Postado por Eduardo Nascimento em 28/jan/2021 -

Centro Hospitalar Municipal de Santo André, Hospital Estadual Mário Covas e Hospital de Urgência de São Bernardo integram os trabalhos
Um promissor estudo europeu analisa a eficácia do tratamento de casos graves da Covid-19 com uso da medicação conestate alfa, já utilizada para o tratamento e compensação do angioedema hereditário (doença genética) e que modula a progressão de inflamações pelo corpo. Atualmente na fase 3, a pesquisa está recrutando pacientes voluntários que estão hospitalizados com a infecção pela Covid-19 em três hospitais da região do ABC: Centro Hospitalar Municipal de Santo André (CHMSA), Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo.
O objetivo do estudo, originalmente conduzido na Universidade de Basileia, na Suíça, é analisar se a administração de conestate alfa por 72 horas além do padrão já utilizado em pacientes infectados pela Sars-Cov-2 reduz o risco de progressão da doença para estágios mais graves, caracterizados por lesões pulmonares e síndrome do desconforto respiratório agudo. A pesquisa ocorre simultaneamente em hospitais da Suíça, Brasil e México e envolverá 120 pacientes.
No Brasil, os responsáveis pelos testes de eficácia e segurança do estudo são o professor do Centro Universitário FMABC, Dr. Marcelo Rodrigues Bacci, e a docente de Imunologia Clínica e coordenadora do Ambulatório de Angioedema Hereditário da FMABC, Dra. Anete Grumach, por meio do Centro de Pesquisa Médica Praxis. Na Universidade da Basileia, o pesquisador responsável é o professor doutor Michael F. Osthoff.
A hiperinflamação sistêmica é uma marca registrada de estágios mais graves da Covid-19, o que provoca sintomas agudos como síndrome da dificuldade respiratória, ventilação mecânica e até a morte. No contexto da Covid-19, a expectativa é que o tratamento com conestate alfa possa reduzir substancialmente as chances de dano colateral nos pulmões. “Neste momento difícil para os pacientes internados com a infecção pelo Sars-Cov-2, doença sem tratamento eficaz comprovado até agora, apenas através da pesquisa clínica conseguiremos as respostas que precisamos. Temos outros medicamentos além do conestate sendo testados e que iniciaremos em breve. Precisamos urgentemente levar esperança através da ciência a essas pessoas”, disse o Dr. Marcelo Rodrigues Bacci.
Interessados em participar dos estudos podem entrar em contato pelo telefone (11) 2759-8377 ou pelo e-mail adm.praxis.pesquisa@gmail.com.
Postado por Eduardo Nascimento em 22/jan/2021 -

Vacinação da médica pediatra da UPA Central de Santos, Patricia D’antonio Figueiredo
Na mesma semana em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o uso emergencial da vacina Coronavac, as unidades da Fundação do ABC passaram a receber lotes do imunizante e deram início à vacinação de seus colaboradores. A UPA Central de Santos, por exemplo, recebeu 300 doses – o suficiente para vacinar 100% das equipes, tanto funcionários diretos como prestadores de serviços das áreas médica, de controladoria de acesso, limpeza e manutenção predial.
Entre os colaboradores da UPA Central, imunizados dias 20 e 21 de janeiro, estavam duas sobreviventes, que se mostraram muito emocionadas durante a vacinação. A técnica de enfermagem Ivanilza Oliveira Marques ficou 15 dias internada em Unidade de Terapia Intensiva e venceu a doença. Já a médica pediatra Patricia D’antonio Figueiredo foi a primeira colaboradora infectada da unidade.
“A primeira coisa de que me lembro, no dia 22 de março de 2020, foi de sentir uma fraqueza imensa, calafrios e muita dor nas pernas. Por cinco dias não conseguia sair da cama para nada. No sexto dia optei por fazer o ‘swab’ e testei positivo. Fui a primeira pessoa a contrair a doença em todos os locais que trabalho”, recorda a médica, que acrescenta: “A fraqueza e a febre melhoraram. Como estava isolada, fui até limpar a casa e cozinhar, pois achava que estava quase curada. Aí veio o que realmente assusta nessa doença: quando a febre e o mal-estar já estão melhores, começa a segunda fase, a das complicações pulmonares. Lá pelo décimo dia do quadro, meu marido notou que eu, adormecida e imóvel, estava respirando trinta vezes por minuto e com saturação de 89-90, nessas mesmas condições. Aí bateu o pânico e ele me levou ao hospital quase à força. Foi o que me salvou, pois já estava com 50% de acometimento nos pulmões. A pior coisa da internação é o isolamento e o medo de piorar cada vez mais. Graças a Deus, no meu caso, não ocorreu. O cateter de oxigênio salvou minha vida. Cinco dias depois recebi alta. Mas o susto foi enorme”.
Para a gerente da UPA Central de Santos, Zilvani Guimarães, a vacinação dos funcionários “trouxe um sentimento pleno de toda uma luta que foi travada”. A dirigente completa: “Sentimos finalmente que estamos no caminho da vitória sobre o medo do estranho, da insegurança e dessa doença terrível. Gratidão imensa por todos que estão na linha de frente e também aos profissionais envolvidos nas pesquisas, que incansavelmente buscaram na ciência e na tecnologia as ferramentas para proporcionar o início da imunização”.
Para os próximos meses, a gerente da UPA espera mais vontade política e menos interesses pessoais para que a vacina seja produzida em larga escala, beneficiando toda a população. “Estamos no caminho certo e venceremos essa batalha”, acredita Zilvani Guimarães, que reforça a importância da manutenção das medidas preventivas, independentemente do início das campanhas de vacinação pelo País.

No Hospital Municipal de Mogi das Cruzes, o enfermeiro Davi Chaves de Oliveira. Foto: PMMC/Eder Veiga
MOGI DAS CRUZES
A primeira dose da vacina contra o coronavírus foi aplicada em Mogi das Cruzes em 20 de janeiro. O enfermeiro do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC), Davi Chaves de Oliveira, 49 anos, foi o primeiro a receber a vacina em solo mogiano, às 20h40. O prefeito Caio Cunha, o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, e os profissionais da Vigilância Epidemiológica Municipal acompanharam o momento.
Davi é mogiano, vive desde que nasceu no Mogilar, e é enfermeiro há mais de 20 anos. Trabalha desde 2018 no HMMC, onde funciona o Centro de Referência do Coronavírus, e representou os profissionais de saúde que estão na linha de frente no cuidado às vítimas da Covid-19. “Hoje é um dia histórico para mim: é 20 de janeiro de 2021 e eu nunca vou esquecer dessa data. A palavra certa para o momento é gratidão”, afirmou ele, que é portador de doença respiratória crônica, diabetes e hipertensão e atua no Pronto-Socorro desde o início da pandemia. Já chegou a ficar internado por problemas respiratórios, mas nunca foi infectado pela Covid-19.
O início da vacinação ocorreu na área do ambulatório do Hospital Municipal com a imunização dos primeiros profissionais. “É um dia de vitória, um dia de esperança. Mas temos que manter a conscientização. É muito importante que as pessoas sejam responsáveis e respeitem o próximo, evitando qualquer tipo de aglomeração”, destacou o prefeito Caio Cunha.

Na UPA Zaíra, a auxiliar de enfermagem Francisca das Chagas. Foto: Divulgação PMM
COMPLEXO DE SAÚDE DE MAUÁ
A data de 19 de janeiro de 2021 se tornou histórica para Mauá. Na UPA Zaíra, que integra o Complexo de Saúde de Mauá (COSAM), foi iniciada a vacinação contra a Covid-19 na cidade. Coube à auxiliar de enfermagem Francisca das Chagas e Silva de Lima receber a primeira dose do imunizante.
Carinhosamente conhecida como Fran, a primeira imunizada em Mauá tem 72 anos e é uma das enfermeiras mais antigas da rede municipal, onde atua há 33 anos, sendo que os últimos 26 foram dedicados à UBS Santa Lídia. O enfermeiro Rodrigo Antunes Pinheiro, há 17 anos na Saúde da cidade, aplicou a vacina.
A cidade conta com insumos, como seringas e agulhas, suficientes para a aplicação das doses. Pelo Plano Municipal de Vacinação, quem atua na linha de frente no combate à Covid-19 e asilados (idosos e cuidadores das instituições de longa permanência para idosos) serão imunizados, além dos profissionais dos três hospitais particulares da cidade, do Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, das 23 Unidades Básicas de Saúde e das 4 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
CENTRO HOSPITALAR PENITENCIÁRIO
Parceria entre Fundação do ABC e Governo do Estado de São Paulo, o Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário começou a vacinar seus colaboradores em 21 de janeiro. A primeira funcionária imunizada foi Beatriz Helena Medeiros Fossatti, enfermeira do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT). Nessa primeira fase da campanha, a unidade vacinará profissionais médicos, equipes de enfermagem e fisioterapeutas em contato direto com pacientes.

A enfermeira do SESMT, Beatriz Helena Medeiros Fossatti
Postado por Eduardo Nascimento em 22/jan/2021 -

Equipe do CHMSA responsável pelo procedimento
Equipes do Centro Hospitalar Municipal de Santo André (CHMSA) se mobilizaram para a realização de um procedimento oncológico complexo e raro, com resultado cirúrgico bem-sucedido. Uma exenteração pélvica, raramente feita em unidade hospitalar, envolveu profissionais das especialidades de Urologia e Coloproctologia da unidade para a retirada de um tumor localizado na região retal de um paciente de 49 anos. A cirurgia ocorreu em 7 de janeiro.
“Era um grande tumor de reto que invadia a próstata e a bexiga do paciente, teoricamente ainda fora da faixa etária considerada de risco para esse tipo de câncer”, explica o urologista do CHMSA, Dr. Anis Taha.
O câncer colorretal surge no reto ou no intestino grosso. O tipo mais frequente é o adenocarcinoma, que representa cerca de 95% dos casos. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), esse é o terceiro tipo mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres. A estimativa é de que quase 41 mil casos novos sejam diagnosticados no Brasil no triênio 2020/2022. O risco aumenta com a idade, sendo mais comum após os 50 anos.
“Tivemos resultados iniciais muito satisfatórios no que se refere a tempo operatório adequado, perda sanguínea, retirada da lesão em bloco e realização de linfadenectomia (remoção cirúrgica de linfonodos com fins diagnósticos, curativos ou profiláticos)”, comemora Dr. Anis. O paciente teve alta médica no dia 13 de janeiro.
IMPORTÂNCIA
Por se tratar de uma cirurgia de alta complexidade, feita comumente em grandes centros oncológicos, a exenteração pélvica requer uma série de cuidados técnicos, além do comprometimento de vários profissionais junto às equipes de anestesistas, enfermeiros, nutricionistas e nutrólogos. Apesar de toda a dificuldade técnica, o procedimento tende a promover ao paciente a cura cirúrgica da doença.
“É um procedimento de grande porte que não costumamos fazer rotineiramente. De forma intra-hospitalar é raro, de um a cada cinco anos, até porque muitas vezes o paciente já chega numa condição em que a intervenção cirúrgica não é mais possível, infelizmente”, relata a coloproctologista que atende há 25 anos no CHMSA, Dra. Sandra Boratto, também membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). “A última cirurgia semelhante foi feita no hospital há sete anos e, infelizmente, não teve o mesmo desfecho”, recorda a médica.
Postado por Eduardo Nascimento em 22/jan/2021 -

Evento é coordenado pelo professor auxiliar da FMABC, Fernando Veiga Angélico Júnior
Entre os dias 25 e 29 de janeiro ocorrerá a II Semana Pedagógica do Centro Universitário FMABC, em Santo André, dirigida aos docentes de todos os cursos da instituição. A edição deste ano será promovida em ambiente virtual, com atividades realizadas pelo Núcleo de Capacitação e Desenvolvimento Docente da FMABC, coordenado pelo professor auxiliar e coordenador da Residência Médica da disciplina de Otorrinolaringologia, Fernando Veiga Angélico Júnior.
O objetivo do evento é proporcionar a todos os docentes oportunidades de aprimoramento, capacitação, desenvolvimento profissional e pessoal. Além disso, o período permite que cada curso apresente e discuta suas propostas, mudanças e atualizações, com foco na constante modernização do ensino e do ambiente universitário.
A abertura será no dia 25, a partir das 18h30, transmitida pelo Google Meet e YouTube. Estão confirmadas as participações do reitor do Centro Universitário FMABC, Dr. David Uip, do vice-reitor, Dr. Fernando Luiz Affonso Fonseca, da docente titular da disciplina de Clínica Pediátrica da FMABC e pró-reitora de graduação, Dra. Roseli Oselka Saccardo Sarni, além do professor Fernando Veiga. As atividades de cada curso, que envolverão dezenas de docentes e temáticas, serão transmitidas pelo Google Meet. A programação completa pode ser acessada pelo link https://is.gd/0RljHY.
Postado por Eduardo Nascimento em 21/jan/2021 -
A Central de Convênios da Fundação do ABC comunica em 21/01/2021 a abertura de cadastro reserva para Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem. Os profissionais serão selecionados para vagas no Grande ABC e na Capital paulista, assim como para demais cidades em que a FUABC mantém serviços de Saúde.
Os currículos devem ser enviados até 15/02/2021 para o e-mail recrutamento.central@fuabc.org.br, com o cargo pretendido informado no campo “Assunto”.
Diretoria de Recursos Humanos
Central de Convênios FUABC

Postado por Eduardo Nascimento em 20/jan/2021 -

Região recebeu 39.320 doses da Coronavac, vacina desenvolvida conjuntamente pelo Instituto Butantan e pelo laboratório Sinovac. Foto: Governo do Estado de São Paulo
As sete cidades do Grande ABC iniciaram, na noite de 19 de janeiro, a vacinação contra a Covid-19. As primeiras doses foram destinadas a profissionais da Saúde que atuam na linha de frente do enfrentamento ao novo coronavírus. Ao longo da tarde e início da noite, a região recebeu 39.320 doses da Coronavac, vacina desenvolvida conjuntamente pelo Instituto Butantan e pelo laboratório Sinovac. O cronograma de vacinação foi definido pelos prefeitos da região, que se reuniram por videoconferência em assembleia extraordinária do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.
Conforme divisão realizada pelo Governo do Estado, são 11.840 doses para São Bernardo do Campo, 11.360 para Santo André, 4.800 para São Caetano do Sul, 4.760 para Mauá, 4.480 para Diadema, 1.640 para Ribeirão Pires e 440 para Rio Grande da Serra.
O presidente do Consórcio ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra, comemorou o início da vacinação nas sete cidades, mas ressaltou que a região aguarda o envio de mais doses para ampliar a imunização.
“O dia de hoje é histórico e emocionante para os municípios da nossa região, que estão unidos e trabalhando para salvar vidas desde o início dessa pandemia. Vamos seguir o cronograma do Estado, começando com os profissionais de Saúde da rede pública que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus. Conforme recebermos mais doses, o objetivo é ampliar a vacinação para todos os grupos prioritários, seguindo todas as normas do Ministério da Saúde”, destacou Paulo Serra.

Prefeito Paulo Serra e equipe acompanharam primeiro dia de vacinação em Santo André. Foto: PSA/Helber Aggio
SANTO ANDRÉ
Neste primeiro momento, a imunização em Santo André contemplará os profissionais de saúde que atuam na linha de frente de combate à Covid-19 nos hospitais de campanha, Centro Hospitalar Municipal e Hospital Estadual Mário Covas. Além disso, idosos a partir de 60 anos em instituições de longa permanência, pessoas com deficiência acima de 18 anos que estejam em residência inclusiva, indígenas e quilombolas, também serão imunizados.
“Hoje, quando fiquei sabendo que ia receber a vacina, quase não acreditei. Passei o dia todo ansiosa. Trabalho no hospital de campanha do Complexo Pedro Dell’Antonia desde que ele abriu, tenho um filho de sete anos que depende de mim e agora me sinto mais segura. Não vejo a hora de tirar a máscara”, comentou a auxiliar de higiene Luzia Quitéria de Jesus da Silva, de 28 anos, a primeira pessoa a ser imunizada contra o coronavírus em Santo André.

Em São Bernardo, prefeito Orlando Morando e secretário de Saúde, Geraldo Reple, participaram do início da imunização. Foto: PMSBC/Gabriel Inamine
SÃO BERNARDO
Com emoção e aplausos, a Prefeitura de São Bernardo deu início à campanha de vacinação contra a Covid-19, com a aplicação da primeira dose do imunizante Coronavac em evento realizado no Hospital de Urgência – maior equipamento construído para atendimento da Covid-19 no País. Técnica de enfermagem da UPA São Pedro, Alice Santana de Souza, de 60 anos, foi a primeira pessoa vacinada contra a doença na cidade. A profissional é moradora do Parque São Bernardo e atua no equipamento há 11 anos.
“Foi o momento mais esperado da pandemia. É muito bom saber que a vacina está chegando para todos. Pensei em todos os casos que atendi e na minha família no momento em que recebi a vacina”, celebrou Alice, que mora próxima de sua mãe de 80 anos e convivia com o receio de levar a doença para uma das pessoas que mais ama.
“Quero agradecer aos cientistas e aos profissionais do Instituto Butantan, que em tempo recorde conseguiram viabilizar uma vacina para salvar nossa população. Quero também agradecer aos quase 10 mil profissionais de saúde que atuam na rede pública de São Bernardo dando o seu melhor e ajudando a salvar vidas. A chegada das vacinas não é sinônimo de que o problema acabou. Todos nós temos que ter a conscientização de que o vírus persiste e precisamos continuar nos protegendo e protegendo ao próximo”, destacou o prefeito Orlando Morando.

Médica e secretária de Saúde de São Caetano, Regina Maura Zetone vacinou o primeiro profissional de Saúde da cidade. Foto: Divulgação PMSCS
SÃO CAETANO
Em São Caetano, o início do trabalho foi marcado pela vacinação de cinco profissionais da área da Saúde que atuam na linha de frente de combate à pandemia. “Aguardamos muito esse momento e já começamos a pensar em uma vida quase normal daqui a algum tempo, quando a maioria das pessoas estiver vacinada. É uma sensação de muita emoção e uma alegria grande ver os nossos profissionais de Saúde vacinados, que lutaram todo o ano passado e que continuam lutando para manter os pacientes com vida, com qualidade de vida e sem sequelas”, considera a secretária de Saúde de São Caetano, Regina Maura Zetone.
Para o deputado estadual Thiago Auricchio, 19 de janeiro foi um dia de muita alegria e esperança. “Como parlamentar, tive a oportunidade de mandar uma emenda no valor de um milhão de reais para ajudar a cidade no combate à Covid-19. Hoje é um dia de muita alegria, tanto para São Caetano como para toda a região do ABC, que iniciou simultaneamente a campanha de imunização”.
Prefeito de São Caetano, Tite Campanella também comemorou: “Nós vivemos até agora em meio a dúvidas constantes se podíamos sair, estudar, trabalhar, pegar transporte coletivo. Agora deixamos essas dúvidas para trás e começamos a ter esperança de que a vida vai voltar ao normal. Tenho muito orgulho de estar como prefeito neste momento e de ter a equipe que temos hoje trabalhando pela Saúde de São Caetano do Sul. Nossos profissionais enchem nossa cidade de orgulho pelo trabalho que realizaram até aqui e que certamente continuarão realizando. Nada mais justo que eles sejam os primeiros a receber a imunização”, finalizou o chefe do Executivo.
Postado por Eduardo Nascimento em 17/jan/2021 -

Mônica Calazans atua pela FUABC há quase 3 anos, enfermeira no Pronto Atendimento São Mateus. Foto: Governo do Estado de SP
Aos 54 anos de idade, Mônica Calazans foi a primeira brasileira a ser vacinada contra a Covid-19. Funcionária da Fundação do ABC desde maio de 2018, atua como enfermeira no Contrato de Gestão São Mateus – uma parceria entre a FUABC e a Prefeitura de São Paulo. Ela recebeu a primeira dose da Coronavac em 17 de janeiro, mesmo dia da aprovação do uso emergencial da vacina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Após quase um ano de pandemia e de todos os esforços contra o novo coronavírus, ela faz um balanço do que já viveu em campo, na linha de frente dos atendimentos no Pronto Atendimento São Mateus. “Logo no início da pandemia nós já modificamos os fluxos de atendimentos no P.A. São Mateus. O número de casos era muito grande e dividimos os pacientes de acordo com os sintomas respiratórios, abrindo mais espaço para esse tipo de atendimento e protegendo os demais usuários da unidade”, recorda.
De acordo com a enfermeira, em meados de agosto houve uma ligeira redução da procura por Covid-19. Porém, os casos voltaram a crescer em setembro e não pararam mais. Até hoje é muito grande o número de pacientes com sintomas respiratórios que procuram a unidade, considerada referência na região.
“Temos ótimos profissionais médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos e demais membros das equipes assistenciais, o que nos permite fazer um bom trabalho. Nossa principal preocupação são os casos graves, que necessitam de internação em unidade especializada. Esses pacientes recebem todo o suporte e o melhor atendimento durante o tempo em que permanecem conosco, aguardando a liberação de vaga pela CROSS (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde do Governo do Estado)”, explica a enfermeira, que também atua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na Capital.
Moradora de Itaquera, Mônica conhece bem a Zona Leste da Capital e considera “muito efetiva” a atuação da FUABC no território de São Mateus, especialmente na Atenção Básica: “A Fundação do ABC exerce papel fundamental em São Mateus, atendendo toda essa região, bastante carente. Considero de extrema importância esse trabalho, inclusive no que diz respeito às ações preventivas desenvolvidas na área de Atenção Básica”.
Para o futuro, ela pondera: “Acredito que, com a vacinação em massa em todo o País, teremos Natal e Ano Novo diferentes. Considerando que toda a logística de distribuição e aplicação das vacinas dará certo, penso que o final deste ano será muito melhor em comparação ao que vivemos em 2020”.
Independentemente do sucesso da vacinação, Mônica Calazans reforça as orientações da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de São Paulo para a manutenção das medidas preventivas, como evitar aglomerações, lavar as mãos com frequência e usar sempre máscara e álcool gel.
SÃO MATEUS
Entre maio de 2020 e 15 de janeiro de 2021, as UBSs e AMAs/UBSs Integradas sob gestão da Fundação ABC – Contrato São Mateus, juntamente com o Pronto Atendimento São Mateus, contabilizaram 121.690 pacientes atendidos com sintomas respiratórios. “Em todo o ano de 2020, o maior número diário de atendimentos de pacientes sintomáticos respiratórios foi de 1.147 usuários, em junho. Neste ano, apesar de ainda estarmos em janeiro, atingimos no dia 4 o pico de 937 pacientes assistidos, acendendo o sinal de alerta para a importância da população reforçar as medidas preventivas e de distanciamento social”, avisa a Diretoria do Contrato São Mateus.
No mesmo período de quase 8 meses, as unidades de Atenção Primária acompanharam via telefone 80.171 pacientes suspeitos de Covid-19, com aproximadamente 620 mil ligações.
REPERCUSSÃO NACIONAL
O Governo do Estado de São Paulo começou a imunizar a população contra a Covid-19 em 17 de janeiro. Mônica Calazans foi a primeira a receber a vacina Coronavac, durante solenidade transmitida ao vivo e com ampla repercussão nos principais veículos de imprensa de todo o País. No mesmo dia, profissionais de saúde de hospitais de referência no combate à pandemia e integrantes de populações indígenas começaram a ser vacinados no Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).
“Começamos a vacinar a população e isto é um grande passo na tarefa de salvar vidas, que é a prioridade máxima do Governo de São Paulo”, afirmou o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn.
A campanha de imunização contra a Covid-19 em São Paulo será desenvolvida segundo a disponibilidade das remessas de vacinas pelo Ministério da Saúde. À medida que o órgão federal viabilizar mais doses, as novas etapas do cronograma e públicos-alvo da campanha de vacinação serão divulgadas pelo Governo de São Paulo.
A Coronavac é produzida no Brasil a partir de convênio entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Sinovac Life Science, do grupo Sinovac Biotech. Utiliza o vírus inativado do novo coronavírus (Sars-CoV-2) para inoculação em humanos e deve ser aplicada em duas doses, para que o sistema imunológico passe a produzir anticorpos contra o agente causador da Covid-19.
Postado por Eduardo Nascimento em 14/jan/2021 -

Evento virtual com equipe do Colégio Singular e a Dra. Denise de Oliveira Schoeps, docente do Centro Universitário FMABC
A professora da disciplina de Clínica Pediátrica do Centro Universitário FMABC, Dra. Denise de Oliveira Schoeps, inaugurou um ciclo de palestras direcionado aos funcionários do Colégio Singular para a certificação dos protocolos de biossegurança em virtude da Covid-19, com vistas à programação de volta às aulas. As atividades ocorreram entre 12 e 14 de janeiro e foram transmitidas virtualmente pelo canal do colégio, Singular-Anglo, no YouTube.
A primeira palestra, ministrada pela professora da disciplina de Clínica Pediátrica do Centro Universitário FMABC, Dra. Denise de Oliveira Schoeps, foi sobre ‘Infecções Respiratórias na Infância’ e voltada às equipes administrativa e pedagógica. O objetivo da iniciativa é preparar funcionários da instituição para o retorno às aulas de forma segura, assim que liberado pelos órgãos governamentais.
Segundo a docente, a compreensão de como funcionam as vias aéreas superiores das crianças esclarece a forma como a Covid-19 infecta o organismo. O sistema de defesa das crianças começa se estruturar aos 2 anos e tem seu pico aos 8 anos, quando tem início o processo de involução. “A Covid-19 é um tipo de infecção das vias aéreas semelhante ao resfriado, doença mais frequente no ser humano. Nas crianças, ela se manifesta de forma menos grave pois elas apresentam um mecanismo de defesa que já combate outros tipos de coronavírus existentes”, afirma a professora. Dessa forma, na volta às aulas, será muito difícil identificar, pelos sintomas, se uma criança está com a Covid-19 ou com um resfriado – muito mais frequente em crianças.
A docente alerta os funcionários das instituições de ensino quanto à necessidade de seguir os protocolos de segurança a fim de evitar a transmissão, que geralmente ocorre pelo contato das mãos com o indivíduo contaminado, indiretamente por meio de superfícies e através de partículas aéreas, chamadas de aerossóis.
CICLO DE PALESTRAS
Os três encontros foram transmitidos ao vivo pelo canal do YouTube do colégio e estão disponíveis para acesso na plataforma. Além da palestra com a pediatra e professora da FMABC, no dia 13 foi a vez da médica infectologista e coordenadora do projeto, Eloisa Siqueira Ayub, formada pela FMABC, abordar o tema “Coronavírus – Atualização” junto aos colaboradores do colégio. Já no dia 14 o médico infectologista Marcelo Magri alertou sobre a importância do uso de máscaras, da prática de higienização das mãos e do distanciamento social.
O ciclo de palestras é parte de um programa completo que prevê visitas aos prédios para análise de necessidades, adequação dos espaços, criação de normas e procedimentos, prevenção de contaminação, treinamento das equipes administrativa e pedagógica, orientações para os alunos, protocolos de higienização e verificação das medidas adotadas.
Postado por Eduardo Nascimento em 14/jan/2021 -

Professor da FMABC, Dr. Luiz Carlos Abreu é um dos autores da pesquisa
A garantia do direito à vida, à saúde e à dignidade humana é afetada pela forma como o sistema público elenca suas prioridades em tomadas de decisão. É sobre a relação entre esses direitos e como eles se chocam durante uma pandemia que trata o estudo intitulado “Collision of Fundamental Human Rights and the Right to Health Access During the Novel Coronavirus Pandemic”, ou “Colisão de direitos humanos fundamentais e o direito ao acesso à saúde durante a nova pandemia do coronavírus”.
O artigo acaba de ser publicado pela revista britânica Frontiers in Public Health, em 8 de janeiro, e tem participação dos professores do Programa de Doutorado do Centro Universitário FMABC, de Santo André, Dr. Luiz Carlos Abreu e Dr. Fernando Adami, além do aluno de Doutorado, Paulo Massetti.
O artigo reúne informações de casos de pandemias anteriores ocorridas em nove países entre 2003 e 2020: Singapura, Tunísia, China, Canadá, Reino Unido, Estados Unidos, Suíça, Portugal e Espanha. Os dados foram extraídos dos 195 artigos selecionados e publicados pela PubMed, uma base de dados de artigos de biomedicina disponibilizada pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.
“A principal constatação feita é a de que existe uma colisão de direitos na tomada de decisão frente uma pandemia, e que governos costumam decidir pela prevalência dos direitos individuais e coletivos à saúde em detrimento de outros direitos humanos fundamentais”, observa Dr. Luiz Carlos Abreu. Exemplo disso é o isolamento social para conter a transmissão da Covid-19, medida que restringe o direito à liberdade de ir e vir individual para beneficiar o direito individual e coletivo à saúde e à vida.
Para sustentar essa afirmação, foi feito o cruzamento de dados disponíveis de todos os países e tipos de surtos analisados na história recente, como Ebola (2013-2016), H1N1 (2009) e SARS (2002-2004). Os pesquisadores identificaram uma variedade de medidas de proteção à saúde pública utilizada para situações específicas, como isolamento de cidades inteiras, quarentenas mediante comprovação científica e restrições de viagem.
Também foram sistematizadas as condições para o estabelecimento de restrições de direitos classificadas como justas – por exemplo, o índice de risco significante aos indivíduos e as medidas de intervenções proporcionais para diminuir tais riscos. Na aplicação das medidas, o estudo sugere que as instituições públicas devam considerar as desigualdades sociais de uma população como variável importante a fim de torná-la mais efetiva.
Segundo Abreu, a discussão provocada pelo estudo é oportuna especialmente na fase de pré-vacinação no Brasil contra a Covid-19. Segundo levantamento do Datafolha de dezembro de 2020, 22% da população afirma que não tomaria a vacina. “Essa porcentagem cresce à medida que grupos persistem em defender a recusa à vacina como direito individual, enquanto que, para o poder público, a imunização de toda a população trata-se claramente de uma medida necessária para a saúde pública. A grande contribuição da pesquisa é, portanto, trazer luz ao debate sobre o comportamento social diante dos direitos individuais e coletivos, que se demonstra em casos de urgência de saúde pública”, resume o docente.
A íntegra do estudo, que contou com a participação de outros seis pesquisadores, pode ser acessada pelo link https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpubh.2020.570243/full.
Postado por Eduardo Nascimento em 13/jan/2021 -

Erica Chagas Araújo, docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário FMABC e nova vice-presidente do Coren-SP
A docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário FMABC, de Santo André, Erica Chagas Araújo, também coordenadora do Programa de Saúde do Idoso da Residência Multiprofissional e Aprimoramento em Enfermagem Médico-Cirúrgico da FMABC, é a nova vice-presidente do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP). A posse da nova gestão 2021-2023 foi realizada dia 4 de janeiro, no auditório da sede do órgão, em São Paulo.
Ao todo, a chapa “Ação e valorização” recebeu 80 mil votos e possui 42 integrantes, entre titulares e suplentes. Além da docente, a FMABC contará com outras duas representantes do Centro Universitário que atuarão como conselheiras da nova gestão. A ex-aluna Vanessa Morrone Maldonado, formada em 2005 e atualmente docente do curso de pós-graduação de Enfermagem Obstétrica no Hospital Israelita Albert Einstein; e Ana Paula Guarnieri, coordenadora geral dos programas de Residência Multiprofissional da FMABC e mestre em Reabilitação Gerontológica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
“É um orgulho ser eleita como vice-presidente do Coren-SP pelos próximos três anos. Participar das principais deliberações do Conselho, com tantos impactos sobre a atuação da autarquia e sobre o exercício da Enfermagem, além da segurança da assistência de saúde à população, é uma grande responsabilidade para a qual me preparei para assumir. Nossa gestão irá trabalhar continuamente pela valorização profissional, melhores condições de trabalho, tanto em lutas históricas como pela jornada de 30 horas semanais e pelo piso salarial, quanto acompanhando de perto todo o cenário deflagrado pela pandemia da Covid-19, além de manter um olhar sobre os profissionais recém-formados e o aprimoramento do aprendizado”, disse a docente.

Integrantes da nova diretoria do Conselho – Fotos: Coren/SP
A nova gestão trabalhará por meio de trabalho participativo e com atuação junto às instituições de saúde para fiscalizar o dimensionamento adequado dos profissionais nas unidades. Os conselheiros estarão presentes nas instituições de saúde para acompanhar o dia a dia da linha de frente das unidades e facilitar o acesso dos profissionais aos serviços do Coren-SP. Também serão criadas representações regionais e implementado o projeto Conselho Participativo, sendo cada conselheiro representante de uma região do Estado. O objetivo é favorecer o diálogo com toda a categoria paulista de forma transparente, organizada e acessível.
Além do acompanhamento constante da pandemia, a gestão 2021-2023 do Coren-SP atuará no combate a epidemias mais antigas, como a violência, o assédio moral, o adoecimento mental e outras patologias que afetam a saúde e a rotina profissional de profissionais da categoria.