Fundação do ABC apoia Governo do Estado no ‘Corujão da Saúde’

Postado por Eduardo Nascimento em 07/jan/2022 -

Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) geridos pela FUABC somam oferta de 10 mil exames, consultas e cirurgias à população

 

Os seis Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) gerenciados pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado participam ativamente do programa Corujão da Saúde, retomado pela Secretaria de Estado da Saúde no segundo semestre de 2021. A primeira fase é destinada à área de Oncologia, para agilizar o diagnóstico e tratamento de pacientes com câncer, muitos represados em função da pandemia. A segunda fase foca nos atendimentos de Oftalmologia, com oferta de diversos exames, cirurgias e consultas médicas.

Juntos, os AMEs de Santo André, Mauá, Praia Grande, Santos, Itapevi e Sorocaba realizam desde setembro milhares de exames, consultas e cirurgias nas duas áreas. O montante ofertado em todos os AMEs gerenciados pela FUABC chega a 9.996 serviços.

 

O CORUJÃO

O programa do Governo do Estado teve início no primeiro semestre de 2019, quando foi lançada a primeira fase para atender pacientes de todas as regiões do Estado. Naquele ano, foram realizados 143 mil exames de endoscopia, mamografia e ultrassonografia.

Em setembro de 2021, após o arrefecimento da pandemia, a iniciativa foi retomada com a oferta de procedimentos em 46 AMEs de todas as regiões do Estado e em 10 hospitais estaduais. Tais serviços oferecem agendas extras em horários alternativos para zerar a demanda reprimida. Na área de Oncologia, o objetivo do Estado é agilizar o diagnóstico e tratamento de pacientes com câncer. A oferta é de 335 mil exames, além de 19 mil sessões de radioterapia.

Na área oftalmológica, a medida visa liquidar a demanda reprimida de procedimentos dos AMEs cadastrados até 20 de setembro pelos municípios na CROSS (Central de Regulação e Oferta de Serviços de Saúde). São ofertados 23.112 exames de 10 tipos diferentes, 16.077 cirurgias de catarata e retina e 11.794 consultas médicas.

 

AME Santo André

AME SANTO ANDRÉ

Na área de Oncologia, entre setembro e novembro, o AME Santo André realizou 373 exames como colonoscopia, ultrassonografias de próstata abdominal e de tireoide. Até o fim de dezembro, o índice pode chegar a até 557 procedimentos. Já na área de Oftalmologia foram 447 retinografias e facoemulsificações e foram contratados mais 280 procedimentos até o final de dezembro. O total chega a 1.284 atendimentos disponibilizados.

 

AME MAUÁ

O AME Mauá registra participação intensa no Corujão da Saúde. Foram ofertados aos pacientes 680 endoscopias, 220 ultrassonografias, 750 cirurgias de catarata, 3.600 exames de oftalmologia e 600 primeiras consultas. Atualmente, a unidade se aproxima do final do programa com a marca de 5.850 serviços disponibilizados. Referência para atendimento médico de média complexidade à população da microrregião de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, a unidade também atende a pacientes de Santo André, São Bernardo, São Caetano e Diadema.

 

AME Sorocaba

AME SOROCABA

No AME de Sorocaba, o programa Corujão da Saúde oferece desde setembro exames como endoscopia, colonoscopia, retossigmoidoscopias, tomografias, ultrassonografias, biópsias, esogastroduodenoscopias e ressonâncias magnéticas. Por meio deles, é possível diagnosticar cânceres do aparelho digestivo, tireoide, próstata, cérebro, pulmão e de pele. A capacidade é de 679 exames. Na área de Oftalmologia, o objetivo é diminuir o número de pacientes que aguardam a cirurgia de catarata, serviço prestado desde a inauguração da unidade. São 424 atendimentos como primeiras consultas, biometria ultrassônica (monocular), mapeamento de retina e cirurgias.

 

AME PRAIA GRANDE

Localizado na Baixada Santista, o AME Praia Grande também tem expressiva contribuição no programa. Foram ofertadas 300 consultas médicas em Oftalmologia e 414 exames, como biometria ultrassônica, campimetria computadorizada, mapeamento de retina, microscopia especular de córnea, paquimetria ultrassônica, topografia computadorizada de córnea e ultrassonografia de globo ocular. Entre as cirurgias, são disponibilizadas 21 facoemulsificações e tratamentos cirúrgicos de pterígeo. Na área de Oncologia, são mais 344 procedimentos como biópsia de próstata guiada, colonoscopia, tomografia de abdômen superior, ultrassonografia de próstata transretal e ultrassonografia de tireoide. Ao todo, são 1.079 atendimentos.

AME Itapevi

AME ITAPEVI 

O AME de Itapevi, localizado na Região Metropolitana de São Paulo, ofertou no Corujão da Saúde, na área da Oncologia, exames de endoscopia, ultrassonografia geral e Punções Aspirativas por Agulha Fina (PAAFs) de mamas, com o objetivo de reduzir a demanda reprimida da rede impactada pela pandemia. Na Oftalmologia, foram ofertadas cirurgia de catarata e pterígio para reduzir o tempo de espera dos pacientes. Até o início de dezembro foram realizadas 100 endoscopias, 18 ultrassonografias e PAAFs, 53 cirurgias de catarata e 29 cirurgias de pterígio.

 

AME SANTOS

O AME Santos ofertou na Oncologia 105 exames mensais como PAAF de tireoide (Punção Aspirativa por Agulha Fina), colonoscopia, esogastroduodenoscopia e ultrassonografia de abdômen. Totalizando, portanto, 420 procedimentos. Na área oftalmológica, também foram realizadas 60 cirurgias de catarata.

AME Sorocaba organiza simulado de emergência com abandono de área

Postado por Eduardo Nascimento em 07/jan/2022 -

Ação teve por objetivo preparar os colaboradores para proceder em caso de emergência

O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Sorocaba realizou em 4 de janeiro um simulado de emergência com abandono de área e acionamento de alarme de incêndio.

O treinamento teve por objetivo preparar os colaboradores para proceder em caso de emergência, quando é necessário o abandono do ambiente para manter a segurança e a integridade física de funcionários, pacientes e acompanhantes.

Por meio do simulado, a equipe de brigadistas atuou de forma coordenada, monitorando se a área foi totalmente evacuada, além de checar todos os andares para verificar se ficaram ocupantes.

Ao todo foram quatro minutos para o abandono completo da unidade. “O treinamento ocorreu de forma satisfatória. Os colaboradores abandonaram a área de forma organizada, sem pânico, caminhando em fila indiana até o ponto de encontro de emergência”, informou Vanessa Aparecida da Silva, técnica em Segurança do Trabalho do AME Sorocaba.

Comunicação interpessoal no ambiente de trabalho é tema de treinamento na FUABC

Postado por Eduardo Nascimento em 07/jan/2022 -

Psicóloga Cassia Silva e Souza comandou atividade para cerca de 180 colaboradores de áreas administrativas

 

Cassia Silva e Souza é especializada em Psicologia Positiva, com MBA em Gestão e Desenvolvimento Humano

Cerca de 180 colaboradores da Fundação do ABC participaram nesta semana de treinamento sobre comunicação interpessoal no ambiente de trabalho. Organizada pelo Departamento de Recursos Humanos, por meio da Universidade Corporativa da FUABC, a capacitação esteve sob responsabilidade da psicóloga Cassia Silva e Souza, que é especializada em Psicologia Positiva, com MBA em Gestão e Desenvolvimento Humano.

O treinamento comportamental foi ministrado em três turmas ao longo do dia 5 de janeiro, todas compostas por funcionários das sedes administrativas da FUABC e da Central de Convênios. Além da importância da comunicação interpessoal assertiva, também foram abordados temas como o impacto das informações divulgadas no dia a dia das empresas, a importância da comunicação eficiente entre os setores e os problemas causados pela disseminação de boatos e “fake news”.

“É preciso muita atenção com as informações que chegam, com a forma como elas chegam e com possíveis distorções. Todos nós somos influenciados pela nossa interpretação de mundo. Por isso, é importante confirmar a veracidade dos fatos e buscar informações de fontes confiáveis, especialmente no ambiente corporativo”, alertou Cassia Silva e Souza.

Segundo dados passados pela psicóloga, 60% dos problemas administrativos resultam da ineficiência da comunicação e 47% dos profissionais brasileiros estão insatisfeitos com a qualidade da comunicação no ambiente de trabalho. “Boataria gera mal-estar entre a equipe, baixa a produtividade e quebra a confiança entre empresa e funcionários”, afirmou a palestrante, ao passar dicas para “desestimular a fofoca sem perder o amigo”. São elas: “Questione a fonte da informação; pergunte a razão daquela informação afetar a pessoa que está disseminando; tente não ouvir; se ouvir, não dê ‘ibope’, não repasse ou revele; não se omita”.

No encerramento do evento, Cassia Silva e Souza sugeriu um exercício individual para que, antes de transmitir uma determinada informação, cada um passe essa informação pelo que chamou de “três peneiras”. Resumiu a palestrante: “Avalie a informação na peneira da verdade, ou seja, se é realmente confiável. Depois passe pela peneira da bondade, para saber se não fará nenhum mal. Por fim, utilize a peneira da utilidade, para ter certeza de que aquele conteúdo faz diferença”.

Hospital Nardini encerra 2021 com 316 mamografias realizadas

Postado por Eduardo Nascimento em 07/jan/2022 -

Exame, oferecido desde 15 de dezembro, busca suprir demanda reprimida na cidade de Mauá

 

Para atender a uma demanda reprimida, a Prefeitura de Mauá comprou 5 mil mamografias e começou a oferecer o exame, pela primeira vez, no Hospital Nardini, no fim do ano passado. No primeiro mês em que o serviço foi disponibilizado foram atendidas 316 mulheres, cerca de 26 por dia.

O exame, somente para pacientes agendadas, é realizado de segunda a sábado, das 7h às 18h. Em janeiro de 2021 havia fila de 8 mil pessoas.

A iniciativa facilitou a vida das munícipes que necessitavam do serviço e tinham de fazê-lo em outras cidades. Antes da instalação do mamógrafo, elas passavam por consulta com médico da UBS (Unidade Básica de Saúde) e eram encaminhadas para serviços de referência estaduais.

 

PREVENÇÃO

Entre os tipos de câncer, o tumor de mama é o mais comum entre as mulheres brasileiras. A principal via de prevenção é a mamografia, uma radiografia das mamas capaz de visualizar pequenas alterações que permitem descobrir o câncer em fase inicial. Além disso, o surgimento de um caroço no seio, seguido ou não de dor, deve chamar a atenção da mulher para a necessidade de buscar orientação médica. A pele da região pode ficar com o aspecto de casca de laranja e podem aparecer ínguas embaixo dos braços. Mas, nem todo caroço é sinal de um câncer de mama. Por isso é fundamental consultar um médico.

A verificação, feita pela própria mulher, apalpando os seios, ajuda no conhecimento do corpo. Porém, não substitui a investigação clínica. Caso a pessoa observe alguma alteração é recomendável procurar imediatamente o serviço de saúde.

Segundo o Ministério da Saúde, a mamografia é indicada uma vez a cada dois anos em mulheres entre 50 e 69 anos. Nos casos de pacientes com casos de câncer de mama na família, o médico pode pedir o exame mais cedo e com maior frequência.

Nove unidades da FUABC conquistam certificados por desafios sustentáveis

Postado por Maíra Oliveira em 29/dez/2021 -

Nove unidades de saúde gerenciadas pela Fundação do ABC conquistaram este ano os certificados de reconhecimento pela participação no Ciclo 2020/2021 dos desafios sustentáveis preconizados pelo Projeto Hospitais Saudáveis (PHS), vinculado à Rede Global de Hospitais Verdes e Saudáveis (RGHVS).

Anualmente, desde 2014, as instituições membros do PHS e da RGHVS são reconhecidas pela participação em todas as etapas e conclusão do envio de indicadores referentes ao ‘Desafio a Saúde pelo Clima’ e do ‘Desafio Resíduos de Serviços de Saúde’. A partir de 2021 também foram reconhecidas as participações nos ‘Desafio Energia’ e no ‘Desafio Compras Sustentáveis’.

Respectivamente, os desafios incentivam o setor de saúde brasileiro a aprimorar práticas de gestão de resíduos de serviços de saúde, com foco na ampliação da reciclagem e segregação; estimulam a redução progressiva de emissões de gases de efeito estufa; intensificam ações de eficiência energética e incremento do uso de energia renovável; e mobilizam organizações de saúde a adotarem políticas de compras sustentáveis alinhadas à defesa da saúde pública, com estímulo ao consumo de produtos e serviços menos lesivos ao meio ambiente.

DESAFIOS

Cumpriram o ‘Desafio Resíduos de Serviços de Saúde’ as unidades da FUABC: AME Mauá; AME Itapevi; Hospital Estadual Mário Covas e Centro Universitário FMABC, ambos em Santo André; Instituto de Infectologia Emílio Ribas II do Guarujá; Hospital Nardini de Mauá; UPA São João e Pronto Atendimento Maria Dirce, em Guarulhos; e o Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário do Estado de São Paulo (CHSP).

Foram certificadas no ‘Desafio a Saúde pelo Clima’ as unidades: AME Mauá, AME Itapevi, Instituto de Infectologia Emílio Ribas II do Guarujá, Hospital Nardini de Mauá e o CHSP. O Nardini também foi reconhecido por cumprir as metas do ‘Desafio Energia’.

FUABC termina 2021 no ranking das maiores organizações do País

Postado por Maíra Oliveira em 28/dez/2021 -

Instituição ocupa posições de destaque em levantamentos nacionais como “Valor 1000”, “Anuário 360°” e “Melhores & Maiores”

 

A Fundação do ABC encerra 2021 no ranking das maiores organizações do País. Divulgada no segundo semestre, edição do ranking “Valor 1000”, do jornal Valor Econômico, listou as 1.000 maiores empresas do País e classificou a Fundação do ABC em 264° lugar. Ao filtrar o ranking por categorias, a instituição do ABC é a 7ª maior do País em sua área de atuação, a de “Serviços Médicos”.

Outra publicação recente é o Anuário 360° da Revista Época Negócios, que reúne as 500 maiores empresas do Brasil. Conforme levantamento do periódico, a FUABC ocupa a 266ª posição no ranking nacional e está em 14º lugar entre as maiores de sua categoria, a “Saúde”.

CRESCIMENTO

Não é de hoje que a Fundação do ABC se destaca em seu segmento. Em 2020, por exemplo, a entidade integrou a edição especial “Melhores & Maiores” da Revista Exame, que reconhece o sucesso das empresas que movimentam os mais importantes setores da economia nacional. Entre as 500 empresas listadas, a Fundação do ABC ocupava a 345ª colocação. Em seu segmento, de “Serviços de Saúde”, foi considerada a 17ª maior empresa do País.

Também em 2020, a FUABC estava em 300° lugar no ranking “Valor 1000” e ocupava a posição de 9ª maior do País na área de “Serviços Médicos” – o que demonstra o grau de avanço da instituição na comparação com o levantamento do Valor Econômico divulgado em 2021.

REFERÊNCIA

A Fundação do ABC foi criada em 1967 pelas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul, com objetivo de implantar uma faculdade de medicina na região do ABC Paulista. Deu certo! Em 1969, surgia a Faculdade de Medicina do ABC – hoje Centro Universitário FMABC, uma referência nacional em ensino, pesquisa, extensão e assistência.

Caracterizada como pessoa jurídica de direito privado, qualificada como Organização Social de Saúde e entidade filantrópica de assistência social, saúde e educação, a Fundação do ABC é declarada instituição de Utilidade Pública nos âmbitos federal e estadual e na cidade-sede de Santo André. Em 2007 foi reconhecida como Entidade Benemérita pelas Câmaras de Vereadores de São Bernardo e São Caetano e, em 2009, pela Câmara de Santo André.

Ao longo dos anos, a FUABC foi se consolidando cada vez mais como parceira estratégica de municípios e do Governo do Estado de São Paulo para a gestão de equipamentos públicos de saúde, primando pela qualidade no atendimento, alta resolutividade e humanização. Com mais de 50 anos de tradição, hoje está presente em unidades de saúde instaladas em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá, Diadema, Guarulhos, Itatiba, Itapevi, Sorocaba, São Paulo (Capital) e Mogi das Cruzes, além de Praia Grande, Santos e Guarujá.

A entidade conta com mais de 26 mil funcionários diretos e orçamento anual de R$ 2,9 bilhões. Responde pela gestão de 18 hospitais e 6 Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs), além do Centro Universitário FMABC e de uma Central de Convênios, que está à frente de dezenas de unidades nas áreas de Atenção Básica, Saúde Mental, Urgência e Emergência, entre outras.

Anualmente, a rede de saúde da Fundação do ABC realiza mais de 5 milhões de consultas e atendimentos, além de 68 mil cirurgias, 83,5 mil internações e 12,6 milhões de exames e procedimentos.

Hospital Municipal de Mogi é referência para rastreamento da nova variante Ômicron

Postado por Maíra Oliveira em 17/dez/2021 -

Principal polo de atendimento da Covid-19 no Alto Tietê, o Hospital Municipal de Mogi das Cruzes agora também é referência para o rastreamento da Ômicron. Pessoas com histórico de deslocamento ou contato com alguém que veio do continente africano, e sintomas do novo coronavírus, devem procurar o Pronto Atendimento 24 horas. O endereço é Rua Guttermann, nº 577, em Braz Cubas.

As amostras dos casos suspeitos são encaminhadas ao Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo, para sequenciamento e identificação da nova cepa. De acordo com o protocolo do Governo do Estado, devem ser coletadas amostras de passageiros e/ou aqueles que apresentarem “Termo de Controle de Saúde do Viajante da ANVISA” com histórico de deslocamento para África do Sul e demais países com transmissão sustentada de Covid-19 pela variante Ômicron, nos últimos 14 dias.

A coleta do material para análise (RT-PCR) deverá ocorrer entre o quinto e sexto dia após o desembarque para detecção precoce de casos. E, seja qual for o resultado, o paciente será orientado pelo isolamento social por 14 dias.

ROTINA

Os mogianos que apresentarem sintomas da Covid-19 sem histórico de deslocamento para o continente africano ou contato com alguém nessa situação podem continuar buscando atendimento nas unidades de referência ou UPAs 24 horas, dentro da rotina.

Todas as unidades de referência realizam uma triagem inicial e classificação de risco pelo enfermeiro, com objetivo de verificar os principais sintomas e sinais como pressão arterial, temperatura e oxigenação. Os principais sintomas do Covid-19 são febre, dor de cabeça, dor no corpo, coriza e falta de ar.

PAI-BS revisa protocolo de medicações para evitar riscos de morte súbita cardíaca

Postado por Maíra Oliveira em 17/dez/2021 -

A equipe do Polo de Atenção Intensiva (PAI) em Saúde Mental da Baixada Santista desenvolveu trabalho que foca na redução do risco de morte súbita cardíaca provocada por medicações em pacientes internados. O projeto foi baseado na análise do “Intervalo QT”, que é a medida feita em um eletrocardiograma (ECG) usado para avaliar algumas das propriedades elétricas do coração.

Dos 193 pacientes analisados, 10,8% apresentavam Intervalo QT superior a 500ms, tendo potencial para apresentarem Torsades de Pointes, uma arritmia potencialmente letal. A unidade, então, implantou um protocolo, um algoritmo e contratou um serviço que lauda os ECGs, fazendo a medição do intervalo QT pelo valor de R$ 8,00 a unidade, o que é muito pouco em se tratando de uma ação preventiva para um risco de morte súbita cardíaca.

Pelo protocolo, na admissão são realizados um ECG e exames laboratoriais e são avaliados os seguintes fatores de ris­co: a) sexo feminino e idade superior a 60 anos; b) condições médicas, tais como: uso de drogas ilícitas há menos de 48 ho­ras, dependência de álcool e tabagismo, hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes, obesidade, histórico de doença cardíaca, renal ou hepática; c) uso de substâncias que aumentem o intervalo QT; d) uso de fármacos que causem hipopotassemia; e) tratamento com medicamentos que podem causar bradicardia; f) histórico familiar de QT longo ou QT longo congênito; e g) car­dioversão recente.

O resultado do trabalho provocou mudanças nas medicações aos pacientes monitorados, bem como a prescrição de fármacos que não produzem alterações do Intervalo QT. Os pacientes, portanto, passaram a ser medicados com maior segurança e menor risco. Valores de QTs iguais ou superiores a 500ms, por exemplo, implicam na suspensão imediata da medicação em uso.

A iniciativa foi inscrita na primeira edição do concurso do Programa Feito pela Gente, da Fundação do ABC, e conquistou a terceira colocação.

Hospital Estadual Mário Covas implanta alta segura com discussão interdisciplinar

Postado por Maíra Oliveira em 17/dez/2021 -

Nos últimos anos as políticas públicas de saúde têm enfrentado desafios por conta das mudanças demográficas da sociedade brasileira. Com a pandemia, esse quadro se agravou. O adoecimento pela Covid-19 somado ao envelhecimento populacional e acometimento das doenças crônicas contribuem para o desafio de zelar e cuidar da saúde da população de forma equânime e sustentável. No contexto do adoecimento e da internação prolongados, os hospitais vivenciam a rotina de gerir leitos com doentes que exigem longa permanência.

Considerando este cenário, as equipes do Hospital Estadual Mário Covas estruturaram uma pesquisa qualitativa e quantitativa para monitorar as altas de 71 pacientes que exigiam maior complexidade de cuidados. O período de observação foi entre janeiro e agosto de 2021. Em geral, os pacientes selecionados para o projeto estavam em programação de alta ou em uso/desmame de dispositivos, como: ostomia, sonda, oxigenioterapia, traqueostomia, fístula ou lesões de pele, além de acamados. O contato para a entrevista deu-se via telefone após 15 dias da data da alta hospitalar. Na ocasião foram fornecidas aos pacientes e cuidadores orientações individualizadas e adequadas às necessidades específicas.

No início do projeto, 20% dos cuidadores ou pacientes afirmavam ter recebido orientações efetivas sobre os cuidados e limitações no pós-alta. Esse índice saltou para 78% após o período de observação. As dúvidas relacionadas à administração das medicações prescritas no ato da alta hospitalar levaram a equipe a elaborar um plano de ação junto ao setor de Farmácia para garantir orientações mais assertivas. A unidade utilizou o índice Net Promoter Score (NPS), metodologia reconhecida internacionalmente, que possibilita realizar uma pesquisa de satisfação dos usuários e obter um “termômetro” da percepção dos usuários perante os serviços ou determinado projeto. No caso do Hospital Mário Covas, a unidade iniciou o trabalho na “Zona Crítica”, com pontuação entre -100 a 0, e migrou para a “Zona de Perfeição”, que oscila entre 76 e 100, mantendo uma média positiva.

A iniciativa foi inscrita na primeira edição do concurso do Programa Feito pela Gente e conquistou a segunda colocação.

Hospital Santa Cecília cria ‘Sala do Adeus’ para despedida humanizada a familiares

Postado por Maíra Oliveira em 17/dez/2021 -

Espaço humanizado oferece conforto e privacidade aos familiares dos pacientes

A primeira colocação no concurso 2021 do Programa Feito Pela Gente, da FUABC, ficou com projeto desenvolvido no Hospital Estadual Metropolitano Santa Cecília. Vocacionada ao atendimento de casos de Covid-19, a unidade precisou adaptar a estrutura e o atendimento às famílias que perderam seus entes queridos durante a pandemia. Com isso, muitas alterações de rotina foram promovidas nas instituições de saúde. Um dos aspectos mais relevantes, que faz parte do dia a dia de profissionais de saúde e familiares, é a convivência inesperada, intensa e contínua com a morte. O fato propiciou às equipes da unidade novas estratégias de humanização e acolhimento, alinhadas à segurança sanitária necessária para que familiares não fossem expostos aos riscos de contaminação pela doença. Desta forma, nasceu o projeto “Sala do Adeus”, um espaço exclusivo para atendimento de familiares que perderam seus pacientes em razão da Covid-19.

A unidade montou dentro do morgue uma saleta isolada com ampla janela de vidro blindado e fechada com persiana, faceando com a “Sala do Adeus”, onde ficam os familiares. Na prática, o acolhimento das famílias para o comunicado do óbito se faz por meio da equipe multiprofissional composta por médico, psicóloga e assistente social. Ao chegarem ao hospital, os familiares são direcionados ao espaço, onde são recebidos pelo médico e informados sobre a causa morte. Em seguida, a psicóloga realiza o acolhimento e oferta escuta e apoio emocional aos familiares. Quando a psicóloga percebe que os familiares estão mais estáveis emocionalmente, a mesma os convida para a despedida ofertando a possibilidade do reconhecimento. Um dos principais diferenciais do serviço foi justamente proporcionar essa íntima e silenciosa despedida aos familiares, uma vez que as visitas presenciais durante a internação estavam suspensas em praticamente todos os serviços destinados ao atendimento de casos de Covid-19.

Os familiares também recebem todas as orientações da equipe de Serviço Social quanto aos trâmites funerários. O trabalho traz o relato, inclusive, de três experiências com familiares de vítimas da doença que marcaram positivamente os profissionais envolvidos no atendimento.