Reunião do Conselho de Curadores tem apresentação do relatório de gestão 2014

Postado por Eduardo Nascimento em 06/fev/2015 -

Ampliação da sede administrativa, abertura de cursos, capacitação e treinamento de funcionários estão entre os destaques do período

A primeira reunião do ano do Conselho de Curadores da Fundação do ABC foi marcada por apresentação do relatório de gestão 2014 pelo presidente da FUABC, Marco Antonio Santos Silva. O objetivo foi enumerar as atividades desenvolvidas em busca da maior integração entre mantenedora e unidades mantidas, assim como as conquistas obtidas no período e os projetos em andamento.

O início da apresentação detalhou pontos da reestruturação organizacional implementada na mantenedora, que incluiu a criação de três novas diretorias executivas – Qualidade, Recursos Humanos e Tecnologia da Informação –, aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários, revisão dos organogramas e formatação de propostas para hospitais segundo o porte (pequeno/médio e grande). Também houve a contratação de quatro novos auditores, que têm como missão atuar junto às mantidas de forma preventiva, antecipando e evitando possíveis problemas.

Em relação ao quadro de pessoal, demonstrativo geral em forma de gráfico ilustrou a evolução ao longo dos últimos anos. Em 2010, por exemplo, a FUABC tinha 11.767 funcionários. Em dezembro de 2014 o número chegava a 19.230. O avanço a partir de 2013, quando a instituição tinha 16.883 colaboradores, foi de quase 14%.

A ampliação do quadro está diretamente relacionada ao crescimento da FUABC no último ano. Ao todo foram incorporados ao grupo de mantidas três novos equipamentos de saúde: Instituto de Infectologia Emílio Ribas II do Guarujá, Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário e Hospital Estadual de Francisco Morato.

No campus universitário, a sede administrativa da Fundação do ABC passou por ampliação e ganhou novo pavimento com 1.300 m2, que serve de sede para a Central de Convênios – maior mantida da FUABC. Outra novidade foi a reestruturação do estacionamento com ampliação de vagas, que permitirão o desenvolvimento de novos projetos sem prejuízo aos usuários do campus.

Para este 2015, a Fundação do ABC planeja intensificar parcerias com a iniciativa privada, com intuito de captar recursos para novos projetos, reformas e ampliações. Entre os planos de parceria em andamento estão o pioneiro Instituto de Cardiologia da Faculdade de Medicina do ABC, um novo complexo poliesportivo, a criação de anfiteatro para a mantenedora e a abertura de duas novas mantidas no campus: o Hemocentro e o Centro de Diagnósticos.

INVESTIMENTO EM CAPACITAÇÃO

Uma das principais atribuições da nova Diretoria Executiva de Recursos Humanos é o desenvolvimento de cursos e treinamentos para os mais diversos segmentos profissionais, com intuito de oferecer capacitação e atualização aos colaboradores da mantenedora e das mantidas.

A primeira ação ocorreu em meados de julho, em parceria com a Faculdade de Medicina do ABC, para abertura do curso de graduação em Tecnologia em Gestão Hospitalar. A FUABC ofereceu bolsas de estudos de 70% para funcionários que ainda não haviam cursado faculdade, com objetivo de proporcionar formação superior e aperfeiçoamento nas áreas da Saúde e da Gestão Hospitalar. Ao todo foram 50 alunos matriculados, todos colaboradores da Fundação do ABC e suas mantidas.

Em 23 de outubro, a FUABC deu início a curso de pós-graduação inédito de Gestão de Negócios com Ênfase em Saúde. A abertura da especialização foi possível graças ao convênio firmado com uma das mais importantes instituições de ensino do país na área de pós-graduação e extensão, com programas customizados para empresas: a Fundação Dom Cabral. O principal objetivo da aliança é a capacitação de gestores e executivos para cargos de direção na área da Saúde. A primeira turma conta com 32 participantes, sendo 21 bolsistas da FUABC e 11 alunos do mercado.

Entre outubro e dezembro houve treinamento de 60 profissionais de Recursos Humanos de diversas unidades. Ao todo foram 60 horas na capacitação sobre “Humanização na Saúde e Relacionamento Interpessoal”. Já em novembro, 115 colaboradores das áreas Administrativa e de Enfermagem do Hospital da Mulher de Santo André participaram do curso “Entender para Atender – A Valorização do Atendimento na Saúde”. Secretárias da mantenedora, da FMABC e da Central de Convênios também constaram na pauta de ações de 2014. Entre novembro e dezembro, 30 profissionais foram beneficiadas com o treinamento “A Secretária e a sua Atuação Gerencial”.

Para este ano, a Fundação do ABC está oferecendo bolsas de estudos de 30% para funcionários e seus dependentes que queiram estudar Enfermagem, Farmácia, Fisioterapia, Gestão em Saúde Ambiental, Tecnologia em Gestão Hospitalar, Nutrição ou Terapia Ocupacional na FMABC. Colaboradores interessados em cursar pós-graduação Lato Sensu também terão 30% de desconto nas mensalidades dos cursos da Medicina ABC.

Até o final de fevereiro de 2015, profissionais das áreas Administrativa e de Enfermagem dos Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) de Mauá, Praia Grande e Santo André participarão do curso “Entender para Atender – A Valorização do Atendimento na Saúde”. Ao todo serão 280 colaboradores capacitados.

Hospital Nardini avança para obter certificação de ‘Amigo da Criança’

Postado por Eduardo Nascimento em 06/fev/2015 -

Credenciamento junto ao Ministério da Saúde exige cumprimento de requisitos sobre incentivo ao aleitamento materno

O Hospital Nardini de Mauá está em busca de atender os critérios de habilitação da IHAC – Iniciativa Hospital Amigo da Criança. O título concedido a hospitais que adotam a estratégia de promoção ao aleitamento materno é idealizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) e pelo UNICEF (Fundo das Nações Unidas para a Infância), em parceria com o Ministério da Saúde.

A mobilização dos profissionais do Nardini teve início em 2014 com o preenchimento do roteiro de monitoramento e metas para a implantação do projeto e a constituição de um Comitê Interno de Aleitamento Materno para discutir suas diretrizes, ambos já pactuados com a Secretaria da Saúde. A iniciativa converge com a principal prioridade da gestão da Saúde de Mauá: a redução da mortalidade infantil. Para isso, o hospital iniciou o exigido processo de qualificação multiprofissional das equipes envolvidas para obtenção da certificação. Em três encontros realizados em janeiro deste ano, 17 funcionários do hospital participaram do curso ‘Aconselhamento em Alimentação de Lactentes e de Crianças de Primeira Infância’ com a nutricionista Aline Brandão Ferreira, do Centro de Referência em Saúde da Mulher de Mauá.  Os participantes, de áreas como Maternidade, Centro Obstétrico, Psicologia e Serviço Social, têm a função de agir como multiplicadores da ação de aconselhamento às gestantes sobre habilidades básicas de amamentação.

Além dessas iniciativas, o hospital também reativou o banco de leite humano enquanto posto de coleta, o que permite o aleitamento materno apenas das crianças com suas respectivas mães. Nele são trabalhadas todas as políticas de aleitamento materno, como apoiar as mães, orientar, dar suporte na hora de amamentar e acompanhar os primeiros momentos da mãe e do bebê.

A conquista da certificação ‘Amigo da Criança’ depende do cumprimento dos ‘10 passos para o sucesso do aleitamento materno’, que constitui recomendações que favorecem a amamentação a partir de orientações e práticas no período pré-natal, no atendimento a mãe e ao recém-nascido ao longo do trabalho de parto, durante a internação, no nascimento e no retorno ao domicílio. “Estamos desencadeando ações internas com as equipes técnicas e não-técnicas para sensibilização e mobilização dos profissionais em busca de conscientizá-los, oferecendo qualificação para que possam melhorar o olhar sobre a importância do aleitamento materno como fonte exclusiva para a alimentação”, explica a diretora de Enfermagem do Nardini, Vera Lúcia da Costa.

O aleitamento materno é, isoladamente, a estratégia que mais previne a morte de crianças menores de 5 anos. Para obtenção da certificação, o hospital ainda passará por inspeção do Ministério da Saúde.

MATERNIDADE

Após a conclusão das obras da nova maternidade do Hospital Nardini, prevista para ter início no primeiro trimestre de 2015, será possível ofertar infraestrutura mais compatível com as necessidades das gestantes e bebês de acordo com as diretrizes da IHAC. O novo projeto contempla 19 leitos de PPP (pré-parto, parto e puerpério), 10 leitos na UTI Neonatal, 5 leitos na Unidade Mamãe Canguru e 15 leitos para Cuidados Intermediários, além de Centro Obstétrico com duas salas de atendimento cirúrgico.

Atualmente apenas três hospitais detém a certificação Iniciativa Hospital Amigo da Criança no Grande ABC: Hospital Municipal Universitário, em São Bernardo, Hospital Estadual Mário Covas e Hospital da Mulher, ambos em Santo André. Em todo o mundo cerca de 20 mil instituições hospitalares são credenciadas, sendo 310 no Brasil.

Banco de Leite Humano do HMU recebe certificado de excelência

Postado por Eduardo Nascimento em 06/fev/2015 -

O Banco de Leite Humano do Hospital Municipal Universitário (HMU) de São Bernardo do Campo recebeu no final de 2014 certificação de excelência na Categoria Ouro – o nível mais elevado de qualidade em assistência. O título foi concedido pelo Programa Ibero-americano de Bancos de Leite Humano, desenvolvido pelo Ministério da Saúde e pela Fundação Oswaldo Cruz.

O programa ibero-americano foi criado em 2007 para promover a troca de conhecimento e tecnologia nas áreas de aleitamento materno e banco de leite humano e é formado por 11 países – Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Costa Rica, Espanha, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela. Uma de suas iniciativas é o credenciamento de bancos de leite humano, ação que começou em 2013 e tem como objetivo garantir que os serviços funcionem dentro de normas estabelecidas.

Em 2014, 176 bancos de leite humano foram certificados em todo o país, em três categorias: Ouro (90 a 103 pontos), Prata (80 a 89) e Bronze (70 a 79 pontos). O HMU obteve resultado final de 101 pontos.

A avaliação de desempenho institucional levou em conta o cadastro atualizado do serviço na Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano (rBLH-Br), se o banco possui alvará de funcionamento pela Vigilância Sanitária – o que garante as condições adequadas de coleta, armazenamento e pasteurização –, a realização dos exames microbiológicos e físico-químicos do produto, o quadro completo de funcionários e capacitação profissional – no serviço do HMU, todos os colaboradores passaram pelo treinamento de 40 horas. Além disso, foram avaliados os equipamentos, o registro de informações no sistema e o modo como doadoras e bebês são atendidos.

Para a nutricionista responsável pelo Banco de Leite Humano do HMU, Nerli Pascoal, a classificação na Categoria Ouro é o reconhecimento do empenho e da seriedade com que os profissionais atuam no serviço. “Todos temos consciência de que é uma grande responsabilidade. Desde atender a um telefonema de uma possível doadora, passando pela retirada dos vidros com o leite materno e o processamento desse alimento, até as campanhas e o cadastro dos dados. Todas as etapas são fundamentais para garantir nosso objetivo maior, que é contribuir para o desenvolvimento do bebê prematuro”, avalia.

DOAÇÕES

Para ser doadora é preciso estar saudável, amamentando e ter sobra de leite. Sinais típicos de leite excedente são mamas muito cheias e registro de vazamentos constantes, mesmo após as mamadas. Não há volume mínimo para doação.

O alimento é recolhido na casa da doadora por técnicas do HMU, que também orientam quanto à retirada e ao armazenamento do leite. As interessadas devem entrar em contato pelo telefone 4365-1480, ramal 1203. O atendimento é 24 horas.

Central de Convênios seleciona agentes de saúde para Rio Grande da Serra

Postado por Eduardo Nascimento em 04/fev/2015 -

Com 36 vagas efetivas e 46 de reserva, processo seletivo via Central de Convênios tem inscrições abertas até 8 de fevereiro

Maior unidade mantida da Fundação do ABC, a Central de Convênios está com inscrições abertas em processo seletivo para contratação de agentes comunitários de saúde para o município de Rio Grande da Serra. Ao todo estão disponíveis 36 vagas efetivas e outras 46 de reserva, todas sob regime da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). As inscrições vão de 1º a 8 de fevereiro e devem ser feitas pela internet, mediante pagamento de taxa de R$ 20,00. O edital completo está disponível nos sites www.fuabc.org.br e www.gsaconcursos.com.br.

Os candidatos aprovados deverão atuar em unidades básicas de saúde (UBSs) e na Estratégia de Saúde da Família (ESF) do município de Rio Grande da Serra. O processo seletivo terá validade de um ano, podendo ser prorrogado por igual período, a contar da data da homologação publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo.

A seleção ocorrerá em duas fases: prova objetiva eliminatória e classificatória, seguida de dinâmica de grupo. Vale ressaltar que, no ato da apresentação dos documentos para o processo de admissão dos aprovados, o candidato também deverá comprovar residência na área de atuação para a qual se inscreveu.

Medicina ABC e Fundação Abrinq trabalham contra a mortalidade infantil no Vale do Ribeira

Postado por Eduardo Nascimento em 30/jan/2015 -

Criada há 25 anos com a missão promover a defesa dos direitos e o exercício da cidadania de crianças e adolescentes, a Fundação Abrinq buscou o auxílio da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André, para desenvolver projeto

A professora responsável pela disciplina de Saúde Coletiva da FMABC e conselheira do CESCO, Dra. Vânia Barbosa do Nascimento

A professora responsável pela disciplina de Saúde Coletiva da FMABC e conselheira do CESCO, Dra. Vânia Barbosa do Nascimento

em favor de famílias carentes do Vale do Ribeira, no sul do Estado de São Paulo. A partir da parceria, quatro cidades da região passaram a receber visitas periódicas de docentes do curso de Enfermagem, com intuito de capacitar profissionais de saúde locais e incentivar o aleitamento materno, em busca de reduzir alguns dos mais altos índices de mortalidade infantil do país.

O projeto de 18 meses teve início na metade de 2014 e vai até novembro deste ano. As enfermeiras obstetras e docentes da FMABC, Magali Motta e Luciane Morelis de Abreu, estão à frente do trabalho, cuja coordenação está a cargo do CESCO – Centro de Estudos de Saúde Coletiva do ABC. “Ficamos bastante contentes com o convite da Fundação Abrinq, que é uma forma de reconhecimento da expertise do CESCO e da FMABC nas áreas de saúde da criança e da mulher. Ao mesmo tempo, essa parceria tem permitido o desenvolvimento de trabalho fundamental nos municípios do Vale do Ribeira, que tem melhorado sobremaneira a qualidade de vida dessa população, que vive em uma das regiões com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país”, destaca a professora responsável pela disciplina de Saúde Coletiva da FMABC e conselheira do CESCO, Dra. Vânia Barbosa do Nascimento.

Juquitiba, Miracatu, Pariquera-Açu e Peruíbe são as quatro cidades atendidas na parceria FMABC-Abrinq. Participam da iniciativa todos os profissionais locais envolvidos na assistência, entre os quais médicos, equipes de enfermagem e agentes de saúde. Os meses de julho e agosto de 2014 serviram para capacitação e treinamento, com foco na correta orientação durante as consultas de pré-natal e no incentivo ao aleitamento materno. “No começo sentíamos os profissionais inseguros e até mesmo desmotivados. A partir dos treinamentos, essa realidade mudou. Hoje eles já conseguem atuar sozinhos, com segurança e entusiasmo”, revela a professora de Enfermagem da FMABC, Magali Motta, que acrescenta. “Atualmente o trabalho está em fase de consultoria técnica. Realizamos visitas trimestrais para treinamentos específicos, de acordo com as dúvidas e dificuldades encontradas no dia-a-dia pelas equipes de saúde dos municípios”.

Outro desafio em andamento é a implantação de protocolos, a fim de uniformizar as condutas e melhorar os atendimentos. Solicitação de exames, acompanhamento pré-natal, rotinas de atendimento, exame físico e relatórios diversos estão na lista de processos em fase de padronização.

Fundação Abrinq e FMABC também estão distribuindo materiais educativos para os profissionais, que servirão de apoio nos atendimentos à população. “Esperamos que as unidades de saúde atuem efetivamente na promoção da saúde das gestantes e no incentivo ao aleitamento materno. São cuidados fundamentais, que certamente melhorarão a qualidade de vida naquela região. Além disso, também temos capacitado profissionais das equipes do Programa de Saúde da Família (PSF). Muitas mulheres moram em locais isolados, muito distantes das unidades de saúde, e esses agentes conseguem chegar até elas e orientá-las adequadamente”, completa a docente Magali Motta.

Paciente do PID coleciona progressos em São Bernardo

Postado por Eduardo Nascimento em 30/jan/2015 -

O menino Ícaro Dorazio tem 9 anos, um largo sorriso e muitas histórias – testemunhadas, guardadas e contadas pela mãe, Aderli dos Santos Dorazio, 32. Ela passa quase 24 horas ao lado do filho e diz que muita coisa mudou desde que eles, finalmente, foram para casa. Foi uma longa jornada até que o filho pudesse vivenciar coisas simples, como passar o Natal e os aniversários em família, ir ao parquinho do bairro ou às festinhas de criança.

Desde que nasceu, Ícaro enfrenta as sequelas da mielomeningocele – malformação congênita que afeta o sistema nervoso – e da anoxia sofrida durante o parto. Respira com o auxílio de traqueostomia e se alimenta por gastrostomia. Não anda e não desenvolveu a fala. Passou os cinco primeiros anos de vida no Hospital Municipal Universitário (HMU). Em 2010, o garoto passou a integrar o Programa de Internação Domiciliar (PID). E a vida em casa possibilitou melhoras no estado de saúde e avanços no desenvolvimento psíquico e motor.

Aderli Dorazio conta que as constantes infecções, comuns nos primeiros anos de vida passados no hospital, ficaram para trás. Hoje, com a ajuda da cadeira de rodas e a bolsa de oxigênio portátil, consegue passear pelo bairro onde mora, o Jardim Santo Inácio. Adora a praça, onde há o parquinho e outras crianças. É fã dos Backyardigans e Cocoricó, aos quais assiste repetidas vezes pelo DVD.

A vida social foi um dos principais ganhos da família após deixar o HMU. “A gente vivia confinado. Hoje é possível conviver mais com as pessoas. Fazer coisas simples foi uma grande conquista para nós, como estar ao ar livre”, relata a mãe.

Passados quatro anos da mudança, Aderli e o marido, Márcio dos Santos Dorazio, já estão totalmente adaptados aos cuidados com o filho. No primeiro ano, se revezavam em passar a noite em claro, tinham medo de Ícaro não conseguir respirar e eles não ouvirem o apito do monitor. “Recebemos o treinamento do PID e os profissionais dão muita segurança para a gente. A prática e o tempo ensinam muito também”, revela Aderli.

Há cerca de um ano, Ícaro começou a ter aulas domiciliares com uma professora da Prefeitura de São Bernardo. Já é capaz de reconhecer as letras que formam seu nome e os números. Está aprendendo a ordenar o alfabeto, a contar e manusear a tesoura. A mãe se emociona. “Ninguém sabia se ele poderia ter algum desenvolvimento cognitivo. Tem sido uma experiência reveladora. Estamos vivendo um dia de cada vez”.

Sobre o PID

O programa, criado em 2009, reúne conjunto de atividades prestadas em domicílio a pacientes estáveis com quadro clínico complexo. A prática humanizada é a base do atendimento, realizado por equipes multidisciplinares formadas por médico, enfermeiro, técnicos de enfermagem, assistente social, fonoaudiólogo, fisioterapeuta e nutricionista. Eles prestam assistência não só ao paciente, mas à família, dando todo suporte e treinamento necessários aos cuidadores. Hoje, 305 pessoas são beneficiadas em São Bernardo, das quais 22 são crianças. Em julho, o PID ganhou casa nova: mudou-se do Hospital e Pronto-Socorro Central (HPSC) para o Hospital de Clínicas Municipal (HC), onde teve sua estrutura física ampliada.

Cama adaptada faz a diferença

Uma troca aparentemente simples e natural vem ajudando Ícaro a viver novas experiências. No fim de agosto, ele teve seu berço substituído por uma cama hospitalar especialmente adaptada às suas necessidades. Desde então, aprendeu a sentar-se sozinho, sem a ajuda da mãe, e se diverte mexendo pernas e braços. “Ele está se movimentando mais e interagindo mais”, diz Aderli.

As bases altas e reclináveis da cama dão mais conforto e facilitam o contato físico e visual de Ícaro com as pessoas que estão ao redor. Há também mais espaço para movimentação e, aos poucos, o garoto descobre algo ao alcance das mãos em que possa tocar, como brinquedos, a televisão e o aparelho de DVD.

A adaptação do mobiliário ao pequeno paciente foi feita em parceria com o Departamento de Engenharia Clínica do HC. O gradil lateral ganhou barras e foi reforçado para que o menino não escapasse pelos vãos, largos demais para ele. Além disso, foram instaladas cabeceira e peseira confeccionadas em madeira.

A fisioterapeuta do PID Thays Cabral diz que o programa vai além dos procedimentos técnicos e do acompanhamento médico. “Trabalhamos com o cuidado integral. A qualidade de vida do Ícaro e da família é nosso objetivo. Vê-lo bem e sorrindo é a nossa grande recompensa”.

Núcleo Especializado em Aprendizagem organiza evento sobre bullying

Postado por Eduardo Nascimento em 30/jan/2015 -

O Núcleo Especializado em Aprendizagem da FMABC (NEA) realizou em 28 de janeiro aula sobre bullying para residentes de Neuropediatria e de Psiquiatria, além da própria equipe interdisciplinar do NEA e de convidados externos. O tema foi escolhido justamente pela época de volta às aulas e, consequentemente, do trote universitário, que coincidem com a recente divulgação de pesquisa que afirma que nove em cada 10 alunos de medicina da Universidade de São Paulo já sofreram algum tipo de agressão ao longo de sua formação.

O bullying caracteriza-se por qualquer ato ou manifestação intencional e repetitiva que possa intimidar, maltratar, ofender, agredir ou discriminar o semelhante. As discussões sobre o tema cresceram muito nos últimos anos, principalmente acerca do bullying nas escolas – apesar de o problema também atingir o público adulto, como em ambientes de trabalho ou universitário, nos trotes aos calouros, por exemplo.

Segundo a psicóloga e psicopedagoga coordenadora do NEA, Alessandra Caturani Wajnsztejn, umas das principais características do bullying é a persistência diante da não aceitação alheia. “As pessoas são diferentes umas das outras. A mesma brincadeira que não é nociva para um aluno, por exemplo, pode ser prejudicial para outro. Dessa forma, quando uma ação deixa de ser inofensiva e mesmo assim há persistência, machucando, agredindo física ou emocionalmente, temos o bullying”, descreve a docente, que comandou a aula sobre o tema na FMABC.

De acordo com a especialista, a prática clínica evidencia que o bullying está presente em todas as escolas. “Quando a escola supõe que em seu espaço físico não existe bullying, possivelmente é porque quem sofre a agressão não a esteja revelando. O bullying é caracterizado, inclusive, pelo silêncio angustiante da vítima, que muitas vezes sofre durante anos sem revelar aos familiares e professores. Dessa forma, cabe às escolas aceitar essa realidade e enfrentá-la, com medidas preventivas de orientação e conscientização”, aconselha Alessandra Wajnsztejn, que também é formada em Neuropsicologia.

EFEITOS NOCIVOS

O bullying pode ocorrer em forma de gestos, palavras ou de qualquer atitude prejudicial ao indivíduo. De forma geral, a literatura retrata quatro tipos de manifestações principais: bullying verbal, físico, psicológico e sexual. No âmbito virtual, a internet e as redes sociais potencializam o problema. No chamado ciberbullying, os efeitos são rápidos, amplos e muitas vezes podem ser devastadores.

Entre os principais prejuízos às vítimas estão problemas na área de saúde mental. Os pacientes podem apresentar quedas no rendimento escolar ou no trabalho e desencadear quadros de fobias, ansiedade, pânico, depressão e outras doenças de ordem psíquica. “Temos diversos casos que mostram como o bullying pode se tornar algo extremamente prejudicial e perigoso. Uma paciente que aos 14 anos era chamada de balofa, bola e balão, por exemplo, chegou aos 16 anos com quadro gravíssimo de anorexia nervosa, doença que pode levar à morte”, advertiu Alessandra Wajnsztejn, alertando para a importância da adoção de medidas preventivas, assim como de tratamento adequados às vítimas.

Hospital Irmã Dulce de Praia Grande cria Centro de Estudos

Postado por Eduardo Nascimento em 30/jan/2015 -

Um importante passo na área de educação e pesquisa foi dado em dezembro pelo Hospital Municipal Irmã Dulce com a criação de um Centro de Estudos – um dos projetos anunciados no início de 2014 pelo médico Manoel Nunes Cardoso Neto, ao assumir a superintendência da unidade.

A conquista chega aos cinco anos de gestão da Fundação do ABC em Praia Grande. O Centro de Estudos se concretiza como sociedade civil, de caráter científico e sem fins lucrativos, integrada por profissionais da área de saúde. “Embora integrante da organização do hospital, possui personalidade jurídica própria”, informa o diretor clínico Renato Luis Borba, que participou do processo de criação.

Com estatuto próprio, o centro tem por presidente a médica intensivista Daniela Boni, que atua na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto, e vice-presidente a enfermeira Fabiana Dourado, do setor de Educação Continuada, entre outros membros.

Sediado no hospital, em espaço físico ainda a ser definido, o centro tem prazo de duração indeterminado. Entre seus objetivos estão fomentar o progresso, o desenvolvimento, o aperfeiçoamento e a difusão de conhecimentos científicos; promover e/ou participar de cursos, conferências, simpósios, debates, palestras e outros, tanto em sua sede social como em outros locais; e contribuir para o desenvolvimento e divulgação da pesquisa científica realizada no Hospital Municipal Irmã Dulce. Também busca incrementar a integração social dos profissionais da saúde atuantes no hospital.

O centro integra vários profissionais, como médicos, enfermeiros, assistentes sociais, psicóloga e fisioterapeutas, bem como voluntários que atuam na instituição. De acordo com o diretor clínico, tanto a Comissão de Humanização como a Comissão de Residência Médica (COREME) estão envolvidas nas ações.

OUTROS PROJETOS

Outro projeto em elaboração é a futura criação de uma lanchonete com área de convivência, voltada para funcionários e profissionais de saúde, mas que também atenderá aos usuários do hospital, como visitantes e acompanhantes de pacientes. “Quero proporcionar um ambiente saudável, onde os colaboradores possam produzir com vontade e envolvimento”, expõe o superintendente Manoel Nunes Cardoso Neto.

Voltados para a valorização dos colaboradores, tais projetos visam cultivar um olhar interno aos funcionários, para que os mesmos possam ter visão mais ampla da assistência que o complexo oferece à população. “Nos serviços de saúde o que entregamos não são apenas cirurgias, consultas, exames. É muito mais que isso. Entregamos uma assistência no seu sentido mais amplo, que é acolhimento, carinho, cuidado”, explica Dr. Neto.

Gerenciado pela FUABC, o complexo envolve o Hospital Municipal Irmã Dulce, Pronto-Socorro Central e Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Charles Antunes Bechara.

Fundação do ABC reúne mantidas para discutir ações conjuntas em sustentabilidade

Postado por Eduardo Nascimento em 23/jan/2015 -

Vinculado à Diretoria Executiva de Qualidade, o Programa de Sustentabilidade da Fundação do ABC reuniu em 21 de janeiro representantes de todos os hospitais e unidades mantidas, assim como a coordenação do curso de Gestão em Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina do ABC, com intuito de estreitar a relação entre os gestores, debater temas e possíveis ações conjuntas na área de sustentabilidade. Foi a primeira iniciativa do gênero desenvolvida pela FUABC, que hoje gerencia 17 hospitais e 3 AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), além da FMABC e da Central de Convênios, que administra mais 40 planos de trabalho específicos – incluindo todas as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) de Santo André, São Bernardo, Mauá e Franco da Rocha.

A reunião ocorreu em clima informal, com possibilidade de todos os participantes apresentarem os trabalhos de suas unidades, assim como as demandas e principais dificuldades. Nesse primeiro encontro, o tema mais discutido foi a gestão de resíduos. “Todas as unidades produzem resíduos infectantes e precisamos intensificar os trabalhos de separação desse lixo. Cada hospital paga para que empresas especializadas tratem e descartem corretamente esse tipo de material. Porém, muitas vezes temos lixo comum e recicláveis misturados ao infectante, o que aumenta o volume e, consequentemente, os gastos com tratamento”, detalha o gestor ambiental da FUABC, José Alexandre Filho.

Em 2007, quando trabalhava no Hospital Estadual Mário Covas de Santo André, José Alexandre Filho participou do projeto que diminuiu em aproximadamente 70% o volume de resíduos infectantes, com grande impacto na redução de gastos e dos riscos à saúde dos colaboradores encarregados do manuseio. Posteriormente, o esforço foi reconhecido com o selo de qualidade ‘Hospital Amigo do Meio Ambiente’. “Não diminuímos a produção de resíduos infectantes. O que fizemos foi um plano de trabalho que incentivava a separação correta dos descartes. Conseguimos conscientizar os funcionários da importância da destinação adequada e, com isso, reduzimos a quantidade de lixo equivocadamente descartado como infectante. A consequência direta foi o aumento do lixo reciclável e a redução dos gastos com tratamento dos infectantes”, explica o gestor ambiental da FUABC.

TRABALHO CONJUNTO

Terminada a primeira reunião geral de Fundação do ABC e mantidas sobre sustentabilidade, o feedback foi extremamente positivo. O próximo passo será dado pelo setor de Sustentabilidade da FUABC, que enviará questionário a todos os participantes do encontro, a fim de traçar o perfil de cada unidade na gestão do descarte de resíduos e nos custos deste processo. “Nossa ideia é desenvolver um projeto global para todas as unidades, a fim de que a gestão dos resíduos seja padronizada. Isso certamente terá impacto importante na redução de custos com tratamento do lixo infectante, além de tornar o ambiente de saúde mais seguro e permitir que nossas unidades se credenciem a certificados de qualidade, como o selo Amigo do Meio Ambiente”, enumera Cristina Passaretti, uma das responsáveis pelo Programa de Sustentabilidade da Fundação do ABC.

A união de esforços e o trabalho conjunto também poderão reduzir custos relacionados ao descarte de outros materiais, como pilhas, baterias e lâmpadas, por exemplo. Outro gasto comum aos hospitais e unidades de saúde da FUABC diz respeito à eliminação de medicamentos vencidos. Hoje as mantidas cuidam desses processos individualmente. “Ao invés de cada unidade manter contratos individuais de coleta, tratamento e descarte de determinados resíduos, podemos desenvolver logística única e centralizar os processos, reduzindo drasticamente os gastos. O custo para descartar medicamentos vencidos é o mesmo até 500 quilos. A cobrança é por peso. Dessa forma, podemos juntar os materiais dos hospitais para obter maior volume e economizar. Quanto mais mandarmos no mesmo lote, maior será nossa economia”, calcula José Alexandre Filho.

APOIO ACADÊMICO

Presente à reunião, o coordenador da graduação de Gestão em Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina do ABC, professor Odair Ramos da Silva, colocou o curso e os docentes à disposição para colaborar com os projetos de sustentabilidade da FUABC e suas mantidas. “Acreditamos que, com o apoio e participação efetiva da Fundação do ABC, conseguiremos traçar estratégias e implantar ações importantes relacionadas à sustentabilidade, meio ambiente e à saúde dos colaboradores. Estamos bastante animados com esse novo cenário traçado pela Diretoria Executiva de Qualidade da FUABC e temos muito a contribuir, tanto para a mantenedora quanto para as mantidas”.

Já o vice-coordenador de Gestão em Saúde Ambiental, professor Rogério Alvarenga, ressaltou a importância das ações sustentáveis para a visibilidade das unidades de saúde e reconhecimento perante à sociedade. “A partir do gerenciamento de resíduos, do incentivo à coleta seletiva e dos trabalhos de orientação e conscientização ambiental junto aos funcionários e à população, passamos a ter hospitais socialmente e ambientalmente responsáveis. Também estaremos reforçando conceitos de sustentabilidade e nos credenciando a prêmios e certificações, como de hospital verde e amigo do meio ambiente”.

Atendimento em Oncologia Pediátrica tem 100% de satisfação na Medicina ABC

Postado por Eduardo Nascimento em 23/jan/2015 -

O Ambulatório de Oncologia Pediátrica da Faculdade de Medicina do ABC recebeu neste janeiro ofício da Prefeitura de Santo André com detalhamento dos resultados do “Relatório de Pesquisa de Satisfação dos Usuários dos Serviços de Quimioterapia do Ano de 2014”. De acordo com o documento, 10% dos pacientes atendidos na FMABC ano passado foram contatados via telefone e todos declararam satisfação com o serviço prestado. Os usuários foram sorteados mensalmente e de forma aleatória.

O trabalho de auditoria foi realizado pelo Departamento de Planejamento da Secretaria de Saúde, via Componente Municipal do Sistema Nacional de Auditoria (SISAUD). “Ficamos surpresos com o ofício, pois sequer sabíamos que estávamos sendo avaliados e que a Prefeitura estava aferindo a satisfação de nossos pacientes. Ao mesmo tempo, foi uma notícia excelente para o departamento, pois confirma a seriedade com que realizamos o trabalho e demonstra que estamos no caminho certo. Começamos 2015 com o pé direito”, comemora o médico responsável pela Oncologia Pediátrica da FMABC, Dr. Jairo Cartum.

Acolhendo casos diagnosticados desde a fase intrauterina até adolescentes com até 18 anos, o Ambulatório de Oncologia Pediátrica oferece atendimento integral e multidisciplinar, com equipe composta por médicos especialistas, enfermeiros e psicólogos, além de dentista, assistente social, nutricionista, terapeuta ocupacional e farmacêutico responsável. Segundo Dr. Jairo Cartum, o resultado 100% satisfatório é fruto do trabalho em equipe e do foco na humanização do atendimento. “Nossos profissionais enxergam as crianças de forma global e não somente suas doenças. Tratamos cada paciente como se fosse único, com atenção específica às necessidades individuais e familiares. Isso certamente favorece o tratamento, a adesão às terapias e a recuperação”.

De acordo com o ofício da Prefeitura de Santo André, ao todo foram 138 procedimentos realizados no período entre janeiro e dezembro de 2014. A auditoria tem por objetivo buscar a melhoria dos serviços e a satisfação dos usuários. A partir das opiniões dos pacientes sobre os atendimentos é possível identificar pontos vulneráveis e que devem ser melhorados.

Referência nacional e voluntariado

Considerado referência nacional para tratamento de câncer infanto-juvenil, o Ambulatório de Oncologia Pediátrica da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC tem atualmente cerca de 20 crianças em quimioterapia e realiza média de 200 consultas mensais. Os serviços são 100% gratuitos via Sistema Único de Saúde (SUS).

Além da equipe multiprofissional, o Ambulatório de Oncologia Pediátrica também conta com apoio de diversos grupos voluntários, entre os quais a ONG Sorrir É Viver, Big Riso, ONG Instituto MAPAA – Meio Ambiente e Proteção Animal (responsável pelo projeto de Pet Terapia ‘Cão Amigo’), Fundo de Assistência à Criança (FAC), Liga Acadêmica de Enfermagem na Saúde da Criança e do Adolescente (LAESCA), Projeto Felicidade, Make a Wish e Instituto Força Gui. “A parceria com os voluntários, somada ao apoio da Diretoria da FMABC e da Fundação do ABC têm sido fundamentais para o sucesso do serviço”, garante Dr. Jairo Cartum, ressaltando o trabalho desenvolvido pela Associação de Voluntárias para o Combate ao Câncer do ABC (AVCC), cujas integrantes auxiliam na humanização do ambiente terapêutico, apoio às famílias e suporte social com entrega de cestas básicas, medicações, próteses e perucas, entre outros itens.

Elevado índice de cura

Pesquisas apontam que o câncer infantil atinge uma em cada 600 crianças. As leucemias são as mais frequentes, representando aproximadamente 1/3 dos casos. Tumores cerebrais correspondem a cerca de 20% dos casos, enquanto linfomas detêm 15%. A boa notícia é que, diferente do público adulto, a taxa de cura em crianças chega a 70%. Os tratamentos têm duração média de 1 ano e o acompanhamento é por toda a vida.

As terapias são individualizadas e variam de criança para criança. De forma geral, tumores sólidos são tratados com cirurgia, seguida de quimioterapia ou radioterapia. Já a abordagem em linfomas e leucemias é com quimioterapia e, em último caso, com transplante. “Independentemente do caso, o diagnóstico precoce é fundamental. Quanto mais cedo identificado o problema, mais leve será a terapia e maior a taxa de cura. As medidas adotadas em casos avançados geralmente são mais agressivas, com medicações mais fortes e em doses maiores, aumentando os efeitos colaterais”, alerta o médico responsável pela Oncologia Pediátrica da FMABC, que aconselha: “O mais importante é que os pais levem seus filhos periodicamente ao pediatra para consultas de rotina. Esse profissional está apto a identificar possíveis sinais de câncer e a encaminhar para um serviço especializado em oncologia infantil”.