Santo André promove mutirão com mais de 2,7 mil consultas no Poupatempo e no Reabilita

Postado por Akira Suzuki em 24/fev/2026 -

Atendimentos foram realizados nas duas unidades nos dias 21 e 22 de fevereiro, com agendamento prévio

 

Poupatempo abriu no final de semana para atender demandas represadas (foto: Alex Cavanha/PSA)

A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Saúde, promoveu nos dias 21 e 22 de fevereiro um mutirão de consultas especializadas. A ação foi realizada no Poupatempo da Saúde e no Reabilita, com apoio da Fundação do ABC, com o objetivo de ampliar o acesso a atendimentos e reduzir o tempo de espera por especialidades médicas no município.

Foram ofertadas 2.720 consultas nas duas unidades. Todas as consultas foram agendadas previamente. Entre as especialidades disponíveis ao longo do mutirão, se destacaram a ortopedia, otorrinolaringologia, dermatologia, gastroenterologia, neurologia e neurologia infantil.

“Estamos trabalhando de forma planejada e responsável para enfrentar a demanda da saúde pública de Santo André. Este mutirão, com mais de 2,7 mil consultas especializadas em um único fim de semana, é mais uma ação concreta para reduzir o tempo de espera e garantir que a população tenha acesso mais rápido aos atendimentos que precisa. Nosso compromisso é cuidar das pessoas, ampliar a oferta de serviços e tornar a rede municipal cada vez mais eficiente e resolutiva”, afirma o prefeito Gilvan Ferreira.

A iniciativa integra a estratégia municipal de redução da demanda reprimida por consultas, exames e procedimentos na rede pública de saúde. O modelo combina ações concentradas e ampliação da oferta de atendimentos para acelerar o acesso da população aos serviços especializados.

As consultas atendem pacientes previamente encaminhados pelo sistema de regulação municipal, garantindo a organização da fila e priorizando casos já cadastrados na rede pública de saúde. A ação reforça o compromisso do município com a ampliação do acesso e a redução do tempo de espera por atendimento especializado, por meio de ações planejadas para enfrentar a fila por consultas na rede municipal.

Nardini: Mauá forma 13 novos especialistas pelo SUS que concluíram residência médica

Postado por Akira Suzuki em 24/fev/2026 -

Programa da Secretaria de Saúde já colocou no mercado 127 profissionais com visão de saúde pública para atuar nas especialidades de clínica médica, cirurgia geral, pediatria e psiquiatria

 

Programa de formação dura entre dois e três anos (foto: Evandro Oliveira/PMM)

A Secretaria de Saúde de Mauá celebrou, na noite do dia 20 de fevereiro, a formatura de 13 novos especialistas do Programa Municipal de Residência Médica do Sistema Único de Saúde (SUS). A cerimônia foi realizada no campus Vila Bocaina da Universidade Nove de Julho (Uninove) e reforça a consolidação de política pública voltada à qualificação da Rede de Atenção à Saúde do município.

Os médicos concluíram a residência nas áreas de clínica médica, cirurgia geral, psiquiatria e pediatria no Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, que é administrado pela Fundação do ABC em parceria com o município.

Criado com autorização do Ministério da Educação (MEC) e credenciado pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM), o programa integra a estratégia de fortalecimento do SUS. Instituída pela lei 6.932/1981, a residência médica é considerada o padrão-ouro na formação de especialistas no Brasil, caracterizada pelo treinamento em serviço, com dedicação integral e supervisão de profissionais experientes.

Desde sua implantação em Mauá, autorizada por portaria do MEC em 2013, o programa já formou 127 especialistas, sendo 45 em cirurgia geral, 23 em clínica médica, 22 em pediatria e 37 em psiquiatria. Ao longo de mais de uma década, a cidade recebeu residentes de todas as regiões do país, contribuindo para a descentralização da formação médica com foco em saúde pública – profissionais preparados para atuar tanto no tratamento individual quanto na promoção da saúde e prevenção de doenças.

A turma de 2026 reúne médicos oriundos de estados como Maranhão, Alagoas, Pará, Minas Gerais, Tocantins e São Paulo. Há inclusive profissional nascida na África, o que demonstra a diversidade do programa. “Isso reforça a pluralidade e a riqueza da nossa residência”, avaliou Elisabete Jose, coordenadora de Gestão de Pessoas e Educação em Saúde do município.

Para o prefeito Marcelo Oliveira, a formatura simboliza o compromisso da gestão com o fortalecimento do SUS. “Investir na residência médica é contribuir diretamente para a qualidade do atendimento à nossa população. Cada especialista que se forma aqui conhece a realidade da nossa rede e contribui para uma saúde pública mais resolutiva, humana e eficiente”, afirmou. “Mauá tem orgulho de ser referência regional na formação de profissionais que ajudam a transformar o SUS”, acrescentou.

Secretária adjunta municipal de Saúde, Kátia Navarro Watanabe ressaltou o impacto do programa na assistência. “A residência médica é uma estratégia estruturante para a Rede de Atenção à Saúde. Ao formar especialistas dentro dos nossos próprios serviços, garantimos profissionais alinhados às diretrizes do SUS e preparados para atuar na Atenção Básica, Especializada e Hospitalar, em consonância com a Política Nacional de Residência em Saúde”, destacou.

O diretor do Hospital Nardini, Dr. Paulo Rogério Affonso Antônio, enfatizou o papel formador da instituição. “A residência é o momento em que o conhecimento da graduação ganha prática, direção e propósito. É aqui que se consolida a construção de uma carreira médica voltada à especialidade e se fortalece, de verdade, a relação médico-paciente”, afirmou. Segundo ele, a vivência no SUS diferencia o profissional ao ampliar a compreensão do cuidado de forma integrada e humanizada. “Celebramos não apenas a conquista individual de cada residente, mas também o compromisso do município em manter e fortalecer um programa que forma profissionais preparados para fazer a diferença”, completou.

HISTÓRIAS

Entre as histórias que marcaram a turma formada está a da pediatra africana Ermelinda Feliciana de Barros Rodrigues. Natural de Cabo Verde, ela chegou ao Brasil em 2015 para cursar medicina na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e se formou em 2021. Influenciada por conversas com ex-residentes e pela diversidade de casos clínicos, escolheu Mauá para se especializar, após se mudar para São Paulo.

Durante três anos, viveu experiências que classifica como transformadoras, especialmente no cuidado a pacientes prematuros, que reforçaram sua visão sobre resiliência e humanização. “O Hospital Nardini é uma escola da vida”, resume. Além do aprendizado técnico, ela destacou o acolhimento recebido e as trocas culturais.

Única residente preta da turma, Ermelinda citou o orgulho da representatividade, apesar de relatar episódios de racismo institucional no país, e afirmou querer inspirar outras crianças e pacientes.

Com planos de se especializar em neuropediatria, ela pretende continuar atuando no município, que considera parte fundamental de sua trajetória. “Mauá me acolheu e faz parte da minha trajetória. Quero seguir contribuindo com a cidade”, afirmou, ao lado de familiares que vieram de Portugal para prestigiar a formatura dela.

A Secretaria Municipal de Saúde se prepara para receber os novos residentes aprovados no processo seletivo estadual SUS-SP 2026, organizado pela Fundação Vunesp. Neste ciclo, o Estado de São Paulo ofertou 1.431 vagas de residência médica em instituições credenciadas pela CNRM e pelo MEC.

Em Mauá, foram disponibilizadas 14 vagas para ingresso como residentes de primeiro ano (R1): quatro em cirurgia geral (três anos de duração), três em clínica médica (dois anos), quatro em psiquiatria (três anos) e três em pediatria (três anos). A recepção aos novos médicos está marcada para 5 de março, no Hospital Nardini.

O acesso ao programa é destinado a médicos formados em instituições reconhecidas pelo MEC ou diplomados no exterior com aprovação no Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida), conforme critérios estabelecidos em edital público.

AME de Santo André entrega obras para contenção de enchentes

Postado por Akira Suzuki em 23/fev/2026 -

Com investimento de R$ 3,3 milhões, trabalhos foram entregues hoje e incluem “piscinão” com 1.200 m³ de capacidade

 

Autoridades da FUABC, Prefeitura de Santo André e da Secretaria Estadual da Saúde descerraram placa de inauguração

Gerenciado pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Santo André entregou nesta segunda-feira, 23 de fevereiro, as obras de contenção de enchentes que prometem solucionar definitivamente os problemas de alagamento que afetam a unidade e toda a região do entorno durante os períodos de chuva intensa. Com investimento aproximado de R$ 3,3 milhões, financiado pela Secretaria de Estado da Saúde, os trabalhos tiveram início em junho de 2025.

Entre as autoridades que prestigiaram a inauguração estiveram o prefeito e a vice-prefeita de Santo André, Gilvan Ferreira de Souza Junior e Silvana Maria Lopes de Medeiros, o presidente e o vice-presidente da Fundação do ABC, respectivamente, Dr. Aldemir Humberto Soares e Dr. Ricardo Carajeleascow, a deputada estadual Ana Carolina Serra, o diretor-geral do AME Santo André, Dr. Victor Chiavegato, e a gerente do Centro de Apoio Regional à Saúde (CARS 1), representando a Secretaria de Estado da Saúde, Maria Luiza Malatesta.

“Uma obra como essa é muito importante. Quando pensamos em saúde, primeiro vem na cabeça a consulta, o exame, a cirurgia, que são aqueles atendimentos diretos e muito importantes, principalmente aqui no AME, com tantos profissionais. Mas, também temos que pensar na infraestrutura da saúde, no conforto aos pacientes. Temos que olhar realmente como o paciente chega à unidade, como ele é atendido, se existe infraestrutura adequada. Às vezes as pessoas precisam de um atendimento urgente e, em função de uma chuva, esse agendamento precisa ser remarcado. Portanto, uma obra como essa é extremamente importante. Temos trabalhado muito na cidade para diminuir os impactos das chuvas, para darmos conforto para as pessoas, qualidade, investindo nas pessoas e também em infraestrutura”, declarou o prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira.

Presidente da Fundação do ABC, Dr. Aldemir Humberto Soares, ratificou: “É muito bom estar aqui para inaugurar uma obra que não tem a preocupação de aparecer, mas sim de trazer benefícios ao funcionamento da unidade, tendo como grandes favorecidos os colaboradores e a população que precisa da saúde. Parabenizo todos os funcionários do AME, que passaram por dificuldades nos períodos de chuvas. Esperamos que, a partir de agora, o trabalho fique melhor nesse sentido, sem a preocupação com alagamentos toda vez que começa a chover”.

“O AME de Santo André tem uma importância para a região muito grande. São várias fases nesse projeto contra enchentes, inclusive com obras municipais no início dos trabalhos, em busca de atingirmos os pontos principais. Todos aqui têm a sua importância, porque todos nós recebemos pessoas que precisam de atendimento. Nós escolhemos trabalhar para a saúde, nós escolhemos trabalhar por essas pessoas. Então, temos que fazer o melhor. Usar melhor os recursos, dar mais condições para os nossos colaboradores, e dar mais condições para os nossos pacientes também. Agradeço a todos que participaram dessa conquista tão grande para os pacientes, para os colaboradores e para a população de Santo André”, reforçou o vice-presidente da FUABC, Dr. Ricardo Carajeleascow.

O “piscinão” fica abaixo do nível do estacionamento

QUATRO NÍVEIS DE PROTEÇÃO

A partir do projeto técnico, foi implementado um sistema integrado de contenção de enchentes no AME Santo André, que atuará em quatro níveis de proteção, oferecendo segurança progressiva conforme a intensidade das precipitações.

O primeiro nível contempla a proteção contra enchentes a partir de válvulas de retenção especializadas, que impedem o refluxo do esgoto público para dentro da unidade. Essas válvulas funcionam como bloqueio automático e também impedem a entrada de insetos e roedores pela tubulação.

O segundo nível protege contra enxurradas, por meio da elevação dos muros perimetrais da área de estacionamento em um metro de altura, formando um anel de isolamento e proteção. Nos acessos de veículos pela Rua Guarará e de pedestres pela Avenida Capitão Mario Toledo de Camargo foram instaladas comportas motorizadas com acionamento por botão, sensor de nível e alarme de fechamento.

Já a proteção contra inundações integra o terceiro nível. Foram construídos canais de captação e drenagem do pátio de estacionamento, com sistema de bombeamento automático acionado por boia de nível. Todo o sistema está conectado a um gerador dedicado, garantindo funcionamento mesmo em caso de falta de energia elétrica.

Por fim, o quarto nível busca a proteção contra alagamentos, a partir da construção de um sistema de retenção de águas pluviais. Trata-se de uma espécie de “piscinão” com capacidade para 1.200 m³ (ou 1.200.000 litros), que recebe as águas do pátio de estacionamento, dos telhados e as águas pluviais bombeadas dos poços de coleta.

MAIS BENEFÍCIOS

Além de beneficiar diretamente os pacientes e colaboradores da unidade, a intervenção traz mais segurança e tranquilidade para moradores, pedestres e motoristas que circulam pela área, reforçando o compromisso com a infraestrutura e o bem-estar da população do ABC.

“A finalização dessa obra representa um marco na proteção da nossa unidade e de toda a região contra os problemas históricos de enchentes que se intensificam no verão. O sistema integrado que estamos implementando garante a continuidade dos serviços médicos mesmo durante as chuvas mais intensas”, destaca o Dr. Victor Chiavegato, diretor-geral do AME Santo André.

O projeto contemplou, ainda, a modernização de toda a infraestrutura de drenagem, com a remoção e reconstrução de elementos que apresentavam vulnerabilidades, incluindo muretas, pisos e sistemas de coleta de águas pluviais.

As obras seguiram cronograma rigoroso, com execução também em períodos noturnos, feriados e finais de semana, a fim de minimizar o impacto no funcionamento da unidade de saúde. A empresa contratada seguiu todas as normas técnicas brasileiras (ABNT) e regulamentações municipais para garantir a qualidade e a segurança da execução.

Dr. Ricardo Carajeleascow, Dr. Victor Chiavegato e Dr. Aldemir Humberto Soares

Município de São Caetano recebe título por Smart Sanca Saúde

Postado por Akira Suzuki em 20/fev/2026 -

Marina Macedo Daminato (à. dir.), do Complexo de Saúde de SCS, representou o município no Fórum (foto: Eric Romero/PMSCS)

São Caetano do Sul foi reconhecido com o Título de Prefeito Inovador 2026, concedido durante o Fórum de Cidades Digitais e Inteligentes da Grande São Paulo, em razão do Smart Sanca Saúde, que promove a modernização e a inovação na gestão da saúde pública municipal. A entrega do prêmio ocorreu em 5 de fevereiro em Ribeirão Pires.

Diretora de Apoio à Gestão da Secretaria de Saúde de São Caetano, Marina Macedo Daminato representou o prefeito no evento. “Recebemos esse prêmio com orgulho. Mais do que uma ferramenta tecnológica, o Smart Sanca Saúde simboliza uma nova forma de cuidar das pessoas: uma gestão inteligente, humana e conectada, com informação em tempo real, transformando dados em decisões mais assertivas”, destacou.

Implantado em 30 de outubro de 2025 com apoio da Fundação do ABC, o Smart Sanca Saúde é uma plataforma que transforma dados brutos em inteligência estratégica, permitindo planejamento mais eficiente, respostas rápidas em situações críticas e decisões mais assertivas.

A iniciativa, resultado da parceria entre a Secretaria de Saúde, Ciedi (Centro de Inteligência Epidemiológica e Doenças Infecciosas) e Fundação do ABC, utiliza processos automatizados, elimina métodos manuais e garante dados consistentes para aprimorar a qualidade assistencial, a eficiência operacional e o atendimento às reais demandas da população.

AME de Santo André inaugura obras para contenção de enchentes

Postado por Akira Suzuki em 20/fev/2026 -

Com investimento de R$ 3,3 milhões, trabalhos serão entregues em 23/02 e incluem “piscinão” com 1.200 m³ de capacidade

 

Gerenciado pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Santo André entrega na próxima segunda-feira, 23 de fevereiro, as obras de contenção de enchentes que prometem solucionar definitivamente os problemas de alagamento que afetam a unidade e toda a região do entorno durante os períodos de chuva intensa. A inauguração do espaço será às 10h, no estacionamento da unidade (Av. Cap. Mário Toledo de Camargo, 3.330 – Vila Luzita).

Com investimento aproximado de R$ 3,3 milhões, financiado pela Secretaria de Estado da Saúde, os trabalhos tiveram início em junho de 2025.

QUATRO NÍVEIS DE PROTEÇÃO

A partir do projeto técnico, foi implementado um sistema integrado de contenção de enchentes que atuará em quatro níveis de proteção, oferecendo segurança progressiva conforme a intensidade das precipitações.

O primeiro nível contempla a proteção contra enchentes a partir de válvulas de retenção especializadas, que impedem o refluxo do esgoto público para dentro da unidade. Essas válvulas funcionam como bloqueio automático e também impedem a entrada de insetos e roedores pela tubulação.

O segundo nível protege contra enxurradas, por meio da elevação dos muros perimetrais da área de estacionamento em um metro de altura, formando um anel de isolamento e proteção. Nos acessos de veículos pela Rua Guarará e de pedestres pela Avenida Capitão Mario Toledo de Camargo foram instaladas comportas motorizadas com acionamento por botão, sensor de nível e alarme de fechamento.

Já a proteção contra inundações integra o terceiro nível. Foram construídos canais de captação e drenagem do pátio de estacionamento, com sistema de bombeamento automático acionado por boia de nível. Todo o sistema está conectado a um gerador dedicado, garantindo funcionamento mesmo em caso de falta de energia elétrica.

Por fim, o quarto nível busca a proteção contra alagamentos, a partir da construção de um sistema de retenção de águas pluviais. Trata-se de uma espécie de “piscinão” com capacidade para 1.200 m³ (ou 1.200.000 litros), que recebe as águas do pátio de estacionamento, dos telhados e as águas pluviais bombeadas dos poços de coleta.

MAIS BENEFÍCIOS

Além de beneficiar diretamente os pacientes e colaboradores da unidade, a intervenção traz mais segurança e tranquilidade para moradores, pedestres e motoristas que circulam pela área, reforçando o compromisso com a infraestrutura e o bem-estar da população do ABC.

“A finalização dessa obra representa um marco na proteção da nossa unidade e de toda a região contra os problemas históricos de enchentes que se intensificam no verão. O sistema integrado que estamos implementando garante a continuidade dos serviços médicos mesmo durante as chuvas mais intensas”, destaca o Dr. Victor Chiavegato, diretor-geral do AME Santo André.

O projeto contemplou, ainda, a modernização de toda a infraestrutura de drenagem, com a remoção e reconstrução de elementos que apresentavam vulnerabilidades, incluindo muretas, pisos e sistemas de coleta de águas pluviais.

As obras seguiram cronograma rigoroso, com execução também em períodos noturnos, feriados e finais de semana, a fim de minimizar o impacto no funcionamento da unidade de saúde. A empresa contratada seguiu todas as normas técnicas brasileiras (ABNT) e regulamentações municipais para garantir a qualidade e a segurança da execução.

Projeto Lean: em SCS, ‘Albert Sabin’ recebe consultores do Sírio-Libanês para treinamento

Postado por Akira Suzuki em 20/fev/2026 -

Profissionais do Sírio-Libanês estiveram na unidade para capacitação (foto: Divulgação/Sesaud)

O Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin, em São Caetano do Sul, recebeu nos dias 11 e 12 de fevereiro consultores do Hospital Sírio-Libanês para mais uma etapa do Projeto Lean nas Emergências, iniciativa voltada à qualificação da gestão hospitalar e à melhoria dos fluxos assistenciais. A atividade incluiu treinamento técnico e aplicação de novas ferramentas de gestão a serem incorporadas à rotina da unidade.

Durante o encontro, foram apresentadas metodologias voltadas à organização de processos, monitoramento de indicadores e resolução estruturada de problemas, com foco na redução do tempo de espera, no uso mais eficiente dos recursos e no aumento da segurança do paciente. A participação no projeto integra uma estratégia contínua de aprimoramento da rede municipal de saúde.

Um dos destaques foi a implementação das ferramentas MVS Horizontal e MVS Vertical, que permitem o mapeamento visual do fluxo do paciente dentro do hospital. Com essa tecnologia de gestão, é possível acompanhar em tempo real cada etapa do atendimento, identificando gargalos operacionais e perdas de tempo. A partir desse diagnóstico, a equipe definiu ações estratégicas para otimizar processos, reduzir filas e tornar o atendimento mais ágil e organizado, especialmente nas áreas de urgência e emergência.

Além do mapeamento de fluxo, os profissionais participaram de um treinamento intensivo em ferramentas clássicas de melhoria contínua utilizadas no Lean Healthcare, entre elas o PDCA (ciclo estruturado de melhoria contínua) e o Diagrama de Ishikawa, que realiza a análise de causas-raiz. Essas metodologias auxiliam as equipes a identificar falhas sistêmicas, propor soluções eficazes e acompanhar resultados de forma contínua.

Lucy Montoro de Sorocaba transforma Carnaval em ferramenta terapêutica

Postado por Akira Suzuki em 20/fev/2026 -

Unidade promoveu programação especial que aliou celebração, educação em saúde e estímulo à recuperação dos pacientes

 

A fantasia rolou solta na unidade

O Centro de Reabilitação Lucy Montoro Sorocaba realizou, em 13 de fevereiro, uma programação especial de Carnaval voltada aos seus pacientes. A iniciativa teve como objetivo integrar lazer, sociabilização e reabilitação intensiva, transformando o ambiente clínico em um espaço de celebração e superação. A unidade é gerenciada pela Fundação do ABC desde julho de 2023, no modelo de Organização Social de Saúde, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo.

O destaque da programação ficou por conta das atividades conduzidas pela equipe de Terapia Ocupacional. Por meio de oficinas de confecção de máscaras e adereços carnavalescos, os pacientes exercitaram competências fundamentais ao processo de recuperação, como coordenação motora fina, expressão criativa, autonomia e interação social. Muitos participaram do evento usando as próprias peças que criaram durante as sessões, o que reforçou o sentimento de pertencimento e a elevação da autoestima.

A festa também foi uma oportunidade para ações de educação em saúde. A equipe de enfermagem orientou pacientes e acompanhantes sobre cuidados preventivos durante o período de Carnaval, com distribuição de preservativos e informativos sobre a prevenção de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).

Para Diego Garcia, coordenador do Lucy Montoro Sorocaba, a data foi mais do que uma celebração. “Nosso objetivo é mostrar que a reabilitação acontece em todos os momentos. O Carnaval no Lucy Montoro não é apenas uma festa, é uma oportunidade de o paciente exercitar suas capacidades em um contexto real e alegre”, afirmou.

O Centro de Reabilitação Lucy Montoro Sorocaba atende pacientes com sequelas de AVC, lesões medulares e encefálicas, amputações, paralisia cerebral e traumas decorrentes de acidentes, entre outras condições. Com capacidade mensal de cerca de 4 mil consultas e sessões terapêuticas, a unidade é referência para uma população de aproximadamente 2,4 milhões de habitantes nos municípios de Sorocaba, Itapeva e Itapetininga.

Profissionais da saúde de Mauá começam a receber vacina contra a dengue

Postado por Akira Suzuki em 13/fev/2026 -

Município recebeu 600 doses do imunizante do Instituto Butantan e iniciou a aplicação em 12 de fevereiro, priorizando equipes das UBSs

 

Colaboradores da Atenção Básica são o público-alvo na primeira fase (foto: Evandro Oliveira/PMM)

A Prefeitura de Mauá iniciou em 12 de fevereiro a vacinação contra a dengue em profissionais da rede municipal de saúde. O município recebeu 600 doses da vacina Butantan-DV, desenvolvida pelo Instituto Butantan e distribuída pelo governo federal, marcando nova etapa no enfrentamento à doença na cidade.

Indicada para pessoas de 12 a 59 anos, a Butantan-DV é um imunizante 100% nacional e de dose única. Neste primeiro momento, a vacinação contempla profissionais das Unidades Básicas de Saúde (UBSs), como agentes comunitários de saúde (ACSs), agentes de combate às endemias (ACEs), enfermeiros, auxiliares e técnicos de enfermagem – equipes que atuam diretamente na Atenção Primária. Posteriormente, a estratégia será ampliada para os demais profissionais da rede.

Segundo Eliene de Paula Pinto, secretária municipal de Saúde, a iniciativa reforça a proteção de quem está na linha de frente do atendimento. “Estamos protegendo primeiramente aqueles que estão diariamente em contato direto com a comunidade e que desempenham papel essencial na prevenção e no cuidado com os pacientes. A vacinação dos nossos profissionais é uma medida estratégica para fortalecer toda a rede de saúde”, destacou.

A imunização ocorre em um cenário de queda nos casos da doença no município. Em 2024, Mauá registrou 11.530 diagnósticos confirmados de dengue. Em 2025, o número caiu para 1.687 ocorrências. Em 2026, segundo a Secretaria de Saúde, a cidade mantém a tendência de redução em relação ao pico registrado há dois anos.

“Em 2024 enfrentamos cenário muito desafiador, com aumento expressivo de casos em todo o Estado e no país. Intensificamos as ações de bloqueio, visitas domiciliares, mutirões de limpeza e campanhas educativas. O resultado apareceu nos números do ano passado. Vamos seguir vigilantes em 2026”, afirmou a secretária.

Dos 1.687 casos confirmados em 2025, 1.590 foram autóctones – contraídos no próprio município – e 97 importados. O dado reforça a necessidade de manter ações permanentes de controle do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. A Secretaria Municipal de Saúde atua de forma integrada com a equipe de Zoonoses, ampliando visitas domiciliares, o monitoramento de criadouros e ações educativas em escolas e comunidades.

Eliene reforçou que a vacinação se soma às estratégias já adotadas. “A vacina é mais uma ferramenta no combate à dengue, mas não substitui as medidas de prevenção. A eliminação de criadouros continua sendo fundamental. Precisamos da participação ativa da população”, ressaltou.

No cenário nacional, o Brasil contabilizou 1,6 milhão de casos prováveis de dengue em 2025, queda de 75% em relação ao mesmo período de 2024. Os óbitos, que somaram 1,6 mil no ano passado, também apresentaram redução de 72% na comparação com o ano anterior.

O imunizante do Instituto Butantan representa avanço importante na política pública de enfrentamento à dengue no país, especialmente diante dos ciclos epidêmicos registrados em diversas regiões. A vacinação de grupos estratégicos, como os profissionais da saúde, contribui para reduzir os afastamentos, manter a capacidade de atendimento da rede e ampliar a proteção coletiva.

A Prefeitura de Mauá informou que seguirá as diretrizes do Ministério da Saúde para a ampliação gradual do público-alvo, conforme a disponibilidade de novas remessas. “A queda nos casos é resultado de planejamento, trabalho técnico e integração das equipes. Com a vacinação, damos mais um passo para consolidar esse avanço e proteger nossa cidade”, concluiu Eliene de Paula Pinto.

Por clima organizacional, AME Praia Grande faz dinâmica de elogios entre colaboradores

Postado por Akira Suzuki em 13/fev/2026 -

Ação do Correio do Elogio incentivou troca de mensagens positivas e fortaleceu clima organizacional na unidade

 

Colaboradores enviaram e receberam mensagens positivas

Entre os dias 11 e 13 de fevereiro, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Praia Grande realizou a dinâmica Correio do Elogio, uma iniciativa da Comissão de Humanização & Eventos e Artes voltada ao fortalecimento do clima organizacional e ao reconhecimento entre colegas.

A ação, inspirada na troca de mensagens positivas, permitiu que os colaboradores da unidade escrevessem elogios anônimos ou identificados para seus pares, utilizando bilhetes decorados com emojis e corações. A participação envolveu todos os setores, incluindo equipes administrativas, assistenciais e terceirizadas.

A mecânica da atividade foi simples e acessível. Os funcionários interessados em enviar uma mensagem positiva pegavam os papéis disponibilizados, escreviam à mão o elogio desejado e entregavam aos membros da Comissão de Humanização, que ficaram responsáveis por fazer a entrega aos homenageados. A iniciativa tem como objetivo incentivar o reconhecimento mútuo no ambiente de trabalho, valorizando as contribuições individuais e coletivas que fazem parte da rotina da unidade.

O sucesso da primeira edição do Correio do Elogio já sinaliza a possibilidade de repetição da ação. Embora inicialmente planejada como atividade única, a boa receptividade entre os colaboradores motivou a Comissão de Humanização a considerar novas edições da dinâmica.

Inaugurado em agosto de 2009 pelo Governo do Estado e gerido pela Fundação do ABC desde o início de suas atividades, o AME Praia Grande é referência em serviços de média complexidade para sete municípios do Litoral Sul paulista, atendendo cerca de 1 milhão de moradores. A unidade, localizada na Vila Mirim, oferece 15 especialidades médicas e cerca de 20 tipos de exames, além de pequenas cirurgias e serviços ambulatoriais.

Estudo da FMABC relativiza ligação entre “sinal de Frank” e infarto

Postado por Akira Suzuki em 13/fev/2026 -

Pesquisa indica que o traço é mais presente em mulheres brancas com mais de 70 anos

 

Vinco no lóbulo encontrado em pessoas que participaram do estudo (foto: Divulgação/FMABC)

Um estudo realizado por pesquisadores do Centro Universitário FMABC, em Santo André, identificou que a característica física conhecida como “sinal de Frank” é mais frequente em mulheres brancas com mais de 70 anos, e não tem relação direta comprovada com infarto, AVC ou outros fatores clássicos de risco cardiovascular nessa população. O sinal de Frank é caracterizado por um vinco diagonal no lóbulo da orelha.

O traço característico ganhou notoriedade recentemente com a morte do influenciador digital Henrique Maderite, aos 50 anos, vítima de um infarto fulminante. Após o falecimento, imagens publicadas nas redes sociais e analisadas por especialistas mostraram que Maderite apresentava o sinal de Frank, o que reacendeu o debate público sobre um possível valor clínico dessa característica para identificar possível problemas cardiovasculares.

 O estudo da FMABC avaliou 656 pessoas com 60 anos ou mais, recrutadas em unidades básicas de saúde e locais públicos entre 2020 e 2023. Diferentemente de pesquisas anteriores feitas em hospitais ou serviços de cardiologia, a amostra foi composta exclusivamente por idosos não internados e sem acompanhamento cardiológico especializado, o que permitiu uma análise mais precisa do significado do sinal em uma população considerada saudável.

De acordo com os dados, 61,3% dos participantes apresentavam o sinal de Frank, sendo que a presença foi estatisticamente maior em pessoas mais idosas, mulheres e indivíduos brancos. A idade média dos participantes foi de 71,8 anos, e quase 59% eram do sexo feminino.

Por outro lado, os pesquisadores não encontraram associação significativa entre o sinal de Frank e condições como hipertensão, diabetes, colesterol alto, tabagismo, hipotireoidismo, nem com histórico de infarto, AVC ou comprometimento cognitivo. Houve apenas uma tendência estatística — sem relevância — de associação com hipertensão e dislipidemia.

“O que nosso estudo mostra é que o sinal de Frank parece estar muito mais relacionado ao processo de envelhecimento e a características demográficas específicas do que, isoladamente, a eventos cardiovasculares”, explica Dra. Alzira Carvalho, neurologista e uma das pesquisadoras do estudo. Segundo a especialista, os estudos anteriores relacionados ao sinal de Frank talvez tenham chegado a conclusões diferentes porque muitos analisaram pacientes já internados, com histórico prévio de infarto ou derrame, o que pode gerar vieses.

A equipe também avaliou possíveis alterações cognitivas por meio de testes amplamente utilizados, como o Mini-Exame do Estado Mental (MEEM) e o Montreal Cognitive Assessment (MoCA), e não encontrou qualquer relação entre o vinco na orelha e déficit cognitivo.

Descrito há mais de 50 anos, o sinal de Frank ainda tem mecanismos fisiológicos pouco compreendidos. Hipóteses incluem alterações na microcirculação, perda de fibras elásticas da pele, fatores genéticos ou até semelhanças na inervação do lóbulo da orelha e do coração. Apesar disso, os pesquisadores alertam que o sinal não deve ser interpretado como diagnóstico nem como preditor isolado de infarto.

“É importante reforçar que nenhum sinal físico isolado substitui a avaliação médica completa”, destaca Dra. Alzira. Os autores do estudo defendem que fatores como pressão arterial, glicemia, colesterol, histórico familiar e hábitos de vida continuam sendo determinantes centrais para o risco cardiovascular, e que para esclarecer o papel do sinal de Frank seriam necessários estudos prospectivos e de longo prazo, com exames laboratoriais e acompanhamento clínico contínuo de idosos saudáveis.