Postado por Akira Suzuki em 08/jul/2026 -

Fachada da Clínica Municipal da Visão (foto: Divulgação/PMSBC)
O reforço na prevenção às hepatites virais e os cuidados com a saúde ocular mobilizam as unidades de saúde de São Bernardo ao longo de todo o mês de julho. A prevenção das hepatites é reforçada pela campanha Julho Amarelo. Já em 10 de julho se celebra o Dia Nacional da Saúde Ocular. Os equipamentos de saúde realizam ações informativas com os pacientes e reforço nas testagens.
O Julho Amarelo visa fortalecer o significado das ações de vigilância, prevenção e controle das hepatites virais. De acordo com o Ministério da Saúde, as hepatites virais são infecções que atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves. Na maioria das vezes, são infecções silenciosas, ou seja, não apresentam sintomas. Elas são causadas por vírus e algumas hepatites se dão pelo uso de medicamentos, álcool e outras drogas, assim como por doenças autoimunes, metabólicas ou genéticas.
Para as hepatites virais, conhecidas como Hepatite A, B, C ou D, as principais formas de proteção são a vacinação, não compartilhamento de objetos perfurocortantes e uso de preservativo durante as relações sexuais. Os testes são importantes para o diagnóstico precoce, já que muitas vezes não há sintomas. “Ao longo do mês, vamos intensificar as ações de testagem das hepatites e exibir nas TVs da Policlínica Centro material informativo, além de cartazes que ampliam a visibilidade do tema”, explicou a enfermeira e coordenadora do Programa Municipal de IST/HIV/HV, Gabriela Nogueira Lacerda.
ATENÇÃO BÁSICA
Nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) também serão realizadas atividades de orientação à população, como palestras e rodas de conversa, além de exibição de cartazes sobre o tema e intensificação da oferta de vacinação contra Hepatite B. A Divisão de Saúde Bucal também vai orientar os profissionais da Atenção Básica sobre possíveis manifestações bucais relacionadas às hepatites.
ESPECIALIZADA
O CER VI (Centro Especializado de Reabilitação) intensifica ao longo do mês atividades em celebração ao Dia Nacional da Saúde Ocular, com abordagem dos pacientes sobre o tema e capacitação para os profissionais da rede sobre o atendimento realizado na unidade. “Temos o serviço de reabilitação visual para pacientes com deficiência visual e/ou baixa visão bilateral, que busca promover bem-estar e qualidade de vida, estimulando capacidades, fortalecendo potencialidades para garantir mais independência e participação social”, relatou a coordenadora do CER, Luiza Gallina.
No TEAcolhe, ambulatório multidisciplinar para pessoas com TEA (Transtorno do Espectro Autista), também serão promovidas uma série de ações educativas e orientações sobre os cuidados com a visão, prevenção de doenças oculares, importância das consultas periódicas e adoção de hábitos que contribuam para a saúde dos olhos. Na Clínica Municipal da Visão serão reforçadas as ações de orientação sobre a saúde ocular e sobre Síndrome do Olho Seco.
Postado por Akira Suzuki em 03/jul/2026 -

Integrantes reunidos durante uma das turmas do Treinamento de Humanização promovido pela Fundação do ABC
O cuidado com quem cuida também é uma forma de zelar pelos pacientes. Foi com essa ideia em mente que a rede municipal de saúde de São Caetano do Sul, administrada pela Fundação do ABC em parceria com a Prefeitura, passou a promover o Treinamento de Humanização, voltado aos colaboradores do Complexo Hospitalar, do Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin e das unidades de Atenção Básica e Especializada.
A capacitação é conduzida por Adriana Bonafé, da equipe de Treinamento e Desenvolvimento Corporativo da Fundação do ABC, e propõe, mais do que uma sequência de aulas, momentos de escuta e troca entre os profissionais. Ao longo dos encontros, são discutidos temas como acolhimento, empatia, comunicação e respeito, valores que sustentam boa parte do que se entende hoje por assistência humanizada. A ideia é simples, mas exige constância: reforçar, no dia a dia de cada equipe, práticas que coloquem o paciente — e também o colega de trabalho — no centro do cuidado.
Segundo a organização do treinamento, a proposta vai além da transmissão de conteúdo técnico. Busca-se consolidar a humanização como parte da cultura das unidades, contribuindo para um atendimento mais seguro e acolhedor tanto para pacientes e familiares quanto para os próprios profissionais envolvidos na rotina hospitalar.
A realização das turmas conta com o apoio direto da gestão local das unidades: Rodnei Molina, gerente administrativo; Lídia Salgado, diretora de Recursos Humanos, e Diogo Vital, analista administrativo de RH, todos do Complexo de Saúde de São Caetano do Sul.
O apoio tem viabilizado espaços e horários para que os colaboradores participem das capacitações sem prejuízo ao atendimento à população. Esse suporte da liderança, segundo relatos da própria equipe de treinamento, tem sido determinante para o avanço do projeto.
Os números já demonstram a adesão da equipe à proposta. Até o momento, 210 colaboradores passaram pela capacitação, sendo 81 da Atenção Básica, 90 do Complexo Hospitalar, e 39 do Hospital Albert Sabin. Novas turmas já estão programadas, com o objetivo de ampliar ainda mais o alcance do treinamento e garantir que cada vez mais profissionais da rede tenham contato com essas discussões.
Para a Fundação do ABC, investimentos como esse têm um efeito que ultrapassa a sala de treinamento. Fortalecem a cultura institucional, estimulam o desenvolvimento profissional dos colaboradores e reafirmam, na prática, o compromisso da instituição com uma assistência ética, humanizada e de excelência para toda a população atendida pela rede municipal de São Caetano do Sul.
Postado por Akira Suzuki em 03/jul/2026 -

Equipe do Instituto de Infectologia Emílio Ribas II durante atividade na unidade
Na última semana de junho, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas II – Baixada Santista promoveu um treinamento voltado à avaliação e aos cuidados com lesões. A atividade foi conduzida pela enfermeira Andreia Albuquerque Souza Almeida e reuniu profissionais das equipes de Farmácia, Enfermagem e Nutrição, que atuam de forma conjunta no acompanhamento dos pacientes internados na unidade.
Durante o encontro, foram discutidas técnicas de identificação e classificação de lesões, além de estratégias de tratamento adequadas a cada caso. A proposta era justamente essa: alinhar condutas entre as diferentes áreas, para que o cuidado prestado ao paciente seja mais uniforme, independentemente de qual profissional o esteja atendendo naquele momento.
Iniciativas como essa têm se tornado cada vez mais frequentes na rotina do hospital, que atende exclusivamente pacientes com doenças infectocontagiosas encaminhados pelo Sistema Único de Saúde. Isso porque o cuidado com lesões de pele exige atenção redobrada em um ambiente hospitalar como esse — pacientes imunossuprimidos, por exemplo, tendem a apresentar cicatrização mais lenta, o que torna o manejo correto ainda mais determinante para a recuperação.
A ação também reflete um movimento mais amplo da unidade em relação à qualificação técnica de suas equipes. Não é incomum que o hospital promova capacitações internas ao longo do ano, somando-se a eventos maiores, como os tradicionais Ciclos de Palestras, que reúnem centenas de profissionais da Baixada Santista para debater temas de infectologia.
Vale lembrar que o Instituto de Infectologia Emílio Ribas II está sob gestão da Fundação do ABC desde 2014, e desde então tem passado por uma série de reconhecimentos institucionais. Em 2023, a unidade recebeu a certificação ONA Nível 1, tornando-se a primeira instituição 100% SUS acreditada na Baixada Santista — e, até hoje, a única no Guarujá com esse selo, considerando também hospitais privados. Neste ano, em março, veio a acreditação ONA Nível 2, que avalia critérios ainda mais rigorosos, como a integração entre setores e a padronização de processos.
Postado por Akira Suzuki em 03/jul/2026 -

Palestrantes e lideranças da FUABC
A Fundação do ABC (FUABC) organizou, em 30 de junho, uma palestra em celebração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+. O evento, realizado na Sala de Videoconferência do Centro Universitário FMABC, em Santo André, teve transmissão ao vivo pelo YouTube e reuniu 45 pessoas presencialmente, além de registrar um total de 351 interações durante a exibição on-line.
A data escolhida remete ao Dia Internacional do Orgulho LGBT, celebrado em 28 de junho em referência à Rebelião de Stonewall, ocorrida em Nova York em 1969. Naquele ano, uma batida policial em um bar frequentado pela comunidade LGBT resultou em uma série de protestos que, décadas depois, são reconhecidos como um marco na luta por direitos civis ao redor do mundo.
Ao abrir a programação, o presidente da Fundação do ABC, Dr. Aldemir Humberto Soares, destacou o papel da área da saúde na construção de ambientes acolhedores. “Nada é mais inclusivo e mais diverso do que a Saúde. Atendemos crianças, idosos, pessoas de todas as classes sociais e todas as orientações sexuais, sem nunca perguntar o porquê”, afirmou. Para ele, é justamente esse contato constante com toda a diversidade da população que coloca o setor em posição de referência quando o assunto é o respeito à diferença.
Na sequência, o vice-presidente, Dr. Ricardo Carajeleascow, reforçou que discutir diversidade exige, sobretudo, compromisso prático. “Falar é fácil, fazer é difícil. Não adianta os nossos hospitais estarem preparados para isso se aqui dentro não estivermos”, disse.
O coordenador de Compliance e integrante do Comitê de Diversidade e Inclusão da FUABC, Dr. Rafael Menezes, explicou os objetivos por trás da iniciativa. “Temos o interesse de fomentar esse tema aqui na Fundação do ABC, trazendo mais respeito, mais equidade e mais acolhimento a todos os colaboradores”, pontuou. O comitê é responsável por articular ações semelhantes ao longo do ano, buscando ampliar o diálogo dentro da instituição.

DEPOIMENTOS
O evento contou com a participação de Daniel Paschoal Camargo, supervisor de Recursos Humanos do Hospital Geral de Carapicuíba (HGC) e apoiador das políticas de Diversidade e Inclusão da unidade. Em sua intervenção, Daniel esteve presente em razão do trabalho de referência que desenvolve na instituição, trazendo para o evento uma perspectiva interna referente aos desafios práticos da unidade em que atua.
“Hoje lutamos por reconhecimento e segurança contínua — uma luta que começou em 1969 e que, acredito, ainda não chegou ao fim”, declarou. Ele relembrou também que o acolhimento familiar, muitas vezes temido, pode se mostrar surpreendente, e destacou a importância de perguntar a cada pessoa como ela prefere ser chamada como um gesto simples e eficaz de inclusão.
O palestrante principal, Thiago Pena, executivo e especialista em Diversidade, Equidade e Inclusão (DE&I) e ESG, apresentou dados que evidenciam o tamanho do desafio ainda existente. De acordo com o mais recente dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (ANTRA), o Brasil registrou 80 assassinatos de pessoas trans e travestis em 2025 — uma queda de cerca de 34% em relação ao ano anterior, mas suficiente para manter o país na liderança do ranking mundial de violência contra essa população pelo 18º ano consecutivo, segundo levantamento da TGEU (Trans Europe and Central Asia).
Pena também chamou a atenção para o impacto psicológico da falta de acolhimento, citando estudos que associam o isolamento familiar e profissional a maiores índices de sofrimento psíquico entre jovens LGBTQIA+, em que 30% das pessoas transgêneros acabam por tirar a própria vida.
Apesar do cenário de desafios, o palestrante reforçou que a pauta segue avançando. Ele citou marcos como o reconhecimento da retificação de nome e gênero em documentos pelo STF, em 2018, e a equiparação do crime de LGBTfobia ao de racismo, em 2019, além de dados que associam diversidade a desempenho financeiro. “As empresas que lideram o mercado são, em sua maioria, as empresas diversas — e isso não sou eu quem diz”, afirmou, citando um levantamento da Universidade Presbiteriana Mackenzie sobre a relação entre inclusão e lucratividade.
Ao final da programação, os representantes da Fundação do ABC reforçaram o compromisso de dar continuidade às ações do Comitê de Diversidade e Inclusão ao longo do ano, ampliando a discussão para além do mês de junho. Para a instituição, iniciativas como essa reforçam o entendimento de que o cuidado em saúde só se completa quando alcança, de fato, toda a diversidade das pessoas atendidas — e das que atendem.
Postado por Akira Suzuki em 03/jul/2026 -

Participaram do evento autoridades do estado de SP, da FUABC e do prróprio Lucy de Sorocaba
O Centro de Reabilitação Lucy Montoro de Sorocaba celebrou em 3 de julho seus 8 anos de funcionamento com uma cerimônia realizada na própria unidade. O evento reuniu autoridades estaduais, representantes da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, da Secretaria de Estado da Saúde (SES) e da Fundação do ABC, responsável pela gestão clínica e administrativa do serviço desde julho de 2023.
Entre os presentes estiveram a deputada estadual Maria Lúcia Amary; a representante da SES, Marcela Pégolo da Silveira, da Coordenadoria de Gestão de Contratos de Serviços de Saúde (CGCSS); a presidente do Conselho Diretor da Rede de Reabilitação Lucy Montoro, Prof. Dra. Linamara Rizzo Batistella; e o secretário-geral da Fundação do ABC, Dr. Luiz Mário Pereira de Souza Gomes.
Inaugurado em 2018 e sob gestão da FUABC desde julho de 2023, o Lucy Montoro de Sorocaba atende principalmente pacientes em processo de reabilitação física decorrente de acidentes vasculares cerebrais (AVCs), lesões medulares e encefálicas, amputações, paralisia cerebral e traumas por acidentes, além de más-formações e alterações do desenvolvimento provocadas por doenças congênitas. A unidade também ampliou, por exigência contratual, o atendimento a pacientes com hemofilia, distúrbio genético que compromete a coagulação sanguínea e pode causar sérias disfunções articulares.
“Costumo dizer que todo paciente é o amor da vida de alguém. Ele é o alguém para muitas outras pessoas. Por isso, tratamos todos com o respeito que merecem. Quando recebem alta, percebemos que devolvemos ao paciente a vontade de viver. Só em 2025 fizemos mais de 50 mil atendimentos. Somos a única unidade Lucy Montoro da região, para 48 municípios, referência para o atendimento de milhões de pessoas. Fazemos um trabalho que nem os melhores convênios da região oferecem. Muito obrigado a todos os colaboradores da unidade e ao apoio da Fundação do ABC. Dos médicos, do fonoaudiólogo à equipe de limpeza, todos aqui reabilitam pessoas”, disse Diego Garcia, coordenador administrativo da unidade.

ESTATÍSTICAS
Os números acumulados desde a inauguração dão a dimensão do trabalho realizado pela unidade ao longo desses 8 anos.
Desde a inauguração até junho de 2026, a unidade realizou mais de 122 mil consultas e atendimentos e ultrapassou a marca de 214 mil procedimentos terapêuticos. No mesmo intervalo, foram entregues mais de 7,6 mil órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção, ampliando a autonomia e a qualidade de vida dos pacientes. A unidade também promoveu mais de 1,5 mil grupos e atividades educativas, reforçando seu compromisso com o cuidado integral e a promoção da saúde.
Atualmente, o serviço conta com uma equipe multidisciplinar formada por 64 colaboradores, responsável pelo atendimento de pacientes de Sorocaba e de municípios das regiões de Itapeva e Itapetininga, abrangendo uma população estimada em mais de 2,4 milhões de habitantes.
“O trabalho do Lucy Montoro é um trabalho de renascimento. Verificamos aqui o renascimento de muitas pessoas. Deixo meu agradecimento a todos os funcionários, o maior patrimônio da FUABC, que enfrentam tantos desafios na saúde pública, e à parceria com a Secretaria de Estado da Saúde. Fico muito feliz pela celebração e espero que possamos comemorar juntos ainda mais conquistas. Desejo muitos anos de vida à instituição”, disse Dr. Luiz Mário Pereira de Souza Gomes, secretário-geral da FUABC.

AVANÇOS RECENTES
Os últimos meses reforçaram esse movimento de consolidação e modernização. Em dezembro de 2025, a unidade concluiu a revitalização da área externa do prédio, intervenção voltada à segurança da edificação e à proteção contra infiltrações, sem interrupção dos atendimentos.
Já em maio deste ano, a equipe do Lucy Sorocaba visitou a unidade de Diadema, também gerida pela FUABC, para conhecer de perto o funcionamento do Salutem, novo sistema de gestão assistencial. A partir de junho, a plataforma passou a ser implantada em Sorocaba, trazendo uma série de avanços, entre eles maior autonomia da unidade na gestão e no acesso à base de dados.
Para a FUABC, o aniversário da unidade reforça o compromisso assumido junto ao Governo do Estado de São Paulo, que vincula os repasses financeiros a indicadores de qualidade e produtividade pré-estabelecidos. O contrato de gestão, no modelo de Organização Social de Saúde, garante à população da região um atendimento humanizado e alinhado aos mais rigorosos padrões estabelecidos para a execução de serviços de saúde.
Postado por Fernando Valini em 03/jul/2026 -

Postado por Akira Suzuki em 03/jul/2026 -

Projeto beneficiou 15 crianças (foto: Divulgação/FMABC)
Após 15 meses de atuação e resultados considerados promissores, o Centro Universitário FMABC e o Centro de Especialização em Fonoaudiologia Clínica (CEFAC) renovaram a parceria que oferece atendimento fonoaudiológico gratuito a crianças com diagnóstico de dislexia acompanhadas pelo Núcleo Especializado em Aprendizagem da instituição (NEA-FMABC).
Iniciado em março de 2025, o Projeto de Intervenção no TEAp/Dislexia foi criado para complementar o acompanhamento multiprofissional realizado pelo NEA-FMABC, oferecendo sessões semanais de fonoaudiologia voltadas ao desenvolvimento da linguagem, da leitura, da escrita e das habilidades de aprendizagem. Ao longo desse período, 15 crianças do ensino fundamental foram beneficiadas pela iniciativa.
Segundo o professor titular de Neurologia Infantil da FMABC, Prof. Dr. Rubens Wajnsztejn, a evolução apresentada pelos participantes confirma a efetividade do trabalho desenvolvido. “As crianças têm apresentado um desenvolvimento muito significativo. Cada uma evolui no seu próprio tempo, respeitando sua individualidade, e isso faz toda a diferença”, explica.
Os resultados alcançados motivaram a renovação da parceria, garantindo a continuidade do atendimento e permitindo o aprofundamento dos estudos desenvolvidos pelas duas instituições sobre estratégias de intervenção em transtornos específicos de aprendizagem.
De acordo com o coordenador do Projeto de Intervenção no TEAp/Dislexia e diretor do CEFAC, Jaime Zorzi, um dos diferenciais do programa é a metodologia utilizada durante os atendimentos.
“Aos poucos, os estudantes vão aprendendo sem que o foco inicial esteja diretamente nas letras, sílabas ou na escrita, elementos que muitas vezes despertam medo, insegurança e até evitamento apenas ao abrirem um livro. O trabalho acontece de forma acolhedora e progressiva, permitindo que a aprendizagem seja construída naturalmente. Eles ganham confiança e passam a perceber que são capazes”, afirma.
Zorzi destaca ainda que o reconhecimento das potencialidades individuais é parte essencial da proposta pedagógica. “Valorizamos constantemente os conhecimentos, interesses e habilidades que cada criança já possui. Algumas demonstram grande facilidade em artes, outras em matemática, e reconhecer essas competências é essencial para que elas reconstruam sua confiança”, afirma.
Além do impacto direto no desenvolvimento dos pacientes, o projeto também contribui para o avanço do conhecimento científico. As informações obtidas durante os atendimentos subsidiam pesquisas voltadas ao aperfeiçoamento das metodologias de cuidado e intervenção em crianças com transtornos específicos de aprendizagem, fortalecendo a integração entre assistência, ensino e pesquisa.
Desde o início da parceria, as crianças seguem recebendo o acompanhamento multiprofissional do NEA-FMABC, aliadas às sessões de fonoaudiologia conduzidas pelos profissionais do CEFAC. A participação ativa das famílias continua sendo um dos pilares da iniciativa, contribuindo para a continuidade e a efetividade do tratamento.
Para a coordenadora do NEA-FMABC, Profa. Alessandra Caturani, o maior resultado do projeto vai além da evolução acadêmica. “Quando conseguem formar uma palavra, identificar uma sílaba ou realizar uma leitura que antes parecia impossível, a conquista é enorme. Cada pequeno avanço é celebrado, porque representa muito mais do que uma aprendizagem acadêmica: representa a descoberta de que elas podem aprender. Esse reconhecimento e essa valorização são a base de todo o nosso trabalho”, conclui.
Postado por Akira Suzuki em 03/jul/2026 -

Iniciativa utilizou dinâmicas lúdicas para reforçar as 6 Metas da OMS
O Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) do AME Mauá realizou, de 15 a 19 de junho, uma atividade educativa diferente das habituais. Em vez de apresentações expositivas ou materiais impressos, os colaboradores foram convidados a aprender sobre as 6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente por meio de uma competição temática inspirada na Copa do Mundo — com futebol de botão, perguntas e respostas e entrega de medalhas aos participantes.
A proposta partiu de uma percepção do NSP: conceitos técnicos assimilados em ambientes mais descontraídos tendem a ser retidos com mais facilidade e a influenciar de forma mais consistente a rotina assistencial. Assim, as equipes foram divididas e desafiadas a responder questões sobre segurança do paciente entre as rodadas do jogo, tornando o aprendizado coletivo e participativo.
As 6 Metas Internacionais de Segurança do Paciente — identificação correta do paciente, comunicação efetiva, segurança na prescrição e uso de medicamentos, cirurgia segura, higiene das mãos e prevenção de quedas e lesões por pressão — são diretrizes estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e adotadas por instituições de saúde acreditadas em todo o mundo. No AME Mauá, essas metas integram o cotidiano das equipes e são revisadas periodicamente em ações como esta.
Iniciativas do tipo refletem o compromisso da unidade com a construção de uma cultura de segurança sólida e contínua. Para o NSP, o objetivo é criar identificação entre os profissionais e os princípios que orientam um cuidado mais seguro — e, nesse sentido, a ludicidade se mostrou uma ferramenta eficaz. O AME Mauá é gerenciado pela Fundação do ABC, organização social de saúde responsável pela administração de diversas unidades públicas de saúde no estado de São Paulo.
Postado por Akira Suzuki em 02/jul/2026 -

Equipes alinham estratégias para ampliar a qualidade da assistência
Com o objetivo de fortalecer a articulação entre os diferentes níveis de atenção à saúde e promover a qualificação da assistência ofertada à população, a equipe do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Itapevi, unidade gerida pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, realizou visitas técnicas às unidades de Atenção Primária do município de Itapevi, contemplando a USF Briquet, UBS Nicanor e UBS Cohab.
As atividades ocorreram em conjunto com as coordenações das unidades e contaram com a participação de médicos, enfermeiros e supervisores, proporcionando um importante espaço de diálogo, troca de experiências e alinhamento de estratégias assistenciais entre os serviços.
Durante os encontros, foi apresentado o perfil assistencial do AME Itapevi, incluindo as especialidades ofertadas, os fluxos de acesso, os critérios de encaminhamento e o papel da unidade na assistência especializada aos usuários da rede. As discussões reforçaram a importância da integração entre a Atenção Primária e a Atenção Ambulatorial Especializada para garantir maior resolutividade dos atendimentos, continuidade do cuidado e melhor utilização dos recursos disponíveis no sistema de saúde.
Como parte das ações de apoio à qualificação dos encaminhamentos, as equipes receberam o Manual de Especialidades do AME Itapevi, material que reúne informações sobre as especialidades disponíveis, critérios de atendimento, diagnósticos contemplados e orientações para encaminhamento. A iniciativa contribui para a redução de agendamentos inadequados, otimização da regulação assistencial e ampliação do acesso dos usuários aos serviços especializados.
Além do alinhamento dos fluxos assistenciais, também foram debatidos indicadores relacionados ao absenteísmo e à perda primária, reconhecidos como desafios importantes para a gestão do acesso e para a utilização eficiente das vagas disponibilizadas. Nesse contexto, foram reforçadas estratégias voltadas à orientação e ao acompanhamento dos pacientes, destacando o papel fundamental das equipes da Atenção Primária na sensibilização dos usuários quanto à importância do comparecimento às consultas e exames agendados.
As visitas possibilitaram o esclarecimento de dúvidas, o compartilhamento de experiências e a identificação de oportunidades de melhoria nos processos de trabalho, fortalecendo a comunicação entre os serviços e promovendo maior alinhamento entre as equipes envolvidas no cuidado. Como resultado, observou-se o fortalecimento das relações institucionais, a ampliação da integração da rede assistencial e o comprometimento conjunto com ações voltadas à qualificação dos encaminhamentos, à redução das ausências e à garantia de acesso oportuno e adequado aos serviços especializados.
Postado por Akira Suzuki em 02/jul/2026 -

Colaboradores vivenciaram experiências voltadas ao bem-estar e à preservação ambiental
O Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário (CHSP) promoveu recentemente a campanha “Junho Verde e Amarelo”, unindo as comemorações do Mês do Meio Ambiente, da Copa do Mundo e das tradicionais festas juninas e julinas em uma programação especial voltada à conscientização ambiental, integração e bem-estar dos colaboradores.
Para celebrar a iniciativa, o refeitório da instituição recebeu uma decoração temática sustentável, elaborada com materiais recicláveis nas cores da bandeira brasileira. Entre os itens utilizados estavam latas de alimentos reaproveitadas, garrafas PET, galhos provenientes de podas e materiais naturais, além de plantas ornamentais acomodadas em vasos confeccionados a partir de materiais reciclados, demonstrando na prática a importância da reutilização de recursos e da redução de resíduos.
Durante o período, os jogos da Copa do Mundo foram transmitidos no refeitório nos horários de refeição, proporcionando momentos de descontração e interação entre os colaboradores.
Um dos destaques da campanha foi o Bingo de Plantas, que contou com grande participação dos funcionários. Além da dinâmica recreativa, cada espécie distribuída foi apresentada por seu nome popular e científico, acompanhada de orientações sobre cultivo e cuidados. Também foram abordados temas relacionados à preservação ambiental, aos benefícios do contato com a natureza e à importância de incorporar práticas sustentáveis no dia a dia.
Foram distribuídos aproximadamente 150 vasos de plantas aos colaboradores e garrafas com biofertilizante retiradas da composteira, incentivando cada participante a levar um pouco mais de verde para sua casa e contribuir para a construção de hábitos mais sustentáveis.
Para completar as comemorações, foram servidos bolos e doces típicos das festas juninas, tornando o ambiente ainda mais acolhedor e reforçando o espírito de confraternização entre as equipes.