Postado por Maíra Oliveira em 19/mar/2021 -
O curso de Farmácia do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) realizou, em 18 de março, a campanha virtual “Farmacêuticos contra a dengue, zika, chikungunya e febre amarela”. Em função da pandemia de Covid-19, a ação que tradicionalmente ocorre nos ambulatórios de especialidades do campus desta vez foi realizada no formato virtual, com ‘lives’ no YouTube. Este foi o quinto da ação, que visa orientar a população contra o mosquito Aedes aegypti, as doenças por ele transmitidas, além de destacar a importância da eliminação dos criadouros.
“O objetivo principal da campanha é alertar para os principais sintomas e as diferenças entre a dengue, zika e chikungunya, bem como a febre amarela, que também pode ser transmitida pelo Aedes aegypti. Buscamos orientar a população sobre as caraterísticas do mosquito para a correta identificação, além de apresentarmos medidas eficientes de eliminação dos criadouros, a respeito do uso adequado de repelentes e sobre os medicamentos que devem ser evitados por conter ácido acetilsalicílico, pois podem agravar o estado clínico de pessoas infectadas”, detalha a coordenadora do curso de Farmácia da FMABC, Dra. Sonia Hix.
Entre as palestrantes que passaram as orientações nas ‘lives’ estão as docentes: Alaíde Mader Braga Vidal, que falou sobre “Transmissores e prevenção”; Viviana Galimberti Arruk e Registila Libania Beltrame, que debateram “Arboviroses: características biológicas dos vírus e resposta imune às infecções virais”; Flávia Gehrke, que abordou a “Plataforma genética”; e Ana Elisa Prado Coradi, que comandou explanação sobre “Sinais, sintomas, tratamento e uso de repelentes”.
Postado por Maíra Oliveira em 19/mar/2021 -
A Prefeitura de Mauá segue com as ações para ampliar a assistência médica à população na pandemia. Neste sábado (20/03), a administração colocará em funcionamento 10 novos leitos no Hospital Nardini. Somados aos que foram abertos em janeiro, a nova gestão dobra a capacidade de atendimento a casos graves da doença no hospital municipal em relação à estrutura de 2020, passando de 20 para 40 leitos de UTI.
O governo ainda contratará outros 10 leitos da rede particular, totalizando 50 leitos para tratamento exclusivamente de doentes graves com Covid. Os 10 novos leitos de UTI do Hospital Nardini atendem a pedido especial feito pelo Grande ABC ao Estado para evitar o colapso na rede pública de saúde. O governo de São Paulo liberou 120 novos leitos à região.
A Prefeitura também anunciará em breve a contratação de ao menos mais 20 leitos particulares – sendo 10 de UTI e 10 de enfermaria – para ajudar a desafogar a rede municipal. A estrutura a ser utilizada pelo governo é a do Hospital Sagrada Família (antigo Hospital Vital).
Além disso, 57 novos médicos estão sendo contratados emergencialmente para melhorar o atendimento na rede pública. Mesmo com a ampliação da rede, a Prefeitura de Mauá conta com a colaboração dos munícipes para respeitar os decretos editados com os objetivos de restringir a circulação de pessoas e de evitar o aumento de contágio.
O governo municipal reforça a necessidade de não aglomerar e respeitar os protocolos sanitários, como uso correto de máscara, higienização das mãos e distanciamento social.
Postado por Maíra Oliveira em 19/mar/2021 -

Anúncio foi feito pelo prefeito Orlando Morando, à direita, e o secretário de Saúde, Geraldo Reple – Foto: Omar Matsumoto/PMSBC
A Prefeitura de São Bernardo abriu 19 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atendimento exclusivo de vítimas da Covid-19. A medida emergencial, anunciada pela prefeitura em 15 de março, se faz necessária devido ao agravamento da crise sanitária nos últimos dias e ao quase esgotamento da capacidade de atendimento no município. Com a ampliação, o município passa a contar com 510 leitos destinados a pacientes acometidos pelo Coronavírus, sendo 174 deles de UTI.
Os 19 novos leitos estão distribuídos entre o Hospital de Clínicas (HC), localizado na Estrada dos Alvarengas, e o Hospital de Urgência (HU), região central e que foi inaugurado em maio de 2020, destinado exclusivamente aos pacientes contaminados pela Covid-19. No caso do HC, são 10 leitos de enfermaria transformados em unidades de tratamento intensivo. Já no HU, os nove leitos foram instalados em alas ainda não utilizadas do equipamento, como é o caso do centro cirúrgico e dos consultórios de exames.
“Não podemos dizer que estamos felizes por fazer esse anúncio, mas estamos fazendo a nossa parte enquanto poder público que é garantir atendimento às pessoas. Trata-se de um ganho importantíssimo para o município neste momento tão difícil. Aqui, felizmente, ainda não perdemos pacientes por falta de vaga na UTI e estamos trabalhando para que isso não aconteça. Nesses 12 meses temos dado conta da demanda, não faltando leito ou atendimento. Vamos seguir com esses esforços”, ressalta o prefeito Orlando Morando.
Secretário da Saúde de São Bernardo, Dr. Geraldo Reple Sobrinho destaca que a abertura dos 19 novos leitos acarretará custo extra de R$ 1,82 milhão mensal aos cofres públicos. “Com a abertura destes novos leitos, será necessária a contratação de aproximadamente 450 novos profissionais. Cada leito custa, em média, R$ 3.200. Vamos pleitear ajuda financeira dos governos federal e estadual para manter esses leitos”, diz.
TAXA DE OCUPAÇÃO
A chamada segunda onda da Covid-19 vem impactando de forma expressiva a rede municipal de saúde de São Bernardo. Mesmo com a ampliação da capacidade de atendimento municipal, após a inauguração de dois hospitais permanentes voltados ao atendimento exclusivo de pacientes acometidos pelo Coronavírus – caso do HU e do Novo Hospital Anchieta – o município registrou, dia 14 de março, taxa de ocupação de 99% dos leitos de UTI. Com a abertura dos 19 novos leitos de UTI, no dia seguinte o índice de ocupação baixou para 84%.
São Bernardo conta ainda com 336 leitos de enfermaria para atendimento de vítimas da Covid-19. Neste caso, a taxa de ocupação atual é de 80%.
No total, a rede de Saúde de São Bernardo dispõe de cinco equipamentos para atendimento de vítimas da Covid-19, sendo eles o Hospital de Urgência, Hospital de Clínicas, Novo Hospital Anchieta, Hospital Pronto Socorro Central (HPSC) e Hospital Municipal Universitário (HMU).
Postado por Maíra Oliveira em 19/mar/2021 -

Equipamentos foram instalados nesta semana – Foto: Angelo Baima/PSA
A Secretaria de Saúde de Santo André ampliou a capacidade de atendimento na rede municipal com a implantação de 50 novos leitos de UTI para pacientes com Covid-19. Os leitos foram instalados no Centro Hospitalar Municipal (CHM) gradativamente nos últimos 15 dias. Com a ampliação, desde o dia 16 o hospital passou a contar com 132 leitos de UTI destinados exclusivamente ao tratamento de pacientes diagnosticados com o novo coronavírus (Sars-Cov-2).
“Estamos batalhando para garantir que nenhum andreense fique sem atendimento. Com gestão e muito trabalho estamos garantindo a capacidade hospitalar de Santo André. Por isso, mais do que nunca, precisamos de responsabilidade e solidariedade. Agora, é cada um cuidando do outro. Juntos, vamos vencer a guerra contra o novo coronavírus”, comentou o prefeito Paulo Serra.
O CHM vem recebendo diversas intervenções ao longo da pandemia para ampliar a capacidade de atendimento de pacientes. A medida se fez necessária devido ao agravamento da crise sanitária e o volume expressivo de leitos utilizados, chegando a ultrapassar 90% da taxa de ocupação.
Com as estratégias adotadas, o município mantém estruturados 554 leitos para atendimento de pacientes com Covid-19, sendo 178 leitos de UTI. Até o momento 13.718 pacientes se curaram e tiveram alta médica na cidade e outros 486 pacientes estão internados em leitos municipais.
Postado por Maíra Oliveira em 19/mar/2021 -

AME Santos será uma das unidades adaptadas
O Governo do Estado de São Paulo anunciou em 8 de março a implantação de 11 hospitais de campanha em diferentes regiões. Com a expansão, o Estado passará a contar com total de 15 hospitais de campanha. Entre as novas unidades estão três Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) gerenciados pela Fundação do ABC, os AMEs de Santo André, Santos e Sorocaba.
Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, o governador João Doria informou que a medida permitirá a abertura de 140 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 140 de enfermaria em serviços ambulatoriais, que passarão por adequações para receber pacientes com quadros graves provocados pelo novo coronavírus.
“Esse conjunto de medidas vai reforçar o sistema de saúde e garantir o atendimento a todos. São medidas necessárias enquanto não temos a quantidade de vacinas necessárias para imunizar todos os brasileiros”, disse Doria.
A medida mobiliza nove AMEs, uma unidade da Rede Lucy Montoro e uma unidade hospitalar. “Na semana passada tivemos o prazer de anunciar 500 leitos a mais no Estado de São Paulo, que serão implantados até o final de março. Estamos ampliando o número de hospitais de atendimento, frente à condição clínica grave que a pandemia se manifesta. Serão mais 280 leitos para atender essa crescente demanda”, explicou o secretário de Saúde do Estado, Jean Gorinchteyn.
O secretário também manifestou preocupação com o aumento expressivo dos pacientes internados em leitos de UTI. “A taxa de ocupação de leitos de UTI chega a 80%, e temos que lembrar que no dia 22 de fevereiro, o Estado de São Paulo tinha 66% de taxa de ocupação. A Grande São Paulo está com 81,2% de taxa de ocupação, quando no dia 22, há duas semanas, tínhamos 68,8%”, destacou.
Presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra, ressaltou que o hospital de campanha no AME Santo André vai reforçar a capacidade de atendimento dos municípios para enfrentar a pandemia. “Vamos buscar todas as alternativas e soluções para não deixar ninguém sem atendimento médico. Todas as cidades estão mobilizadas em garantir ampliação dos leitos, controle da curva de contágio e em imunizar com rapidez e eficiência. Medidas protetivas para preservar vidas e minimizar danos”, afirmou.
Postado por Maíra Oliveira em 18/mar/2021 -
O Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC) completa nesta quinta-feira, 18 de março, um ano como Centro de Referência do Coronavírus. Em tempo recorde, a unidade qualificada para o atendimento de média e baixa complexidade foi completamente readequada, passando a receber exclusivamente pacientes de Mogi das Cruzes e região do Alto Tietê com a Covid-19.
Ao todo são 54 leitos de UTI e 70 de Enfermaria, além de pronto atendimento para casos suspeitos da doença. Durante um ano, foram realizados 39 mil atendimentos e 2.300 internações por mais de 650 profissionais envolvidos na assistência. Os números impressionantes demonstram o tamanho do desafio assumido pelas equipes, que enfrentam agora o pior momento da pandemia, com taxas de ocupação que chegam a 120%.
“Em um ano como Centro de Referência do Coronavírus, passamos por alguns picos de atendimento, mas nunca chegamos a um ponto tão preocupante como o que estamos vivendo hoje. A rotina é intensa e os profissionais trabalham bastante preocupados com os números atuais e o aumento dos casos, que nos colocam muito próximos do limite da unidade”, informa a diretora-geral do HMMC, Heloísa Molinari Nascimento.
Segundo a gestora, um ponto que é trabalhado constantemente junto aos colaboradores é a motivação. “Todos estão dando o melhor de si, mas sabemos que não é fácil sair do hospital e ver tantas pessoas circulando sem máscara, reportagens de festas e aglomerações. Internamente lidamos com um cenário extremamente preocupante, mas nem sempre vemos essa realidade refletida do lado de fora. Isso chateia muito, pois sabemos que as pessoas que não estão se cuidando, que não respeitam as medidas preventivas, em algum momento estarão ocupando um leito e piorando ainda mais o atual cenário”.
De acordo com o Boletim Covid-19 da Prefeitura de Mogi das Cruzes, a cidade registrou até 17 de março 19.510 casos confirmados, com 15.823 pacientes curados, 2.897 ativos e 790 óbitos. As taxas de ocupação de leitos atingiram 100% nas UTIs e 91,1% nas enfermarias.
“Não tenho dúvidas de que esse é o momento mais alarmante que já vivemos na pandemia. Por isso, precisamos reduzir as taxas de transmissão da doença enquanto há tempo. Quem baixou a guarda e diminuiu as medidas de proteção precisa retomar com urgência. A população deve usar máscara sempre, assim como o álcool gel e lavar as mãos frequentemente. É muito importante evitar aglomerações. Chegamos ao ponto em que sair de casa é um grande risco. Portanto, se for possível ficar em casa, não tenha dúvida de que é a melhor opção neste momento. Precisamos de todo apoio possível, especialmente da população, para evitar que cheguemos em um ponto em que seja impossível retroagir”, alerta a diretora Heloísa Molinari Nascimento.
Postado por Eduardo Nascimento em 18/mar/2021 -
O curso de Farmácia do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) realiza nesta quinta-feira (18/03) a campanha virtual “Farmacêuticos contra a dengue, zika, chikungunya e febre amarela”. Em função da pandemia de Covid-19, a ação que tradicionalmente ocorre nos ambulatórios de especialidades do campus desta vez será realizada no formato virtual, com ‘lives’ no YouTube das 10h às 12h e das 20h30 às 22h30.
Este será o quinto da ação, que visa orientar a população contra o mosquito Aedes aegypti, as doenças por ele transmitidas, além de destacar a importância da eliminação dos criadouros.
“O objetivo principal da campanha é alertar para os principais sintomas e as diferenças entre a dengue, zika e chikungunya, bem como a febre amarela, que também pode ser transmitida pelo Aedes aegypti. Buscaremos orientar a população sobre as caraterísticas do mosquito para a correta identificação, além de apresentarmos medidas eficientes de eliminação dos criadouros, a respeito do uso adequado de repelentes e sobre os medicamentos que devem ser evitados por conter ácido acetilsalicílico, pois podem agravar o estado clínico de pessoas infectadas”, detalha a coordenadora do curso de Farmácia da FMABC, Dra. Sonia Hix.
Entre as palestrantes que estarão passando as orientações nas ‘lives’ estão docentes: Alaíde Mader Braga Vidal, que falará sobre “Transmissores e prevenção”; Viviana Galimberti Arruk e Registila Libania Beltrame, que estarão debatendo “Arboviroses: características biológicas dos vírus e resposta imune às infecções virais”; Flávia Gehrke, que abordará a “Plataforma genética”; e Ana Elisa Prado Coradi, que comandará explanação sobre “Sinais, sintomas, tratamento e uso de repelentes”.
Para acompanhar as ‘lives’ basta acessar o YouTube pelos links https://youtu.be/0YhU-yRjkm8 (manhã – 10h) e https://youtu.be/x_k21DPdSg0 (noite – 20h30).
Postado por Maíra Oliveira em 12/mar/2021 -
A professora da disciplina de Saúde Coletiva do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e presidente do Centro de Estudos de Saúde Coletiva (CESCO), Dra. Silmara Conchão, foi uma das convidadas do “I Seminário Sobre Trote, Bullying, Cyberbullying e outras violências”, organizado pelo Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), campus de Uberlândia, em Minas Gerais. O evento on-line foi transmitido pelo canal oficial da instituição no YouTube, dias 11 e 12 de março.
O encontro discutiu, em mesa redonda com outros especialistas, as práticas de intimidação no ambiente educacional, experiências exitosas de recepção de calouros, efeitos dos trotes abusivos, dinâmicas sociais e desafios das instituições de ensino em relação ao tema.
Entre os temas abordados pela docente esteve a experiência no acolhimento de novos universitários de forma humanizada, respeitosa e integrativa. Na FMABC, a professora é responsável pela coordenação do Núcleo de Recepção ao Discente, ligado à Câmara de Graduação. Em fevereiro, a comissão realizou pela primeira vez – em razão da pandemia – a recepção a distância de 348 novos alunos do Centro Universitário, com planejamento antecipado, participação da Reitoria e de diversos docentes. A atividade durou três dias. “A ideia foi receber os ingressantes de forma acolhedora, mesmo a distância, além de promover a integração de todos os cursos da graduação e facilitar a comunicação entre eles e deles com a instituição. Crescemos juntos com mais esta lição aprendida. Neste seminário, queremos divulgar a experiência para que outras instituições de ensino brasileiras possam reproduzir a iniciativa. Atingimos os nossos melhores resultados, pois fomos muito bem avaliados por nossos ingressantes. É uma forma de sair dos livros e dar exemplo de compromisso, entusiasmo e trabalho em equipe”, resume a docente.
Em 2019, a professora defendeu a tese de doutorado “Faculdade de medicina, ame-a ou deixe-a – Um estudo intersetorial sobre o trote universitário”, que está prestes a ser lançada em formato de livro pela Editora Hucitec. Será a segunda obra publicada pela autora sobre o tema. Em 2012, com apoio dos alunos do curso de Medicina e do Centro de Estudos de Saúde Coletiva da FMABC, Silmara também escreveu com outros dois professores, Marco Akerman e Roberta Cristina Boaretto, o livro “Bulindo com a universidade: um estudo sobre o trote na Medicina”, editoras Hucitec e Rede Unida. A obra discute os motivos dos alunos se submeterem ao trote – muitas vezes abusivo e violento – na entrada e permanência na faculdade, assim como revela as práticas trotistas e seus efeitos na comunidade acadêmica.
Postado por Maíra Oliveira em 12/mar/2021 -
Os cuidados com a saúde ao longo da vida e a prevenção são a melhor forma de obter uma vida longa e saudável. As mulheres apresentam peculiaridades relacionadas a vários âmbitos da saúde e atravessam períodos diferentes ao longo da vida, o que exige a necessidade e o hábito de realizar avaliações preventivas periódicas.
Pensando no tema, a seção de Educação Permanente do Polo de Atenção Intensiva (PAI) em Saúde Mental da Baixada Santista, em parceria com a Comissão Interna de Humanização e a nutricionista Francislene de Paula Cruz, promoveu dias 8 e 9 de março uma homenagem ao Dia Internacional das Mulheres para destacar a importância dos cuidados com a saúde feminina e da realização de exames periódicos.
A abertura da atividade, transmitida virtualmente pela plataforma Zoom, foi realizada pela enfermeira da Educação Permanente, Deisy dos Santos, e a gerente sênior da unidade, Karla Lower. Também houve palestra conduzida por uma voluntária biomédica, Katucha Rocha Farias, com o tema “Saúde da Mulher – A Construção do Cuidado Integral”.
O conteúdo abordou exames específicos de acordo com o histórico e as características de cada mulher, orientações em relação à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e cuidados relacionados à contracepção, além de informações relevantes sobre hábitos de vida e antecedentes de saúde física e mental.
Ao todo, 30 colaboradoras participaram da palestra e 50 receberam cartões com palavras de motivação e folhetos informativos sobre cuidados específicos de saúde que devem ser tomados de acordo com as faixas etárias. “O check-up feminino é uma avaliação abrangente que deve ser individualizada e personalizada, podendo proporcionar melhoria da qualidade de vida da mulher. Portanto, a todas as guerreiras mulheres, mães, crianças, idosas, donas de casa, empreendedoras, trabalhadoras e chefes de família: amem-se, cuidem-se e previnam-se”, disse a enfermeira Deisy dos Santos.
Postado por Maíra Oliveira em 12/mar/2021 -

A enfermeira Letícia Tavares de Andrade, 38 anos, trabalha no HMU há um ano – Foto: Omar Matsumoto/PMSBC
“O dia da Mulher é todo dia. O lembrete dessa data – 8 de março – é para enfatizarmos a importância de seu papel na sociedade”. A declaração é de Kátia Magalhães, 40 anos, médica ginecologista obstetra, que atua no Hospital Municipal Universitário (HMU) de São Bernardo, referência no atendimento humanizado às mulheres, gestantes e bebês, ao reafirmar a força e a coragem das profissionais de Saúde que enfrentam a Covid-19.
Kátia é uma das heroínas que ajudam a trazer cerca de 380 bebês ao mundo por mês. “Estamos vivendo uma situação muito delicada. Infelizmente, ainda há muitas dúvidas para a gestante: como a doença se comporta na gestação, com o feto e como isso se encaminha depois. Mas estamos fazendo o melhor para proteger mãe e filho”, disse.
Além de Kátia, a Prefeitura de São Bernardo conta com 7.930 mulheres na rede municipal de Saúde, dentro de um universo de 10 mil funcionários. Elas representam 80%. Segundo a diretora do HMU, Dra. Mônica Carneiro, isso também se reflete dentro do hospital, que conta com 1.049 funcionárias, que representam 90% dos profissionais. “Como o atendimento neste hospital é 100% às mulheres, a identificação entre elas acaba sendo muito maior no acolhimento”, disse.
Entre os hospitais mantidos pelo município, o HMU é o que registra o menor número de infectados pela Covid-19. Em quase um ano, houve 131 atendimentos em mulheres com diagnóstico confirmado com a doença, além de 65 internações (44 em enfermaria e 21 em UTI).
Para a Dra. Mônica, tudo é fruto de muito cuidado e respeito aos protocolos. “Os maiores desafios foram como manejar a doença e criar uma rotina: instituir o uso da máscara, o que fazer durante o trabalho de parto, que pode durar de 7 a 8 horas, isolar pacientes suspeitas, mas as estatísticas mostram que nosso trabalho tem sido efetivo”, disse.
É DIA DE CELEBRAR
Para a vigilante Arlete dos Santos Beveuto, 39 anos, que trabalha há 2 anos no HMU, o dia é de reflexão. Parte de uma profissão, até então, dominada por homens, Arlete sonha que toda mulher seja reconhecida pelo que faz. “Infelizmente, há muito preconceito, especialmente em relação às mulheres que atuam na área da Segurança. Estamos trabalhando para provar o contrário”, afirmou.
Para a dona de casa Aline dos Santos, 26 anos, moradora do Selecta, o maior presente que poderia ter recebido no Dia Internacional da Mulher foi o nascimento da filha Valentina, no dia 6 de março, no HMU. “Meu sonho é que o mundo seja muito melhor para quando minha bebê crescer. Não basta enfrentar uma pandemia. Ainda há mulheres que sofrem com a violência doméstica, a falta de liberdade de ir e vir, e o preconceito em relação ao emprego”, lamentou.
A enfermeira Letícia Tavares de Andrade, 38 anos, que trabalha no HMU há um ano, acredita que a data tem o objetivo de mostrar a força da mulher. “Ela não é só mãe, dona de casa ou profissional. A mulher engloba todos esses papeis. E todas merecem ter reconhecimento por tudo o que fazem. Mas, nosso maior desafio é vencer o vírus para que todos possam voltar a ter uma vida normal”, finalizou.