Postado por Maíra Oliveira em 24/jun/2021 -

Braço de ensino e pesquisa da FUABC, o Centro Universitário FMABC analisa cerca de 1.000 exames de Covid-19 por dia
Classificada entre as maiores instituições de Saúde do País, a Fundação do ABC divulgou recentemente os dados do balanço de 2020, pelos quais nota-se crescimento de 24,7% das receitas, que partiram de R$ 2,34 bilhões em 2019 para R$ 2,92 bilhões no ano passado. Entre as razões para o acréscimo, a entidade assumiu a gestão plena de três novos equipamentos de saúde, em contratos firmados com o Governo do Estado de São Paulo: Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Sorocaba, AME Santos e o Polo de Atenção Intensiva (PAI) em Saúde Mental da Baixada Santista.
No âmbito do enfrentamento à pandemia, a FUABC assumiu protagonismo na gestão de 1.188 leitos exclusivos de Covid-19, sendo 702 de enfermaria e 486 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Além da readequação de diversos serviços e estruturas para receber pacientes suspeitos e contaminados pelo novo coronavírus, a Fundação do ABC também assumiu hospitais de campanha em Santos e Mogi das Cruzes, por exemplo, entre diversas outras estruturas dedicadas ao combate à Covid-19.
No ABC, a entidade assumiu a gestão do Hospital de Urgência de São Bernardo, do Novo Hospital Anchieta e do Hospital de Campanha de São Caetano do Sul, além de apoiar a gestão dos Hospitais de Campanha de Santo André. Na Capital, iniciou o gerenciamento de leitos de UTI, de enfermaria e a área de triagem médica do Hospital Ipiranga, assim como o atendimento de urgência e emergência do Pronto-Socorro Adulto do Hospital Geral de São Mateus Dr. Manoel Bifulco.
O apoio ao Poder Público na batalha contra o novo coronavírus também incluiu a contratação de mão de obra. O quadro de colaboradores da FUABC partiu de 21.995 funcionários diretos em 2019 para 26.214 em 2020 – ou seja, um acréscimo de 19,1%. No âmbito dos fornecedores, a FUABC encerrou 2020 com total de 20.395 – crescimento de 10,65% em relação ao ano anterior.
ENTRE AS MAIORES
Além do enfrentamento à pandemia, a Fundação do ABC está presente em unidades de saúde instaladas em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá, Guarulhos, Itatiba, Itapevi, Sorocaba, São Paulo (Capital) e Mogi das Cruzes, além de Praia Grande, Santos e Guarujá. Em 2020, a rede de saúde da entidade realizou mais de 5 milhões de consultas e atendimentos em sua rede de saúde, além de 68 mil cirurgias, 83,5 mil internações e 12,6 milhões de exames e procedimentos.
Com mais de 50 anos de tradição, a FUABC responde pela gestão de 18 hospitais e 6 Ambulatórios Médicos de Especialidades, além do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e de uma Central de Convênios, que está à frente de dezenas de unidades nas áreas de Atenção Básica, Saúde Mental, Urgência e Emergência, entre outras.
Divulgada em 2020, edição do ranking “Valor 1000”, do jornal Valor Econômico, listou as 1.000 maiores empresas do País e classificou a Fundação do ABC em 300° lugar. Ao filtrar o ranking por categorias, a instituição do ABC é a 9ª maior do País em sua área de atuação, a de “Serviços Médicos”. Também em 2020, a Revista Exame publicou a 47ª edição especial “MELHORES & MAIORES”, que reconhece o sucesso das empresas que movimentam os mais importantes setores da economia nacional. Entre as 500 empresas listadas, a Fundação do ABC ocupa a 345ª colocação. Em seu segmento, de “Serviços de Saúde”, foi considerada a 17ª maior empresa do País.
ANÁLISES CLÍNICAS
Braço de ensino e pesquisa da Fundação do ABC, o Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC analisa cerca de 1.000 exames de Covid-19 por dia, por meio do Laboratório de Análises Clínicas – credenciado pelo Instituto Adolfo Lutz desde abril de 2020. Desde o início da pandemia, 10 cidades já estabeleceram convênios com a unidade de apoio diagnóstico, entre as quais Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Mauá, Ribeirão Pires, Cajamar, Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato e Mairiporã.
São analisados cerca de 30.000 exames por mês, sendo 65% do tipo RT-PCR e 35% de sorologia (teste rápido, ELISA e eletroquimioluminescência). Os resultados ficam prontos em no máximo 48 horas, contribuindo tanto para o diagnóstico de casos suspeitos como para o monitoramento de pacientes internados, que seguem realizando exames periódicos para verificação da carga viral.
O Laboratório de Análises Clínicas da FMABC integra a Rede Butantan, apoiando o Governo do Estado no diagnóstico da Covid-19, especialmente das amostras de exames RT-PCR. O setor também participa de inquérito sorológico, com ampla pesquisa pós-vacina dos profissionais de saúde imunizados, e está implantando equipamento sequenciador genético para estudo das principais variantes do novo coronavírus que circulam na região do ABC Paulista.
Postado por Maíra Oliveira em 24/jun/2021 -

Yumiko Tanaka, natural do Japão, ficou internada durante 16 dias – Foto: Divulgação/PMSCS
“A batchan (avó) tem boa genética”. Foi assim que a neta Ana Carolina Tanaka comemorou a saída da avó, Yumiko Tanaka, de 107 anos, dia 22 de junho do Hospital de Campanha de São Caetano do Sul, onde esteve internada por 16 dias após contrair Covid-19.
Yumiko passou por uma internação por conta de uma pneumonia. Se recuperou, mas o chiado no peito indicava uma crise de bronquite. Precisou tomar antibiótico e, mesmo assim, os sintomas não melhoravam. Sempre acompanhada pela filha, que é médica, e pela neta, perceberam pelo oxímetro que a saturação não estava boa. Procuraram atendimento médico no convênio e, quando foi confirmada a Covid-19, a família, que mora na cidade há mais de 40 anos, optou em procurar o Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin. “Desde o momento em que pisamos no Albert Sabin até a alta hospitalar fomos muito bem atendidos e amparados. Foi um momento de apreensão ter que deixá-la no hospital. Ela nunca ficou sozinha”, relembrou Ana Carolina.
A neta contou que desde que a avó chegou ao Hospital de Campanha, no dia 6 de junho, todo dia a família recebia notícias e participava de videochamadas, mas os médicos começaram a perceber que ela estava muito quietinha. “Ela não fala quase nada em português. A comunicação estava muito difícil e ela foi ficando cada vez mais quietinha e sem tentar se comunicar com a equipe. Certo dia, o médico que a examinava percebeu que ela sentia um incômodo no ombro e a levaram para fazer um exame. O ortopedista que a atendeu falava japonês. Foi quando a equipe percebeu que ela se animou e trocou algumas frases”, explicou.
Ana Carolina foi chamada ao hospital para que juntos tentassem uma alternativa de interpretar o que Yumiko sentia ou gostaria de falar. “Decidi fazer cartazes. Fiz mais de 20 frases e cartazes com palavras de incentivos: Força, remédio para você ficar melhor, sua família está te aguardando, entre tantas outras”.
“O apoio da família foi fundamental na recuperação de Yumiko. Com as frases que a neta nos enviou, e com a ajuda do colega como intérprete, percebíamos que ela ficava mais animada e lutando para melhorar logo”, explicou o diretor do Hospital de Campanha, Arthur Felipe Rente. Segundo Arthur, o fato da paciente ser muito ativa e lúcida ajudou bastante em sua recuperação.
Dia 23 de junho foi o tão esperado dia da alta hospitalar. Yumiko deixou o Hospital de Campanha com aplausos de toda equipe que acompanhou sua luta.
Yumiko Tanaka nasceu em 4 de maio de 1914, em Okinawa, Japão. Chegou ao Brasil em 1959, teve seis filhos, seis netos e um bisneto. Uma das filhas, com netos e bisneto, mora no Japão. “Ela tem uma saúde de ferro. Se movimenta bem e sempre foi agradecida por tudo que conquistou. E agora, nós que seremos eternamente gratos por todo cuidado que ela recebeu em nossa cidade e pela vacina, que certamente não deixou que seu estado se agravasse”, afirmou Ana Carolina.
Além de abusar do chá, uma verdadeira arte apreciada no Japão, onde há inclusive cerimônias para tomar a bebida, Yumiko aprecia Coca-Cola, tempurá, pastel e peixes.
Postado por Maíra Oliveira em 24/jun/2021 -

Iniciativa mobiliza, em média, doação de 1.500 itens como roupas, cobertores e cestas básicas
Professora de Neurologia e coordenadora do Ambulatório de Distúrbios de Movimento do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dra. Margarete de Jesus Carvalho realizará entre 22 de junho e 31 de julho sua tradicional campanha social para arrecadação de doações em benefício de pessoas carentes. Há 7 anos a docente mobiliza alunos, professores, pacientes e toda a comunidade em favor de indivíduos em situação de vulnerabilidade social. Tudo começou em 2015, quando a médica decidiu pedir às pessoas mais próximas que não lhe dessem presente no mês de seu aniversário, mas que fizessem algum tipo de doação. Na oportunidade foram arrecadados mais de 1.500 itens e a campanha anual nunca mais parou. Ano passado, mesmo em meio à pandemia, a médica arrecadou mais de 2.000 itens.
Nas redes sociais, aulas e no boca a boca, Dra. Margarete busca arrecadar roupas em bom estado, cestas básicas e alimentos não perecíveis, medicações, cobertores, roupas de cama, toalhas de mesa e de banho, sapatos, brinquedos, utensílios domésticos (panelas, colheres, garfos, pratos), artigos de higiene (escova e pasta de dente, pentes, sabonetes, xampus), fraldas e livros usados, entre outros itens.
“Tem sido muito gratificante poder ajudar as pessoas que mais precisam. A campanha no mês do meu aniversário começou como algo despretensioso, mas com a colaboração de todos, tomou uma proporção enorme. Por isso continuamos com esse trabalho anualmente, sempre perto do mês de julho, em busca apenas de fazer o bem”, explica a docente da FMABC.
Neste ano, todas as doações serão entregues a pessoas em situação de vulnerabilidade social atendidas pela Casa Ronald McDonald ABC, Instituição Assistencial Nosso Lar e Associação Projeto Shalom, em Santo André, além da Casa São Vicente de Paulo, em São Bernardo.
Interessados em colaborar com a campanha solidária podem deixar as doações nos seguintes endereços:
SCAFO ABC – Escola de Mergulho
Rua Coronel Agenor de Camargo, 160 – Centro de Santo André. Recebe doações de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 19h, e aos sábados, das 9h30 às 13h30. Contato: (11) 4990-8966.
Centro Universitário FMABC (Anexo 2/Neurologia)
Recebe doações às quintas-feiras, das 8h às 11h, diretamente com a Dra. Margarete de Jesus Carvalho no Ambulatório de Neurologia.
Postado por Maíra Oliveira em 18/jun/2021 -

Infecção pelo novo coronavírus também pode se manifestar na derme
Fadiga, depressão, dificuldade de concentração, dores intensas. Além dos efeitos no pulmão, cérebro e coração já relatados em diferentes estudos, a infecção pelo novo coronavírus também pode se manifestar na derme. Por isso, pesquisadores de cinco universidades brasileiras se uniram para investigar os efeitos do pós-Covid na pele: Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de Goiás (UFG) e Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
A pesquisa tem apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e consiste em uma enquete on-line, que busca descobrir como se comportaram as manifestações dermatológicas após a infecção pelo novo coronavírus e a repercussão da Covid-19 em pacientes com doenças inflamatórias crônicas, como hidradenite supurativa, urticária, psoríase, dermatite atópica, hanseníase, entre outras.
A colaboração com o estudo “Aspectos cutâneos da síndrome pós-Covid” é feita de maneira anônima pelo site https://bit.ly/3tyseVk e o preenchimento do questionário leva menos de 5 minutos. Não há necessidade inserção de dados ou identificação pessoal (com informações da SBD e PUCPR).
Postado por Maíra Oliveira em 18/jun/2021 -
Trabalho elaborado por profissionais da Fundação do ABC (FUABC) e do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, foi selecionado para apresentação na Conferência Internacional de Saúde Ocupacional e Segurança Pública (International Conference on Occupational Health and Public Safety), a ser transmitido virtualmente dias 21 e 22 de junho. O tema do evento deste ano é “Conscientização pública e responsabilidades em relação a questões de saúde e segurança”.
O estudo da FUABC comparou o risco ocupacional de infecção pela Covid-19 entre funcionários da Saúde que atuam em unidades de Atenção Primária, Urgência e Emergência, Atenção Especializada e hospitais de campanha das cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. Segundo a conclusão, profissionais que atuam em hospitais de referência no tratamento da doença, bem como nas redes de Urgência e Emergência, têm maior probabilidade de serem infectados pelo vírus em relação aos profissionais que atuam em ambulatórios das redes de Atenção Primária e Especializada.
Ao todo foram analisados 945 casos de infecção pela Covid-19. Do total, os pesquisadores concluíram que 828 tinham vínculo com a atividade profissional, 96 não guardavam vínculo com o trabalho e em 21 casos não foi possível concluir a origem da contaminação.
“Ficamos muito honrados em ter nosso trabalho aceito em uma importante conferência como esta. Em meio a tantas perguntas que temos hoje sobre a pandemia, acreditamos contribuir com alguma resposta. A avaliação de riscos ocupacionais ainda carece de muita pesquisa”, disse um dos autores do trabalho, o engenheiro e coordenador do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) da Central de Convênios da FUABC, Dr. Amaury Machi Junior.
Outros autores do estudo são o vice-reitor da FMABC, Dr. Fernando Luiz Affonso Fonseca, o professor assistente da FMABC, Dr. Luiz Carlos de Abreu, a professora do Laboratório de Delineamento de Estudos e Escrita Científica da FMABC, Ítala Maria Pinheiro Bezerra, e o professor do Laboratório de Epidemiologia e Análise de Dados da FMABC, Dr. Fernando Adami. Mais informações sobre a conferência estão disponíveis no site https://crgconferences.com/occupationalhealth.
Postado por Maíra Oliveira em 18/jun/2021 -

Unidade funciona com 10 leitos, sendo 8 de UTI e 2 de enfermaria
Instalado no início de abril, o Hospital de Campanha do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Sorocaba recebeu, em dois meses, 48 pacientes na ala de internação da unidade. O equipamento Estadual é gerido pela Fundação do ABC desde novembro de 2020 e foi selecionado pelo Governo do Estado para reforçar a rede de atenção destinada à internação de pessoas com a Covid-19. O balanço dos atendimentos considera o período entre 9 de abril e 8 de junho.
A unidade funciona com 10 leitos, sendo 8 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 2 de enfermaria, cujas vagas são reguladas pela Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (CROSS). Os leitos de UTI instalados no equipamento são referência para 48 municípios do Estado. O primeiro paciente foi recebido no Hospital de Campanha na madrugada do dia 9 de abril.
A maioria dos pacientes, 37, precisou ser internada diretamente nos leitos de UTI. Dois ocuparam leitos de Enfermaria e posteriormente foram transferidos para a terapia intensiva, e outros nove só utilizaram os leitos de enfermaria. As principais comorbidades — prevalentes em 36 pacientes — foram a hipertensão arterial, asma, obesidade e diabetes.
A importância regional do serviço pode ser evidenciada pela variedade das cidades de residência dos pacientes que utilizaram ou utilizam o serviço. Ao todo, considerando o período informado, os usuários são moradores de 24 municípios, além de Sorocaba. São eles: Alambari, Angatuba, Araçoiaba da Serra, Boituva, Buri, Capela do Alto, Cerquilho, Ibiúna, Itaberá, Itapetininga, Itapeva, Itararé, Piedade, Pilar do Sul, Porto Feliz, Ribeirão Grande, Salto de Pirapora, São Miguel Arcanjo, São Paulo, Sarapuí, Taquarivaí, Tietê, Tupã e Votorantim.
“O desafio tem sido enorme. Toda a equipe do AME Sorocaba mostrou-se disposta e engajada em fazer parte da solução neste momento tão delicado que vivemos. Além da busca constante às melhores condições para recepcionar os pacientes acometidos pela Covid-19, a equipe mantém o olhar de sempre ao atendimento ambulatorial de excelência, que não foi interrompido”, disse o diretor-geral da unidade, Marcos Paiva de Oliveira.
ADAPTAÇÃO E ESTRUTURA
Originalmente vocacionado aos atendimentos ambulatoriais, que estão mantidos, o AME Sorocaba passou a contar com estrutura completamente apartada para a assistência aos casos de Covid-19. A diretoria da unidade criou um sistema híbrido na unidade, inclusive com entradas diferentes para os pacientes do ambulatório e os casos de internação pela Covid-19. Internamente, os fluxos também não se cruzam, o que garante maior segurança a pacientes, colaboradores e usuários em geral.
Para a abertura do Hospital de Campanha, um tanque de oxigênio específico foi instalado para suprir os 10 leitos de Covid-19, permitindo que a rede própria permaneça em stand by, como backup para qualquer tipo de eventualidade.
Postado por Maíra Oliveira em 18/jun/2021 -

Desde o início do projeto, já foram feitos mais de 100 teleatendimentos
O Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, gerido pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, conta desde março com projeto piloto de telemedicina. Hoje, os privados de liberdade custodiados atendidos presencialmente na unidade, localizada na Capital, passaram a ter as consultas de retorno também agendadas em formato on-line, como determina a legislação brasileira.
Desde o início do projeto, já foram feitos mais de 100 teleatendimentos e outros 37 deverão ser realizados até o final deste mês em várias especialidades, como Cardiologia, Clínica Médica, Ginecologia, Dermatologia, Infectologia, Cirurgia Plástica, Cirurgia Vascular, Cirurgia Torácica, Psiquiatria e Urologia. Em junho, o CHSP está ofertando 157 vagas de consultas de retorno pela modalidade, além da oferta de atendimentos presenciais.
Além de dar agilidade ao atendimento dos custodiados, o sistema de teleconsultas contribui para a continuidade do cuidado e economia de recursos, uma vez que evita o deslocamento dos privados de liberdade até o CHSP, que envolve a necessidade de escolta armada e uma complexa logística. Outras vantagens são de viabilizar a renovação de prescrições médicas e otimizar o fluxo de atendimento no ambulatório. Os agendamentos continuarão sendo realizados na medida em que são abertas as vagas.
“Podemos avaliar que, com a menor demanda por consultas presenciais, é possível realizar a otimização das horas médicas, permitindo melhor aproveitamento das vagas disponíveis, uma vez que o absenteísmo para esta modalidade de consulta tende a ser muito baixo. É uma excelente oportunidade para as 178 unidades prisionais otimizarem a assistência à saúde de maneira mais flexível, mais simples em termos de logística e conveniente para os pacientes e para a Secretaria de Administração Penitenciária”, explica a gerente de processos do CHSP, Elaine Cristina dos Santos.
Postado por Maíra Oliveira em 18/jun/2021 -

Foto: Divulgação/PMMC
O Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC), gerenciado pela Fundação do ABC, completou em 14 de junho sete anos de funcionamento com a marca de mais de 2 milhões de atendimentos já realizados. Nos últimos 14 meses, a unidade hospitalar tornou-se referência exclusiva para o atendimento de casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus. Neste período já realizou 53.192 consultas e 3.499 internações de pacientes diagnosticados com Covid-19.
O HMMC foi inaugurado em 14 de junho de 2014 com 69 leitos de internação para homens, mulheres e crianças, e mais 10 leitos na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulta. O Centro Cirúrgico foi preparado para realizar cirurgias de pequeno e médio porte, como hérnia, vesícula e varizes, e o pronto-socorro, até antes da pandemia, era especializado apenas no atendimento infantil.
Desde 18 de março de 2021, no entanto, o hospital conta com infraestrutura totalmente direcionada e preparada para o enfrentamento da pandemia. Atualmente a unidade opera com 176 leitos, sendo 100 de enfermaria (70 nas dependências internas e 30 no anexo instalado no andar térreo da UnicaFisio) e 76 leitos de UTI. Todo atendimento, desde o acolhimento, consultas, exames, acompanhamentos e internações, é feito por 531 colaboradores.
O município conta com outros cinco locais para atendimento de pacientes com sintomas leves de Covid-19: UBSs Vila Suíssa, Ponte Grande, Jardim Camila, Alto Ipiranga, Jardim Universo.
AMPLIAÇÃO
Em 15 de abril, o tanque de oxigênio do Hospital Municipal foi trocado pela empresa responsável pelo fornecimento de gases, passando de 4.950 para 9.870 metros cúbicos (m3). A capacidade ampliada era uma antiga solicitação da administração municipal visando a instalação dos novos leitos Covid-19.
Postado por Maíra Oliveira em 18/jun/2021 -
Professor de Psiquiatria do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e coordenador do Fórum Nacional de Serviços de Apoio ao Estudante de Medicina (FORSA), Dr. Sergio Baldassin organizou durante o 12º Congresso Paulista de Educação Médica (CPEM), dias 6 e 7 de maio, o II Fórum de Serviços de Apoio aos Estudantes de Medicina. O evento on-line foi dirigido a estudantes, residentes, gestores, docentes e profissionais dos serviços de apoio e suporte aos estudantes de Medicina.
O tema predominante nos dois dias de atividades, que reuniram diversos especialistas e temas variados, foi a melhoria da qualidade de vida dos médicos residentes durante a pandemia de Covid-19. O encontro teve a participação da Associação Nacional dos Médicos Residentes (ANMR), representada pelo Dr. Vinicius Miola, que contou com espaço de apresentação no segundo dia de evento. De acordo com a entidade, atuam hoje no Brasil cerca de 30 mil médicos residentes.
Em geral, foram abordados temas como ajustes na bolsa de estudos de residentes; melhoria de estrutura nos serviços de saúde para adequação da preceptoria e aprendizado; fiscalização dos cenários de prática; garantia do uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs); conceito do ato de cuidar; importância da escuta qualificada; ensino remoto e telemedicina; fortalecimento das associações estaduais de Residência Médica; melhoria da interface junto ao Ministério da Educação (MEC), entre outros assuntos.
“Mais uma vez o ‘FORSA Paulista’ trouxe novas ideias e novos palestrantes, homenageou profissionais-modelo, incentivou parcerias locais e reuniu o que há de mais novo sobre a promoção de saúde entre docentes e estudantes. Buscamos estimular a discussão da melhor entrega saudável do conhecimento tendo o equilíbrio emocional do estudante como um objetivo pedagógico, mas desta vez sob o desafio da pandemia de Covid-19”, explica Dr. Sergio Baldassin.
O evento também contou com a participação do professor titular de Ginecologia da FMABC e presidente da Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. César Eduardo Fernandes, além de palestrantes convidados do Centro de Desenvolvimento de Educação Médica (CEDEM) da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP); do Grupo de Assistência Psicológica ao Aluno (GRAPAL) da FMUSP; da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e da FACERES, faculdade particular de Medicina localizada em São José do Rio Preto.
O Fórum foi encerrado com espaço virtual para roda de debates e conversas entre palestrantes, alunos e demais participantes.
FORSA
Ao longo dos últimos anos, estudos têm indicado uma onda de casos graves no cenário nacional, com aumento significativo da necessidade de farmacoterapia entre estudantes de Medicina. Essa realidade deu origem, em 2015, ao primeiro Fórum dos Serviços de Apoio ao Estudante de Medicina – o FORSA –, realizado anualmente durante o Congresso Brasileiro de Educação Médica (COBEM), da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM).
Atualmente são mais de 300 participantes ativos, com inserção de 100 escolas médicas em 21 estados brasileiros. A maioria são médicos, psicólogos e pesquisadores ligados ao tema. Trata-se de uma rede nacional de cuidadores e pesquisadores, que hoje debate junto ao Conselho Federal de Medicina (CFM) a implantação de um Plano Nacional de Promoção de Saúde e de Prevenção ao Suicídio entre Estudantes de Medicina – cujo projeto foi integralmente elaborado pela equipe da FMABC.
Postado por Maíra Oliveira em 16/jun/2021 -
Educação e treinamento são as chaves para o sucesso individual e coletivo. Com base nesse princípio, a Fundação do ABC lançou em 8 de junho a Universidade Corporativa, que realizará ações permanentes de desenvolvimento e educação para capacitação dos mais de 27 mil funcionários diretos que integram os quadros da corporação. Em função da pandemia e da necessidade de distanciamento social, a abertura dos trabalhos foi realizada em formato on-line. A palestra de abertura, sob o tema “Assumindo a responsabilidade pelo seu desenvolvimento”, foi conduzida pela psicóloga Cassia Silva e Souza, especializada em Psicologia Positiva, com MBA em Gestão e Desenvolvimento Humano. O conteúdo está disponível na íntegra pelo YouTube: https://youtu.be/7nQJdNfBafE.
A Universidade Corporativa da Fundação do ABC (UCFUABC) tem por objetivo qualificar os profissionais da instituição, de modo a se tornarem naturalmente líderes e referências em suas famílias e nas comunidades onde vivem, de forma alinhada às estratégias da Fundação do ABC – ou seja, profissionais motivados, éticos, habituados a trabalhar em time, imbuídos do sentimento de cidadania e com espírito empreendedor. Inicialmente, o projeto abrangerá 600 líderes e gestores da mantenedora e unidades gerenciadas. Depois, o processo avançará para alcançar gradativamente os 27 mil colaboradores.
O lançamento da UCFUABC contou com a participação da presidente da FUABC, Dra. Adriana Berringer Stephan, e da gerente de Recursos Humanos da FUABC, Magali Gonçales. “É um projeto que me encantou e que estamos desenhando desde o início da gestão. Temos imensa satisfação de poder investir nos gestores e em todos os funcionários, pessoas que fazem a FUABC. São eles o nosso grande tesouro. É também uma forma de agradecer a todos que carregam a instituição nos braços. A proposta será de gerar novas sementes e muitos frutos de tantos aprendizados”, disse a presidente.

Presidente da FUABC, Dra. Adriana Berringer Stephan
Para a gerente de RH da FUABC, o conhecimento é o caminho para a transformação pessoal e profissional dos colaboradores. “Estudos no mundo todo comprovam que aprender coisas novas é o melhor recurso para mantermos a mente jovem. Algo tão importante quanto a atividade física. Sejamos, portanto, agentes multiplicadores e transformadores. Vamos dividir os nossos aprendizados. Nossa missão é despertar nos talentos humanos a vocação para o aprendizado, alinhando esse trabalho às estratégias e aos valores da Fundação do ABC”, analisa Magali.
O planejamento da Universidade Corporativa teve início há cerca de um ano. À princípio, os treinamentos e capacitações seriam realizados presencialmente. A chegada da pandemia, porém, exigiu a reorganização do cronograma. “A meta inicial é treinar cerca de 600 pessoas. Começaremos com um grupo grande de líderes das mais diversas unidades, desde o ABC, passando pela Capital, Baixada Santista, Interior e todas as demais localidades onde atuamos”, completa Magali Gonçales.
A psicóloga e palestrante convidada, Cassia Silva e Souza, reforçou aos participantes que todos os processos de trabalho devem ser compartilhados com foco na melhoria dos resultados. “Líderes também podem facilitar processos. Os saberes nunca devem se restringir ao individual, e sim, ampliados para alcançar uma responsabilização coletiva. A solução sempre estará no time, como um todo”.

Magali Gonçales, gerente de Recursos Humanos da FUABC
VALORIZAÇÃO
A Universidade Corporativa é uma iniciativa contínua e permanente de capacitação, que buscará desenvolver os colaboradores de forma customizada e alinhada aos interesses estratégicos da FUABC. De maneira didática, será a área vinculada ao departamento de Recursos Humanos da Mantenedora responsável por criar e multiplicar conhecimentos, com foco na valorização dos colaboradores, aumento da performance, maior produtividade, estímulo às habilidades e constante motivação.
A partir da UCFUABC, cursos, palestras, workshops, lives, entre outras atividades passarão a integrar a rotina dos mais de 27 mil funcionários da instituição, em busca da valorização do capital humano como instrumento-chave para a melhoria dos processos de gestão e do atendimento prestado aos pacientes nos serviços de saúde.
A primeira turma teve início em 15 de junho. Todos os encontros deste ano serão no formato on-line.

A palestrante e psicóloga, Cassia Silva e Souza
MULTIPLICAÇÃO
O símbolo escolhido para representar a Universidade Corporativa da FUABC é o beija-flor, por ter a vibração alta e suave, além de ser a única ave que voa em qualquer direção, para cima, para baixo, para trás e para os lados – ou seja, é extremamente versátil. Esses pássaros também são importantes na natureza por contribuírem na polinização. Ao visitarem flores em busca do néctar, entram em contato com o pólen, que fica preso aos seus bicos e penas. Então, quando se dirigem a outras flores, deixam nelas esses grãos de pólen, fertilizando-as e garantindo a reprodução da planta, novas sementes e frutos.
Essa é a proposta da UCFUABC: reproduzir conhecimento, gerando novas sementes e frutos de aprendizado.