Postado por Eduardo Nascimento em 29/maio/2015 -
O refeitório do Hospital Municipal Irmã Dulce está inovando em seu cardápio, oferecendo comidas típicas de diferentes países e culturas para acompanhantes e funcionários. A cada dois meses, a Unidade de Nutrição e Dietética do hospital disponibiliza um novo menu, que além de todos os ingredientes característicos, também traz música e decoração com temas pertinentes. Receitas portuguesas, por exemplo, foram as primeiras a serem utilizadas pela empresa JLA Alimentação, responsável pelo serviço.
Em abril, o prato foi um picado composto de linguiça calabresa, copa-lombo, carne, cebola, pimentão, azeitonas, acompanhadas de batata com alecrim. Toalhas nas cores vermelha e verde, com adornos e bandeiras temáticas davam o tom lusitano ao refeitório.
O fado criava o clima musical enquanto a recepcionista Juliane Regina da Silva, do Pronto-Socorro Central, saboreava o prato, o qual revelou ainda não conhecer. “Provei e gostei. É interessante apreciar um cardápio diferenciado, principalmente quando se trata de paladares de outras culturas e nações”, disse.
A decoração ficou por conta da nutricionista Silvia Lima, contratada da JLA, que viu na oferta de culinárias exóticas um bom motivo para difusão das diversidades culinárias em todo o mundo.
Conforme a nutricionista responsável pela Unidade de Nutrição e Dietética do hospital, Thaiane Gonçalves Ferreira Simões, as refeições serão disponibilizadas para almoço e janta, a cada dois meses. Por dia, o refeitório do hospital fornece 410 refeições no almoço e 310 no jantar. “Os próximos temas incluirão receitas da África e da Itália”.
Por lei, pacientes com menos de 12 anos e mais de 65 anos têm direito a acompanhantes e podem se alimentar no mesmo refeitório onde são atendidos funcionários, em horários diferentes. Para ambos, o cardápio é padronizado (a exemplo das dietas), só que com maior variedade, já que não há restrições médicas.
Postado por Eduardo Nascimento em 29/maio/2015 -
As equipes do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e Epidemiologia do Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário (CHSP) organizaram de 4 a 8 de maio a “Campanha de Controle de Infecção Hospitalar”, cujo objetivo foi reforçar a importância de medidas preventivas – muitas delas bastante simples, como a higiene das mãos – junto aos colaboradores da unidade.
Ao todo foram 15 palestras realizadas nos turnos na manhã, tarde e noite, a fim de abranger todos os funcionários do CHSP. Entre os temas apresentados estiveram “Técnica da higiene das mãos com álcool luminol e caixa preta”, “Prevenção de infecção de corrente sanguínea (IPCS)”, “Prevenção de pneumonia (PNM e PAV)” e “Prevenção de infecção do trato urinário (ITU)”.
Participaram como palestrantes enfermeiros, auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas, entre outros profissionais da unidade. O encerramento da Campanha de Controle de Infecção Hospitalar contou com entrega de brindes, distribuição de panfletos com orientações sobre prevenção às infecções, e uma mensagem final do SCIH aos colaboradores: “Com medidas simples e trabalho em equipe vamos conseguir combater as infecções”.
Postado por Eduardo Nascimento em 22/maio/2015 -
O Hospital da Mulher “Maria José dos Santos Stein”, de Santo André, é o único equipamento em todo Estado de São Paulo que receberá o Prêmio Dr. Pinotti – Hospital Amigo da Mulher, cuja entrega da edição 2015 ocorrerá na

O diretor técnico do Hospital da Mulher, Dr. Gilberto Palma
próxima quarta-feira (27 de maio). Trata-se de reconhecimento da Câmara dos Deputados, concedido às instituições com atuação destacada na promoção, acesso e qualificação dos serviços de saúde da mulher. A solenidade será às 11h, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).
O Prêmio Dr. Pinotti foi instituído pela Resolução n.º 15/2009 da Câmara dos Deputados e atualizado pela Resolução nº 52/2014. É concedido anualmente a no máximo cinco entidades governamentais ou não governamentais, cujos trabalhos ou ações merecerem destaque no campo da atenção integral à saúde da mulher.
As cinco entidades que serão agraciadas este ano foram escolhidas em eleição que contou com 16 conselheiros indicados pelos líderes e representantes partidários. São elas: Hospital do Câncer de Pernambuco (PE), Hospital Estadual Carlos Chagas (RJ), Hospital Sofia Feldman (MG), Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer (RJ), além do Hospital da Mulher Maria José de Santos Stein (SP). “O prêmio reconhece as ações do Hospital da Mulher e o serviço de qualidade ofertado à população. Somos hospital referência para o município e buscamos sempre atender às necessidades dos cidadãos”, garante diretor técnico do Hospital da Mulher, Dr. Gilberto Palma, que representará o hospital e receberá o prêmio em Brasília.
Entre os atributos que levaram o Hospital da Mulher de Santo André a conquistar a honraria está a participação na chamada Rede Cegonha – iniciativa do Ministério da Saúde para garantir assistência de qualidade desde o pré-natal até os 2 primeiros anos de vida da criança. Além disso, desde 2010 a unidade é certificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com o título de Hospital Amigo da Criança.
Outra ação de destaque e que garante atenção especial às mães é o Projeto Mãe Canguru, sistema pelo qual o recém-nascido com baixo peso ou prematuro permanece em posição vertical, “colado” junto ao corpo da mãe. “O Método Canguru é um programa de humanização e assistência neonatal, que implica no contato precoce pele a pele entre mãe e bebê prematuro, aumentando o vínculo e contribuindo para o desenvolvimento do recém-nascido”, detalha Dr. Gilberto Palma.
RECONHECIMENTO NACIONAL
O Prêmio Dr. Pinotti – Hospital Amigo da Mulher leva o nome do médico ginecologista paulista José Aristodemo Pinotti (1934-2009), que se notabilizou por promover políticas voltadas para as mulheres nos diversos cargos públicos em que ocupou, entre os quais de deputado federal e de secretário de Saúde do Estado de São Paulo.
Postado por Eduardo Nascimento em 22/maio/2015 -
O Mutirão da Saúde do Programa Fila Zero da Secretaria de Saúde de São Caetano atingiu o objetivo de zerar as demandas em espera na rede municipal em 12 das 25 especialidades médicas que estiveram envolvidas na iniciativa, de acordo com o balanço divulgado pelo setor em 12 de maio. Realizada em 9 de maio, no Hospital São Caetano-FUABC, a primeira edição atendeu aproximadamente 1.000 munícipes que aguardavam retorno há mais de 15 dias, em consultas que foram pré-agendadas por telefone pela Central de Agendamento e Regulação.
Nesta ação global da Saúde, atuaram cerca de 25 médicos de diversas especialidades. Estiveram no apoio profissionais de retaguarda e 16 auxiliares da Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS). No local, ainda foram oferecidos serviços gratuitos de aferições de pressão arterial e glicemia, além de orientações de combate à dengue e da Ouvidoria da Saúde.
O prefeito Paulo Pinheiro esteve presente conversando com os usuários, ouvindo críticas e sugestões. “O Fila Zero será permanente. Sempre quando houver alguma especialidade que tiver demandas reprimidas, nós vamos iniciar um novo mutirão. É um instrumento eficaz que serve para atualizar a espera a fim de que os pacientes fiquem satisfeitos com o atendimento”, observou.
“Foi um grande avanço na área. Quero agradecer aos profissionais da Saúde, em nome do titular da Pasta, Dr. Jesus Adalberto Gutierrez, pelo maravilhoso trabalho promovido. Todos estão de parabéns por atender de maneira tão eficaz a nossa população”, concluiu o chefe do Executivo.
Segundo o secretário de Saúde, o saldo foi positivo. “Com o balanço da iniciativa, eu e minha equipe técnica já estamos estudando os próximos mutirões, nos mesmos moldes, de exames ou de alguma especialidade específica. O que todos nós queremos é que a Saúde seja mais ágil e eficiente e assim melhore a satisfação dos serviços aos munícipes. Com certeza, já é a melhor da região, mas podemos ser a melhor do Brasil”, garantiu Jesus.
Para o médico responsável, Roberto Rodrigues Júnior, o mutirão não se resume aos atendimentos. “Dependendo do caso, os pacientes que precisarão de retorno já saíam com os exames agendados. Será mensal. O intuito é até agosto zerar tudo”, ressaltou.
UNIDADES MÓVEIS
As Unidades Móveis equipadas de Odontologia e de Oftalmologia do Saúde em Movimento, vertente do Programa Fila Zero, que transitam pela cidade oferecendo serviços completos à população de São Caetano, promoveram 74 procedimentos durante o mutirão. Na primeira, 42 pessoas passaram pela triagem, com encaminhamento às Unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou ao Centro Odontológico Maria Robilota Torres. Na segunda, 32, entre exames de acuidade visual, biomicroscopia, tonometria de aplanação, fundoscopia, mapeamento de retina, estesiometria e aferição de óculos.
Miriam Borges Cangani, moradora do Bairro Santa Paula, achou a iniciativa fundamental. “Superinteressante. Agiliza tudo o que é parte de consulta. Se a cidade começar a ter mais disso, com certeza, não terá mais fila. É o que nós precisamos. Ter um atendimento rápido, que agilize a vida do povo. A Saúde está em primeiro lugar. Deveria dar continuidade. Tudo bem organizado. Saio daqui bastante satisfeita”.
Ilson Manoel da Silva, residente no Bairro Nova Gerty, chegou na triagem do Hospital São Caetano, aferiu a pressão, passou pelo cardiologista e saiu satisfeito com o atendimento. “Foi excelente. Eu tinha uma consulta marcada. Era para daqui 30 dias. Mas me avisaram por telefone e antecederam para agora. O médico me recomendou um exame de ecocardiograma para fazer a cirurgia de hérnia. Um programa como esse do Fila Zero é muito importante”.
Maria Aparecida Espinoza Pelka, do Bairro Cerâmica, que teve consulta agendada com o endocrinologista, também aprovou o mutirão. “Eu estava aguardando. Me ligaram nessa semana em casa informando o novo agendamento. Em uma hora, aconteceu tudo o que precisava. Foi rápido. Fui muito bem atendida. O médico era ótimo. A Prefeitura está de parabéns por todo esse atendimento”.
Postado por Eduardo Nascimento em 22/maio/2015 -
O curso de Farmácia organizou entre os dias 5 e 7 de maio a “I Semana do Uso Racional de Medicamentos da FMABC”, com intuito de celebrar o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos – comemorado oficialmente em 5 de maio.
No período da manhã dos três dias de evento, os acadêmicos Danilo Miranda Tognetti, Filipe Luchon da Silva, Janayna de Paula Lopes, Katia Crizol Mareco de Souza, Larissa de Cássia Gomes, Larissa Nogueira Coelho, Marcella Eiras da Rossi, Tamires de Godoi Mendes e Thalisa Paixão dos Santos, sob orientação da professora Ana Elisa Prado Coradi, realizaram palestras para pacientes e acompanhantes que aguardavam atendimento nos ambulatórios de especialidades da faculdade. As atividades eram reeditadas à tarde, destinadas à comunidade acadêmica.
Entre os temas das palestras realizadas estiveram “Como utilizar corretamente seus medicamentos”, “Combate à dengue” e “Como armazenar e descartar medicamentos”. Além das explanações, os alunos entrevistaram cerca de 250 pessoas entre pacientes, acompanhantes, estudantes, professores e funcionários sobre o uso, armazenamento e descarte de medicamentos. Também foram entregues informativos disponibilizados pelo Conselho Regional de Farmácia com orientações a respeito do uso racional de medicamentos, dengue e descarte apropriado de medicamentos.
Durante a “I Semana do Uso Racional de Medicamentos da FMABC, os alunos também ficaram à disposição para responder às dúvidas da população.
RISCOS À SAÚDE
Segundo informações do Ministério da Saúde, a automedicação traz grandes riscos à saúde, pois a ingestão de substâncias de forma inadequada pode causar reações como dependência, intoxicação e até mesmo a morte. A receita médica é a garantia de que houve uma avaliação profissional para que determinado paciente utilize o medicamento.
O Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos tem justamente esses objetivos: alertar a população sobre os riscos, assim como ressaltar o papel do uso indiscriminado de medicamentos e a automedicação como principais responsáveis pelos altos índices de intoxicação por remédios.
Além do agravamento de doenças, a automedicação pode promover a combinação errada de substâncias, com riscos de anular ou potencializar os efeitos dos medicamentos em uso.
Postado por Eduardo Nascimento em 22/maio/2015 -
O Hospital Anchieta (HA) iniciou o serviço de cuidados paliativos para pacientes com câncer. O objetivo é garantir qualidade de vida aos usuários que estão na fase avançada da doença, e também aos que enfrentam efeitos colaterais severos durante a terapia. A assistência multiprofissional inclui o controle dos sintomas físicos, psicológicos e sociais e também se estende à família.
Coordenadora do serviço, a médica Ana Claudia de Oliveira Lepori explica que o trabalho é fundamental para proporcionar dignidade e conforto a quem já não responde ao tratamento curativo. Isso se faz cada vez mais necessário em hospitais que tratam doenças graves, como é o caso da oncologia em estágios avançados.
“O cuidado paliativo é uma proposta inovadora, mas já adotada por importantes serviços de saúde, com o propósito de mudar a visão e também as nossas ações diante do fim da vida. O que fazer quando não é possível curar? Não podemos abandonar esse paciente. Precisamos atuar para aliviar seu sofrimento”, explica.
A equipe é composta por assistente social, psicólogo, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, farmacêutico e nutricionista, todos profissionais que já atuavam no Anchieta antes da chegada da médica especialista. Junto com os médicos oncologistas, eles avaliam os usuários internados que passarão a ser atendidos pelo serviço. O primeiro passo é a conversa com o próprio paciente e seus familiares, para explicar as condições clínicas e definir os rumos do cuidado. “Há decisões que precisam ser tomadas pelo paciente, se ele estiver consciente, ou pelos seus parentes mais próximos. Como por exemplo, até que ponto devemos intervir”, comenta.
BASE DO ATENDIMENTO É SABER OUVIR
Essa nova prática também vai contribuir para o processo formativo dos futuros médicos, uma vez que o HA recebe os residentes da Oncologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). Como o método valoriza a escuta e os desejos do paciente, é um aprendizado importante para que se tornem mais sensíveis ao tema. “O profissional precisa saber ouvir. Isso é a base do diagnóstico bem-feito. O exame clínico não diz tudo. Do ponto de vista técnico, é preciso ministrar remédios muito fortes para controle da dor, os opióides. A maioria não sabe como fazer, mas aqui terão esse conhecimento. Quem sai ganhando, com certeza, é o usuário, que terá acesso ao atendimento humanizado”.
O serviço também atende pessoas em sessões de quimioterapia ou radioterapia que, devido à agressividade da medicação, apresentam sintomas complexos. O quadro, se não administrado, pode inviabilizar a continuidade da medicação. “Descontrole da dor ou perda excessiva de peso são situações comuns enfrentadas por quem luta contra o câncer. Nesses casos, o que se faz é intervir para que se possa suportar as terapias”.
O cuidado paliativo lida diariamente com questões que vão além da medicina. Ana Claudia cita o caso de um paciente que, no fim da vida, internado no HA havia dois meses, tinha o sonho de oficializar a união de mais de 20 anos com sua esposa. Apesar dos esforços da equipe do hospital e da família, não foi possível. “É um trabalho que nos ensina muito. Aprendi que nesse tipo de especialidade nada se pode deixar para depois. E que a conversa, muitas vezes, é um remédio importantíssimo”.
Postado por Eduardo Nascimento em 15/maio/2015 -
A Associação dos Docentes da Faculdade de Medicina do ABC (ADOC) completa em maio 35 anos de fundação e marca a ocasião com ciclo de palestras na área de educação. São três dias de capacitação voltada a professores da instituição, médicos residentes e demais membros da comunidade acadêmica interessados nos temas. As inscrições são gratuitas, feitas 30 minutos antes do início dos eventos, que terão lugar no Anfiteatro David Uip, no prédio do Centro de Pesquisas CEPES.
Em 11 de maio, às 11h30, a professora Patricia Zen Tempski abriu os trabalhos com o tema “Principais teorias da educação”. A convidada retorna à FMABC no dia 25, também às 11h30, para falar sobre os “Principais métodos de ensino”. O encerramento do ciclo de capacitação terá palestra sobre os “Principais métodos de avaliação”, cuja data será divulgada em breve pela ADOC.
Patricia Zen Tempski é doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo e professora de Embriologia Humana na Faculdade Evangélica do Paraná. A médica também coordena o Ambulatório de Atendimento à Pessoa com Síndrome de Down do Instituto de Medicina Física e Reabilitação do Hospital das Clínicas da FMUSP. É idealizadora de pesquisas sobre qualidade de vida de estudantes da área da saúde e organizadora do PAEM – Programa de Avaliação de Escolas Médicas.
35 ANOS DE APOIO AOS DOCENTES
Em 28 de maio de 1980, os professores da Faculdade de Medicina do ABC fundavam a Associação dos Docentes. O primeiro presidente, Dr. Orlando César de Oliveira Barreto, comandava a entidade ao lado de Szulim Ber Zynger (vice-presidente), Registila Libania Beltrame (1ª secretária), Roberto Badhur (2º secretário), Maria Cristina Cristoforo (1ª tesoureira) e Rosa Alta Goldfarb Goresco (2ª tesoureira).
Ao longo de três décadas e meia de trabalho foram incontáveis os desafios da ADOC, sempre em busca de aprimorar o ensino na FMABC e contribuir para o crescimento e consolidação da faculdade como uma das mais importantes do país.
Em outubro de 2013, o primeiro presidente da associação, que foi professor de Hematologia da FMABC entre 1975 e 1983, retornou ao campus universitário para momento histórico: a inauguração de uma nova sede para a ADOC – que oferece espaço mais adequado e integrador aos professores, tanto para descanso e socialização nas horas livres quanto para estudo e pesquisa, com computadores e internet rápida à disposição.
Na ocasião da inauguração, Dr. Orlando Barreto recordou os primeiros passados da instituição: “Quando criamos a associação, os professores passaram a ver que eram fortes dentro da faculdade. A escola vivia intenso período de movimentos estudantis e greves, porém os docentes não estavam integrados. Não havia espaço para discussão”, afirmou o primeiro presidente, que completou: “A partir da criação da Associação dos Docentes, passamos a participar dos debates e a buscar soluções para os problemas da FMABC. Cheguei a ir até Brasília conversar com o secretário que cuidava da área de relações governamentais com instituições de ensino, a fim de expor as dificuldades enfrentadas pela Medicina ABC e reforçar negociações que já estavam em andamento para aporte do Governo Federal. Algumas semanas mais tarde passamos a receber recursos do Ministério da Saúde, que contribuíram muito com as contas da instituição.
Hoje a ADOC tem como presidente o professor e coordenador na graduação do 1º ano do curso de Medicina, Dr. Sergio Baldassin. A direção da associação também conta com os docentes José Carlos Molero, da Fisioterapia, Nilson Silva, do Núcleo do Bem-Estar do Aluno, Maria Elisa Ravagnani Ramos, da Enfermagem, Adriano Meneghini e Neif Murad, ambos da Cardiologia.
Postado por Eduardo Nascimento em 15/maio/2015 -
O Programa Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fundação do ABC acaba de fechar parceria com o SEMASA – Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André para o descarte consciente de lâmpadas fluorescentes. A partir do acordo, as unidades da FUABC com sede em Santo André poderão destinar sem custos as lâmpadas para reciclagem na autarquia municipal. No primeiro mês do convênio, em abril, foram recolhidas 4.120 lâmpadas, gerando economia de R$ 4.326,00 com descontaminação e descarte.
O recordista de lâmpadas foi o Hospital Estadual Mário Covas, com 1.800 unidades. O Hospital da Mulher reuniu 1.200, enquanto Fundação do ABC e Faculdade de Medicina do ABC acumularam 1.052. Já no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Santo André foram recolhidas 68.
A partir de maio, a parceria FUABC-SEMASA prevê a descontaminação e reciclagem de até 500 lâmpadas por trimestre. “Estávamos com grande número de lâmpadas armazenadas nas unidades aguardando reciclagem e conseguimos zerar os estoques em Santo André. Agora vamos acompanhar o primeiro trimestre da parceria, a fim de verificar a quantidade exata de lâmpadas descartadas, para saber se precisamos ou não propor a ampliação do convênio com o SEMASA”, explicam os gestores do Programa Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fundação do ABC, José Alexandre Filho e Cristina Passaretti.
O tratamento das lâmpadas fluorescentes é necessário para que haja a descontaminação prévia ao descarte para reciclagem. Equipamento específico tritura as lâmpadas, separando os componentes para a adequada destinação. Por meio do processo, o vidro e o alumínio ficam depositados na base do tambor de reciclagem, enquanto pó de fósforo, micropartículas de vidro e vapor de mercúrio ficam em suspensão, permitindo que sejam sugados por um coletor externo.
COPOS DESCARTÁVEIS
Outra ação em andamento na Fundação do ABC diz respeito à redução dos copos descartáveis. Vinculado à Diretoria Executiva de Qualidade, o Programa Meio Ambiente e Sustentabilidade está desenvolvendo projeto para implantação de canecas plásticas e squeezes nos departamentos administrativos. De acordo com estudo inicial, a medida permitiria não utilizar 198.000 copos descartáveis por ano a cada grupo de 180 funcionários.
O projeto ainda em fase de elaboração pode ser ampliado para todas as unidades gerenciadas pela Fundação do ABC mediante parcerias e interesse de patrocinadores.
Postado por Eduardo Nascimento em 15/maio/2015 -
O curso de Terapia Ocupacional da Faculdade de Medicina do ABC participou em abril da 14ª edição da Reatech – Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade. A graduação da FMABC contou com estande fixo, que destacou os trabalhos realizados no Projeto AdapTO de Mobiliários Adaptados em PVC. O evento entre os dias 9 a 12 teve lugar no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, em São Paulo, promovido pela Fiera Milano.
Com crescimento de 20% e público de 52 mil visitantes, a 14ª Reatech se consolidou como o maior evento da América Latina dedicado à reabilitação, inclusão e acessibilidade. Trata-se de feira cujo objetivo central é disseminar o conceito da inclusão social, apresentar novas tecnologias e lançamentos do setor, além de oferecer aos visitantes palco com shows e desfiles, equoterapia, test-drive de carros adaptados, quadras poliesportivas, seminários, workshops e oficinas com profissionais renomados. “É um evento de extrema importância para a área de tecnologia assistiva e reabilitação. É sempre uma honra para o curso e para a FMABC participar”, afirma a coordenadora da Terapia Ocupacional da FMABC, professora Andréia Zarzour Abou Hala Corrêa, lembrando que a TO também contou com estande nas edições 2011 e 2014.
“Percebemos neste ano procura muito maior do que nas edições anteriores. Muitas pessoas foram até nosso estande para encontrar o trabalho e não para conhecê-lo”, revela a terapeuta ocupacional da FMABC, Natasha Carreño, que acrescenta: “Ficamos bastante contentes com esse novo momento do AdapTO, em que a população já conhece e indica nosso trabalho. Sem dúvidas as redes sociais têm exercido papel fundamental na divulgação das atividades e na ampliação da visibilidade do projeto”.
Outro ponto importante foi a troca de experiências e a abertura de horizontes para novas parcerias. “Ao apresentarmos o trabalho, ampliamos a rede de contatos, trocamos experiências e informações com outras pessoas e empresas. A Reatech tem esse perfil. Possibilita a aproximação entre as instituições, favorece a cooperação e possíveis futuras parcerias”, garante Natasha Carreño, que cita como exemplo convite recebido durante a 14ª Reatech para que a FMABC participe da Semana Senac de Inclusão e Diversidade, organizada pelo Senac São Paulo.
Além da ampliação do trabalho desenvolvido na AdapTO, a participação na Reatech também promove o curso de Terapia Ocupacional e a própria Faculdade de Medicina do ABC como instituição de ensino pioneira no campo da tecnologia assistiva. “Nossos alunos participam da feira e têm oportunidade de conhecer diversos campos de atuação do terapeuta ocupacional. Além disso, também podem ampliar sua rede de contatos e ter ideias para novos projetos e trabalhos acadêmicos”, detalha a terapeuta ocupacional da FMABC.
MÓVEIS ADAPTADOS EM PVC
Inaugurada em novembro de 2010 no campus da FMABC, em Santo André, a AdapTO Mobiliários Adaptados em PVC é a primeira oficina no Estado de São Paulo destinada a fabricação de móveis em PVC para facilitar a acessibilidade e a reabilitação de pessoas com disfunções neuromotoras. Cadeiras, mesas, andadores e carteiras escolares são montados a partir de tubos, conexões, forros, chapas e outros produtos em PVC, cujo baixo custo permite o acesso às famílias de baixa renda.
Os mobiliários são fabricados de acordo com necessidades específicas de cada paciente e ajustados ao seu crescimento. São de fácil manuseio e também trazem entre as vantagens resistência à água, durabilidade, adaptação e excelentes resultados terapêuticos. Dependendo da configuração, o custo equivale a apenas 10% de um móvel tradicional em outro material.
O estande da AdapTO/FMABC ficou disponível durante toda a feira e contou com participação de seis docentes, além da terapeuta ocupacional Natasha Carreño e da estagiária Luci Takiuchi. Além disso, cerca de 80 alunos do curso visitaram a feira.
Postado por Eduardo Nascimento em 15/maio/2015 -
A cabeleireira Valéria Ortiz Fattori sentia fortes dores de cabeça. Procurou atendimento no Hospital e Pronto-Socorro Central (HPSC), onde foi constatado aneurisma. O quadro se agravou e ela passou a ter convulsões. Um procedimento cirúrgico era a única solução para o caso.
“Foi uma corrida contra o tempo. Se não tivesse sido atendida rápido, não estaria aqui para contar essa história”, afirma. No dia 3 de dezembro, Valéria foi a primeira paciente a passar por neurocirurgia no Hospital de Clínicas Municipal (HC). O serviço, até então inédito na rede municipal, vem garantindo o pronto atendimento a pessoas que antes precisavam aguardar a liberação de vagas em hospitais de referência fora do município.
Nos quatro primeiros meses da neurocirurgia no HC, 44 usuários foram atendidos. “Isso mostra que tínhamos uma grande demanda reprimida. Pacientes com traumatismo craniano, por exemplo, precisam ser operados o quanto antes, assim são maiores as chances de sucesso e menores as de sequela. Nesse sentido, estamos cumprindo bem o nosso papel. A agilidade salva vidas, sem dúvida”, avalia o médico neurocirurgião José Carlos Rodrigues Junior, coordenador do serviço municipal.
Hoje são atendidos no HC os casos de urgência e emergência que dão entrada no HPSC; boa parte é de usuários em estado grave, vítimas de acidentes de trânsito. Mas há quem corra risco e nem imagine o quão delicado é seu quadro de saúde. Esse foi o caso do comerciante do bairro Assunção Adão Leite Souza, que foi operado às pressas depois que uma tomografia revelou que ele tinha um hematoma subdural – coágulo que se forma no cérebro e aumenta a pressão intracraniana.
Adão sofreu uma queda no Natal, bateu forte com a testa no chão e, dias depois, começou a ter dores. No início, pensou que era uma situação corriqueira e passou a tomar analgésicos. Quando percebeu inchaço, procurou atendimento. Na UBS Alves Dias, depois de se consultar com clínico geral, foi solicitada tomografia, realizada no próprio HC. A equipe, quando viu as imagens do exame, telefonou imediatamente para Adão e pediu que ele retornasse ao hospital. “Não me deixaram mais ir embora, disseram que eu teria que passar pela cirurgia. Nunca imaginei que meu caso era gravíssimo. Dei muita sorte. Fui salvo por pouco”, relata.
O comerciante se submeteu à neurocirurgia no início de março e elogiou o cuidado que recebeu no HC. “Fiquei surpreso por haver tanta qualidade no SUS. Todos foram muito atenciosos. Me ligaram antes mesmo da data prevista para ficar pronto o exame quando viram que eu estava em perigo. Estou feliz e aliviado”.
TRANSFERÊNCIA DE SERVIÇOS
Desde que o Ambulatório de Especialidades Médicas I entrou em obras para reforma e ampliação, em janeiro, parte dos serviços prestados na Avenida Armando Ítalo Setti passou a ser ofertada no HC. Em espaço reservado no andar térreo do hospital, estão sendo realizadas em caráter temporário as consultas e procedimentos dos programas DST/Aids/Hepatites, Tuberculose e Hanseníase, Infectologia e CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento).
Diariamente, em média, cerca de 200 pacientes são atendidos pelos programas, e cerca de 40 pequenas cirurgias são realizadas. Para contemplar a demanda, 90 trabalhadores da saúde que davam expediente no ambulatório foram transferidos para a unidade hospitalar. Vale lembrar que o acesso desses usuários aos serviços do HC não é feito de forma direta; todo o processo é feito pela Central de Regulação.
Além do HC, o atendimento antes prestado pelo Ambulatório de Especialidades I é feito em outros dois endereços. No prédio localizado na Alameda Tereza Cristina, 519, Nova Petrópolis, estão concentradas especialidades pediátricas, alergista adulto, PHmetria infantil e CTA 1 (Centro de Testagem e Aconselhamento). Já no Centro de Especialidades Regional Rudge Ramos, na Rua Brasil, 350, são atendidas as consultas em homeopatia adulto e infantil, oftalmologia adulto e infantil, acupuntura, cardiologia, dermatologia, endocrinologia, gastroenterologia, geriatria, neurologia, ortopedia, pneumologia, reumatologia e espirometria (prova de função pulmonar).
As obras no prédio da Armando Ítalo Setti devem durar 18 meses. No local será implantada a Policlínica do Centro, o maior centro de especialidades ambulatoriais da rede municipal, que reunirá o atendimento em todas as áreas médicas, centro de fisioterapia para reabilitação física e cardiovascular e serviços de diagnóstico por imagem.