Postado por Maíra Oliveira em 20/jun/2017 -
Unidade se torna primeira do ABC a ter espaço homologado pela ANAC; nova estrutura irá agilizar transporte de pacientes graves

Prefeito Orlando Morando (ao centro) participa de entrega oficial do espaço, que funcionará 24h com assistência de bombeiros e equipamentos de primeiros socorros
O Hospital de Clínicas de São Bernardo tornou-se a primeira unidade de Saúde do Grande ABC a ter heliponto homologado pela ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). O novo espaço irá agilizar o transporte de pacientes graves entre hospitais, bem como qualificar o transporte de órgãos para doação.
O anúncio, realizado em 19 de junho na própria unidade, contou com a presença do prefeito Orlando Morando, do subcomandante da Policia Militar, Coronel Mauro Ricciarelli, do secretário de Segurança Urbana, Coronel Carlos Alberto e da superintendente do Complexo Hospitalar de São Bernardo, Agnes Faria. Segundo o prefeito, o espaço havia sido inaugurado junto com o Complexo Hospitalar pela gestão passada, porém ainda estava com documentação irregular. “Desde o início da gestão focamos para conseguir receber a licença da ANAC. A autorização só foi publicada no Diário Oficial da União em março. O heliponto vai operar 24 horas por dia e complementar o quadro assistencial da saúde do município. Nós dispomos de 34 UBSs, nove UPAs e quatro hospitais, portanto ter o equipamento pronto para uso significa fornecer a possibilidade de um atendimento mais rápido”, disse.
Outro ponto detalhado por Morando foi sobre a localização estratégica do Hospital de Clínicas. “Essa região está próxima a três rodovias. Agora, o socorro de pacientes que sofreram acidentes será mais eficaz. O águia da Polícia Militar possui 25 aeronaves multiuso que prestam auxílio na segurança, nos primeiros socorros e até mesmo no transporte de órgãos. Tenho certeza que cada pouso que acontecer nesse local permitirá mais uma oportunidade de vida aos pacientes. Esse é o nosso objetivo”, completou.
O cadastro da ANAC tem validade de 10 anos e o local está apropriado para receber aeronaves de até três toneladas, que realizam transporte de passageiros ou órgãos para transplante. O heliponto está equipado com rampas de proteção, bombeiros que irão operar 24 horas por dia e toda estrutura necessária para segurança, como mangueiras de água e equipamentos de primeiros socorros.
Postado por Maíra Oliveira em 20/jun/2017 -

Docente também preside a Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil
Dr. Rubens Wajnsztejn discutiu política de cotas e assistência aos universitários com transtornos de atenção
Professor da Faculdade de Medicina do ABC há mais de 30 anos e chefe do setor de Neurologia Infantil, Dr. Rubens Wajnsztejn foi um dos convidados do “1º Seminário da Universidade Federal do ABC de Dislexia e Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) no Ensino Superior”. A atividade ocorreu em 21 de junho, das 9h às 17h, na UFABC – Universidade Federal do ABC, em Santo André.
O objetivo do seminário foi debater os desafios do acesso e permanência do aluno com dislexia e TDAH nas universidades, com foco em critérios que possam subsidiar a política de cotas para pessoas com deficiência. Foram organizadas duas mesas, uma no período da manhã, sobre dislexia, e outra no período da tarde, sobre TDAH, quando o professor da FMABC participou ao lado de neuropsicólogos, psicólogos, fonoaudiólogos e neuropediatras.
Para o docente da FMABC, que atualmente preside a Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil, ainda é preciso avançar consideravelmente no País quanto à assistência adequada aos universitários que possuem estes transtornos. “O tema me interessou bastante, pois é pouco discutido. Isso porque implica na criação de procedimentos especiais que geram gastos às universidades. O aluno com déficit de atenção demora mais tempo para fazer a prova, ou faz em outro horário. O professor precisa supervisioná-lo, ou então deve aprender a aplicar uma prova oral, por exemplo. No geral, a faculdade imagina que irá encarecer contratar este profissional”, comenta Dr. Rubens Wajnsztejn.
Estima-se que de 3% a 6% da população mundial possua TDAH, que tem como principais características a desatenção, impulsividade e hiperatividade. Já a dislexia consiste em dificuldades com a leitura e para decodificar o alfabeto, atingindo de 6% a 8% das pessoas em todo o mundo.
Além de promover mesa redonda sobre as condições de acesso e permanência nas universidades, o evento refletiu sobre quais os tipos de dificuldades que o aluno com dislexia e TDAH encontra na vida adulta escolar e quais as ferramentas que as universidades podem oferecer como apoio à sua permanência na graduação. A equidade nas oportunidades de acesso aos conteúdos e ao desenvolvimento foi uma das bandeiras do debate.
O seminário também serviu para apoiar o trabalho da Monitoria Inclusiva da UFABC, que conta com 35 monitores do Núcleo de Acessibilidade, responsáveis pelo acompanhamento e apoio técnico aos alunos com deficiência da universidade.
DESTAQUE ACADÊMICO
Graduado em Medicina pela Universidade de São Paulo, Dr. Rubens Wajnsztejn concluiu residência médica em Neurologia Infantil na Clínica Neurológica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Traz no currículo mestrado em Distúrbios da Comunicação Humana pela Universidade Federal de São Paulo e doutorado em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina do ABC. É professor assistente da disciplina de Neurologia da FMABC desde 1984, onde também coordena o Programa de Residência Médica em Neurologia Infantil. Desde 1º de janeiro de 2016 é presidente da SBNI – Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil.
Postado por Eduardo Nascimento em 14/jun/2017 -
O médico e artista plástico Wagner Kuroiwa expõe, de 22 de junho a 2 de agosto, na Pinacoteca da Associação Paulista de Medicina, em São Paulo, 25 pinturas e desenhos com técnicas variadas, como aquarela, acrílico sobre papel e tela, pastel e bico de pena. Os trabalhos serão acompanhados de textos do próprio artista.

O médico, artista plástico e vice-presidente da Fundação do ABC, Dr. Wagner Kuroiwa
Com mais de 40 exposições individuais no currículo e dezenas de coletivas – em 1995, apresentou seus trabalhos ao lado de mestres como Manabu Mabe e Tikashi Fukushima, em exposições em São Paulo e Curitiba –, Kuroiwa faz parte da geração de pintores descendentes de japoneses que influenciaram a cena artística brasileira nas últimas décadas.
Kuroiwa é médico formado pela Escola Paulista de Medicina – UNIFESP, especializado em Saúde Pública e em Direito Sanitário pela Universidade de São Paulo, e vice-presidente da Fundação do ABC, mantenedora da Faculdade de Medicina do ABC.
A exposição é aberta ao público, e a entrada é franca.
Serviço
Exposição Kuroiwa – Desenhos e Pinturas
Data: 22 de junho de 2017 a 2 de agosto de 2017
Horário: De segunda a sexta das 10h às 19h, ENTRADA FRANCA.
Local: Associação Paulista de Medicina – térreo (novo espaço multifuncional)
Endereço: Av. Brigadeiro Luís Antônio, 278 – São Paulo/SP
Telefone: (11) 3188-4281

Serão 25 pinturas e desenhos com técnicas variadas, como aquarela, acrílico sobre papel e tela, pastel e bico de pena
Postado por Eduardo Nascimento em 14/jun/2017 -
Maior unidade mantida da Fundação do ABC, a Central de Convênios deu início neste ano à série de treinamentos para formação de Brigadas de Incêndio nas Unidades Básicas de Saúde de São Bernardo. Até maio, quatro UBSs já receberam a capacitação coordenada pelo SESMT – Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho da FUABC e passaram a contar com Brigada de Incêndio própria. São elas: UBS Jordanópolis, UBS Vila Dayse, UBS Vila Euclides e UBS Vila Marchi.

Treinamentos de brigada de incêndio contam com aulas teóricas e práticas de primeiros socorros
A formação da brigada de incêndio visa a proteção da integridade física de funcionários, pacientes e do patrimônio da unidade de saúde. Os integrantes se reúnem periodicamente em encontros de atualização e reciclagem.
Os treinamentos de brigada de incêndio contam com aulas teóricas e práticas de primeiros socorros, assim como de princípios de incêndio, rotas de fuga, classes de incêndio e de conhecimentos técnicos sobre os equipamentos de combate a incêndio, entre os quais os tipos de extintores, hidrantes, detectores de fumaça, alarmes de incêndio e mangueiras, por exemplo.
AME PRAIA GRANDE
Outra unidade da FUABC que passou recentemente pelo treinamento de Brigada de Incêndio foi o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Praia Grande, no litoral paulista. A capacitação é uma das exigências para renovação do AVCB – Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros.
“Durante os treinamentos, mostramos aos funcionários das unidades o quanto é importante para a segurança de todos ter uma brigada de incêndio treinada e preparada para as mais diversas emergências. Realizamos as partes teóricas e práticas para o melhor entendimento e para atendermos à Instrução Técnica 17, do Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo”, explica Leonardo Menarbino da Silva, bombeiro e técnico em Segurança do Trabalho do SESMT-FUABC.
Postado por Eduardo Nascimento em 14/jun/2017 -
Com entrada gratuita, exposição ficará na FMABC até o final de junho
O campus universitário da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, será palco até o final de junho da exposição fotográfica “Nascimento tem hora certa, não hora marcada”, organizada pelo grupo MaternaMente ABC. Ao todo são 46 fotos reais das mais diversas situações de partos naturais, legendadas com relatos das famílias sobre a experiência.

Ao todo são 46 fotos reais das mais diversas situações de partos naturais
A exposição é uma iniciativa da Comissão de Extensão da FMABC e tem entrada gratuita. Está instalada no piso térreo do Prédio Central da FMABC (Av. Lauro Gomes, 2.000, Vila Sacadura Cabral, Santo André – SP), com horário para visitação das 8h às 21h, de segunda a sexta-feira (exceto feriados).
“Todos os anos, cerca de 15 milhões de crianças nascem prematuramente ao redor do mundo. Além de estar fortemente relacionada com a mortalidade neonatal, a prematuridade traz consequências negativas para a saúde e o desenvolvimento dessas crianças, o que, por sua vez, impacta a família, a comunidade, e constitui um problema de saúde pública”, considera a doutora em Saúde Pública pelo Departamento de Saúde Materno-Infantil da Universidade de São Paulo (USP) e membro do grupo MaternaMente ABC, Deborah Delage. Segundo a especialista, a atividade na FMABC pretende incitar o debate sobre as causas e consequências dos nascimentos prematuros “numa perspectiva social, com enfoque nas relações de gênero”.
AULA ABERTA
A exposição fotográfica “Nascimento tem hora certa, não hora marcada” teve início em 25 de maio na Faculdade de Medicina do ABC, como parte da Semana Internacional pelo Respeito ao Nascimento (SMRN). A data é organizada anualmente pela European Network of Childbirth Associations (ENCA) e, nacionalmente, promovida pela entidade Parto do Princípio – Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa – uma rede de mulheres usuárias do sistema de saúde brasileiro, que luta pela promoção da autonomia das mulheres, tendo como principal eixo de atuação a defesa e a promoção dos direitos sexuais e reprodutivos da mulher, em especial no que se refere à maternidade consciente.
O lançamento da exposição na FMABC foi realizado pelo grupo MaternaMente ABC, que integra a iniciativa Parto do Princípio e, desde 2009, atua na região do ABC Paulista na luta por melhorias na assistência à gestação, parto, aborto e puerpério. A ocasião foi marcada por aula aberta com a Dra. Deborah Delage, que colocou em discussão temas como prematuridade, evidências e gênero. Participaram do encontro professores da faculdade, alunos da residência médica em Medicina de Família e Comunidade, além de estudantes de graduação dos cursos de Medicina, Gestão em Saúde Ambiental, Terapia Ocupacional, entre outros convidados.
REDUÇÃO DA MORTALIDADE
Na mesma direção da SMRN, em 28 de maio comemora-se o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna. De acordo com o Ministério da Saúde, as datas têm como objetivo chamar a atenção e conscientizar a sociedade sobre os diversos problemas de saúde e distúrbios comuns na vida das mulheres. Trata-se de momento para reforçar a importância da assistência à saúde das mulheres e de manter os exames preventivos sempre em dia nas diferentes fases da vidam – em especial na gravidez e no puerpério, em vista de reduzir a taxa de mortalidade materna.
De acordo com o Ministério da Saúde, a morte materna é o óbito de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o término da gestação, independentemente da duração ou da localização da gravidez. É causada por qualquer fator relacionado ou agravado pela gravidez ou por medidas tomadas em relação a ela. Não é considerada morte materna a que é provocada por fatores acidentais ou incidentais. Hipertensão, hemorragia, as infecções puerperais, as doenças do aparelho circulatório complicadas pela gravidez, parto e puerpério e o aborto são as cinco principais causas de morte materna.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil e mais 10 países latino-americanos conquistaram avanços significativos na redução de mortes relacionadas à gravidez ou parto de 1990 a 2013. Mundialmente, taxas também estão em queda, embora doenças crônicas e outras condições médicas pré-existentes ainda sejam um problema grave. O Brasil reduziu sua taxa de mortes maternas em 43% desde a década de 90.

Abertura da exposição fotográfica na Faculdade de Medicina do ABC
Postado por Eduardo Nascimento em 12/jun/2017 -
A disciplina de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC, a pedido da Secretaria de Saúde de São Bernardo, aceitou assumir o caso do adolescente R.R.S, que teve uma tatuagem feita na testa contra a própria vontade. O serviço de Laserterapia da FMABC aguarda o rapaz para consulta inicial, a partir da qual será possível definir o tratamento mais adequado, o tipo de laser e o número de sessões para remoção da tatuagem. Todo o tratamento será feito sem custos para a família.

O dermatologista e chefe do setor de Laserterapia da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Simão Cohen
Segundo o dermatologista e chefe do setor de Laserterapia da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Simão Cohen, a remoção completa de uma tatuagem requer, em média, de 8 a 10 sessões de laser, feitas a cada 30 dias. “O clareamento da tatuagem é lento e gradativo. Apesar de termos hoje tecnologia e equipamentos de ponta, existem tatuagens impossíveis de serem removidas 100%, mas não são a maioria. Normalmente o resultado é bastante satisfatório”, explica.
As tatuagens coloridas apresentam maior resistência à remoção. Pigmentos escuros (pretos) e azuis são os mais fáceis de serem removidos. Os verdes são levemente resistentes, e os vermelhos, mais resistentes. Já a pigmentação amarela é a mais difícil de ser removida. Em pessoas com pigmentação de pele mais escura (negros e mulatos) é possível que a área tratada clareie com a aplicação do laser na tatuagem, mas na maioria das vezes é um estágio transitório e, com o tempo, a pele volta à sua pigmentação normal.
SÃO BERNARDO
A Prefeitura de São Bernardo anunciou em 12 de junho que, por meio de parceria com a Faculdade de Medicina da Fundação do ABC, disponibilizará todo o procedimento médico e cirúrgico ao adolescente. A Administração confirmou que entrou em contato com a mãe do menor (Vânia Aparecida Rocha), se colocando à disposição para todo o suporte. O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, fez pessoalmente interlocução com a mãe, reforçando o amparo, que consiste em viabilizar assistência social também para o caso.
A Prefeitura ressaltou que o adolescente realizou tratamento no Caps (Centro de Atenção de Psicossocial) até o mês de setembro do ano passado. A instituição procurou o adolescente diversas vezes para retomar o tratamento, porém não teve sucesso.
No período em que o menor frequentou a unidade, foi acompanhado por uma equipe multiprofissional composta por médicos, terapeutas ocupacionais, psicólogos, educadores físicos e monitores de oficina.
Em nota, a Administração salientou que a postura adotada se justifica por trabalhar com uma política contra a qualquer tipo de violência.
Postado por Eduardo Nascimento em 08/jun/2017 -
Anúncio foi feito pelo prefeito Paulo Serra, durante encontro com agentes de saúde na sede da Fundação do ABC. Hoje a cobertura é de 25%
O prefeito Paulo Serra anunciou em 8 de junho que Santo André se impôs como meta ampliar o Programa de Saúde da Família (PSF) dos atuais 25% de cobertura para 85% até 2020. Hoje o município do ABC Paulista conta com 296 agentes comunitários de saúde (ACSs).

Paulo Serra na abertura do “Primeiro Encontro de Interação com os ACSs de Santo André”, realizado em parceria com a Fundação do ABC
“Estamos realizando um grande esforço para colocar a casa em ordem. A saúde, sem dúvida, está entre as principais demandas, expectativas e desejos da população. Temos uma meta ousada e vamos ampliar de 25% para 85% a cobertura do PSF em Santo André nesses quatro anos de mandato”, assegurou Paulo Serra durante a abertura do “Primeiro Encontro de Interação com os ACSs de Santo André”, realizado em parceria com a Fundação do ABC, no campus universitário da Faculdade de Medicina do ABC.
Segundo o chefe do Executivo, além da ampliação do quadro de colaboradores, também será feito trabalho de valorização dos agentes comunitários. “Construir prédios é relativamente fácil. Difícil é o acolhimento, o material humano, e é isso que fará a qualidade da saúde melhorar em Santo André. Já estamos implantando melhorias para a categoria, como a entrega de novos uniformes, e discutimos atualmente questões salariais com o sindicato. Precisamos valorizar os agentes comunitários em nosso município, pois contamos com o trabalho e o empenho desses profissionais para que a saúde na cidade volte ao patamar de que nunca deveria ter saído”, destacou Serra.
METAS ANUAIS
Para aumentar em 60 pontos percentuais a cobertura do Programa de Saúde da Família no período de 4 anos, a Secretaria de Saúde de Santo André estabeleceu plano anual de metas. Até o final deste ano, a cobertura deve chegar a 35%. Em 2018, 50%, passando a 70% em 2019, e a 85% em 2020.
“Temos a intenção real e prioritária de fortalecer toda a Atenção Básica do município. A ampliação do PSF e a valorização dos agentes fazem parte desse processo. Não é admissível uma cidade como Santo André ter apenas 25% de cobertura em Saúde da Família. Chega a ser vergonhoso. O PSF é uma estratégia fundamental para a qualificação da Saúde Pública e vamos reverter esse quadro”, garantiu a secretária de Saúde, Ana Paula Peña Dias.
ATUAÇÃO NA COMUNIDADE
Conforme definição do Ministério da Saúde, a Atenção Básica tem a Saúde da Família como estratégia prioritária para sua organização, de acordo com os preceitos do Sistema Único de Saúde (SUS). O agente comunitário de saúde é capacitado para reunir informações de saúde sobre a comunidade onde mora. É orientado pelo médico e enfermeira da unidade de saúde instalada no território e vai de casa em casa anotando as informações que podem ajudar a saúde da comunidade, além de realizar orientações sobre campanhas em andamento, programas de saúde e medidas de promoção à saúde e de prevenção de doenças.
Postado por Maíra Oliveira em 06/jun/2017 -

Desde 3 de maio já foram realizadas 1.200 mamografias
Município prorroga estadia da carreta até 15 de junho
A Prefeitura de São Bernardo transferiu em 8 de junho a Carreta da Mamografia do estacionamento do Teatro Elis Regina, no Bairro Assunção, para a Vila São Pedro. Agora, o equipamento do Programa Mulheres de Peito, da Secretaria de Saúde do Estado, está instalado no ponto final de ônibus, entre a Rua Jardim e a Rua Dos Pássaros.
Os exames são realizados gratuitamente. No total, 50 senhas são distribuídas todos os dias durante a semana e 25 senhas aos sábados. Mulheres entre 35 a 49 anos devem levar o cartão do SUS, RG e o pedido médico. Para as mulheres acima dos 50 anos, não é necessário pedido médico – apenas o cartão do SUS e RG.
O prefeito Orlando Morando trata a mudança de endereço da carreta como mais uma ação de respeito e cuidado aos moradores de São Bernardo, dessa vez, em especial, às mulheres. “Fizemos um estudo e percebemos que a Vila São Pedro é o bairro que mais possui demanda de mamografia. Nós conseguimos ampliar a estadia do equipamento e agora estamos levando o serviço para ajudar a cuidar das mulheres. A saúde sempre foi e sempre vai ser a principal prioridade do meu mandato e eu sempre vou fazer de tudo para oferecer melhor qualidade de vida à população”, explicou Morando.
Já o secretário de Saúde e também médico ginecologista, Dr. Geraldo Reple, ressaltou que essa é mais uma oportunidade para incentivar as mulheres a realizar o exame. “Fazer a mamografia é essencial. Nós precisamos estimular as mulheres com mais de 35 anos a realizar o procedimento. Vamos cuidar das nossas mulheres, a prevenção é sempre o melhor tratamento” enfatizou Reple.
Além disso, o chefe da Pasta explicou que as pacientes que tiverem alguma alteração no exame serão chamadas para realizar ultrassom e biópsia na própria carreta. Porém, se for constatado diagnóstico de câncer, essas mulheres serão encaminhadas ao CAISM (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher) para realizar tratamento médico.
A Carreta Mulheres de Peito começou a atender em 3 de maio. Desde então já foram realizados 1.200 exames de mamografia. Essa foi a primeira vez que o equipamento do Governo do Estado estacionou em São Bernardo.
Orlando Morando, a primeira-dama, Carla Morando e o secretário de Saúde visitaram a estrutura do local no primeiro dia de funcionamento. Na ocasião, a primeira-dama ressaltou a importância do serviço. “A iniciativa de trazer a carreta de mamografia para São Bernardo é essencial para ajudar a identificar diagnóstico precoce do câncer de mama. Essa foi a primeira vez que a carreta veio para o município, mas, a partir de hoje, tenho certeza de que ela virá todos os anos”, incentivou.
Postado por Eduardo Nascimento em 06/jun/2017 -
A Unidade de Pronto Atendimento Central de Santos atingiu em 2 de junho a marca de 300 mil consultas médicas realizadas. Porta de entrada para casos de urgência e emergência no município, unidade é gerenciada pela Central de Convênios da Fundação do ABC desde a inauguração, em janeiro de 2016, quando substituiu com vantagens o antigo Pronto-Socorro Central.

Porta de entrada para casos de urgência e emergência do município, unidade é gerenciada pela Fundação do ABC desde a inauguração, em janeiro de 2016
Em quase um ano e meio de serviços prestados à população, a UPA Central de Santos contabiliza, além das consultas médicas, total de 297.606 exames laboratoriais, de raio x e de eletrocardiograma. No campo dos procedimentos, como inalação, sutura, imobilização e curativos, foram 50.477 no período. Em comparação com o PS Central, a UPA atende praticamente o dobro de pacientes. Em 2015, o antigo PS contabilizou 109.903 atendimentos, contra a média de 200.000 por ano na nova UPA.
Além da questão quantitativa, a Unidade de Pronto Atendimento Central tem batido todas as metas qualitativas, conforme números apresentados em 31 de maio, durante audiência pública na Câmara Municipal de Santos. “Conseguimos atingir as metas contratuais em 100% no primeiro quadrimestre de 2017, tanto em relação ao volume de pacientes atendidos como nas questões relacionadas à satisfação dos usuários. Toda a equipe da unidade está de parabéns, pois tem trabalhado muito para dar conta do grande volume de pacientes que têm buscado a UPA”, ressalta a gerente da unidade, Zilvani Guimarães, que detalha: “Quando assumimos a UPA, o planejamento era para realizar, em média, 600 atendimentos por dia. Entretanto, com o fechamento de hospitais na região, hoje a demanda na unidade está muito acima do pactuado e muitas vezes chegamos a atender entre 800 e 900 pacientes em um único dia”.
Cerca de 70% dos pacientes atendidos são munícipes de Santos. Os demais são usuários de cidades vizinhas, que buscam assistência no equipamento de saúde da Vila Mathias. Dados registrados em maio deste ano indicam que, do total de 17.211 atendimentos realizados no mês, 69% foram para pacientes de Santos, 18% de São Vicente, 2% para Cubatão, 2% para Praia Grande e 1% para o Guarujá.
CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
Apesar do aumento de demanda observado nos últimos meses, a grande maioria dos atendimentos ocorre dentro do tempo preconizado pelo Sistema HUMANIZASUS de Classificação de Risco. A partir dessa metodologia de trabalho, os pacientes são classificados conforme a gravidade do caso. Dessa forma, os usuários não são atendidos por ordem de chegada, mas sim pela intensidade do quadro clínico – ou seja, são priorizados casos de sofrimento intenso, com risco de morte ou de ter o quadro agravado.
Ao chegar à unidade, os usuários passam por avaliação prévia com enfermeiros capacitados e são classificados por cores, que determinam a gravidade: vermelha (prioridade zero) = emergência; amarela (prioridade 1) = urgência; verde (prioridade 2) = não urgente; e azul (prioridade 3) = baixa complexidade.
Postado por Eduardo Nascimento em 06/jun/2017 -

Mutirão no CHM integrou programa municipal “Saúde Fila Zero”
A Secretaria de Saúde de Santo André e a disciplina de Angiologia e Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) realizaram em 3 de junho mutirão de consultas médicas na especialidade, responsável pelo atendimento a 381 pacientes. A ação no Centro Hospitalar Municipal (CHM) integra o programa municipal “Saúde Fila Zero” e foi acompanhada de perto pelo prefeito de Santo André, Paulo Serra, pela secretária de Saúde, Ana Paula Peña Dias, e pelo vice-prefeito, Luiz Zacarias.
Entre professores, médicos assistentes e residentes da disciplina, 18 profissionais da FMABC estiveram envolvidos nas atividades. “Recebemos pacientes que aguardavam há dois anos por uma consulta com médico vascular. Foi uma ação extremamente importante, que ajudará a Prefeitura nesse esforço de zerar as filas da Saúde no município”, considera o professor titular de Angiologia e Cirurgia Vascular da FMABC, Dr. João Antonio Corrêa.
Na lista de pacientes beneficiados, Natane Sousa Cintra dos Santos, de 23 anos, aguardava há cerca de 2 anos consulta com médico vascular, realizada somente agora, no mutirão do CHM. “Eu tive trombofilia durante a gravidez e pediram que eu passasse com o vascular. Minhas pernas incham e eu sinto cansaço nelas. Acredito que agora eu vá melhorar”, revelou a moradora do Parque João Ramalho, que terá de tomar medicamentos e usar meia elástica.

O professor titular de Angiologia e Cirurgia Vascular da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. João Antonio Corrêa
Com muitas dores nas pernas em decorrência de varizes, Alcides Punhagui, de 67 anos, também esteve entre os usuários favorecidos pelo mutirão. “Eu faço pão caseiro e ando muito para vender no Jardim Sorocaba, onde moro, e nas redondezas do Hospital Brasil e aqui mesmo no CHM. Sinto muita dor nas pernas, mas agora vou melhorar”, disse o munícipe, que terá de tomar medicamentos, passar creme nas pernas e usar meia elástica, a fim de melhorar seu quadro de saúde e evitar a cirurgia.
“Cerca de 80% dos casos atendidos no mutirão estavam relacionados a varizes. Todos os pacientes que necessitavam de acompanhamento, exames ou de atenção mais especializada puderam agendar no mesmo dia o retorno com a equipe da FMABC que atua no CHM”, completa Dr. João Antonio Corrêa.
ALTA INCIDÊNCIA
As varizes são afecções vasculares que ocorrem com frequência e acometem grande parte da população. A Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular (SBACV) estima que 45% das mulheres e 30% dos homens no Brasil sofram com o problema, que costuma ocorrer a partir dos 30 anos de idade. Trata-se de doença crônica, que pode causar inchaço nas pernas, queimação, dor, sensação de peso nas pernas e inchaço nos tornozelos. Também pode diminuir a qualidade de vida dos pacientes, principalmente das mulheres, em função das alterações estéticas.

O médico da disciplina de Angiologia e Cirurgia Vascular da FMABC, Dr. Rafael Vilhena de Carvalho Fürst
As principais causas para o problema são a propensão genética, a gestação e o uso de hormônios por mulheres. A cirurgia corretiva é necessária quando as válvulas das veias se tornam insuficientes e a evolução da doença pode levar a complicações graves, como úlceras e até mesmo trombose.
SAÚDE FILA ZERO
Além da ação na área de vascular, o programa Saúde Fila Zero, criado pela Prefeitura de Santo André com o objetivo de acabar com a fila de espera por consultas e exames, também realizou em 3 de junho mutirão no Centro de Especialidades I, localizado na avenida Ramiro Colleoni. A unidade recebeu pacientes que esperavam por consultas de dermatologia, neurologia e cardiologia. Juntas, as ações contabilizaram cerca de 3 mil pessoas atendidas naquele sábado. Somadas ao primeiro mutirão, que em abril atendeu a aproximadamente 17 mil munícipes, o Saúde Fila Zero atingiu a marca de 20 mil usuários beneficiados.