Postado por Maíra Oliveira em 02/out/2020 -

Acesse a live AQUI.
A disciplina eletiva de Medicina e Espiritualidade do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) realiza na próxima quinta-feira, 8 de outubro, a quarta edição do ‘Simpósio de Medicina, Saúde e Espiritualidade’. Em função da pandemia e da necessidade do distanciamento social, o evento deste ano será on-line, transmitido a partir das 20h pelo YouTube: https://youtu.be/t2DYhC7ejl0.
Sob o tema “A vida: uma jornada, um desafio – diálogos sobre aprendizados, autocuidado e humanização”, a atividade buscará revisitar propósitos e objetivos, reconhecer potenciais e elaborar formas saudáveis de colaboração para um agir assertivo que propicie bem-estar mesmo em tempos de pandemia.
A abertura do evento estará sob responsabilidade da docente da cadeira de Ginecologia da FMABC e responsável pela disciplina eletiva de Medicina e Espiritualidade, Dra. Elizabeth Jehá Nasser. Em seguida terá início palestra com a professora Andrea Leoncini. A convidada é diretora da Awake – Desenvolvimento Humano com Arte, focalizadora de processos grupais, assistente social, coach, especialista em Metodologias Colaborativas e em Pedagogia da Cooperação. Em sua trajetória, Leoncini atuou com jovens e crianças em situação de abandono e vulnerabilidade em São Paulo. Na Casa Famiglia, em Lucca (Itália), trabalhou com soropositivos para o HIV, integrando equipe de cuidados paliativos. Desde 2003 atua no desenvolvimento de treinamentos para empresas, terceiro setor e comunidades através do teatro, dança e metodologias colaborativas.
Ao final da explanação, as professoras responderão às questões enviadas pelo público. “Procuramos neste ano fomentar o debate e estimular as discussões sobre as formas de entender o que este momento de tantas dúvidas e inseguranças quer nos ensinar e acrescentar à nossa espiritualidade. Todo caminho começa com o primeiro passo. Cada passo é dado a partir do reconhecimento do solo abaixo dos pés ou, muitas vezes, guiado por saberes que reunimos a partir de nossas vivências, pois a visão não consegue definir o caminho. Em tempos desafiadores, precisamos mapear como o reconhecimento de nossas habilidades e aprendizados, somado a presença dos que nos rodeiam, pode ser aliado para uma travessia harmônica e próspera”, consideram as palestrantes Dra. Elizabeth Jehá Nasser e Andrea Leoncini.
Não é necessária inscrição prévia para participar do evento. Mais informações no telefone (11) 4993-7227.
Postado por Maíra Oliveira em 01/out/2020 -

Pneumologista formou-se em Medicina pela FMABC na turma de 1979
Professor titular da disciplina de Pneumologia do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, Dr. Elie Fiss foi um dos 14 médicos selecionados para compor o júri técnico do Prêmio Abril & Dasa de Inovação Médica – Edição Especial Covid-19, composto por grandes nomes da ciência e da medicina brasileira.
De experimentos em laboratório a estratégias de educação e prevenção em massa, a premiação buscará reconhecer profissionais e instituições brasileiras que fizeram a diferença nas áreas científica, clínica e assistencial para a melhor compreensão e enfrentamento do novo coronavírus, bem como seus efeitos indiretos no sistema de saúde.
O Prêmio Abril & Dasa de Inovação Médica é uma iniciativa dos grupos Abril e Dasa, com a curadoria de Veja Saúde. O objetivo é descobrir ideias e realizações com potencial inovador, capazes de mudar a vida e a saúde das pessoas. Na edição 2020, a premiação será focada apenas em ‘cases’ voltados à Covid-19.
Serão aceitos trabalhos conduzidos, publicados ou liderados por médicos e cientistas brasileiros que contemplam estudos em fase clínica, testes laboratoriais, projetos educativos e assistenciais, campanhas de prevenção, entre outras áreas.
Os trabalhos que preencherem os critérios serão submetidos a um júri de especialistas de diversas partes do País e com vasta experiência no assunto. Por meio de suas avaliações será definido um vencedor para cada categoria. São elas: Inovação em Prevenção; Inovação em Genética; Inovação em Medicina Diagnóstica; Inovação em Tratamento; e Inovação em Medicina Social.
Mais informações pelo site http://premiodeinovacaomedica.com.br. Os vencedores serão divulgados em evento on-line no início de dezembro.
REFERÊNCIA
Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC na turma de 1979, onde também cursou Residência Médica, Dr. Elie Fiss possui doutorado em Pneumologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), concluído em 1993. Além de professor titular de Pneumologia da FMABC, é responsável pelo Centro de Reabilitação Pulmonar da FMABC – vinculado à disciplina de Pneumologia –, que funciona desde 2001 no campus universitário. O docente também está à frente da coordenação do Centro de Pneumologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, e possui amplo conhecimento em linhas de pesquisa que investigam patologias como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), reabilitação pulmonar, tosse crônica, doença do refluxo gastroesofágico e Influenza.
Postado por Maíra Oliveira em 25/set/2020 -

Higienização das mãos é assunto de destaque em um dos vídeos
Os colaboradores e a Diretoria do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, comemoram a escolha de três vídeos elaborados por equipes de enfermagem e médica da unidade para exibição no site do Ministério da Saúde. Os trabalhos estão disponíveis na página do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), que definiu ações em comemoração ao Dia Mundial da Segurança do Paciente, em 17 de setembro. Os materiais sobre prevenção de quedas, higienização das mãos e comunicação efetiva podem ser vistos no link: https://www.saude.gov.br/acoes-e-programas/programa-nacional-de-seguranca-do-paciente-pnsp.
O Hospital Estadual Mário Covas está entre as instituições escolhidas para participar do Programa Nacional de Segurança do Paciente desde 2017, cujo objetivo é contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do Brasil. A Segurança do Paciente é um dos seis atributos da qualidade do cuidado e tem adquirido, em todo o mundo, grande importância para pacientes, famílias, gestores e profissionais de saúde, com a finalidade de oferecer uma assistência mais segura.
A apresentação sobre prevenção de quedas mostra as ações do projeto instituídas na clínica cirúrgica da unidade, com foco na redução das ocorrências. Em andamento desde fevereiro de 2017, o resultado é considerado muito bom, pois desde julho de 2019 não são registradas quedas entre pacientes na unidade. Para tanto, foi necessário envolver as equipes, avaliar o cenário e propor mudanças. Iniciativas como o “Queremos te ouvir”, a adoção da pulseira vermelha para indicar maior risco, envolvimento de pacientes e família, entre outras ações, foram responsáveis pelo desempenho positivo.
No segundo vídeo, apesar do tema recorrente, a questão da higienização das mãos foi tratada com profundidade e abrangência. A importância do procedimento e a abordagem sob o tema “Saúde em nossas mãos” traz o passo a passo com o detalhamento das etapas e adesão às mudanças e procedimentos na unidade. Analisar as rotinas, discutir processos, ouvir ideias e opiniões e envolver pacientes e famílias –inclusive em processo educativo – foram importantes para reforçar a orientação. A aplicação de adesivos no chão que levam às pias também integra as ações.
COMUNICAÇÃO EFETIVA
A detecção precoce da degradação clínica do paciente em enfermaria – chamado de Projeto Mews – é o tema do vídeo produzido sobre comunicação efetiva. O piloto do Projeto Paciente Seguro foi implementado entre junho do ano passado e fevereiro deste ano na UTI do hospital, com apoio do PROAD-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS).
O MEWS (Modified Early Warning Scoring) é uma escala de alerta que tem como principal finalidade identificar precocemente sinais de deterioração clínica do paciente, baseado num sistema de atribuição de pontos (escores) aos parâmetros vitais. Quanto mais distante dos parâmetros de normalidade maior a pontuação. Conhecer os resultados do protocolo de identificação de deterioração clínica baseado no MEWS se faz necessário para conhecer a realidade do setor, identificar fragilidades e propor melhorias. O resultado obtido na unidade foi considerado muito bom, passando de 39% a 71% de detecção.
Neste período, as equipes apuraram falhas na identificação precoce de deterioração clínica, no protocolo de detecção e no fluxo de comunicação após a detecção. Ao atingir média de 71%, a demora para detecção de possíveis sinais de deterioração clínica caiu de 5 para 3 horas. Diversas ações foram fundamentais para melhorar os indicadores, tais como ampla divulgação do projeto para a equipe, sugestão de mudanças em fluxos, facilidade do acesso às informações, implementação do “crachá mews” e de ferramentas para coletar dados vitais, frequente aferição de parâmetros vitais dos pacientes e periódica discussão técnica das ações com as equipes envolvidas.
INCENTIVO E QUALIDADE
A publicação dos vídeos no site do Ministério da Saúde e a possibilidade de sua utilização para novos estudos e ações na área da saúde foram avaliadas como muito positivas pela direção do hospital. “Na condição de instituição pública, temos amplo envolvimento e dedicação de nossos colaboradores, que cumprem com os objetivos de promover o desenvolvimento e aprimorar o ensino das práticas de assistência à saúde”, afirmou o diretor-geral do HEMC, Dr. Desiré Carlos Callegari.
Postado por Maíra Oliveira em 25/set/2020 -

Período de estágio dos alunos se encerrará em outubro
O Departamento Financeiro da Fundação do ABC (FUABC) passou a receber em setembro quatro estagiários, alunos do quarto período do curso de Tecnologia em Gestão Hospitalar do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). A parceria foi consolidada a partir da necessidade de os estudantes cursarem as horas obrigatórias para comprovação de estágio curricular, tendo em vista que as atividades presenciais nos hospitais permanecem com restrições em função da pandemia de Covid-19. A iniciativa foi viabilizada pelo setor de Treinamento e Desenvolvimento da área de Recursos Humanos da FUABC e cumpre todas as normas de segurança e prevenção à saúde estipuladas pelas autoridades sanitárias.
Os alunos devem comparecer à sede administrativa da FUABC uma vez por semana, sendo quatro horas diárias. Ao todo, são 20 horas de atividades presenciais. “Não esperava uma recepção tão calorosa. Fico feliz por saber que estamos nas mãos de excelentes profissionais”, disse o aluno Danilo Xavier Pinto após as primeiras atividades.
Já a aluna Milena Pereira dos Santos teve acesso ao cenário financeiro das unidades geridas pela FUABC. “Fiquei com a funcionária Adriana e foi ótimo. Pude ter noção de quem são as unidades gerenciadas e como são feitas as análises financeiras”, relatou. A capacitação técnica da turma é ministrada pela gerente financeira da FUABC, Paula Branco.
Ao todo, o estágio contempla 2 horas de integração, 20 horas de atividades presenciais, 8 horas de reuniões on-line, 30 horas de atividades extrassala (com acompanhamento da tutora do curso), 2 horas de encerramento e 20 horas para elaboração do trabalho de conclusão do curso. O período de estágio dos alunos será encerrado em 22 de outubro.
Postado por Maíra Oliveira em 25/set/2020 -

Equipes receberam revistas de boas práticas sobre o projeto
Oito Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) geridas pela Fundação do ABC integram atualmente o “Projeto Lean das UPAs 24h”, conduzido desde março pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF). O objetivo é implantar nas 50 UPAs selecionadas em todo o País a metodologia Lean Healthcare, modelo de gestão em saúde aplicado em diversos hospitais do mundo que prioriza o cuidado ao paciente a partir da redução de desperdícios, burocracias e tempo de espera, além da otimização de espaços e insumos.
A iniciativa busca tornar o atendimento mais ágil e eficiente nos serviços de emergência, especialmente em meio à pandemia de Covid-19. Com duração de seis meses, a primeira fase do projeto termina em setembro com a conclusão das visitas técnicas. A segunda fase, de monitoramento dos resultados, teve início em setembro e tem prazo previsto de 180 dias. As unidades foram escolhidas a partir da situação epidemiológica dos estados, além de alguns critérios essenciais de elegibilidade como a estrutura, governança institucional e características da emergência com a prioridade estratégica.
As UPAs geridas pela FUABC e integrantes do projeto são: UPA Centro e UPA Jardim Santo André, em Santo André, UPA Demarchi/Batistini e UPA Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo, UPA Barão de Mauá e UPA Vila Magini, em Mauá, e UPA Cumbica e UPA São João Lavras, em Guarulhos.
O projeto é realizado com foco no cumprimento de três metas: apoio ao desenvolvimento de habilidades organizacional e assistencial; apoio no uso de ferramentas e na condução de equipes para mudanças e reorganização de processos; e monitoramento e apresentação de resultados. Além das unidades paulistas, as demais UPAs selecionadas estão localizadas no Ceará, Distrito Federal, Goiás e Maranhão.
GUARULHOS
As duas UPAs de Guarulhos gerenciadas pela FUABC, por exemplo, concluíram a primeira fase do projeto ainda em agosto. Durante o período, alguns resultados já puderam ser observados. Destaca-se a redução do tempo de atendimento do paciente classificado na cor verde e no tempo de permanência do paciente na área de observação. Já entre os ganhos qualitativos, é possível elencar melhorias na percepção e segurança dos pacientes e na padronização dos processos.
“Com a implantação do projeto também foi possível constatar redução de desperdícios e na sobrecarga de trabalho dos colaboradores. Nossas unidades conseguiram finalizar as etapas com bastante agilidade, tendo em vista que algumas ações estratégicas de gestão pertinentes ao método já eram utilizadas na rotina assistencial”, explica a gerente administrativa da Central de Convênios da FUABC, Andreia Aparecida de Godoi.
Além das duas UPAs, a FUABC também gerencia no município o Pronto Atendimento Maria Dirce.
Postado por Eduardo Nascimento em 24/set/2020 -

Atividades deste ano ocorrerão nesta sexta-feira pelo YouTube, das 18h às 20h, com inscrições gratuitas no site https://www.aada.org.br
A Associação de Apoio à Dermatite Atópica (AADA) organiza nesta sexta-feira, 25 de setembro, uma live pela Campanha de Conscientização da Dermatite Atópica. Tradicional, o evento reúne anualmente pacientes, familiares, médicos e demais profissionais da Saúde. Em função da pandemia, as atividades deste ano ocorrerão de maneira virtual pelo YouTube, das 18h às 20h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site https://www.aada.org.br.
Entre as vantagens do novo formato está a participação de pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo. Estão programadas apresentações de grupos de apoio de Brasília, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro, Guarulhos, Porto Alegre e da AADA-ABC, a Associação de Apoio à Dermatite Atópica do ABC, que está ligada ao Ambulatório Multidisciplinar de Dermatite Atópica do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (AMDA-FMABC).
ALTA INCIDÊNCIA
Segundo a Organização Mundial de Alergia (World Allergy Organization, WAO), a dermatite atópica é a doença inflamatória crônica mais comum da pele, tipificada principalmente por pele seca e com prurido (coceira). Afeta todas as idades, mas geralmente começa em bebês e crianças antes dos 5 anos. A prevalência varia entre 2% e 5% da população geral. No entanto, em crianças e adultos jovens pode chegar a 15%.
Também conhecida como eczema atópico, a doença caracteriza-se por lesões cutâneas muito pruriginosas. Tem como sinal mais importante o ressecamento da pele, que pode ser acompanhado por descamação e vermelhidão, podendo evoluir para o envolvimento de toda a pele, com repercussões em todo o organismo. Apesar de ser uma doença genética crônica, existem fatores ambientais que atuam de forma importante como desencadeantes. São eles: poluição, tempo muito seco, poeira, detergentes e produtos de limpeza em geral, roupas de lã e de tecido sintético, frio intenso, calor e transpiração, infecções, estresse emocional e determinados alimentos.
“A dermatite atópica é considerada um problema de saúde pública, pois tem grande impacto na vida das famílias, principalmente pelo aspecto das lesões de pele e pela coceira intensa, que podem levar a alterações de sono e comprometer a qualidade de vida, o trabalho, a escola e o convívio social dos pacientes”, revela a professora de Dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC e uma das coordenadoras da Associação de Apoio à Dermatite Atópica do ABC (AADA-ABC), Dra. Cristina Laczynski, que alerta: “Um dos principais problemas que enfrentamos hoje, infelizmente, ainda é o preconceito. Em função da aparência e da extensão das lesões, muitas vezes os pacientes são vítimas de bullying nas escolas ou na faculdade. É preciso deixar claro que a dermatite atópica não é contagiosa. Precisamos divulgar informações corretas sobre a doença, para diminuir o preconceito, melhorar a qualidade de vida e a inclusão social dessas pessoas”.
TRATAMENTO
Segundo a especialista da FMABC, o uso de hidratantes é fundamental para minimizar o ressecamento da pele, assim como o acompanhamento periódico com dermatologista ou alergista, que oferecerá aos pacientes as orientações e terapias mais adequadas para cuidar e controlar a doença. Em quadros mais graves, pode ser necessário o uso de imunossupressores e imunobiológicos. “É preciso estar atento também ao ato de coçar a pele e com possíveis escoriações, fatores importantes que podem levar a infecções”, informa Laczynski.
Postado por Eduardo Nascimento em 18/set/2020 -
A sexualidade humana em tempos de pandemia de Covid-19 foi tema de live do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) em 13 de setembro. Para falar sobre o assunto foi convidado o médico ginecologista e chefe do Setor de Saúde e Medicina Sexual do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dr. Eliano Pellini.
O especialista citou que a sexualidade já foi afetada por diversas outras crises na história, como a disseminação das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), na década de 1960, o HIV, em 1980 e, atualmente, a Covid-19.
“As primeiras duas semanas da pandemia no Brasil foram as mais dramáticas para a sexualidade, com todas as mudanças sociais e preocupações financeiras. Nesse período, ninguém fez sexo. A partir de abril, as coisas começaram a melhorar. Os casais que moravam juntos e estavam bem começaram a ter um sexo mais criativo. Porém, para os casais que já estavam em desgaste, o sexo já terminou há tempos”, afirmou.
Além disso, Dr. Eliano também mencionou outros impactos da pandemia na saúde sexual, como a redução da vacinação contra o HPV em adolescentes e a diminuição da entrega de contraceptivos nas unidades básicas de saúde, o que irá afetar no seguimento dos tratamentos anticoncepcionais de muitas mulheres.
“Quando acabar a pandemia, a sexualidade pode voltar de forma bagunçada, como uma maneira de compensar o tempo perdido. Pode existir um aumento das ISTs e de gestações indesejadas, por exemplo”, explicou.
O especialista também falou sobre o uso de testes sorológicos para encontros sexuais seguros, a prática da telemedicina na ginecologia, entre outros temas. A live na íntegra está disponível no YouTube do Cremego: https://www.youtube.com/watch?v=5k0OeWmjhwA.
Postado por Eduardo Nascimento em 18/set/2020 -

Mônica Gabriela do Santo e o professor titular de Química Analítica, Dr. Horacio Dorigan Moya
A parceria pioneira entre o Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), do Governo Federal, contabiliza números impressionantes. As instituições desenvolveram novo método – mais simples e mais barato – para determinar o teor total de polifenois em espécies vegetais, ou seja, o potencial de benefícios dessas plantas à saúde. O estudo, que ganhou destaque na capa da edição de dezembro de 2013 do periódico científico internacional “Advances in Biological Chemistry”, acaba de atingir a marca de 12,3 mil visualizações na internet e mais de 7 mil downloads.
O volume de acessos e a grande repercussão do trabalho levaram a editora, em 2015, a convidar o professor titular de Química Analítica, Dr. Horacio Dorigan Moya, a integrar o corpo editorial da revista. Posteriormente, o docente foi procurado para enviar novos estudos: “Seu último artigo publicado em nossa revista foi baixado e visto muitas vezes, o que revela ser um tema de grande interesse entre os leitores em todo o mundo”, afirmou a editora do periódico.
INTERESSE CIENTÍFICO
Os polifenois são substâncias benéficas ao sistema cardiovascular devido a ações antioxidantes, antimicrobianas, anti-inflamatórias e até mesmo antitumorais. O processo de quantificação de polifenois desenvolvido na FMABC baseia-se em reação química ainda não utilizada para essa finalidade, testada com sucesso em 20 espécies – algumas nativas da Amazônia.
A pesquisa foi resultado do projeto de iniciação científica da ex-aluna Mônica Gabriela do Santo, hoje já formada no curso de Farmácia da FMABC, e fruto de estágio realizado pelo Dr. Horacio Moya em setembro de 2011 no INPA. O estudo também conta com colaboração da Dra. Cecilia Veronica Nunez, professora do Laboratório de Bioprospecção e Biotecnologia da COTI-INPA (Coordenação de Tecnologia e Inovação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).
Batizado “A new method for quantification of total polyphenol content in medicinal plants based on the reduction of Fe(III)/1,10-phenanthroline complexes”, o trabalho está disponível gratuitamente no link https://www.scirp.org/journal/paperinformation.aspx?paperid=40709 (DOI: 10.4236/abc.2013.36059), do periódico Advances in Biological Chemistry (vol. 3, número 6, páginas 525-535). Trata-se de revista publicada pela Scientific Research Publishing – editora internacional dedicada a várias disciplinas nas áreas de ciência, tecnologia e medicina.
Postado por Eduardo Nascimento em 16/set/2020 -

O que mudou no mundo com a pandemia? Como essas mudanças impactam emocionalmente a vida das pessoas? Para responder a essas e a outras perguntas, a Fundação do ABC convidou a psicóloga e coordenadora técnica da OrienteMe, Renata Tavolaro, para comandar uma live sobre ‘O Mundo Pós-Pandemia’. A atividade ocorrerá em 24 de setembro (quinta-feira), às 19h, pelo YouTube, e o link estará disponível uma hora antes do início da transmissão no site da FUABC.
Destinada aos 25 mil funcionários diretos da Fundação do ABC, a live da OrienteMe terá duração de uma hora e espaço para perguntas e respostas em tempo real. O objetivo é falar sobre as mudanças no mundo pós-pandemia e os benefícios da terapia para enfrentar essa nova realidade, lembrando que, desde agosto, todos os funcionários da FUABC e de suas unidades têm direito a assistência psicológica gratuita.
Com 25 anos de experiência e sólida carreira focada no atendimento clínico – on-line e presencial –, a psicóloga Renata Tavolaro estará à disposição dos colaboradores da Fundação do ABC para conversar sobre o delicado momento da pandemia de Covid-19 e sobre como o novo coronavírus acelerou muitas mudanças nas vidas das pessoas. Também serão abordados os impactos emocionais diante das incertezas, os cuidados com a ansiedade, a importância do autoconhecimento e como a terapia pode ajudar a viver essa nova realidade mundial, além de dicas para controlar o excesso de preocupação, administrar a ansiedade e se manter motivado e equilibrado.
PARCERIA DE SUCESSO
Em parceria com a plataforma OrienteMe, a Fundação do ABC passou a disponibilizar no final de junho atendimento psicológico gratuito a todos os seus 25 mil colaboradores – boa parte na linha de frente do combate à pandemia do novo coronavírus. Em menos de três meses, o projeto registra 496 funcionários atendidos. Ao todo foram cerca de 400 videochamadas e mais de 35 mil mensagens trocadas com os psicólogos.
O projeto é desenvolvido pelo Programa Qualidade de Vida do Departamento de Recursos Humanos da FUABC e pelo setor de RH do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). O objetivo é trabalhar o bem-estar e a saúde mental dos funcionários, por meio da assistência psicológica gratuita, uma vez que a categoria atua diretamente no combate à Covid-19 e está mais suscetível a desenvolver sintomas como tristeza, angústia e ansiedade.
Dos 496 profissionais já atendidos no ‘APP’ da OrienteMe, 28% trabalham na Central de Convênios, a maior unidade da FUABC. Em seguida vem o Complexo Hospitalar Municipal de São Bernardo (21%), Hospital Estadual Mário Covas (13%), FMABC (12%), Complexo de Saúde de Mauá (5%) e Complexo Hospitalar Municipal de São Caetano (4%).
As situações mais comuns identificadas na avaliação inicial dos pacientes são o estresse, a ansiedade e a depressão. Em relação aos temas dos atendimentos, a ansiedade é a queixa mais frequente. Contudo, outras situações também são bastante mencionadas, entre as quais o estresse, a autoestima, o trabalho, o autoconhecimento, as fobias e os medos.
Todas as informações estatísticas não estão ligadas diretamente aos nomes dos pacientes, o que garante o anonimato na análise dos dados. Sobre o perfil dos usuários, 80% são mulheres, 19% homens e 1% outros. Do total, 39% já haviam feito terapia e a maioria, 61%, nunca havia feito, o que demonstra a importância da abertura desse tipo de oportunidade na FUABC, especialmente nesse período de pandemia.
ATENDIMENTO ON-LINE
O sistema permite o envio de mensagens de texto, áudio, imagem e vídeo e o profissional de Psicologia, devidamente licenciado e treinado, responde as demandas de segunda a sexta-feira. Além da terapia por mensagens, também é possível agendar horários para sessões de videochamadas diretamente na agenda do psicólogo.
Para ter acesso ao serviço basta fazer download do aplicativo OrienteMe, disponível nos sistemas Android e iOS, ou acessar o site da OrienteMe. É preciso preencher um pequeno formulário de perfil com o número de CPF para que o serviço se conecte com o psicólogo mais compatível à necessidade do colaborador. Após este processo, a sala virtual será aberta e o funcionário poderá se comunicar de onde estiver com o terapeuta, sem precisar se deslocar.
Para proporcionar mais segurança e conforto aos colaboradores, as salas de atendimento possuem criptografia de ponta a ponta. Se o funcionário desejar, é possível usar apenas um apelido para se identificar. Os aplicativos podem ser baixados pelas lojas virtuais dos sistemas Android e iOS. Mais informações pelo site www.orienteme.com.br.
O trabalho desenvolvido pela plataforma OrienteMe é patrocinado pela Vale, mineradora multinacional brasileira, e integra o programa “Desafio Covid-19”.
Postado por Eduardo Nascimento em 15/set/2020 -
A Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS) acaba de entrar na fase final de recrutamento para os testes com a CoronaVac, a vacina contra o novo coronavírus. Profissionais da Saúde interessados em participar como voluntários podem se candidatar somente até 30 de setembro. A pesquisa é fruto de convênio inédito entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Sinovac Life Science, do grupo Sinovac Biotech, e prevê a produção e testes da vacina contra a Covid-19 – uma das mais promissoras em todo o mundo e que tem a USCS como um dos centros de pesquisa credenciados.
O estudo encontra-se na fase final e prevê a testagem total de 9 mil profissionais da Saúde que trabalham no atendimento a pacientes com Covid-19. Os voluntários devem ter mais de 18 anos e não podem ter sido infectados pelo novo coronavírus, tampouco participar de outros estudos.
“Já vacinamos centenas de voluntários e estamos na fase final do recrutamento. A adesão dos profissionais que atuam na assistência na região do ABC tem sido muito boa e estamos confiantes de que atingiremos nossa meta para a adequada análise dos resultados”, informa o médico infectologista e professor da USCS, Dr. Fábio Leal, ao confirmar que não houve nenhum efeito colateral importante nos profissionais imunizados com a CoronaVac.
Interessados em participar como voluntários dos testes com a CoronaVac podem obter mais informações e se inscrever no site https://coronauscs.org.
APOIO DA FUABC
Desde meados de agosto, a Universidade Municipal de São Caetano do Sul conta com a parceria da Fundação do ABC para divulgação dos testes com a vacina. A FUABC está entre as maiores empregadoras do País na área da Saúde, com 25 mil funcionários diretos – grande parte na linha de frente do combate à Covid-19. A entidade foi escolhida pela USCS justamente pelo grande número de colaboradores que atuam na assistência e pelos diversos serviços de saúde que administra. Hoje está à frente de várias unidades públicas, entre as quais 16 hospitais, 4 Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs), do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC e da Central de Convênios, que gerencia dezenas de unidades na Atenção Básica, rede de Urgência e Emergência, Saúde Mental, entre outras.
ACORDO INTERNACIONAL
Em 11 de junho, o Governo do Estado de São Paulo anunciou a parceria entre o Instituto Butantan e a farmacêutica chinesa Sinovac Life Science para testes clínicos e produção de vacina CoronaVac, em estágio avançado de desenvolvimento. O acordo prevê testagem em cerca de 9 mil voluntários no Brasil e fornecimento de doses até junho de 2021, caso a imunização se prove eficaz e segura.
Se a vacina for aprovada, Sinovac e Butantan vão firmar acordo de transferência de tecnologia para produção em escala industrial e fornecimento gratuito à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
A fase 1 (inicial) consistiu em testes preliminares realizados na China, em adultos, que foram monitorados de perto para avaliar segurança. A fase 2 (ampliada), também em território chinês, contou com 600 voluntários e testou a segurança de forma mais detalhada, assim como a resposta imune dos participantes. A fase 3 (final) é a atual, em que a USCS participa como Centro de Pesquisa parceiro do Instituto Butantan para testagem de voluntários, a fim de verificar a segurança e a eficácia da vacina na proteção contra a doença.