Em primeiro encontro de série itinerante, FUABC leva palestra sobre LGPD ao ‘Mário Covas’

Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -

Iniciativa da Comissão de LGPD percorrerá unidades gerenciadas para sensibilizar equipes sobre privacidade e proteção de dados na saúde

 

A Fundação do ABC deu início a uma série de palestras itinerantes sobre a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) voltadas aos colaboradores de suas unidades gerenciadas. O primeiro encontro aconteceu no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, e foi voltado principalmente à equipe assistencial. O tema central foi a privacidade e a proteção de dados no ambiente hospitalar.

A iniciativa é conduzida pela Comissão de Proteção de Dados da Fundação do ABC e teve como palestrantes a Dra. Carolina Silvério, do Departamento de Controladoria, coordenadora da Comissão e Encarregada de Proteção de Dados (DPO) da instituição; o Prof. Osmar Mikio Moriwaki, consultor do Núcleo de Governança; e Cleber Renato Soares de Oliveira, diretor de Tecnologia da Informação da FUABC.

A LGPD, sancionada no Brasil em 2018 e em vigor desde setembro de 2020, estabelece diretrizes para a coleta, o processamento e o armazenamento de dados pessoais por organizações públicas e privadas. No contexto da saúde, a lei ganha relevância ampliada, uma vez que informações como diagnósticos, históricos clínicos, resultados de exames e prontuários são classificados como dados sensíveis, categoria que exige proteção reforçada.

Dra. Carolina Silvério destacou que a decisão de levar a discussão diretamente às equipes de linha de frente partiu da experiência acumulada pela comissão ao longo do último ano e meio. “Foi considerando as principais dúvidas, nesse tempo de atuação da comissão e dos comitês, que resolvemos expandir a comunicação para os próprios trabalhadores, para quem está na linha de frente mesmo”, afirmou. A encarregada de dados também chamou a atenção para riscos concretos do cotidiano, como tentativas de obtenção indevida de informações de pacientes por meio de engenharia social.

Para o Prof. Osmar Mikio Moriwaki, a conscientização é o passo mais importante para que a proteção de dados deixe de ser uma obrigação abstrata e passe a fazer sentido na prática. “Os colaboradores têm que entender que eles são os guardiões dos dados pessoais dos pacientes e dos seus familiares que passam pela instituição”, disse o consultor, ressaltando que o descumprimento da lei pode gerar consequências tanto no âmbito criminal quanto em ações de indenização, afetando profissionais e a própria instituição.

Iniciada no Hospital Mário Covas em 17 de março, a série de encontros foi planejada para percorrer progressivamente as unidades gerenciadas pela Fundação do ABC, com previsão de expansão para localidades como o litoral e interior paulista. A próxima parada já está confirmada: a comitiva segue para o Hospital Geral de Carapicuíba (HGC), na região da Rota dos Bandeirantes, no dia 31 de março.

A Fundação do ABC reforça que a proteção de dados é uma responsabilidade compartilhada por todos os seus colaboradores e que iniciativas como essa fazem parte de um esforço contínuo de governança e conformidade legal. Para dúvidas ou informações adicionais sobre a LGPD na instituição, os colaboradores podem acionar os embaixadores locais de LGPD presentes em cada unidade.

AME Araçatuba faz roda de conversa sobre saúde feminina em alusão ao Mês da Mulher

Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -

Ação organizada pelo Centro Integrado de Humanização reuniu colaboradoras e contou com a participação de ginecologistas para orientações

 

Objetivo foi ampliar o acesso a informações qualificadas sobre saúde da mulher

Em celebração ao Mês da Mulher, o Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Araçatuba, unidade gerenciada pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, realizou no dia 18 de março uma roda de conversa voltada às colaboradoras da instituição.

A iniciativa partiu de Raquel Alves de Morais Borges, coordenadora de Humanização do Centro Integrado de Humanização (CIH), e de Pâmela Luana de Oliveira, supervisora de Atendimento e integrante do Grupo de Trabalho de Humanização (GTH), com o objetivo de ampliar o acesso das profissionais a informações qualificadas sobre saúde da mulher.

O encontro abordou temas como prevenção de doenças, autocuidado e bem-estar físico e emocional, além de trazer reflexões sobre a sobrecarga acumulada pelas mulheres no exercício de múltiplos papéis — profissional, mãe, cuidadora, filha e parceira. A proposta reforçou a mensagem de que quem cuida dos outros também precisa cuidar de si.

A atividade contou com a presença do Dr. Márcio Pimenta, ginecologista e obstetra, e das médicas residentes em Ginecologia e Obstetrícia que integram sua equipe no AME Araçatuba: Dra. Jéssica Fernanda Hansen Vinhal, Dra. Isabela Fernandes e Dra. Caroline Maronezzi. Os profissionais conduziram o encontro com orientações técnicas e esclarecimentos sobre aspectos relevantes da saúde feminina.

Durante a roda de conversa, foi criado um espaço de escuta ativa e troca de experiências, no qual as participantes puderam compartilhar dúvidas e reflexões sobre o cuidado com a própria saúde. A dinâmica reforçou a importância do autocuidado como condição essencial para que a mulher possa manter sua qualidade de vida e continuar exercendo seus diferentes papéis com equilíbrio.

A iniciativa está alinhada aos princípios da Política Nacional de Humanização, especialmente no que diz respeito à valorização dos trabalhadores da saúde e ao fortalecimento de espaços coletivos de diálogo. Para o AME Araçatuba, ações como essa integram o compromisso institucional com a promoção da saúde, o acolhimento e a construção de um ambiente de trabalho mais participativo e humanizado.

Cursos de Fisioterapia, Nutrição e Terapia Ocupacional da FMABC completam 20 anos

Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -

Graduações tiveram aumento de 30% no número de alunos nos últimos anos

 

Foto: Divulgação/FMABC

O Centro Universitário FMABC celebra duas décadas de história dos cursos de Fisioterapia, Nutrição e Terapia Ocupacional. As graduações foram criadas em 2006 com o propósito de ampliar a atenção à saúde na região do ABC e, hoje, se consolidam como pilares da educação multiprofissional da instituição, com demanda crescente no vestibular e aumento de cerca de 30% no número de alunos nos últimos anos.

Os cursos surgiram a partir de uma visão estratégica de expansão acadêmica e de fortalecimento do cuidado integral à população. “Se a gente não tivesse diversificado os cursos, não teríamos sobrevivido até aqui como centro universitário”, afirma Prof. Dr. Fernando Fonseca, reitor da instituição.

Segundo ele, a decisão de investir em novas áreas da saúde foi fundamental para acompanhar as necessidades da sociedade. “O maior legado é formar bons profissionais para atender à população. Não apenas bons terapeutas, mas bons seres humanos”, completa.

O projeto de criação dos cursos teve forte influência do Dr. Milton Borrelli, ex-diretor da instituição, que defendia uma abordagem multiprofissional no cuidado em saúde. “A ideia era ampliar a atenção à saúde da região, formando profissionais para preencher lacunas nas unidades. Não bastava apenas a parte médica”, destaca o vice-reitor Prof. Dr. David Feder, que leciona na instituição desde a década de 1980 e acompanhou as primeiras turmas. “É muito prazeroso ver nossos alunos e encontrá-los como colegas no cuidado da população alguns anos depois”, afirma.

 Durante esses 20 anos, a instituição passou por mudanças estruturais importantes para acompanhar a evolução das profissões e garantir ensino de excelência. Foram implantados laboratórios específicos e espaços adaptados, com mobiliário especializado.

 A coordenadora do curso de Fisioterapia, Marcia Cunha, ressalta o compromisso com a formação integral. “O curso foi criado para formar profissionais éticos, responsáveis e autônomos, com uma formação humanística, crítica e baseada no rigor científico”, afirma.

Na Terapia Ocupacional, a evolução também é marcante. “Em 2006, poucos sabiam o que era a profissão. Hoje, ela é cada vez mais valorizada e reconhecida pela população, e nosso curso conta com nota máxima no MEC”, explica a coordenadora Andreia Zarzour.

Ela destaca, ainda, o modelo integrado da FMABC, que promove a interação entre cursos por meio de simpósios, feiras de saúde e ligas acadêmicas. “Assim, os alunos compreendem o papel de cada profissional dentro da equipe de saúde. Ser terapeuta ocupacional é saber escutar, acolher e contribuir para o caminho dessas pessoas”, afirma.

Mariana Gomes, coordenadora do curso de Nutrição, reforça a ideia de que o diálogo entre as disciplinas auxilia no cuidado à população e acrescenta que a formação contempla aspectos que permitem ao estudante atuar em diferentes áreas da profissão. “Formamos nutricionistas com uma visão crítica e a bagagem necessária para atuação na área clínica, na gestão de serviços de alimentação e na saúde coletiva”, explica.

Para o reitor da FMABC, a expansão dessas áreas também responde a um desafio estrutural do sistema de saúde brasileiro. “Nosso sistema é relativamente jovem, e ainda há muitas cidades sem fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais e nutricionistas na rede pública. Queremos tornar essas profissões mais conhecidas e integradas ao cuidado em saúde”, reforça Dr. Fonseca.

Ação em feira da Paulicéia, em SBC, oferece prevenção e promoção de saúde

Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -

1ª edição do “Saúde na Feira” traz informações sobre acondicionamento de alimentos, combate à dengue, cuidados com animais peçonhentos e busca ativa de tuberculose

 

Foto: Divulgação/PMSBC

Você sabe que os ovos não devem ser guardados na porta da geladeira? Que para descongelar alimentos, eles não devem ser deixados em temperatura ambiente? O que fazer em caso de incidente com animal peçonhento? Quais são os sintomas da tuberculose? Essas e muitas outras informações foram levadas para o público que esteve, no dia 19 de março, na feira livre da Rua Gino Amadei, no bairro da Paulicéia, em São Bernardo, por meio da ação “Saúde na Feira”.

Esta foi a primeira edição do ano e a próxima está marcada para abril, na região da UBS (Unidade Básica de Saúde) Demarchi. A iniciativa é realizada pelo Núcleo em Vigilância em Saúde, do Departamento de Proteção à Saúde e Vigilâncias, da Secretaria de Saúde de São Bernardo, em parceria com a Atenção Básica e o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). Foram realizadas 596 ações de orientações e 27 profissionais participaram das atividades.

Tendas foram montadas para que a população pudesse ver, entre outras coisas, espécies de animais peçonhentos e/ou que transmitem doenças, como ratos e escorpiões; um microscópio para observar a larva do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue e de outras arboviroses; uma réplica de geladeira para aprender como acondicionar os alimentos de maneira segura; embalagens diversas para aprender a fazer a leitura dos rótulos e consequentemente, escolhas mais saudáveis.

PREVENÇÃO

A articuladora do Núcleo em Vigilância da UBS Paulicéia, Nayra Mancini, explicou que o objetivo principal é trazer os serviços e as orientações de saúde mais próximos da comunidade. “Esse contato mais direto mostra que a saúde está além dos muros das UBS e dos hospitais”, pontuou. “Quando fazemos essas abordagens trabalhamos a promoção e a prevenção, e isso reduz o número de casos de doenças que vão chegar na rede”, destacou o articulador do núcleo da UBS Planalto, José Ailton Alves de Oliveira.

ACSs (Agentes Comunitários de Saúde) e profissionais da UBS Paulicéia também entregaram hipoclorito de sódio para quem estava na feira, produto utilizado para higienização de frutas, verduras e legumes, além de passar orientações e fazer a busca ativa da tuberculose. Em março, se intensificam as ações de prevenção à doença. “Estamos orientando sobre os sintomas, sobre quando procurar atendimento médico e como acessar os serviços de saúde”, detalhou a enfermeira Vania Romaqueli.

A dona de casa Sonia Esperandio, de 69 anos, aproveitou a ida à feira para receber as orientações dos agentes do Núcleo em Vigilância. “É muito bom, porque só vou na UBS para tomar vacina, e aqui na feira a gente tem mais um tempo. Conseguimos ter acesso a essas informações. Foi ótimo”, elogiou.

Caism de São Caetano do Sul conscientiza mulheres sobre a endometriose

Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -

Pacientes que aguardavam consultas receberam orientações (foto: Eric Romero/PMSCS)

Dor não é normal. Este foi o tema da ação realizada pelo Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher) de São Caetano do Sul para conscientizar sobre a endometriose. Pelo Março Amarelo, a unidade foi decorada, no dia 19, com esta cor, que remete à causa e que foi vestida pelas profissionais do espaço.

A endometriose é uma condição em que tecido semelhante ao endométrio cresce fora do útero, causando inflamação e dor intensa, inclusive incapacitante. Pode afetar ovários, trompas e outros órgãos.

“Muitas mulheres acabam normalizando essa dor e, quando fazem isso, não se dão conta de que estão perdendo qualidade de vida. Por isso, o nosso alerta: dor não é normal”, enfatizou a responsável técnica do Caism, Bruna Nakauchi.

Durante a ação, foram distribuídos folhetos com informações sobre a endometriose durante as abordagens das profissionais junto às pacientes que aguardavam por consultas e exames.

“Sofri muito tempo sem saber que tinha essa enfermidade. Foram dez anos com dores muito fortes, cólicas muito intensas, chegando a ficar acamada. E muito sangramento, a ponto de achar que estava com hemorragia”, relatou Katia Pereira, de 46 anos.

Foi após a realização de um ultrassom transvaginal que a moradora do Bairro São José recebeu o diagnóstico e começou a fazer o acompanhamento no Caism. Em junho de 2025, realizou cirurgia para a remoção dos ovários. “Foi a melhor coisa que fiz na vida. Antes tinha TPM intensa, ficava mal-humorada pelas dores e acabava atingindo pessoas que amo por conta disso. Agora não tenho mais nenhuma dor. Estou amando a minha nova versão.”

Jéssica Cristina Albino Silva, de 33 anos, nutre a expectativa pela melhora da qualidade de vida. A moradora do Bairro Oswaldo Cruz esteve no Caism com os exames pré-operatórios em mãos para marcar a data da cirurgia.

“Sentia dor aqui e ali e achava que era uma cólica normal, que tomando um remédio iria resolver. As dores se intensificaram e num primeiro momento achava que era coisa da minha cabeça. Até que pensei: ‘Isso não pode ser normal’. Procurei um médico, fiz exames e recebi o diagnóstico de endometriose, iniciando o acompanhamento imediatamente”, afirmou a gerente financeira.

“Às vezes surgem pensamentos um pouco machistas de normalizar a dor da mulher, mas não é normal ficar indisposta. Temos que procurar um médico e iniciarmos um tratamento adequado. Sentir dor não é normal”, reforçou Jéssica.

A cirurgia não é o único tratamento para pacientes com endometriose. Há alternativas mais conservadoras, como o uso de medicamentos hormonais e para controle da dor, dependendo de cada caso.

Em São Caetano, as cirurgias são realizadas no Hospital Municipal Maria Braido. O tempo de espera, que era de três meses, caiu em um mês com a contratação de novos cirurgiões e a abertura de um novo período para a realização do procedimento.

SINAIS DE ALERTA

Sintomas indicativos de endometriose incluem cólicas menstruais muito fortes, dor durante ou após relações sexuais, dor ao evacuar ou urinar, sangramento intenso ou irregular, inchaço abdominal frequente e dificuldade para engravidar. Percebendo um ou mais destes sinais, as mulheres devem procurar ajuda médica.

Em São Caetano, o primeiro atendimento é feito pelo ginecologista da UBS (Unidade Básica de Saúde) mais próxima da residência da paciente, que pode encaminhar para o Caism para melhor acompanhamento. “Não temos fila para consultas. Tendo o encaminhamento, a paciente passa com o médico em poucos dias”, finalizou Bruna Nakauchi.

Pacientes de São Caetano podem remarcar consultas e exames por WhatsApp

Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -

Sistema ganhou a opção de remarcação, além da confirmação e do cancelamento (foto: Eric Romero/PMSCS)

A Prefeitura de São Caetano do Sul segue avançando na qualificação dos serviços prestados à população. E mais uma prova dessa diretriz é a possibilidade da remarcação de consultas e exames por WhatsApp.

A funcionalidade integra o Saúde Conectada, que já possibilitava que os pacientes confirmassem ou cancelassem consultas e exames previamente agendados, após lembretes disparados pelo aplicativo.

Com a novidade, mesmo que tenha optado pela confirmação, o usuário pode enviar uma mensagem posterior para o mesmo número (11) 4233-7570 manifestando o desejo pela remarcação.

A iniciativa visa fortalecer o combate ao absenteísmo, que em alguns casos atinge 40% na rede pública municipal. Engloba tanto a Atenção Básica, como as UBSs, quanto a Atenção Especializada, como o Atende Fácil Saúde, Centros Odontológicos, de Oncologia e o Caism (Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher). Ao todo são mais de 30 equipamentos públicos do setor.

“Quando a Saúde Conectada foi implantada ela só dava duas opções: confirmar ou cancelar o agendamento. Agora incluímos a terceira opção, que é reagendar, inclusive após a confirmação, mediante solicitação do paciente. O atendimento é feito por um operador do sistema, que vai entender a necessidade do usuário. Tendo disponibilidade de vaga, ele é reagendado, enquanto a vaga antes ocupada por este paciente é encaminhada para outro”, explica a diretoria de Regulação da Secretaria de Saúde de São Caetano, Caroline Freitas.

Além de reagendar, agora também é possível cancelar consultas e exames após a confirmação, funcionalidade incluída em virtude do perfil do morador de São Caetano – muitos possuem convênios médicos, por onde acabam buscando atendimento, liberando vaga para outros pacientes da rede pública.

O Saúde Conectada realiza cerca de 80 mil agendamentos de consultas e exames por mês. Para que o paciente receba o lembrete, é fundamental manter os dados cadastrais atualizados junto à UBS mais próxima de sua residência.

O sistema é monitorado por uma equipe da Central de Regulação que visualiza toda a operação. Um painel indica quem recebeu e leu as mensagens, quem recebeu e não visualizou, quem cancelou, e quem confirmou, entre outras ações.

NÚMERO ÚNICO

O Saúde Conectada teve um grande avanço em 2025, quando chegou a toda a Atenção Básica. Em um primeiro momento, cada UBS manteve o seu próprio número de WhatsApp, situação que foi alterada. Agora o número é único em toda a rede, (11) 4233-7570, conferindo mais credibilidade ao serviço e segurança aos pacientes, protegendo contra tentativas de golpes.

“Além da marcação e remarcação de consultas e exames, o número servirá em breve para acessar todos os demais serviços digitais da Secretaria de Saúde, incluindo o FarmaZap, o Tele Dengue e o Disque Coronavírus”, destaca Jorge Bastos, responsável pelo sistema de tecnologia i9chat, contratado pela pasta.

HGC recebe projeto de eficiência energética e prevê economia de R$ 450 mil por ano

Postado por Akira Suzuki em 20/mar/2026 -

Unidade foi contemplada com projeto da ENEL, que subsidiou a instalação de 354 placas fotovoltaicas e a troca de 600 lâmpadas por iluminação LED

 

Foram instaladas 354 placas fotovoltaicas (foto: Divulgação)

Gerenciado pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, o Hospital Geral de Carapicuíba (HGC) concluiu recentemente a instalação da infraestrutura necessária para colocar em prática um amplo projeto de eficiência energética que entra para a história da unidade hospitalar. Contemplado em edital de chamada pública de projetos da ENEL, concessionária de distribuição de energia elétrica, o hospital recebeu a instalação de 354 placas fotovoltaicas, movidas à energia solar, e a substituição de 600 lâmpadas e luminárias convencionais. A iniciativa permitirá reduzir em até 35% o consumo de energia elétrica, segundo estudo prévio.

O processo teve início em 2022 com a abertura da chamada pública de projetos da ENEL. Após homologação, cumprimento de pré-requisitos e diversas fases documentais, a instalação de toda a infraestrutura foi concluída em 2025. O sistema entrou em funcionamento, oficialmente, dia 21 de fevereiro deste ano. Com isso, será possível iniciar a aferição mais precisa da economia financeira e dos impactos ambientais. Atualmente, o HGC gasta cerca de R$ 120 mil a R$ 150 mil por mês com consumo de energia elétrica.

“Nossa estimativa é reduzir entre 30 a 45% essa despesa mensal. Com a economia, poderemos reinvestir esse recurso em outras áreas do hospital, tanto em melhorias estruturais como em projetos assistenciais que beneficiem nossos pacientes. Foi um processo longo e complexo, mas compensador e gratificante. Receber esse projeto nos traz imensa gratidão. Seguramente, é uma iniciativa que engrandece o nome do hospital enquanto referência em consumo consciente de energia limpa no âmbito da saúde pública”, disse a diretora-geral do HGC, Dra. Tatiana Malavasi.

O projeto teve custo total de R$ 2,3 milhões à ENEL e foi executado pela AGES Consultoria em Eficiência Energética. Segundo estudo da empresa, a expectativa é reduzir o consumo elétrico do hospital dos atuais 711 MWh (megawatt-hora) por ano para 392 MWh, simbolizando queda de até 45%.

“Este projeto, além de economia e benfeitorias relacionadas ao meio ambiente, demonstra segurança energética, considerando que os sistemas fotovoltaicos podem garantir o funcionamento contínuo da unidade, crucial para aparelhos médicos vitais que não podem desligar. Desta forma, evitamos riscos de eventuais apagões e conseguimos o conforto térmico das áreas internas do hospital, o que também reduz a sobrecarga do sistema de ar-condicionado”, explica o gerente administrativo da unidade, Rodrigo Alveti Brolo.

“Trata-se de uma iniciativa que está 100% conectada às estratégias do Departamento de ESG da Fundação do ABC, que tem priorizado, fomentado e estimulado o desenvolvimento constante de ações sustentáveis em suas unidades de saúde. Parabenizamos o HGC pelo recebimento do projeto, fato que endossa ainda mais o nosso compromisso institucional com o meio ambiente, com a gestão adequada de resíduos e o uso inteligente de recursos públicos”, disse a gerente de Sustentabilidade da FUABC, Daniela Pedregal.

Para operacionalização do novo sistema de energia solar, a AGES ministrou treinamento detalhado para uma equipe de 25 colaboradores do hospital das áreas de Manutenção, Engenharia Clínica, Hotelaria e Higienização.

ENERGIA SOLAR

Uma placa fotovoltaica, também conhecida como painel solar fotovoltaico, é um dispositivo que converte a luz do sol em energia elétrica por meio do efeito fotovoltaico. O sistema é cada vez mais utilizado para geração de energia limpa e renovável, tanto em residências quanto em empresas e instalações industriais. No caso do HGC, foram instalados três inversores solares responsáveis por converter essa energia em corrente alternada, usada em residências e redes elétricas.

A adoção da energia solar contribui para a redução das emissões de gás carbônico, diminui o uso de fontes poluentes como termelétricas e ajuda a combater os efeitos das mudanças climáticas, promovendo uma transição energética sustentável.

ILUMINAÇÃO LED

O projeto também viabilizou a troca de 17% das lâmpadas de todo o hospital, o que representa 600 unidades, em diversos setores da unidade. Com a substituição das lâmpadas convencionais por iluminação LED, será possível aferir uma série de benefícios econômicos e ambientais, como redução no consumo de energia; maior durabilidade; menor emissão de calor; mais sustentabilidade (sem mercúrio ou metais pesados), além da redução com gastos com manutenção.

As lâmpadas substituídas passaram por processo de descarte ecológico, de acordo com as regras estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos e pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA).

PEE

O projeto desenvolvido no HGC é vinculado ao Programa de Eficiência Energética (PEE), uma iniciativa regulada no Brasil pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), que tem como objetivo promover o uso racional e eficiente da energia elétrica em todos os setores da economia. O PEE/ANEEL exige que as concessionárias e permissionárias de distribuição de energia elétrica, como a ENEL, apliquem 0,5% de sua receita operacional líquida em projetos de eficiência energética, conforme a Lei nº 9.991/2000.

Entre os principais objetivos do programa estão minimizar impactos ambientais da geração de energia; promover a educação energética da população; estimular a inovação tecnológica e o desenvolvimento de soluções sustentáveis.

O HOSPITAL

A Fundação do ABC deu início em 1º de dezembro de 2023 à gestão assistencial e administrativa do Hospital Geral de Carapicuíba, na região Metropolitana de São Paulo.

Inaugurado em 1998, o HGC é uma unidade hospitalar vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, referência para sete municípios da Rota dos Bandeirantes: Barueri, Carapicuíba, Itapevi, Jandira, Osasco, Pirapora do Bom Jesus e Santana do Parnaíba. A unidade de média e alta complexidade conta com 241 leitos e mais de mil funcionários.

Hospital Mário Covas organiza treinamento de reanimação cardiopulmonar para recém-nascidos

Postado por Akira Suzuki em 19/mar/2026 -

Iniciativa visa uniformizar o atendimento neonatal e qualificar a equipe de enfermagem para situações de emergência com bebês internados na unidade

 

Objetivo foi ensinar técnicas de RCP em recém-nascidos

A Coordenação de Enfermagem e o setor de Educação Continuada do Hospital Estadual Mário Covas (HEMC), em Santo André, realizaram um treinamento de reanimação cardiopulmonar (RCP) voltado ao atendimento de recém-nascidos. Com duração de aproximadamente duas horas, a capacitação no auditório da unidade reuniu cerca de 15 profissionais do corpo de enfermagem e foi conduzida pelo Dr. Luis Fernando Trigo, neonatologista e coordenador da UTI Neonatal do hospital.

O objetivo central foi garantir que enfermeiras e técnicas de enfermagem estejam preparadas de forma uniforme para agir em situações críticas que envolvam recém-nascidos. Segundo o Dr. Luis Fernando Trigo, a padronização dos procedimentos é fundamental para a qualidade do atendimento.

“O objetivo principal é fazer com que todas as enfermeiras e técnicas de enfermagem tenham um treinamento bem uniforme, tanto na parte de ventilação, massagem e uso de medicações, para fazer com que o atendimento de nossos recém-nascidos aqui no Hospital Estadual Mário Covas seja mais efetivo, a reanimação seja mais efetiva, com menos complicações neurológicas e com um desfecho mais favorável para o nosso bebê”, explicou o médico.

Durante o treinamento, realizado em 18 de março, o Dr. Trigo apresentou de forma didática os critérios para identificar quando um recém-nascido necessita de intervenção. As profissionais aprenderam que os dois principais sinais a serem monitorados são a frequência cardíaca e a respiração. Um bebê é considerado estável quando apresenta frequência cardíaca acima de 100 batimentos por minuto e respiração sincrônica. Quando esses parâmetros estão alterados, a equipe deve agir imediatamente, iniciando a ventilação com máscara e ambú, evoluindo para condutas mais avançadas conforme a resposta do paciente.

A parte prática foi um dos destaques da capacitação. Com o uso de dinâmicas, as participantes exercitaram a técnica correta de posicionamento da máscara no rosto do bebê e o ritmo adequado de ventilação, com atenção especial à expansão pulmonar. O Dr. Trigo orientou e corrigiu cada profissional individualmente, reforçando que ventilar de forma lenta e controlada é essencial para evitar lesões cerebrais nos recém-nascidos.

O Hospital Estadual Mário Covas é a maior unidade hospitalar do Grande ABC e referência em alta complexidade para os sete municípios da região, beneficiando cerca de 3 milhões de moradores. Desde sua inauguração, em 2001, a gestão é realizada pela Fundação do ABC, em parceria com o Governo do Estado de São Paulo. A unidade conta com a acreditação internacional Qmentum nível Diamante, o nível mais alto desta certificação de qualidade.

Colaboradores receberam certificados de participação

Humanização: UBS em SBC cria programa de acolhimento para mães atípicas

Postado por Akira Suzuki em 19/mar/2026 -

Projeto “Além do Rótulo” terá dois encontros mensais com espaços para conversas e atividades como auriculoterapia e alongamento; objetivo da medida é cuidar de quem cuida

 

Programa é voltado para mulheres com filhos com alguma deficiência e/ou transtornos neurodivergentes (foto: Divulgação)

Em mais uma ação humanizada na saúde, a UBS (Unidade Básica de Saúde) Parque São Bernardo, na região do Baeta Neves, em São Bernardo, criou o projeto “Além do Rótulo”, iniciativa que visa proporcionar um espaço de escuta e cuidado para mães atípicas, ou seja, mulheres com filhos com alguma deficiência e/ou transtornos neurodivergentes.

O objetivo da medida é oferecer suporte emocional e cuidar de quem cuida. O lançamento do programa foi realizado dia 14 de março e a partir de abril serão realizados dois encontros mensais. A UBS Parque São Bernardo é gerenciada pela Fundação do ABC, assim como as outras 34 UBSs.

O projeto foi idealizado pela auxiliar de saúde bucal Cristina Oliveira Santos, pela técnica de enfermagem Fernanda dos Santos Campos e pela cirurgiã-dentista Izabella Passaglia Pereira, todas profissionais da UBS. “Existem estudos, estatísticas e relatos que identificam a necessidade de uma rede de apoio na UBS para essas cuidadoras atípicas. Esse projeto visa criar grupos onde essas pessoas possam compartilhar suas dores e experiências”, destacou Cristina.

“Os profissionais de saúde vão acolher, orientar e dar suporte emocional para essas cuidadoras. Para que a criança atípica tenha um bom desenvolvimento, antes de mais nada, é necessário cuidar de quem cuida e, assim, fortalecer a base da pirâmide familiar”, frisou Fernanda. Izabella mencionou estudo que identificou que mais da metade (58%) dos pais de crianças autistas no Brasil apresentam alto risco de depressão e transtornos de ansiedade. “Relatos apontam que a maioria dos pais abandona a família após o diagnóstico, deixando a mãe sozinha com toda a responsabilidade”, completou a cirurgiã-dentista.

PRIMEIROS PASSOS

Moradora do Jardim das Acácias, Karina Fiorillo é mãe de Danilo, de 11 anos, e foi uma das participantes. Ela classificou a iniciativa como um projeto incrível de apoio às mães atípicas. “Fiquei impactada ao ver o local, acessível, limpo, acolhedor. Sabe quando você entra e se sente bem, que vai ter um local bom, as funcionárias superatenciosas, pessoas que trabalham com o que tem e vestem a camisa”, afirmou.

“Muitas mães estão morrendo. Nunca tivemos dedicação para essas mães. Precisamos divulgar, mostrar que existem formas de dar apoio, replicar em outras unidades, mesmo que com passos de formiguinha”, emendou Karina.

Além da apresentação do projeto para os presentes no evento, foi realizado atendimento de auriculoterapia e relaxamento. As crianças tinham um espaço para pintura e todos participaram de um café coletivo. “É um projeto muito importante, iniciativa da nossa equipe e convidamos todas as mães atípicas a se juntarem a nós nos encontros”, afirmou a gerente da unidade, Elaine Freitas Souza.

Os próximos encontros do projeto “Além do Rótulo” serão realizados nos dias 6 e 20 de abril, das 14h às 16h. É aberto a todas as mães que se interessarem em participar.

Celebrando Mês da Mulher, CAPS de SBC promove interação e acolhimento

Postado por Akira Suzuki em 19/mar/2026 -

Unidade do Centro realizou circuito de atividades com foco em autoestima, bem-estar e fortalecimento de vínculos

 

Proposta foi de estimular o autocuidado e a valorização pessoal (foto: Johnn Menezes)

O Centro de Apoio Psicossocial – CAPS III Central, em São Bernardo, promoveu em 17 de março atividade especial em celebração ao Mês da Mulher, reunindo pessoas referenciadas no serviço, familiares, equipe técnica e voluntários em um momento de acolhimento, integração e cuidado em saúde mental.

Com a proposta de estimular o autocuidado e a valorização pessoal, a ação contou com programação diversificada, incluindo corte de cabelo, escova, oficinas de miçangas e customização, além de alimentação preparada para as participantes. A iniciativa buscou proporcionar um ambiente de leveza, escuta e fortalecimento da autoestima.

A educadora física do CAPS III Centro, Rosely Jamile Chukri, destacou que o objetivo foi oferecer um espaço dedicado às mulheres atendidas pelo serviço. “É um momento de cuidado e valorização. A ideia é proporcionar um dia voltado para elas, reforçando a autoestima e mostrando que são capazes e têm seu lugar”, afirmou.

Rosely também ressaltou o impacto do trabalho desenvolvido no cotidiano. “É um trabalho desafiador, mas a diferença que conseguimos fazer na vida dos usuários é o que nos motiva. Cada avanço, por menor que pareça, já representa muito”, completou.

AUTOCUIDADO COMO TRATAMENTO

A assistente social da unidade de saúde mental, Valdirene Amélia de Jesus, reforçou que ações como essa são importantes no processo terapêutico. “O autocuidado precisa ser incentivado, principalmente em contextos de sofrimento psíquico, em que muitas vezes ele é negligenciado. Esses momentos ajudam a sensibilizar e a fortalecer vínculos”, explicou.

Ela também destacou a importância da participação familiar. “Nosso trabalho envolve usuários e familiares. O apoio da família é essencial para o cuidado e acompanhamento, e buscamos atuar de forma integrada, respeitando a realidade de cada pessoa”, disse.

PARCERIAS QUE FORTALECEM O CUIDADO

A realização da atividade contou com o apoio de parceiros e voluntários, fundamentais para viabilizar a iniciativa. Entre eles, a participação do Instituto Embelleze contribuiu com os serviços de cuidado pessoal oferecidos às usuárias. Para a equipe, ações como essa só são possíveis a partir da colaboração entre poder público e sociedade civil, ampliando o alcance do cuidado e promovendo inclusão.

Entre as participantes, a usuária Roberta Trombeta de Freitas, 42 anos, destacou a importância da ação para o seu bem-estar. Moradora do Capelinha e em tratamento no CAPS desde 2017, ela relatou a satisfação em participar da atividade. “Acho muito importante ter ações como essa no Mês da Mulher. Quando estamos em tratamento no CAPS, também precisamos desses cuidados, como cortar o cabelo, cuidar da higiene e da autoestima. É importante ver a Prefeitura presente, apoiando e trazendo atividades para a gente”, afirmou.

O CAPS III Centro funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, com acolhimento aberto à população. A unidade também conta com atendimento 24 horas para pacientes em acompanhamento intensivo, garantindo suporte contínuo aos usuários e suas famílias.