Postado por Maíra Oliveira em 05/fev/2021 -
A Fundação do ABC acaba de publicar portfólio com informações variadas sobre suas áreas de atuação, indicadores de gestão, responsabilidade corporativa, detalhamento das unidades gerenciadas e destaque para a atuação da entidade e de seus mais de 26 mil colaboradores no combate à pandemia de Covid-19. Com 20 páginas, o material de divulgação é um compêndio de dados históricos e atuais que retrata o que é a FUABC, sua importância regional e a franca expansão da instituição no Estado de São Paulo, onde é responsável pela gestão de diversos serviços públicos de saúde em 14 municípios, em parceria com prefeituras e Governo do Estado. Dedicada integralmente ao ensino, pesquisa, gestão e à assistência à saúde, a entidade acumula mais de 50 anos de expertise nessas áreas.
Em meio à pior pandemia registrada nas últimas décadas, a FUABC ocupou lugar de destaque e protagonismo na saúde pública regional e estadual. O material detalha a atuação da entidade no enfrentamento ao novo coronavírus, quando contratou mais de 4 mil novos funcionários diretos, abriu cerca de 800 leitos exclusivos para tratamento da doença e geriu assistencial e administrativamente cinco hospitais de campanha. Além desse conteúdo, há espaço para a relevante atuação do Laboratório de Análises Clínicas do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), que firmou convênio com 10 municípios paulistas para realização de exames de detecção da Covid-19. No local, são analisadas por dia cerca de 900 amostras.
No âmbito de Recursos Humanos, o destaque fica por conta da evolução anual no número de colaboradores diretos. Entre 2015 e 2020 o crescimento foi de 22%, saltando de 21.489 funcionários para 26.214. No portfólio, o gráfico da área exemplifica os números anuais de todo o período. Já os indicadores financeiros contemplam a evolução contábil da entidade dos últimos anos, o aumento de 97% no número de fornecedores ativos (de 10.371 para 20.395), entre outros índices.
Recentes projetos implantados pelas áreas técnicas da Mantenedora também tiveram espaço para divulgação no material. São os casos do serviço de Ouvidoria da FUABC, que teve início em agosto de 2020 e é destinado à população e colaboradores internos; do lançamento da ferramenta de Business Intelligence, conhecida pela sigla B.I., plataforma que integra indicadores de gestão de todos os serviços de Saúde geridos pela FUABC; além do Planejamento de Controle Orçamentário (PCO), cujo objetivo é o controle financeiro de todas as unidades da FUABC, com foco na prevenção de eventuais déficits nos contratos. Instrumento de Compliance, governança corporativa e transparência são outros temas abordados.
Por fim, o portfólio dedica algumas páginas que reúnem as inúmeras premiações da entidade, o volume de atendimentos assistenciais, o mapa de atuação no Estado de São Paulo e uma detalhada linha do tempo com fatos marcantes desde a criação da FUABC, em 1967. O material será enviado ao Conselho Curador da FUABC e às unidades gerenciadas. Também está disponível para acesso on-line pelo site: https://is.gd/J3HJoi.
Postado por Maíra Oliveira em 04/fev/2021 -

P professor titular da disciplina de Cardiologia e Presidente do Departamento de Aterosclerose da SBC, Dr. Antonio Carlos Palandri Chagas
No dia 9 de fevereiro acontece o “Talk Show: Promoção e prevenção cardiovascular na infância e adolescência”, organizado pela Regional ABCDM da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP). O evento virtual contará com a participação de dois docentes do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC): o professor titular da disciplina de Cardiologia e Presidente do Departamento de Aterosclerose da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Dr. Antonio Carlos Palandri Chagas, e a médica assistente da disciplina de Cardiologia, Dra. Carla Janice Baister Lantieri.
O talk show irá discutir o tema junto aos especialistas em cardiologia, às universidades e à sociedade civil, com objetivo de promover assuntos ligados aos cuidados da saúde do coração, principalmente para a população leiga no assunto. “A doença cardiovascular é conhecida por apresentar o maior índice de mortalidade no mundo. Isso se dá, em parte, pelos fatores de risco modificáveis, como o tabagismo, sedentarismo, obesidade, hipertensão arterial, colesterol e triglicérides elevadas, diabetes e o estresse, que levam à aterosclerose (doença que prejudica as artérias), e que, por sua vez, provoca doenças cardiovasculares”, explica a Dra. Carla Lantieri.
“Como se trata de uma doença progressiva, que se desenvolve ao longo dos anos, a prevenção cardiovascular deve ser iniciada na fase mais precoce da vida. Quanto antes forem feitas intervenções, melhores serão os resultados a longo prazo”, alerta o Dr. Antonio Carlos Palandri Chagas.
O encontro será moderado pelo presidente da Regional ABCDM da SOCESP, Dr. Kamal Yazbek Jr., e pelo tesoureiro da SOCESP, Dr. Rogerio Krakauer. O acesso à transmissão do evento é gratuito e está disponível aos associados e não sócios da entidade. As inscrições devem ser realizadas previamente pelo link: https://is.gd/f8pEmf.
Postado por Eduardo Nascimento em 03/fev/2021 -

Ideia do Complexo de Saúde de São Bernardo surgiu em 2019, mesmo ano em que foi aprovada pelo Conselho de Curadores da FUABC. Foto: PMSBC/Gabriel Inamine
A Prefeitura de São Bernardo do Campo e a Fundação do ABC ajustam detalhes para a ampliação da bem-sucedida parceria na área da Saúde. Está prevista para os próximos dias a assinatura de um Termo de Cooperação para criação do “Complexo de Saúde do Município de São Bernardo do Campo – CSMSBC”, que contará com a expertise técnica do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC).
A ideia do Complexo de Saúde de São Bernardo não é de hoje. O modelo começou a ser formatado há cerca de dois anos. Em novembro de 2019, foi aprovado pelo Conselho de Curadores da Fundação do ABC, mas não avançou em 2020 em função da pandemia de Covid-19 e dos esforços iniciais estarem direcionados à readequação dos serviços de Saúde.
A entrega do Hospital de Urgência, o início da campanha de vacinação contra a Covid-19 e a rede de saúde totalmente estruturada para o combate à pandemia permitiram que o tema retornasse à pauta neste 2021.
PARCERIA TRIPARTITE
O Complexo de Saúde do Município de São Bernardo do Campo será construído a partir de parceria tripartite: Município, FUABC e Centro Universitário FMABC. Para isso, a Prefeitura de São Bernardo unificará os dois contratos de gestão que mantém com a Fundação do ABC – um para o Complexo Hospitalar da cidade e outro para serviços de Saúde diversos, como Atenção Básica, Saúde Mental, Urgência e Emergência.
A parceria terá como base três vertentes: assistência, estágios e pesquisa. A expectativa é de que o Centro Universitário FMABC atue amplamente em todos eles, a partir da expertise de mais de 50 anos nessas áreas e da incontestável competência do corpo técnico e dos professores-doutores que estão à frente das disciplinas e especialidades.
Nessa mesma linha, o Complexo de Saúde de São Bernardo buscará continuamente a ampliação da qualidade dos serviços prestados, com alinhamento de processos assistenciais e parcerias com organizações especializadas em sistemas de certificação e acreditação, assegurando os resultados esperados para cada etapa do atendimento à população.
EVOLUÇÃO
O Termo de Cooperação está em fase final de elaboração para assinatura dos três entes envolvidos. Em seguida, terão início os ajustes técnicos nos contratos de gestão da Fundação do ABC para adequação dos planos operativos ao novo modelo proposto. Paralelamente, será redigido o Regimento Interno do Complexo de Saúde, que acompanhará integralmente os compromissos assumidos pela Fundação do ABC junto ao Ministério Público do Estado de São Paulo em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado em 2019.
Postado por Eduardo Nascimento em 29/jan/2021 -

Objetivo do treinamento foi estabelecer os protocolos de segurança a serem cumpridos pelo Plano Nacional de Imunização. Foto: PMSBC/Gabriel Inamine
A Prefeitura de São Bernardo, por meio do departamento de Vigilância Sanitária, intensificou em janeiro o treinamento de aproximadamente 1.000 profissionais de Saúde, que estão envolvidos diretamente na campanha de vacinação contra a Covid-19. O objetivo foi estabelecer os protocolos de segurança a serem cumpridos pelo Plano Nacional de Imunização (PNI).
O município conta com 28 mil profissionais de Saúde, que compõe a rede municipal e privada de Saúde. A prioridade das doses é para aqueles trabalhadores que atuam na linha de frente do enfrentamento ao Coronavírus. “Nosso planejamento antecipado permitiu que nossa estrutura já estivesse preparada para a aplicação das primeiras doses”, declarou o prefeito Orlando Morando.
Secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Geraldo Reple acrescenta: “À medida que o município for sendo abastecido com as doses, poderemos contemplar toda a grade de vacinação estabelecida pelo PNI. A rede está estruturada e pronta para isso”, garante.
Postado por Eduardo Nascimento em 29/jan/2021 -

Grupo da FMABC também visitou as obras de reconstrução da sede do Centro Cultural da Resistência Andreense, o CECRAN
Em dezembro de 2020, o Núcleo Rondon de Extensão Comunitária (NUREC) do Centro Universitário FMABC realizou a tradicional ação natalina no Morro da Kibon, em Santo André, e mais de 120 crianças da região foram presenteadas com sacolinhas de Natal. Alunos e docentes que participaram da entrega seguiram rigorosamente as medidas de segurança, a fim de evitar as aglomerações e a transmissão do novo coronavírus.
Desde 2017, o Projeto Rondon atua no território em parceria com organizações locais. “Devido ao isolamento social, dessa vez contamos com um maior esforço e autonomia da comunidade para cadastrar as famílias, organizar o evento e presentear as crianças”, explica a aluna do curso de Terapia Ocupacional da FMABC, Giovanna Carnelós Buzeto, que esteve no dia da entrega das sacolinhas. Também participaram da ação as alunas Kauane Vieira de Oliveira, do curso de Enfermagem, Beatriz Diana e Isabella Martins, de Medicina, e a professora da disciplina de Saúde Coletiva do Centro Universitário FMABC, a Dra. Silmara Conchão.
A coleta de dados para distribuição dos nomes e escolha de padrinhos e madrinhas foi realizada pela própria comunidade, por meio de encontros em local pré-determinado, para preenchimento das informações. O grupo ‘Quem Ama, Abraça’ arrecadou mais de 120 chocotones, pacotes de bolachas e doces, e o Centro Cultural da Resistência Andreense (CECRAN) apoiou na divulgação do evento nas redes sociais. A força-tarefa ainda contou com o apoio da ONG Ajudaê, que arrecadou brinquedos para sacolinhas extras preparadas para crianças e adolescentes não cadastrados, da ONG Irmã Marli e do grupo da Guiomar Magalhães, parceiro em diversas iniciativas ao longo de todo o ano.
Nas sacolinhas, as crianças encontraram um conjunto de roupa, um calçado, um par de meias, roupa íntima, brinquedos, chocolates e produtos básicos de higiene, como sabonete, escova e pasta de dente. Com apoio local, também foram montados e distribuídos mais de 100 lanches natalinos, com panetones, chocotones, doces, balas, pirulitos, pipocas, paçocas e outras guloseimas. “Sempre somos bem-vindos por todos que conhecem e confiam no trabalho desenvolvido pelo projeto, além de sermos reconhecidos muito positivamente pelo território como um todo”, afirma Giovanna.
“Além da questão assistencial, aproveitamos o momento para visitar as obras de reconstrução da sede do Centro Cultural da Resistência Andreense, o CECRAN. Com apoio da comunidade, da FMABC e de diversas parcerias, em breve as atividades socioculturais e de saúde retornarão ao local, beneficiando crianças, mulheres e juventude, com o compromisso de lançar ações de reforço escolar, cursos e eventos”, adianta a professora da FMABC, Dra. Silmara Conchão.
PROJETO RONDON
O Núcleo Rondon de Extensão Comunitária (NUREC) do Centro Universitário FMABC é ligado à Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) e conta com apoio do Centro de Estudos em Saúde da Coletividade (CESCO). O objetivo do Projeto é desenvolver ações que tragam benefícios permanentes às comunidades parceiras por meio da melhoria do bem-estar social e da capacitação da gestão pública. Além disso, busca integrar universitários à realidade dos municípios, dando a eles o sentido de responsabilidade social e coletiva em prol da cidadania, do desenvolvimento e da defesa dos interesses, contribuindo com a formação acadêmica dos estudantes.
Postado por Eduardo Nascimento em 29/jan/2021 -
As cidades do Grande ABC receberam em 26 de janeiro 30.190 doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório britânico AstraZeneca, que integram o lote de 2 milhões de frações importadas pelo Governo Federal.
Conforme divisão feita pelo Ministério da Saúde, são 9.110 doses para São Bernardo do Campo, 8.740 para Santo André, 3.700 para São Caetano do Sul, 3.640 para Mauá, 3.440 para Diadema, 1.240 para Ribeirão Pires e 320 para Rio Grande da Serra.
A região iniciou a campanha de vacinação contra a Covid-19 em 19 de janeiro, com 39,3 mil doses da Coronavac. O Grande ABC segue destinando as vacinas aos grupos prioritários da Saúde e demais indicados pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).
“O imunizante será distribuído para continuarmos com a vacinação dos profissionais de Saúde, que estão na linha de frente do combate à pandemia, além de idosos acamados e população indígena. Seguimos empenhados em conseguir rapidamente a reposição das doses para vacinar a nossa gente de forma rápida e eficaz”, afirmou o presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra.

Em São Bernardo, imunização começou no Pronto-Socorro de Saúde Mental 24h. Foto: PMSBC/Ricardo Cassin
SÃO BERNARDO
Uma semana depois de dar início à campanha de vacinação contra a Covid-19, a Prefeitura de São Bernardo intensificou em 26 de janeiro a imunização dos profissionais de Saúde com a chegada do 1º lote de 9.110 doses da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca. O imunizante foi registrado no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz e aprovado pela Anvisa para uso emergencial.
Por volta das 17h, a primeira dose foi aplicada no médico psiquiatra do Pronto-Socorro de Saúde Mental 24h, Dr. Gutemberg Siqueira, de 36 anos, que mesmo com comorbidades não deixou de exercer sua profissão durante a pandemia.
“Estou me sentindo aliviado. Tive a doença, que se manifestou de forma moderada. Com a nova cepa do vírus, o medo de pegar novamente é iminente. A imunização nos permite trabalhar mais tranquilos, especialmente aqui no pronto atendimento, em que muitos dos nossos pacientes precisam de uma proximidade maior no cuidado, pela dificuldade do entendimento social e das regras de distanciamento, por exemplo”, declarou o médico.
De acordo com o prefeito Orlando Morando, o novo lote será todo direcionado aos equipamentos de Saúde do município, podendo ser estendido a outras categorias, respeitando os grupos prioritários. “Com este novo lote, a cobertura vacinal da primeira dose entre os profissionais de Saúde será de aproximadamente 70%. O ideal é que essa cobertura seja de 100% para nos dar tranquilidade de estender a campanha aos demais grupos”, informou.
Para o secretário de Saúde, Dr. Geraldo Reple, embora a chegada da vacina desperte o sentimento de esperança na população, não é hora de abandonar os cuidados. “Todas as medidas de higiene pessoal, como lavagem das mãos, uso de álcool gel, bem como distanciamento e uso de máscara não podem ser deixadas de lado neste momento. A vacina é nossa principal arma na luta contra o novo coronavírus, mas os demais hábitos precisam ser mantidos”, reforçou.

Primeiros vacinados em Santo André foram os profissionais que atuam no Consultório na Rua, CAPS Jardim e Infantojuvenil. Foto: PSA/Helber Aggio
SANTO ANDRÉ
Na manhã do dia 26, as 8.740 doses da vacina AstraZeneca/Oxford foram entregues no Centro de Imunização de Santo André e começaram a distribuídas para os equipamentos de saúde.
“A chegada de mais um lote de vacinas simboliza mais um importante passo para vencermos a Covid-19. Vamos continuar mobilizados para que mais doses sejam liberadas e possamos ampliar os públicos que estão sendo vacinados. A nossa cidade segue estruturada e com planejamento para dar vazão aos imunizantes, de forma rápida e eficiente, para alcançar o máximo de pessoas que nos é permitido. Até lá, é importante reforçar os cuidados com o uso de máscara e a manutenção do distanciamento social como formas de frear o ritmo de contágio”, destacou o prefeito Paulo Serra.
Os profissionais que atuam no Consultório na Rua, CAPS Jardim e Infantojuvenil foram os primeiros a receber a nova vacina. Em clima de comemoração e muita alegria, cada profissional chamado para receber o imunizante era recebido com aplausos.
O gerente do Consultório na Rua, Antônio Rinaldo Pagni, emocionado, falou sobre o alívio de imunizar a sua equipe que atua no combate ao novo coronavírus com a população em situação de rua. “Desde o começo da pandemia eles vão para rua e o maior medo que eu tenho é que um deles morra. Eles não poderiam deixar de ir para rua porque não podemos deixar essa população sem assistência. Sem o nosso atendimento, eles não acessam os serviços de saúde, nós somos a ponte e temos a responsabilidade de cuidar deles e eu tenho a responsabilidade de cuidar dos meus. Só de saber que eles estão vacinados eu já fico aliviado, porque sei que estão protegidos”, comemorou.
Neste primeiro momento, profissionais de saúde, idosos com mais de 60 anos e pessoas com deficiência com mais de 18 anos vivendo em instituições de longa permanência, indígenas aldeados e quilombolas receberão as doses.
“O sentimento é de muita emoção, principalmente levando em consideração quantas de vidas já foram ceifadas. Ter a oportunidade de ser imunizado é muito gratificante. É importante dizer que nós que estamos sendo imunizados precisamos continuar tendo os devidos cuidados, seguindo todos os protocolos sanitários de saúde”, comentou o trabalhador do CAPS Jardim, José de Oliveira.

Somando com as 4.700 doses da Coronavac, recebidas na semana anterior, São Caetano conseguirá imunizar 75% dos profissionais. Foto: PMSCS/Eric Romero
SÃO CAETANO
As 3.700 doses da vacina AstraZeneca/Oxford serão utilizadas para continuar imunizando os profissionais da Saúde em São Caetano. Dois médicos da rede privada foram os primeiros: Dr. Paulo Wiermann, 80 anos, radiologista, e Dra. Zubeide Marcon Rebelo da Silva, 79 anos, ginecologista-obstetra. “Já li muitos livros e assisti a várias séries esperando a vacina chegar para poder voltar ao trabalho”, afirmou Paulo, que atua há mais de 52 anos na área e pretende voltar a atender em breve.
Somando com as 4.700 doses da Coronavac, recebidas na semana anterior, a cidade conseguirá imunizar 75% dos profissionais.
A secretária de Saúde, Regina Maura Zetone, que recebeu pessoalmente as doses da vacina que chegaram ao Complexo Hospitalar, afirmou que todas as equipes da linha de frente já estão imunizadas. “Vamos, agora, atender médicos, dentistas, fisioterapeutas, enfermeiros e outros profissionais técnicos da nossa cidade”.
O prefeito Tite Campanella também participou do evento, que imunizou os dois primeiros profissionais com a vacina de Oxford. “É muito bom ver a esperança se renovar com a vacinação”.
A vacina da AstraZeneca/Oxford chegou em frascos com dez doses cada e tem intervalo de 12 semanas para a segunda dose.
Postado por Eduardo Nascimento em 28/jan/2021 -

Centro Hospitalar Municipal de Santo André, Hospital Estadual Mário Covas e Hospital de Urgência de São Bernardo integram os trabalhos
Um promissor estudo europeu analisa a eficácia do tratamento de casos graves da Covid-19 com uso da medicação conestate alfa, já utilizada para o tratamento e compensação do angioedema hereditário (doença genética) e que modula a progressão de inflamações pelo corpo. Atualmente na fase 3, a pesquisa está recrutando pacientes voluntários que estão hospitalizados com a infecção pela Covid-19 em três hospitais da região do ABC: Centro Hospitalar Municipal de Santo André (CHMSA), Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e Hospital de Urgência de São Bernardo do Campo.
O objetivo do estudo, originalmente conduzido na Universidade de Basileia, na Suíça, é analisar se a administração de conestate alfa por 72 horas além do padrão já utilizado em pacientes infectados pela Sars-Cov-2 reduz o risco de progressão da doença para estágios mais graves, caracterizados por lesões pulmonares e síndrome do desconforto respiratório agudo. A pesquisa ocorre simultaneamente em hospitais da Suíça, Brasil e México e envolverá 120 pacientes.
No Brasil, os responsáveis pelos testes de eficácia e segurança do estudo são o professor do Centro Universitário FMABC, Dr. Marcelo Rodrigues Bacci, e a docente de Imunologia Clínica e coordenadora do Ambulatório de Angioedema Hereditário da FMABC, Dra. Anete Grumach, por meio do Centro de Pesquisa Médica Praxis. Na Universidade da Basileia, o pesquisador responsável é o professor doutor Michael F. Osthoff.
A hiperinflamação sistêmica é uma marca registrada de estágios mais graves da Covid-19, o que provoca sintomas agudos como síndrome da dificuldade respiratória, ventilação mecânica e até a morte. No contexto da Covid-19, a expectativa é que o tratamento com conestate alfa possa reduzir substancialmente as chances de dano colateral nos pulmões. “Neste momento difícil para os pacientes internados com a infecção pelo Sars-Cov-2, doença sem tratamento eficaz comprovado até agora, apenas através da pesquisa clínica conseguiremos as respostas que precisamos. Temos outros medicamentos além do conestate sendo testados e que iniciaremos em breve. Precisamos urgentemente levar esperança através da ciência a essas pessoas”, disse o Dr. Marcelo Rodrigues Bacci.
Interessados em participar dos estudos podem entrar em contato pelo telefone (11) 2759-8377 ou pelo e-mail adm.praxis.pesquisa@gmail.com.
Postado por Eduardo Nascimento em 22/jan/2021 -

Vacinação da médica pediatra da UPA Central de Santos, Patricia D’antonio Figueiredo
Na mesma semana em que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) aprovou o uso emergencial da vacina Coronavac, as unidades da Fundação do ABC passaram a receber lotes do imunizante e deram início à vacinação de seus colaboradores. A UPA Central de Santos, por exemplo, recebeu 300 doses – o suficiente para vacinar 100% das equipes, tanto funcionários diretos como prestadores de serviços das áreas médica, de controladoria de acesso, limpeza e manutenção predial.
Entre os colaboradores da UPA Central, imunizados dias 20 e 21 de janeiro, estavam duas sobreviventes, que se mostraram muito emocionadas durante a vacinação. A técnica de enfermagem Ivanilza Oliveira Marques ficou 15 dias internada em Unidade de Terapia Intensiva e venceu a doença. Já a médica pediatra Patricia D’antonio Figueiredo foi a primeira colaboradora infectada da unidade.
“A primeira coisa de que me lembro, no dia 22 de março de 2020, foi de sentir uma fraqueza imensa, calafrios e muita dor nas pernas. Por cinco dias não conseguia sair da cama para nada. No sexto dia optei por fazer o ‘swab’ e testei positivo. Fui a primeira pessoa a contrair a doença em todos os locais que trabalho”, recorda a médica, que acrescenta: “A fraqueza e a febre melhoraram. Como estava isolada, fui até limpar a casa e cozinhar, pois achava que estava quase curada. Aí veio o que realmente assusta nessa doença: quando a febre e o mal-estar já estão melhores, começa a segunda fase, a das complicações pulmonares. Lá pelo décimo dia do quadro, meu marido notou que eu, adormecida e imóvel, estava respirando trinta vezes por minuto e com saturação de 89-90, nessas mesmas condições. Aí bateu o pânico e ele me levou ao hospital quase à força. Foi o que me salvou, pois já estava com 50% de acometimento nos pulmões. A pior coisa da internação é o isolamento e o medo de piorar cada vez mais. Graças a Deus, no meu caso, não ocorreu. O cateter de oxigênio salvou minha vida. Cinco dias depois recebi alta. Mas o susto foi enorme”.
Para a gerente da UPA Central de Santos, Zilvani Guimarães, a vacinação dos funcionários “trouxe um sentimento pleno de toda uma luta que foi travada”. A dirigente completa: “Sentimos finalmente que estamos no caminho da vitória sobre o medo do estranho, da insegurança e dessa doença terrível. Gratidão imensa por todos que estão na linha de frente e também aos profissionais envolvidos nas pesquisas, que incansavelmente buscaram na ciência e na tecnologia as ferramentas para proporcionar o início da imunização”.
Para os próximos meses, a gerente da UPA espera mais vontade política e menos interesses pessoais para que a vacina seja produzida em larga escala, beneficiando toda a população. “Estamos no caminho certo e venceremos essa batalha”, acredita Zilvani Guimarães, que reforça a importância da manutenção das medidas preventivas, independentemente do início das campanhas de vacinação pelo País.

No Hospital Municipal de Mogi das Cruzes, o enfermeiro Davi Chaves de Oliveira. Foto: PMMC/Eder Veiga
MOGI DAS CRUZES
A primeira dose da vacina contra o coronavírus foi aplicada em Mogi das Cruzes em 20 de janeiro. O enfermeiro do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC), Davi Chaves de Oliveira, 49 anos, foi o primeiro a receber a vacina em solo mogiano, às 20h40. O prefeito Caio Cunha, o secretário municipal de Saúde, Henrique Naufel, e os profissionais da Vigilância Epidemiológica Municipal acompanharam o momento.
Davi é mogiano, vive desde que nasceu no Mogilar, e é enfermeiro há mais de 20 anos. Trabalha desde 2018 no HMMC, onde funciona o Centro de Referência do Coronavírus, e representou os profissionais de saúde que estão na linha de frente no cuidado às vítimas da Covid-19. “Hoje é um dia histórico para mim: é 20 de janeiro de 2021 e eu nunca vou esquecer dessa data. A palavra certa para o momento é gratidão”, afirmou ele, que é portador de doença respiratória crônica, diabetes e hipertensão e atua no Pronto-Socorro desde o início da pandemia. Já chegou a ficar internado por problemas respiratórios, mas nunca foi infectado pela Covid-19.
O início da vacinação ocorreu na área do ambulatório do Hospital Municipal com a imunização dos primeiros profissionais. “É um dia de vitória, um dia de esperança. Mas temos que manter a conscientização. É muito importante que as pessoas sejam responsáveis e respeitem o próximo, evitando qualquer tipo de aglomeração”, destacou o prefeito Caio Cunha.

Na UPA Zaíra, a auxiliar de enfermagem Francisca das Chagas. Foto: Divulgação PMM
COMPLEXO DE SAÚDE DE MAUÁ
A data de 19 de janeiro de 2021 se tornou histórica para Mauá. Na UPA Zaíra, que integra o Complexo de Saúde de Mauá (COSAM), foi iniciada a vacinação contra a Covid-19 na cidade. Coube à auxiliar de enfermagem Francisca das Chagas e Silva de Lima receber a primeira dose do imunizante.
Carinhosamente conhecida como Fran, a primeira imunizada em Mauá tem 72 anos e é uma das enfermeiras mais antigas da rede municipal, onde atua há 33 anos, sendo que os últimos 26 foram dedicados à UBS Santa Lídia. O enfermeiro Rodrigo Antunes Pinheiro, há 17 anos na Saúde da cidade, aplicou a vacina.
A cidade conta com insumos, como seringas e agulhas, suficientes para a aplicação das doses. Pelo Plano Municipal de Vacinação, quem atua na linha de frente no combate à Covid-19 e asilados (idosos e cuidadores das instituições de longa permanência para idosos) serão imunizados, além dos profissionais dos três hospitais particulares da cidade, do Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, das 23 Unidades Básicas de Saúde e das 4 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs).
CENTRO HOSPITALAR PENITENCIÁRIO
Parceria entre Fundação do ABC e Governo do Estado de São Paulo, o Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário começou a vacinar seus colaboradores em 21 de janeiro. A primeira funcionária imunizada foi Beatriz Helena Medeiros Fossatti, enfermeira do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT). Nessa primeira fase da campanha, a unidade vacinará profissionais médicos, equipes de enfermagem e fisioterapeutas em contato direto com pacientes.

A enfermeira do SESMT, Beatriz Helena Medeiros Fossatti
Postado por Eduardo Nascimento em 22/jan/2021 -

Equipe do CHMSA responsável pelo procedimento
Equipes do Centro Hospitalar Municipal de Santo André (CHMSA) se mobilizaram para a realização de um procedimento oncológico complexo e raro, com resultado cirúrgico bem-sucedido. Uma exenteração pélvica, raramente feita em unidade hospitalar, envolveu profissionais das especialidades de Urologia e Coloproctologia da unidade para a retirada de um tumor localizado na região retal de um paciente de 49 anos. A cirurgia ocorreu em 7 de janeiro.
“Era um grande tumor de reto que invadia a próstata e a bexiga do paciente, teoricamente ainda fora da faixa etária considerada de risco para esse tipo de câncer”, explica o urologista do CHMSA, Dr. Anis Taha.
O câncer colorretal surge no reto ou no intestino grosso. O tipo mais frequente é o adenocarcinoma, que representa cerca de 95% dos casos. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), esse é o terceiro tipo mais frequente em homens e o segundo entre as mulheres. A estimativa é de que quase 41 mil casos novos sejam diagnosticados no Brasil no triênio 2020/2022. O risco aumenta com a idade, sendo mais comum após os 50 anos.
“Tivemos resultados iniciais muito satisfatórios no que se refere a tempo operatório adequado, perda sanguínea, retirada da lesão em bloco e realização de linfadenectomia (remoção cirúrgica de linfonodos com fins diagnósticos, curativos ou profiláticos)”, comemora Dr. Anis. O paciente teve alta médica no dia 13 de janeiro.
IMPORTÂNCIA
Por se tratar de uma cirurgia de alta complexidade, feita comumente em grandes centros oncológicos, a exenteração pélvica requer uma série de cuidados técnicos, além do comprometimento de vários profissionais junto às equipes de anestesistas, enfermeiros, nutricionistas e nutrólogos. Apesar de toda a dificuldade técnica, o procedimento tende a promover ao paciente a cura cirúrgica da doença.
“É um procedimento de grande porte que não costumamos fazer rotineiramente. De forma intra-hospitalar é raro, de um a cada cinco anos, até porque muitas vezes o paciente já chega numa condição em que a intervenção cirúrgica não é mais possível, infelizmente”, relata a coloproctologista que atende há 25 anos no CHMSA, Dra. Sandra Boratto, também membro titular da Sociedade Brasileira de Coloproctologia (SBCP). “A última cirurgia semelhante foi feita no hospital há sete anos e, infelizmente, não teve o mesmo desfecho”, recorda a médica.
Postado por Eduardo Nascimento em 22/jan/2021 -

Evento é coordenado pelo professor auxiliar da FMABC, Fernando Veiga Angélico Júnior
Entre os dias 25 e 29 de janeiro ocorrerá a II Semana Pedagógica do Centro Universitário FMABC, em Santo André, dirigida aos docentes de todos os cursos da instituição. A edição deste ano será promovida em ambiente virtual, com atividades realizadas pelo Núcleo de Capacitação e Desenvolvimento Docente da FMABC, coordenado pelo professor auxiliar e coordenador da Residência Médica da disciplina de Otorrinolaringologia, Fernando Veiga Angélico Júnior.
O objetivo do evento é proporcionar a todos os docentes oportunidades de aprimoramento, capacitação, desenvolvimento profissional e pessoal. Além disso, o período permite que cada curso apresente e discuta suas propostas, mudanças e atualizações, com foco na constante modernização do ensino e do ambiente universitário.
A abertura será no dia 25, a partir das 18h30, transmitida pelo Google Meet e YouTube. Estão confirmadas as participações do reitor do Centro Universitário FMABC, Dr. David Uip, do vice-reitor, Dr. Fernando Luiz Affonso Fonseca, da docente titular da disciplina de Clínica Pediátrica da FMABC e pró-reitora de graduação, Dra. Roseli Oselka Saccardo Sarni, além do professor Fernando Veiga. As atividades de cada curso, que envolverão dezenas de docentes e temáticas, serão transmitidas pelo Google Meet. A programação completa pode ser acessada pelo link https://is.gd/0RljHY.