Postado por Maíra Oliveira em 23/jul/2020 -

A coordenadora de ensino do Setor de Reprodução Humana da FMABC, Dra. Fabia Vilarino, e o professor de Psiquiatria, Dr. Sergio Baldassin
Coordenador do Fórum Nacional de Serviços de Apoio ao Estudante de Medicina (FORSA) e professor de Psiquiatria do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Sergio Baldassin participou entre os dias 25 e 27 de junho do 2º Congresso Caipira de Educação Médica, na área de Saúde Mental. O evento é organizado desde o ano passado pela FACERES (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto), no interior de São Paulo, e reúne especialistas na área de Educação em Saúde de todo o Brasil. O evento, gratuito, foi organizado no formato on-line devido à pandemia.
O debate também teve participação da coordenadora de ensino do Setor de Reprodução Humana da FMABC, Dra. Fabia Vilarino, que presidiu a mesa de discussão sobre saúde mental. O professor Baldassin abordou as atividades realizadas pelo FORSA durante a pandemia, do qual é coordenador. Foram promovidas diversas palestras virtuais sobre temas como o futuro da escola médica pós-pandemia, importância do autocuidado emocional e impacto das notícias midiáticas.
O serviço, destinado ao apoio psicológico de estudantes e residentes de Medicina, foi criado em 2015 e nasceu no Congresso Brasileiro de Educação Médica (COBEM), da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM). Atualmente são mais de 300 participantes ativos, com inserção de 100 escolas médicas em 21 estados brasileiros. A maioria são médicos, psicólogos e pesquisadores ligados ao tema.
Postado por Maíra Oliveira em 23/jul/2020 -

Coordenador do Ambulatório de Transtornos da Sexualidade (ABSex) e professor de Psiquiatria da FMABC, Dr. Danilo Baltieri
Médico psiquiatra, coordenador do Ambulatório de Transtornos da Sexualidade do Centro Universitário Saúde ABC (ABSex) e professor de Psiquiatria da FMABC, Dr. Danilo Baltieri participou de ‘live’ com o tema “Pedofilia: punição ou tratamento médico?” com a delegada da Polícia Federal e chefe do grupo de repressão de crimes cibernéticos do Rio de Janeiro, Dra. Paula Mary.
O debate foi mediado pela professora da FMABC, Renata Aranha, e transmitido pelo YouTube em 16 de julho. O objetivo da discussão não foi culpabilizar ou vitimizar o agressor sexual contra crianças, mas propor soluções a este grave problema de saúde pública. “É importante deixar claro que nenhum especialista em agressores sexuais ao redor do mundo é contra a pena de prisão. Somos contra a falta de tratamento médico e psicossocial do transtorno pedofílico fora e dentro dos presídios. De cada 100 molestadores de crianças que estão presos, cerca de 20 podem ter diagnóstico de transtorno pedofílico, cujo tratamento é capaz de minimizar sintomas altamente perturbadores”, observou o professor. Segundo o especialista, que se dedica ao tema há 21 anos, para cada portador do transtorno pedofílico tratado voluntariamente há redução de cerca de uma a três crianças sexualmente abusadas ou exploradas.
Parceira do ABSex, a delegada Dra. Paula Mary considera que, para fortalecer a prevenção contra este tipo de atividade criminosa, é necessário incentivar um debate multidisciplinar envolvendo as áreas de Psiquiatria, Psicologia e Direito. “Precisamos fomentar estudos sobre o assunto e lançar luz ao debate. Boa parte dos estudantes de Medicina, Direito e Psicologia nunca ouviram falar de uma abordagem multidisciplinar sobre o tema. Estamos lidando com o mesmo problema, porém, sob ângulos diferentes. E nenhuma medida isoladamente é eficaz para que as crianças deixem de ser abusadas”, disse a delegada.
A nova parceria do ABSex com integrantes das forças policiais visa a qualificar o debate sobre o tema e especializar, cada vez mais, a abordagem dos tratamentos de transtornos pedofílicos no Brasil.
ABSEX
O Ambulatório de Transtornos da Sexualidade da FMABC funciona desde 2003 no campus universitário e completou 17 anos em atividade neste 2020. Vinculado à disciplina de Psiquiatria e Psicologia Médica, atende gratuitamente casos de transtorno da preferência sexual (pedofilia, sadomasoquismo e exibicionismo), disfunções sexuais (impotência, ejaculação precoce, falta de desejo ou orgasmo e dor sexual) e transtornos de identidade (travestismo de duplo papel). O tratamento é psiquiátrico – com utilização de psicoterapia –, psicoeducacional e à base de medicações. Também há terapia em grupo para orientação e educação sexual.
Postado por Maíra Oliveira em 23/jul/2020 -

Laboratório acumula mais de 45 mil exames realizados no SUS
O Centro Universitário Saúde ABC – Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) acaba de ampliar seu raio de ação, com objetivo de fortalecer ainda mais a rede de combate ao novo coronavírus. Referência no atendimento aos pacientes do setor público, com mais de 45.000 exames realizados via Sistema Único de Saúde (SUS), a entidade passou a atender no Ambulatório de Especialidades, em Santo André, pacientes e empresas particulares, interessadas na realização de testes de Covid-19.
De acordo com a equipe responsável pelo novo serviço, os valores cobrados são os menores de todo o País e a unidade conta com painel completo – ou seja, com todos os exames para detecção da Covid-19. Estão disponíveis: PCR, ELISA IgA; ELISA IgG; e Teste Rápido IgM/IgG. No dia da coleta é realizada breve triagem, quando o profissional de saúde responsável informa qual o teste mais indicado para o perfil. Nesse mesmo dia, o paciente já recebe login e senha para acessar o resultado, que fica disponível em no máximo 48 horas.
Os materiais coletados são encaminhados para o Laboratório de Análises Clínicas do Centro Universitário Saúde ABC – FMABC, que também funciona no campus de Santo André e, desde abril, está credenciado pelo Instituto Adolfo Lutz para realização de exames de Covid-19. Desde o início da pandemia, a unidade já realizou mais de 45.000 exames no SUS a partir de parcerias com diversas cidades, entre as quais São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Santo André, Ribeirão Pires, Mauá, Cajamar, Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato e Mairiporã.
A realização de exames para a rede particular na FMABC teve início no final de junho. Somente nos primeiros 20 dias foram cerca de 400 testes. Para mais informações e agendamento, basta entrar em contato pelo e-mail agendamento@fmabc.br.
REDE PARTICULAR | TIPOS DE EXAMES NA FMABC:
PCR | VALOR: R$ 152,00.
– Necessário pedido médico.
– O exame detecta a presença do vírus no organismo.
– Amostra coletada: raspado de nasofaringe.
– Resultado: 48 horas.
ELISA IGA – VALOR R$ 90,00
– Não há necessidade de pedido médico.
– Verifica a resposta imunológica do organismo em relação ao vírus.
– Indicado para pacientes que apresentaram sintomas nos últimos 6 dias ou que tiveram contato com alguém infectado nesse mesmo período.
– Amostra coletada: sangue.
– Resultado: 48 horas.
ELISA IGG – VALOR R$ 90,00
– Não há necessidade de pedido médico.
– Verifica a resposta imunológica do organismo em relação ao vírus.
– Necessário ter diagnóstico confirmado com PCR anteriormente.
– Amostra coletada: sangue.
– Resultado: 48 horas.
TESTE RÁPIDO IGM/IGG – VALOR R$ 185,00
– Não há necessidade de pedido médico.
– Verifica a resposta imunológica do organismo em relação ao vírus.
– Não é necessário apresentar sintomas. Serão colhidas informações gerais na hora do exame.
– Vantagem: obtenção de resultados rápidos para decisão de condutas.
– Amostra coletada: sangue.
– Resultado: 24 horas.
Postado por Maíra Oliveira em 23/jul/2020 -

Professor da disciplina de Cirurgia Plástica da FMABC, Dr. Sidney Zanasi, orienta sobre prevenção
A pandemia causada pelo novo coronavírus e o isolamento social colocaram em evidência um tema secundário à Covid-19, mas que passou a ser cada vez mais frequente nos domicílios: os acidentes por queimaduras. Um dos públicos mais afetados é o infantil. Sem atividades presenciais nas escolas, as crianças passam mais tempo em casa, onde há maior quantidade de álcool para prevenção da doença. Essa junção de fatores, somada ao armazenamento inadequado, falta de supervisão e desconhecimento das medidas preventivas, tem aumentado sobremaneira os acidentes domésticos por queimaduras.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ), desde o início da pandemia os centros de tratamento de queimados do Brasil atualizam uma lista, gerenciada pela própria SBQ, com a quantidade de internados por acidentes com queimaduras causados pelo uso de álcool 70%. Até 30 de junho foram contabilizados 387 casos graves no País, ascendendo o alerta para se manter, com ainda mais força, as campanhas de prevenção para os riscos de acidentes com fogo, álcool e demais agentes de queimaduras.
“Desde 2002, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda do álcool 70% líquido para o público em geral, uma vez que o álcool nesta forma é altamente inflamável e se espalha com maior facilidade em qualquer superfície, estando diretamente envolvido com numerosos casos de queimadura, principalmente nas crianças. No entanto, com o início da pandemia de Covid-19, a própria Anvisa, em março deste ano, revogou a medida e liberou temporariamente a comercialização do produto”, informa o professor da disciplina de Cirurgia Plástica do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dr. Sidney Zanasi.
De acordo com o especialista, essa mudança de política, somada aos novos hábitos da população durante a pandemia, tem ocasionado aumento de casos de queimados nos hospitais pelo uso do álcool. “As pessoas têm aplicado o álcool sem orientação adequada. Usam em casa, para higienizar objetos, passam no corpo todo e se aproximam de chamas na cozinha, por exemplo. Em outras situações, usam o álcool gel para higiene das mãos e, em seguida, acendem um cigarro”, exemplifica Dr. Sidney Zanasi, que alerta: “Muitas vezes, os adultos em regime de trabalho a distância – o home office – ficam impossibilitados de cuidar dos menores com rigorosa atenção ou até mesmo delegam isso a outra criança um pouco mais velha, facilitando, assim, os acidentes domésticos ligados ao álcool 70%. Portanto, nesse período de quarentena e de maior utilização de produtos à base de álcool, temos que redobrar atenção em relação às crianças, especialmente no ambiente doméstico”.
PERIGO EM CASA
Estima-se que 70% dos acidentes com queimaduras acontecem em casa. Deles, 40% acometem as crianças. A recomendação dos médicos é que, em casa, o álcool seja substituído por água e sabão para higienizar as mãos, e a água sanitária para limpar objetos. A Anvisa publicou nota técnica (nº 26/2020) recomendando os produtos saneantes que podem substituir o álcool 70% na desinfecção das superfícies, entre os quais o hipoclorito de sódio 0,5% e desinfetantes de uso geral com ação virucida.
A SBQ orienta que, no caso de acidente, a primeira medida é colocar a área queimada sob água corrente de temperatura ambiente. Para se deslocar até o hospital, deve-se cobrir a ferida com um pano limpo e úmido. É importante não colocar nenhum produto na lesão até que um médico possa avaliar.
Postado por Maíra Oliveira em 23/jul/2020 -

Dr. Paulo Henrique Pires de Aguiar
A Academia Brasileira de Neurocirurgia (ABNc) organizou entre os dias 16 e 18 de julho o “3º Web Simpósio Internacional sobre Novas Tendências em Epilepsia”, cujo presidente foi o pesquisador do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dr. Paulo Henrique Pires de Aguiar.
Com toda a programação on-line em função da pandemia do novo coronavírus, o evento reuniu 14 palestrantes internacionais das mais diversas partes do mundo, como Alemanha, Canadá, Estados Unidos, Chile, Colômbia e Reino Unido. Pelo Brasil, foram destacados 29 experts em suas áreas, incluindo o professor de Psiquiatria e Psicologia Médica da FMABC, Dr. Gilberto D’Elia, que falou sobre “Alterações psiquiátricas em epilepsia”.
Destinado a médicos residentes, estudantes de Medicina, neurocirurgiões e demais profissionais da área, o evento contou com dezenas de apresentações com temas ligados aos tratamentos cirúrgicos, neurogenética, terapias disponíveis, discussão de casos e novas perspectivas para o tratamento da epilepsia.
A edição 2020 do Simpósio Internacional da ABNc teve como convidados homenageados os doutores Carlos Tadeu Parisi de Oliveira, Raul Marino Junior e Alessandra Moura Lima.
Postado por Eduardo Nascimento em 17/jul/2020 -

Catracas da recepção foram desabilitadas para evitar manuseio
O trabalho presencial dos funcionários da sede administrativa da Fundação do ABC, em Santo André, começou a ser retomado, gradativamente, em 13 de julho. Após instauração do regime de home office para todos os colaboradores, em março, em função da pandemia de Covid-19, a Presidência da entidade autorizou no início do mês o retorno gradual das atividades presenciais, mediante cumprimento de diversos protocolos de higiene e prevenção previamente divulgados. A medida leva em consideração a classificação do município sede, Santo André, no Plano São Paulo do Governo do Estado, onde atualmente encontra-se na fase amarela.
Com base no Decreto Estadual nº 64.994, de 28 de maio de 2020, a FUABC adaptou o esquema de trabalho com objetivo de oferecer maior segurança aos colaboradores. Inicialmente, 40% dos funcionários de cada departamento trabalham forma presencial e o restante permanece em atividade remota, até divulgação de nova portaria. A escala de rodízio é definida pelos gestores das áreas.
As estratégias de retomada gradual das atividades presenciais estão sendo planejadas pelo Departamento de Recursos Humanos, com apoio do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT). Para orientação geral dos funcionários da Mantenedora, foram organizados treinamentos on-line divididos em três turmas e ministrados pela equipe do SESMT por meio da plataforma Google Meet. O tema dos encontros foi “Diretrizes de segurança frente à Covid-19 no ambiente de trabalho”, com confirmação de presença virtual obrigatória.
Paralelamente, foi providenciada a distribuição de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos colaboradores, como frascos de bolso de álcool gel 70% e recipientes maiores para todas as salas, além da entrega de uma caixa com 50 máscaras faciais de proteção para cada funcionário, que devem ser descartadas a cada quatro horas de uso. Nas áreas coletivas, como recepção, banheiros e corredores, há novos dispositivos para higienização.
Entre as orientações obrigatórias estão: respeitar o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre os postos de trabalho; uso de máscara facial para funcionários e fornecedores; manter ventilação natural nos departamentos; e respeitar a capacidade de até duas pessoas no elevador. Outras áreas também passaram a funcionar com restrição de circulação de pessoas, como salas de reuniões, refeitório e copas.
Todas as orientações de prevenção estão reunidas em materiais divulgados aos colaboradores, como o “Manual – Guia Rápido Covid-19”, o “Manual de Encaminhamento do Funcionário com Suspeita de COVID-19”, e o gibi “Combate à Covid-19: Todos pela Saúde de Todos”, da editora Qualidade em Quadrinhos.
GRUPOS DE RISCO
De acordo com decreto da Presidência da FUABC, foi orientada a manutenção da atividade de home office para colaboradores com idade superior a 60 anos, gestantes, portadores de doenças crônicas, pacientes imunossuprimidos, bem como para aqueles que não tenham quem cuide de seus dependentes incapazes.
Postado por Maíra Oliveira em 16/jul/2020 -

Tadeu (ao centro, embaixo), com os pais, a irmã (acima, à direita), além de esposa e filho
A surpreendente recuperação de um paciente atendido no Hospital Ipiranga (Av. Nazaré, 22, bairro Ipiranga – São Paulo/SP) provocou reações emocionadas da família após longo período de internação. Tadeu Henrique Dicheman, 35 anos, que não pertencia a grupos de risco e tampouco apresentava comorbidades, passou três semanas internado, boa parte na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Desde abril, a Fundação do ABC, em contrato emergencial firmado com o Governo do Estado, gerencia no local um Centro de Triagem, 10 leitos de UTI e 30 de enfermaria.
O paciente foi internado em 24 de abril, logo que deu entrada no pronto-socorro com falta de ar. O contato com a família, mesmo internado, deu-se logo no dia seguinte. “Recebemos uma chamada de vídeo dele pelo celular de algum funcionário da equipe do hospital. Foi um gesto simples, mas que representou uma empatia e uma humanidade admirável”, disse a irmã e enfermeira, Luciana Dicheman. No mesmo dia, porém, o quadro clínico de Tadeu se agravou e as condições respiratórias foram seriamente comprometidas. No dia seguinte, a equipe decidiu entubá-lo e iniciar o suporte ventilatório. De um dia para o outro, a transferência para um leito de UTI tornou-se urgente. “Soubemos que a Fundação do ABC iria assumir os leitos de terapia intensiva do hospital no dia seguinte e torcíamos para que ele fosse transferido para lá”, conta a irmã.
Segundo os médicos, em dois dias, numa escala de 0 a 10, a gravidade do quadro de saúde saltou para 10. O paciente estava no limite para iniciar sessões de hemodiálise – processo de limpeza e filtragem do sangue –, pois as funções renais também haviam sido comprometidas. Tadeu foi o primeiro paciente transferido para a UTI gerida pela FUABC. A ampla estrutura para monitoramento intensivo dos pacientes trouxe certa esperança à família. O envolvimento da equipe assistencial, profissional e psicologicamente, também foi determinante para manter a confiança na recuperação.
As notícias dos primeiros sinais de reação começaram a chegar apenas a partir de 3 de maio. Três dias depois, Tadeu acordou da sedação e logo foi extubado. A febre cessou e as condições renais e respiratórias apresentavam melhora gradativa diariamente. “Neste período pude conversar com pessoas muito preparadas que conseguiam nos acolher mesmo à distância. Registrei o elogio à equipe na Ouvidoria da unidade, pois gostaria que eles soubessem o quanto foram importantes para minha família e para mim. Por ser enfermeira, toda vez que eu conversava com eles queria ter acesso aos detalhes técnicos. E sempre me mantiveram informada. A cada notícia ruim, sentia o pesar deles junto comigo. E, nos momentos de alívio e fé, também senti a felicidade da equipe com o sucesso da recuperação. Todos foram guiados por Deus e sempre estarão nas nossas orações para que consigam permanecer nesta luta e fazer a diferença para outros pacientes, como fizeram para o meu irmão”, resume Luciana, emocionada.
Vinte quilos mais magro e fora de risco, Tadeu recebeu alta do Hospital Ipiranga dia 15 de maio. Reaprendendo a andar e aos poucos retomando sua rotina de alimentação, o agora ex-paciente do hospital segue sua gradativa recuperação em casa, ao lado da família, no bairro da Penha, em São Paulo.
Gestora da FUABC para o contrato com o Hospital Ipiranga, Vanessa Crispim agradece o empenho das equipes na assistência médico-hospitalar da unidade. “Parabéns a todo time de profissionais da Fundação do ABC que não tem medido esforços no combate à pandemia. Todos os elos da corrente têm sua importância, desde a seleção e contratação das equipes até o cuidado com as mãos e o coração de cada profissional com cada paciente. Desejamos muita disposição a todos e agradecemos imensamente o carinho desta família. Saibam que este é o nosso combustível, nosso alimento e o que nos fortalece a cada dia”, considera.
CONTRATO
O contrato emergencial firmado entre a Fundação do ABC e o Governo do Estado no Hospital Ipiranga teve início em 27 de abril e tem duração de seis meses. Todos os serviços são direcionados ao enfrentamento da pandemia de Covid-19. O orçamento mensal é de aproximadamente R$ 1 milhão. A FUABC está à frente de 10 leitos de Terapia Intensiva e 30 leitos de internação em enfermaria, além da gestão do Centro de Triagem, com equipes multidisciplinares de plantonistas e diaristas para o funcionamento ininterrupto e atendimento exclusivo a pacientes diagnosticados com Covid-19.
O objetivo da FUABC é dar continuidade à melhoria da assistência médico-hospitalar prestada à população que depende do Sistema Único de Saúde (SUS), considerando a necessidade de assegurar atendimento adequado aos pacientes com Covid-19 que demandem cuidados de terapia intensiva, retaguarda de enfermaria e triagem médica, assim como a garantia de acolhimento humanizado, proporcionando atenção qualificada e eficiente.
Postado por Maíra Oliveira em 16/jul/2020 -

Visitas virtuais e telemonitoramento fazem parte da rotina do serviço voluntário das alunas
Alunas do 4º ano do curso de Enfermagem do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, têm participado desde março de diversas ações voluntárias em serviços públicos de saúde para auxiliar no combate à pandemia de Covid-19. Entre as iniciativas estão o acompanhamento da saúde de idosos, visitas virtuais a pacientes graves e telemonitoramento da condição clínica. Ao todo, 19 alunas do curso participam ativamente dos serviços voluntários.
Uma delas é Giulia Rabello. A estudante faz parte de uma atividade do Ambulatório de Gerontologia da FMABC, junto à Liga Multidisciplinar de Saúde do Idoso (LAMSI), da qual é membro da diretoria atual no cargo de tesoureira. A equipe mantém, agora de forma on-line, um Grupo de Cuidadores. Todas as quintas-feiras, às 16h, é realizada uma reunião virtual com as integrantes da LAMSI, equipe multiprofissional e cuidadores. Para proporcionar atendimento integral e individualizado, semanalmente a equipe se reúne para discutir os casos e compartilhar informações. É feita anamnese (entrevista realizada pelo profissional de saúde com o paciente), aplicação da escala de Zarit – que avalia a sobrecarga dos cuidadores – e, a partir daí, é mantido um acompanhamento semanal. “O objetivo é manter o cuidado com aquele que cuida. Está sendo uma experiência muito boa e com muito retorno positivo”, avalia a aluna.
Já Kyara Brito Paterna e Larissa Fávaro de Carvalho, também graduandas do 4º ano em Enfermagem, participam de dois programas voluntários simultaneamente. Um deles é o serviço de telemonitoramento da Secretaria de Saúde de Santo André, em funcionamento desde abril. São realizadas ligações para os pacientes que passaram por alguma consulta em uma das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) da cidade e para as pessoas que tiveram contato com pacientes que testaram positivo para o novo coronavírus. Durante as ligações são rastreados os sintomas clínicos dos pacientes e feita uma avaliação de saúde mental. “É uma forma de estarmos próximos dos pacientes e mantê-los sob monitoramento. Mesmo à distância está sendo uma experiência muito gratificante. Ainda que de longe, me sinto mais próxima dessas pessoas e capaz de fazer algo por elas”, disse Kyara.
O monitoramento vai além dos sintomas clínicos. A humanização, a empatia e a preocupação com o próximo balizam todas as iniciativas. As ligações, feitas inicialmente para verificação da condição de saúde, acabam construindo vínculos afetivos, de respeito e confiança. “Pacientes da terceira idade gostam muito de conversar e, muitas vezes, estendem a ligação para conversas rotineiras. Nesses momentos me sinto como alguém conhecida para essas pessoas, pois elas relatam suas angústias, medos e vitórias. Por fim, sinto suas dores e também vibro nos bons momentos”, resume a aluna.
SÃO PAULO
O segundo projeto integrado pelas duas alunas é realizado desde junho em um grande hospital público de São Paulo. São intermediadas visitas virtuais de familiares a pacientes internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), mediante prévio contato feito pela equipe de assistência social. A ligação é feita pelo WhatsApp via tablet. “Em uma ocasião, o paciente estava entubado e sedado e, assim que ouviu a voz dos familiares, mexeu a pálpebra e os membros superiores, demonstrando que mesmo sob medicações e sedativos não houve interferência nesta relação de contato. O que nos leva a refletir, enquanto profissionais de Saúde, sobre a forma que nos portamos frente a um paciente que está ‘inconsciente’ e sedado. No final de tudo, o maior sentimento é a gratidão e a sensação de dever cumprido. A alegria e emoção que a família transmite para o paciente e para nós, voluntárias, faz todo esse esforço e trabalho valerem a pena”, conclui Larissa.
Além das três estudantes mencionadas, outras 15 integram os serviços voluntários em iniciativas diversas promovidas na rede pública de saúde do Grande ABC e da Capital. São elas: Ana Beatriz Rodrigues Lima, Brenda Balieiro, Cheini Francis Mendes Shoshima, Erica Beatriz Topolski, Fabiane Letícia de Freitas, Giovanna Mezadri Leme, Jullia Kovacs Lima, Keyla Santomero Damim, Laís Camargo Gustavo, Laiza Lopes da Silva, Mariana de Araújo Oliveira, Nataly Souza Barboza, Tainara Viana da Silva, Thayná Gonçalez Gebara e Viviane Alves de Carvalho.
Postado por Eduardo Nascimento em 15/jul/2020 -

Situações mais comuns identificadas na avaliação inicial dos pacientes são o estresse, a ansiedade e a depressão
Em parceria com a plataforma OrienteMe, a Fundação do ABC passou a disponibilizar no final de junho atendimento psicológico gratuito a todos os seus 25 mil colaboradores – boa parte na linha de frente do combate à pandemia do novo coronavírus. Em menos de um mês, o projeto registra 196 funcionários atendidos. Ao todo foram cerca de 100 sessões de terapia on-line e mais de 9 mil mensagens trocadas com os psicólogos. O trabalho se estenderá até outubro e a meta é atingir pelo menos 1.000 vidas.
O projeto é desenvolvido pelo Programa Qualidade de Vida do Departamento de Recursos Humanos da FUABC e pelo setor de RH do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). O objetivo é trabalhar o bem-estar e a saúde mental dos funcionários, por meio da assistência psicológica gratuita, uma vez que a categoria atua diretamente no combate à Covid-19 e está mais suscetível a desenvolver sintomas como tristeza, angústia e ansiedade.
Dos quase 200 profissionais já atendidos no ‘APP’ da OrienteMe, 27% trabalham na Central de Convênios, a maior unidade da FUABC. Em seguida vem a FMABC e o Hospital Estadual Mário Covas, com 18% cada, e o Complexo Hospitalar Municipal de São Bernardo, com 15%. Os complexos de São Caetano e de Mauá representam 6% cada.
As situações mais comuns identificadas na avaliação inicial dos pacientes são o estresse, a ansiedade e a depressão. Em relação aos temas dos atendimentos, a ansiedade é a queixa mais frequente. Contudo, outras situações também são bastante mencionadas, entre as quais o estresse, a autoestima, o trabalho, o autoconhecimento, as fobias e os medos.
Todas as informações estatísticas não estão ligadas diretamente aos nomes dos pacientes, o que garante o anonimato na análise dos dados. Sobre o perfil dos usuários, 81% são mulheres, 18% homens e 1% outros. Do total, 46% já haviam feito terapia e a maioria, 54%, nunca havia feito, o que demonstra a importância da abertura desse tipo de oportunidade na FUABC, especialmente nesse período de pandemia.
ATENDIMENTO ON-LINE
O sistema permite o envio de mensagens de texto, áudio, imagem e vídeo e o profissional de Psicologia, devidamente licenciado e treinado, responde as demandas de segunda a sexta-feira. Além da terapia por mensagens, também é possível agendar horários para sessões de videochamadas diretamente na agenda do psicólogo.
Para ter acesso ao serviço basta fazer download do aplicativo OrienteMe, disponível nos sistemas Android e iOS, ou acessar o site da OrienteMe. É preciso preencher um pequeno formulário de perfil com o número de CPF para que o serviço se conecte com o psicólogo mais compatível à necessidade do colaborador. Após este processo, a sala virtual será aberta e o funcionário poderá se comunicar de onde estiver com o terapeuta, sem precisar se deslocar.
Para proporcionar mais segurança e conforto aos colaboradores, as salas de atendimento possuem criptografia de ponta a ponta. Se o funcionário desejar, é possível usar apenas um apelido para se identificar. Os aplicativos podem ser baixados pelas lojas virtuais dos sistemas Android e iOS. Mais informações pelo site www.orienteme.com.br.
O trabalho desenvolvido pela plataforma OrienteMe é patrocinado pela Vale, mineradora multinacional brasileira, e integra o programa “Desafio Covid-19”.
Postado por Maíra Oliveira em 10/jul/2020 -

Professor de biologia e doenças infecciosas da FMABC, Dr. Gabriel Zorello Laporta, durante trabalho de campo na Mata Atlântica
Professor de biologia e doenças infecciosas do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, Gabriel Zorello Laporta é um dos autores do artigo “How deforestation helps deadly viruses jump from animals to humans” ou “Como o desmatamento ajuda vírus mortais a saltar de animais para humanos”, publicado no site americano “The Conversation”. Desde 2011 o portal já divulgou cerca de 9 mil artigos e mantém relação acadêmica com pesquisadores de cerca de 625 universidades americanas. O estudo é assinado junto a professora do Departamento de Epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP), Maria Anice Mureb Sallum, além da professora do curso de Medicina da Universidade da Flórida, Amy Y. Vittor.
A pandemia do novo coronavírus, suspeita de se originar em morcegos e pangolins, jogou luz às contaminações por vírus que saltam da vida selvagem para os seres humanos. O assunto que trata da relação entre desmatamento e doenças zoonóticas — transmitidas de animais para seres humanos — não é considerado novo, mas tem se repetido como padrão cada vez mais recorrente ao longo dos anos.
Segundo o estudo, essas transmissões geralmente ocorrem nas margens das florestas tropicais do mundo, onde o desmatamento está cada vez mais colocando as pessoas em contato com os habitats naturais dos animais. Febre amarela, malária, encefalite equina venezuelana e ebola são algumas das doenças que se espalharam de uma espécie para outra nas margens das florestas. “Como a floresta é degradada aos poucos, os animais que ainda vivem em fragmentos isolados da vegetação natural lutam para existir. Quando os assentamentos humanos invadem essas florestas, o contato do humano com a vida selvagem pode aumentar e novos animais oportunistas também podem migrar”, diz parte do artigo.
Para o docente da FMABC, sob perspectiva global, há a probabilidade de que o surgimento destas doenças tenha aumentado na última década. “São vários os fatores contribuintes para isso. Podemos destacar o crescimento populacional e o consumo de comodities provenientes de desmatamento em florestas tropicais como potenciais causas determinantes. De um lado, temos a projeção de estabilização do tamanho da população humana para as próximas décadas. Por outro, estamos vendo o compromisso de alguns países, por exemplo daqueles pertencentes à União Europeia, em deixar de comercializar produtos oriundos de desmatamento. De todo modo, precisaremos de ações concretas e urgentes para a prevenção de novas epidemias e para permitir a persistência humana no planeta”, completa o pesquisador.
O artigo pode ser acessado na íntegra pelo link https://theconversation.com/how-deforestation-helps-deadly-viruses-jump-from-animals-to-humans-139645.