‘Dezembro Laranja’ alerta para a prevenção do câncer de pele

Postado por Maíra Oliveira em 21/dez/2020 -

Doença representa 27% de todos os tumores malignos no Brasil, sendo o câncer de maior incidência na população

 

Segundo dados do INCA, todos os anos surgem mais de 185 mil novos casos de câncer da pele no País

A campanha ‘Dezembro Laranja’ já está a todo vapor. Coordenada pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), tem como foco a divulgação de informações sobre o câncer de pele e a orientação à população sobre como prevenir a doença, que representa 27% de todos os tumores malignos no Brasil, de acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA). Neste ano, em função da pandemia de Covid-19, não haverá o tradicional mutirão de atendimento gratuito do câncer de pele, que ocorre há 21 anos em todo o País. Contudo, os trabalhos seguem forte, 100% on-line, com temática enfatizando que a conscientização deve começar na infância. Por isso, crianças e adolescentes estão entre os porta-vozes, abordando o assunto de forma didática e descomplicada, reforçando a importância de não subestimar a doença e de levar em consideração medidas de fotoproteção desde a infância.

Fruto do efeito cumulativo da radiação solar ao longo dos anos, o câncer da pele é provocado pelo crescimento anormal das células que compõem a pele. Geralmente se manifesta na população acima de 50 anos e a maioria dos casos é curável, desde que identificada em fase inicial. “É importante que as pessoas se conscientizem da necessidade da prevenção e passem periodicamente por avaliação dermatológica. Cerca de 90% dos casos de câncer de pele identificados em fase inicial são curáveis. O importante é buscar o diagnóstico precoce, para proporcionar um melhor prognóstico”, explica a professora de Dermatologia do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dra. Cristina Laczynski.

Conforme detalhado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, existem diferentes tipos de câncer da pele, que podem se manifestar de formas distintas. Os mais comuns são o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelu­lar – chamados de cânceres não melanoma –, que apresentam altos índices de cura quando diagnosticados e tratados precocemente. Um terceiro tipo, o melanoma, apesar de não ser o câncer de pele mais incidente, é o mais agressivo e potencialmente letal.

FATORES DE RISCO

Segundo dados do INCA, todos os anos surgem mais de 185 mil novos casos de câncer da pele – o tumor de maior incidência no País. As principais características de risco são a presença de sardas, antecedentes na família, ferimentos que não cicatrizam com facilidade, pintas, sinais e verrugas que mudam de tamanho e cor, assim como lesões avermelhadas.

O horário que apresenta risco mais acentuado de exposição ao sol e que deve ser evitado é entre 10h e 16h, quando há maior incidência de raios ultravioletas. “O filtro solar com mínimo de 30 FPS (fator de proteção solar) ainda é um dos principais meios de proteção e deve ser passado a cada duas horas ou após longos períodos de imersão na água. O uso de chapéus de abas largas, de óculos de sol com proteção UV e de roupas que cubram boa parte do corpo, diminuindo a exposição direta da pele ao sol, também é recomendado”, aconselha a dermatologista da FMABC, Dra. Cristina Laczynski.

Em ação social, OftalmoABC atende 47 crianças e adolescentes e viabiliza doação de óculos

Postado por Maíra Oliveira em 18/dez/2020 -

Pacientes foram atendidos no campus universitário, em Santo André, e receberam óculos novos em parceria com a Ótica Chilli Beans

 

Pacientes foram atendidos por médicos residentes e passaram por exames de refração ocular

A disciplina de Oftalmologia do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) organizou nesta semana uma ação social destinada a crianças e adolescentes, entre 7 a 15 anos, atendidas pelo Grupo Assistencial Irmão Romano, localizado na Vila Assunção, em Santo André. Foram disponibilizadas 80 vagas previamente e 47 atendimentos efetivados. Após a consulta médica com exame de refração ocular, 18 jovens que tiveram algum tipo de deficiência visual identificada receberam novos óculos gratuitamente.

Batizada “Natal da OftalmoABC”, a atividade em 15 de dezembro teve parceria da Ótica Chilli Beans, unidade do Plaza Sul Shopping, em São Paulo, que compareceu à ação e disponibilizou a doação de até 50 óculos às crianças e adolescentes assistidas pela entidade. Os atendimentos ocorreram no Prédio Anexo 3 do campus universitário, em Santo André, com participação de cerca de 40 médicos residentes da disciplina, que atenderam aos pacientes sob supervisão de docentes. “Há três anos comemoramos o Natal com ações sociais. Apesar das limitações impostas pela pandemia, conseguimos manter nosso calendário e ajudar quem talvez não tenha condições de pagar por uma consulta ou comprar óculos. Nossa expectativa é não apenas manter tais iniciativas, como ampliá-las para sempre beneficiar o maior número possível de pacientes”, disse o chefe da disciplina Oftalmologia da FMABC, Dr. Vagner Loduca Lima.

FUNCIONÁRIOS

Além da terceira edição do Natal da OftalmoABC, outra ação organizada pela disciplina beneficiou mais de 100 funcionários do campus, da FMABC e da Fundação do ABC, que passaram por consulta médica completa, com encaminhamento para exames e análise de especialistas.

O agendamento foi feito on-line e divulgado previamente aos colaboradores. Promovidos pelo Programa Qualidade de Vida da FUABC em parceria com a FMABC, os atendimentos ocorreram no campus universitário entre os dias 7 e 18 de dezembro. “Era um desejo antigo atender aos colaboradores da FMABC e da FUABC em uma ação específica. Muitos possuem convênios médicos das empresas, mas às vezes enfrentam burocracias para marcações e agendamentos. Possuímos estrutura própria, com profissionais renomados e de referência nacional. Aqui, o atendimento é completo. Esperamos institucionalizar a ideia para os próximos anos e cada vez mais expandi-la”, finaliza Loduca.

Executivos das áreas Jurídica e Financeira da FUABC integram anuário das ‘Maiores Empresas do Brasil’

Postado por Maíra Oliveira em 17/dez/2020 -

Sandro Tavares e Paula Branco representam a Fundação do ABC entre os mais admirados do anuário ‘Análise Executivos Jurídicos e Financeiros’, da Análise Editorial

 

Destaques do anuário 2020 da Análise Editorial, os executivos Sandro Tavares e Paula de Oliveira Branco

A Fundação do ABC está muito bem representada no “Anuário Análise 2020: Executivos Jurídicos e Financeiros das Maiores Empresas do Brasil”. Sandro Tavares, gerente do Departamento Jurídico, e Paula Fernanda de Oliveira Branco, gerente do Departamento Financeiro, integram as páginas da publicação, que neste ano atingiu sua 13ª edição.

Segundo a revista, o espaço apresenta quem são os responsáveis por essas áreas que, “na sua maioria, são profissionais reservados e pouco conhecidos, mas que gesticulam das mais simples decisões até fusões de empresas”. O perfil traçado inclui informações referentes à formação dos profissionais e outras relativas à estrutura dos departamentos que dirigem.

Com 340 páginas e 17 mil exemplares de tiragem, o Anuário reúne os perfis dos executivos jurídicos e financeiros das maiores empresas do Brasil. O levantamento de dados é feito por equipe de pesquisadores, responsável pela coleta de informações, checagem e análise de perfis. O anuário traz também os rankings dos líderes jurídicos e financeiros mais admirados do Brasil, de acordo com seus próprios pares. No caso dos jurídicos é o sexto ano consecutivo da pesquisa. Entre os financeiros, o quarto. Como novidade, a edição 2020 apresenta a lista dos mais admirados em compliance.

A versão impressa da 13ª edição do anuário Análise Executivos Jurídicos e Financeiros, da Análise Editorial, é distribuída entre tomadores de decisão e formadores de opinião de todo o Brasil.

AME Santo André realiza SIPAT com programação virtual

Postado por Eduardo Nascimento em 17/dez/2020 -

CIPA organiza evento anual de prevenção de acidentes com atividades adaptadas ao ‘novo normal’ da pandemia

 

Equipe reunida na apresentação sobre higienização das mãos

Entre os dias 23 e 27 de novembro aconteceu a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho (SIPAT), evento organizado no AME Santo André pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e com o auxílio do Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).  Neste ano a agenda do evento sofreu adaptações devido ao distanciamento social.

Além da criação de um mural de reflexões dos funcionários sobre as mudanças causadas pela pandemia, todas as apresentações foram feitas de forma virtual, com vídeos como material de apoio. Aqueles que não puderam acessar as apresentações em seus computadores tiveram a oportunidade de acompanhar o evento no local, respeitando o distanciamento social e demais medidas sanitárias.

Apresentação pessoal no ambiente de trabalho, o uso correto de EPI’s (equipamentos de proteção individual), higiene do sono e meditação foram alguns dos temas abordados.  Durante o período do evento, foi distribuído álcool em gel a todos os funcionários, além de máscaras reutilizáveis.

A Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho é uma das atividades anuais obrigatórias da CIPA, que é regida pela Norma Regulamentadora Nº 5 (NR-5) da Portaria 3.214/78 do Ministério do Trabalho e Emprego. A Comissão tem como objetivo ser a ferramenta mais importante dos trabalhadores para tratar da prevenção de acidentes do trabalho, das condições do ambiente e de todos os aspectos que afetam a saúde e a segurança do colaborador.

 

NOVEMBRO AZUL

Funcionários do AME Santo André

Neste ano não foi possível realizar palestras presenciais, mas o AME Santo André não deixou de organizar atividades para a Campanha de Conscientização sobre o Câncer de Próstata, também conhecida como Novembro Azul. O movimento é reconhecido internacionalmente e incentivado pelo Ministério da Saúde no Brasil.

Ao longo do mês, a unidade de saúde disponibilizou exames de PSA a todos os seus funcionários homens a partir de 40 anos, ou com histórico familiar de câncer de próstata. Parte da campanha também incluiu decoração e lembretes na recepção central, nos computadores dos funcionários, alertando sobre a importância de realizar os exames preventivos.

O AME Santo André possui serviço de Urologia, realizando exames preventivos e em busca do diagnóstico precoce da doença. A unidade acredita que disseminando o conhecimento e estimulando a população a procurar os serviços de saúde, pode ajudar na identificação do câncer em estágio inicial e, assim, aumentar as chances de cura.

FMABC é representada em júri técnico na premiação Abril & Dasa de Inovação Médica

Postado por Eduardo Nascimento em 16/dez/2020 -

Titular de Pneumologia, o Dr. Elie Fiss esteve entre os médicos responsáveis pela seleção dos cinco trabalhos de inovação médica para Covid-19

 

Dr. Elie Fiss

Dr. Elie Fiss, professor titular de Pneumologia do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC)

Professor titular de Pneumologia do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), o Dr. Elie Fiss participou de júri técnico do Prêmio Abril & Dasa 2020, cujos vencedores foram divulgados em 9 de dezembro. Entre os jurados estavam outros 13 médicos amplamente reconhecidos na área da ciência e medicina brasileira.

De experimentos em laboratório a estratégias de educação e prevenção em massa, a premiação buscou reconhecer profissionais e instituições brasileiras que fizeram a diferença nas áreas científica, clínica e assistencial para a melhor compreensão e enfrentamento do novo coronavírus, bem como seus efeitos indiretos no sistema de saúde.

O evento on-line de divulgação dos vencedores premiou os cinco trabalhos mais relevantes na busca por respostas sobre a pandemia. As categorias deste ano foram: Medicina Social, Medicina Diagnóstica, Genética, Prevenção e Tratamento.

VENCEDORES

Na categoria de Prevenção, a Faculdade de Saúde Pública da USP foi premiada pela rede de Inteligência artificial, a IACOV-BR, criada para acompanhar os quadros clínicos após triagem e coleta de informações dos pacientes de Covid-19.

Em Genética, a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz Minas), em parceria com a empresa Visuri e Instituto René Rachou, foi a vencedora com o OmniLAMP, um dispositivo de baixo custo capaz de realizar testes moleculares para a Sars-Cov-2 com precisão semelhante ao teste RT-PCR.

 

Em Medicina Diagnóstica, o Instituto de Radiologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Inrad-HCFMUSP) ganhou com a criação da RadVid19, uma plataforma que compara imagens de tomografia de tórax e, em poucos minutos, indica se determinado paciente apresenta um quadro de infeção.

Em Tratamento, o Instituto de Medicina Física e Reabilitação (IMREA) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCFMUSP) recebeu o prêmio pela máquina Cicloergômetro Vida Inteligente, utilizada para manter pacientes acamados em movimento, melhorando sua função respiratória e cardíaca.

Finalmente, na categoria de Medicina Social, a ONG Saúde, Alegria e Sustentabilidade Brasil – SAS foi premiada pelas cabines de teleatendimento com desinfecção automática para assistência de comunidades durante a pandemia.

PRÊMIO ABRIL & DASA

O Prêmio Abril & Dasa de Inovação Médica é uma iniciativa dos grupos Abril e Dasa, com a curadoria de Veja Saúde. O objetivo é descobrir ideias e realizações com potencial inovador, capazes de mudar a vida e a saúde das pessoas. Na edição 2020, a premiação foi focada apenas em ‘cases’ voltados à Covid-19. Foram aceitos trabalhos conduzidos, publicados ou liderados por médicos e cientistas brasileiros que contemplam estudos em fase clínica, testes laboratoriais, projetos educativos e assistenciais, campanhas de prevenção, entre outras áreas.

DESTAQUE ACADÊMICO

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC na turma de 1979, onde também cursou Residência Médica, Dr. Elie Fiss possui doutorado em Pneumologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), concluído em 1993. Além de professor titular de Pneumologia da FMABC, é responsável pelo Centro de Reabilitação Pulmonar da FMABC – vinculado à disciplina de Pneumologia –, que funciona desde 2001 no campus universitário. O docente também está à frente da coordenação do Centro de Pneumologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, e possui amplo conhecimento em linhas de pesquisa que investigam patologias como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), reabilitação pulmonar, tosse crônica, doença do refluxo gastroesofágico e Influenza.

Aprendizagem e aspectos do contexto escolar são abordados no projeto ‘ECOS’

Postado por Maíra Oliveira em 16/dez/2020 -

Psicopedagogas ligadas ao NEA-FMABC desenvolvem ferramenta inovadora de avaliação das dificuldades, transtornos ou altas habilidades em escolares

 

As psicopedagogas do Núcleo Especializado em Aprendizagem (NEA) do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Alessandra Bernardes Caturani Wajnsztejn e Carina Zaneli, acabam de lançar material inovador, focado na aprendizagem e em aspectos diversos do contexto escolar. Batizada ECOS, a ferramenta lúdica tem formato de cartas de baralho e possibilita a sondagem de dificuldades, expectativas, bullying, anseios e conquistas de crianças e adolescentes, a partir de uma narrativa interativa, manifesta e íntima dos assuntos que envolvem o dia a dia escolar dos alunos.

Segundo as idealizadoras do projeto, o ECOS surgiu de uma necessidade da área de psicopedagogia, em função da escassez de materiais específicos para abordagem de aspectos do contexto escolar de forma lúdica e narrativa, como vínculo escolar, interação social, relação com a aprendizagem, aspectos afetivos e até mesmo situações de bullying. Diante deste cenário, o trabalho começou a dar os primeiros passos há cerca de 5 anos e desde então vem sendo aperfeiçoado.

Durante esses anos, mais de 1.000 estudantes entre 6 e 16 anos já se beneficiaram com a avaliação, que era aplicada em forma de folhas sulfites e com menos recursos. Contudo, a adaptação para o formato de cartas e o aperfeiçoamento dentro deste novo modelo lúdico alçou a ferramenta a um novo patamar de qualidade e eficiência.

Segundo a coordenadora do NEA-FMABC e uma das idealizadoras do projeto, Alessandra Bernardes Caturani Wajnsztejn, o nome ECOS simboliza como deveriam ecoar os conteúdos de alegria e de preocupação nas respostas dos estudantes. “Ao longo dos anos, fomos percebendo que este eco das respostas ficavam em nossos pensamentos e que também causavam explosões de esperança e conquistas”, revela.

A coordenadora do NEA-FMABC, Alessandra Bernardes Caturani Wajnsztejn

APLICAÇÃO PRÁTICA 

Entre as vantagens da nova abordagem na comparação com outras ferramentas e instrumentos tradicionais de avaliação, o ECOS possui um referencial de aproximação concreta com os conteúdos que os profissionais desejam rastrear e, principalmente, que os estudantes precisam relatar de forma manifesta e latente, direta ou indiretamente. Com requinte de ludicidade e da expectativa do que virá na próxima carta/sondagem, o material busca compreender a vivência dos alunos em forma gráfica e narrativa.

“O ECOS aborda aspectos sociais, emocionais e acadêmicos em diversos contextos. Possibilita que analisemos habilidades de leitura, escrita, interpretação, análise-síntese, organização espacial, coordenação motora fina e abstração, por exemplo. A partir da metodologia, buscamos rastrear os sentimentos, os medos, as alegrias, as parcerias, os conflitos, os anseios, os sinais e sintomas de bullying entre os pares”, detalha Carina Zaneli, psicopedagoga voluntária do NEA-FMABC e idealizadora do projeto.

Carina Zaneli, psicopedagoga voluntária do NEA-FMABC e idealizadora do projeto

No âmbito do convívio social, outros aspectos podem ser observados. “A cooperação e aceitação entre os pares, a liderança construtiva ou excessiva frente os pares, a exclusão, sinais evidentes de bullying, preferências de convívio com gênero, facilidade ou preferência por realizar atividades em grupo, pares ou individualmente são algumas das situações que conseguimos enxergar com facilidade”, explica Alessandra Wajnsztejn.

O público-alvo para aplicação do ECOS são os profissionais que atuam com avaliação e intervenção nas queixas de dificuldades ou habilidades de aprendizagem e na relação interpessoal. A indicação principal é para utilização no Ensino Fundamental I e II e no Ensino Médio. Trata-se de ferramenta promissora, que traz dados complementares em fases de avaliação, orientação e intervenção, assim como na orientação vocacional. Outra vantagem é que pode ser aplicado à distância, via consultas on-line, totalmente alinhado à atual realidade da pandemia e do distanciamento social.

Durante a elaboração do projeto, uma das preocupações foi que o material desse a oportunidade da criança ou adolescente relatar sentimentos e pensamentos de sua vivência atual, assim como anseios para o futuro, para que esses relatos sejam orientados e trabalhados posteriormente. Além disso, o ECOS foi pensado para valorizar momentos positivos no contexto escolar, incluindo anseios, expectativas, desejos de construção, valorização de professores, de amigos, de matérias, de convívio e de conquistas próprias. “Acreditamos neste momento que obtivemos êxito”, comemoram as idealizadoras.

Fórum busca centralizar tratamento do câncer de bexiga no SUS

Postado por Maíra Oliveira em 11/dez/2020 -

Evento virtual realizado em 11 de dezembro teve presenças dos doutores Jean Gorinchteyn, David Uip, Nelson Teich, Paulo Hoff, Claudio Lottenberg, Fernando Maluf, Adriana Berringer e César Eduardo Fernandes, além de políticos e empresários, como Ana Amélia Lemos, deputada Silvia Cristina e Luiza Helena Trajano

 

O professor titular de Urologia da FMABC, Dr. Sidney Glina, e o médico responsável pelo Ambulatório de Câncer de Bexiga e chefe do grupo de Uro-oncologia da FMABC, Dr. Fernando Korkes

O câncer de bexiga é extremamente agressivo, caro, letal e complexo de tratar. Mesmo assim, a mortalidade pela doença caiu 93% nas cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano, no ABC Paulista. Qual o segredo? A centralização dos atendimentos. Em 2018, a disciplina de Urologia do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) deu início ao projeto Cabem Mais Vidas (CABEM), específico para pesquisa e assistência relacionadas à doença. Como a cadeira está envolvida nos atendimentos urológicos das três cidades do ABC, ficou fácil mapear o funcionamento dos trabalhos e instituir mudanças. Os resultados são surpreendentes e estiveram em discussão, em 11 de dezembro, durante o “1° Fórum de debate sobre a centralização do tratamento do câncer de bexiga no SUS”. A atividade foi transmitida on-line, das 8h às 13h30, pelo site www.centralizasus.com.br.

A ideia do evento médico-político é justamente debater políticas públicas relacionadas ao câncer de bexiga e discutir a importância da centralização desse tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). “Os pacientes sempre foram tratados, mas resolvemos juntar as pontas e avaliar o que ocorria com eles ao longo de todas as etapas do tratamento. Quando vimos os números ficamos chocados. A mortalidade era muito alta, de cerca de 50% em muitos centros, o que é completamente discrepante da maior parte do mundo. Em centros de referência dos Estados Unidos, por exemplo, a mortalidade média é de 5%”, informa o médico responsável pelo Ambulatório de Câncer de Bexiga e chefe do grupo de Uro-oncologia da FMABC, Dr. Fernando Korkes, que completa: “Resolvemos que era hora de mudar esse cenário e foi então que surgiu o projeto CABEM, cuja sigla é uma referência ao Câncer de Bexiga Músculo-Invasivo.

A presidente da FUABC, Dra. Adriana Berringer Stephan

Diante dos resultados positivos, a meta agora é expandir o trabalho e reduzir em 10 vezes a mortalidade no Estado. “O projeto trouxe melhoria muito grande no atendimento aos pacientes da região do ABC e levamos esses números ao conhecimento da Secretaria de Estado da Saúde. O fórum tem esse caráter médico-político justamente porque precisamos unir forças para discutir políticas públicas que podem mudar a condução dos tratamentos do câncer de bexiga no Estado e no País”, considera o professor titular de Urologia da FMABC, Dr. Sidney Glina.

REDE PAULISTA

A partir da drástica redução da mortalidade na região do ABC, o trabalho do CABEM foi alçado à esfera estadual, com objetivo de aperfeiçoar e replicar o modelo, dando origem à RECABEM, a Rede Paulista de Câncer de Bexiga. Integram essa rede os 17 maiores serviços do Estado que atendem casos de câncer de bexiga no Sistema Único de Saúde, entre os quais o A.C. Camargo Cancer Center, ICESP, Hospital de Amor de Barretos, Santa Casa de São Paulo, Unicamp, Hospital Santa Marcelina, Unifesp e Fundação do ABC.

Ao todo são 140 profissionais envolvidos, entre cirurgiões, urologistas, oncologistas e radioterapeutas, por exemplo. O objetivo de tudo isso é um só: reduzir as taxas de mortalidade pela doença.

“Cada município tem a sua forma de assistência. A bandeira que defendemos é a mesma de outros países que obtiveram sucesso no tratamento dessa doença tão complexa: centralizar o atendimento”, afirma o Dr. Fernando Korkes. Para o especialista, é necessário ter poucos centros tratando esses pacientes. “Não adianta todos os serviços oferecerem esse tipo de assistência. O câncer de bexiga é o mais caro entre todos os cânceres, segundo estudos norte-americanos. Com a pulverização de serviços, o SUS paga uma conta muito alta, com resultados muito ruins”.

Ao longo do tempo, o grupo do CABEM tem estudado o assunto em diversas frentes e mapeou, por exemplo, 92 centros que tratam câncer de bexiga somente no Estado de São Paulo. “Na Inglaterra e na Alemanha, por exemplo, o número total de centros que tratam esses pacientes é menos da metade do nosso Estado. Ou seja, os 17 centros que integram o RECABEM teriam condições de atender de maneira uniforme 100% dos pacientes de São Paulo, tanto pelas condições geográficas como pela demanda”, assegura o urologista da FMABC e membro da comissão organizadora do Fórum, Dr. Guilherme Andrade Peixoto.

O reitor do Centro Universitário FMABC, Dr. David Uip

TIME DE PESO

Um time de peso foi convidado para discutir o case do ABC e as maneiras de ampliar essa experiência para o Estado e o País, mudando definitivamente a realidade do tratamento do câncer de bexiga no SUS. O Fórum tem apoio da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) e da SBU regional São Paulo, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), Instituto Oncoguia, APM São Bernardo do Campo e Diadema, Instituto Vencer o Câncer, Centro Universitário FMABC e da Fundação do ABC.

Entre os especialistas confirmados como debatedores estão os doutores David Uip, Nelson Teich, Paulo Hoff, Claudio Lottenberg, Fernando Maluf e Adriana Berringer Stephan, além dos secretários de Saúde das cidades do ABC Paulista: Márcio Chaves (Santo André), Geraldo Reple Sobrinho (São Bernardo) e Regina Maura Zetone (São Caetano).

Também marcarão presença o secretário de Estado da Saúde, Dr. Jean Gorinchteyn; o presidente eleito da Associação Médica Brasileira (AMB), Dr. César Eduardo Fernandes; o presidente da SBU, Dr. Antonio Carlos Lima Pompeo; a presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), Dra. Clarissa Mathias; a fundadora e presidente do Instituto Oncoguia, Luciana Holtz de Camargo Barros; a empresária Luiza Helena Trajano; a deputada federal Silvia Cristina Amancio Chagas; a secretária de Relações Federativas e Internacionais do Rio Grande do Sul e ex-senadora, Ana Amélia Lemos, entre outros convidados.

Outras informações, inscrições e a programação completa do “1° Fórum de debate sobre a centralização do tratamento do câncer de bexiga no SUS” no site www.centralizasus.com.br.

CASE DE SUCESSO: CABEM

O projeto CABEM teve início em 2018 com a criação de um ambulatório específico no campus universitário da FMABC, com foco na otimização e uniformização das metodologias de tratamento do câncer de bexiga. Antes da iniciativa, 22 de 59 pacientes em tratamento foram à óbito nos primeiros 90 dias após o tratamento. A partir do novo trabalho, em um segundo grupo com 35 pacientes observou-se somente um óbito no mesmo período. Além disso, o tempo médio de internação hospitalar caiu de 14 para 5 dias. “Atualmente temos 94 pacientes tratados e somente 3 morreram em decorrência do tratamento”, acrescenta Fernando Korkes.

Os tratamentos seguem realizados nos hospitais de referência nas cidades do ABC. Porém, quando os pacientes recebem o diagnóstico da doença, são encaminhados ao ambulatório do Centro Universitário FMABC para que seu cronograma de tratamento seja rigorosamente elaborado. Depois, retornam às unidades de origem. O sucesso da iniciativa baseia-se em três diretrizes: avaliação adequada do paciente com câncer de bexiga, otimização de recuperação cirúrgica e suporte perioperatório multiprofissional.

“Centralizamos no ambulatório da FMABC todas as decisões estratégicas dos pacientes tratados nos hospitais públicos de Santo André, São Bernardo e São Caetano com diagnóstico de câncer de bexiga. Dessa forma, os tratamentos passaram a seguir protocolos de acordo com diretrizes internacionais de tratamento da enfermidade, mas individualizando de acordo com o perfil dos pacientes. A retirada da bexiga, por exemplo, é uma situação extrema que visa a cura do câncer. Em algumas situações, no entanto, é possível preservar a bexiga sem prejudicar as chances de cura. Sempre que possível buscamos essa alternativa. Um bom planejamento é fundamental para a cura e para a manutenção da qualidade de vida”, garante Korkes.

Quando o câncer se aprofunda nas camadas da bexiga, muitas vezes é indicada a remoção do órgão. Contudo, em algumas situações as equipes conseguem adotar tratamentos efetivos e menos radicais. São os chamados protocolos de preservação de órgãos, que podem envolver quimioterapia, radioterapia e/ou cirurgia. Quando a cirurgia é necessária, as equipes seguem o protocolo ERAS (Enhanced Recovery After Surgery), que busca otimizar a recuperação do paciente submetido a cirurgias de grande porte.

Pesquisa inédita indica aleitamento materno como fator protetivo contra a Covid-19

Postado por Maíra Oliveira em 09/dez/2020 -

Trabalho investiga impactos da Covid-19 na gestação e reforça evidências de que não há risco de transmissão da doença durante a amamentação

 

Pesquisadores da FMABC e do HMU-SBC acompanham 201 bebês e mães desde junho

Pesquisadores do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André (SP), em parceria com o Hospital Municipal Universitário (HMU) de São Bernardo, estão desenvolvendo uma pesquisa para avaliar o impacto da infecção por Covid-19 na gestação, na saúde materna, no recém-nascido e nas práticas de aleitamento materno. Parte dos achados já foi publicada recentemente em uma das mais importantes revistas internacionais que tratam sobre amamentação, a Journal of Human Lactation.

A pesquisa avalia, entre outros fatores, a presença de anticorpos protetores contra a Covid-19, a imunoglobulina IgA, no leite materno das mulheres que tiveram a doença durante a gestação e/ou que a apresentaram no momento do parto. Trata-se de um dos primeiros relatos de caso no mundo que descrevem a presença precoce (no primeiro dia da amamentação) de anticorpos protetores contra a Covid-19 no leite materno.

Desde junho são acompanhadas mães que tiveram Covid-19 e que tiveram filhos nascidos no HMU-SBC. Em novembro, já são 201 duplas (mulheres e bebês) incluídas nesta avaliação. Todos os bebês estão em acompanhamento, apresentam bom quadro de saúde e não têm evidências de contágio da doença. Na análise preliminar dos dados, realizada com as amostras de colostro, – o primeiro leite produzido após o nascimento da criança –, foi possível identificar o anticorpo protetor para a Covid-19 (IgA Anti-Sars-Cov-2) em 34% das amostras.

Na pesquisa publicada, destaca-se o caso de uma gestante que deu entrada no HMU-SBC na fase aguda da doença e com quadro de síndrome gripal. Vale destacar que a unidade hospitalar adotou como protocolo, desde o início da pandemia, a ampla testagem de gestantes. O foco é evitar transmissões cruzadas e oferecer tratamento clínico adequado para mães e bebês a partir da adoção de protocolos específicos de prevenção e isolamento.

A docente do departamento de Pediatria da FMABC, Dra. Fabíola Suano de Souza, que integra o estudo

Horas após o parto, a criança permaneceu em aleitamento materno exclusivo e protegido da doença. O primeiro contato pele a pele entre mãe e filha se deu após o parto, em uma sala de isolamento na unidade de puerpério, sob rígidos protocolos de segurança. A dupla permaneceu em um quarto isolado no alojamento conjunto. A amamentação ocorria, sob forma de livre demanda, após a mãe higienizar as mãos com água e sabão e/ou álcool gel e com proteção de máscara cirúrgica. No momento da apojadura (processo inicial de preparo da mama para a produção de leite), a equipe integrante da pesquisa, devidamente paramentada e com o consentimento da puérpera, realizou a coleta da amostra do leite materno por meio de expressão manual para análise. A criança foi submetida aos exames para detecção da Covid-19 com uso de Swab, um cotonete mais comprido, via narina. Feitos com 24 e 48 horas de vida, ambos apresentaram resultado negativo.

“Nenhum estudo disponível na literatura científica comprovou que a infecção por Covid-19 pode ser adquirida pela amamentação. Pelo contrário, com base nos dados coletados neste estudo, nossa hipótese é de que a amamentação seja fator protetor contra a Covid-19, assim como para combater o desenvolvimento de diversas outras doenças. Mamar transmite proteção para a criança, pois são anticorpos prontos. O colostro possui a maior concentração de imunoglobulina A, que age como um poderoso fator de defesa para o organismo do bebê. A amamentação continua sendo a primeira de todas as vacinas. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a amamentação deve ser mantida mesmo em mulheres que tiveram ou têm a doença”, explica a docente do departamento de Pediatria da FMABC, Dra. Fabíola Suano de Souza, que integra o estudo.

A mãe e o recém-nascido relatados no estudo receberam alta juntos, no sétimo dia pós-parto, sob orientação de manter a amamentação exclusiva com precauções de contato. A criança foi avaliada após a alta nos dias 10, 25, 45 e 90 de vida e não apresentou sintomas clínicos. Permaneceu em aleitamento materno exclusivo e apresentou desenvolvimento, crescimento e ganho de peso adequados. Já a mãe recuperou-se totalmente da infecção pela Covid-19.

DESDOBRAMENTOS

Todas as mães e bebês seguirão em acompanhamento pela equipe de Ginecologia/Obstetrícia e Neonatologia do hospital até as crianças completarem dois anos de idade. Os dados ainda preliminares que integram o monitoramento mais abrangente das 201 duplas de mães e recém-nascidos estão em fase final de consolidação para posterior divulgação. “Vamos divulgar todas as informações de forma estruturada para a comunidade científica nacional e internacional. Queremos fortalecer ainda mais a importância da amamentação como uma forma de proteção contra a infecção por Covid-19”, completa Dra. Fabíola.

A íntegra do artigo com o estudo de caso pode ser acessada no link https://journals.sagepub.com/doi/abs/10.1177/0890334420960433.

Participam da pesquisa a Chefe do Serviço de Neonatologia do HMU-SBC, Dra. Cibele Wolf Lebrão, a docente do Departamento de Pediatria da FMABC, Dra. Fabíola Suano de Souza, o vice-reitor da FMABC, Dr. Fernando Luiz Affonso Fonseca, a nutricionista da FMABC, Letícia Veríssimo Dutra, a infectologista do HMU-SBC, Dra. Mariliza Henrique da Silva, a diretora-geral do HMU, Dra. Mônica Carneiro, além da médica residente em Pediatria da FMABC, Manuela Navarro Cruz.

 

Fórum nacional discute saúde mental de alunos de Medicina durante pandemia

Postado por Maíra Oliveira em 09/dez/2020 -

Transmitido durante o Congresso Brasileiro de Educação Médica (COBEM), Fórum dos Serviços de Apoio ao Estudante de Medicina (FORSA) chega à 15ª edição

 

O professor de Psiquiatria da FMABC e organizador do FORSA, Dr. Sergio Baldassin, durante transmissão do evento

O professor de Psiquiatria do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dr. Sergio Baldassin, organizou durante o 58º Congresso Brasileiro de Educação Médica (COBEM), entre 12 e 18 de outubro, o “XV Fórum FORSA COBEM”. O Fórum dos Serviços de Apoio ao Estudante de Medicina (FORSA) é destinado a estudantes, professores, dirigentes e profissionais que atuam em serviços de apoio e suporte ao estudante.

O evento teve como objetivo analisar evidências científicas sobre qualidade de vida de estudantes de Medicina; refletir sobre as vivências dos estudantes de Medicina em meio à pandemia de Covid-19; reconhecer o profissional brasileiro com considerável contribuição ao cuidado discente; conhecer a história paulista de cuidado aos estudantes e residentes da área da Saúde; e analisar modelos contemporâneos de cuidado à saúde mental dos estudantes.

Ao longo dos últimos anos, estudos têm indicado uma onda de casos graves no cenário nacional, com aumento significativo da necessidade de farmacoterapia. Na região do ABC não é diferente do que ocorre nas demais escolas formadoras de profissionais de Saúde no País. Essa realidade deu origem, em 2015, ao primeiro Fórum dos Serviços de Apoio ao Estudante de Medicina – o FORSA –, realizado anualmente durante o Congresso Brasileiro de Educação Médica (COBEM), da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM).

A iniciativa, que começou de forma tímida, tomou forma e evoluiu: atualmente são mais de 300 participantes ativos no FORSA, com representação de 100 escolas médicas de 20 estados brasileiros. Trata-se de uma rede nacional de cuidadores e pesquisadores, que hoje debate junto ao Conselho Federal de Medicina (CFM) a implantação de um Plano Nacional de Promoção de Saúde e de Prevenção ao Suicídio entre Estudantes de Medicina.

Estudo sobre metal Európio (Eu) é publicado em periódico internacional

Postado por Maíra Oliveira em 09/dez/2020 -

O professor titular de Química Analítica da FMABC, Dr. Horacio Dorigan Moya

O curso de Farmácia do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) publicou recentemente artigo sobre o Európio (Eu) no periódico científico internacional Journal of Transition Metal Complexes. O Európio é um elemento químico do grupo dos metais lantanídeos e tem entre suas principais características propriedades espectroscópicas e magnéticas, que o tornam valioso na indústria para fabricação de superimãs, telas de tablets, computadores, celulares e painéis solares.

Nas últimas décadas, a ciência tem se interessado em estudar as interações químicas entre o íon azoteto (N3-) e o európio(III), pois íon azoteto é capaz de modular a luminescência dos metais lantanídeos, especialmente európio(III). “Por essa razão, estudos relacionados às características físico-químicas dos compostos aquosos de európio(III) são de grande relevância, pois fornecem informações sobre o comportamento químico desse elemento no sistema biológico e no meio ambiente”, explica o professor titular de Química Analítica da FMABC, Dr. Horacio Dorigan Moya, que conduziu o trabalho conjuntamente com a Dra. Eliana Maria Aricó, docente do Instituto Federal de Ensino, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP).

A partir de equipamentos simples e comumente disponíveis em laboratórios de química, o estudo conseguiu determinar com rigor o valor do grau de formação do composto íon azoteto e európio(III) em solução aquosa. A precisão dos resultados e o baixo custo envolvido no processo foram os grandes diferenciais que chamaram a atenção da revista científica internacional para a publicação.

“Tivemos como base um procedimento matemático padronizado, utilizado para calcular valores do grau de formação de compostos formados entre o íon azoteto e os outros metais lantanídeos. A partir dessa abordagem matemática desenvolvemos um método alternativo adequado e eficaz para determinar o valor de grau de formação entre o íon azoteto e o európio(III)”, detalha o Dr. Horacio Dorigan Moya.

A docente do Instituto Federal de Ensino, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), Dra. Eliana Maria Aricó

MULTIFUNÇÃO

Pouco abundante no planeta, o Európio é um elemento químico extremamente valioso, utilizado principalmente por suas características luminescentes. O Brasil está entre as nações privilegiadas com diversas reservas minerais, segundo estimativas da agência de Serviços Geológico Norte-Americano (USGS).

Além do uso abundante pela indústria de tecnologia, o elemento também integra o processo de produção da gasolina e é adicionado a alguns tipos de plásticos para a fabricação de lasers. Sua luminescência é valiosa também em aplicações médicas, cirúrgicas e bioquímicas na forma de nanopartículas. As utilizações na área da Saúde geralmente têm natureza diagnóstica, concentradas em compostos fundamentais presentes em sistemas biológicos.

Sob o título “Calculating the equilibrium constants for all monoazide lanthanide complexes in aqueous solution based on the formation of Eu(III)/N3-”, o estudo contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Foi publicado on-line neste ano na revista científica suíça “Journal of Transition Metal Complexes” (volume 3, páginas 1 a 6) e está disponível gratuitamente no site: http://www.bendola.com/journals/JTMC/246094.

O trabalho foi dedicado ao Prof. Dr. Eduardo Fausto de Almeida Neves (1933–2006), que orientou o mestrado do Dr. Horacio Dorigan Moya no Instituto de Química da Universidade de São Paulo (1990-1993) e destinou boa parte de sua pesquisa ao estudo da formação de metais com o íon azoteto.