Após osseointegração inédita, paciente inicia reabilitação no Lucy Montoro de Diadema

Postado por Maíra Oliveira em 26/fev/2024 -

Implante intraósseo substitui prótese convencional, que causava desconfortos; procedimento foi realizado em janeiro no Hospital Estadual Mário Covas

 

Maicon Rocha de Almeida, 24 anos, tem perspectiva de volta a andar nos próximos meses

Maicon Rocha de Almeida, 24 anos, submetido no mês passado à cirurgia de osseointegração no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, iniciou em fevereiro seu novo processo de reabilitação na Rede de Reabilitação Lucy Montoro de Diadema. O procedimento, inédito na Região Metropolitana de São Paulo, foi viabilizado após articulação entre os dois serviços gerenciados pela Fundação do ABC (FUABC). Recém-chegada ao Brasil, a técnica marca um avanço significativo no tratamento de amputações nas regiões do fêmur e da tíbia.

O paciente sofreu amputação de sua perna esquerda após ser atropelado por um ônibus em 2021. Meses depois, iniciou sua recuperação na Rede Lucy Montoro de Diadema utilizando uma prótese de encaixe, convencional. No entanto, ao longo dos meses, não se habituou ao dispositivo. Foram realizadas inúmeras revisões e ajustes pela equipe multiprofissional da unidade, mas Maicon ainda sentia instabilidade, desconforto e falta de firmeza.

Após articulação entre a equipe de Ortopedia do Hospital Estadual Mário Covas e o Lucy Montoro de Diadema, o paciente foi selecionado para receber o procedimento de osseointegração, que permite a integração entre a prótese e o coto remanescente do membro inferior, oferecendo uma solução aos pacientes que enfrentam dificuldades na adaptação das próteses convencionais. Agora, a perspectiva é voltar a andar em alguns meses, com mais autonomia, conforto e praticidade.

“Com a prótese anterior me sentia mais preso. Eu gosto de academia, fazer exercícios, e se emagrecia já tinha que trocar o encaixe. Ou, transpirava e chegava a machucar um pouco. Não sentia segurança. Quando me perguntaram se eu tinha interesse nessa cirurgia, logo topei. A perspectiva é de ter mais independência, poder sair mais, voltar ao trabalho e à vida normal. O atendimento como um todo tem sido perfeito, só tenho a agradecer a todos”, disse o paciente, que também recebe assistência psicológica na unidade.

Segundo o precursor da técnica no Brasil e chefe do Serviço de Ortopedia Oncológica do Hospital de Câncer de Pernambuco (HCP), Dr. Antonio Marcelo Gonçalves de Souza, Souza — que operou o paciente junto à equipe de Ortopedia do HEMC — cerca de 50% dos pacientes que utilizam próteses convencionais não se adaptam ao equipamento e precisam de soluções alternativas. O paciente operado no HEMC foi o 13º no Brasil. As outras cirurgias foram realizadas em Recife, Belo Horizonte e Ribeirão Preto.

FISIOTERAPIA

O processo de reabilitação será dividido em três etapas. Em geral, os pacientes submetidos a essa cirurgia conseguem dar os primeiros passos com a prótese entre três e quatro meses após iniciar a reabilitação. “Até passarmos para a próxima etapa de fisioterapia focaremos em exercícios de ativação muscular dos membros inferiores e superiores, fortalecimento do tronco, mobilidade de quadril e trocas posturais. Em seguida, vamos iniciar com cargas parciais, com uso de bengalas e muletas. Por fim, trabalharemos atividades do dia a dia, como os treinos de marcha, até que adquira maior estabilidade”, explica o fisioterapeuta do Lucy Montoro, Carlos Navarro Rubio.

Durante o processo de cicatrização, Maicon continuará sendo atendido semanalmente no HEMC para realizar curativos. Já as sessões de fisioterapia ocorrem duas vezes por semana na unidade de Diadema.

Otimista com o tratamento recebido pelo filho desde 2022 no Lucy Montoro, a mãe do paciente não esconde a satisfação pela evolução do quadro de saúde. “O serviço é maravilhoso. A vida dele mudou após a reabilitação. Depois do acidente, não andava nem de muleta, só cadeira de rodas. Era muito dependente. Agora, após a nova cirurgia, está ainda mais animado, pois sabe que logo voltará a andar e sem desconfortos. Todo esse atendimento foi um divisor de águas na vida dele”, disse Rosa Evangelista da Rocha.

A facilidade de manuseio e a ampla mobilidade rotacional e motora estão entre as principais vantagens observadas nos pacientes após as cirurgias.

O PROCEDIMENTO

A técnica de implante intraósseo é relativamente nova e tem sido usada com mais frequência na Austrália. Mesmo para países como os Estados Unidos, representa uma abordagem inovadora na medicina ortopédica. Após longo período de testes, o procedimento foi aprovado para realização no Brasil em 2021, após autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Para ser apto ao procedimento o paciente precisa atender a alguns critérios, como não ter problemas vasculares, não ser fumante, não ter histórico de infecções recentes ou radioterapias, além de não possuir peso corporal superior a 110kg.

Além do benefício direto ao paciente, o procedimento no Hospital Mário Covas é objeto de estudo acadêmico, com a equipe de Ortopedia do HEMC e a disciplina de Ortopedia e Traumatologia do Centro Universitário FMABC colaborando para a produção de um artigo científico. Publicações internacionais já destacam a melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes submetidos a este tratamento.

A cirurgia de osseointegração, sem custos para o hospital graças à doação da endoprótese, não apenas eleva o patamar de tratamentos realizados no HEMC, mas também estabelece um marco na medicina ortopédica da região, reforçando o compromisso da Fundação do ABC com a inovação médica e a excelência no cuidado aos pacientes.

Mapeamento de processos e riscos é tema de 3ª Oficina de Qualidade da FUABC

Postado por Akira Suzuki em 23/fev/2024 -

Evento reuniu cerca de 30 profissionais para compartilhar boas práticas e padronizar processos

 

A gerente corporativa de Projetos e Qualidade da FUABC, Gleice Girotto, comandou a reunião

Em cumprimento ao cronograma de atividades divulgado no ano passado, a Diretoria Executiva de Projetos e Qualidade da Fundação do ABC organizou em 7 de fevereiro a terceira Oficina de Qualidade junto às unidades gerenciadas. O encontro, vinculado ao Programa Corporativo de Qualidade e Melhoria Contínua da Mantenedora, ocorreu na sala de videoconferência do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, e reuniu cerca de 30 profissionais das unidades que atuam na área. O tema da oficina foi mapeamento de processos e riscos.

Ao todo, representantes de 13 unidades gerenciadas pela FUABC apresentaram resultados de iniciativas — concluídas ou em andamento — que foram ou estão sendo desenvolvidas nos serviços de saúde e que já agregaram melhorias às rotinas de trabalho nas áreas assistencial ou administrativa por meio do uso da ferramenta proposta aos participantes para mapeamento dos processos. O objetivo é estimular o compartilhamento de boas práticas entre os serviços e padronizar orientações a partir de critérios técnicos supervisionados pela área de Qualidade da FUABC.

Foram apresentadas ações relacionadas à diminuição de faltas, suspensões e cancelamentos de cirurgias; controle de infecção ligada ao uso de cateter venoso central; revisão e adequação da comunicação intersetorial; redução de tempo de espera para entrega de órteses e próteses aos pacientes; redução de tempo de espera para agendamento de consulta médica de retorno; qualificação das notificações de eventos adversos; implantação de software de gestão em saúde; queda da taxa de reinternação em ala de terapia intensiva, entre outras iniciativas.

Após a apresentação das unidades, a gerente de processos do Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário (CHSP), Elaine Rocha, ministrou uma palestra sobre o tema desta terceira oficina: mapeamento de processos e riscos aplicados aos serviços de saúde. A metodologia e as matrizes apresentadas permitem a padronização de processos de trabalho e a identificação de pontos críticos, a fim de promover aumento da qualidade e eficiência no serviço prestado.

Por fim, as equipes foram divididas em cinco grupos para entrega de exercício sobre a construção de um SIPOC, ferramenta de qualidade em formato de diagrama que auxilia no mapeamento de processos internos. Do inglês, a sigla significa Supplier (Fornecedor), Input (Entrada), Process (Processo), Output (Saída) e Customer (Cliente).

HOMOLOGAÇÃO DO SELO

A gerente corporativa de Projetos e Qualidade da FUABC, Gleice Girotto, formalizou agradecimento às unidades que participaram do projeto-piloto do Programa Corporativo de Qualidade e Melhoria Contínua da FUABC, casos do Complexo Hospitalar Municipal de São Caetano do Sul, AME Sorocaba, Hospital Municipal de Mogi das Cruzes e Ambulatório da FMABC. “Testamos e homologamos o nosso Selo Interno de Qualidade da Fundação do ABC junto à Presidência e ao Conselho de Curadores. Foram utilizados e aplicados mais de 900 critérios técnicos. Foi uma experiência muito rica e estimulante. A partir de agora, somos a primeira Organização Social de Saúde (OSS) do Brasil que possui um selo interno de Qualidade próprio, graças ao empenho de todo o grupo”, celebra Gleice, que destaca a relevância das atividades em grupo como ferramenta de melhoria contínua. “As oficinas têm contribuído amplamente para ampliarmos o conhecimento, a divulgação e o aperfeiçoamento de nossas práticas em gestão de saúde. Permanecemos à disposição das unidades para construirmos progressos com foco em eficiência, segurança e otimização de recursos”, finaliza.

Durante o projeto-piloto, foram identificadas diversas boas práticas replicáveis que estão em fase de estruturação para serem divulgadas aos demais serviços por meio de um Comitê de Qualidade com representantes de todos os contratos gerenciados pela FUABC. O agendamento da primeira reunião deste comitê será comunicado em breve a todas as unidades.

A oficina contou com a participação da coordenadora corporativa de Qualidade, Karen Amaral; do analista de Qualidade, Carlos Roberto Vieira David; e da analista administrativa, Milena Santos.

O PROGRAMA

O objetivo do novo Programa Corporativo de Qualidade e Melhoria Contínua da FUABC é dar suporte técnico às unidades de Saúde para que estejam aptas a buscar acreditações de qualidade, assim como estimular o compartilhamento de experiências exitosas e boas práticas. Para isso, foram criados selos internos de verificação de qualidade assistencial e administrativa instituídos pela própria Mantenedora. A expectativa é de que as acreditações nacionais e internacionais das unidades de Saúde sejam uma consequência da criação deste programa. O projeto conta com apoio da Presidência e da área de Governança Corporativa da Mantenedora.

Santo André triplica capacidade de atendimento da população transexual

Postado por Akira Suzuki em 23/fev/2024 -

Agora dentro do Poupatempo da Saúde, no Atrium Shopping, ambulatório Travessias passa de uma para três salas

 

O Travessias é um espaço de atendimento destinado a transexuais, travestis e pessoas não binárias (foto: Helber Aggio/PSA)

Transexuais, travestis e pessoas não binárias de Santo André ganharam um novo espaço de atendimento desde o dia 2 de fevereiro, quando foi inaugurado o Poupatempo da Saúde, dentro do Atrium Shopping. Em três das 53 salas do empreendimento funciona o Travessias, ambulatório que atende exclusivamente pessoas com variabilidade de gênero.

Antes, o ambulatório trans de Santo André funcionava dentro do CME (Centro Médico de Especialidades) Xavier de Toledo com uma sala de atendimento. No total, são 262 usuários referenciados no serviço, sendo 133 mulheres trans, 103 homens trans, 22 pessoas não binárias e quatro travestis. Em 2023 foram atendidas 151 pessoas no ambulatório, número 71,5% maior do que os 88 usuários registrados em 2022.

“Com a entrega do ambulatório Travessias, voltado às pessoas com variabilidade de gênero, Santo André organiza os fluxos de cuidado, amplia os atendimentos, com novas salas e espaços, e dá visibilidade à essa população, com o devido acolhimento e cuidado que toda a nossa gente merece”, destaca o secretário de Saúde, Gilvan Junior.

Duas salas do Travessias serão destinadas ao atendimento individual e uma para atividades em grupo. O ambulatório vai oferecer acompanhamento médico com equipe multidisciplinar (psicologia, psiquiatria, endocrinologista, assistência social e enfermagem), avaliação e prescrição de hormonioterapia, encaminhamentos para cirurgias associadas ao processo transexualizador e para a rede socioassistencial.

“A entrega de uma sede para o ambulatório Travessias tem enorme significado quando se fala em visibilidade para transexuais, travestis e pessoas não binárias. Além de ampliar e qualificar o atendimento multidisciplinar, seguiremos com o compromisso de fortalecer nossas ações externas e em rede, visando a garantia de direitos à essa população”, explica o psicólogo Almir Brianez, da equipe do ambulatório Travessias.

O atendimento no Travessias é no sistema “porta aberta”, ou seja, a população trans pode se dirigir diretamente ao equipamento sem agendamento prévio. A rede de saúde de Santo André ainda conta com apoio e acolhimento a esse público nas unidades básicas de saúde, UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), no Centro de Especialidades Referência em Infectologia, nos Caps (Centros de Atenção Psicossocial) e também com a equipe do Consultório na Rua.

Emílio Ribas do Guarujá firma parceria para ampliar acolhimento a pacientes

Postado por Akira Suzuki em 23/fev/2024 -

A parceria intensifica as ações voltadas ao atendimento humanizado durante a internação e o apoio social na desospitalização

 

Durante a internação no Emílio Ribas Baixada Santista, os pacientes recebem visitas de voluntários da Associação Santa Isabel

O Instituto de Infectologia Emílio Ribas II Baixada Santista (IIER2), localizado no Guarujá (SP), firmou parceria com a Associação Santa Isabel (ASI) para intensificar o acolhimento e atendimento humanizado aos pacientes durante a internação e após a alta hospitalar.

A iniciativa busca garantir apoio aos pacientes com doenças infectocontagiosas, como tuberculose, HIV e pneumonia, bem como aos seus familiares. Além disso, também serão beneficiados os pacientes atendidos no Ambulatório de Diagnósticos da unidade.

Durante a internação, voluntários da ASI realizarão visitas periódicas para desenvolver atividades recreativas com os pacientes, como trabalhos manuais, música, leitura e pintura. A intenção é amenizar o sofrimento respeitando as particularidades psicológicas, sociais e espirituais de cada um.

Já após a desospitalização, a parceria prevê a captação de recursos e doações que contribuam com a continuidade do tratamento em casa.

No ambulatório, os voluntários atuarão na recepção e acolhimento dos pacientes e acompanhantes, visando tornar mais tranquila a espera pelos exames.

Com 25 anos de atuação, a ASI é uma organização sem fins lucrativos, cujos projetos com voluntários visam promover a humanização e melhoria da qualidade de vida de pacientes em tratamento hospitalar e seus familiares.

Profissionais da saúde se capacitam para combater violência doméstica em Itatiba

Postado por Akira Suzuki em 23/fev/2024 -

Curso visa aprimorar o atendimento humanizado a vítimas, com foco em diagnóstico, tratamento e suporte emocional

 

O treinamento contou tanto com aulas teóricas quanto práticas

Buscando aprimorar o atendimento humanizado às vítimas de violência, cirurgiões-dentistas da Estratégia Saúde da Família (ESF) de Itatiba, gerenciada pela Fundação do ABC, participam do curso “Capacitação para Cirurgiões-Dentistas da Atenção Primária à Saúde para o Atendimento a Vítimas de Violência Doméstica”, oferecido pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Ministrado semanalmente na Faculdade de Odontologia de Piracicaba (FOP/Unicamp), o curso reúne profissionais de diversas áreas da saúde em torno da compreensão dos diferentes tipos de violência doméstica.

De acordo com Caio Arato, gerente administrativo da Fundação do ABC em Itatiba, a capacitação visa ensinar não apenas o diagnóstico e tratamento de lesões físicas, mas também o acolhimento e suporte emocional às vítimas. A ênfase é dada à humanização do atendimento, reconhecendo o profissional de saúde como agente de transformação na vida daqueles que sofrem violência doméstica.

Além das aulas teóricas, os participantes também realizam atividades práticas, como o treinamento de notificação de casos de violência aos órgãos competentes, essencial para garantir a proteção das vítimas.

A iniciativa demonstra o compromisso dos profissionais de saúde da Fundação do ABC no combate à violência doméstica e na promoção da saúde integral. Capacitações como essa fortalecem a rede de proteção e contribuem para um atendimento mais qualificado e humanizado às vítimas.

Reunião da Fundação do ABC destaca avanços e perspectivas futuras do Hospital Mário Covas

Postado por Akira Suzuki em 22/fev/2024 -

Conselho Curador esteve reunido em 22 de fevereiro na unidade de saúde, juntamente com colaboradores do hospital e representantes do Centro Universitário FMABC

 

Em reunião da FUABC no Hospital Mário Covas, Dr. Adilson Cavalcante e Dr. Luiz Mário Pereira de Souza Gomes

 

Em uma reunião extraordinária realizada em 22 de fevereiro, no Hospital Estadual Mário Covas, o Conselho de Curadores da Fundação do ABC, órgão máximo de deliberação da entidade, debateu sobre o atual cenário, os avanços e as perspectivas futuras da unidade de saúde. O encontro contou com a presença de importantes membros da gestão hospitalar, da FUABC e do Centro Universitário FMABC.

O presidente da Fundação do ABC, Dr. Luiz Mário Pereira de Souza Gomes, abriu a reunião expressando sua expectativa de progresso nos debates e reafirmou o compromisso com a melhoria contínua dos serviços oferecidos à população.

Em seguida, o diretor-geral do HEMC, Dr. Adilson Cavalcante, apresentou a linha do tempo da unidade, desde a inauguração em 2001, destacando conquistas marcantes, entre as quais a qualificação como Unacon (Unidade de Alta Complexidade em Oncologia) e como hospital-escola do Centro Universitário FMABC, as certificações de qualidade ONA e Qmentum, e a premiação como 7º melhor hospital do País pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross).

REFERÊNCIA

O ‘Mário Covas’ é um hospital de alta complexidade, com perfil cirúrgico e foco na assistência aos pacientes da região do Grande ABC, que representam 75% dos atendimentos. Os demais 25% são destinados a usuários de outras localidades, como a Capital e a Baixada Santista, a partir de encaminhamentos feitos pelo SIRESP, o Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo.

Ao longo do encontro foram apresentados os serviços de ponta desenvolvidos no local e a magnitude do equipamento: ao todo são 313 leitos, quase 2.000 funcionários diretos e outros 400 prestadores de serviços.

“Temos um vínculo muito forte com o Centro Universitário FMABC, com mais de 30 programas de Residência Médica em atividade no HEMC. São 530 alunos de graduação dos cursos da FMABC, médicos residentes e alunos da Residência Multiprofissional que circulam pela nossa estrutura. O compromisso que o Hospital tem com o ensino, sempre na vanguarda e buscando parcerias para oferecer atendimento de ponta, tratamentos melhores, mais modernos e resolutivos. É uma parceria fundamental e de suma importância para as duas entidades”, garantiu Dr. Adilson Cavalcante.

Membro do Conselho Curador da FUABC e gestor do HEMC, Dr. Vanderley da Silva Paula ratificou: “A participação do corpo docente do Centro Universitário FMABC, dos residentes e dos alunos no HEMC traz um ganho enorme para a assistência e cria raízes no processo entre o Hospital, a FMABC e FUABC”.

GESTÃO QUALIFICADA

Em sua apresentação, o diretor-geral também lembrou da época da pandemia de Covid-19, quando o HEMC se tornou referência para os casos graves da doença. A partir de 2021, com a retomada gradual das atividades e serviços, tiveram início grandes desafios ligados ao cumprimento de novas metas, equilíbrio econômico-financeiro, para a modernização do parque tecnológico e reformas prediais necessárias.

Em meio a este cenário, houve em 2022 novo chamamento público do Governo do Estado para gestão do equipamento de saúde. A Fundação do ABC, juntamente com as equipes do Hospital, conseguiu desenvolver um projeto moderno e pioneiro, sagrando-se vencedora do certame e garantindo a gestão da unidade por mais 5 anos.

“O Estado tem acompanhado de perto nossos esforços, a evolução e a tendência de crescimento. Temos trabalhado muito para atingir todas as metas e garantir o funcionamento do Hospital não somente com excelência assistencial, mas em todas as áreas, incluindo a financeira”, informou Cavalcante.

No encerramento da reunião, Dr. Luiz Mário Pereira de Souza Gomes fez um breve relato sobre como o trabalho conjunto tem sido importante para os avanços almejados. “Até pouco tempo faltava a Governança, um olhar único sobre a FUABC. Hoje estamos com essa cultura em andamento, em fase de consolidação. E no que tange especificamente ao Mário Covas, criamos um conceito de que o Hospital e o Centro Universitário mantêm parcerias diretas, pactuadas por meio de termos de cooperação, que se desenvolvem através de projetos acadêmicos de ensino, pesquisa e assistência, que se traduzem efetivamente no atendimento à população e na melhoria dos serviços”, concluiu o presidente da FUABC.

Hospital Municipal de Mogi das Cruzes firma parceria e começa a captar córneas para transplantes

Postado por Akira Suzuki em 21/fev/2024 -

Acordo assinado com o Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) consolida avanço da unidade no processo de doação de órgãos

 

O Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC), gerenciado a partir de parceria entre a Prefeitura e a Fundação do ABC, acaba de firmar acordo de cooperação técnica para iniciar o processo de captação de córneas na unidade. O contrato assinado neste mês com o Banco de Olhos de Sorocaba (BOS) ratifica o esforço da unidade em se aperfeiçoar no processo de captação de órgãos, que teve início em 2023. Em novembro, o HMMC realizou sua primeira captação para transplante.

O HMMC integra o programa estadual de transplantes desde 2015 e, através de sua Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplante (CIHDOTT), tem buscado estratégias humanizadas para o acolhimento e sensibilização das famílias sobre o ato de doar órgãos e sua importância.

O novo acordo firmado com o BOS regimenta uma série de atribuições para as partes envolvidas, em geral relacionadas à disponibilização de profissionais habilitados; notificação dos óbitos por morte encefálica; preparação de ambiente adequado para entrevista familiar; garantia de confidencialidade das informações sobre o doador; fornecimento de materiais, medicamentos e equipamentos; preservação, triagem e disponibilização do tecido ocular para a Central Estadual de Transplantes, entre outras obrigações contratuais. O vínculo não tem custo e possui caráter colaborativo em favor da conscientização sobre a importância de doar órgãos e em benefício aos pacientes que aguardam nas filas de transplante.

“A doação de órgãos e tecidos é um gesto nobre e que salva vidas. Estamos otimistas e muito satisfeitos com essa nova parceria. Esperamos avançar cada vez mais neste objetivo para beneficiarmos mais pacientes com novos recomeços de vida”, disse a diretora-geral do HMMC, Amanda Correa da Cruz.

Para que a captação ocorra, de fato, há um complexo processo que envolve etapas fundamentais para a realização do procedimento, considerando diversas variáveis, entre elas as contraindicações clínicas.

Conforme critérios definidos para a captação, ressalta-se que órgãos como coração, pulmões, fígado, pâncreas e rins devem ser removidos antes da parada cardíaca, ou seja, mediante casos que evoluem para morte encefálica. Considerando o perfil de óbitos ocorridos no HMMC, a unidade não atende aos critérios para este tipo de captação.

Contudo, todo paciente que evolui a óbito com idade entre 2 e 80 anos, em até seis horas após a parada cardiorrespiratória, ou 24 horas — se todo o corpo estiver em câmara refrigerada — configura um potencial doador de tecidos oculares para transplante, não sendo necessário que o paciente esteja em morte encefálica.

PRIMEIRA DOAÇÃO

A primeira captação do Hospital Municipal de Mogi das Cruzes ocorreu a partir da morte encefálica de uma mulher de 57 anos, em novembro do ano passado. Seu legado permaneceu através da doação de duas córneas e de um rim. A iniciativa, realizada em parceria com a Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, marcou um avanço significativo na área da saúde da região.

O HMMC realiza trabalho contínuo de sensibilização de suas equipes, coordenado pela Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos (CIHDOTT). O protocolo envolve a abordagem da família pelo médico após a confirmação de morte encefálica, seguida pela atuação da OPO em conjunto com um membro da CIHDOTT.

Equipes de São Bernardo do Campo são capacitadas contra a dengue

Postado por Akira Suzuki em 16/fev/2024 -

Nesta semana, a Prefeitura de São Bernardo do Campo e a Fundação do ABC deram sequência ao treinamento de colaboradores no combate às arboviroses, especialmente a dengue! Ao todo, cerca de 1.000 funcionários de diversas secretarias municipais participaram da capacitação em 15 de fevereiro, divididos em sessões nos períodos da manhã e da tarde.

Este foi o segundo treinamento do gênero, comandado pela Secretaria de Saúde de São Bernardo, por meio do Departamento de Proteção à Saúde e Vigilâncias.

No início do mês, outros 1.000 profissionais ligados às equipes de saúde, agentes comunitários de saúde, equipes de trânsito e funcionários da limpeza urbana participaram de iniciativa semelhante, que antecedeu uma grande mobilização contra a dengue, Zika vírus, Chikungunya e febre amarela urbana. Foram diversos mutirões preventivos por toda a cidade, com foco em bairros que apresentaram maior incidência epidemiológica e entomológica e áreas de divisas com outros municípios.

Emoção marca alta de bebê internada por 73 dias na UTI do Hosp. da Mulher de Santo André

Postado por Akira Suzuki em 16/fev/2024 -

Com quase 3 meses de vida, a pequena Agatha teve alta médica após 73 dias de internação na UTI Neonatal do Hospital da Mulher de Santo André. Nascida por trabalho de parto prematuro, ela foi encaminhada à ala de Terapia Intensiva e deu início a uma batalha pela vida, superando desconforto respiratório persistente, quadro infeccioso e até mesmo uma parada cardiorrespiratória seguida de síndrome convulsiva.

A equipe multidisciplinar do Hospital da Mulher de Santo André esteve presente dia após dia, trabalhando nas intercorrências e vibrando a cada ligeira melhora.

Após a realização de uma cirurgia de gastrostomia, melhora expressiva do quadro clínico, ganho de peso, treinamento da mamãe e dos familiares, a pequena Agatha recebeu alta hospitalar em 5 de fevereiro, com segurança e a garantia da disponibilidade de recursos fornecidos pelo município para a continuidade do tratamento domiciliar.

A pequenina seguirá sob acompanhamento ambulatorial no Hospital da Mulher e nas unidades de apoio da Secretaria de Saúde de Santo André.