Postado por Eduardo Nascimento em 15/maio/2015 -
A cabeleireira Valéria Ortiz Fattori sentia fortes dores de cabeça. Procurou atendimento no Hospital e Pronto-Socorro Central (HPSC), onde foi constatado aneurisma. O quadro se agravou e ela passou a ter convulsões. Um procedimento cirúrgico era a única solução para o caso.
“Foi uma corrida contra o tempo. Se não tivesse sido atendida rápido, não estaria aqui para contar essa história”, afirma. No dia 3 de dezembro, Valéria foi a primeira paciente a passar por neurocirurgia no Hospital de Clínicas Municipal (HC). O serviço, até então inédito na rede municipal, vem garantindo o pronto atendimento a pessoas que antes precisavam aguardar a liberação de vagas em hospitais de referência fora do município.
Nos quatro primeiros meses da neurocirurgia no HC, 44 usuários foram atendidos. “Isso mostra que tínhamos uma grande demanda reprimida. Pacientes com traumatismo craniano, por exemplo, precisam ser operados o quanto antes, assim são maiores as chances de sucesso e menores as de sequela. Nesse sentido, estamos cumprindo bem o nosso papel. A agilidade salva vidas, sem dúvida”, avalia o médico neurocirurgião José Carlos Rodrigues Junior, coordenador do serviço municipal.
Hoje são atendidos no HC os casos de urgência e emergência que dão entrada no HPSC; boa parte é de usuários em estado grave, vítimas de acidentes de trânsito. Mas há quem corra risco e nem imagine o quão delicado é seu quadro de saúde. Esse foi o caso do comerciante do bairro Assunção Adão Leite Souza, que foi operado às pressas depois que uma tomografia revelou que ele tinha um hematoma subdural – coágulo que se forma no cérebro e aumenta a pressão intracraniana.
Adão sofreu uma queda no Natal, bateu forte com a testa no chão e, dias depois, começou a ter dores. No início, pensou que era uma situação corriqueira e passou a tomar analgésicos. Quando percebeu inchaço, procurou atendimento. Na UBS Alves Dias, depois de se consultar com clínico geral, foi solicitada tomografia, realizada no próprio HC. A equipe, quando viu as imagens do exame, telefonou imediatamente para Adão e pediu que ele retornasse ao hospital. “Não me deixaram mais ir embora, disseram que eu teria que passar pela cirurgia. Nunca imaginei que meu caso era gravíssimo. Dei muita sorte. Fui salvo por pouco”, relata.
O comerciante se submeteu à neurocirurgia no início de março e elogiou o cuidado que recebeu no HC. “Fiquei surpreso por haver tanta qualidade no SUS. Todos foram muito atenciosos. Me ligaram antes mesmo da data prevista para ficar pronto o exame quando viram que eu estava em perigo. Estou feliz e aliviado”.
TRANSFERÊNCIA DE SERVIÇOS
Desde que o Ambulatório de Especialidades Médicas I entrou em obras para reforma e ampliação, em janeiro, parte dos serviços prestados na Avenida Armando Ítalo Setti passou a ser ofertada no HC. Em espaço reservado no andar térreo do hospital, estão sendo realizadas em caráter temporário as consultas e procedimentos dos programas DST/Aids/Hepatites, Tuberculose e Hanseníase, Infectologia e CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento).
Diariamente, em média, cerca de 200 pacientes são atendidos pelos programas, e cerca de 40 pequenas cirurgias são realizadas. Para contemplar a demanda, 90 trabalhadores da saúde que davam expediente no ambulatório foram transferidos para a unidade hospitalar. Vale lembrar que o acesso desses usuários aos serviços do HC não é feito de forma direta; todo o processo é feito pela Central de Regulação.
Além do HC, o atendimento antes prestado pelo Ambulatório de Especialidades I é feito em outros dois endereços. No prédio localizado na Alameda Tereza Cristina, 519, Nova Petrópolis, estão concentradas especialidades pediátricas, alergista adulto, PHmetria infantil e CTA 1 (Centro de Testagem e Aconselhamento). Já no Centro de Especialidades Regional Rudge Ramos, na Rua Brasil, 350, são atendidas as consultas em homeopatia adulto e infantil, oftalmologia adulto e infantil, acupuntura, cardiologia, dermatologia, endocrinologia, gastroenterologia, geriatria, neurologia, ortopedia, pneumologia, reumatologia e espirometria (prova de função pulmonar).
As obras no prédio da Armando Ítalo Setti devem durar 18 meses. No local será implantada a Policlínica do Centro, o maior centro de especialidades ambulatoriais da rede municipal, que reunirá o atendimento em todas as áreas médicas, centro de fisioterapia para reabilitação física e cardiovascular e serviços de diagnóstico por imagem.
Postado por Eduardo Nascimento em 08/maio/2015 -
O Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, acaba de ser definido pela Secretaria de Estado da Saúde como centro referenciado para realização de cirurgias de troca de sexo. Conhecido tecnicamente como redesignação sexual, o procedimento é destinado à população transgênero atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A primeira intervenção na unidade ocorreu em 6 de maio. Os trabalhos são coordenados pela disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina do ABC, em conjunto com o Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS-SP.
“A expectativa nesses primeiros meses é de realizarmos até duas cirurgias de redesignação sexual por mês. Trata-se de mais um serviço que a faculdade passa a oferecer à sociedade e que completa o trabalho que já desenvolvemos no campo da cirurgia genital. Até então, nosso foco eram procedimentos reconstrutivos, em casos de traumas ou de crianças com malformações, por exemplo”, explica o professor de Urologia da FMABC, Dr. Roberto Vaz Juliano, que acrescenta: “No âmbito do ensino, a nova parceria com o Governo do Estado trará ganhos substanciais aos médicos residentes, que terão em seu treinamento profissional mais essa especialização cirúrgica”.
Todos os pacientes são preparados e encaminhados pelo Ambulatório de Saúde Integral para Travestis e Transexuais do Centro de Referência e Treinamento DST/AIDS-SP, na zona sul da Capital. Conforme preconiza o Conselho Federal de Medicina, quem deseja realizar esse tipo de procedimento necessita de acompanhamento multiprofissional por pelo menos dois anos antes da cirurgia.
Além de responder pelo cuidado integral antes cirurgia, a equipe de psicólogos, psiquiatras, endocrinologistas, urologistas e ginecologistas do CRT DST/AIDS-SP também está responsável pelo acompanhamento e tratamento pós-cirúrgico, em trabalho integrado com profissionais da FMABC e do Hospital Estadual Mário Covas.
A primeira cirurgia no ABC foi em um paciente de 32 anos, para transformação do órgão masculino em feminino. “É um procedimento de alta complexidade, cuja duração média é de 3h30 minutos. Fizemos a chamada genitoplastia, também conhecida como plástica genital, promovendo a resignação de sexo no paciente”, detalha Dr. Roberto Vaz Juliano.
Além de ampliar a oferta de cirurgias de troca de sexo no Estado e atender a um direito dos cidadãos, o Hospital Mário Covas também será campo para capacitação de profissionais do SUS nesse tipo de intervenção.
Postado por Eduardo Nascimento em 08/maio/2015 -
Um grupo de empresários da região do ABC está mobilizado para viabilizar a reforma do espaço de quimioterapia do Ambulatório de Oncologia Pediátrica da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André. Moderno e ousado, o projeto da Quimioteca está orçado em aproximadamente R$ 100.000 e foi desenvolvido voluntariamente pela designer de interiores Maximira Durigan. Prevê novas poltronas de quimioterapia com tablets individuais, instalação de ar-condicionado e de piso especial que previne contaminações, entre outros benefícios que tornarão a assistência mais humanizada tanto para os pacientes quanto para os acompanhantes.
O projeto da Quimioteca foi apresentado oficialmente em 8 de maio, durante café da manhã no restaurante Baby Beef Jardim, em Santo André. Cerca de 50 empresários compareceram ao evento, que marcou o início da edição 2015 do “Arraiá dos Amigos Solidários”. Empresária e uma das organizadoras da ação, Naura De Nadai falou sobre a importância da participação para o sucesso da iniciativa beneficente. “Nosso objetivo é mudar a vida das pessoas. Realizamos o primeiro Arraiá dos Amigos em 2013, que à época não tinha esse cunho beneficente. Porém, o evento foi um grande sucesso e decidimos repeti-lo em 2014, inserindo a questão da solidariedade”, contou Naura De Nadai.
Ano passado, a entidade beneficiada foi a Instituição Camille Flamarion, que recebeu R$ 95.000 para reformas estruturais.
QUIMIOTECA FMABC
Segundo o médico responsável pelo Ambulatório de Oncologia Pediátrica da FMABC, Dr. Jairo Cartum, a ala de quimioterapia é o “coração” do serviço. “As crianças passam boa parte do dia tomando quimioterapia nesse espaço. São 4 ou 5 horas que ficam ali, várias vezes por semana. Precisamos readequar esse espaço. A transformação de uma ala exclusivamente assistencial em ‘Quimioteca’ vai justamente ao encontro da filosofia de humanização, em busca de oferecer o melhor e mais adequado ambiente aos pacientes e familiares”, descreve o oncopediatra.
Durante o café da manhã para empresários, a presidente da Associação de Voluntários para o Combate ao Câncer do ABC (AVCC) e diretora do Colégio Piaget, Valdinéia Cavalaro, adiantou: “Com a instalação dos tablets na futura Quimioteca, pretendemos aproveitar o tempo de tratamento para desenvolver atividades pedagógicas com os pacientes. O Colégio Piaget oferecerá gratuitamente aplicativos multimídia e disponibilizará ferramentas que integram o sistema de ensino, a fim de que as crianças possam aprender brincando”.
Interessados em participar do “Arraiá dos Amigos Solidários” e contribuir com a Quimioteca do Ambulatório de Oncologia Pediátrica da Faculdade de Medicina do ABC podem realizar depósito identificado para “Associação de Voluntários para o Combate ao Câncer do ABC”. O banco é o Santander, agência 3554, conta 13000138-5 e CNPJ: 03149723/0001-45.
Postado por Eduardo Nascimento em 08/maio/2015 -
Vinculado à Diretoria Executiva de Qualidade, o Programa Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fundação do ABC organizou em 7 de maio reunião com hospitais e demais unidades gerenciadas pela FUABC, com intuito de divulgar e incentivar a participação no prêmio “Hospital Amigo do Meio Ambiente”. Trata-se de certificação anual da Secretaria de Saúde do Governo do Estado, entregue com intuito de estimular hospitais, institutos, fundações e autarquias a desenvolver nos locais de trabalho ações de preservação ambiental, com adoção de soluções práticas e ecologicamente viáveis.
Fundação do ABC e unidades gerenciadas já conquistaram cinco vezes a honraria. A mais recente ocorreu em 2013, fruto de trabalho de preservação ambiental do Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, de Mauá. Em edições anteriores, o prêmio foi entregue duas vezes ao Hospital Estadual Mário Covas, ao Hospital da Mulher de Santo André e à própria Fundação do ABC, pelo programa de Oficina de Reciclagem para adolescentes em tratamento no Ambulatório de Hebiatria.
Com a criação da Diretoria Executiva de Qualidade, em 2014, a Fundação do ABC fortaleceu o Programa Meio Ambiente e Sustentabilidade. Desde o início deste ano, várias ações estão em andamento e um dos objetivos é a participação maciça da FUABC na edição 2015 do prêmio Hospital Amigo do Meio Ambiente.
“Hoje temos muitas unidades que já têm projetos definidos para inscrição no prêmio, mas algumas ainda estão em dúvida sobre como participar. Por isso resolvemos reunir todos para trocar experiências e tirar possíveis dúvidas sobre o tema. Além disso, estamos à disposição para visitar os hospitais, conhecer melhor as ações ambientais em funcionamento e contribuir na elaboração de um projeto para o prêmio do Governo do Estado”, explicam os gestores do Programa Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fundação do ABC, Cristina Passaretti e José Alexandre Filho.
O edital 2015 do prêmio “Hospital Amigo do Meio Ambiente” ainda não foi divulgado, mas tradicionalmente as inscrições ocorrem até o final de agosto. “A ideia da Fundação do ABC é que após a realização do prêmio, tenhamos em meados de outubro um fórum interno com participação de todas as nossas unidades. Será um espaço importante para divulgarmos as ações positivas no âmbito da sustentabilidade e da preservação ambiental, favorecendo a troca de experiências, a integração e a colaboração, em busca da inovação e do aprimoramento contínuo”, planejam Cristina Passaretti e José Alexandre Filho.
A partir do fórum, será possível mensurar resultados e trabalhos importantes desenvolvidos nas unidades, fortalecendo o Programa Meio Ambiente e Sustentabilidade e abrindo caminho para novos projetos e investimentos.
Postado por Eduardo Nascimento em 08/maio/2015 -
O Hospital de Clínicas Municipal (HC) contará em breve com serviço de ressonância magnética. O moderno equipamento já foi entregue e irá integrar o parque de diagnóstico por imagem da unidade. Em média, poderão ser realizados, por mês, cerca de 300 procedimentos. Atualmente, esse tipo de exame é feito por meio de contrato com prestadora de serviços.
O hospital investiu R$ 5 milhões na implementação do serviço, recurso obtido junto ao Ministério da Saúde e utilizado na compra do aparelho e infraestrutura necessária ao seu funcionamento – como blindagem magnética e acústica da sala.
Para receber o equipamento de ressonância magnética, o HC realizou operação que já estava programada desde a inauguração do hospital, a exemplo do que já havia sido realizado em outras duas ocasiões. O aparelho precisou ser içado por guindaste a altura de 5,25 metros e passar por uma abertura feita na parede especialmente para esta finalidade.
O magneto, parte principal do aparelho, pesa seis toneladas e mede 2,3 metros de altura, 2,3 metros de largura e 2,2 metros de profundidade. Com essas dimensões, seria inviável transportá-lo pelas escadas e corredores do hospital. A ação envolveu dez funcionários, durou cerca de seis horas e incluiu a elevação e passagem dos outros componentes do equipamento de ressonância. “Já havíamos usado essa mesma estratégia quando precisamos receber e instalar a hemodinâmica e o equipamento da Central de Materiais Esterilizados (CME). Este é o último de grande porte que recebemos”, explica a coordenadora de Engenharia Clínica do HC.
OUTROS EXAMES
Entre os serviços de diagnóstico por imagem disponíveis no hospital estão o raio X e ultrassom, para pacientes atendidos na unidade. Há ainda a tomografia, que realiza cerca de 600 exames para toda a rede municipal por mês, e a hemodinâmica cardiológica de urgência, com cerca de 30 procedimentos por mês. Nesses casos, o paciente passa pelo exame no HC e o laudo é enviado ao médico solicitante. O usuário é informado sobre os resultados durante a consulta de retorno.
Postado por Eduardo Nascimento em 30/abr/2015 -
Dois ex-alunos da Faculdade de Medicina do ABC acabam de assumir o posto máximo na hierarquia das disciplinas do curso de Medicina: a função de professor titular. Em 15 de abril, Dr. Mauro Sancovski foi aprovado em processo seletivo para titular de Obstetrícia. No dia 22 do mesmo mês foi a vez do Dr. José Kleber Kobol Machado conquistar o mérito para a cadeira de Neonatologia.
Responsável pela coordenação de todas as ações da disciplina, tanto no ensino como na pesquisa e na assistência, o professor titular deve ter perfil de liderança, capacidade de articulação e habilidade para lidar com conflitos, além de ser capaz de captar recursos para a instituição por meio da área em que atua. Para concorrer ao cargo é necessária elaboração de currículo lattes e de memorial – espécie de biografia focada nas experiências acadêmicas. No dia do concurso, o candidato apresenta aula em nível de graduação, pela qual é avaliado em relação à didática, postura, domínio do tema, uso de exemplos práticos, conexão do assunto com a experiência profissional, entre outros critérios.
Terminada a explanação, o candidato passa por arguição durante aproximadamente 3 horas. Cinco membros da banca examinadora fazem considerações sobre o currículo/memorial e perguntas a respeito da aula. Os jurados se reúnem, emitem os pareceres, calculam a média geral e o resultado é divulgado em seguida. A avaliação didática corresponde a 30% da nota, enquanto a análise e a arguição do currículo lattes e do memorial equivalem aos 70% restantes.
A aula apresentada pelo Dr. Mauro Sancovski abordou as “Síndromes hipertensivas na gestação”. A banca examinadora foi presidida pelo diretor da FMABC e professor titular de Cirurgia Torácica, Dr. Adilson Casemiro Pires, tendo como membros os doutores Marcelo Zugaib (professor titular de Obstetrícia e Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP), César Eduardo Fernandes (professor titular de Ginecologia da FMABC), Antonio Fernandes Moron (professor titular do Departamento de Obstetrícia da Unifesp-EPM) e Ronaldo Roberto Bérgamo (professor titular de Nefrologia da FMABC).
A explanação do Dr. José Kleber Kobol Machado versou a respeito da “Icterícia neonatal por hiperbilirrubinemia indireta”. A banca responsável pela avaliação também teve como presidente o Dr. Adilson Casemiro Pires e foi composta pelos doutores Drauzio Viegas (professor emérito do Departamento de Pediatria da FMABC), Vânia Olivetti Steffen Abdallah (professora titular de Neonatologia da Universidade Federal de Uberlândia), Claudio Leone (professor titular do Departamento de Saúde Materno Infantil Pediátrica da Faculdade de Saúde Pública da USP) e Roseli Oselka Saccardo (professora titular de Clínica Pediátrica da FMABC).
EXPOENTES ACADÊMICOS
Vinculado à área de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina do ABC e aos hospitais de ensino da Fundação do ABC desde 1996, Dr. Mauro Sancovski é ex-aluno da escola, formado pela 3ª turma (1976). Possui residência médica em Ginecologia e Obstetrícia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (1979) e doutorado em Medicina (Obstetrícia e Ginecologia) também pela USP (1989). É coordenador de ensino do Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein, em Santo André, coordenador da Ginecologia e Obstetrícia do Hospital Municipal Irmã Dulce de Praia Grande e responsável pela Maternidade “Vitalina Francisca Ventura”, de Caieiras. Responde pela Diretoria de Ensino e Pesquisa do Hospital Maternidade Interlagos, é perito cadastrado do IMESC, delegado regional do CREMESP, e possui MBA em Gestão da Saúde pela Getúlio Vargas in Company. Tem experiência em Medicina, nas especialidades de Obstetrícia e Ginecologia, com ênfase nas áreas da endocrinopatias e gravidez (diabetes e tireoide), cuidados pré-natal, gestação de alto risco e ensino médico.
Já o médico neonatologista Dr. José Kleber Kobol Machado é formado em Medicina pela FMABC, na turma de 1992. Cursou residência médica em Pediatria no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (1995) e especializou-se em Neonatologia no Instituto da Criança do HC-FMUSP (1997), com título de especialista em Pediatria e Neonatologia pela Sociedade Brasileira de Pediatria. O novo titular da FMABC tem mestrado (1999) e doutorado (2004) em Pediatria pela FMUSP e presidiu a Sociedade de Pediatria de São Paulo – regional Grande ABC entre 2003 e 2006. É professor associado do Departamento de Pediatria da FMABC e diretor clínico e técnico do Hospital Municipal Universitário de São Bernardo (HMU-SBC) desde 2008. A partir de 1999, passou a desempenhar atividades didáticas junto a alunos de 5º e 6º anos de Medicina e médicos residentes de Pediatria. Possui diplomas de MBA em Gestão da Saúde pela Getúlio Vargas in Company e de Gestão de Qualidade pelo IQG (Instituto Qualisa de Gestão).
Postado por Eduardo Nascimento em 30/abr/2015 -
Em comemoração ao Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, o Hospital da Mulher “Maria José dos Santos Stein”, em Santo André, organizou em 27 de abril ações de orientação e informação durante o dia, além da aferição da pressão arterial dos colaboradores. O objetivo foi promover a conscientização da importância do acompanhamento médico e da redução do consumo de sal.
A pressão alta ocorre quando os valores das pressões máxima e mínima são iguais ou ultrapassam os 140/90 mmHg (ou 14 por 9). O limite considerado normal é quando a máxima está em 120 e a mínima em 80 mmHg – conhecido popularmente como “12 por 8”.
Os principais fatores de riscos são hereditariedade, sobrepeso, ingestão excessiva de sal, sedentarismo, estresse, consumo abusivo de álcool e cigarro.
A hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada por meio de tratamento e acompanhamento médico. A melhor forma de evitar a doença é através da prevenção. Vale ressaltar que a pressão alta pode desencadear outras doenças crônicas graves, como AVC (Acidente Vascular Cerebral), ataque cardíaco, insuficiência renal, problemas na vista e diabetes, entre outras.
Por ser considerada doença silenciosa, a hipertensão não apresenta sintomas, o que contribui para o diagnóstico tardio. Portanto, a fim de prevenir ou controlar a pressão arterial, especialistas indicam realização de exames de rotina e acompanhamento médico frequente. Entre as principais recomendações da Sociedade Brasileira de Cardiologia estão:
1. Meça a pressão pelo menos uma vez por ano.
2. Pratique atividades físicas todos os dias.
3. Mantenha o peso ideal, evite a obesidade.
4. Adote alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e com mais frutas, verduras e legumes.
5. Reduza o consumo de álcool. Se possível, não beba.
6. Abandone o cigarro.
7. Nunca pare o tratamento. É para a vida toda.
8. Siga as orientações de seu médico ou profissional da saúde.
9. Evite o estresse. Tenha tempo para a família, amigos e para o lazer.
10. Ame e seja amado.
O Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial é celebrado anualmente em 26 de abril, oficializado pela Lei Federal 10.439 de 30/04/2002.
Postado por Eduardo Nascimento em 30/abr/2015 -
A unidade de Hospital Dia (HD) do Centro Hospitalar Municipal de Santo André (CHM) entra em operação a partir de 4 de maio, com tecnologia de ponta disponível à população. O novo serviço, localizado no segundo andar, passa a oferecer cirurgias de pequena e média complexidade e o paciente permanece internado por até 24 horas. Alguns dos procedimentos serão realizados pelo sistema minimamente invasivo de videolaparoscopia. O investimento da Secretaria de Saúde foi de R$ 750 mil, entre materiais de construção e equipamentos – a mão de obra ficou por conta de servidores do CHM.
A cerimônia de entrega da nova ala ocorreu em 28 de abril, com presenças do prefeito Carlos Grana e do secretário de Saúde, Homero Nepomuceno Duarte. Na oportunidade, também foi inaugurada a revitalização da enfermaria e da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Pediátrica, inclusive com ampliação de leitos de isolamento – três entre os dois espaços. Houve ainda reposicionamento do posto de enfermagem e da sala de estudos para melhora do fluxo interno e maior segurança.
O CHM é o primeiro equipamento público municipal a oferecer essa modalidade de atendimento ao usuário do SUS (Sistema Único de Saúde) de Santo André. Na cidade, o Hospital Estadual Mário Covas e o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) – duas parcerias entre Governo do Estado e Fundação do ABC – possuem o serviço de cirurgias eletivas rápidas e de internação parcial. No Grande ABC, a mesma filosofia é empregada no Hospital de Ensino da FUABC, em São Bernardo, e no Quarteirão da Saúde de Diadema.
Para o diretor do CHM, Dr. José Antonio Souto Tiveron, o Hospital Dia contribuirá para melhorar o fluxo interno de atendimentos aos pacientes, inclusive desafogando a demanda no centro cirúrgico principal, composto por cinco salas para intervenções de maior complexidade. “Vamos aumentar em até 20% nossa capacidade, além de diminuir a fila de espera para aqueles que aguardam por procedimentos eletivos”, afirma o médico. A estimativa é de que sejam realizadas em torno de 6 mil cirurgias por ano.
O secretário de Saúde ressaltou o diferencial do Hospital Dia, que a partir de agora passa a realizar algumas cirurgias – como de vesícula – por videolaparoscopia. Trata-se de sistema que consiste na introdução de microcâmera e do instrumental cirúrgico através de tubos, devidamente colocados por pequenas incisões na região do umbigo. “O benefício para o paciente é o retorno mais rápido às atividades diárias, além de ser uma cirurgia minimamente invasiva”, explica Homero Nepomuceno Duarte.
O Hospital Dia possui duas salas cirúrgicas para realização de procedimentos de pequena e média complexidade, como hérnias, varizes, hemorroidas e vasectomias. Também conta com duas novas salas para exames com alta demanda entre os agendamentos, como de endoscopia. Antes, o mesmo espaço abrigava o centro obstétrico – transferido em 2008, quando foi inaugurado o Hospital da Mulher de Santo André.
REFERÊNCIA MUNICIPAL
Fundado em 1912, o Centro Hospitalar Municipal de Santo André é hospital-escola da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC e possui média mensal de 12 mil atendimentos entre o Pronto-Socorro e a parte ambulatorial (clínica médica/internação). Na cidade, o equipamento é porta de entrada dos casos de urgência e emergência, principalmente das vítimas de acidentes de trânsito. Referência regional nos atendimentos de Ortopedia, Cirurgia Geral e Bucomaxilofacial, a unidade pública oferece ainda outras especialidades, como Neurocirurgia, Oftalmologia, Odontologia e Psiquiatria.
Postado por Eduardo Nascimento em 30/abr/2015 -
O Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, hospital público 100% SUS de Mauá, integrante do COSAM (Complexo de Saúde de Mauá), mantida da Fundação do ABC, registrou aumento de 85% no número de cirurgias realizadas em 2014 em comparação ao ano anterior. O número saltou de 2.455 procedimentos para 4.550 no período, números que incluem os partos cesáreos. Os dados consolidados apontam que as cirurgias ortopédicas de retaguarda de trauma, como fixação de fraturas, cirurgia de hérnia, vesícula, laqueaduras, vasectomias e as pequenas cirurgias ambulatoriais foram determinantes para o aumento observado no período. Já em relação aos últimos três anos, o número quase triplicou.
O reflexo da alta no volume cirúrgico e da maior utilização do hospital por pacientes mais graves influenciou diretamente no número de exames e procedimentos diagnósticos, que pulou de 292 mil para 378 mil no mesmo período (variação de 29%), o que permitiu à gestão da Saúde ampliar a capacidade da rede assistencial no atendimento aos pacientes, consolidando o serviço como real retaguarda de urgência para os munícipes da microrregião de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Entre os exames que contribuíram com o acréscimo nas estatísticas estão endoscopia, ecocardiograma, tomografia e ultrassonografia.
Em 2012, após o início da qualificação da Rede de Urgência/Emergência do município por meio da abertura das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) – que absorveu casos de baixa e média complexidade de Clínica Médica e Pediatria –, o número de atendimentos no pronto-socorro sofreu queda devido à nova regulação dos atendimentos graves pactuados com a rede. Porém, o equipamento já retomou o crescimento de suas consultas ambulatoriais em 2014 ao efetuar retaguarda cirúrgica de urgência e ambulatorial, com ampliação no número de cirurgias, internações, exames e procedimentos. O esforço da gestão em aperfeiçoar a capacidade de atendimento resultou no aumento de 6,5% nas consultas, que pularam de 94 para 100 mil no período analisado.
Por último, e não menos importante, está o crescimento das internações, motivado pela otimização no gerenciamento de leitos hospitalares e aperfeiçoamento de ferramentas de gestão de Saúde utilizadas no hospital. O índice aumentou de 10.184 para 10.683, simbolizando alta de 5% em relação ao ano anterior.
“A ampliação da capacidade de atendimento faz parte de uma mudança de gestão, que visa alterar a forma como os usuários do hospital se relacionam com ele. O Nardini infelizmente tinha uma fama que não condizia com seu tamanho e potencial. Apesar dos desafios quanto ao financiamento, temos clareza de que um Novo Nardini não se fará apenas com um edifício revitalizado, mas por novos processos que busquem entregar à população o que ela realmente necessita”, analisa o superintendente do COSAM e do Hospital Nardini, Dr. Morris Pimenta e Souza.
NOVO NARDINI
Após consolidação dos dados de produção hospitalar do ano passado, a Superintendência do Nardini se prepara para manter a oferta de atendimento atual aos pacientes durante o período de obras que se aproxima. O projeto Novo Nardini, que compreende a revitalização completa dos seis andares do hospital, tem previsão de início em maio. Os primeiros setores a receber a intervenção serão a saúde mental, o pronto-socorro e a maternidade. Os demais pavimentos estão incluídos no novo desenho estrutural, mas ainda têm projetos executivos em fase de elaboração. Para isso, readequações internas dos postos de trabalho estão sendo providenciadas para evitar transtornos à população e aumentar a segurança de pacientes e funcionários.
O investimento total do projeto soma cerca de R$ 35 milhões e foi pactuado com verbas do Ministério da Saúde, Governo Estadual e Municipal, além de apoio da iniciativa ‘Amigos do Nardini’. A previsão é de que as obras do pronto-socorro e maternidade, que acontecerão de forma simultânea, sejam concluídas em até dois anos. Já a ala da saúde mental deve ficar pronta até o final de 2015.
Postado por Eduardo Nascimento em 24/abr/2015 -
Caracterizada como pessoa jurídica de direito privado, entidade filantrópica de assistência social, saúde e educação, a Fundação do ABC dará início em 27 de abril à gestão do Hospital Municipal Central de Osasco Antonio Giglio. A
parceria inédita com a Prefeitura marca a entrada da FUABC no município, após ser eleita vencedora de processo seletivo para gerenciamento e execução de ações e serviços de saúde.
Com 187 leitos e 820 funcionários diretos vinculados à FUABC, o Hospital Municipal Central de Osasco é um hospital geral sem maternidade, que conta com pronto-socorro adulto e infantil – ambos atendendo à demanda espontânea e à demanda referenciada. O equipamento mantém leitos de internação em Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ortopedia e Pediatria, além de contar com Unidade de Terapia Intensiva adulto e infantil.
“Conforme acordado com a Secretaria de Saúde, nossa missão será otimizar os recursos e oferecer atendimento de ponta aos munícipes a partir de gestão compartilhada, baseada em metas e indicadores de qualidade e produtividade. Ficamos extremamente satisfeitos com o desfecho deste edital de seleção. Montamos proposta sólida, detalhada e condizente com a filosofia de trabalho da Fundação do ABC. Não tenho dúvida de que essa parceria inédita com a Prefeitura de Osasco será exitosa em todos os seus aspectos”, prevê o presidente da FUABC, Marco Antonio Santos Silva, que adianta: “Iniciaremos os trabalhos já com o grande desafio de ampliar o número de internações das atuais 700 para 1.300 por mês”.
Além do acréscimo nas internações, outra meta da nova gestão é otimizar os leitos do pronto-socorro e da sala de observação, a fim de viabilizar a criação de uma enfermaria de Saúde Mental com 10 leitos.
MODERNIZAÇÃO E RESULTADO
Entre os objetivos da Fundação do ABC para a parceria com a Prefeitura de Osasco estão potencializar a qualidade na execução dos serviços de saúde, melhorar o serviço ofertado ao usuário do Sistema Único de Saúde (SUS) com assistência humanizada, e implantar modelo de gestão voltado para resultados, além de qualificar e capacitar os colaboradores em processo permanente.
“O novo modelo de gestão que propomos será guiado por indicadores, com foco nos resultados. Buscaremos atingir as metas assistenciais estabelecidas, priorizando a humanização do atendimento e a qualidade do serviço”, garante o Diretor Executivo de Qualidade da Fundação do ABC, Murilo Dib, que completa: “Para que as mudanças sejam possíveis, vamos informatizar o hospital, desde as áreas administrativas, como faturamento e recursos humanos, até os setores assistenciais, com implantação de prontuários eletrônicos, agendas e controle de vagas, por exemplo. Essas medidas darão transparência à gestão e integrarão a unidade ao sistema de saúde do município, garantindo melhor controle geral das vagas, maior agilidade nos agendamentos, melhor controle do estoque, otimização de recursos e maior acurácia no faturamento”.
O Hospital Municipal Central de Osasco Antonio Giglio deverá realizar mensalmente 18.750 consultas em Urgência e Emergência, assim como 60.410 exames mensais. Entre os serviços de apoio diagnóstico e terapêutico estão exames laboratoriais de hematologia, bioquímica, análises de amostras biológicas (urina, fezes, secreções e liquor, por exemplo), imunoquímicos, hormonais, microbiologia, anatomia patológica e parasitologia. No campo de imagem, o parque tecnológico oferece raio-x, tomografia, ultrassom, endoscopia e doppler.
QUASE 50 ANOS DE TRADIÇÃO
Criada em 1967 com intuito de viabilizar uma faculdade de medicina na região do ABC Paulista, a FUABC foi instituída como fundação sem fins lucrativos pelos municípios de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul. É declarada instituição de Utilidade Pública nos âmbitos federal e estadual e na cidade-sede de Santo André, e reconhecida como Entidade Benemérita nas Câmaras de Vereadores de São Bernardo e São Caetano.
Prestes a completar 50 anos, a Fundação do ABC é mantenedora de 17 hospitais e 3 AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), além da Faculdade de Medicina do ABC e de uma Central de Convênios que administra mais 40 planos de trabalho específicos – incluindo todas as UPAs de Santo André, São Bernardo, Mauá e Franco da Rocha. São cerca de 20 mil funcionários diretos.
Entre as parcerias mais recentes, a entidade assumiu em novembro de 2014 a gestão de dois equipamentos estaduais: o Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário (CHSP), na Capital, e o Hospital Estadual de Francisco Morato “Prof. Carlos da Silva Lacaz”. Em julho do mesmo ano, já havia incorporado a Maternidade Estadual de Caieiras e o Instituto de Infectologia Emílio Ribas II do Guarujá.
Além desses municípios, a Fundação do ABC também atua nas cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá, Rio Grande da Serra, Franco da Rocha, Guarulhos, Praia Grande e, agora, em Osasco.
* FOTOS: FILIPE NUNES/SECOM/PMO.