ambos os casos, a previsão é a de que a espera por consultas caia para menos de um mês em abril.
“No SUS trabalhamos com o princípio da equidade. Os pacientes com prioridade a partir de critérios clínicos são agendados com prioridade sobre os pacientes de rotina e que não apresentam risco elevado à saúde. Dessa forma, até nas especialidades em que ainda temos fila de espera, os casos mais graves são atendidos, na grande maioria das vezes, em até um mês”, explica a coordenadora da Central de Regulação da Secretaria de Saúde de São Caetano, Caroline Freitas.
Para atender à demanda, foram contratados mais especialistas e ampliados os turnos de atendimentos no Atende Fácil Saúde e no CTNEN (este no caso da Neuropediatria). A agenda foi aberta inclusive aos sábados. A estratégia foi adotada em virtude das longas filas de espera identificadas no início de 2025.
No panorama geral das 14 especialidades inseridas na estratégia, o número de pacientes aguardando consultas com especialistas caiu 80%: de 17.976 em junho de 2025 para 3.656 em março deste ano.
COMBATE AO ABSENTEÍSMO
Em todas as especialidades há pacientes contatados pela Secretaria de Saúde e que confirmam o agendamento para as consultas. No entanto, há grande parcela de pacientes que não comparece, mesmo após a confirmação. O índice médio de absenteísmo é de 40%.
O paciente que falta a uma consulta ou a um procedimento agendado, além de impedir que outro morador seja atendido em seu lugar, prejudica o seu próprio tratamento e gera custos ao município.
Postado por Akira Suzuki em 27/mar/2026 -

Um corredor humano foi formado em homenagem à doadora
Em 23 de março, uma mulher de 36 anos deu entrada no Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha (HGVNC) e faleceu em decorrência de um acidente vascular cerebral isquêmico. A família autorizou a doação de órgãos, e o gesto transformou a perda em esperança para outras pessoas.
Na tarde de 24 de março, foram captados fígado, rim, pâncreas e córneas, beneficiando pacientes que aguardavam na fila de espera por um transplante. O ato de nobreza teve a homenagem de um “corredor do silêncio”, em que os colaboradores do hospital se perfilaram ao longo do acesso por onde passou a doadora.
A captação foi coordenada pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, instituição filantrópica fundada há 460 anos e considerada um dos mais importantes centros de referência hospitalar do Brasil.
A coordenadora do pronto-socorro adulto e infantil do HGVNC, Carla Arouca Sobreira, destacou a importância do trabalho integrado que tornou o procedimento possível. “Conseguimos, junto com as equipes de captação, fazer com que uma paciente que, infelizmente, veio a óbito, pudesse ajudar inúmeras outras vidas”, afirmou. Carla também lembrou que o pronto-socorro completou um ano de gestão pela Fundação do ABC em 20 de março de 2026. “Temos trabalhado de forma gradativa, integrando a todos, de forma que todos os pacientes recebam atendimento com qualidade e humanidade”, disse.
O coordenador médico do pronto-socorro, Dr. Romeu Lucas Santos, ressaltou a complexidade técnica e humana envolvida no processo. “Na perda de uma vida, a gente pode estar salvando várias outras. É um trabalho conjunto, que move todo o hospital, toda uma equipe”, declarou.

Time do centro cirúrgico
FILA DE ESPERA
A dimensão do problema que doações como essa ajudam a enfrentar é significativa. Segundo dados do Governo do Estado de São Paulo, em setembro de 2025 cerca de 27 mil pacientes aguardavam por um transplante apenas no Estado. Em nível nacional, as maiores filas são para rim, córnea, fígado e coração — justamente alguns dos órgãos captados nesta doação.
Para a diretora de enfermagem do HGVNC, Sandra de Souza Araújo, o procedimento vai além do aspecto clínico. “Muitas vidas serão salvas. Agradecemos especialmente aos familiares que autorizaram a captação. É importante que as pessoas se conscientizem sobre esse procedimento tão importante”, disse ela, acrescentando que o hospital se sente honrado em poder contribuir.
A diretora técnica de saúde, Larissa Santana de Souza, reforçou o impacto direto na qualidade de vida dos receptores. “Ficamos gratos por diminuir a fila de espera e contribuir com a melhoria da qualidade de vida de tanta gente”, afirmou.
Por sua vez, a supervisora técnica do centro cirúrgico, Marisa Aparecida dos Santos, que trabalha no hospital há 28 anos, descreveu o dia como especial. “É um ato de amor. Ficamos muito felizes quando isso acontece aqui no nosso hospital”, disse Marisa, ressaltando que a doação proporciona uma vida mais longa para quem aguarda na fila de espera. Ela conta que o HGVNC costuma realizar captações de órgãos uma vez a cada dois meses, em média.
O Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha é uma unidade da Secretaria de Estado da Saúde do Governo do Estado de São Paulo. O pronto-socorro é administrado em parceria com a Fundação do ABC, organização social de saúde com décadas de experiência em gestão hospitalar.

Equipe do Hospital Geral de Vila Nova Cachoeirinha
Postado por Akira Suzuki em 26/mar/2026 -

A epilepsia é resultado de uma atividade elétrica anormal no cérebro (foto: Divulgação/FMABC)
Celebrado em 26 de março, o Dia Mundial de Conscientização sobre a Epilepsia é uma data marcada para o combate aos estigmas sobre a doença, além de valorizar o acesso ao tratamento adequado para uma condição neurológica que afeta cerca de 1% da população mundial. Na região do Grande ABC, o Ambulatório de Epilepsia do Centro Universitário FMABC se destaca atendendo cerca de 120 pacientes epilépticos por mês, de forma contínua e humanizada.
De acordo com o neurologista Dr. Rudá Alessi, que atua no Ambulatório, a epilepsia é caracterizada por uma predisposição do cérebro a gerar crises epilépticas espontâneas, resultado de uma atividade elétrica anormal. “A forma como a crise se manifesta depende da região do cérebro envolvida, podendo variar desde movimentos involuntários até alterações sensoriais, como alucinações visuais”, explica.
As causas da epilepsia são diversas. Em alguns casos há predisposição genética, mas outros a condição pode surgir após lesões cerebrais, como traumatismos cranianos, AVCs ou tumores. Ainda assim, há situações em que não é possível identificar uma causa específica. A doença pode se manifestar em qualquer idade, embora seja mais comum em crianças pequenas e idosos, com fatores distintos em cada grupo.
Outro ponto de atenção são os gatilhos que podem desencadear crises epilépticas. Entre os mais comuns estão a privação de sono, o estresse e a interrupção do tratamento. Em alguns pacientes, estímulos visuais, como luzes piscantes, também podem provocar episódios.
Diante de uma crise, a orientação é manter a calma e priorizar a segurança da pessoa. “É importante posicionar o indivíduo de lado, proteger a cabeça e afastar objetos que possam causar ferimentos. Não se deve tentar conter os movimentos à força nem colocar objetos na boca”, orienta o neurologista. A busca por atendimento médico é essencial, especialmente se a crise durar mais de cinco minutos, se houver repetição sem recuperação ou se for o primeiro episódio.
O tratamento da epilepsia é, na maioria dos casos, feito com medicamentos, capazes de controlar as crises em grande parte dos pacientes. No entanto, cerca de um terço pode não responder adequadamente às medicações e, nesses casos, outras abordagens podem ser indicadas, como cirurgia, neuromodulação e dieta cetogênica. “É importante destacar que o tratamento é contínuo e visa o controle das crises, não necessariamente a cura”, ressalta Alessi.
Nos últimos anos, houve avanços significativos no cuidado à epilepsia, especialmente no entendimento de suas causas genéticas e no desenvolvimento de novos fármacos. Técnicas como a estimulação do nervo vago e a estimulação cerebral profunda também têm ampliado as possibilidades terapêuticas.
Apesar disso, a epilepsia ainda é cercada por mitos. Um dos mais comuns é a crença de que a pessoa pode “engolir a língua” durante uma crise, o que não é verdade e pode levar a condutas inadequadas. Também é equivocado afirmar que pessoas com epilepsia não podem estudar ou trabalhar. “Muitos pacientes levam uma vida completamente normal quando estão em tratamento adequado”, afirma o médico.
Nesse contexto, a informação é uma aliada fundamental. “O conhecimento é a principal ferramenta para reduzir o estigma em torno da epilepsia”, destaca o neurologista.
No ambulatório do Centro Universitário FMABC, o acompanhamento é individualizado e varia conforme a gravidade e o controle das crises, podendo ocorrer desde consultas semestrais até retornos semanais em situações mais complexas.
Postado por Akira Suzuki em 26/mar/2026 -

Paciente em quimioterapia (foto: Eric Romero/PMSCS)
“O que encontrei aqui é uma coisa rara. Além da competência, profissionais educados, amorosos e empáticos. Isso não tem preço, porque o paciente oncológico fica muito fragilizado quando recebe o diagnóstico.”
O relato acima é de Tânia Teodoro, de 64 anos. A controladora de acesso, moradora do Bairro São José, foi diagnosticada com câncer de mama no ano passado. Em outubro, iniciou o tratamento no Centro de Oncologia Luiz Rodrigues Neves, mantido pela Prefeitura de São Caetano do Sul.
Existem 312 pacientes em tratamento contra algum tipo de câncer na rede municipal de Saúde. Contra o de mama são 53, incluindo Tânia, que já concluiu as sessões de quimioterapia e agora realiza exames pré-operatórios. Depois da cirurgia, passará por sessões de radioterapia, conforme o plano terapêutico definido em conjunto com a equipe médica.
“O diagnóstico realmente me assustou. Me apeguei a Deus e pedi a Ele que não largasse a minha mão. E quando iniciei o tratamento me surpreendi positivamente, porque tudo funciona muito bem, tanto no Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher) quanto no Centro de Oncologia”, elogia.
Diante do tratamento recebido, Tânia envia uma mensagem de esperança a quem está enfrentando os desafios da doença. “Em primeiro lugar é confiar em Deus. E, em segundo, saber que está em uma cidade que tem os recursos necessários para superarmos esse momento. O cuidado que tenho recebido, cheio de empatia e amor, tem sido fundamental. Tenho muita gratidão.”
Na tarde de 25 de março, foi a vez de Gerlandia Soares de Souza, de 51 anos, concluir a quimioterapia no Centro de Oncologia. “Fui muito bem acolhida pelos profissionais, que são meus anjos da guarda. Agora vou pra cirurgia e já estou fazendo os pré-operatórios. Além do carinho do pessoal, é tudo muito rápido.”