Postado por Maíra Oliveira em 07/ago/2020 -

O professor de Cardiologia da FMABC, Dr. Adriano Meneghini
Neste sábado, dia 8 de agosto, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. A data busca reforçar a importância da prevenção dessa doença silenciosa e também da dislipidemia, que é a presença de níveis elevados de gorduras (lipídios) no sangue – como o próprio colesterol e também os triglicérides, que são a reserva de energia do corpo.
O colesterol é um tipo de gordura essencial para o bom funcionamento do organismo, com funções importantes na produção de hormônios, estruturação da parede das células, além de ser fundamental no metabolismo das chamadas vitaminas lipossolúveis (A, D, E e K) e na fabricação da bile, que participa do processo digestivo das gorduras ingeridas.
Porém, em excesso, o colesterol é prejudicial à saúde, pois eleva o risco para doenças cardiovasculares, infarto e acidente vascular cerebral (AVC). De maneira geral, circulam na corrente sanguínea dois tipos de colesterol. O LDL é conhecido como colesterol ruim, pois é o responsável pelo entupimento das artérias. Já o HDL é o colesterol bom, que retira o excesso de colesterol das artérias, impedindo o acúmulo e a formação de placas de gordura.
“Existem basicamente duas situações que elevam o colesterol. A primeira é determinada por maus hábitos alimentares, especialmente pessoas que exageram nos produtos ricos em gorduras saturadas. A segunda condição é geneticamente determinada, conhecida como hipercolesterolemia familiar. Nesse caso, o indivíduo já nasce com problemas relacionados à metabolização de colesterol e triglicérides pelo organismo”, explica o professor de Cardiologia do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dr. Adriano Meneghini.
O consumo exagerado de gordura saturada está associado ao aumento do colesterol total no organismo, que é a soma entre o colesterol bom HDL e os colesteróis não-HDL. Alimentos de origem animal, como carnes, leite integral, ovos, manteiga e queijos, por exemplo, são ricos em colesterol ruim, assim como produtos industrializados, entre os quais biscoitos, salgadinhos, comidas congeladas prontas para consumo, sorvetes, bolos prontos e embutidos – presunto, salsicha, linguiça, mortadela, entre outros. Em alguns desses alimentos processados, além das altas concentrações de gordura saturada, também é possível encontrar a gordura trans, que é grande vilã no aumento do risco cardiovascular, pois reduz o colesterol HDL e aumenta as taxas totais e do colesterol LDL.
Por ser uma doença silenciosa, o Dr. Adriano Meneghini alerta: “As pessoas não sentem o colesterol alto, pois é assintomático. Quando há alguma queixa, geralmente é porque já existe uma doença cardíaca instalada”, informa Meneghini, que detalha: “Com o passar do tempo, o excesso de gordura no sangue vai sendo depositado nas paredes das artérias, que em última análise leva ao estreitamento dos vasos. Nessa fase é que costumam iniciar os sintomas cardíacos, como a angina do peito, com sensação de desconforto, dor ou pressão no peito, e o infarto agudo do miocárdio”.
SOB CONTROLE
Publicada em 2017, a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção de Aterosclerose considera o colesterol normal quando a coleta em jejum apresenta índices menores do que 190 mg/dl (miligramas por decilitro), fração HDL (bom) maior do que 40 mg/dl e quantidade de triglicérides sanguíneos menor do que 150 mg/dl. Quando os valores estão fora desses parâmetros considera-se o diagnóstico de dislipidemia, assim como quando o colesterol ruim LDL está acima de 160 mg/dl.
O tratamento do colesterol alto é medicamentoso, com uso de estatinas e fibratos. Contudo, a mudança de hábitos e a adesão a um estilo de vida saudável são essenciais para o sucesso da terapia. “O controle alimentar, a redução do peso corporal, a diminuição do uso de bebidas alcoólicas, de açúcares e carboidratos são fundamentais. Além disso, os pacientes devem realizar atividades físicas regularmente e abandonar o hábito de fumar, tendo em vista que o cigarro aumenta o colesterol e os triglicérides”, alerta o professor da FMABC, Dr. Adriano Meneghini.
Postado por Maíra Oliveira em 07/ago/2020 -

A gerente da UPA Central, Zilvani Guimarães – Foto: Reprodução
A Fundação do ABC participou em 22 de julho de audiência pública para avaliação e prestação de contas referentes às metas e resultados obtidos na UPA Central de Santos no quadrimestre de setembro a dezembro de 2019. A sessão, que havia sido adiada devido à pandemia de Covid-19, contou com presenças da gerente da UPA Central, Zilvani Guimarães, do secretário de Saúde de Santos, Fábio Ferraz, além do Chefe do Departamento de Administração e Finanças da Secretaria da Saúde, Denis Valejo Carvalho. A FUABC teve 100% das contas aprovadas e manutenção do repasse financeiro integral, ao atingir 975 pontos.
Entre os destaques apresentados na audiência pública estiveram os indicadores do período. Ao todo foram 51.994 atendimentos registrados no Sistema de Classificação de Risco da unidade nas especialidades de Clínica Médica (32.374), Pediatria (11.190), Ortopedia (5.257) e Odontologia (3.173), além de 80.542 exames diagnósticos (sendo 17.231 radiografias, 60.265 exames laboratoriais e 3.096 eletrocardiografias). Também foram registrados 14.304 procedimentos ambulatoriais entre suturas, inalação, imobilização e curativos.
No âmbito da satisfação dos usuários, quesito em que a UPA deve manter pelo menos 80% de satisfação positiva, o índice alcançado foi de 82,2% de resultado bom ou ótimo na avaliação junto aos usuários durante o período. A apresentação também contou com a divulgação de atividades da área de Educação Permanente, bem como da Comissão de Humanização.
Postado por Maíra Oliveira em 07/ago/2020 -

Abertura do vídeo foi feita pela professora titular da disciplina de Clínica Pediátrica da FMABC, Dra. Roseli Sarni – Foto: Reprodução
O Departamento de Pediatria do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) produziu um vídeo com depoimentos alusivos à Semana Mundial de Aleitamento Materno (SMAM) — comemorada anualmente em 150 países entre os dias 1 e 7 de agosto — para ser divulgado durante todo o mês de agosto. O tema central da semana mundial deste ano é “Apoie o Aleitamento Materno por um Planeta Saudável”.
O objetivo da campanha 2020 da SMAM é informar as pessoas sobre as ligações entre a amamentação, o meio ambiente e as mudanças climáticas; fixar a amamentação como uma decisão climática inteligente e estimular ações para melhorar a saúde do planeta e das pessoas por meio do aleitamento materno.
O vídeo produzido pelo Departamento de Pediatria, com apoio do setor de Comunicação da FMABC, traz depoimentos de dez mães, algumas com a participação dos pais, que revelam suas experiências sobre a prática do aleitamento materno, a importância de contar com uma rede de apoio familiar, além de reforçar os benefícios para a saúde materno-infantil e destacar o fortalecimento do vínculo afetivo com os bebês.
O material também conta com participação da professora titular da disciplina de Clínica Pediátrica da FMABC e pró-reitora de graduação, Dra. Roseli Oselka Saccardo Sarni, do professor titular de Neonatologia e chefe do departamento de Pediatria, Dr. José Kleber Kobol, e da professora da disciplina de Clínica Pediátrica, Dra. Denise de Oliveira Schoeps.
“Nosso objetivo com a divulgação deste material é manter o incentivo à amamentação em prol de um planeta mais seguro. O leite materno é um alimento natural, renovável, além de ambientalmente seguro e ecológico. É entregue ao consumidor final, o bebê, sem gerar poluição, como embalagens, e também evitando desperdícios”, explica a Dra. Roseli Sarni.
O vídeo também traz orientações baseadas em legislações vigentes e no Estatuto da Criança e do Adolescente sobre a utilização de espaços públicos e estabelecimentos comerciais para amamentar, amamentação durante a jornada de trabalho, salário-maternidade, entre outros assuntos.
O material com todos os depoimentos e orientações está disponível no endereço https://is.gd/vQ4y0u.
CELEBRAÇÃO GLOBAL
Em 2020, a pandemia de Covid-19 mudou o formato, mas não o foco. Os eventos de celebração e conscientização sobre aleitamento materno têm ocorrido virtualmente, em respeito ao distanciamento social. As ações realizadas em todo o País podem ser acessadas pelo link https://rblh.fiocruz.br/semana-mundial-de-aleitamento-materno-2020.
Considerada veículo para promoção da amamentação, a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) é comemorada desde 1992 em mais de 150 países, por iniciativa da World Alliance for Breastfeeding Action (WABA), a Aliança Mundial para Ação em Aleitamento Materno – órgão consultivo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF). É celebrada oficialmente em agosto.
O Ministério da Saúde coordena a Semana Mundial do Aleitamento Materno no Brasil desde 1999, respondendo pela adaptação do tema, elaboração e distribuição de materiais de divulgação. O Congresso Nacional sancionou em 2017 a lei nº 13.435, que institui agosto como o Mês do Aleitamento Materno. Na mesma publicação oficial, ficou definida a “iluminação ou decoração de espaços com a cor dourada” – caracterizando o Agosto Dourado.
Postado por Maíra Oliveira em 07/ago/2020 -

Foto: Divulgação/PMMC
As mortes em decorrência da Covid-19 em Mogi das Cruzes apresentaram queda de 23% entre os meses de junho e julho, de acordo com dados registrados pelo Departamento de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de Saúde. Os registros incluem mogianos que faleceram na cidade, na Capital e também em outros municípios, seguindo as notificações realizadas pelos hospitais e os dados lançados nos sistemas oficiais de monitoramento. Os dados são registrados de acordo com a data do óbito, o que, muitas vezes, não corresponde à data de divulgação pois depende de confirmação.
No mês de junho foram registrados 87 óbitos de mogianos por Covid-19. Em julho o número baixou para 67. A redução atende às expectativas, mas ainda é tempo de cuidado e prevenção, uma vez que o vírus continua circulando e a pandemia não acabou. “Não podemos descuidar até que surja uma vacina eficaz contra a doença. Até lá, distanciamento social, uso de máscaras e higiene das mãos devem fazer parte da rotina de todos”, reforça o secretário de Saúde, Henrique Naufel.
Desde o início da pandemia, a Prefeitura de Mogi das Cruzes tem adotado uma série de medidas para conter o avanço da contaminação e garantir atendimento médico para todos que precisam. Uma das primeiras ações foi a criação do Centro de Referência do Coronavírus no Hospital Municipal, em Braz Cubas, com Pronto Atendimento, exames e internação para pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19. O Hospital de Campanha, na Avenida Cívica, foi instalado para garantir retaguarda aos casos leves e moderados. Os dois equipamentos são gerenciados pela Fundação do ABC.
Atualmente, há 59 pessoas internadas pelo novo coronavírus no Hospital Municipal (34 em leitos de UTI e 25 em enfermaria) e 32 pacientes no Hospital de Campanha (todos em leitos de enfermaria). Em todo o município, incluindo hospitais públicos e privados, há 184 pessoas internadas, das quais 60 estão em terapia intensiva e 124 em leitos de enfermaria, o que representa 55% de ocupação em UTI Covid e 40% em Enfermaria Covid.
Mogi das Cruzes já registrou, desde o início da pandemia na cidade, um total de 4.397 casos de mogianos infectados pelo novo coronavírus, dos quais 2.411 já se recuperaram, 1.732 são casos ativos e, infelizmente, 254 vieram a óbito. Do total de óbitos, 85% das vítimas eram portadoras de doenças crônicas e 69% tinham 60 anos ou mais. O município ainda aguarda o resultado de 1.332 exames e investiga seis óbitos suspeitos de Covid-19.
Postado por Maíra Oliveira em 31/jul/2020 -

A filha Vanicleide Mota Deusdará e o pai, Adilson Deusdará – Foto: Reprodução
Uma história que começou angustiante teve final feliz e inesquecível para a família do paciente Adilson Deusdará, de 49 anos, que deu entrada sem documentos no Hospital Ipiranga dia 23 de junho, com diagnóstico de Covid-19. Desde abril, a Fundação do ABC, em contrato emergencial firmado com o Governo do Estado, gerencia no local um Centro de Triagem, 10 leitos de UTI e 30 de enfermaria.
Desconfortável em ver o registro como “desconhecido” na ficha de atendimento do hospital, a coordenadora de Enfermagem, Margarete Guedes Rodrigues, mobilizou esforços para ajudar na identificação do paciente. Em uma folha de papel, o paciente, que apresentava dificuldades na fala, escreveu seu nome. “Decidi procurar em uma rede social e achei três pessoas com o mesmo sobrenome. Mostrei a foto de todos, foi quando ele exclamou que uma delas era a filha dele e abraçou a enfermeira. Foi emocionante”, conta Margarete, que após a revelação entrou em contato com as três pessoas questionando se havia alguém desaparecido na família. Uma delas, Vanicleide Mota Deusdará, respondeu horas depois. “Fiquei muito emocionada. Foi quando soube da história da família. Pedi o telefone dela, dei o meu e mantivemos contato”, conta. A filha procurava o pai há 15 anos, desde que ele veio do Piauí para São Paulo e, com o passar dos anos, perdeu o contato com a família. Os três filhos ficaram no Nordeste com a mãe.
A área de Serviço Social do hospital foi acionada e providenciou novo contato da família com o paciente, agora por chamada de vídeo. A filha, então, informou o nome completo, nome da mãe, data de nascimento e enviou uma foto da certidão de casamento dos pais. “Após esse processo, mudamos todo o cadastro do paciente e desse dia em diante todos passamos a nos referir ao mesmo como Sr. Adilson. Foi uma alegria geral, difícil de explicar”, relata.
O paciente, que recebeu roupas e objetos pessoais comprados pela equipe de Enfermagem, apresentou boa evolução do quadro de infecção pela Covid-19. Dia 5 de julho, enfim, a filha que mora em Ribeirão Preto foi buscá-lo no hospital após a alta médica. “Me ligaram por chamada de vídeo novamente para nos despedirmos e agradeceram muito o empenho e a iniciativa dos funcionários. Foi um episódio inesquecível que com certeza ficará marcado na carreira de todos os envolvidos”, disse Margarete.
Postado por Maíra Oliveira em 31/jul/2020 -

Foto: Divulgação/Arquivo pessoal
O infectologista Pedro Moreira Folegatti, formado em 2009 pelo Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, é o principal pesquisador do estudo conduzido pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, sobre uma das mais promissoras vacinas contra a Covid-19. O artigo foi publicado pela conceituada revista The Lancet, em 20 de julho.
Paulista, 34 anos, líder clínico dos estudos do imunizante e responsável por coordenar o acompanhamento de cerca de 10 mil voluntários, Folegatti se especializou no desenvolvimento de vacinas para doenças emergentes após seis anos morando em terras britânicas.
“Minha formação toda foi no Brasil. Me formei em 2009 na Faculdade de Medicina do ABC e fiz residência em infectologia no Instituto Emílio Ribas. Trabalhei em diversos hospitais em São Paulo até setembro de 2014, quando me mudei para o Reino Unido para fazer um mestrado em saúde pública na London School of Hygiene and Tropical Medicine. Quando eu concluí o programa de mestrado, em 2016, surgiu a oportunidade de trabalhar para o Jenner Institute (da Universidade de Oxford) para um programa de influenza. Já estou aqui há quatro anos. Antes da pesquisa do coronavírus começar, a gente estava trabalhando com uma vacina parecida para a MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio, também causada por um coronavírus) e calhou de os resultados terem sido publicados na mesma época, quando as coisas começaram a explodir”, conta o ex-aluno da FMABC.
Em janeiro, muito antes da pandemia castigar a Europa, os Estados Unidos e o Brasil, Folegatti e os colegas já iniciavam a pesquisa da potencial vacina contra a doença, após publicação por parte dos chineses do sequenciamento genético do novo coronavírus. Os preparativos para os ensaios clínicos começaram no início de fevereiro. Desde então, a equipe tem trabalhado todo dia, inclusive madrugada adentro.
Segundo o pesquisador, a vacina é baseada num adenovírus (causador de resfriado) de chimpanzé, que é incapaz de se reproduzir dentro do corpo. Os cientistas, então, trocam esses genes por outros genes que vão levar proteínas de quaisquer outros vírus ou patógenos para onde se quer gerar proteção. No caso da Covid-19, são trocados os genes de replicação do adenovírus por genes que vão codificar proteínas da superfície do coronavírus atual. “A grande vantagem de usar essa plataforma é que a gente consegue produzir vacina mais rápido utilizando o mesmo molde e trocando só o antígeno, que é o pedaço que a gente espera que vá induzir uma resposta imune”, explica o infectologista.
A rotina tem sido desgastante. São, em média, quatro horas por dia de sono. Para amenizar a ansiedade pelo tão esperado resultado dos ensaios clínicos, o pesquisador encontra apoio na esposa e na filha, com quem vive na Inglaterra. “Elas têm um papel fundamental nesse processo para garantir a minha sanidade mental. A rotina é (trabalhar) sem hora para entrar, sem hora para sair, fim de semana, feriado. Eu acordo umas 6h, venho para o escritório, saio às 18h e continuo trabalhando em casa, madrugada adentro. Durmo uma média de quatro horas por noite”, relata.
A íntegra do estudo pode ser acessada pelo link: https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(20)31604-4/fulltext (com informações do jornal O Estado de São Paulo).
Postado por Maíra Oliveira em 31/jul/2020 -

Os testes nos idosos ocorrerão até o dia 7 de agosto – Foto: Eric Romero/PMSCS
Primeira cidade do Brasil a testar os idosos em massa contra a Covid-19, São Caetano do Sul acaba de ampliar a faixa-etária da ação para todos os moradores a partir dos 60 anos – até então, o público era de 60 a 75 anos. A nova estratégia começou dia 29 de julho, no Drive Thru, localizado na Garagem Municipal (Avenida Presidente Kennedy, 2.100, bairro Olímpico).
Os testes rápidos são realizados de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h, mediante agendamento no site coronavirus.saocaetanodosul.sp.gov.br. É indispensável a apresentação de documento pessoal e comprovante de residência (ou o Cartão São Caetano), e o uso de máscara. O morador deverá chegar com, no máximo, 15 minutos de antecedência, para evitar aglomeração. Os testes nos idosos ocorrerão até o dia 7 de agosto.
“A testagem em massa, somada a outras ações, nos permite o mapeamento da incidência do coronavírus em nossa cidade. E levar esta iniciativa aos idosos é uma estratégia fundamental dentro do nosso objetivo maior, que é salvar vidas”, ressalta o prefeito José Auricchio Júnior, lembrando que os integrantes da terceira idade são mais vulneráveis à doença.
Após o pessoal da terceira idade, a Prefeitura utilizará o Drive Thru para testar outros segmentos da população – detalhes serão divulgados oportunamente. São Caetano possui um dos maiores índices de longevidade do País (78 anos) e 21% de sua população é formada por idosos (cerca de 34 mil pessoas).
Somando os atendimentos no Drive Thru (que antes dos idosos atendeu 22.166 trabalhadores de diversos segmentos econômicos), no Disque Coronavírus, nos bloqueios de trânsito, no Inquérito Epidemiológico e nas habitações coletivas, além de servidores na linha de frente de combate à pandemia e pacientes dos hospitais, 55 mil pessoas já foram testadas, o que representa 34% da população da cidade. A manutenção dos programas e as novas estratégias deverão fazer a cidade atingir 40% da população testada em agosto.
Postado por Maíra Oliveira em 31/jul/2020 -

Foto: Gabriel Inamine/PMSBC
Para modernizar o setor e trazer mais conforto aos pacientes em tratamento bucal, a Prefeitura de São Bernardo está instalando 42 novos consultórios odontológicos em sua rede de Saúde Bucal, que serão distribuídos em 9 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e 1 Centro de Especialidades Odontológicas (CEO).
O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, destacou a qualidade dos novos equipamentos – os mais modernos no mercado atualmente. Uma aquisição que amplia o atendimento do usuário das UBSs no município. “Nosso objetivo é acolher melhor o paciente, dar tratamento de qualidade. E ao profissional, equipamentos que permitam desenvolver um bom trabalho, em prol do melhor resultado. Investir em Saúde, em profilaxia, é sempre um bom investimento. E vamos seguir trabalhando para isso”, declarou.
Na atual gestão foram instaladas 82 novas cadeiras, sendo 42 em julho deste ano e outras 40 no ano anterior. O investimento foi de aproximadamente R$ 1 milhão no setor. A aquisição atual, na ordem de R$ 532 mil, foi concedida ao município pelo Ministério da Saúde, pela implantação de 30 novas equipes de Saúde Bucal na Estratégia Saúde da Família, no último ano.
“Triplicamos a quantidade de equipes desde 2017. Hoje, são 102 equipes trabalhando na cidade. Com uma média de atendimentos de 3 mil procedimentos por unidade, por mês. Números que expressam o nosso comprometimento com a Saúde Bucal”, reforçou o secretário de Saúde, Dr. Geraldo Reple Sobrinho.
FUNCIONAMENTO
As novas cadeiras economizam água com o acionamento da pia por aproximação do rosto do paciente e o profissional não precisa mais tocar na lâmpada para acender o refletor, que também é acionado por aproximação das mãos.
ATENDIMENTOS DURANTE PANDEMIA
Os atendimentos odontológicos estão sendo retomados gradativamente seguindo os protocolos da Anvisa, Ministério da Saúde e Vigilância Sanitária, em virtude da possibilidade de dispersão de partículas de Covid-19 por aerossol durante o tratamento dentário. As urgências e emergências foram mantidas durante toda a quarentena.
RECONHECIMENTO
São Bernardo vem sendo reconhecida pelas boas práticas de políticas públicas na Saúde Bucal. Em 2019, foram duas premiações pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO). A conquista do 5ª melhor do País na área de Saúde Bucal, na categoria acima de 500 mil habitantes, sendo a melhor posicionada entre as cidades do Estado de São Paulo e única do Grande ABC a ser citada no ranking.
Em ambas as premiações, São Bernardo obteve excelentes resultados na implantação e execução de serviços básicos de odontologia na rede municipal de Saúde, tais como: Promoção de Saúde Bucal, Educação Permanente, Assistência Odontológica Básica e Especializada.
Postado por Maíra Oliveira em 23/jul/2020 -

A coordenadora de ensino do Setor de Reprodução Humana da FMABC, Dra. Fabia Vilarino, e o professor de Psiquiatria, Dr. Sergio Baldassin
Coordenador do Fórum Nacional de Serviços de Apoio ao Estudante de Medicina (FORSA) e professor de Psiquiatria do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Sergio Baldassin participou entre os dias 25 e 27 de junho do 2º Congresso Caipira de Educação Médica, na área de Saúde Mental. O evento é organizado desde o ano passado pela FACERES (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto), no interior de São Paulo, e reúne especialistas na área de Educação em Saúde de todo o Brasil. O evento, gratuito, foi organizado no formato on-line devido à pandemia.
O debate também teve participação da coordenadora de ensino do Setor de Reprodução Humana da FMABC, Dra. Fabia Vilarino, que presidiu a mesa de discussão sobre saúde mental. O professor Baldassin abordou as atividades realizadas pelo FORSA durante a pandemia, do qual é coordenador. Foram promovidas diversas palestras virtuais sobre temas como o futuro da escola médica pós-pandemia, importância do autocuidado emocional e impacto das notícias midiáticas.
O serviço, destinado ao apoio psicológico de estudantes e residentes de Medicina, foi criado em 2015 e nasceu no Congresso Brasileiro de Educação Médica (COBEM), da Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM). Atualmente são mais de 300 participantes ativos, com inserção de 100 escolas médicas em 21 estados brasileiros. A maioria são médicos, psicólogos e pesquisadores ligados ao tema.
Postado por Maíra Oliveira em 23/jul/2020 -

Coordenador do Ambulatório de Transtornos da Sexualidade (ABSex) e professor de Psiquiatria da FMABC, Dr. Danilo Baltieri
Médico psiquiatra, coordenador do Ambulatório de Transtornos da Sexualidade do Centro Universitário Saúde ABC (ABSex) e professor de Psiquiatria da FMABC, Dr. Danilo Baltieri participou de ‘live’ com o tema “Pedofilia: punição ou tratamento médico?” com a delegada da Polícia Federal e chefe do grupo de repressão de crimes cibernéticos do Rio de Janeiro, Dra. Paula Mary.
O debate foi mediado pela professora da FMABC, Renata Aranha, e transmitido pelo YouTube em 16 de julho. O objetivo da discussão não foi culpabilizar ou vitimizar o agressor sexual contra crianças, mas propor soluções a este grave problema de saúde pública. “É importante deixar claro que nenhum especialista em agressores sexuais ao redor do mundo é contra a pena de prisão. Somos contra a falta de tratamento médico e psicossocial do transtorno pedofílico fora e dentro dos presídios. De cada 100 molestadores de crianças que estão presos, cerca de 20 podem ter diagnóstico de transtorno pedofílico, cujo tratamento é capaz de minimizar sintomas altamente perturbadores”, observou o professor. Segundo o especialista, que se dedica ao tema há 21 anos, para cada portador do transtorno pedofílico tratado voluntariamente há redução de cerca de uma a três crianças sexualmente abusadas ou exploradas.
Parceira do ABSex, a delegada Dra. Paula Mary considera que, para fortalecer a prevenção contra este tipo de atividade criminosa, é necessário incentivar um debate multidisciplinar envolvendo as áreas de Psiquiatria, Psicologia e Direito. “Precisamos fomentar estudos sobre o assunto e lançar luz ao debate. Boa parte dos estudantes de Medicina, Direito e Psicologia nunca ouviram falar de uma abordagem multidisciplinar sobre o tema. Estamos lidando com o mesmo problema, porém, sob ângulos diferentes. E nenhuma medida isoladamente é eficaz para que as crianças deixem de ser abusadas”, disse a delegada.
A nova parceria do ABSex com integrantes das forças policiais visa a qualificar o debate sobre o tema e especializar, cada vez mais, a abordagem dos tratamentos de transtornos pedofílicos no Brasil.
ABSEX
O Ambulatório de Transtornos da Sexualidade da FMABC funciona desde 2003 no campus universitário e completou 17 anos em atividade neste 2020. Vinculado à disciplina de Psiquiatria e Psicologia Médica, atende gratuitamente casos de transtorno da preferência sexual (pedofilia, sadomasoquismo e exibicionismo), disfunções sexuais (impotência, ejaculação precoce, falta de desejo ou orgasmo e dor sexual) e transtornos de identidade (travestismo de duplo papel). O tratamento é psiquiátrico – com utilização de psicoterapia –, psicoeducacional e à base de medicações. Também há terapia em grupo para orientação e educação sexual.