Hospital da Mulher de SBC destaca conscientização sobre a endometriose

Postado por Akira Suzuki em 19/mar/2026 -

Unidade referência em saúde feminina no Estado oferece atendimento especializado e acompanhamento ginecológico

 

Atendimento da unidade é realizado de forma integrada à rede municipal (foto: Divulgação/PMSBC)

A campanha do Março Amarelo em São Bernardo chama a atenção para a conscientização sobre a endometriose, doença ginecológica crônica que pode impactar diretamente a qualidade de vida das mulheres. Na cidade, o tema ganha destaque com o trabalho desenvolvido no Hospital da Mulher de São Bernardo, referência no atendimento especializado à saúde feminina no Estado de São Paulo.

De acordo com a coordenadora de Ginecologia do Hospital da Mulher, a ginecologista e obstetra Dra. Eliana Duarte Lopes, é fundamental que as mulheres estejam atentas aos sinais do próprio corpo. “A endometriose pode provocar cólica menstrual intensa, dor pélvica fora do período menstrual, dor durante ou após a relação sexual e alterações no fluxo menstrual. Em alguns casos, também pode causar dificuldade para engravidar, dor ao evacuar ou urinar e sensação de inchaço abdominal”, explicou.

A especialista frisou que a busca por atendimento deve ocorrer sempre que os sintomas interferirem na rotina. “A mulher deve procurar avaliação médica quando a dor atrapalha atividades do dia a dia, não melhora com analgésicos comuns ou ocorre fora do período menstrual”, afirmou. A endometriose ocorre quando um tecido semelhante ao endométrio, camada que reveste o interior do útero, cresce fora dele, causando inflamação e dor. A doença pode atingir mulheres em idade reprodutiva e, muitas vezes, demora a ser diagnosticada.

DIAGNÓSTICO E CONSCIENTIZAÇÃO

Um dos principais desafios relacionados à endometriose é o tempo até o diagnóstico. A doença ainda é frequentemente confundida com cólicas consideradas “normais”, em um contexto de naturalização da dor menstrual. A variação dos sintomas entre as pacientes também contribui para a dificuldade na identificação precoce.

Neste cenário, a conscientização tem papel essencial ao incentivar a busca por atendimento e contribuir para o reconhecimento mais rápido da doença pelos profissionais de saúde, favorecendo o diagnóstico precoce.

REDE DE ATENDIMENTO

No Hospital da Mulher, o atendimento é realizado de forma integrada à rede municipal. Pacientes encaminhadas pelas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) passam por avaliação especializada e, quando necessário, têm acesso a exames de diagnóstico na própria unidade, como ultrassonografia e tomografia, além de ressonância magnética de pelve realizada no Hospital de Clínicas. O cuidado é complementado pela atuação conjunta com outras especialidades, garantindo abordagem multidisciplinar e integral.

CUIDADO ESPECIALIZADO

A diretora técnica do Hospital da Mulher, Dra. Adlin Veduato, ressaltou o papel estratégico da unidade e do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) no atendimento dessas pacientes. “O Hospital da Mulher, por meio do Caism, é referência no cuidado à saúde feminina e está estruturado para oferecer atendimento especializado às mulheres com suspeita ou diagnóstico de endometriose. Atuamos de forma integrada, com equipe multiprofissional e acesso a exames e especialidades, garantindo um cuidado completo e humanizado”, pontuou.

Segundo o secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Jean Gorinchteyn, ações de conscientização são fundamentais para ampliar o acesso ao cuidado. “A informação é uma das principais ferramentas para o diagnóstico precoce. Nossa rede de saúde está preparada para acolher e orientar as pacientes, garantindo acesso ao acompanhamento especializado e ao tratamento necessário”, afirmou.

Tecnologia inovadora de rastreio do câncer de mama chega em áreas rurais do Brasil

Postado por Akira Suzuki em 19/mar/2026 -

Projeto-piloto da FMABC com a empresa de biotecnologia LiqSci, ‘RosalindTest’ amplia acesso à medicina de precisão em São Paulo e no Ceará

 

Uma iniciativa entre o Centro Universitário FMABC, em Santo André, e a empresa de biotecnologia LiqSci permitiu que 600 mulheres de áreas rurais dos estados de São Paulo e Ceará realizassem de forma gratuita exames de sangue voltados ao rastreamento do câncer de mama, com a nova tecnologia chamada RosalindTest.

O exame avalia a atividade de genes relacionados à fisiopatologia tumoral e apresenta 95% de precisão na identificação de mulheres com ou sem a doença, segundo dados da empresa. O teste não substitui a mamografia, mas atua como ferramenta complementar, especialmente em regiões onde o acesso a exames de imagem é limitado, permitindo indicar a necessidade de encaminhamento para investigação confirmatória, sempre sob responsabilidade do médico assistente.

O projeto-piloto que permitiu a realização dos testes teve início em novembro de 2025, contratado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), com apoio da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, dentro dos programas “Semear é Cuidar” e “Saúde da Mulher Rural”.

A cooperação entre LiqSci e FMABC foi firmada em 2023, e prevê royalties sobre o faturamento de produtos diagnósticos desenvolvidos em conjunto. Trata-se de um modelo ainda raro no país, no qual a instituição de ensino é remunerada pelo sucesso comercial de uma tecnologia que ajudou a criar. “É um modelo que surge como uma alternativa complementar para levar medicina de alto nível às comunidades mais remotas do Brasil, além de valorizar a pesquisa e a inovação”, explica o reitor do Centro Universitário FMABC, Dr. Fernando Fonseca.

O projeto reforça o potencial de expansão nacional do modelo, levando medicina de precisão a centenas de mulheres em áreas afastadas dos grandes centros comerciais – grupo historicamente distante do diagnóstico precoce. Desta forma, a parceria atua para reduzir desigualdades no acesso ao rastreamento do câncer de mama.

AME Santo André inaugura Sala Lilás para acolhimento de mulheres vítimas de violência

Postado por Akira Suzuki em 18/mar/2026 -

Espaço conta com equipe de “guardiões” treinados para identificar e encaminhar pacientes em situação de vulnerabilidade

 

Silvana Medeiros (vice-prefeita de Santo André), Dr. Victor Chiavegato (diretor-geral do AME-SA) e Ana Carolina Serra (deputada estadual)

O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Santo André inaugurou, no dia 16 de março, a Sala Lilás, um espaço dedicado ao acolhimento de mulheres vítimas de violência atendidas na unidade. A iniciativa chega em um momento de crescimento preocupante dos índices de violência de gênero no país.

Os dados são alarmantes. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou 1.568 feminicídios em 2025, um aumento de 4,7% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 1.492 vítimas. Em 2023, o número foi de 1.475. A subnotificação, no entanto, indica que a realidade pode ser ainda mais grave.

Bóton dos “guardiões”

O AME Santo André atende, em média, mil pacientes por dia, sendo 80% desse total composto por mulheres. A Sala Lilás foi criada justamente para oferecer a esse público um canal seguro de escuta e encaminhamento. Profissionais de diversas áreas da unidade foram selecionados e receberam treinamento específico para atuar como “guardiões” do espaço, distribuídos entre os cinco andares do ambulatório, na proporção de dois a quatro por pavimento.

Cada guardião recebeu um bóton de identificação, tornando-se referência para os demais colegas. Quando outro profissional identificar sinais de violência em uma paciente, poderá acionar um guardião, que conduzirá o atendimento na sala. Entre as funções desempenhadas estão a escuta qualificada, o preenchimento da notificação compulsória junto ao sistema de vigilância e o encaminhamento para a rede de proteção, que inclui CRAS, CREAS e Delegacia da Mulher, entre outros serviços.

Silvana Medeiros, Dr. Victor Chiavegato, Rita Maria Santos Spontão e Ana Carolina Serra

URGÊNCIA

Para o diretor-geral do AME Santo André, Dr. Victor Chiavegato, a criação do espaço responde a uma necessidade urgente. “Infelizmente, temos visto nos últimos tempos um aumento no número de feminicídios. A ideia da sala é que possamos acolher essas mulheres aqui na unidade. Cada dia que passa, vemos que esse número de violência contra a mulher tem aumentado, não só a violência física, mas a psicológica e a moral também”, afirmou. “Se identificarmos que a paciente precisa de acolhimento, teremos essa Sala Lilás, com profissionais específicos para esse atendimento.”

A deputada estadual Ana Carolina Serra, que acompanhou a inauguração e recebeu uma placa com o título de Embaixadora da Sala Lilás, destacou a importância do equipamento. “Essa iniciativa é essencial para que possamos aumentar a proteção à mulher vítima de violência. Aqui transitam mais de mil pessoas por dia, e mais de 80% são mulheres que carregam histórias nas quais a violência pode estar presente no cotidiano. E aqui elas vão se sentir seguras para conversar, porque essa escuta é feita por profissionais qualificados, que podem dar o encaminhamento correto”, disse. “É um espaço simples, mas com grande efetividade no acolhimento. Com pequenas ações como essa, podemos transformar, aos poucos, essa triste realidade.”

A vice-prefeita de Santo André, Silvana Medeiros, também nomeada Embaixadora durante o evento, reforçou a necessidade de ação conjunta entre poder público, empresas e sociedade. “Para mim, é muito importante. Trabalhar sozinha não faz a diferença. As pessoas precisam se movimentar, o órgão público, as empresas, todo mundo tem que se movimentar para fazer a diferença na vida das mulheres”, declarou. “Ter a iniciativa de montar essa sala significa que as mulheres serão acolhidas no momento mais vulnerável, quando mais precisam.”

Rita Maria Santos Spontão, coordenadora de Qualidade do AME Santo André e articuladora do projeto, explicou o raciocínio que orientou a criação da sala. “Quando a mulher está nessa situação, muitas vezes, ela procura o serviço de saúde. É aonde frequentemente ela vai chegar”, disse. “Que bom que os profissionais tenham esse olhar para identificá-la. Temos aqui uma sala onde é feito o atendimento psicológico, um local reservado, para uma escuta qualificada. E a partir daí, esse contato com a rede, que oferece uma vasta gama de serviços.”

TRABALHO CONJUNTO

A criação da Sala Lilás é resultado de um trabalho coletivo que envolveu liderança institucional, engajamento da equipe e articulação com a rede de proteção local. O primeiro treinamento dos guardiões foi realizado na mesma data da inauguração, com duração de aproximadamente duas horas. A capacitação abordou desde a identificação dos sinais de violência até o mapeamento dos serviços disponíveis na rede para encaminhamento das pacientes.

A equipe de guardiões é composta por profissionais de diferentes funções dentro do AME, incluindo enfermeiros, assistentes sociais, psicólogos, médicos, recepcionistas e funcionários da equipe de higienização, o que garante capilaridade no atendimento em todos os turnos e setores da unidade.

O projeto pretende ampliar os treinamentos ao longo do ano, alcançando toda a equipe do ambulatório. A meta é que qualquer profissional da unidade, ao identificar uma paciente em situação de risco, saiba como agir e a quem acionar. Também estão previstas visitas aos serviços da rede de proteção, para que os guardiões conheçam pessoalmente os equipamentos disponíveis no território.

A Sala Lilás do AME Santo André representa um passo concreto na articulação entre saúde e proteção social. Em um serviço que atende majoritariamente mulheres, o espaço cumpre tanto uma função humanitária quanto uma obrigação legal, ao transformar o ambulatório em um ponto de entrada seguro para mulheres que, muitas vezes, chegam sem verbalizar o que estão vivendo, mas carregando sinais que, agora, a equipe está mais preparada para reconhecer.

Projeto com I.A. prevê melhorar acompanhamento de gestantes em Mauá

Postado por Akira Suzuki em 17/mar/2026 -

Programa desenvolvido com universidade e Ministério da Saúde utiliza tecnologia para fortalecer o pré-natal no SUS

 

Sistema será usado em UBSs e na maternidade do Hospital Nardini, entre outras unidades (foto: Evandro Oliveira/PMM)

A Prefeitura de Mauá iniciou a implantação do Programa PET-Saúde/Informação e Saúde Digital, iniciativa que busca aprimorar o acompanhamento de gestantes na rede municipal por meio do uso de tecnologia. O projeto é realizado em parceria com a Universidade Nove de Julho (Uninove) e o Ministério da Saúde e terá duração de 24 meses. O evento de lançamento do programa foi realizado em 12 de março, no auditório do Campus 2 da universidade em Mauá.

Para o prefeito Marcelo Oliveira, a inovação tecnológica pode ampliar a capacidade de atendimento da rede pública sem perder o foco no cuidado humanizado. “A tecnologia estará cada vez mais presente na vida das pessoas e precisamos transformá-la em ferramentas para melhorar a vida da população. A chegada da inteligência artificial é mais uma dessas possibilidades para fortalecer o cuidado com as pessoas”, afirmou.

Segundo o prefeito, o município já vem avançando na modernização da rede municipal de saúde, com todas as Unidades Básicas de Saúde operando com prontuário eletrônico e serviços digitais, como agendamento online de consultas e exames e emissão de receitas digitais.

As ações do projeto ocorrerão nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), no Centro de Referência de Saúde da Mulher, Criança e Adolescente (CRSMCA) e na maternidade do Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, gerenciado pela Fundação do ABC. Entre as iniciativas está o desenvolvimento do Sistema Integrado de Acompanhamento Gestacional (SIAG), que utilizará Inteligência Artificial para ajudar médicos e enfermeiros a identificar gestantes com maior risco e monitorar faltas às consultas de pré-natal.

O sistema também deverá emitir alertas para priorização de atendimentos e incluirá um chatbot no WhatsApp para enviar lembretes de consultas e orientações às gestantes.

A secretária municipal de Saúde, Eliene de Paula Pinto, afirma que a tecnologia deve reforçar o cuidado com a saúde materno-infantil. “O acompanhamento das gestantes já é uma prioridade da rede e a tecnologia será mais uma aliada para identificar riscos e garantir que o pré-natal seja realizado de forma completa e no tempo adequado”, destacou.

Somente na atenção primária, a rede municipal registrou mais de 39 mil consultas médicas de pré-natal e 49 mil consultas de enfermagem para gestantes. No Hospital Nardini, foram realizados 1.867 partos em 2025, sendo 59,3% normais e 40,7% cesáreas.

Coordenador do projeto PET-Saúde Informação Digital, o professor da Uninove Fernando Serra explica que a iniciativa reúne alunos das áreas de saúde e tecnologia para desenvolver soluções digitais aplicadas ao SUS. “Os estudantes passaram por um processo de letramento em inteligência artificial e agora trabalham no desenvolvimento e nos testes de ferramentas que podem apoiar o atendimento na rede pública”, afirmou.

A secretária-adjunta de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde, Maria Aparecida Cina da Silva, destaca que o programa integra o SUS Digital, estratégia nacional voltada à transformação tecnológica no sistema público. “O PET está dentro do SUS Digital, que busca promover a transformação digital a partir das necessidades do próprio SUS e da população”, afirmou. Segundo ela, o projeto em Mauá conta com 74 bolsistas e investimento previsto de cerca de R$ 1,39 milhão ao longo de dois anos.

No ‘Dia D’, SBC mobiliza 900 profissionais para ações de prevenção e saúde da mulher

Postado por Akira Suzuki em 17/mar/2026 -

As 35 UBSs do município abriram para coleta do exame de Papanicolau, testes de ISTs e vacinação, entre outros serviços

 

Iniciativa teve reforço da Carreta da Mamografia (foto: Johnn Menezes/PMSBC)

A Prefeitura de São Bernardo, por meio da Secretaria de Saúde, mobilizou 900 profissionais, incluindo equipes de limpeza, para a realização do ‘Dia D’ em 14 de março, quando as 35 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) ficaram abertas das 8h às 17h para uma série de atendimentos, voltados à promoção da saúde, prevenção de doenças e cuidado integral da mulher. A iniciativa foi relacionada ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, e também ao Março Lilás, campanha de conscientização e prevenção do câncer de colo de útero.

O prefeito Marcelo Lima esteve pela manhã na UBS Farina para acompanhar de perto os atendimentos, conversar com profissionais da saúde e usuários da unidade que aguardavam para fazer exames ou buscavam outros serviços. Ele também aproveitou o momento para gravar vídeo convidando as mulheres para comparecerem às UBSs mais próximas de suas casas para aproveitarem a oportunidade e cuidarem da saúde. O chefe do Executivo estava acompanhado da primeira-dama e presidente do Fundo Social de Solidariedade, Zana Lima, do secretário de Saúde, Dr. Jean Gorinchteyn, do adjunto, Romero Lima, e de profissionais que trabalham na unidade.

A abertura das unidades aos sábados para ações como o ‘Dia D’, de acordo com o prefeito, tem o objetivo de dar oportunidade àquela parcela da população que não consegue fazer o acompanhamento preventivo da saúde nos dias da semana. “Isso significa ampliar a possibilidade para que as pessoas possam cuidar da saúde preventivamente. No caso deste ‘Dia D’, a ação tem como foco a promoção da saúde da mulher. Muitas delas trabalham a semana toda, chegam em casa e ainda têm filhos e a casa para cuidar, e às vezes não sobra tempo para ir ao médico. Então, cabe a nós, do governo, promover ações como essa e dar a elas o tempo que precisam”, comentou.

AMPLIAR ACESSO

A iniciativa visa ampliar o acesso da população a serviços essenciais de saúde, fortalecendo a prevenção e o diagnóstico precoce, além de oferecer acolhimento e orientação por equipes multiprofissionais preparadas para atender à comunidade. “A ação reforça o compromisso da gestão do prefeito Marcelo Lima com a atenção primária e o cuidado integral à saúde da mulher, incentivando o acompanhamento regular e a prevenção como pilares fundamentais para a qualidade de vida”, explicou a Dra. Débora Durante, diretora do Departamento de Atenção Básica e Gestão do Cuidado, que atua na rede há nove anos.

Além de exames, vacinação, testes de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), orientações sobre planejamento familiar e outras atividades, também ofertadas nas outras 34 UBSs, a unidade do Farina contou com um reforço no atendimento: a Carreta da Mamografia, com capacidade para realizar até 80 exames em mulheres de 40 a 74 anos, sem necessidade de agendamento ou de pedido médico.

Cabe frisar que São Bernardo foi a primeira cidade do Brasil a ampliar a faixa etária para a realização do exame de rastreio de câncer de mama, medida que também já foi adotada pelo Ministério da Saúde. Para o secretário de Saúde, Dr. Jean Gorinchteyn, a mobilização de 900 profissionais ao longo de todo o sábado, com exames para detecção de câncer de colo do útero e mamografia, entre outros atendimentos, “busca cuidar das pessoas, identificar qualquer doença de forma precoce e salvar vidas”.

PREVENÇÃO

Quem aproveitou a presença da Carreta da Mamografia na UBS Farina foi Maria de Fátima de Mello, de 62 anos, moradora do Jardim Farina há cerca de três anos e que reside naquela região desde 1995. Dona Maria afirmou que está com a saúde em dia, assim como com todas as vacinas, e esteve na UBS para fazer o exame de Papanicolau, mas aproveitou a oportunidade e estava aguardando sua vez para completar a prevenção com o exame de mamografia.

“É muito importante essa ação de hoje para todas as mulheres, porque é sábado e facilita a vida daquelas que trabalham fora. Sou cadastrada nessa UBS já tem muitos anos, e sempre faço meus exames, mas é a primeira vez que venho no ‘Dia D’. Vou aproveitar que é sábado e a carreta já está aqui, perto de casa, porque se não fizer hoje terei de marcar e esperar. E chegando em casa vou falar para minha sobrinha que ela também pode aproveitar e fazer os exames que precisa, pois a prevenção é muito importante e nos livra de alguma coisa complicada no futuro”, disse Maria, natural de Pernambuco, com a experiência de seus mais de 60 anos.

Moradora da região da Vila São Pedro, dona Elisandra Rocha Silva chegou acompanhada da nora, Tatiana, que levou a filha Maria, 4 anos, para fazer a pesagem, um dos quesitos necessários para renovação do Bolsa Família, e da outra avó da menina, Nilda. “O ‘Dia D’ é muito importante para os exames de prevenção para as mulheres, porque não precisa fazer agendamento. Mas eu já estou com todos em dia, inclusive a mamografia, que fiz no fim do ano passado, na carreta. Então, hoje também vim apenas para fazer a pesagem, que é obrigatória para o Bolsa Família”, explicou.

SCS inicia oferta de Implanon, implante contraceptivo de longa duração

Postado por Akira Suzuki em 17/mar/2026 -

Implante contraceptivo é colocado sob a pele (foto: Eric Romero/PMSCS)

São Caetano do Sul iniciou em 10 de março a oferta de Implanon na rede municipal de Saúde, que é gerenciada pela Fundação do ABC em parceria com o município. O implante contraceptivo de longa duração consiste em um bastonete de plástico flexível, com cerca de 4 centímetros de comprimento, que é inserido pelo médico sob a pele do braço – é aplicada anestesia local. O procedimento é realizado em poucos minutos.

Também conhecido como chip anticoncepcional, o Implanon libera gradualmente o hormônio etonogestrel, inibindo a ovulação e, consequentemente, evitando a gravidez. Tem validade de até três anos e possui eficácia superior a 99%. Pode ser removido a qualquer momento caso este seja o desejo da paciente – a fertilidade retorna rapidamente após a remoção.

Estão aptas ao procedimento mulheres entre 14 e 49 anos com desejo de contracepção. Meninas de 10 a 13 anos poderão ser atendidas, em atenção especial à vulnerabilidade social e autonomia. Neste caso, é obrigatória a autorização parental.

Há prioridade para quem não se adaptou a outros métodos ou apresenta vulnerabilidade social, é usuária de drogas, tem doenças psiquiátricas não controladas e condições médicas específicas, como dor pélvica crônica, sangramento uterino anormal, trombofilias, lúpus, epilepsia, diabetes e hipertensão com contraindicação a estrogênios.

Giovanna Ferreira, de 23 anos, foi a primeira paciente a realizar o procedimento na rede municipal de São Caetano, na UBS Caterina Dall’Anese, no Bairro Olímpico. “Tenho dificuldade muito grande com a pílula, e para mim o Implanon é um método muito mais seguro e eficaz de fazer o controle sem efeitos colaterais.”

Além da UBS Caterina Dall’Anese, o Implanon é ofertado nas UBSs Maria Corbeta Segato (Bairro Prosperidade), Amélia Locatelli (Bairro Santa Maria) e João Bonaparte (Bairro Santa Paula), no Centro de Especialidades Médicas e no Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher), ambos no Bairro Fundação.

A Secretaria de Saúde estabeleceu fluxo de atendimento padronizado e legalmente embasado para garantir o acesso seguro e eficaz ao Implanon. Para tanto, a paciente precisa ter indicação médica. Após, é realizada avaliação completa, verificando, inclusive, a ausência de gravidez; transmitidas orientações e aplicado termo de consentimento.

Com Caravana da Saúde, SBC promove ação para zerar fila de cirurgias de catarata

Postado por Akira Suzuki em 17/mar/2026 -

Atendimentos na Clínica Municipal da Visão foram potencializados por meio da iniciativa

 

A catarata se caracteriza pela opacidade do cristalino, dificultando a visão (foto: Johnn Menezes/PMSBC)

Programa criado para equalizar fila represada de exames, consultas e cirurgias ao longo de 2025 e reorganizar os fluxos da rede municipal, a Caravana da Saúde, da Prefeitura de São Bernardo, promoveu em 14 de março ação de cirurgias de catarata, na Clínica Municipal da Visão, visando zerar demanda deste tipo de procedimento.

A iniciativa da Caravana da Saúde – Oftalmologia foi lançada pelo prefeito Marcelo Lima na unidade de saúde gerenciada pela Fundação do ABC, por meio do contrato de gestão do Complexo de Saúde de SBC.

Os atendimentos foram realizados com horário agendado. O acesso à Clínica da Visão se deu pela regulação municipal e a porta de entrada era a UBS (Unidade Básica de Saúde) de referência dos moradores. Em 2025, a Clínica da Visão realizou mais de 155 mil atendimentos, entre consultas, exames e cirurgias. Com um moderno parque tecnológico e centro cirúrgico com três salas, inaugurado em maio de 2025, o equipamento de saúde atende toda a demanda de baixa e média complexidade na área de oftalmologia do município.

O chefe do Executivo pontuou que a mobilização visa atender de maneira mais célere os pacientes e ordenar o fluxo de atendimento da Clínica da Visão. “Tudo isso só é possível porque entregamos no ano passado o centro cirúrgico. A Clínica da Visão foi entregue como se fosse um hospital, mas, na verdade, funcionava apenas como um ambulatório. Nós construímos e entregamos o centro cirúrgico, serviço muito bem avaliado e, com essa ação, nos próximos cinco meses, vamos qualificar ainda mais o atendimento em saúde ocular do município”, afirmou.

QUALIFICAÇÃO DO ATENDIMENTO

Consultas e exames também serão intensificados em 2026, conforme já havia sido anunciado pelo prefeito em janeiro deste ano, durante visita à Clínica da Visão. Em um período de cinco meses, além das cirurgias de catarata, estão previstas a realização de 20 mil consultas médicas oftalmológicas, 1,2 mil aplicações de injeção intravítrea, 500 procedimentos de fotocoagulações, 200 procedimentos de iridotomias, 500 procedimentos de capsulotomias, 250 exames de ultrassom ocular e 12,5 mil exames especializados relacionados ao protocolo pré-operatório de catarata.

O secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Jean Gorinchteyn, destacou que, com gestão, a reorganização dos fluxos está permitindo a ampliação dos atendimentos, sem que haja aumento exponencial de gastos. “É o bom uso do recurso público, fazendo mais com a mesma quantidade de investimentos que a Secretaria de Saúde já tinha previsto para o equipamento”, detalhou.

CARAVANA DA SAÚDE

Lançada em janeiro de 2025, a Caravana da Saúde foi um grande programa instituído pela Prefeitura de São Bernardo como resposta aos mais de 90 mil procedimentos, entre cirurgias, consultas e exames, acumulados em filas e herdados do governo anterior pela atual gestão. Com mutirões realizados aos finais de semana no primeiro semestre, reposição das equipes médicas e de enfermagem e organização dos fluxos, foram realizados mais de 250 mil atendimentos de janeiro a agosto de 2025.

Carretas de exames de ressonância magnética, tomografia e ultrassonografia resolveram as demandas represadas sem afetar os atendimentos de rotina de hospitais e policlínicas.

FUABC debate violência contra a mulher com lançamento de campanha e roda de conversa

Postado por Akira Suzuki em 13/mar/2026 -

Além de debates sobre violência de gênero, programação do Mês da Mulher inclui aulas práticas de defesa pessoal e atividades de autocuidado

 

Delegada Dra. Raquel Gallinati (quarta, à esq.) com a Comissão de Mulheres da FUABC

Em celebração ao Mês da Mulher, a Fundação do ABC promoveu nesta sexta-feira (13/03) uma programação especial dedicada à proteção, saúde e bem-estar das mulheres. A ação marcou o lançamento da campanha “FUABC: pelo fim da violência contra as mulheres” e reuniu colaboradores da sede administrativa da FUABC e do Centro Universitário FMABC. Ao todo, cerca de 240 pessoas participaram da ação, que foi transmitida pelo canal do YouTube da FUABC.

O evento, realizado no Anfiteatro Prof. Dr. David Uip, no campus universitário em Santo André, contou no período da manhã com palestra e roda de conversa com referências femininas convidadas, que discutiram dados e estratégias de enfrentamento à violência de gênero – um fenômeno social que vitimiza milhares de mulheres todos os anos.

A campanha foi apresentada por meio de um vídeo institucional, com a participação de colaboradores da FUABC e do Centro Universitário, que também trouxe indicadores nacionais sobre violência de gênero. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil em 2025, um aumento de 4,7% em relação ao ano anterior.

A delegada Dra. Raquel Gallinati, o presidente da FUABC, Dr. Aldemir Humberto Soares, e o vice-presidente, Dr. Ricardo Carajeleascow

Prestigiaram o evento o presidente da FUABC, Dr. Aldemir Humberto Soares, o vice-presidente, Dr. Ricardo Carajeleascow, além de diretores, gestores e demais colaboradores.

Durante a abertura, o presidente da Fundação do ABC destacou a importância do tema e do engajamento institucional no enfrentamento à violência contra a mulher. “Estamos reunidos em um evento de grande relevância, que requer a participação de todos. A Fundação, como instituição da área da saúde, não pode se afastar desse debate. A saúde é um setor majoritariamente feminino, realidade observada em todo o mundo. Para mim, é uma honra abrir este evento e poder reafirmar que seguiremos presentes e comprometidos com iniciativas como esta.”

O vice-presidente da instituição, Dr. Ricardo Carajeleascow, também ressaltou o protagonismo feminino dentro da entidade e a importância da reflexão proposta pela iniciativa. “É uma honra participar deste evento, especialmente pela primeira vez em uma reunião dessa dimensão. Saber que 77% dos nossos colaboradores são mulheres reforça ainda mais a importância deste momento. O mês de março, e especialmente o dia 8, não é apenas de celebração, mas de reflexão sobre os desafios e as desigualdades que ainda marcam a trajetória das mulheres na sociedade. Na instituição, contamos com iniciativas como a Comissão das Mulheres e reconhecemos que a força que move a organização é, em grande parte, feminina”.

A palestra principal foi ministrada pela delegada de Polícia Civil do Estado de São Paulo, diretora da Associação dos Delegados de Polícia do Brasil (ADEPOL Brasil) e ex-secretária de Segurança Pública do município de Santos, Dra. Raquel Gallinati, com o tema “Sinais invisíveis da escalada da violência contra a mulher e a impunidade”. A especialista abordou as formas de acolhimento às vítimas, medidas protetivas de urgência, diferentes tipos de violência e os desafios enfrentados no combate cotidiano a esses crimes.

“Historicamente, muitas políticas públicas foram formuladas sem considerar plenamente as experiências e necessidades das mulheres. Hoje, a participação feminina na criação dessas políticas ainda é limitada, o que impacta diretamente na forma como determinados problemas são tratados. Em muitos casos, vítimas de violência e crimes sexuais ainda enfrentam questionamentos que acabam relativizando a responsabilidade do agressor. Por isso, não há efetividade sem políticas públicas consistentes e comprometidas com essa realidade. Mais do que normas no papel, as mulheres precisam de medidas que gerem resultados concretos.”

Na sequência, foi realizada uma roda de conversa com a participação da Dra. Raquel Gallinati, da professora do Centro Universitário FMABC, Dra. Eriane Justo Luiz Savoia, e da psicóloga clínica Valdina Moreira, tendo como mediadora Cláudia Marques, colaboradora do Departamento Jurídico da FUABC. O encontro aprofundou o debate sobre prevenção, acolhimento e apoio às mulheres em situação de violência, contando ainda com a participação e interação do público presente.

Organizado pela Comissão das Mulheres da FUABC, em parceria com a Diretoria de Gestão Institucional e a Diretoria de Comunicação e Marketing, a campanha integra as ações de mobilização coletiva em defesa dos direitos das mulheres, reforçando a urgência da implementação de políticas públicas para o enfrentamento da violência de gênero. O evento teve transmissão online pelo canal da FUABC no YouTube, ampliando o alcance e o engajamento da iniciativa.

ATIVIDADES

A programação da tarde, realizada das 13h às 17h, foi dedicada ao autocuidado, à autoestima e ao fortalecimento – inclusive físico – das participantes.

O destaque ficou para a aula de defesa pessoal, conduzida pela Escola Krav Maga ABC, de Santo André, na quadra da Atlética Medicina ABC. Dividida em parte teórica e prática, a atividade iniciou com a apresentação do professor e das monitoras, seguida de orientações sobre pontos vitais do corpo e o uso de objetos comuns como ferramenta de defesa.

Na parte prática, as participantes aprenderam técnicas para se soltar de agarramentos, chutes básicos, defesa contra puxadas de cabelo e estratégias de proteção contra esganaduras, tanto na parede quanto no chão.

Em outro espaço, também foram oferecidas sessões gratuitas de ventosaterapia e auriculoterapia, em parceria com a Atenção Básica da Secretaria de Saúde de Santo André, realizadas por ordem de chegada no Laboratório de Habilidades da FMABC.

Outra atração voltada ao público feminino foi a oficina de maquiagem, conduzida por consultoras da Mary Kay, e realizada em dois locais: na sede administrativa da FUABC e na sede da Diretoria de Gestão de Pessoas, na Vila Bastos, em Santo André. As colaboradoras participantes receberam cartões temáticos da campanha personalizados com suas fotos.

Dra. Eriane Justo Luiz Savóia, Dra. Raquel Gallinati, Valdina Moreira e Dra. Cláudia Marques

Sessão solene em SA amplia debate sobre diagnóstico e tratamento da endometriose

Postado por Akira Suzuki em 13/mar/2026 -

Treze de março é o Dia Nacional de Luta contra a Endometriose

 

A endometriose, durante muito tempo empurrada para o campo do silêncio, ganhou espaço oficial no plenário da Câmara Municipal de Santo André na noite de 12 de março de 2026. A sessão solene em comemoração à Semana de Educação Preventiva e de Enfrentamento à Endometriose e ao Dia Nacional de Luta contra a Endometriose – celebrado neste 13 de março – reuniu representantes do poder público, da área da saúde e mulheres que convivem diariamente com a doença, em um encontro marcado por relatos emocionantes e apelos por mais políticas públicas.

A solenidade foi presidida pelo vereador Renatinho Santiago, autor do requerimento que deu origem ao evento e também de iniciativas legislativas ligadas ao tema no município. Compuseram a mesa a vice-prefeita Silvana Medeiros, representando o prefeito Gilvan Ferreira, e a deputada estadual Ana Carolina Serra. Também participaram autoridades da saúde e do ensino médico, entre as quais o presidente da Fundação do ABC, Dr. Aldemir Humberto Soares, e o reitor do Centro Universitário FMABC, Prof. Dr. Fernando Fonseca, além de diretores de unidades de saúde estaduais e municipais da região do ABC.

Mais do que uma cerimônia formal, a sessão teve tom de mobilização. Ao abrir os pronunciamentos, Ana Carolina Serra afirmou que “a dor não é normal” e defendeu mais investimento em exames de imagem especializados, capacitação médica e pesquisa. Segundo a deputada, o debate precisa sair do campo da empatia discursiva e alcançar orçamento, estrutura e ação prática, especialmente em uma área que afeta milhões de mulheres e ainda convive com subdiagnóstico e invisibilidade.

A fala da parlamentar dialogou com uma percepção repetida ao longo de toda a noite: a de que muitas mulheres ainda passam anos ouvindo que a dor menstrual intensa seria algo comum. O próprio vereador Renatinho Santiago reforçou essa crítica ao afirmar que a endometriose “não é exagero”, “não é drama” e “não é frescura”. Para ele, levar o tema ao Legislativo significa assumir responsabilidade pública diante de um problema que compromete a vida emocional, profissional e familiar de milhares de mulheres.

Renatinho Santiago, Dr. Aldemir Humberto Soares e Ana Carolina Serra

Durante a solenidade, foi exibido um vídeo institucional sobre a lei municipal que instituiu o Programa de Prevenção e Tratamento da Endometriose em Santo André. No material, foram destacados sintomas recorrentes, a dificuldade de diagnóstico e a necessidade de atendimento especializado. O vídeo também ressaltou a expectativa de ampliação do acesso ao tratamento no município, a partir da regulamentação da política pública já aprovada.

A sessão ganhou ainda mais força com os depoimentos de mulheres diretamente afetadas pela doença. Foi o caso de Wendy Ruas, por exemplo, de 31 anos, que contou como conviveu por anos com a suspeita da doença, até conseguir o primeiro laudo somente em 2025, após pagar por uma ressonância em hospital particular. Segundo ela, foram sete anos tentando provar que sua dor era real. Em sua fala, fez um apelo para que profissionais e serviços de saúde não desacreditem o sofrimento das pacientes e defendeu a necessidade de melhorias estruturais.

As manifestações das pacientes encontraram eco nas falas das autoridades presentes. Silvana Medeiros, vice-prefeita de Santo André, afirmou que a política pública precisa ser transformada em prática cotidiana e destacou o papel do núcleo especial de políticas para as mulheres, criado pelo município, como elo entre a legislação e a execução de ações articuladas na rede de saúde.

Na área técnica, a Dra. Maria Odila Gomes Douglas, do Centro Universitário FMABC, destacou que o Ministério da Saúde já estabeleceu protocolos e diretrizes terapêuticas para o diagnóstico da endometriose. Ela enfatizou que a cólica menstrual precisa ser valorizada como um sinal de alerta e defendeu que o cuidado deve ser integral: “A mulher não precisa só do ginecologista; ela precisa do psicólogo, de um clínico cuidador, nutrição e exercício físico. O atendimento deve ser multiprofissional”, afirmou a médica.

Em fala posterior, o presidente da Fundação do ABC, Dr. Aldemir Humberto Soares, reforçou que hoje há condições de realizar o diagnóstico, desde que existam equipamentos adequados, técnica apropriada e investimento. Segundo ele, não basta diagnosticar se o sistema não consegue oferecer o tratamento, inclusive cirúrgico, quando necessário. Ao citar o Hospital Mário Covas como unidade capacitada para os casos mais complexos, ponderou que a ampliação das cirurgias depende de reforço financeiro e apoio institucional.

Renatinho Santiago e Dra. Maria Odila Gomes Douglas

Ao longo do evento, o vereador Renatinho Santiago mencionou números que ajudam a dimensionar a demanda reprimida. Segundo ele, Santo André teria mais de 40 mil mulheres com diagnóstico de endometriose, enquanto a região do ABC somaria mais de 120 mil casos, muitos deles com pacientes à espera de cirurgia de alta complexidade. O vereador também defendeu a implantação de um ambulatório da dor e de um ambulatório da mulher, como estratégias para ampliar o cuidado preventivo e o acompanhamento contínuo.

“Em 13 de março celebramos o Dia Nacional de Combate à Endometriose, uma data para dar visibilidade a uma doença que afeta milhões de mulheres e que, por muito tempo, foi marcada pelo silêncio e pela falta de diagnóstico. O encontro na Câmara representa um marco importante: a dor da endometriose não será mais silenciada em nossa cidade. Nesse sentido, estamos sugerindo a criação de um ambulatório da dor e também do ambulatório da mulher. Seguimos avançando com projeto de lei e indicações ao poder público, buscando ampliar o acesso ao diagnóstico, ao tratamento adequado e ao acolhimento que nossas mulheres merecem”, afirma o vereador Renatinho Santiago.

A sessão solene terminou com agradecimentos e com uma mensagem que se repetiu desde a abertura: a necessidade de transformar debate em ação. Em vez de tratar a endometriose como assunto restrito ao consultório ou à esfera privada, o encontro na Câmara de Santo André colocou a doença no centro da agenda pública. E deixou claro que, para as mulheres que convivem com dor, sangramento, espera e descrédito, visibilidade não é um gesto simbólico. É o primeiro passo para garantir dignidade, acolhimento e tratamento.

AME Itapevi realiza palestra sobre saúde feminina em alusão ao Dia da Mulher

Postado por Akira Suzuki em 12/mar/2026 -

Unidade promoveu encontro presencial com colaboradoras para discutir temas relevantes ao bem-estar feminino

 

O tema do encontro foi sobre sexualidade feminina

O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Itapevi, unidade gerida pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, realizou no dia 9 de março uma palestra especial em alusão ao Dia Internacional da Mulher. A atividade foi direcionada às colaboradoras da instituição e teve como propósito incentivar o cuidado com a saúde feminina, oferecer informação qualificada e estimular reflexões sobre temas ainda pouco discutidos no cotidiano das mulheres.

A palestra foi conduzida pela médica ginecologista e obstetra Dra. Gabriela Maria, especialista em Patologia do Trato Genital Inferior pela Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC).

O tema escolhido para o encontro foi “Prazer também é saúde: quando o desejo sexual muda, como compreender e agir?”, abordando a sexualidade feminina de forma aberta e fundamentada em conhecimento científico. A especialista reforçou que o prazer e o bem-estar sexual integram a saúde integral da mulher e merecem atenção e acolhimento.

Durante a apresentação, a médica explicou que o desejo sexual feminino é multidimensional e envolve não apenas fatores hormonais ou fisiológicos, mas também aspectos psicológicos, relacionais, sociais e culturais. Segundo a especialista, a resposta sexual feminina resulta da interação entre cérebro, corpo, vínculos afetivos e o contexto de vida de cada mulher, o que torna indispensável uma avaliação ampla e individualizada diante de qualquer mudança na libido.

A palestra também abordou o Desejo Sexual Hipoativo, condição caracterizada pela redução ou ausência persistente do desejo ou da motivação para a atividade sexual. A Dra. Gabriela Maria esclareceu que tal condição só representa uma questão clínica quando provoca sofrimento ou impacto na qualidade de vida, reforçando que nem toda oscilação do desejo constitui um problema de saúde. “Mais do que um dia de homenagens, o Dia da Mulher é uma oportunidade para refletirmos sobre nossos corpos e vontades”, destacou a especialista.

A iniciativa reafirma o compromisso da Fundação do ABC com a promoção da saúde e o bem-estar de suas equipes. Desde junho de 2019, a instituição gerencia o AME Itapevi, oferecendo à população 18 especialidades médicas, além de consultas nas áreas de enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição e psicologia, exames diagnósticos e cirurgias ambulatoriais.