Docente da FMABC é convidada para o 1º Congresso Interestadual de Saúde Coletiva

Postado por Maíra Oliveira em 11/jun/2021 -

Dra. Silmara Conchão irá abordar tema sobre violência contra a mulher; evento será 100% on-line e tem inscrições gratuitas

 

A coordenadora do Centro de Estudos de Saúde Coletiva (CESCO) da FMABC, Dra. Silmara Conchão

A coordenadora do Centro de Estudos de Saúde Coletiva (CESCO) e professora do Departamento de Saúde da Coletividade do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dra. Silmara Conchão, é uma das convidadas para palestrar no 1º Congresso Interestadual de Saúde Coletiva e Medicina de Família e Comunidade (I CISCMFC), organizado por Ligas de Saúde Coletiva de instituições de ensino superior de todas as regiões do Brasil. O evento será 100% on-line dias 16, 17 e 18 de junho, entre 18h30 e 21h30.

O tema da palestra da docente, marcada para o dia 18 de junho, às 19h30, será “Violência contra a mulher: até quando vamos ‘enxugar gelo’?”. Para a professora, é necessário força-tarefa coletiva para combater a violência doméstica contra mulheres.

“Não temos dúvida da importância da Lei Maria da Penha, considerada pela ONU (Organização das Nações Unidas) uma das três melhores leis do mundo. Com ela, conseguimos avançar no quesito impunidade. Mas a dificuldade maior ainda é tirá-la do papel, pois exige uma mudança de cultura. As desigualdades de gênero, históricas, permanecem na nossa educação ainda muito pautadas em valores machistas, o que naturaliza a violência contra a mulher. Enquanto não mudarmos a cultura e reeducarmos homens e mulheres para uma sociedade menos desigual, continuaremos atuando apenas nas emergências. Mudança de cultura caminha junto às políticas públicas de enfrentamento e o trabalho desempenhado em rede”, disse a docente.

As inscrições para o evento são gratuitas e devem ser feitas pelo link https://is.gd/nOGALC.

TRAJETÓRIA

Com mestrado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (USP) e doutorado pela FMABC, a docente assumiu entre 2014 e 2016 a Secretaria de Política para Mulheres de Santo André – a primeira Pasta do gênero no Grande ABC. Há 35 anos é ativista do movimento feminista e já publicou livros e artigos sobre o tema. Em 2017, recebeu do Conselho Estadual da Condição Feminina do Estado de São Paulo a ‘Medalha Ruth Cardoso’ – honraria destinada a pessoas físicas ou jurídicas que se destacam na luta pelos direitos da mulher.

Semana Mundial da Alergia alerta sobre o manejo da anafilaxia

Postado por Maíra Oliveira em 11/jun/2021 -

Reação alérgica é cada vez mais recorrente entre adultos e crianças; especialistas da FMABC destacam necessidade de atualização para tratamento

 

A Organização Mundial da Alergia (World Allergy Organization – WAO) promove entre os dias 13 e 19 de junho a Semana Mundial de Alergia, que neste ano se dedicará a debater a anafilaxia entre especialistas de vários países. Apresentação mais grave entre as reações alérgicas, e potencialmente fatal, a anafilaxia pode envolver vários órgãos e sistemas. Ocorre de forma grave e rápida e é desencadeada, geralmente, por um alérgeno – em geral, alimentos como o leite, castanhas, frutos do mar, soja ou trigo. Em outros casos, também pode ser provocada por medicamentos e venenos de insetos.

Considerando a necessidade de orientar médicos e pacientes sobre o tema, a WAO elaborou um guia que orienta sobre o manejo adequado da anafilaxia. Entre as causas que comprometem o tratamento da alergia, a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) ressalta a falta de reconhecimento dos sintomas (por parte de pacientes, cuidadores e médicos), o atraso na administração ou mesmo a não utilização da adrenalina, além do desconhecimento de como conduzir o tratamento após o episódio.

“O medicamento mais importante no tratamento da crise anafilática é a adrenalina. Sempre que um indivíduo apresentar uma crise de anafilaxia, deve ser atendido em caráter emergencial no pronto-socorro, onde o médico fará avaliação clínica para seguir com os cuidados necessários. Importante reforçar que a aplicação de adrenalina deve ser por via intramuscular e não deve ser retardada, pois a demora da aplicação é proporcional ao risco de óbito”, explica a pediatra e coordenadora do Setor de Alergia e Imunologia Clínica do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dra. Neusa Falbo Wandalsen.

As características da anafilaxia são: diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação sanguínea, acompanhadas ou não por edema da glote e urticária. Também podem ser desencadeados sintomas respiratórios, gastrointestinais e neurológicos. Por isso, ressalta-se a necessidade da conscientização coletiva entre médicos, pacientes e cuidadores.

“Recentemente, os critérios clínicos para o diagnóstico das reações anafiláticas foram modificados. Essa novidade será abordada enfaticamente na Semana Mundial de Alergia deste ano, com o intuito de levar a uma melhor definição da anafilaxia e, consequentemente, um tratamento mais adequado. Em suma, o objetivo é prevenir a alta taxa de mortalidade”, completa a pediatria e preceptora do Setor de Alergia e Imunologia da FMABC, Dra. Seme Silva Leitão.

Segundo as docentes, o treinamento de médicos direcionados aos episódios de anafilaxia deve envolver, inclusive, a administração da adrenalina por familiares ou cuidadores do paciente em casos de emergência. No Brasil, porém, não é possível adquirir os autoinjetores, pois ainda não há registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que permita sua comercialização. O problema ainda é considerado um entrave em diversos países e deve pautar debates no evento deste ano.

A cada ano, a WAO aborda um tópico diferente na Semana Mundial da Alergia para estimular a conscientização de especialistas e da população em geral. O infográfico com dados adicionais sobre prevenção e tratamento da anafilaxia está disponível no link https://is.gd/A5q8tu.

INCIDÊNCIA

Segundo estudos analisados pelas docentes da FMABC, a incidência global de anafilaxia em adultos se encontra entre 50 e 112 episódios a cada 100 mil indivíduos por ano, enquanto o número de pessoas acometidas representa de 0,3 a 5,1% da população, variando de acordo com a área geográfica. Entre crianças, estudos recentes mostram que a incidência varia de 1 a 761 por 100 mil pessoas a cada ano, sendo que os episódios se repetem em cerca de 25% a 50% das vezes.

O número de atendimentos por essa reação grave tem aumentado, especialmente na faixa etária entre 0 e 4 anos, em diferentes países. As causas principais que desencadeiam a reação alérgica em crianças são alimentos e medicamentos. Durante a fase de amamentação, as crianças pequenas são as mais propensas à anafilaxia. Os alimentos são os principais responsáveis, especialmente o leite de vaca.

FMABC promove 17ª edição da Semana da Farmácia

Postado por Maíra Oliveira em 10/jun/2021 -

Cerca de 400 participantes acompanharam debates diversos entre docentes e ex-alunos, como a atuação do farmacêutico no SUS e a farmácia hospitalar

 

Evento foi realizado virtualmente dias 25 e 26 de maio

O curso de Farmácia do Centro Universitário FMABC promoveu virtualmente, dias 25 e 26 de maio, a 17ª Semana da Farmácia. O evento, transmitido pela plataforma Google Meet de manhã, das 8h às 12h, e à noite, das 19h às 23h, para alunos e professores do curso, foi organizado pela Liga de Assistência Farmacêutica (LAF) com apoio da patrona da LAF, professora Ana Elisa Prado Coradi, formada na primeira turma do curso e também docente da graduação. Ao todo, cerca de 200 pessoas participaram do evento em cada dia.

Para celebrar os 20 anos do curso, o evento contou com a participação de egressos formados no período, que compartilharam suas experiências profissionais e desafios enfrentados na profissão. “Os alunos puderam interagir com os palestrantes e tirar dúvidas sobre as diferentes áreas de atuação farmacêutica, além de receberem dicas de como progredir nas suas carreiras profissionais”, disse a coordenadora do curso de Farmácia da FMABC, Dra. Sonia Hix.

Os temas abordados no evento foram: o papel do farmacêutico no Sistema Único de Saúde (SUS), pesquisa clínica, indústria (estratégia e expatriação), farmácia de manipulação, farmacovigilância, farmácia estética, farmácia hospitalar e marketing farmacêutico. Também foi organizada uma roda de conversa entre os especialistas.

Entre os palestrantes estiveram Vivian Ballarini, Heloísa de Faria Baltazar, Bianca Bonfante Feijó, Débora de Cássia Corrêa da Silva, Bruna Jardim Ragognete, Rachel Raggiotto de Souza, Guilherme Andretta, Larissa Arcangeli, Christiane Martins Neris, Vinícius Crescencio Queiroz e Lucas Belini Oliveira, todos ex-alunos da FMABC.

FUABC organiza concurso de frases pelo Dia Mundial do Meio Ambiente

Postado por Maíra Oliveira em 09/jun/2021 -

Funcionários da FUABC, Central de Convênios e FMABC, vencedores ganharam floreiras com temperos

 

Entrega dos presentes foi realizada dia 9 de junho, na sede administrativa da FUABC

Em 5 de junho comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. Nos últimos 10 anos, a data foi lembrada na Fundação do ABC por meio de diversos projetos e ações sustentáveis alusivas à data. Este ano, o Departamento de Sustentabilidade promoveu entre os funcionários das sedes administrativas da Fundação do ABC, Central de Convênios e Centro Universitário FMABC um concurso de frases, cujas melhores ideias foram premiadas com floreiras com temperos. A divulgação do resultado e a entrega dos itens foram realizadas dia 9 de junho.

Os interessados escreveram uma frase com até 40 palavras por meio de formulário do Google Forms, discorrendo sobre o tema: “Qual a importância de preservar o meio ambiente?”. As frases foram encaminhadas entre 1 e 7 de junho, pelo link: https://is.gd/concursomeioambiente2021.

Os três vencedores são: Rodrigo Vasconcelos, da FUABC, com a frase: “O planeta por si só já é sustentável. Nós (humanos) temos que ter a consciência que somos apenas uma espécie entre 1,2 milhão (catalogadas), e somos a mais destruidora, prejudicial. O que você faz para ter um planeta melhor, sustentável?”.

Pela Central da Convênios, a vencedora foi a funcionária Amanda de Oliveira Novaes, que elaborou a frase: “Preservar o meio ambiente é um ato importante para a humanidade, e para todos os seres vivos que habitam nele. Sem os recursos naturais que ele oferece, todas as formas de vida do planeta poderão acabar. Respeite a vida, respeite o meio ambiente!”

Por fim, no Centro Universitário FMABC, a vencedora foi a colaboradora Christiane Ribeiro de Oliveira, responsável pela frase: “Cuide do Meio Ambiente como se fosse o seu corpo: ele é único, especial e insubstituível!”

A eleição das melhores frases foi feita por uma comissão formada pela FUABC e Centro Universitário FMABC. Participaram da iniciativa todos os colaboradores das unidades, diretos ou indiretos.

5 DE JUNHO

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi criado na Assembleia Geral das Nações Unidas de 1972, marcando o primeiro dia da Conferência de Estocolmo sobre o Ambiente Humano. Trata-se do maior evento anual da ONU para sensibilizar e promover a ação ambiental e a necessidade de proteger o planeta, sendo considerado plataforma global de divulgação sobre o meio ambiente em mais de 100 países.

O tema deste ano se concentra na “restauração de ecossistemas” e na urgência de todos fazerem as pazes com a natureza. A data também marcará o lançamento formal da “Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas 2021-2030”, que tem o objetivo de aumentar em grande escala a restauração de ecossistemas degradados e destruídos para combater a crise climática, evitar a perda de um milhão de espécies e aumentar a segurança alimentar, o abastecimento de água e a subsistência.

Mais informações sobre o Dia Mundial do Meio Ambiente 2021 podem ser acessadas pelo link www.worldenvironmentday.global/pt-br.

Com apoio da FUABC, USCS seleciona voluntários para estudo de vacina mais abrangente contra a gripe

Postado por Maíra Oliveira em 08/jun/2021 -

Objetivo é testar a eficácia da vacina tetravalente em comparação à trivalente, já disponível aos grupos prioritários nos postos de Saúde

 

A Universidade de São Caetano do Sul (USCS), em parceria com o Instituto Butantan, acaba de fechar acordo com a Fundação do ABC para divulgação de estudo para produção de uma nova vacina tetravalente, que imuniza contra a gripe. Mais abrangente, o imunizante protege contra quatro cepas da doença de forma simultânea. Atualmente, porém, está disponível apenas na rede privada de saúde. A ideia é ampliar a divulgação do estudo junto aos mais de 27 mil funcionários da FUABC, com o objetivo de selecionar pelo menos 1.000 voluntários aptos.

A vacina contra a gripe fornecida hoje via Sistema Único de Saúde (SUS) – destinada apenas a grupos prioritários – é a trivalente, que protege contra três cepas do vírus da gripe. Entre os critérios de seleção dos voluntários para participação no estudo estão: não ter tomado a vacina contra a gripe em 2020 e em 2021, não possuir alergia a alimentos como ovo ou frango, não ter histórico da doença síndrome de Guillain-Barré, que acomete o sistema imunológico, entre outras exigências. Já a faixa etária aceita é ampla, de 3 anos em diante. Todos os critérios de inclusão e exclusão estão descritos no site https://uscspesquisa.org, onde os interessados podem fazer a inscrição. Após triagem das respostas, a equipe da USCS entrará em contato com os voluntários selecionados para o andamento do processo.

“A faixa etária de 18 a 59 anos – aquela considerada como ‘adultos saudáveis’, por exemplo – não está contemplada no Plano Nacional de Imunização (PNI). Por isso, com apoio da divulgação da Fundação do ABC junto aos seus funcionários e até familiares, esperamos ampliar a adesão dos participantes no estudo para conseguirmos avaliar com alta precisão a segurança, consistência e imunogenicidade da resposta imune desta nova vacina tetravalente”, disse o gerente de programas do Centro de Pesquisa Clínica da USCS, Augusto Mathias.

O estudo, que conta com patrocínio do Instituto Butantan, segue rigorosas normas éticas e de segurança à saúde. Não haverá aplicação de placebo. Ou seja, todos os participantes selecionados serão vacinados, seja com a vacina que já está sendo distribuída no serviço de saúde (trivalente), seja com a versão mais abrangente (tetravalente). Os resultados do estudo da nova tecnologia para produção da vacina tetravalente serão submetidos posteriormente à análise e aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Hospital Santa Cecília recebe pacientes graves com Covid-19 de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

Postado por Maíra Oliveira em 07/jun/2021 -

Primeira transferência foi realizada na noite de 6 de junho, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo

 

Traslado foi feito em ambulâncias até a Base Aérea de Campo Grande, de onde embarcaram para o Aeroporto de Congonhas, em SP

O Hospital Estadual Metropolitano Santa Cecília, gerido pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, recebeu em junho sete pacientes graves com Covid-19 transferidos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Os dois primeiros pacientes deram entrada às 22h30 do dia 6 de junho, encaminhados de Campo Grande, por meio da Secretaria de Estado da Saúde de MS. Eles estavam internados em unidades de saúde sul-mato-grossenses e suas famílias deram autorização para a transferência. O traslado foi feito em ambulâncias até a Base Aérea de Campo Grande, de onde embarcaram para o Aeroporto de Congonhas, na Capital paulista.

O secretário de Estado da Saúde de Mato Grosso do Sul, Geraldo Resende, agradeceu o gesto humanitário do Governo de São Paulo. “Seremos eternamente gratos com São Paulo, assim como Rondônia, por essa ajuda tão importante neste momento crítico que Mato Grosso do Sul está enfrentando”, destacou.

A Central Estadual de Regulação de Mato Grosso do Sul está levantando junto aos municípios da microrregião de Campo Grande outros pacientes elegíveis para a transferência. Além dos dois casos encaminhados ao Hospital Santa Cecília, outros três foram enviados na mesma data ao Hospital Geral de Vila Penteado.

CUIABÁ-MT

Em 7 de junho, o Hospital Estadual Metropolitano Santa Cecília recebeu mais dois pacientes, desta vez encaminhados de Cuiabá, no Mato Grosso. No dia seguinte (08/06), outros três pacientes do MT foram internados na unidade na Capital paulista. “Todos foram direcionados para a UTI e estamos mantendo os familiares informados com boletim médico diário, passado por meio do trabalho de ‘visita virtual’. Também estamos encaminhando boletins médicos à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, para que possa manter atualizadas as secretarias de Saúde de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul”, informa a diretora-geral do Hospital Santa Cecília, Dra. Sandra Giron Gallo.

EXCLUSIVO CONTRA A COVID

O Hospital Estadual Metropolitano Santa Cecília, inaugurado em meados de abril, funciona atualmente com 60 leitos, sendo 40 de enfermaria e 20 de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Com a entrega da UTI do 7º andar, em 19 de maio, a FUABC completou a oferta de leitos previstos no contrato de gestão com a Secretaria de Estado da Saúde.

Localizado na região central da Capital, o Hospital está instalado em prédio com 10 andares cedido por um ano ao Estado pela iniciativa privada, onde funcionou o Hospital Santa Cecília até 2019 – desde então, a unidade permaneceu desativada. O plano de trabalho apresentado pela Fundação do ABC foi eleito vencedor para celebração do convênio emergencial para gerenciamento da unidade, cuja publicação no Diário Oficial do Estado ocorreu em 27 de março. Na mesma data, comitiva da FUABC e da Secretaria de Estado da Saúde estiveram no local para receber as chaves.

A partir de então, em apenas 15 dias o hospital recebia o primeiro paciente internado por Covid-19, às 20h04 de 11 de abril. Com alas e leitos abertos gradativamente, foram 54 dias entre o recebimento das chaves e o cumprimento integral do contrato, com a entrega dos 60 leitos. Todas as equipes da Fundação do ABC estiveram envolvidas no processo e trabalharam ininterruptamente para a contratação de pessoal, revisão de todas as instalações, aquisição de insumos e medicações, reformas, compra e instalação de equipamentos, entre muitas outras ações básicas necessárias para a abertura da unidade.

Especialista reforça importância da informação na Esclerose Múltipla

Postado por Maíra Oliveira em 28/maio/2021 -

No Dia Mundial da Esclerose Múltipla, este ano celebrado em 26 de maio, neurologista da FMABC estimula conscientização coletiva sobre a doença

 

A neurologista e coordenadora do Ambulatório de Esclerose Múltipla da FMABC, Dra. Margarete de Jesus Carvalho

Considerada a doença neurológica mais prevalente entre jovens na Europa e na América do Norte, a esclerose múltipla (EM) atinge aproximadamente de 2 a 2,5 milhões de pessoas em todo o mundo. No Dia Mundial da Esclerose Múltipla, este ano lembrado em 26 de maio – a celebração é realizada toda última quarta-feira do mês de maio – é preciso ressaltar a importância da divulgação de informações sobre a doença, em prol da conscientização coletiva. Dar voz a quem tem experiência é um dos primeiros passos para torná-la mais conhecida pela população. De acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (ABEM), há 40 mil brasileiros com a doença no País.

O tema para o Dia Mundial da EM de 2020-2022 é: “Conexões”. A campanha Conexões EM centra-se em desenvolver conexões à comunidade, conexão com o próprio e conexões a cuidados de qualidade. O mote da campanha é “Eu conecto-me, nós conectamo-nos. A iniciativa desafia as barreiras sociais que deixam as pessoas acometidas pela EM a sentirem-se sozinhas e socialmente isoladas. É uma oportunidade para defender melhores serviços, celebrar redes de apoio e defender o autocuidado.

“O tratamento da doença depende de uma rede de apoio e cuidado, principalmente focada no tratamento multiprofissional. O objetivo é garantir qualidade de vida ao paciente, com rotina de exercícios, descanso, alimentação saudável, além de evitar situações de estresse. Ao divulgar essas informações, conseguimos ajudar a quebrar ‘tabus’ e preconceitos sobre a doença. Pois quanto menor a incidência de sequelas, maior autonomia o paciente terá”, explica a neurologista e coordenadora do Ambulatório de Esclerose Múltipla do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dra. Margarete de Jesus Carvalho.

A etiologia da Esclerose Múltipla, até o momento, é desconhecida. A doença não tem cura e pode se manifestar por diversos sintomas, como por exemplo: fadiga intensa, perda de sensibilidade, fraqueza muscular, alteração do equilíbrio, da coordenação motora, dores articulares, disfunção intestinal e da bexiga.

A doença acomete com maior frequência o público feminino, na proporção de 2 mulheres para cada homem. O problema tem maior prevalência em adultos entre 20 e 40 anos, raramente atingindo crianças e idosos. Segundo o Ministério da Saúde, a prevalência média da doença no Brasil é de 8,69 para cada 100 mil habitantes.

CARACTERÍSTICAS

A EM é uma doença inflamatória crônica que afeta o sistema nervoso central. Assim como lúpus, é uma doença autoimune, caracterizada quando o sistema imunológico deixa de reconhecer o organismo e passa a combater não apenas inimigos, como bactérias e vírus, mas também tecidos e células saudáveis. Na esclerose múltipla, o sistema imunológico agride a bainha de mielina – camada que envolve estruturas dos neurônios denominadas axônios. Quando ocorre a lesão inflamatória da bainha de mielina do axônio, temos o chamado surto, cujos sintomas duram pelo menos 24 horas.

“A doença acomete diferentes partes do cérebro e da medula espinhal. A ocorrência dos surtos é imprevisível. Entre os principais sintomas estão visão dupla ou perda súbita da visão, fadiga, tontura, perda total ou parcial da força muscular, tremores, falta de coordenação motora, dificuldade para andar, alterações de fala, de memória e de sensibilidade. Por isso, o tratamento multiprofissional é determinante em todo o processo. Além do acompanhamento com neurologista, o tratamento deve ser multidisciplinar, com apoio de áreas como fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, nutrição e outras especialidades médicas como urologia, psiquiatria e fisiatria”, reforça a neurologista e coordenadora do Ambulatório de Esclerose Múltipla da FMABC, Dra. Margarete de Jesus Carvalho.

Apesar de não ter cura, o tratamento medicamentoso é bastante eficaz. Os objetivos são reduzir o número e a gravidade dos surtos, assim como a quantidade e a dimensão das lesões, bem como retardar a progressão da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente.

CAMPANHA MUNDIAL

Em 2009, a Multiple Sclerosis International Federation (MSIF), ou Federação Internacional da Esclerose Múltipla, junto aos seus membros, organizaram o primeiro Dia Mundial da Esclerose Múltipla. Cada campanha é desenvolvida pela MS International Federation e por um grupo de trabalho global, com representantes em países como Índia, Tunísia, Irlanda, Argentina, Eslováquia, Espanha, Reino Unido, Grécia, Austrália e EUA. No Brasil, o Dia Nacional de Conscientização Sobre a Esclerose Múltipla é celebrado anualmente em 30 de agosto.

Hospital Mário Covas integra projeto de apoio à saúde mental de médicos durante a pandemia

Postado por Maíra Oliveira em 28/maio/2021 -

Iniciativa tem a colaboração das Regionais do ABC da Associação Paulista de Medicina (APM) e busca avaliar o estado emocional dos profissionais

 

A psiquiatra do HEMC, Dra. Lígia Flório, e o diretor-geral da unidade, Dr. Desiré Carlos Callegari

Com objetivo de fornecer apoio aos médicos envolvidos no enfrentamento à pandemia de Covid-19, o Hospital Estadual Mário Covas (HEMC), de Santo André, declarou apoio ao projeto “COVIDamente – Respostas que salvam vidas”, desenvolvido pela Clínica Facili, de São Bernardo do Campo, com apoio das Regionais do ABC da Associação Paulista de Medicina (APM). A iniciativa foi apresentada dia 20 de maio à direção do hospital com objetivo de ampliar a divulgação junto ao corpo médico. O projeto, inclusive, já foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).

Uma das psiquiatras da unidade, Dra. Lígia Flório, apresentou a iniciativa ao diretor-geral do HEMC, Dr. Desiré Carlos Callegari, e explicou a preocupação com o estresse provocado pela pandemia nos profissionais. “Pesquisa da Medscape (portal de Educação Médica) mostrou que 69% dos médicos se sentem para baixo, desanimados e tristes. Por meio do ‘COVIDamente’ estamos promovendo uma pesquisa sigilosa. Queremos saber como está a saúde mental dos médicos”, informou Dra. Lígia Flório.

Avaliar a saúde dos profissionais diante da pandemia é essencial para garantir a qualidade de vida daqueles diariamente enfrentam a difícil batalha de salvar vidas. O objetivo do projeto é justamente oferecer uma contrapartida, e proporcionar o mesmo por eles. Por meio de uma pesquisa prática e rápida, será possível avaliar a saúde emocional dos médicos e tomar medidas de apoio, com foco na elaboração de suporte e cuidados específicos à saúde, especialmente em casos de depressão e ansiedade.

Além da participação da Dra. Lígia Flório, o projeto é conduzido por outras duas psiquiatras, Dra. Flávia Ismael Pinto e Dra. Cintia de Azevedo Marques Périco, da Clínica Facili. A participação na pesquisa é voluntária. Para respondê-la basta acessar o site www.covidamente.com.br.

 

Projeto da FMABC propõe mobilização para controle da asma e uso racional de medicamentos

Postado por Maíra Oliveira em 28/maio/2021 -

“Programa ABC-Asma Zero” busca engajamento coletivo entre profissionais de Saúde, pacientes e população no combate à doença

 

Segundo estudo, Grande ABC tem cerca de 270 mil asmáticos – Foto: Freepik

Estima-se, de acordo com o Ministério da Saúde, que nas sete cidades do Grande ABC vivam cerca de 270 mil asmáticos. A asma, doença respiratória e quarta maior causa de hospitalização no Sistema Único de Saúde (SUS), é responsável por aproximadamente 350 mil internações por ano. De acordo com dados do DATASUS, departamento de informática do SUS, a região do Grande ABC ocupa a 5ª posição no ranking de óbitos por asma entre as 62 regiões do Estado de São Paulo.

Considerando este preocupante cenário, o Grupo de Estudos e Pesquisa Respiratória na Atenção Primária (GEPRAPS), ligado ao Centro de Estudos de Saúde Coletiva do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (CESCO-FMABC), em Santo André, decidiu propor iniciativas e soluções para mobilizar gestores, profissionais de Saúde, pacientes, familiares e sociedade em prol da importância do papel da Atenção Primária na prevenção e controle da asma, bem como da necessidade de cuidados adequados e melhoria do acolhimento dos pacientes nos postos de saúde do Grande ABC. A iniciativa foi batizada de “Programa ABC-Asma Zero” e tem colaboração do Grupo Internacional de Cuidados Primários Respiratórios (IPCRG).

Um dos principais pontos do projeto trata da educação coletiva para uso racional do medicamento sulfato de salbutamol, conhecido como SABA, um broncodilatador de curta duração que atua na dilatação dos brônquios. Segundo as recentes publicações da diretriz internacional Global Initiative for Asthma (GINA) – ou Iniciativa Global para Asma – e também de acordo com recomendações para o manejo da asma da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), não há indicação do tratamento da asma em adultos e adolescentes com uso individual do SABA. Apesar de ser altamente eficaz para alívio rápido dos sintomas de falta de ar, pacientes tratados apenas com este medicamento – em comparação com corticoides inalatórios – apresentam risco aumentado de mortalidade e agravamento da doença, o que exige cuidados ainda mais rigorosos com a saúde.

“A asma é uma doença que ainda interna muito, apesar de atualmente haver acesso melhorado às medicações em comparação com 10 anos atrás. Porém, como muitos pacientes ainda não conseguem ter acesso ao médico para a realização do diagnóstico, ou por falta de capacitação do profissional de saúde – que às vezes indica tratamentos desatualizados ou inadequados – acabam se excedendo no uso do broncodilatador, as famosas ‘bombinhas’. Está comprovado por inúmeros estudos científicos, no entanto, que o uso excessivo piora as crises e aumenta o risco de mortalidade. A ‘bombinha’ não mata, mas precisa ser usada de forma racional. Muitos profissionais, ainda hoje, prescrevem SABA em xarope, o que não representa a melhor prática clínica, sendo considerada até um absurdo. Por isso, nossa proposta é fazer uma mobilização técnica, social e coletiva acerca do problema”, explica a autora do estudo, professora do Departamento de Saúde da Coletividade da FMABC e médica de Família e Comunidade, Dra. Sonia Maria Martins.

O início do “Programa Asma-Zero” e de todo o processo de mobilização e engajamento de pacientes e equipes técnicas da Atenção Primária depende da aprovação da parceria junto às secretarias municipais de Saúde do Grande ABC, que analisam o projeto e possíveis datas de lançamento. Caso haja consenso para andamento da iniciativa, o objetivo é dar início ao projeto no Dia Nacional de Combate à Asma, celebrado em 21 de junho.

DADOS

Estima-se que existem cerca de 300 milhões de pessoas com asma no mundo. Na América Latina a prevalência da doença varia em torno de 4% a 30%, com média de 10% na maioria dos países. O Brasil ocupa a 8ª posição em prevalência mundial da asma, com taxas que variam de 10% a 20%, dependendo da região. A região Sudeste apresenta a maior prevalência da doença e os piores indicadores de internação.

O número de óbitos pela doença no Brasil tem diminuído nos últimos anos, pela consequência do acesso aos medicamentos essenciais para tratamento da asma. No entanto, os dados referentes à morbimortalidade decorrentes da asma ainda são negativos. Por dia, ainda morrem cerca de cinco brasileiros em decorrência da doença. Já os gastos anuais com internação giram em torno de R$ 120 milhões por ano.

No Grande ABC, uma análise feita entre 2016 e 2020 mostra que a população mais atingida pela doença em todos os municípios pertente à faixa etária de 1 a 4 anos de idade. No mesmo período, o município de Diadema apresentou o maior número de  internações por asma, 1.498, e Rio Grande da Serra o menor número, 11, o que também pode sugerir ausência de registros. Os gastos com serviços hospitalares para tratamento e internação dos doentes, no período compreendido, foi de R$ 2,4 milhões, sendo R$ 477 mil apenas em 2020.