Contratação de Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem – Central de Convênios FUABC

Postado por Eduardo Nascimento em 21/jan/2021 -

A Central de Convênios da Fundação do ABC comunica em 21/01/2021 a abertura de cadastro reserva para Enfermeiros e Técnicos de Enfermagem. Os profissionais serão selecionados para vagas no Grande ABC e na Capital paulista, assim como para demais cidades em que a FUABC mantém serviços de Saúde.

Os currículos devem ser enviados até 15/02/2021 para o e-mail recrutamento.central@fuabc.org.br, com o cargo pretendido informado no campo “Assunto”. 

Diretoria de Recursos Humanos
Central de Convênios FUABC

 


 

Municípios do Grande ABC iniciam vacinação contra a Covid-19

Postado por Eduardo Nascimento em 20/jan/2021 -

Região recebeu 39.320 doses da Coronavac, vacina desenvolvida conjuntamente pelo Instituto Butantan e pelo laboratório Sinovac. Foto: Governo do Estado de São Paulo

As sete cidades do Grande ABC iniciaram, na noite de 19 de janeiro, a vacinação contra a Covid-19. As primeiras doses foram destinadas a profissionais da Saúde que atuam na linha de frente do enfrentamento ao novo coronavírus. Ao longo da tarde e início da noite, a região recebeu 39.320 doses da Coronavac, vacina desenvolvida conjuntamente pelo Instituto Butantan e pelo laboratório Sinovac. O cronograma de vacinação foi definido pelos prefeitos da região, que se reuniram por videoconferência em assembleia extraordinária do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC.

Conforme divisão realizada pelo Governo do Estado, são 11.840 doses para São Bernardo do Campo, 11.360 para Santo André, 4.800 para São Caetano do Sul, 4.760 para Mauá, 4.480 para Diadema, 1.640 para Ribeirão Pires e 440 para Rio Grande da Serra.

O presidente do Consórcio ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra, comemorou o início da vacinação nas sete cidades, mas ressaltou que a região aguarda o envio de mais doses para ampliar a imunização.

“O dia de hoje é histórico e emocionante para os municípios da nossa região, que estão unidos e trabalhando para salvar vidas desde o início dessa pandemia. Vamos seguir o cronograma do Estado, começando com os profissionais de Saúde da rede pública que estão na linha de frente do combate ao novo coronavírus. Conforme recebermos mais doses, o objetivo é ampliar a vacinação para todos os grupos prioritários, seguindo todas as normas do Ministério da Saúde”, destacou Paulo Serra.

 

Prefeito Paulo Serra e equipe acompanharam primeiro dia de vacinação em Santo André. Foto: PSA/Helber Aggio

SANTO ANDRÉ

Neste primeiro momento, a imunização em Santo André contemplará os profissionais de saúde que atuam na linha de frente de combate à Covid-19 nos hospitais de campanha, Centro Hospitalar Municipal e Hospital Estadual Mário Covas. Além disso, idosos a partir de 60 anos em instituições de longa permanência, pessoas com deficiência acima de 18 anos que estejam em residência inclusiva, indígenas e quilombolas, também serão imunizados.

“Hoje, quando fiquei sabendo que ia receber a vacina, quase não acreditei. Passei o dia todo ansiosa. Trabalho no hospital de campanha do Complexo Pedro Dell’Antonia desde que ele abriu, tenho um filho de sete anos que depende de mim e agora me sinto mais segura. Não vejo a hora de tirar a máscara”, comentou a auxiliar de higiene Luzia Quitéria de Jesus da Silva, de 28 anos, a primeira pessoa a ser imunizada contra o coronavírus em Santo André.

 

Em São Bernardo, prefeito Orlando Morando e secretário de Saúde, Geraldo Reple, participaram do início da imunização. Foto: PMSBC/Gabriel Inamine

SÃO BERNARDO

Com emoção e aplausos, a Prefeitura de São Bernardo deu início à campanha de vacinação contra a Covid-19, com a aplicação da primeira dose do imunizante Coronavac em evento realizado no Hospital de Urgência – maior equipamento construído para atendimento da Covid-19 no País. Técnica de enfermagem da UPA São Pedro, Alice Santana de Souza, de 60 anos, foi a primeira pessoa vacinada contra a doença na cidade. A profissional é moradora do Parque São Bernardo e atua no equipamento há 11 anos.

“Foi o momento mais esperado da pandemia. É muito bom saber que a vacina está chegando para todos. Pensei em todos os casos que atendi e na minha família no momento em que recebi a vacina”, celebrou Alice, que mora próxima de sua mãe de 80 anos e convivia com o receio de levar a doença para uma das pessoas que mais ama.

“Quero agradecer aos cientistas e aos profissionais do Instituto Butantan, que em tempo recorde conseguiram viabilizar uma vacina para salvar nossa população. Quero também agradecer aos quase 10 mil profissionais de saúde que atuam na rede pública de São Bernardo dando o seu melhor e ajudando a salvar vidas. A chegada das vacinas não é sinônimo de que o problema acabou. Todos nós temos que ter a conscientização de que o vírus persiste e precisamos continuar nos protegendo e protegendo ao próximo”, destacou o prefeito Orlando Morando.

 

Médica e secretária de Saúde de São Caetano, Regina Maura Zetone vacinou o primeiro profissional de Saúde da cidade. Foto: Divulgação PMSCS

SÃO CAETANO

Em São Caetano, o início do trabalho foi marcado pela vacinação de cinco profissionais da área da Saúde que atuam na linha de frente de combate à pandemia. “Aguardamos muito esse momento e já começamos a pensar em uma vida quase normal daqui a algum tempo, quando a maioria das pessoas estiver vacinada. É uma sensação de muita emoção e uma alegria grande ver os nossos profissionais de Saúde vacinados, que lutaram todo o ano passado e que continuam lutando para manter os pacientes com vida, com qualidade de vida e sem sequelas”, considera a secretária de Saúde de São Caetano, Regina Maura Zetone.

Para o deputado estadual Thiago Auricchio, 19 de janeiro foi um dia de muita alegria e esperança. “Como parlamentar, tive a oportunidade de mandar uma emenda no valor de um milhão de reais para ajudar a cidade no combate à Covid-19. Hoje é um dia de muita alegria, tanto para São Caetano como para toda a região do ABC, que iniciou simultaneamente a campanha de imunização”.

Prefeito de São Caetano, Tite Campanella também comemorou: “Nós vivemos até agora em meio a dúvidas constantes se podíamos sair, estudar, trabalhar, pegar transporte coletivo. Agora deixamos essas dúvidas para trás e começamos a ter esperança de que a vida vai voltar ao normal. Tenho muito orgulho de estar como prefeito neste momento e de ter a equipe que temos hoje trabalhando pela Saúde de São Caetano do Sul. Nossos profissionais enchem nossa cidade de orgulho pelo trabalho que realizaram até aqui e que certamente continuarão realizando. Nada mais justo que eles sejam os primeiros a receber a imunização”, finalizou o chefe do Executivo.

Primeira vacinada do País, enfermeira Mônica Calazans é funcionária da FUABC

Postado por Eduardo Nascimento em 17/jan/2021 -

Mônica Calazans atua pela FUABC há quase 3 anos, enfermeira no Pronto Atendimento São Mateus. Foto: Governo do Estado de SP

Aos 54 anos de idade, Mônica Calazans foi a primeira brasileira a ser vacinada contra a Covid-19. Funcionária da Fundação do ABC desde maio de 2018, atua como enfermeira no Contrato de Gestão São Mateus – uma parceria entre a FUABC e a Prefeitura de São Paulo. Ela recebeu a primeira dose da Coronavac em 17 de janeiro, mesmo dia da aprovação do uso emergencial da vacina pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Após quase um ano de pandemia e de todos os esforços contra o novo coronavírus, ela faz um balanço do que já viveu em campo, na linha de frente dos atendimentos no Pronto Atendimento São Mateus. “Logo no início da pandemia nós já modificamos os fluxos de atendimentos no P.A. São Mateus. O número de casos era muito grande e dividimos os pacientes de acordo com os sintomas respiratórios, abrindo mais espaço para esse tipo de atendimento e protegendo os demais usuários da unidade”, recorda.

De acordo com a enfermeira, em meados de agosto houve uma ligeira redução da procura por Covid-19. Porém, os casos voltaram a crescer em setembro e não pararam mais. Até hoje é muito grande o número de pacientes com sintomas respiratórios que procuram a unidade, considerada referência na região.

“Temos ótimos profissionais médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos e demais membros das equipes assistenciais, o que nos permite fazer um bom trabalho. Nossa principal preocupação são os casos graves, que necessitam de internação em unidade especializada. Esses pacientes recebem todo o suporte e o melhor atendimento durante o tempo em que permanecem conosco, aguardando a liberação de vaga pela CROSS (Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde do Governo do Estado)”, explica a enfermeira, que também atua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na Capital.

Moradora de Itaquera, Mônica conhece bem a Zona Leste da Capital e considera “muito efetiva” a atuação da FUABC no território de São Mateus, especialmente na Atenção Básica: “A Fundação do ABC exerce papel fundamental em São Mateus, atendendo toda essa região, bastante carente. Considero de extrema importância esse trabalho, inclusive no que diz respeito às ações preventivas desenvolvidas na área de Atenção Básica”.

Para o futuro, ela pondera: “Acredito que, com a vacinação em massa em todo o País, teremos Natal e Ano Novo diferentes. Considerando que toda a logística de distribuição e aplicação das vacinas dará certo, penso que o final deste ano será muito melhor em comparação ao que vivemos em 2020”.

Independentemente do sucesso da vacinação, Mônica Calazans reforça as orientações da Secretaria Municipal de Saúde da Prefeitura de São Paulo para a manutenção das medidas preventivas, como evitar aglomerações, lavar as mãos com frequência e usar sempre máscara e álcool gel.

SÃO MATEUS

Entre maio de 2020 e 15 de janeiro de 2021, as UBSs e AMAs/UBSs Integradas sob gestão da Fundação ABC – Contrato São Mateus, juntamente com o Pronto Atendimento São Mateus, contabilizaram 121.690 pacientes atendidos com sintomas respiratórios. “Em todo o ano de 2020, o maior número diário de atendimentos de pacientes sintomáticos respiratórios foi de 1.147 usuários, em junho. Neste ano, apesar de ainda estarmos em janeiro, atingimos no dia 4 o pico de 937 pacientes assistidos, acendendo o sinal de alerta para a importância da população reforçar as medidas preventivas e de distanciamento social”, avisa a Diretoria do Contrato São Mateus.

No mesmo período de quase 8 meses, as unidades de Atenção Primária acompanharam via telefone 80.171 pacientes suspeitos de Covid-19, com aproximadamente 620 mil ligações.

REPERCUSSÃO NACIONAL

O Governo do Estado de São Paulo começou a imunizar a população contra a Covid-19 em 17 de janeiro. Mônica Calazans foi a primeira a receber a vacina Coronavac, durante solenidade transmitida ao vivo e com ampla repercussão nos principais veículos de imprensa de todo o País. No mesmo dia, profissionais de saúde de hospitais de referência no combate à pandemia e integrantes de populações indígenas começaram a ser vacinados no Complexo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

“Começamos a vacinar a população e isto é um grande passo na tarefa de salvar vidas, que é a prioridade máxima do Governo de São Paulo”, afirmou o secretário da Saúde, Jean Gorinchteyn.

A campanha de imunização contra a Covid-19 em São Paulo será desenvolvida segundo a disponibilidade das remessas de vacinas pelo Ministério da Saúde. À medida que o órgão federal viabilizar mais doses, as novas etapas do cronograma e públicos-alvo da campanha de vacinação serão divulgadas pelo Governo de São Paulo.

A Coronavac é produzida no Brasil a partir de convênio entre o Instituto Butantan e a farmacêutica Sinovac Life Science, do grupo Sinovac Biotech. Utiliza o vírus inativado do novo coronavírus (Sars-CoV-2) para inoculação em humanos e deve ser aplicada em duas doses, para que o sistema imunológico passe a produzir anticorpos contra o agente causador da Covid-19.

Docente da FMABC orienta funcionários do Colégio Singular sobre prevenção à Covid-19

Postado por Eduardo Nascimento em 14/jan/2021 -

Ciclo de palestras realizado em janeiro integra cronograma de volta às aulas das unidades

 

Evento virtual com equipe do Colégio Singular e a Dra. Denise de Oliveira Schoeps, docente do Centro Universitário FMABC

A professora da disciplina de Clínica Pediátrica do Centro Universitário FMABC, Dra. Denise de Oliveira Schoeps, inaugurou um ciclo de palestras direcionado aos funcionários do Colégio Singular para a certificação dos protocolos de biossegurança em virtude da Covid-19, com vistas à programação de volta às aulas. As atividades ocorreram entre 12 e 14 de janeiro e foram transmitidas virtualmente pelo canal do colégio, Singular-Anglo, no YouTube.

A primeira palestra, ministrada pela professora da disciplina de Clínica Pediátrica do Centro Universitário FMABC, Dra. Denise de Oliveira Schoeps, foi sobre ‘Infecções Respiratórias na Infância’ e voltada às equipes administrativa e pedagógica. O objetivo da iniciativa é preparar funcionários da instituição para o retorno às aulas de forma segura, assim que liberado pelos órgãos governamentais.

Segundo a docente, a compreensão de como funcionam as vias aéreas superiores das crianças esclarece a forma como a Covid-19 infecta o organismo. O sistema de defesa das crianças começa se estruturar aos 2 anos e tem seu pico aos 8 anos, quando tem início o processo de involução. “A Covid-19 é um tipo de infecção das vias aéreas semelhante ao resfriado, doença mais frequente no ser humano. Nas crianças, ela se manifesta de forma menos grave pois elas apresentam um mecanismo de defesa que já combate outros tipos de coronavírus existentes”, afirma a professora. Dessa forma, na volta às aulas, será muito difícil identificar, pelos sintomas, se uma criança está com a Covid-19 ou com um resfriado – muito mais frequente em crianças.

A docente alerta os funcionários das instituições de ensino quanto à necessidade de seguir os protocolos de segurança a fim de evitar a transmissão, que geralmente ocorre pelo contato das mãos com o indivíduo contaminado, indiretamente por meio de superfícies e através de partículas aéreas, chamadas de aerossóis.

CICLO DE PALESTRAS

Os três encontros foram transmitidos ao vivo pelo canal do YouTube do colégio e estão disponíveis para acesso na plataforma. Além da palestra com a pediatra e professora da FMABC, no dia 13 foi a vez da médica infectologista e coordenadora do projeto, Eloisa Siqueira Ayub, formada pela FMABC, abordar o tema “Coronavírus – Atualização” junto aos colaboradores do colégio. Já no dia 14 o médico infectologista Marcelo Magri alertou sobre a importância do uso de máscaras, da prática de higienização das mãos e do distanciamento social.

O ciclo de palestras é parte de um programa completo que prevê visitas aos prédios para análise de necessidades, adequação dos espaços, criação de normas e procedimentos, prevenção de contaminação, treinamento das equipes administrativa e pedagógica, orientações para os alunos, protocolos de higienização e verificação das medidas adotadas.

Conflito entre direitos humanos no enfrentamento de pandemias é tema de estudo

Postado por Eduardo Nascimento em 14/jan/2021 -

Pesquisa publicada em revista britânica contou com a participação de professores do Programa de Doutorado do Centro Universitário FMABC

 

Professor da FMABC, Dr. Luiz Carlos Abreu é um dos autores da pesquisa

A garantia do direito à vida, à saúde e à dignidade humana é afetada pela forma como o sistema público elenca suas prioridades em tomadas de decisão. É sobre a relação entre esses direitos e como eles se chocam durante uma pandemia que trata o estudo intitulado “Collision of Fundamental Human Rights and the Right to Health Access During the Novel Coronavirus Pandemic”, ou “Colisão de direitos humanos fundamentais e o direito ao acesso à saúde durante a nova pandemia do coronavírus”.

O artigo acaba de ser publicado pela revista britânica Frontiers in Public Health, em 8 de janeiro, e tem participação dos professores do Programa de Doutorado do Centro Universitário FMABC, de Santo André, Dr. Luiz Carlos Abreu e Dr. Fernando Adami, além do aluno de Doutorado, Paulo Massetti.

O artigo reúne informações de casos de pandemias anteriores ocorridas em nove países entre 2003 e 2020: Singapura, Tunísia, China, Canadá, Reino Unido, Estados Unidos, Suíça, Portugal e Espanha. Os dados foram extraídos dos 195 artigos selecionados e publicados pela PubMed, uma base de dados de artigos de biomedicina disponibilizada pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos.

“A principal constatação feita é a de que existe uma colisão de direitos na tomada de decisão frente uma pandemia, e que governos costumam decidir pela prevalência dos direitos individuais e coletivos à saúde em detrimento de outros direitos humanos fundamentais”, observa Dr. Luiz Carlos Abreu. Exemplo disso é o isolamento social para conter a transmissão da Covid-19, medida que restringe o direito à liberdade de ir e vir individual para beneficiar o direito individual e coletivo à saúde e à vida.

Para sustentar essa afirmação, foi feito o cruzamento de dados disponíveis de todos os países e tipos de surtos analisados na história recente, como Ebola (2013-2016), H1N1 (2009) e SARS (2002-2004). Os pesquisadores identificaram uma variedade de medidas de proteção à saúde pública utilizada para situações específicas, como isolamento de cidades inteiras, quarentenas mediante comprovação científica e restrições de viagem.

Também foram sistematizadas as condições para o estabelecimento de restrições de direitos classificadas como justas – por exemplo, o índice de risco significante aos indivíduos e as medidas de intervenções proporcionais para diminuir tais riscos. Na aplicação das medidas, o estudo sugere que as instituições públicas devam considerar as desigualdades sociais de uma população como variável importante a fim de torná-la mais efetiva.

Segundo Abreu, a discussão provocada pelo estudo é oportuna especialmente na fase de pré-vacinação no Brasil contra a Covid-19. Segundo levantamento do Datafolha de dezembro de 2020, 22% da população afirma que não tomaria a vacina. “Essa porcentagem cresce à medida que grupos persistem em defender a recusa à vacina como direito individual, enquanto que, para o poder público, a imunização de toda a população trata-se claramente de uma medida necessária para a saúde pública. A grande contribuição da pesquisa é, portanto, trazer luz ao debate sobre o comportamento social diante dos direitos individuais e coletivos, que se demonstra em casos de urgência de saúde pública”, resume o docente.

A íntegra do estudo, que contou com a participação de outros seis pesquisadores, pode ser acessada pelo link https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fpubh.2020.570243/full.

Professora de Enfermagem da FMABC assume cargo de vice-presidente do Coren-SP

Postado por Eduardo Nascimento em 13/jan/2021 -

Gestão 2021-2023 tomou posse dia 4 de janeiro, na sede da entidade, em São Paulo

 

Erica Chagas Araújo, docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário FMABC e nova vice-presidente do Coren-SP

A docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário FMABC, de Santo André, Erica Chagas Araújo, também coordenadora do Programa de Saúde do Idoso da Residência Multiprofissional e Aprimoramento em Enfermagem Médico-Cirúrgico da FMABC, é a nova vice-presidente do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP). A posse da nova gestão 2021-2023 foi realizada dia 4 de janeiro, no auditório da sede do órgão, em São Paulo.

Ao todo, a chapa “Ação e valorização” recebeu 80 mil votos e possui 42 integrantes, entre titulares e suplentes. Além da docente, a FMABC contará com outras duas representantes do Centro Universitário que atuarão como conselheiras da nova gestão. A ex-aluna Vanessa Morrone Maldonado, formada em 2005 e atualmente docente do curso de pós-graduação de Enfermagem Obstétrica no Hospital Israelita Albert Einstein; e Ana Paula Guarnieri, coordenadora geral dos programas de Residência Multiprofissional da FMABC e mestre em Reabilitação Gerontológica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

“É um orgulho ser eleita como vice-presidente do Coren-SP pelos próximos três anos. Participar das principais deliberações do Conselho, com tantos impactos sobre a atuação da autarquia e sobre o exercício da Enfermagem, além da segurança da assistência de saúde à população, é uma grande responsabilidade para a qual me preparei para assumir. Nossa gestão irá trabalhar continuamente pela valorização profissional, melhores condições de trabalho, tanto em lutas históricas como pela jornada de 30 horas semanais e pelo piso salarial, quanto acompanhando de perto todo o cenário deflagrado pela pandemia da Covid-19, além de manter um olhar sobre os profissionais recém-formados e o aprimoramento do aprendizado”, disse a docente.

Integrantes da nova diretoria do Conselho – Fotos: Coren/SP

A nova gestão trabalhará por meio de trabalho participativo e com atuação junto às instituições de saúde para fiscalizar o dimensionamento adequado dos profissionais nas unidades. Os conselheiros estarão presentes nas instituições de saúde para acompanhar o dia a dia da linha de frente das unidades e facilitar o acesso dos profissionais aos serviços do Coren-SP. Também serão criadas representações regionais e implementado o projeto Conselho Participativo, sendo cada conselheiro representante de uma região do Estado. O objetivo é favorecer o diálogo com toda a categoria paulista de forma transparente, organizada e acessível.

Além do acompanhamento constante da pandemia, a gestão 2021-2023 do Coren-SP atuará no combate a epidemias mais antigas, como a violência, o assédio moral, o adoecimento mental e outras patologias que afetam a saúde e a rotina profissional de profissionais da categoria.

Ensaio clínico inédito investiga possível cura da doença tropical lobomicose

Postado por Eduardo Nascimento em 13/jan/2021 -

Pesquisadores do Centro Universitário FMABC participam de pesquisa sobre doença cutânea que afeta habitantes da Floresta Amazônica

 

Dr. Gabriel Zorello Laporta, biólogo e pesquisador científico da FMABC

Após 22 anos em andamento, uma pesquisa que investiga a doença amazônica lobomicose se aproxima de possíveis hipóteses de cura. Também conhecida como lacaziose, a lobomicose é uma doença causada por fungos encontrados em águas tropicais que causa lesões nodulares na pele e afeta principalmente os habitantes da Floresta Amazônica, como os seringueiros. No Brasil, não existe um programa de controle da doença e as falhas nas indicações de terapias são consideradas comuns. O objetivo principal do estudo é tornar a doença de notificação compulsória e, futuramente, disponibilizar o tratamento via Sistema Único de Saúde (SUS).

Resultados do ensaio clínico randomizado foram publicados em novembro do ano passado na mais tradicional revista científica do mundo sobre Medicina Tropical, a “The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene”, com participação de dois pesquisadores científicos do Centro Universitário FMABC, de Santo André-SP: o biólogo e pós-doutor em Epidemiologia e Medicina pela Universidade de São Paulo (USP), Dr. Gabriel Zorello Laporta, e a aluna de doutorado Franciely Gomes Gonçalves, mestre em Ciências da Saúde pela FMABC.

A lobomicose foi detectada em vários países latino-americanos, como Colômbia, Suriname, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Bolívia, México, entre outros. No entanto, o Brasil tem o maior proporção de casos, chegando a 70% dos cerca de 500 registrados na região amazônica até o momento. Ao todo, participaram do estudo 103 pacientes, posteriormente divididos em três grupos. Dois receberam diferentes combinações de medicamentos e o terceiro não foi submetido ao tratamento completo. Os resultados indicaram uma probabilidade significativamente maior de cura a partir do uso de poliquimioterapia (associação de medicamentos) indicada para casos de hanseníase, doença infecciosa conhecida popularmente como lepra. O tratamento com terapia de múltiplas drogas resultou na cura de 20 de 80 pacientes tratados, ou 25%. Em geral, os grupos foram acompanhados durante quatro anos, com tratamento medicamentoso, e mais dois anos após a conclusão do tratamento. Pacientes de todos os grupos foram submetidos a procedimentos cirúrgicos para extração das lesões, com posterior acompanhamento.

Em cada fase da pesquisa, as lesões eram fotografadas e passavam por biópsias. Durante o período do ensaio clínico, os pacientes apresentaram redução ou cessação da sensação de coceira (prurido), atrofia das lesões com diminuição do número de fungos, e até a cura, caracterizada pela remissão completa das lesões sem recidiva por dois anos após o término tratamento. A pesquisa foi conduzida pelo Serviço de Dermatologia da Secretaria de Estado da Saúde do Acre (Sesacre), onde moram os pacientes. A íntegra do estudo está disponível no link: http://www.ajtmh.org/content/journals/10.4269/ajtmh.20-0090.

HISTÓRICO

Assunto é tema do doutorado da aluna da FMABC, Franciely Gomes Gonçalves

A aluna Franciely Gomes Gonçalves, uma das autoras da pesquisa, é egressa do “Projeto Acre – Saúde na Amazônia Ocidental”, que tem como coordenadores acadêmicos o professor assistente da FMABC, Dr. Luiz Carlos de Abreu, além do Dr. Gabriel Zorello Laporta. A parceria é oriunda do convênio entre FMABC, Secretaria de Estado da Saúde do Acre (Sesacre) e a Universidade Federal do Acre (UFAC) e envolve o custeio para formação de 30 mestres e 10 doutores.

“Este estudo faz parte da tese de Franciely, que está cursando o doutoramento na FMABC, e conta a história de vida do médico irlandês William John Woods, que teve o insight sobre a cura da lobomicose. O ensaio clínico foi montado para servir como prova de conceito da terapêutica. Agora, o tratamento poderá estar disponível pelo SUS para atendimento da população atingida”, explica Laporta, que completa: “Tem sido um privilégio poder cumprir as atividades acadêmicas do convênio entre FMABC e Secretaria de Estado da Saúde do Acre na formação de mestres e doutores do Estado. Como coordenador acadêmico, junto ao professor Luiz Carlos de Abreu, já formamos cinco doutores e 25 mestres até o momento”, detalha o pesquisador. A parceria FMABC-Sesacre-UFAC teve início em 2015, quando foi publicada no Diário Oficial do Estado do Acre. O objetivo é formar novos professores e pesquisadores na área de Ciências da Saúde do Acre e fortalecer o ensino, a pesquisa e a extensão universitária na região do Juruá.

REFERÊNCIA

Historicamente, o precursor do trabalho de pesquisa sobre a lobomicose é o médico irlandês William John Woods, radicado há 40 anos em Rio Branco, capital do Acre. Ele cursou, durante décadas, todos os rios acreanos e afluentes, acompanhado de profissionais da saúde pública para identificar casos de hanseníase e realizar o controle da doença em todo o Estado. Seu foco é tratar especialmente de doenças tropicais negligenciadas. Por este trabalho, foi reconhecido pela Rainha Elizabeth, da Inglaterra, com o título “Sir” de Cavaleiro da Ordem do Império Britânico. Também acumula o título de Doutor Honoris Causa concedido pela Universidade Federal do Acre (UFAC).

Ambulatório Médico de Especialidades de Santo André revitaliza jardins da unidade

Postado por Maíra Oliveira em 08/jan/2021 -

Jardim da recepção central

Colaborador percorreu unidade trajado de Papai Noel em ação de Natal

Nos dias 21, 22 e 23 de dezembro o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) Santo André fez uma revitalização completa dos jardins da unidade com objetivo de tornar o ambiente mais humanizado e aconchegante para pacientes, visitantes e colaboradores. Receberam as intervenções a área da recepção central, o local de descanso dos colaboradores, o jardim interno e os vasos com as plantas suculentas.

No mesmo mês, no dia 15, a Diretoria também preparou uma surpresa de Natal aos funcionários. Um colaborador se vestiu de Papai Noel e percorreu as dependências da unidade levando mensagens de esperança, união e otimismo. O objetivo da iniciativa foi proporcionar um clima mais alegre e descontraído, especialmente para funcionários da área assistencial, bastante exigidos física e mentalmente durante o ano devido à pandemia de Covid-19.

“Durante esse ano difícil de pandemia, acreditamos que os pequenos gestos e mudanças fazem grande diferença no dia a dia de todos e na melhoria da qualidade de vida”, observa o diretor-geral do AME-SA, Dr. Manoel Miranda.

Carreta da Mamografia de São Bernardo retoma atendimentos

Postado por Maíra Oliveira em 08/jan/2021 -

Unidade móvel percorrerá outras quatro regiões da cidade ainda em janeiro

 

Bairros Planalto, Taboão, Vila São Pedro e Finco também receberão o serviço – Foto: Ricardo Cassin/PMSBC

A Unidade Móvel de Mamografia “Amiga do Peito” da Prefeitura de São Bernardo iniciou dia 6 de janeiro novo ciclo de atendimentos preventivos junto à população. Até hoje, 8 de abri, a carreta fica estacionada na Avenida Taboão, no bairro Taboão, com oferta de 80 exames por dia, entre agendamentos e demandas espontâneas. No mês de janeiro, a unidade móvel percorrerá outras quatro regiões do município, facilitando o acesso ao exame.

Em funcionamento no município desde outubro de 2018, o equipamento permitiu a ampliação da oferta de exames de mamografia, sem fila de espera. “O câncer de mama é uma das doenças que mais matam no mundo. Este foi um investimento importante para que pudéssemos realizar 4.000 mamografias mensais. Antes da carreta eram apenas 2.500. Com a rapidez do diagnóstico, o tratamento é mais eficaz e tem maiores chances de cura”, destacou o prefeito, Orlando Morando.

Durante a pandemia, todos os protocolos sanitários exigidos pela Vigilância Sanitária estão sendo respeitados. Os equipamentos passam por uma rigorosa limpeza a cada paciente. Também é exigido o uso de máscara facial, com aferição da temperatura antes da realização do exame.

ATENDIMENTO

Mulheres entre 50 e 69 anos podem ir diretamente à Unidade Móvel da Mamografia para realizar o exame, sem necessidade de agendamento. Outras faixas etárias devem fazer o agendamento prévio na UBS da sua região. O atendimento da carreta ocorre das 8h às 17h.

De acordo com o secretário de Saúde e ginecologista, Dr. Geraldo Reple, a mamografia é um exame preventivo da Saúde da Mulher que deve ser realizado anualmente. “Todas as mulheres com indicação médica devem realizar o exame. Para a rotina, mulheres com mais de 40 anos devem realizar o procedimento todos os anos”, reforçou.

Confira as datas e regiões que a carreta realizará os exames em janeiro:

De 06 a 08/01 – Laboratório Municipal de Saúde Pública/UBS Taboão – Av. do Taboão, 4.311 (Taboão)

De 11 a 15/01 – UBS São Pedro – Rua da Comunidade, 100 (Vila São Pedro)

De 18 a 22/01 – UBS Planalto (Rua de baixo) – Rua Oragnof, 480 (Planalto)

De 25 a 27/01 – Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Rua Maria Adelaide Lima Quelhas, 100 (DER)

De 28 e 29/01 – UBS Finco – R. Fortunato Benevenuto Finco, 151 (Bairro dos Finco)

 

Profissionais do Hospital de Campanha de Santo André arrecadam 7 toneladas de alimentos

Postado por Eduardo Nascimento em 07/jan/2021 -

Doações serão destinadas ao Banco de Alimentos do município e distribuídas para pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica

 

Profissionais da saúde de Santo André participam de campanha de arrecadação de alimentos – Fotos: Alex Cavanha/PSA

A Prefeitura de Santo André, por meio da Secretaria de Saúde, arrecadou 7 toneladas de alimentos em prol das famílias carentes da cidade. A ação solidária ocorreu durante dez dias no mês de dezembro e foi realizada com a participação dos 600 profissionais que atuam na linha de frente do combate à Covid-19, nos hospitais de campanha da cidade.

A entrega dos insumos foi realizada dia 22 de dezembro, na sede do Banco de Alimentos, na Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André), e foi recebida pela primeira-dama e presidente do Núcleo de Inovação Social, Ana Carolina Barreto Serra. “Que surpresa boa e que ‘presentão’. Os profissionais de Saúde, que estão se doando desde o início da pandemia, além de trabalhar e dar o sangue para cuidar do amor de alguém, ainda fazem esse gesto lindo. Não temos palavras para agradecer. Nosso muito obrigada”, disse emocionada.

Em 2019 uma campanha similar foi realizada por profissionais que atuam na rede municipal de Urgência e Emergência. “Em 2019, enquanto diretor de Atenção à Saúde, promovemos uma campanha similar com os profissionais da Urgência e Emergência e não esperávamos um número tão expressivo de doações. Em 2020, tínhamos a expectativa de receber mais do que as 4 toneladas de alimentos da edição anterior. A cada 2 kg de alimentos doados, os profissionais ganharam um número. Estes números serão sorteados e o gesto recompensado em prêmios doados pela iniciativa privada, portanto sem custos para a gestão. Os profissionais estão superanimados e agradecemos muito a todos que participaram desta Campanha de Natal”, disse o superintendente dos hospitais de campanha, Victor Chiavegato.

BALANÇO DE ARRECADAÇÕES

De janeiro a novembro de 2020, o Banco de Alimentos arrecadou 55,8 toneladas de itens alimentícios

De janeiro a novembro de 2020, o Banco de Alimentos arrecadou 55,8 toneladas de itens alimentícios, que foram distribuídos para 17 mil pessoas atendidas através de 111 entidades assistenciais do município.

C om as doações recebidas pelo Banco de Alimentos as entidades atenderam a um número maior de pessoas na pandemia. Foram recebidas cerca de 7 mil cestas básicas em doação, sendo destinadas às pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

A estimativa é que o ano feche com um número próximo a 60 mil toneladas. Em 2019, o número arrecadado ficou em 57,6 toneladas. Não houve queda significativa de doações nos dois primeiros meses do ano. Os principais doadores, como supermercados, trabalham normalmente neste período. O Banco de Alimentos visa constantemente o aumento de parceiros doadores.