Nardini reestrutura e otimiza oferta hospitalar para pacientes

Postado por Eduardo Nascimento em 01/abr/2016 -

Implantado há dois anos e reestruturado em 2015, o NIR (Núcleo Interno de Regulação) do Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, em Mauá, é responsável por diversas melhorias conquistadas na gestão da clínica e do cuidado nos últimos meses. A atribuição principal do setor, hoje composto por duas médicas, três enfermeiras, uma assistente social e 16 oficiais administrativas, é desenvolver e executar ações necessárias para maximizar o uso das diferentes ofertas hospitalares. Para os usuários, a melhoria é traduzida em maior agilidade na liberação de vagas de internação, cirurgias, exames e procedimentos terapêuticos. O serviço funciona 24 horas, no segundo andar do hospital.

Expansão do NIR (Núcleo Interno de Regulação) melhora espera para internação, cirurgia e exames

Expansão do NIR (Núcleo Interno de Regulação) melhora espera para internação, cirurgia e exames

Com os fluxos do NIR alinhados às clínicas, a liberação das vagas é realizada de maneira mais prática, os cancelamentos de cirurgias e internações são evitados e torna-se mais fácil concluir a parte burocrática de verificação de documentos. Além disso, o sistema também permite o controle de vagas por meio de mapa de internação, que encaminha pacientes para leitos vagos, evitando a marcação de mais de um paciente para o mesmo leito. Toda a movimentação online dos pacientes pode ser visualizada em um televisor recentemente instalado no setor. Em 2015, a média de permanência do paciente, calculada em dias, registrou queda nas internações da Clínica Médica (10,4 para 8,6), Clínica Cirúrgica (4,3 para 3,7), Pediatria (3,9 para 3,3) e UTI I (6,9 para 6,5).

“Nossa proposta de reduzir o tempo de permanência por leito é aliada à gestão do cuidado. Por exemplo, antes, um paciente com diagnóstico de infarto agudo do miocárdio permanecia até 15 dias na UTI. Hoje, temos condição de liberá-lo para a enfermaria em até cinco dias e desocupar o leito para quadros mais críticos, mantendo o padrão de assistência”, resume a coordenadora de enfermagem do NIR, Ana Paula Paes.

Além de gerir melhorias nas ofertas internas, o NIR cumpre papel estratégico junto à Rede de Saúde do município quanto às liberações de leitos, internações e agendamentos gerais. Neste caso, as ofertas são mediadas pelo SISREG, sistema nacional de regulação do Ministério da Saúde, que intercala demandas da rede básica e urgência/emergência à internação hospitalar. O NIR também concentra as solicitações de transferências para hospitais que ofertam serviços referenciados de alta complexidade.

OFICIAIS DO NIR

A expansão do serviço depende de várias articulações internas e muitas delas são representadas pelas 16 oficiais administrativas do NIR. A equipe é dividida por duplas em cada clínica e realiza interface com os blocos assistenciais por meio de organização/atualização dos prontuários dos pacientes, conferência do censo hospitalar diário, de pendências ou atrasos de exames, movimentação online dos leitos, etc. É delas também a responsabilidade de abastecer dados no sistema que subsidiam as coordenações para a produção de indicadores hospitalares.

Fundação do ABC organiza palestra e chá da tarde em comemoração ao ‘Mês da Mulher’

Postado por Eduardo Nascimento em 24/mar/2016 -

Em comemoração ao “Mês da Mulher”, a Fundação do ABC organizou em 23 de março atividade para todas as funcionárias que atuam no campus universitário – tanto da FUABC quanto da Faculdade de Medicina do ABC e da Central de Convênios. As colaboradoras foram convidadas para chá da tarde especialmente preparado para a data. Na ocasião, também participaram de palestra com a secretária de Políticas para as Mulheres de Santo André e professora da FMABC, Silmara Conchão, que abordou o tema “Quem Ama Abraça” – mesmo título de campanha desenvolvida em Santo André para discussões acerca de relações de gênero, com objetivo de diminuir os casos de violência contra a mulher.

A secretária de Políticas para as Mulheres de Santo André e professora da FMABC, Silmara Conchão

A secretária de Políticas para as Mulheres de Santo André e professora da FMABC, Silmara Conchão

A ideia da palestra partiu da funcionária da Secretaria de Saúde andreense, Maria Luiza Malatesta, que intermediou o contato entre a presidente da FUABC, Cida Damaia, e a secretária de Políticas para as Mulheres, Silmara Conchão. “A Fundação do ABC está prestes a completar 50 anos de história. Em toda essa trajetória eu sou a quarta mulher à frente da Presidência. Esse é um momento especial da instituição. Afinal, estamos entre os maiores empregadores da região do ABC. E dos 22 mil funcionários, 70% são mulheres. No Conselho de Curadores ainda somos minoria, mas esse cenário já está mudando”, considera a presidente Cida Damaia, que acrescenta: “As mulheres são mais sensíveis, ouvem mais e são mais acolhedoras. Esses atributos são fundamentais em uma instituição como a Fundação do ABC, que trabalha com saúde, em busca de garantir assistência de qualidade às pessoas”.

Ao encerrar sua participação, a presidente da FUABC lembrou do importante papel da mulher não só no trabalho, mas como esposa, mãe e como grande responsável pelos cuidados com a família. “Não poderíamos deixar o mês da mulher passar em branco. Agradeço a confiança das funcionárias e parabenizo a todas as mulheres por essa data tão importante, lembrando que todo dia é dia da mulher”, completou Damaia.

QUEM AMA ABRAÇA

Secretária de Políticas para as Mulheres de Santo André e professora da FMABC, Silmara Conchão foi a convidada de honra no evento pelo “Mês da Mulher” e ministrou a palestra “Quem Ama Abraça”. O tema refere-se à campanha homônima da Prefeitura de Santo André, lançada em 2014, que capacita professores da rede municipal de educação para formação específica sobre as relações de gênero, a fim de que esse debate seja ampliado, com intuito de diminuir os casos de violência contra a mulher e de quebrar estereótipos que contribuem para a cultura machista, como a de que azul é somente cor de menino e de que homem não chora, por exemplo.

Silmara Conchão ressaltou a importância da reflexão sobre as transformações sociais que têm ocorrido com as mulheres nos últimos anos, as questões de gênero e a “supermulher do século 21”. Também destacou o momento positivo vivido pela Fundação do ABC, com uma mulher à frente da Presidência. “Quando a FUABC convida as mulheres para um evento como este, durante o expediente de trabalho, a entidade está passando a clara mensagem de que vocês são importantes”, garantiu Conchão.

De acordo com a secretária de Políticas para as Mulheres, é preciso redobrar o cuidado frente à “supermulher do século 21”, que não é tão “super” assim. As jornadas duplas – e as vezes triplas – da mulher contemporânea têm contribuído sobremaneira para a piora da saúde e aumento de problemas cardiovasculares no público feminino. “Santo André perdeu em 2014 cerca de 700 mulheres, que foram vítimas de problemas cardíacos. O número é bastante semelhante ao que encontramos no público masculino, coisa que não acontecia há 10 anos, por exemplo”, alertou Silmara Conchão, reforçando a importância dos cuidados com a saúde e com a prevenção de doenças, assim como da busca permanente pelo bem-estar e qualidade de vida.

Curso de Farmácia realiza ação contra o Aedes aegypti

Postado por Eduardo Nascimento em 24/mar/2016 -

O curso de Farmácia da Faculdade de Medicina do ABC organizou em 17 de março ação para orientação da população contra o mosquito Aedes aegypti. A iniciativa integrou a campanha “Farmacêuticos contra a dengue, Zika e chikungunya”, do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), e buscou chamar a atenção de pacientes, acompanhantes, funcionários e demais usuários do campus universitário para a eliminação dos focos de transmissão e prevenção das doenças.

“A dengue, o Zika e a chikungunya são problemas de saúde pública. Portanto, são temas essenciais e que pedem a mobilização de todos, inclusive dos farmacêuticos, que podem atuar tanto na orientação da população como no encaminhamento para os serviços de saúde e na notificação de casos aos órgãos responsáveis. Os farmacêuticos, em particular, estão aptos a orientar sobre o uso correto de repelentes, assim como medicamentos que devem ser evitados por conter ácido acetilsalicílico”, detalha a coordenadora do curso de Farmácia da FMABC, Dra. Sonia Hix.

PALESTRAS E ORIENTAÇÃO

A campanha na Faculdade de Medicina do ABC contou com cerca de 50 alunos de Farmácia, do 1º ao 4º ano de graduação. Coordenados pelas docentes Ana Elisa Prado Coradi e Dra. Sonia Hix, os trabalhos ocorreram na recepção do ambulatório do prédio Anexo III, das 9h às 15h, e contaram com palestras de orientação e estande com exemplares de larvas e pupas do Aedes aegypti, gráficos detalhando o desenvolvimento do mosquito – desde o ovo até o mosquito adulto –, assim como diferentes tipos de repelentes e as respectivas indicações. Amostras de medicamentos contendo ácido acetilsalicílico também foram exibidas, a fim de reforçar junto à população que esse tipo de fármaco deve ser evitado em casos de suspeita de dengue.

As palestras foram comandadas pela professora Ana Elisa Prado Coradi e pelas discentes da Liga de Assistência Farmacêutica (LAF), do 3º ano noturno, Mariana Yamada dos Santos, Ellora Parente de Freitas e Stefany Cristina Dauter Thome. Os estudantes também aplicaram questionários sobre a transmissão da dengue, Zika e chikungunya, sintomas das doenças, medidas preventivas para eliminação de criadouros do mosquito e distribuíram folhetos informativos a pacientes e acompanhantes. “Como forma de ensinar a população a partir de exemplos práticos, os alunos demonstraram como evitar a proliferação do mosquito utilizando meias de seda em pratinhos de plantas e com a preparação de armadilhas para mosquitos a partir de garrafas Pet”, acrescenta Dra. Sonia Hix.

Estudantes do curso de Nutrição também contribuíram com a campanha “Farmacêuticos contra a dengue, Zika, chikungunya”, orientando o público sobre a importância da hidratação e da alimentação adequada nos casos de pacientes infectados, assim como na distribuição de folhetos informativos.

CAPACITAÇÃO PRÉVIA

Antes de iniciar a campanha na FMABC, discentes de Farmácia e as professoras Andrea de Andrade Ruggiero e Ana Beatriz Ramos Oliveira Pinn participaram em 15 de março de palestra de capacitação com a diretora regional de Santo André do Conselho Regional de Farmácia e ex-aluna da Faculdade de Medicina do ABC, Dra. Tatiani Mazulis. Na oportunidade, a professora Ana Elisa Prado Coradi, patrona da Liga de Assistência Farmacêutica, ministrou a aula “Farmacêuticos contra a dengue, Zika e chikungunya”.

Neste ano, outra ação da Farmácia em combate à dengue, Zika e chikungunya já havia ocorrido na FMABC. Em 19 de fevereiro, os estudantes participaram da iniciativa “Mobilização da educação para o combate ao Aedes aegypti e contra o Zika”, coordenada pelo Ministério da Educação (MEC). O trabalho envolveu a remoção de focos potenciais do mosquito no campus universitário da faculdade.

Sistema agiliza triagem de pacientes no PS Central de Praia Grande

Postado por Eduardo Nascimento em 24/mar/2016 -

Uma nova metodologia já está tornando mais rápida a classificação de risco de pessoas que chegam ao Pronto-Socorro Central de Praia Grande, realizando a triagem em até dois minutos. Denominado Trius One, o equipamento integra medidores clínicos para a correta e imediata aferição de sinais vitais e favorece a identificação da prioridade do cuidado médico aos que forem apontados pelo sistema com necessidade de atendimento de urgência ou emergência.

Ao dar entrada na unidade, o paciente é avaliado de acordo com a condição e sintomas relatados. Medidores integrados ao equipamento aferem pressão arterial, oxigenação do sangue, glicemia e temperatura, cruzando as informações para gerar um relatório de estratificação, que indica para qual especialidade médica o paciente deve ser encaminhado e em quanto tempo.

A classificação de risco já vinha sendo realizada no ‘Irmã Dulce’ desde 2012. A avaliação inicial, feita igualmente por um profissional de enfermagem, funcionava da seguinte forma: logo na entrada, o paciente era avaliado de acordo com sua queixa, sintomas, sinais vitais, entre outros fatores, sendo identificado com pulseiras de cores correspondentes ao seu grau de risco.

Assim como antes, aos pacientes com patologias mais graves e alto risco é atribuída a cor vermelha. Casos muito urgentes recebem a cor laranja, enquanto a cor amarela é entregue aos casos urgentes. Cores verde e azul representam casos de menor gravidade, com possibilidade de aguardar por mais tempo.

PROCESSO APROVADO

Para alguns pacientes, o tempo do processo anterior era insatisfatório. A jovem Viviane Bispo dos Santos considerou justo o novo atendimento, que beneficia quem precisa de rápida atenção médica. “Já vim aqui antes e não era tão satisfatório o tempo da classificação. Acho que agora será melhor, porque quem realmente está precisando não pode esperar muito”, comentou.

A opinião é compartilhada pelo aposentado Joaquim Bueno, que procurou atendimento para o problema em um dos olhos. “No meu caso, sei que posso esperar mais do que outras pessoas porque não estou correndo risco de vida. Claro que quero ser atendido rápido também, porque meu problema é sério, mas não é justo que eu passe na frente de quem está muito mais necessitado”, admitiu.

Segundo o diretor de Enfermagem do Complexo de Saúde Irmã Dulce, Adilson Teixeira, o novo sistema tem muitas vantagens em relação ao padrão anterior. Dentre as mencionadas estão a visualização da quantidade de pacientes atendidos por perfil clínico, picos de atendimento, sazonalidade, epidemias e informações em tempo real sobre produtividade e tendências. “Além do monitoramento do tempo de atendimento e gestão simultânea da rede integrada de urgência e emergência, há um benefício direto no fluxograma, que privilegia a gestão de cada paciente e do serviço como um todo”, ressaltou.

PROTOCOLO DE MANCHESTER

Com o emprego do sistema de tela touch screen, o Trius One também pode ser acessado remotamente por celular ou tablet, sem necessidade de conexão ativa à internet. A plataforma inclui ferramentas tecnológicas, que reduzem possibilidade de falhas e otimizam os custos operacionais utilizando hardware, software e equipamentos clínicos autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

De acordo com o gerente de projetos da empresa mineira ToLife, criadora da tecnologia, Pablo Garcia Arantes, o Trius One foi desenvolvido baseado no Protocolo de Manchester, que objetiva estabelecer consenso entre médicos e enfermeiros para padronização da classificação de risco. “Nossa solução veio para garantir, principalmente, segurança e eficiência no processo de classificação de risco tanto para o paciente como para o profissional de saúde, por meio da tecnologia de informação”, disse.

A metodologia de classificação de risco foi criada por pesquisadores em 1994, na Inglaterra, sendo rapidamente difundida e implantada em diversas unidades de saúde do Reino Unido. Atingiu vários países europeus em poucos anos, passando a ter reconhecimento internacional, sendo então denominada Protocolo de Manchester.

Satisfação dos usuários é de quase 90% no Hospital Municipal Central de Osasco

Postado por Eduardo Nascimento em 24/mar/2016 -

Quase 90% dos usuários do Hospital Municipal Central de Osasco recomendariam a unidade a amigos e parentes. Ao todo, 89,7% mostraram-se satisfeitos com a assistência recebida, a ponto de indicar o HMCO a pessoas de convívio próximo. Os números fazem parte de pesquisa de satisfação realizada mensalmente pelo Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU). Em janeiro, por exemplo, foram 760 entrevistados entre pacientes e acompanhantes, cuja abordagem ocorre de forma ativa, passiva e diretamente no leito de internação.

Segundo o levantamento do SAU, mais de 91% dos usuários do Hospital Municipal de Osasco consideram os médicos da unidade “Bons ou Ótimos”. A satisfação geral com a equipe de enfermagem é de 85%, enquanto o atendimento nas recepções atingiu média de 86%.

O Serviço de Atendimento ao Usuário do HMCO tem por finalidade oferecer atendimento de qualidade, humanizado e personalizado aos usuários. Com equipe treinada e preparada para acolher pacientes e familiares, o setor busca orientar a população, tirar dúvidas e resolver possíveis problemas no exato momento em que ocorrem. Também responde pelas pesquisas de satisfação e realiza atendimentos individuais para elogios, sugestões, opiniões e queixas de quem frequenta o hospital.

“O SAU é o principal canal de comunicação entre os usuários e a Diretoria do Hospital. Trata-se de um importante aliado no esforço permanente de identificarmos os pontos positivos e aqueles que precisam ser aprimorados, assim como na busca contínua por soluções. É uma forma eficiente e humana de ouvirmos nossos pacientes e acompanhantes, que utilizam os serviços e podem contribuir muito com opiniões e sugestões”, considera o superintendente do Hospital Municipal Central de Osasco, Dr. Alessandro Neves.

AVALIAÇÃO POSITIVA

A pesquisa mensal realizada pelo Serviço de Atendimento ao Usuário é segmentada de acordo com o setor do hospital: internação, pronto-socorro adulto e pronto-socorro infantil. Cada uma das alas é avaliada por pacientes e acompanhantes em diversos quesitos, entre os quais recepção, enfermagem, coleta, médico, alimentação, serviço social, telefonistas, controladores de acesso, manutenção e limpeza. Dos 760 usuários entrevistados em janeiro, 299 passaram em atendimento no PS adulto, 118 no PS infantil e 343 estiveram internados.

“Os números gerais são bastante interessantes para avaliarmos a opinião dos usuários sobre o atendimento do hospital. Além disso, temos filtros que permitem analisar em detalhes áreas específicas dentro de cada setor. Na ala de internação, por exemplo, é possível verificar que mais de 92% dos usuários consideraram os médicos bons ou ótimos. A enfermagem passa de 89%”, detalha Andrea Marcandalli, coordenadora do Serviço de Atendimento ao Usuário do HMCO.

Outro ponto destacado pela coordenadora é a preocupação com a resolução das demandas. “Temos trabalhado intensamente para que todos os questionamentos sejam respondidos de forma rápida e efetiva. Essa preocupação tem mantido extremamente elevadas as taxas de resolutividade do SAU. Em janeiro, por exemplo, resolvemos 96,3% das queixas”, calcula Andrea Marcandalli.

Hospital Nardini reestrutura e otimiza oferta hospitalar para pacientes

Postado por Eduardo Nascimento em 24/mar/2016 -

Implantado há dois anos e reestruturado em 2015, o NIR (Núcleo Interno de Regulação) do Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, em Mauá, é responsável por diversas melhorias conquistadas na gestão da clínica e do cuidado nos últimos meses. A atribuição principal do setor, hoje composto por duas médicas, três enfermeiras, uma assistente social e 16 oficiais administrativas, é desenvolver e executar ações necessárias para maximizar o uso das diferentes ofertas hospitalares. Para os usuários, a melhoria é traduzida em maior agilidade na liberação de vagas de internação, cirurgias, exames e procedimentos terapêuticos. O serviço funciona 24 horas, no segundo andar do hospital.

Com os fluxos do NIR alinhados às clínicas, a liberação das vagas é realizada de maneira mais prática, os cancelamentos de cirurgias e internações são evitados e torna-se mais fácil concluir a parte burocrática de verificação de documentos. Além disso, o sistema também permite o controle de vagas por meio de mapa de internação, que encaminha pacientes para leitos vagos, evitando a marcação de mais de um paciente para o mesmo leito. Toda a movimentação online dos pacientes pode ser visualizada em um televisor recentemente instalado no setor. Em 2015, a média de permanência do paciente, calculada em dias, registrou queda nas internações da Clínica Médica (10,4 para 8,6), Clínica Cirúrgica (4,3 para 3,7), Pediatria (3,9 para 3,3) e UTI I (6,9 para 6,5).

“Nossa proposta de reduzir o tempo de permanência por leito é aliada à gestão do cuidado. Por exemplo, antes, um paciente com diagnóstico de infarto agudo do miocárdio permanecia até 15 dias na UTI. Hoje, temos condição de liberá-lo para a enfermaria em até cinco dias e desocupar o leito para quadros mais críticos, mantendo o padrão de assistência”, resume a coordenadora de enfermagem do NIR, Ana Paula Paes.

Além de gerir melhorias nas ofertas internas, o NIR cumpre papel estratégico junto à Rede de Saúde do município quanto às liberações de leitos, internações e agendamentos gerais. Neste caso, as ofertas são mediadas pelo SISREG, sistema nacional de regulação do Ministério da Saúde, que intercala demandas da rede básica e urgência/emergência à internação hospitalar. O NIR também concentra as solicitações de transferências para hospitais que ofertam serviços referenciados de alta complexidade.

OFICIAIS DO NIR

A expansão do serviço depende de várias articulações internas e muitas delas são representadas pelas 16 oficiais administrativas do NIR. A equipe é dividida por duplas em cada clínica e realiza interface com os blocos assistenciais por meio de organização/atualização dos prontuários dos pacientes, conferência do censo hospitalar diário, de pendências ou atrasos de exames, movimentação online dos leitos, etc. É delas também a responsabilidade de abastecer dados no sistema que subsidiam as coordenações para a produção de indicadores hospitalares.

Saneamento ambiental em São Mateus será foco da 7ª edição da “Ciranda da Água”

Postado por Eduardo Nascimento em 18/mar/2016 -

Em comemoração ao Dia Mundial da Água, o Centro Educacional Unificado (CEU) Alto Alegre será palco em 22 de março da 7ª edição da Ciranda da Água de São Mateus, cujo objetivo é apontar caminhos, compartilhar responsabilidades e construir soluções coletivas em torno de uma temática central – este ano, o saneamento ambiental em São Mateus. Programado entre 13h e 17h, o evento tem organização da Fundação do ABC e da Supervisão Técnica de Saúde de São Mateus, por meio do Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS) da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo.

Entre os destaques da programação estão palestras com expoentes da área de saneamento e com autoridades responsáveis pela região, assim como a apresentação de vídeos e intervenções artísticas.

“A Ciranda da Água de São Mateus surgiu em 2010 como proposta do Conselho Gestor da Unidade Básica de Saúde (UBS) Jardim da Conquista I. Inicialmente, seria uma ação somente para a UBS, mas após muita conversa optou-se por expandir a proposta para toda a região logo na primeira edição. Naquela ocasião, identificamos a necessidade de mais informações técnicas sobre a questão da água, para futura organização das informações sobre o tema e para proporcionar melhor orientação à população cadastrada nas unidades básicas de saúde”, recorda Sandro Nicodemo, coordenador ambiental da Fundação do ABC para o convênio São Mateus e membro do Programa Ambientes Verdes e Saudáveis.

São esperadas para a 7ª edição da Ciranda da Água de São Mateus cerca de 200 pessoas entre alunos do CEU Alto Alegre, profissionais de saúde das UBSs de São Mateus, além de apoiadores do Conselho Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CADES) de São Mateus, iniciativa “Rios e Ruas”, projeto “Água, sua linda”, Programa Bióleo, Coletivo N.A.S.A., Universidade de São Caetano do Sul (USCS) e Redes das Águas – SOS Mata Atlântica, entre outros.

“Segundo dados da FUNASA (Fundação Nacional de Saúde), cada R$ 1,00 investido em saneamento equivale a R$ 4,00 economizados em saúde. É esse tipo de discussão que queremos fortalecer. Enquanto muitos países estão preocupados em desenterrar seus córregos, o Brasil ainda está enterrando. Queremos chamar a atenção para o tema e mostrar às autoridades a importância do saneamento. A Ciranda será espaço valioso para isso, com troca de experiências entre pessoas engajadas, em busca da construção de soluções coletivas”, detalha Sandro Nicodemo, da Fundação do ABC.

SERVIÇO:

A 7ª edição da Ciranda da Água de São Mateus tem entrada franca e ocorrerá em 22 de março (terça-feira), das 13h às 17h, no CEU Alto Alegre (Av. Bento Guelfi, n° 1.802, Jardim Iguatemi – travessa da Av. Ragueb Chohfi, próximo ao AMA Laranjeiras). Mais informações pelo site www.cirandadaaguadesaomateus.blogspot.com ou no Facebook, na página “Ciranda da Água de São Mateus”.

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Hospital Estadual de Francisco Morato reduz em quase 30% desperdício de alimentos

Postado por Eduardo Nascimento em 18/mar/2016 -

Parceria entre o Governo do Estado e a Fundação do ABC, o Hospital Estadual de Francisco Morato deu início em 3 de fevereiro à campanha para diminuição do desperdício de alimentos no refeitório da unidade. Coordenado pelo Serviço de Nutrição e Dietética, em parceria com a Comissão de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, o trabalho envolveu os colaboradores da unidade com objetivo de conscientizar para a redução do chamado “resto ingesta” – ou seja, a sobra de alimento nos pratos.

Campanha do HEFM foi batizada “Diga não ao Desperdício”

Campanha do HEFM foi batizada “Diga não ao Desperdício”

Batizada “Diga não ao Desperdício”, a campanha teve início com a entrega aos funcionários de um cartão contendo 12 espaços em branco. Todas as vezes que o colaborador devolvia o prato limpo, recebia um carimbo no cartão. “Ao completar todos os espaços, o colaborador colocava o cartão em uma urna e passava a concorrer a uma cesta de produtos da Nestlé”, explica a coordenadora de Nutrição do HEFM, Alcione Bezerra.

O primeiro sorteio da cesta de produtos ocorreu em 1º de março, premiando a funcionária Maria Eliane de Lima, do setor de Nutrição. O segundo sorteio está programado para 31 de março. “Para marcar o início da campanha, montamos degustação de receitas baseadas no reaproveitamento total de alimentos. Entre os itens que compuseram o menu estiveram doce de casca de maracujá, suco de casca de abacaxi com hortelã e bolinho de talo de couve”, acrescenta Alcione Bezerra.

RESULTADO POSITIVO

Apesar de pouco mais de um mês de implantação, o trabalho de conscientização junto aos funcionários já tem apresentado resultados positivos. A média da sobra de alimento nos pratos nos 6 meses anteriores à campanha era de 200 quilos por mês. Em fevereiro, primeiro mês da iniciativa, o resto ingesta caiu para 143 quilos – ou seja, queda de 28,5%. “Estamos muito satisfeitos com os números iniciais, mas isso ainda é somente o começo”, garante a coordenadora de Nutrição do Hospital Estadual de Francisco Morato, que já planeja as próximas ações da campanha de conscientização.

Dia Mundial da Incontinência Urinária tem ação no Hospital Mário Covas

Postado por Eduardo Nascimento em 18/mar/2016 -

Celebrado anualmente em 14 de março, o Dia Mundial da Incontinência Urinária contou com ação especial no Hospital Estadual Mário Covas (HEMC), em Santo André, que teve tanto objetivo assistencial como de orientação da população. No dia 15, foram realizados 15 exames de urodinâmica em pacientes pré-agendados. Trata-se de avaliação de alta complexidade e longa duração (que varia de 40 minutos a uma hora), que serve para aferir a função da bexiga, medindo a capacidade de armazenamento e como ocorre o esvaziamento. A indicação, na maioria dos casos, é para pacientes com distúrbios neurológicos, mulheres com incontinência urinária e homens com problemas na próstata.

A atividade no Hospital Mário Covas foi fruto de campanha da Associação Brasileira pela Continência B. C. Stuart, uma instituição sem fins lucrativos, cujo objetivo central é auxiliar pessoas que sofrem de incontinência urinária e fecal.

ALTA INCIDÊNCIA

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a incontinência urinária atinge 5% da população mundial. No Brasil, a estimativa é de que 10 milhões de pacientes estejam nessa condição, sendo que as mulheres apresentam duas vezes mais o problema quando comparadas aos homens. “Outro público bastante afetado pela incontinência urinária são os idosos, que muitas vezes deixam de procurar ajuda por acreditarem que a perda de urina faz parte do envelhecimento e que não há nada a ser feito. Entretanto, é preciso ressaltar que a incontinência urinária tem tratamento e muitas vezes é possível obtermos a cura. Essa foi a mensagem que quisemos passar para toda a população durante a semana do dia 14, em comemoração ao Dia Mundial da Incontinência Urinária”, afirma o professor assistente da disciplina de Urologia da Faculdade de Medicina do ABC e presidente da Associação Brasileira pela Continência B. C. Stuart, Dr. Caio César Cintra.

Conforme definição da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), a incontinência urinária é a perda de urina que o paciente não consegue controlar. Não é só um problema físico e pode afetar aspectos emocionais, psicológicos e a vida social das pessoas. Muitos que sofrem com essa condição têm medo de fazer as atividades diárias normais e expor o problema. Além disso, não podem ficar muito longe de um banheiro e evitam aglomerações de pessoas.

São muitas as causas para a incontinência urinária. Muitas vezes a perda involuntária é sintoma de outras doenças, entre as principais câncer de bexiga ou de próstata, diabetes, aumento da próstata e infecções do trato urinário. Outras condições de saúde que aumentam o risco para incontinência são gravidez e partos, obesidade, esclerose múltipla, doença de Parkinson, acidente vascular cerebral (AVC) e envelhecimento, entre outras.

Devido à grande variedade de possíveis causas, é fundamental que o paciente deixe a vergonha de lado e procure ajuda profissional especializada. Dessa forma, será possível obter um diagnóstico preciso sobre o problema e dar início ao tratamento mais adequado.

Nardini recebe médicos e enfermeiros para treinamento sobre dengue

Postado por Eduardo Nascimento em 18/mar/2016 -

Com objetivo de intensificar as ações de prevenção à dengue e aumentar as chances de diagnóstico, o Hospital Nardini de Mauá realizou em 29 de fevereiro capacitação para enfermeiros e médicos da instituição, além de profissionais do SAD (Serviço de Atendimento Domiciliar) da Rede de Saúde. O treinamento foi ministrado no auditório do hospital pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológico do município, em parceria com o Núcleo de Educação Permanente da unidade. Ao todo, 58 profissionais da Saúde foram capacitados.

Com o aumento expressivo dos casos de dengue nos últimos anos em todo o País, a preocupação da Secretaria de Saúde é habilitar os profissionais para identificar casos graves precocemente, qualificar a assistência após o diagnóstico e, principalmente, evitar óbitos. A doença é transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, também transmissor do Zika vírus e da febre chikungunya.

Enfermeiro da Vigilância Epidemiológica, Robervânio Damasceno explicou detalhadamente todas as fases das três doenças. Foram abordados temas como manejo clínico correto; todos os possíveis sintomas; tipos da dengue; meios de obter diagnósticos laboratoriais; ações de prevenção; roteiro de atendimento indicado; casos prioritários; e classificação dos riscos. Durante a aula, os profissionais tiraram dúvidas gerais sobre o tema e esclareceram procedimentos para fluxo de notificação compulsória. “Me surpreendi com a adesão dos profissionais. Foi muito positivo. Desde o ano passado observamos que houve melhora na conduta dos profissionais e no manejo clínico. É importante tanto para o hospital quanto para a melhoria da assistência ao paciente”, considerou o enfermeiro responsável pela capacitação.

Por conta da semelhança de sintomas, é comum que, de forma geral, os médicos confundam os sinais da dengue com gripe ou outras patologias. Por isso, é fundamental que as equipes assistenciais sejam esclarecidas para concluir qual é o problema e de forma mais rápida. “São diagnósticos difíceis de alcançar. Por isso, o profissional sem capacitação facilmente confundirá com doenças mais corriqueiras, como a gripe. Só com treinamento adequado reduziremos casos graves e fatais. As sorologias (coletas de sangue feitas para verificar a presença do vírus), apesar de específicas, demandam tempo precioso que não podemos perder no tratamento”, observa o diretor técnico do Nardini, Dr. Allison Takeo Tsuge.

Este ano Mauá registrou 286 casos suspeitos de dengue, 58 negativos, três importados de outras cidades, um autóctone (contraído no município) e 224 aguardam resultado do Instituto Adolfo Lutz.

AÇÕES DE COMBATE

Quando a Secretaria de Saúde recebe uma notificação de caso suspeito, as equipes fazem ação de bloqueio, vistoriam um raio de 300 metros ao redor da moradia e tomam as medidas indicadas para controle do vetor transmissor. Não há casos de Zika ou chikungunya. Pesquisas demonstram que 85% dos criadouros do Aedes aegypti estão nas casas e quintais. Por isso, as equipes reforçam o cuidado com objetos que possam acumular água e virar potencial criadouro. Em fevereiro, a Secretaria de Saúde promoveu grande mutirão de combate à dengue nos cinco territórios do município. Participaram agentes comunitários, agentes de endemias, enfermeiros, trabalhadores, supervisores e gestores.