Postado por Akira Suzuki em 04/ago/2026 -

A mãe, Ana Gleyce Batista, e a paciente, Giovana Batista Tacco
Foi durante uma gripe forte, dessas que costumam passar de mãe para filha em poucos dias, que Ana Gleyce Batista percebeu que algo não ia bem com Giovana Batista Tacco, carinhosamente apelidada de Gigi. As duas contraíram o vírus praticamente ao mesmo tempo e, enquanto Ana Gleyce se recuperava sem grandes sustos, a filha, de 20 anos, começou a apresentar falta de ar já na manhã seguinte.
Giovana tem lisencefalia, uma condição rara em que o cérebro não desenvolve completamente suas dobras características — o que os médicos chamam, em termos mais simples, de “cérebro liso”. A malformação afeta a fala, a coordenação motora e as funções cognitivas, tornando a jovem totalmente dependente dos cuidados da mãe, inclusive nos momentos de crise respiratória.
Diante da piora do quadro, Ana Gleyce fez o que já havia aprendido ao longo de tantos anos cuidando da filha: tentou aliviar os sintomas em casa. Mas dessa vez não foi suficiente. Com o agravamento do cansaço, decidiu buscar atendimento médico para Giovana na UPA 24h de Peruíbe.
Foi ali, ainda na emergência, que a equipe percebeu a gravidade da situação e priorizou o atendimento. Horas depois, veio a notícia que surpreendeu a família: Giovana seria transferida para o recém-inaugurado Hospital Municipal de Peruíbe (HMP), localizado ao lado da UPA.
“Eu nem pensei no hospital. Acho que nem lembrei”, contou Ana Gleyce, relembrando que a cidade passou quase 40 anos sem uma estrutura hospitalar própria. A surpresa logo deu lugar ao alívio. Segundo ela, a equipe já aguardava a chegada de Giovana e recebeu mãe e filha com um cuidado que descreve como raro de encontrar.
“Eu senti um atendimento humanizado. Perguntavam sobre o histórico dela, sobre o que trazia conforto para ela”, relatou. Uma fisioterapeuta chegou a levar Giovana para tomar sol em uma área externa da unidade. Um gesto simples que, segundo a mãe, fez toda a diferença no ânimo da filha durante a internação.
Fora do hospital, Ana Gleyce trocou as tesouras e escovas de cabeleireira pela dedicação integral à filha. Hoje, também é voluntária no Vovozes Encantadas, grupo de mulheres que leva histórias a crianças em situação de vulnerabilidade. Além de narrar as histórias, participa da criação dos recursos utilizados nas apresentações, como bonecos e figurinos.
“Somos um grupo de mulheres dispostas a servir à sociedade levando amor e carinho. Essas crianças são a nossa alegria”, resumiu. Foi essa mesma disposição para agradecer que a levou a compartilhar publicamente a experiência vivida no HMP. “A gratidão é o que nos move”, afirmou, ao encerrar o relato sobre a passagem da filha pela unidade.

O diretor técnico da unidade, Dr. Cezar Kabbach, a gerente de enfermagem, Flávia Aparecida Vilela, e o diretor administrativo, Kaian Teixeira Volasco
CUIDADO QUE GERA APRENDIZADO
O caso de Giovana também deixou marcas em quem trabalha no hospital. O diretor técnico da unidade, Dr. Cezar Kabbach, tem uma relação especial com o HMP: ele estava presente em 1989, quando foi lançada a pedra fundamental do equipamento, e hoje se considera o médico mais antigo em atividade no município.
“Às vezes a gente vai fechando um ciclo na vida. Essa também está sendo a minha missão: ajudar a construir esse sonho, que é o sonho da nossa cidade”, afirmou.
Sobre o episódio de Giovana, ele destacou a importância do vínculo formado entre a mãe e a equipe de enfermagem. “A mãe sabia como trocá-la, como ela dormia, como se alimentava. A enfermagem aprendeu muito com essa mãe”, relatou.
Para Flávia Aparecida Vilela, gerente assistencial do hospital, receber elogios como o de Ana Gleyce reforça o propósito do trabalho diário da equipe. “O tratamento não está apenas na medicação. Está no acolhimento, na humanização e, principalmente, na empatia”, afirmou.
Segundo a gerente, o cuidado se estende também a quem acompanha o paciente, já que a rotina de internação costuma ser exaustiva para os familiares. “Temos muita preocupação em cuidar também do cuidador”, completou.
Inaugurado em 18 de junho, o Hospital Municipal de Peruíbe começou a receber pacientes em 22 de junho. Até o dia 31 de julho, a unidade registrou 61 internações, sendo 20 na UTI Adulto e 41 na Clínica Médica, a maioria de pacientes idosos.
Os principais motivos de internação no período foram problemas respiratórios, responsáveis por 37,7% dos casos, seguidos por condições cardiovasculares, com 21,3%, e geniturinárias, com 19,7%.
Administrado pela Fundação do ABC em parceria com a Prefeitura de Peruíbe, o hospital é 100% dedicado ao Sistema Único de Saúde (SUS) e programa para os próximos meses a abertura de novos serviços.

Atividades do grupo Vovozes Encantadas, do qual Ana Gleyce faz parte (fotos: arquivo pessoal)
Postado por Akira Suzuki em 04/ago/2026 -

Integrantes do NEA no Cristo Redentor (foto: Divulgação/FMABC)
Pelo terceiro ano consecutivo, o Cristo Redentor, um dos principais símbolos do Brasil e uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, foi iluminado na cor laranja em apoio à conscientização sobre o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH). A ação ocorreu na noite de 1º de agosto, em alusão à Semana Nacional de Conscientização do TDAH, e integrou a campanha “Conscientização do TDAH sem Rótulos”.
A iniciativa é promovida pelo Movimento Dislexia TDAH do Grande ABCD, com participação ativa de integrantes do Núcleo Especializado em Aprendizagem Interdisciplinar do Centro Universitário FMABC (NEA-FMABC) e apoio da Cellera Farma. O objetivo é ampliar o conhecimento da população sobre o transtorno, incentivar a identificação dos sinais, promover o diagnóstico precoce, fortalecer a inclusão e estimular o acesso ao tratamento adequado.
A iluminação do Cristo Redentor em homenagem à causa teve início em 2024, em uma ação pioneira idealizada pelo movimento. Desde então, passou a integrar o calendário anual da campanha de conscientização. Ao longo desse período, a parceria entre o NEA-FMABC e o Santuário Cristo Redentor foi ampliada, incluindo atividades educativas, palestras para colaboradores e outras iniciativas voltadas à disseminação de informações sobre os transtornos do neurodesenvolvimento.
“O monumento iluminado desperta a curiosidade de milhares de pessoas e amplia o alcance da mensagem sobre o TDAH. A conscientização é um passo essencial para reduzir o preconceito, favorecer o diagnóstico precoce e garantir que crianças, adolescentes e adultos tenham acesso ao tratamento e ao acolhimento necessários”, destaca Alessandra Caturani, coordenadora do NEA-FMABC.
O TDAH é um transtorno do neurodesenvolvimento caracterizado por padrões persistentes de desatenção, hiperatividade e impulsividade, capazes de interferir no desempenho escolar, profissional, social e familiar. Apesar dos desafios, o diagnóstico precoce e o acompanhamento multiprofissional possibilitam melhora significativa na qualidade de vida das pessoas com o transtorno.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a prevalência estimada do TDAH no Brasil é de 7,6% entre crianças e adolescentes de 6 a 17 anos, de 5,2% entre adultos de 18 a 44 anos e de 6,1% na população com mais de 44 anos.
Além de agradecer ao Santuário Cristo Redentor pela parceria, os organizadores ressaltam que a continuidade da iniciativa demonstra o fortalecimento da mobilização nacional em torno da conscientização sobre o TDAH. A campanha busca combater estigmas, incentivar a busca por informação qualificada e reforçar que o diagnóstico e o tratamento podem transformar a trajetória de pessoas com o transtorno.
O NEA-FMABC foi fundado por voluntários e hoje é reconhecido como referência nacional e internacional pelo trabalho de avaliação interdisciplinar voltado às dificuldades de aprendizagem, fundamentado em protocolos clínicos supervisionados e atualizados periodicamente. Mais informações sobre o Núcleo podem ser acessadas no perfil @nea.inter.fmabc no Instagram.
Postado por Akira Suzuki em 04/ago/2026 -

Foram atendidos cerca de 300 pacientes (foto: Gabriela Gonçalves/PMSCS)
“Excelente”. Foi assim que o auxiliar de expedição Washington da Silva Brito definiu o Mutirão de Ortopedia, estratégia adotada pela Prefeitura de São Caetano do Sul, dentro do Programa Sanca Saúde em Dia, para agilizar os atendimentos.
O morador do Bairro Olímpico foi um dos 298 pacientes atendidos pela ação no dia 1º de agosto, no Atende Fácil Saúde. Somadas as outras especialidades, quase mil moradores foram atendidos no local no fim de semana, inclusive no domingo.
Washington foi encaminhado ao ortopedista em virtude de dores no joelho, que se intensificaram com o tempo. “O doutor me examinou, já retirei os medicamentos, agendei os exames (ressonância magnética e raio X) e marquei o retorno. Então o atendimento foi ótimo. Super rápido e eficiente”, elogiou.
Para esta edição do mutirão de Ortopedia foram agendados 422 pacientes. No entanto, mesmo após confirmação, 123 não compareceram, resultando no elevado índice de 29% de absenteísmo. O paciente que falta a um procedimento de Saúde previamente marcado, além de impedir que a ação chegue a outras pessoas, atrapalha o seu próprio atendimento e gera custos ao município.
O mutirão é realizado dentro do novo contrato de assistência ortopédica, assinado em maio. Conforme a necessidade identificada pelo médico, são realizados exames complementares, como radiografia, ultrassonografia e tomografia (alguns no próprio dia da primeira consulta), assegurando que o paciente conclua seu diagnóstico de forma mais rápida e resolutiva.
“O atendimento foi ótimo. Fui atendido super bem. Agora vou fazer os exames e depois retornar com o médico para resolver o problema”, afirmou o aposentado Antônio Carlos Miranda, de 75 anos, morador do Bairro Santa Maria.
O novo contrato de assistência ortopédica duplicou a capacidade de atendimento, de 1,2 mil para 2,4 mil consultas ambulatoriais por mês, enquanto a capacidade de realização de cirurgias mensais passou de 45 para 85. Abrange ortopedia geral, coluna, joelho, mão, ombro, quadril, pé, tornozelo e pediátrica.
Desde que o acordo foi assinado, houve redução de 39% na fila de espera da Ortopedia no município.
Postado por Akira Suzuki em 31/jul/2026 -

Encontro é considerado um dos principais eventos da disciplina (foto: Divulgação/FMABC)
O Centro Universitário FMABC, em Santo André, receberá no dia 15 de agosto a terceira edição do Simpósio de Psiquiatria do Centro de Estudos em Saúde Mental (CESM/FMABC), um dos principais eventos da especialidade na região do ABC Paulista. O encontro reunirá médicos, residentes, estudantes e profissionais da saúde para um dia de atualização científica voltado aos avanços da psiquiatria contemporânea e à aplicação prática do conhecimento na assistência aos pacientes.
Com o tema “Da emergência ao consultório”, o simpósio abordará situações frequentes da prática clínica, promovendo discussões baseadas em evidências sobre diagnóstico, tratamento e manejo de transtornos mentais. A programação contempla palestras e debates sobre emergências psiquiátricas, transtornos do humor, psicogeriatria, psiquiatria da infância e adolescência, dependência química, patologia dual, transtorno do jogo, medicina do estilo de vida e psiquiatria forense, entre outros assuntos de grande relevância para a assistência em saúde mental.
O evento contará com um corpo docente formado por algumas das principais referências brasileiras da especialidade, entre elas os doutores Arthur Guerra, Cíntia Perico, Danilo Antonio Baltieri, Diego Tavares, Eric Balliari, Fabricia Signorelli, Gilberto D’Elia, Henrique Paiva, Rafael Brandes Lourenço e outros profissionais reconhecidos nacionalmente por sua atuação na assistência, pesquisa e ensino.
O simpósio reforça o compromisso do Centro Universitário FMABC com a produção e a disseminação do conhecimento científico, promovendo um ambiente de integração entre ensino, pesquisa e assistência. A iniciativa também fortalece a formação continuada de profissionais da saúde e estimula o intercâmbio de experiências entre especialistas, residentes e estudantes, contribuindo para uma prática médica cada vez mais qualificada.
Coordenado pelo Centro de Estudos em Saúde Mental (CESM/FMABC), o encontro busca aproximar a produção acadêmica da realidade vivenciada nos serviços de saúde, proporcionando aos participantes uma programação voltada à tomada de decisões clínicas baseadas em evidências e às demandas atuais da psiquiatria.
O evento é destinado a estudantes de graduação, residentes, profissionais da equipe multiprofissional e médicos. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas pelo site www.simposiodepsiquiatriacesm.com.br.
Postado por Akira Suzuki em 30/jul/2026 -

O atendimento leva em conta os costumes da etnia indígena (foto: Divulgação/PMSBC)
Em uma ação pioneira e inédita, equipe do Hospital de Câncer Padre Anchieta (HCA) de São Bernardo esteve em 24 de julho na aldeia Pinheiroty, na região do Pós-Balsa. Na companhia da equipe Lilás de Saúde da Família da UBS (Unidade Básica de Saúde) Santa Cruz, os profissionais foram realizar um encontro de diálogo e integração com os moradores da aldeia, e especialmente com as pessoas que estão cuidando de uma das indígenas, que é paciente oncológica do hospital. O objetivo foi alinhar os cuidados médicos às práticas tradicionais daquela comunidade, garantindo o cuidado, a adesão ao tratamento e o respeito à cultura.
A paciente está passando por cuidados paliativos, que visam minimizar os sintomas e garantir qualidade de vida. A articulação para a visita da comitiva do Hospital de Câncer foi articulada entre a médica da equipe Lilás de Saúde da Família da UBS Santa Cruz, Dra. Sônia Seng, e a coordenadora da Oncologia do Hospital de Câncer, Claudia Sette, que também participaram da visita. A iniciativa foi da Dra. Sônia, que acompanha toda a população indígena aldeada da cidade.
“Temos uma paciente que tem uma questão mais grave e considerando a dificuldade do tratamento dela, fico muito feliz que o Hospital Anchieta acatou essa necessidade e eles estão aqui para poder melhorar o vínculo com ela e também auxiliar na construção do cuidado que ela precisa para lidar com a doença”, relatou a médica. “Esse contato melhora o vínculo e os cuidados que poderão ser ofertados”, finalizou.
A gerente técnica assistencial do Hospital de Câncer, Tais Zampieri Vassi, explicou que foi a primeira vez que o hospital atendeu uma paciente indígena aldeada e que o encontro teve como propósito orientar e informar a paciente e seus cuidadores, mas também fortalecer o vínculo deles com a instituição.
INICIATIVA INÉDITA
“O nosso propósito é promover uma interação com as pessoas que vivem na aldeia para que a gente possa fazer o melhor cuidado para essa paciente sem ferir a cultura dela e da comunidade”, destacou Tais. “Isso é uma coisa inédita, nunca foi feita uma ação deste tipo e nós também nunca tínhamos atendido uma paciente aldeada. Tem a questão do idioma que precisa ser superada (a maioria dos indígenas dessa aldeia fala o guarani), tem os costumes que eles têm, a valorização do território, do estar em comunidade, então tudo isso está sendo levado em consideração”, completou. “O Hospital Anchieta tem a humanização com um valor muito importante e essa nossa ação vai nos permitir promover um cuidado muito melhor”, frisou.
Morador da aldeia e agente de saúde indígena, Hoeli Vitorino avaliou que a visita da equipe do Hospital de Câncer à comunidade é muito importante para que todos eles possam auxiliar nos cuidados com a paciente. “A gente não sabe como lidar com essa questão, como cuidar da saúde dela. Então, por meio da equipe de saúde, nós também podemos ajudar para ela poder viver bem e tranquila”, concluiu.
Além das pessoas citadas, participaram do encontro a médica paliativista Juliana Cristina Pacheco, a enfermeira oncológica Luana Santana, a assistente social Priscila Martins, a enfermeira paliativista Ana Paula Bovolon e a enfermeira navegadora Ana Beatriz Santana, todas profissionais do Hospital de Câncer. Estiveram presentes também os outros integrantes da equipe Lilás de Saúde da Família da UBS Santa Cruz: a enfermeira Valéria Dutra, o educador social Francisco Martin e a agente comunitária de saúde, Areli Acioli.
ALDEIAS
A região do Pós-Balsa concentra quatro aldeias indígenas onde vivem cerca de 180 pessoas, todos da etnia Guarani Mbya: Guyrapaju, Pinheiroty, Nhamandu Mirim e Kuaray Rexakã. Elas estão na Reserva Indígena Tenondé Porã, que compreende um território de 15.969 hectares no extremo sul de São Paulo, São Bernardo, Mongaguá e São Vicente.
Postado por Akira Suzuki em 30/jul/2026 -

Objetivo foi reduzir a fila de espera (foto: Divulgação/FMABC)
O Centro Universitário FMABC realizou, em 24 de julho, um mutirão de atendimento neurológico para cerca de 230 moradores de cidades da região do Grande ABC. A ação aconteceu em cinco salas dos Anexos II e III da instituição de ensino e contou com a participação de professores, médicos residentes, estudantes e voluntários.
O mutirão foi planejado com o objetivo de reduzir as filas de espera dos municípios, que encaminharam os pacientes por meio das unidades básicas de saúde e dos centros de especialidades da região. O foco foi atender pessoas com queixas relacionadas a problemas de memória e que ainda não haviam recebido diagnóstico.
O serviço contou com etapas de triagem, avaliação e aplicação de testes cognitivos, com encaminhamento para exames ou consultas, quando necessário. A ação foi organizada pela disciplina de Neurologia do Centro Universitário FMABC, em parceria com a Coordenação dos Ambulatórios da instituição.
Para o Prof. Dr. Renato Anghinah, titular da disciplina e um dos responsáveis pela supervisão e triagem dos atendimentos, um mutirão desse tipo é essencial para integrar futuros profissionais e a população.
“É muito importante ter ações como essa. Elas reforçam a união do grupo, porque, como os pacientes passam por diferentes estações de atendimento, é necessária uma cooperação afinada entre as equipes para permitir o funcionamento da atividade e o direcionamento correto. Essa vivência é essencial para os alunos”, explica.
Pacientes e familiares das pessoas atendidas pelo mutirão relataram o alívio de receber um direcionamento em relação aos tratamentos e a confiança de poder contar com o serviço oferecido por professores, médicos e estudantes presentes no Ambulatório.
Para Karina Garcia, que acompanhou o pai, Jorge, o atendimento representa uma nova direção para o tratamento. “Meu pai apresentou sinais como perda de memória e repetição das mesmas frases. Há cerca de um ano, existe a suspeita de demência frontotemporal, mas ainda falta a conclusão do diagnóstico. Precisamos de especialistas como os que nos atenderam hoje para saber quais serão os próximos passos”, explica.
Postado por Akira Suzuki em 30/jul/2026 -

Ação foi conduzida por psicólogas (foto: Patrícia Ribeiro/PMSBC)
O Hospital da Mulher de São Bernardo, unidade do Complexo de Saúde municipal, promoveu, no dia 21 de julho, a palestra “Gestão de Conflitos no Ambiente Hospitalar”. A atividade, que faz parte da programação da SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho), reuniu colaboradores para promover uma reflexão sobre a importância da comunicação, da inteligência emocional e do autocuidado na construção de um ambiente de trabalho mais colaborativo, saudável e seguro, contribuindo para o fortalecimento das relações de trabalho no ambiente hospitalar.
Conduzida pelas psicólogas do Trabalho Rosanna Norinho Dias e Rosinei Pereira Arias, a palestra abordou os principais fatores que favorecem o surgimento de conflitos no ambiente hospitalar, como a alta demanda de atendimentos, a pressão assistencial, a sobrecarga de trabalho, o contato constante com o sofrimento e as falhas de comunicação. As profissionais explicaram que, em situações de pressão e estresse, é natural que as pessoas reajam de forma mais impulsiva, tornando ainda mais importante reconhecer os sinais de tensão e investir em uma comunicação respeitosa para prevenir conflitos antes que eles se agravem.
SINAIS DE ALERTA
“A gestão de conflitos vai além da resolução de problemas. Ela envolve reconhecer sinais de alerta, compreender os limites individuais e utilizar estratégias de comunicação que reduzam a tensão antes que ela evolua para comportamentos agressivos”, destacou Rosanna. “Equipes preparadas conseguem intervir de forma mais segura, preservando as relações de trabalho e favorecendo uma assistência mais humanizada e segura para pacientes e colaboradores”, completou.
Além da abordagem teórica, a palestra contou com uma dinâmica em grupo que demonstrou, na prática, como uma mesma informação pode ser interpretada de maneiras diferentes por cada pessoa. A atividade evidenciou que percepções distintas fazem parte das relações humanas e reforçou a importância da comunicação clara, da escuta ativa e da empatia para evitar falhas de entendimento que podem gerar conflitos no ambiente de trabalho.
“Os conflitos não precisam ser vistos como algo negativo. Quando conduzidos com inteligência emocional, diálogo e respeito, eles podem fortalecer as relações, melhorar o trabalho em equipe e promover um ambiente mais saudável para profissionais e pacientes”, afirmou Rosinei.
INTELIGÊNCIA EMOCIONAL
Outro tema abordado foi a importância da inteligência emocional para compreender e regular as próprias emoções, permitindo respostas mais conscientes diante de situações de pressão. As psicólogas também ressaltaram que o autocuidado é um fator essencial para preservar a saúde mental dos profissionais, recomendando práticas como manter uma boa qualidade do sono, realizar atividades físicas, dialogar com colegas e lideranças, fazer pausas durante a rotina e buscar suporte psicológico sempre que necessário.
A ação integrou as iniciativas de educação permanente desenvolvidas no Hospital da Mulher, reforçando o compromisso da unidade com a valorização dos colaboradores e a promoção de um ambiente de trabalho cada vez mais acolhedor, colaborativo e preparado para os desafios da assistência em saúde.
Postado por Akira Suzuki em 30/jul/2026 -

Orquestra é ligada a grupo religioso (foto: Patrícia Ribeiro/PMSBC)
Acordes de instrumentos clássicos ecoaram pelos corredores das alas de internação do Hospital de Urgência (HU) de São Bernardo, levando emoção a pacientes, familiares e colaboradores na unidade. A apresentação da Orquestra Darpe (Departamento de Assistência Religiosa para Evangelização), grupo musical voluntário da Congregação Cristã no Brasil, transformou, por alguns instantes, a rotina da unidade em um ambiente de serenidade, proporcionando momentos de conforto e esperança para quem enfrenta os desafios da internação.
A iniciativa integra as ações de humanização desenvolvidas pelo hospital e tem como objetivo tornar a permanência na unidade mais acolhedora, oferecendo bem-estar não apenas aos pacientes, mas também aos acompanhantes e profissionais de saúde. A visita da orquestra é feita periodicamente.
De acordo com o diretor técnico do Hospital de Urgência, Dr. Roger Holanda, a proposta é fortalecer iniciativas que contribuam para um ambiente mais leve, especialmente em uma unidade voltada ao atendimento de urgência e emergência.
“O Hospital de Urgência atende pacientes em situações graves, o que, naturalmente, torna o ambiente mais tenso. A música ajuda a amenizar esse clima, levando paz e conforto para pacientes, familiares e também para os nossos colaboradores. Nosso objetivo é fortalecer cada vez mais iniciativas que promovam um cuidado mais humano”, pontuou Dr. Roger.
ATENDIMENTO HUMANIZADO
Além da apresentação da orquestra, o hospital já desenvolve outras ações voltadas ao bem-estar dos pacientes, como visitas de cães adestrados aos leitos e atividades promovidas por grupos de palhaçaria hospitalar.
Acompanhante, Roberto Pedroso Bento descreveu o momento como um gesto de carinho em meio ao período delicado vivido pela família. “Foi um momento maravilhoso. Minha mãe está internada e viver essa experiência trouxe conforto para todos nós. Também só tenho elogios ao atendimento do hospital, que tem cuidado muito bem dela durante esse período.”
APRESENTAÇÕES VOLUNTÁRIAS
A Orquestra Darpe realiza apresentações voluntárias em hospitais, casas de repouso e instituições de acolhimento da região. Segundo um dos integrantes e responsável pelo grupo, Presley Targino, a missão é utilizar a música como instrumento de apoio emocional para quem enfrenta momentos de fragilidade.
“Queremos levar esperança e conforto por meio da música. É comum encontrarmos familiares emocionados, pacientes sorrindo e crianças curiosas para conhecer os instrumentos. Cada apresentação é única e cada reação reforça o propósito deste trabalho”, completou Targino.
A parceria entre a Orquestra Darpe e o Hospital de Urgência teve início há cerca de um ano, após o convite de um colaborador da unidade que já conhecia o projeto desenvolvido pelo grupo em outros hospitais. Desde então, as apresentações passaram a integrar as ações de humanização da instituição, percorrendo periodicamente os andares de internação e proporcionando momentos de leveza para todos que vivenciam a rotina hospitalar.
Postado por Akira Suzuki em 24/jul/2026 -

Iniciativa traçou relações entre doenças como a malária e ações humanas na cobertura florestal (foto: Divulgação/FMABC)
O GeoLab, laboratório de geoprocessamento do Centro Universitário FMABC que desenvolve projetos de pesquisa e extensão, iniciou, em julho, uma nova etapa de investigação sobre a relação entre as transformações ambientais na Amazônia e a transmissão de doenças por vetores. Desenvolvido em parceria com pesquisadores de diferentes áreas e instituições, o trabalho reúne atividades de pesquisa, extensão e formação científica de estudantes em comunidades rurais da região.
A iniciativa combina diferentes estratégias de investigação, como mapeamento aéreo com drones, análise da cobertura e da estrutura da paisagem, coleta de insetos vetores, aplicação de questionários junto aos moradores e modelagem espacial. Os levantamentos realizados em 2022 e 2024 deram origem a uma série de estudos científicos sobre a influência das alterações ambientais na ocorrência e na transmissão de doenças.
“Durante essa nova etapa, foi iniciado o acompanhamento longitudinal, voltado ao monitoramento das paisagens e à avaliação do potencial de restauração de áreas degradadas com espécies nativas amazônicas. Por envolver processos ecológicos e mudanças ambientais graduais, essa fase deverá se estender por vários anos, de acordo com a continuidade do financiamento e das parcerias locais”, explica Gabriel Laporta, pesquisador do Centro Universitário FMABC e cofundador do projeto.
A nova fase terá como base de comparação os levantamentos realizados em 2022, 2024 e 2026. As campanhas incluem imagens aéreas obtidas por drones, mapas de cobertura da terra, registros de campo, dados entomológicos e informações coletadas nas propriedades rurais. Com a continuidade das expedições, os pesquisadores poderão acompanhar as alterações na vegetação, no entorno das residências e em outros componentes da paisagem, relacionando essas mudanças à dinâmica dos vetores e das doenças estudadas.
Entre os resultados já publicados está uma investigação sobre a relação entre a cobertura florestal e o risco de transmissão da malária. O estudo identificou maior risco em paisagens com cobertura florestal intermediária, próxima de 50%, condição frequentemente associada à fragmentação da floresta. Nesses ambientes, foi observada maior presença de mosquitos do gênero Nyssorhynchus e maiores taxas de infecção dos vetores. A pesquisa também identificou infecções humanas assintomáticas, um fator que pode contribuir para a manutenção da transmissão da doença.
Outra pesquisa analisou a presença do protozoário Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, em triatomíneos associados a palmeiras. Os resultados indicaram maior probabilidade de infecção dos insetos em paisagens mais desmatadas, com influência adicional da distância entre as palmeiras e as residências. O trabalho foi realizado a partir de levantamentos de campo conduzidos em 2022 e 2024, combinados com imagens de drones e satélites e análises moleculares.
Os estudos também avaliam outros vetores importantes para a saúde pública. Uma das pesquisas mais recentes investigou a ocorrência de flebotomíneos, insetos envolvidos na transmissão das leishmanioses, em diferentes ambientes da Amazônia. O trabalho também analisou como a ocupação humana e as características da paisagem influenciam a abundância desses vetores.
Os dados da nova etapa serão consolidados progressivamente após cada campanha de campo. A expectativa é produzir resultados intermediários, como mapas, relatórios, trabalhos acadêmicos e análises de acompanhamento. Uma avaliação mais abrangente dos efeitos das mudanças ambientais e das ações de restauração, no entanto, dependerá da realização de vários ciclos de monitoramento.
Além da produção de conhecimento sobre doenças vetoriais e saúde ambiental, o projeto tem papel importante na formação de estudantes. Entre os participantes está Arthur Lindori, aluno do curso de Biomedicina do Centro Universitário FMABC, que atuou diretamente nas atividades de campo, incluindo a aplicação de questionários junto aos moradores e o apoio às coletas e aos levantamentos realizados nas áreas estudadas.
“A participação de estudantes em expedições e atividades de pesquisa aproxima a formação acadêmica da realidade encontrada em campo”, explica Laporta. No GeoLab, os alunos têm contato com diferentes etapas do trabalho científico, desde a coleta de informações junto às comunidades e o levantamento de dados ambientais até o apoio às análises que posteriormente dão origem a estudos acadêmicos.
As expedições também contam com o veículo oficial do GeoLab, utilizado no deslocamento das equipes e no transporte de equipamentos em áreas rurais de difícil acesso. A estrutura tem sido fundamental para a realização das campanhas de campo e para o fortalecimento das parcerias entre o Centro Universitário FMABC, instituições de pesquisa, órgãos locais e comunidades amazônicas.
Os trabalhos contam com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), por meio de projetos e bolsas, e do Instituto de Pesquisa Translacional em Doenças Infecciosas da Universidade da Carolina do Sul, nos Estados Unidos. A iniciativa reforça a importância da integração entre ensino, pesquisa e extensão para a produção de conhecimento sobre desafios ambientais e de saúde pública que afetam diferentes regiões do país.
Postado por Akira Suzuki em 24/jul/2026 -

Esquema vacinal voltou a ser o de cinco doses (foto: Eric Romero/PMSCS)
Seguindo a recomendação do Ministério da Saúde para todo o País, São Caetano do Sul voltou a aplicar a dose de reforço contra a poliomielite aos 4 anos. Dessa forma, crianças precisam tomar cinco doses no total: aos 2, 4 e 6 meses, além de um reforço aos 15 meses e outro aos 4 anos.
A vacina previne contra a poliomielite e suas complicações. A doença é altamente contagiosa e afeta o sistema nervoso, podendo causar paralisia muscular irreversível e até a morte. O Brasil não registra casos desde 1989 e é considerado área livre da doença, mas a prevenção exige manter a vacinação em dia.
Com a mudança, o esquema vacinal retorna ao modelo adotado no País até 2024, quando eram previstas cinco doses. Todo o esquema é feito com a vacina injetável (VIP), sem a famosa gotinha (VOP).
Para se vacinar, basta comparecer a algum dos 15 locais de imunização com a carteira de vacinação e documento com foto.