Postado por Maíra Oliveira em 03/abr/2020 -

Prefeitura investiu R$ 300 mil em novo espaço – Foto: Eric Romero/PMSCS
As futuras mamães e bebês de São Caetano do Sul acabam de ganhar um espaço moderno, amplo, confortável e acolhedor. Este é o novo Pronto Atendimento de Ginecologia e Obstetrícia do Complexo Hospitalar Municipal, que começou a funcionar dia 2 de abril. O investimento da Prefeitura foi de R$ 300 mil.
O novo espaço foi construído em área até então subutilizada do Complexo. É equipado para qualquer emergência obstétrica e ginecológica, podendo, inclusive, realizar parto em período expulsivo. Destaque para a ala de cardiotocografia (CTG), exame que identifica a vitalidade do feto.
São quatro boxes individualizados para exames, observação e medicação, o que garante a privacidade das pacientes. Tudo isso em uma área ampla, com leitos de observação, ar-condicionado e mobiliário novos, incluindo poltronas para gestantes e acompanhantes.
“Esta é mais uma prova do nosso compromisso com a Saúde de São Caetano do Sul. Em um espaço antes em desuso, construímos um equipamento moderno que certamente proporcionará atendimento mais qualificado às gestantes da nossa cidade”, afirmou o prefeito José Auricchio Júnior, em visita técnica ao local. “Embora estejamos concentrando esforços no enfrentamento ao coronavírus, nossas ações e investimentos na rede de Saúde não param.”
Durante a live nas redes sociais da Prefeitura, a secretária de Saúde, Regina Maura Zetone, orientou as gestantes sobre o coronavírus e transmitiu uma boa notícia. “Não há relatos de transmissão vertical, da mãe para o bebê, nem na gestação e nem na amamentação”, tranquilizou, recomendando que grávidas com sintomas de Covid-19 procurem as unidades de Saúde.
PLANO DIRETOR
O novo Pronto Atendimento de Ginecologia e Obstetrícia integra o Plano Diretor Estratégico para a expansão do Complexo Hospitalar Municipal, pacote que engloba 13 ações e investimento total de R$ 3,8 milhões. Destaque ainda para os novos Centro Municipal de Diagnóstico por Imagem e Ambulatório, que passará de sete para 18 consultórios.
A previsão é de que todo o plano seja concluído em agosto, com a entrega da ala de enfermaria exclusiva para pacientes com câncer, já em obras no 4º andar do Márcia Braido. Serão dez quartos de uso individual.
Postado por Maíra Oliveira em 03/abr/2020 -

Foto: Gabriel Inamine/PMSBC
Em mais uma ação de combate à pandemia de Covid-19, a Prefeitura de São Bernardo transformará o Hospital Anchieta (HA), localizado na Rua Silva Jardim, 470 – Centro, em referência para o tratamento da doença, ampliando a quantidade de leitos para receber os pacientes. Com valor aproximado de R$ 6 milhões, a obra está em período de contratação e será custeada pelo tesouro municipal.
“Tomamos esta decisão com o intuito de ampliar a nossa rede. A nova estrutura estará preparada para ofertar 100 leitos, dos quais 19 serão de UTI. Estamos otimistas que, no menor tempo possível, possamos estar atendendo pacientes de COVID – 19, no local”, explicou o secretário de Saúde, Dr. Geraldo Reple Sobrinho.
Atualmente, o HA atende aos pacientes oncológicos que fazem sessões de quimioterapia e tratamento ambulatorial. Durante a pandemia todos serão acolhidos no Hospital de Clínicas, sem prejuízo aos tratamentos.
HOSPITAL DE URGÊNCIA
Além do Hospital Anchieta, a Administração já sinalizou o interesse em oferecer, ao Ministério da Saúde e ao Governo do Estado, a estrutura do Hospital de Urgência (HU) como mais um equipamento de referência do tratamento de COVID-19, durante a pandemia.
A reivindicação da Administração é para que o Ministério da Saúde e o Governo do Estado equipem o local para que seja um hospital referenciado ao atendimento de pacientes infectados, disponibilizando 79 leitos de Terapia Intensiva. Ao todo são 69 leitos adulto, 10 pediátricos e 162 leitos de enfermaria nas especialidades de Clínica Médica e Pediatria.
Postado por Maíra Oliveira em 01/abr/2020 -

Instituição integra a lista de 32 escolas médicas do País acreditadas pela World Federation for Medical Education (WFME)
O curso de Medicina do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, deu início neste ano ao processo de reacreditação junto ao Sistema de Acreditação de Escolas Médicas (Saeme), selo de acreditação do Conselho Federal de Medicina (CFM) conquistado em 2018 e que vencerá em 2021. A certificação, criada em parceria com a Associação Brasileira de Educação Médica (Abem), reconhece a qualidade da formação oferecida aos recém-formados em Medicina sob diversos aspectos, como qualidade da gestão, projeto pedagógico, programa educacional, corpo docente, discente e infraestrutura. Em 2019, o selo do CFM/Abem foi reconhecido internacionalmente pela World Federation for Medical Education (WFME). Atualmente a FMABC integra a lista de 32 escolas médicas do País acreditadas pelo órgão internacional.
O plano de ações definido pelo Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso de Medicina da instituição reúne conjunto de propostas que envolve as 43 disciplinas do curso médico, com prazos e metas para apresentação de resultados. As propostas de melhoria são baseadas nos eixos de indicadores de qualidade que obtiveram menor pontuação nas avaliações do Saeme à época da primeira acreditação. Entre as ações previstas estão ajustes curriculares com base nas necessidades de saúde regionais; elaboração do perfil epidemiológico da população local; ampliação do serviço de preceptoria nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), bem como dos métodos de avaliação; formalização de convênios com as secretarias municipais de saúde (os Contratos Organizativos de Ação Pública de Ensino-Saúde – COAPES); predomínio de métodos de ensino centrados no estudante; desenvolvimento de práticas multiprofissionais com os outros nove cursos na área da saúde da instituição; incentivo às atividades científicas entre docentes pesquisadores, entre outras ações.
As pautas serão discutidas nas reuniões do NDE, que ocorrem de forma periódica. O professor responsável por cada proposta terá de fazer controle das ações no prazo de 30, 60 e 90 dias e apresentar para o NDE e seu colegiado. O prazo final para apresentação geral das propostas e suas respectivas execuções será em novembro.
“A partir da formação do Centro Universitário Saúde ABC-FMABC torna-se imperativo organizar e prever ações didático-pedagógicas contemporâneas que mantenham a grandeza conquistada nas últimas décadas e desenvolva novas abordagens na construção de conhecimento e desenvolvimento docente/discente. A educação médica tem evoluído com novos modelos, teorias, abordagens e precisamos estar não apenas atualizados, mas pensando, produzindo e mantendo contato com o que há de melhor nesta área”, explica o coordenador do curso de Medicina e professor da FMABC, Dr. Mario Paulo Faro Júnior, que conduz o processo de acreditação junto aos docentes Sergio Baldassin e David Feder.
INCLUSÃO DE DEFICIENTES
Outra proposta da coordenação do curso de Medicina do Centro Universitário Saúde ABC-FMABC é criar um Programa de Apoio à Permanência de Alunos com Necessidades Especiais ou Adicionais, como forma de reforçar o compromisso social e educacional da instituição junto à comunidade acadêmica e em prol da inclusão e capacitação de funcionários e alunos. Os membros do programa incluirão, inicialmente, médicos de várias especialidades. São eles: clínicos, cirurgiões gerais, neurologista, psiquiatra, oftalmologista, otorrinolaringologista e fisiatra, além de terapeuta ocupacional e um membro indicado pelo núcleo de acessibilidade da FMABC. Outros integrantes poderão ser incluídos para cuidar especificamente de cada caso.
A primeira missão do programa será localizar os alunos que atualmente frequentam o curso de Medicina e que possuem necessidades especiais ou adicionais. Assim que forem avaliadas as necessidades do aluno – recém-aprovado ou já matriculado – será criado um plano imediato semestral de apoio e outro de planejamento constante. Este organograma com detalhes e projeções de competências e disciplinas deverá ser apresentado ao Núcleo Docente Estruturante (NDE) e seu colegiado para avaliação e aprovação.
Entre outras ações previstas, as disciplinas serão estimuladas a abordar em suas aulas teóricas e práticas os casos de necessidades especiais ou adicionais e a colocar casos clínicos em suas avaliações que abordem tais situações. O projeto completo de sensibilização e ensino, que também envolverá colaboração dos pais dos alunos, é coordenado pelos professores Mario Paulo Faro Júnior, Sergio Baldassin, David Feder, Rubens Wajnsztejn e Alessandra Wajnsztejn.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um bilhão de pessoas no mundo vive com algum tipo de deficiência. A entidade recomenda que haja treinamento constante de todos os profissionais de saúde em relação às questões de deficiência, investimento em serviços como reabilitação e inclusão, bem como divulgação de seus direitos.
Postado por Maíra Oliveira em 01/abr/2020 -

Vídeo foi disponibilizado em canal no YouTube
Os pacientes atendidos pelo Ambulatório de Oncologia Pediátrica do Centro Universitário Saúde ABC-FMABC, em Santo André, passaram a contar esta semana com trabalho de voluntariado virtual e atividades recreativas. Em função da pandemia do novo coronavírus, o serviço voluntariado foi temporariamente suspenso, mas os pacientes mirins continuam sendo atendidos na unidade. Por isso, a equipe da ONG Big Riso, projeto voluntário da construtora MBigucci, criou vídeo recreativo com brincadeiras para as crianças. O material pode ser acessado no canal do Big Riso no YouTube pelo link https://is.gd/x8YEsk.
“Nosso objetivo é que essas brincadeiras e mensagem dos voluntários cheguem também aos pequenos pacientes que estão internados ou em tratamento nos hospitais. Para isso contamos com a ajuda das enfermeiras, médicos e equipe de apoio para mostrarem às crianças. Uma forma que encontramos de continuar levando um pouco do carinho e da alegria do Big Riso aos pequenos”, explicou Roberta Bigucci, diretora da construtora.
TRAJETÓRIA
O Big Riso já realizou cerca de 2 mil visitas em hospitais e 170 ações sociais, beneficiando mais de 12 mil crianças e adolescentes. Já passaram pelo grupo 1.072 voluntários e atualmente são 100 atuantes. Entre os hospitais e ambulatórios visitados na área de Oncologia Infantil estão a Faculdade de Medicina do ABC e o Hospital Estadual Mário Covas, ambos em Santo André, e o Hospital do Servidor Público Estadual, em São Paulo. As visitas ocorrem de segunda e quarta-feira, em horário de expediente. Conheça mais em www.bigriso.com.br
Postado por Eduardo Nascimento em 27/mar/2020 -

Gerido pela Fundação do ABC desde a inauguração em 2010, o AME Santo André tornou-se referência em qualidade na região do ABC
A Fundação do ABC acaba de vencer chamamento público do Governo do Estado de São Paulo e seguirá à frente do Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Santo André pelos próximos 5 anos. Tanto as áreas clínicas quanto administrativas permanecem sob responsabilidade da FUABC, em acordo firmado no modelo de Organização Social de Saúde (OSS). O novo contrato terá início em maio. O valor mensal fixado é de R$ 1.532.742,59 e contempla consultas médicas e não médicas, exames, procedimentos terapêuticos e cirurgias.
Conforme previsto no contrato de gestão, serão realizadas 5.455 consultas médicas por mês em 16 especialidades: Anestesiologia, Cardiologia, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica, Cirurgia Vascular, Dermatologia, Endocrinologia, Endocrinologia Infantil, Gastroenterologia, Ginecologia, Mastologia, Oftalmologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Proctologia e Urologia.
A parceria também contempla 1.500 consultas e sessões não médicas mensais nas áreas de Enfermagem, Fisioterapia e Nutrição, além de 1.817 exames, entre os quais de endoscopia, radiologia, tomografia computadorizada, ultrassonografia, mamografia, densitometria óssea, prova de função pulmonar, colposcopia, colonoscopia, audiometria, eletroencefalograma, ecodopplercardiograma/vascular, MAPA, holter, teste ergométrico e topografia.
Com centro cirúrgico próprio, a unidade fará 720 cirurgias ambulatoriais de baixa e média complexidade por mês.
A fim de garantir o cumprimento de metas e a assistência de qualidade, o contrato de gestão vincula os repasses financeiros do Governo do Estado a indicadores de qualidade e de produtividade pré-estabelecidos. Dessa forma, a Fundação do ABC assegura à população atendimento humanizado, resolutivo e segundo os mais rigorosos padrões de qualidade estabelecidos para a área da Saúde.
HISTÓRIA DE SUCESSO
Gerido pela Fundação do ABC desde a inauguração em 2010, o AME Santo André tornou-se referência em qualidade na região do ABC. Ao todo são 19 consultórios e mais de 26 salas de apoio para o atendimento de especialidades, além do centro cirúrgico, que ocupa todo o quarto andar e reúne três salas de cirurgia, duas salas de observação (masculino e feminino) com seis leitos cada, sala de observação rápida para procedimentos oftalmológicos, além da Central de Materiais e Esterilização (CME).
O AME Santo André está localizado na Vila Luzita, na Av. Capitão Mário de Toledo Camargo, 3330. Os pacientes são atendidos mediante encaminhamento coordenado pela Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde (CROSS), do Governo do Estado.
Postado por Eduardo Nascimento em 26/mar/2020 -

Waila Evelyn Lima Santana e o Dr. Horacio Dorigan Moya
Os agentes sulfatantes inibem a deterioração causada por algumas bactérias, fungos e leveduras e as reações de escurecimento enzimático e não enzimático durante o processamento e o armazenamento de alimentos. Particularmente na indústria do vinho, o dióxido de enxofre (SO2) tem sido usado desde o Império Romano para impedir a formação de leveduras indesejáveis. Naquela época, o SO2 era gerado simplesmente pela queima de enxofre natural próxima aos barris, para que o suco de uva pudesse absorver o fumo.
Em função do baixo custo, atualmente o dióxido de enxofre é amplamente inserido como aditivo durante o processamento de vinhos, com a função de eliminar bactérias indesejáveis e leveduras que permaneceriam no estágio de armazenamento. Outra vantagem é que o SO2 facilita a extração de pigmentos provenientes das uvas. “Parece, até hoje, não haver outro composto eficaz para substituir o SO2, que em sua forma livre promove um efeito antisséptico efetivo em vinhos”, explica o professor titular de Química Analítica do curso de Farmácia do Centro Universitário Saúde ABC, Dr. Horacio Dorigan Moya, que completa: “Por outro lado, é de conhecimento geral os radicais livres derivados de óxidos de enxofre presentes nesse tipo de preparação”.
Segundo o docente, acredita-se também que o desenvolvimento de algumas doenças respiratórias e a manifestação de efeitos mutagênicos, co-mutagênicos e co-carcinogênicos possam estar relacionados à interação desses radicais de óxido de enxofre com membranas celulares, proteínas e até mesmo DNA. “Portanto, a quantidade de SO2 livre usada como aditivo em produtos alimentícios, notadamente em vinhos, deve ser monitorada regularmente”, afirma Moya.
METODOLOGIA
No Brasil e em diversos outros países, a indústria vinícola utiliza para quantificação de SO2 o método Ripper, que é baseado na titulação de sulfito, usando solução de iodo na presença de amido como indicador visual. Embora seja um procedimento relativamente rápido e fácil, alguns pesquisadores não o recomendam devido à difícil visualização dos pontos finais das reações, principalmente em amostras de vinho tinto, o que causa baixa precisão nos resultados. Além disso, é recorrente a adição de solução de ácido sulfúrico para reduzir a oxidação de polifenóis – substâncias benéficas ao organismo. A partir desse tipo de adição, a cor característica azul do complexo amido-iodo não se forma totalmente, reduzindo ainda mais a precisão do método Ripper.
Em vista dessas limitações, a aluna de Mestrado do Centro Universitário Saúde ABC, Waila Evelyn Lima Santana, orientada pelo professor Horacio Moya, desenvolveu o estudo “Determination of free SO2 in wines using a modified Ripper method with potentiometric detection: a comparative study with an automatic titrator”, que foi publicado na revista internacional Canadian Journal of Biomedical Research and Technology (09/2019, vol. 2, fascículo 2, páginas 1 a 5) e está disponível no endereço: https://biomedress.com/pdf/CJBRT-19-22-034.pdf.
“Estudamos o teor de SO2 livre em cinco amostras de vinho, quatro tintos e um branco. Utilizamos o método Ripper modificado, com iodato de potássio (KIO3) como reagente em vez de solução de iodo. A determinação do final da reação foi efetuada com um aparelho denominado potenciômetro”, explica Dr. Horacio Moya, que detalha: “A solução de iodato de potássio tem vantagens sobre a solução de iodo, pois pode ser preparada simplesmente dissolvendo uma quantidade adequada do sal puro em água, sem a necessidade de prévia padronização adicional. Esta solução é bastante estável e pode ser armazenada sem alterações em sua concentração por longo tempo”.
Para fins de comparação, as mesmas amostras foram analisadas com um mini-titulador Hanna HI-84500, comumente usado na indústria vinícola para determinação específica de SO2. Os resultados obtidos nos dois procedimentos não apresentaram diferenças estatísticas, o que confirma a eficácia do método Ripper modificado. “Essa pode ser uma alternativa mais barata aos laboratórios de controle de qualidade que não possuem equipamentos específicos para esse fim. As titulações são de baixo custo, fáceis de operar e o equipamento utilizado (potenciômetro com eletrodos) é bastante acessível”, completa o docente do curso de Farmácia.
Postado por Maíra Oliveira em 26/mar/2020 -

Foto: Divulgação/CHMSA
Funcionários de todos os setores do Centro Hospitalar Municipal de Santo André (CHMSA) começaram a ser imunizados contra o vírus da gripe (Influenza) dia 25 de março. Ao todo, 1.200 doses foram enviadas para imunização dos colaboradores do hospital, incluindo servidores municipais, da Fundação do ABC e terceirizados.
A medida evita o deslocamento dos profissionais e otimiza o trabalho de assistência no equipamento de saúde, especialmente em meio à concentração de esforços para conter a pandemia do novo coronavírus.
Postado por Maíra Oliveira em 26/mar/2020 -

Foto: Eric Romero/PMSCS
O prefeito de São Caetano do Sul, José Auricchio Júnior, e a secretária municipal de Saúde, Regina Maura Zetone, anunciaram dia 23 de março a ampliação de 40 para 80 o número de leitos de UTI, preparando a cidade para atender pacientes com coronavírus. A Prefeitura vem adotando medidas diárias de enfrentamento à pandemia desde fevereiro. “Temos suprimentos e número de leitos suficientes para atender o pico, que pode acontecer nas próximas semanas”, destacou o prefeito.
No complexo hospitalar, onde o prefeito fez uma vistoria, uma ala já está pronta com dez leitos de UTI suplementar e dez de baixa complexidade que aguardam chegada de respiradores para se transformarem em UTI. O espaço terá equipes médica e de enfermagem exclusivas para atendimento destes pacientes. Além disso, um dos elevadores já está isolado e sendo utilizado só para atender este setor.
“Além da UTI teremos leitos para baixa complexidade, para retaguarda de pacientes que precisarão de internação”, destacou Regina Maura. O diretor técnico do Complexo Hospitalar, Ricardo Carajeleascow, também participou do anúncio.
HOSPITAL DE CAMPANHA
A cidade também terá um Hospital de Campanha, uma unidade que funcionará temporariamente para cuidar das vítimas do coronavírus, instalada no Hospital São Caetano. “Estamos fazendo vistorias e revisões de todo espaço para que até a próxima semana ele esteja em operação”, afirmou a secretária.
“Não estamos medindo esforços financeiros para fazer e equipar mais leitos de UTI e atender a demanda que está por vir”, completou Auricchio.
A cidade conta ainda com quatro hospitais da rede privada que, juntos, somam 250 leitos de UTI. Dessa forma, São Caetano contará com 330 leitos de UTI entre as redes pública e privada, mais do que o triplo recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde).
Postado por Maíra Oliveira em 26/mar/2020 -

Limpeza da Rua Marechal Deodoro, no Centro de São Bernardo – Foto: Divulgação/PMSBC
As prefeituras de Santo André, São Bernardo e São Caetano iniciaram esta semana serviço de desinfecção de ruas, avenidas, pontos comerciais, unidades de saúde, terminais de ônibus, entre outros locais. A medida visa conter a propagação do novo coronavírus na região.
Em Santo André, o trabalho de desinfecção em diversas ruas e avenidas teve início dia 25 de março. Caminhões-pipa jogaram cloro e desinfetante em corredores comerciais, no entorno de equipamentos de saúde, terminais de ônibus, entre outros locais.
A limpeza das vias está sendo realizada por meio de parceria entre o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) e a Secretaria de Manutenção e Serviços Urbanos. Ao todo, seis caminhões e carretas estão percorrendo a cidade, realizando lavagem em pontos estratégicos. Na sequência, é realizada aplicação de produto sanitizante em bancos, fachadas e lixeiras.
No primeiro dia, a ação foi realizada nas ruas General Glicério, Bernardino de Campos, Itambé e vias no entorno do Centro Hospitalar Municipal, estações Utinga e Prefeito Saladino da CPTM, UPA Bangu, Pronto Atendimento Vila Luzita, Hospital da Mulher, Praça Mario Guindani, rua Coronel Oliveira Lima e Praça do Carmo. Também foi realizada limpeza nas proximidades da Igreja Senhor do Bonfim e dos Cemitérios Camilópolis, Curuçá e Assunção.
“Estamos vivendo a maior crise sanitária da história. Há poucos dias estava tudo bem, estávamos com um calendário lindo para o aniversário da cidade e de repente tudo mudou. Estamos vivendo uma guerra em que não enxergamos o inimigo e estamos tomando todas as ações necessárias para combater a pandemia. A arma mais importante, no entanto, é o isolamento social”, alertou o prefeito Paulo Serra.
Periodicamente, além dos locais já higienizados, outros pontos também passarão pelo mesmo processo. A ação faz parte das diversas iniciativas adotadas pelo município para controlar a pandemia de Covid-19 que, até o momento, registrou dez casos confirmados, sendo um óbito, e outros 155 casos suspeitos aguardando análise do Instituto Adolfo Lutz.
SÃO BERNARDO
Além do conjunto de medidas voltadas à prevenção do contágio do novo coronavírus, a Prefeitura de São Bernardo ampliou dia 25 de março o trabalho de sanitização da cidade, por meio da aplicação de jatos de água sanitária em vias, calçadas, muros, pontos de ônibus, equipamentos públicos e estabelecimentos comercias fechados. A medida tem como objetivo desinfetar eventuais locais contaminados pelo vírus e frear o avanço da doença no município.
Para isso, estão sendo usados três caminhões-pipas com capacidade de armazenamento de 7.000m³ de água de reuso com água sanitária dissolvida em cada viagem. Para realizar o processo de higienização, a Prefeitura disponibiliza para cada equipe um motorista e dois operadores. Protegidos com vestimenta especial, os profissionais são acompanhados ainda por equipes da GCM (Guarda Civil Municipal), Departamento de Trânsito e da Fiscalização da Prefeitura.
Desta vez, foram alvos do mutirão da limpeza equipamentos como o 1º, 3º, 6º e 7º DP de São Bernardo, UBS Baeta Neves, UBS Farina, UBS Vila São Pedro, UBS Parque São Bernardo, UBS Vila Euclides, UBS Santa Terezinha, UBS Taboão, UBS Pauliceia, UBS Jardim Represa, cemitérios do Baeta Neves, das Colinas e da Vila Euclides, UPA São Pedro, UPA e UBS Demarchi, base da PM e da GCM no bairro Batistini, base da GCM na Praça Giovani Breda, Ecoponto da Avenida Capitão Casa, além de diversos pontos de ônibus, fachadas de restaurantes, mercados, farmácias e açougues.
“Os estudos sobre o tempo de sobrevivência do vírus em ambientes e superfícies ainda não são concretos e por isso não queremos arriscar. Estamos higienizando os locais onde há mais público, como equipamentos de saúde, e ambientes que concentravam muitas pessoas antes das medidas de fechamento de comércios e de redução do transporte público. O intuito é remover qualquer vestígio deste vírus e conter o avanço da doença na cidade”, explicou o prefeito Orlando Morando.
O mutirão da limpeza teve início na cidade dia 23 de março, com limpeza de UPAs, UBSs, pontos de ônibus, além do PA Taboão, albergue municipal, Ecoponto Montanhão, Hospital de Clínicas, Policlínica Alvarenga, Igreja Matriz, Praça Santa Filomena, Bom Prato, CAPS 24h (Centro de Atenção Psicossocial) Centro, PS Central, Poupatempo, Terminal Rodoviário João Setti, entre outros.
Até 25 de março, foram notificados 546 casos do novo coronavírus na cidade, sendo 41 descartados e outros 494 em investigação. Foram confirmados 11 casos da doença, sem nenhum óbito.
SÃO CAETANO
O Saesa (Sistema de Água, Esgoto e Saneamento Ambiental) e a Secretaria de Saúde de São Caetano do Sul iniciaram nesta semana o reforço da limpeza pública com a sanitização das ruas à base de cloro. A iniciativa integra o amplo conjunto de ações especiais de combate ao coronavírus, que ocorrem desde fevereiro.
Em 24 de março, o prefeito José Auricchio Júnior acompanhou a limpeza na Rua Luiz Louzã, em frente ao Hospital Infantil Márcia Braido, no bairro Olímpico. “Isso será feito repetidamente, nas ruas e, especialmente, em frente aos hospitais e unidades de Saúde. É mais uma ação de enfrentamento a esta terrível pandemia”, destacou o chefe do Executivo. “Mas, o mais importante é que as pessoas fiquem em casa”, alertou.
A ação já foi realizada nas ruas Santa Catarina, Conde Franscisco Matarazzo, Samuel Klein, Baraldi, Rio Grande do Sul e Visconde de Inhaúma; nas praças Cardeal Arcoverde e da Figueira; e nas fachadas e vias do entorno do Complexo Hospitalar (formado pelos hospitais Márcia Braido, Maria Braido e Euryclides de Jesus Zerbini) e do Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin. Dia 25 de março, esteve no entorno de todas as UBSs.
Postado por Eduardo Nascimento em 20/mar/2020 -