Postado por Maíra Oliveira em 14/maio/2021 -

Vanderlei Moreira da Silva, 72 anos, é um dos mais de 66 mil pacientes recuperados da Covid-19 em SBC – Foto: Omar Matsumoto/PMSBC
O aposentado Vanderlei Moreira da Silva, 72 anos, morador da Vila Vivaldi é um dos 66.314 pacientes recuperados da Covid-19 desde o início da pandemia. Embora estivesse com 50% do pulmão comprometido, Silva permaneceu 11 dias na enfermaria respirando com auxílio de oxigênio. Mesmo com a melhora clínica, a sua oxigenação permaneceu baixa. O fato de ter sido fumante por 55 anos agravou sua situação e, por essa razão, acabou tendo sequelas da doença.
A inclusão de Silva no tratamento do pós-Covid foi solicitada pelos médicos do Hospital de Urgência (HU) de São Bernardo, onde o aposentado ficou internado. Por ter a oxigenação baixa, o aposentado foi inserido no Programa de Oxigenoterapia Domiciliar Prolongada e na reabilitação pulmonar. Depois do pedido médico feito pelo hospital, a equipe do programa avalia o encaminhamento e parâmetros da gasometria e realiza visita domiciliar técnica para verificação das condições necessárias para instalação do equipamento com segurança. Com a prescrição e gasometria arterial dentro dos parâmetros do protocolo da Secretaria de Saúde, é realizada a instalação do equipamento.
Depois de sanadas as partes burocráticas, o paciente recebe um kit para o tratamento: um concentrador, que pode ser usado por 24 horas e fica ligado na tomada e com rodinhas, o que dá mobilidade para circular pela casa; um cilindro de 4 m³ de backup, caso haja problemas com o fornecimento de energia elétrica, e um cilindro de 1 m³, apelidado carinhosamente de “cachorrinho”, que deve ser usado para locomoção, como consultas médicas e realização da fisioterapia respiratória.
“Com os programas de oxigenoterapia e fisioterapia respiratória, melhorei muito. Quando ficava deitado, a minha oxigenação era normal, acima de 90%, como de qualquer pessoa. Se levantava e circulava pela casa, caía para 83%. Depois do início dos tratamentos, hoje consigo circular pela casa por até 1 hora sem precisar usar o oxigênio”, disse Silva.
A Prefeitura de São Bernardo sempre dispensou oxigenoterapia domiciliar para pacientes com indicação clínica. Há dois anos, criou o Programa de Oxigenoterapia Domiciliar Prolongada com equipe multiprofissional que acompanha e monitora todos os pacientes. A exemplo da fisioterapia e reabilitação respiratória, o Programa de Oxigenoterapia Domiciliar Prolongada é voltado para pacientes com doenças pulmonares crônicas, como enfisema, bronquite crônica, asma e fibrose pulmonar. Com a pandemia de Covid-19, acolheu pacientes com sequelas da doença.
A fisioterapeuta Nadine Machado, que coordena a iniciativa, afirmou que grande parte dos pacientes com sequelas pós-Covid consegue se recuperar em até três meses. “Durante o tratamento acompanhamos de perto o nível de oxigenação no sangue. No caso de Vanderlei, que é ex-fumante, os valores aceitáveis são acima de 90%. Ele está há mais de um mês fazendo os tratamentos e já consegue fazer atividades normais. Esses pacientes têm apresentado grande melhora e tem alta de oito a 12 semanas. Depois disso, recomendamos que continuem a fazer a atividade física regularmente”, explica.
DEMAIS SERVIÇOS
Para pacientes com sequelas da Covid-19, além da fisioterapia, reabilitação pulmonar e da Oxigenoterapia Domiciliar Prolongada, a Prefeitura de São Bernardo oferece serviços de reabilitação motora, neurológica e fonoaudiológica no Centro Especializado de Reabilitação (CER IV).
Postado por Maíra Oliveira em 14/maio/2021 -
O próximo domingo, 16 de maio, será marcado pela 10ª edição do Dia Mundial de Conscientização do Angioedema Hereditário (AEH), data reservada anualmente para chamar a atenção global para o angioedema hereditário, uma doença crônica caracterizada por crises súbitas de inchaço nas camadas mais profundas da pele.
Em função da pandemia de Covid-19, a Associação Brasileira de Angioedema Hereditário (Abranghe) está preparando programação totalmente on-line para celebrar a data, em um grande encontro entre pacientes, profissionais da saúde e familiares. As atividades ocorrerão no domingo, com início às 9h30, e as inscrições estão abertas pelo link: http://bit.ly/aeh2021.
O tema global escolhido para este ano é “Vamos dar o próximo passo”, cujo objetivo é contribuir para tornar o AEH mais conhecido entre o público em geral, profissionais de saúde, tomadores de decisão em saúde e representantes da indústria. A organização AEH International (HAEi), uma rede global sem fins lucrativos de associações de pacientes, é quem coordena a ação mundialmente.
A campanha mundial deste ano começou em 1º de abril, pelo site https://haeday.org, e desafia os apoiadores a ajudarem a aumentar a conscientização “passo a passo”, a tempo de praticamente chegar ao mundo todo até 16 de maio. Solicita-se aos participantes que registrem regularmente na página da campanha o tempo gasto em atividades físicas ou de bem-estar. Além de caminhar, as atividades podem incluir correr, andar de bicicleta, malhar, meditar, ler ou mesmo brincar no jardim. Por suas atividades, os participantes podem ganhar crachás regionais de edição limitada – um para cada uma das oito regiões da rede global de pacientes da AEH International.

A professora de Imunologia Clínica e coordenadora do Ambulatório de Angioedema Hereditário da FMABC, Dra. Anete Grumach
ANGIOEDEMA HEREDITÁRIO
O angioedema hereditário é uma doença genética hereditária que atinge ambos os sexos, causada pela deficiência do inibidor de C1 esterase, que atua junto aos anticorpos nas reações inflamatórias do organismo. Os portadores apresentam episódios recorrentes de inchaços ao longo da vida, com crises que podem ocorrer de forma espontânea ou em decorrência de fatores desencadeantes, como traumas no local, infecções, alterações hormonais ou cirurgias. O inchaço pode acometer tecidos subcutâneos das mãos, dos pés, da face e dos órgãos genitais, bem como nas mucosas do trato gastrintestinal, da laringe e de outros órgãos internos como o intestino, por exemplo.
“O inchaço que atinge a face, os genitais, as mãos e os pés geralmente é doloroso, desfigurante e debilitante para os pacientes. Já os inchaços abdominais causam dor intensa, náusea, vômito e diarreia, muitas vezes envolvendo acúmulo de líquido no interior do abdômen e perda excessiva de fluídos do plasma”, explica a professora de Imunologia Clínica do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e coordenadora do Ambulatório de Angioedema Hereditário, Dra. Anete Grumach.
A especialista alerta: “As crises de edema laríngeo podem levar ao fechamento das vias áreas superiores e podem ser potencialmente fatais, levando à morte por asfixia. Este quadro é conhecido como ‘edema de glote’, com taxa de mortalidade avaliada em 30% nos casos não tratados”.
A prevalência estimada do angioedema hereditário é de um caso em 50 mil indivíduos, sem diferenças entre gêneros ou grupos étnicos. Visto que se trata de uma doença rara – corresponde a aproximadamente 2% dos casos clínicos de angioedema – e devido a apresentação clínica variável, geralmente é mal diagnosticada e, consequentemente, subdiagnosticada.
Postado por Maíra Oliveira em 14/maio/2021 -

Dr. Luiz Carlos João foi aluno da segunda turma do curso de Medicina da FMABC
A comunidade acadêmica do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) se despediu nesta semana do ex-aluno da 2ª turma e professor da instituição por mais de quatro décadas, Dr. Luiz Carlos João. Em 9 de maio, o eterno docente de Ginecologia e Obstetrícia perdeu a batalha para a Covid-19. A reunião do Conselho Universitário da FMABC, nesta sexta-feira (14 de maio), teve início com um minuto de silêncio e proposta de homenagem.
“Esta é uma semana muito triste, pois perdemos um grande profissional, que faz parte da história desta instituição. Ainda neste primeiro semestre devemos iniciar as obras para a construção de novas e modernas salas de aula no campus universitário. Proponho que a primeira delas seja inaugurada e batizada com o nome do nosso ilustre professor”, sugeriu o reitor do Centro Universitário FMABC, Dr. David Everson Uip, cuja proposta foi aprovada por unanimidade pelo Conselho.
Há cerca de 20 dias, a esposa Nilce João também faleceu em decorrência das complicações por Covid-19. O casal estava internado no Hospital Assunção, em São Bernardo, e deixa uma filha e netos.
ENTIDADES MÉDICAS
A perda foi sentida pelas mais diversas representações médicas, que se manifestaram publicamente com notas de pesar, como a Diretoria da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) e Diretoria Regional ABC da SOGESP, Associação Médica Brasileira (AMB), Associação Paulista de Medicina (APM) SBC/D, APM Santo André, APM, entre outras.
DESPEDIDA
Na noite de 13 de maio, o Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da FMABC organizou homenagem póstuma via Google Meet. Em comunicado, o setor informou: “Juntos nos uniremos, abrindo nossos corações e reverenciando quem muito nos inspirou na carreira que abraçamos, trabalhou na formação de tantos de nós e ofereceu seu exemplo de profissionalismo, ética e amor à medicina e às pacientes”.
Na homenagem, os colegas de departamento se mobilizaram para deixar inúmeras mensagens de saudação ao professor. “Dr. Luiz Carlos João sempre participou da formação de inúmeros ginecologistas e obstetras de uma maneira muito generosa, pois sempre ensinou tudo o que sabia. E também por seu exemplo de carinho, cuidado e dedicação com todos os seus pacientes, tanto no serviço público quanto no privado. Da FMABC, ele nunca se afastou. Sempre externou seu amor pela faculdade e pela vida docente. Foi inspiração para muitos de nós. Somos muito gratos pela oportunidade de conviver com ele e por todos os ensinamentos que nos deixou”, disse a professora de Obstetrícia da FMABC, Dra. Elisabeth Jehá Nasser, emocionada.
“Foi um dos pioneiros do estudo da vitalidade fetal. Seguramente, um dos maiores obstetras de São Paulo e do Brasil. Era uma pessoa muito especial, e não apenas como médico, mas principalmente por seu espírito humano. Não consigo imaginar a disciplina, o departamento, sem ele. Vamos ter de trabalhar com a lembrança e com todos os ensinamentos que nos deixou”, disse o professor titular de Obstetrícia, Dr. Mauro Sancovski.
Professor titular de Neonatologia, Dr. José Kleber Kobol também registrou homenagem: “Conheci o Luiz Carlos no 2º ano da faculdade, ainda enquanto diretor da FMABC. Todos os alunos o tinham, à época, como nosso porto-seguro. Foi alguém inesquecível na minha vida acadêmica. Sempre defendia seus pontos de vista com ética, educação e personalidade. Com o tempo, se tornou um amigo. Seu sorriso ficará na nossa lembrança”, finalizou.
Postado por Maíra Oliveira em 14/maio/2021 -
O curso de graduação em Enfermagem do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, promoveu nesta semana a 22ª edição da “Semana de Enfermagem” em homenagem ao Dia Internacional da Enfermagem, celebrado anualmente em 12 de maio. Devido à pandemia, pela segunda vez o encontro foi realizado virtualmente. Ao todo, participaram da ação cerca de 200 pessoas, entre eles professores, palestrantes, alunos e ex-alunos da instituição.
A cerimônia de abertura foi realizada pela coordenadora do curso, Dra. Rosângela Filipini, que aproveitou para destacar o tema do evento deste ano. “É um privilégio estar aqui praticamente desde a criação do nosso curso, há 22 anos. Trata-se de um momento especial para refletirmos sobre a temática deste ano: ‘O trabalho em enfermagem no contexto da crise’, estipulada pela Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn Nacional). É uma honra termos tantos convidados presentes”, disse a docente.
Criadora do curso de Enfermagem da FMABC, em 1998, a enfermeira Maria Belén Salazar Posso foi uma das participantes ilustres. “É sempre um prazer e uma emoção ver que o que semeamos lá atrás encontrou terra fértil. Se a terra não fosse fértil, hoje não teríamos bons frutos. Tenho muito orgulho de participar desta celebração. Principalmente por ver que palestrantes do evento nasceram do nosso curso e hoje estão brilhando. Agradeço imensamente o convite. Parabéns a todos”, disse Maria Belén Salazar Posso.
DEBATES
A primeira palestra do evento foi conduzida pela integrante do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP) e professora da UniSALESIANO, Patrícia Crivelaro, sob o tema: “Enfermagem: uma voz para liderar, uma visão para o futuro dos cuidados de saúde”. A profissional propôs reflexões sobre o processo de cuidado do paciente desde a assistência até a gestão, contextos de liderança associados à prática de enfermagem e a importância da comunicação assertiva entre profissionais e pacientes.
Em seguida, três ex-alunas do curso de Enfermagem da FMABC – Daniele Lima Cotrufo, Dimitra Oliveira Delijaicov e Thainá Peres de Sá – fizeram apresentações sobre suas trajetórias profissionais, áreas de atuação, além de explanar sobre desafios e experiências acumulados em programas de residência multiprofissional em três das principais instituições de Saúde do País, como a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia e a Beneficência Portuguesa de São Paulo.
A palestra da “leader coach” para profissionais de Enfermagem, a enfermeira Regiane Machado, que acumula 25 anos de experiência como servidora pública de saúde – sendo 21 deles no Hospital Universitário da Universidade de São Paulo (USP) –, abordou o tema “Reflexões para autoconhecimento, engajamento e qualidade de vida na carreira de enfermagem”. Segundo a palestrante, o enfermeiro precisa ter atenção aos seus sentimentos para poder prestar assistência adequada aos pacientes. “O autoconhecimento não é banal. É algo muito profundo. A enfermagem precisa se autoconhecer, pois há sofrimento no dia a dia de trabalho. E quem ocupa cargos de liderança precisa aprender a reconhecer as dores destes profissionais. A gentileza é a embalagem do nosso atendimento, por isso não basta apenas ter habilidades, é preciso cuidar do nosso comportamento e agirmos sempre com empatia, lealdade e contribuição ao próximo”, resume a especialista. O evento foi encerrado com o sorteio de três exemplares do livro “Semiologia e Semiotécnica de Enfermagem”, da autora Maria Belén Salazar Posso, que dá nome ao Centro Acadêmico do curso da FMABC.
A 22ª edição da Semana de Enfermagem da FMABC ocorreu em 13 de maio e foi organizada pelo curso de Enfermagem, pelo Centro de Estudos de Enfermagem Maria Belén Salazar Posso e pelo Centro Acadêmico de Enfermagem Maria Belén Salazar Posso. Também marcaram presença no evento virtual a pró-reitora de Graduação da FMABC, Dra. Roseli Oselka Saccardo Sarni, a coordenadora do curso de Farmácia e pró-reitora adjunta de Graduação, Dra. Sonia Hix, a pró-reitora de Extensão, Dra. Vânia Barbosa do Nascimento, além da vice-coordenadora do curso de Enfermagem, Isabel Cristine Fernandes.
Em homenagem à Semana da Enfermagem, o Diretório Acadêmico Nylceo Marques de Castro da FMABC produziu um vídeo destinado a todos os docentes, alunos e profissionais da área. O conteúdo está disponível no link https://is.gd/YE98CI.
FLORENCE NIGHTINGALE E ANA NÉRI
A Semana de Enfermagem é celebrada oficialmente no Brasil no intervalo entre 12 e 20 de maio, que representa as datas de nascimento da “mãe” da enfermagem, Florence Nightingale, e de morte da brasileira Ana Néri, considerada o símbolo da enfermagem nacional pelos serviços prestados aos feridos na Guerra do Paraguai. A comemoração, instituída por Juscelino Kubitschek em 1960, é celebrada em todo o País pelos profissionais de enfermagem em instituições de saúde, educação e em organizações de classe.
Postado por Maíra Oliveira em 12/maio/2021 -

Equipe responsável pelo procedimento – Foto: Divulgação/PSA
O Centro Hospitalar Municipal (CHM) de Santo André realizou pela primeira vez uma cirurgia cerebral em uma paciente acordada. A operação, feita na semana passada em uma munícipe de 74 anos, durou cerca de cinco horas.
Com sintomas de diminuição de força muscular no lado esquerdo do corpo e perda recente de cinco quilos, a aposentada procurou inicialmente a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Sacadura Cabral.
De acordo com o quadro clínico, ela foi encaminhada para o CHM para realizar exames que evidenciaram nódulos em diversas partes do corpo, sendo um deles na área motora do cérebro.
A cirurgia convencional representava risco de piora dos sintomas. Para preservar a paciente de possíveis sequelas, como paralisia do lado oposto do corpo, a equipe médica optou pelo método “awake brain surgery”, feito com anestesia leve e anestésico local garantindo ausência de dor, mesmo com o paciente acordado.
A cirurgia foi realizada dia 3 de maio pelo Dr. Marcos Rêgo, médico neurocirurgião, auxiliado por dois médicos residentes de neurocirurgia, uma instrumentadora e uma equipe de anestesia treinada para este tipo de procedimento.
Segundo o coordenador do serviço de neurocirurgia do CHM, Dr. Marco Túlio Sette dos Santos, o procedimento representa um marco na evolução da neurocirurgia no hospital, pois permite que a intervenção seja realizada com mais segurança, considerando a lesão tumoral estar localizada na área motora do cérebro, responsável pelo comando da força muscular do lado oposto do corpo.
“No cérebro, a área motora do lado esquerdo comanda o lado direito do corpo. Quando se faz isso em um paciente sob anestesia geral, não temos controle se vamos provocar algum tipo de lesão ou sequela, como uma paralisia no paciente”, explicou Dr. Marco Tulio.
“É feito um bloqueio em alguns nervos específicos da cabeça impedindo que o paciente sinta dor. Essa cirurgia é uma evolução por conta disso. Conseguimos fazer o procedimento adequado, ressecar a lesão, deixando a paciente intacta e sem sequelas”, completou.
A cirurgia foi um sucesso e a paciente seguiu assistida na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do hospital.
Postado por Maíra Oliveira em 12/maio/2021 -

A reumatologista do Hospital Estadual Mário Covas e pesquisadora do Centro Multidisciplinar de Estudos Clínicos (CEMEC), Dra. Anna Maura Fernandes
Em 12 de maio comemora-se o Dia Mundial da Fibromialgia, data que busca divulgar informações sobre a doença e, principalmente, alertar para a importância do diagnóstico – que muitas vezes pode levar anos para ocorrer. Trata-se de uma doença crônica sem causa definida, mas que atinge milhões de pessoas ao redor do mundo e cuja característica central é a sensibilidade aumentada à dor.
“Infelizmente a fibromialgia ainda é desconhecida por muitos, apesar da alta prevalência na população. Estima-se que atinja 3% dos brasileiros”, calcula a médica reumatologista do Hospital Estadual Mário Covas e pesquisadora do Centro Multidisciplinar de Estudos Clínicos (CEMEC), Dra. Anna Maura Fernandes. Segundo a especialista, a doença é mais comum em mulheres do que nos homens, especialmente na faixa etária entre 30 e 55 anos.
Os sintomas mais característicos da fibromialgia são a maior sensibilidade à dor, fadiga, sono não reparador e dor generalizada pelo corpo todo. Relatos de “dor nas juntas” e nos músculos são bastante comuns, justamente pelo fato dos sintomas dolorosos apresentarem localização inespecífica. A sensação de acordar cansado também é uma queixa frequente entre os pacientes.
O diagnóstico não é simples e requer experiência do médico, que deve observar os sintomas, ouvir com muito cuidado e sensibilidade os pacientes, para, então, suspeitar da doença. “Quem se identifica com alguns dos sinais mencionados deve procurar um reumatologista para investigar melhor essa condição e, caso confirmada a doença, iniciar o tratamento correto”, reforça Dra. Anna Maura Fernandes.
TRATAMENTOS
O tratamento da fibromialgia é à base de medicamentos e hoje existem diversas drogas em fase de estudo, o que aumenta as perspectivas de melhor controle da doença em um futuro próximo. Além disso, a prática regular de atividade física sob orientação médica é recomendada e fundamental na melhora dos sintomas, da disposição e da qualidade de vida dos pacientes.
Nesse contexto, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), classifica entre os principais tratamentos contra a fibromialgia os exercícios aeróbicos, ou seja, aqueles que mexem o corpo todo e aceleram os batimentos cardíacos. Estudos atuais indicam que essa parece ser a melhor maneira de reverter a sensibilidade aumentada à dor, que é a característica central da fibromialgia. Além disso, orientações não-medicamentosas que ajudam muito são para o autocuidado e o autoconhecimento, além do apoio psicológico em alguns casos, para aprender a lidar melhor com a dor crônica no dia a dia.
“Os tipos de atividades físicas a serem praticadas devem ser discutidos com o médico, respeitando as orientações profissionais e também os limites individuais. Além disso, os tratamentos medicamentosos eventualmente prescritos precisam ser seguidos de maneira adequada, para que esse conjunto de medidas contribua efetivamente para o controle da dor e a melhora da qualidade de vida”, adverte a média reumatologista Anna Maura Fernandes.
MAIS RESPEITO!
O que um paciente com fibromialgia gostaria de pedir aos familiares? Amor e apoio, com certeza! Entretanto, uma pesquisa da Abrafibro – Associação Brasileira dos Fibromiálgicos fez esse questionamento aos portadores da doença e outras situações igualmente importantes também surgiram. Não debochar ou fazer piadas, acreditar na doença, ajudar nas tarefas diárias e fazer menos julgamentos foram algumas das respostas.
O Dia Mundial da Fibromialgia tem justamente o papel de divulgar informações sobre a doença, a fim de que se torne conhecida da população e, a partir de então, haja mais apoio e menos preconceito.
Postado por Maíra Oliveira em 12/maio/2021 -

Hospital de Campanha da UPA Central funciona no segundo e terceiro andares da unidade
O Hospital de Campanha da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central de Santos recebeu “votos de congratulações” durante a 18ª sessão ordinária da Câmara Municipal de Santos, realizada dia 4 de maio. O requerimento assinado pelo vereador Lincoln Reis e lido durante a plenária tem como foco o reconhecimento do trabalho realizado na unidade no enfrentamento à Covid-19.
O parlamentar destacou o primeiro mês de atendimento na unidade, completado dia 30 de abril. O Hospital de Campanha, que funciona no segundo e terceiro andares da UPA, conta com 40 leitos, sendo metade de enfermaria e metade de UTI. Em um mês foram internados 72 pacientes no local, sendo 44 na enfermaria e 28 na UTI.
O vereador também destacou os inúmeros depoimentos de agradecimentos registrados nas redes sociais, especialmente direcionados à humanização das equipes assistenciais e administrativas. Ao todo trabalham na unidade 177 funcionários, além de outros 40 que compõem a equipe médica e de fisioterapia.
“O reconhecimento do nosso trabalho é justamente o termômetro que precisamos para termos ciência de que estamos no caminho certo”, disse a gerente da unidade, Zilvani Guimarães.
Postado por Eduardo Nascimento em 07/maio/2021 -

A exemplo dos anos anteriores, imunização abrangeu todos os colaboradores que atuam no complexo de saúde do campus universitário
O curso de Enfermagem do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) realizou nesta semana a tradicional campanha de vacinação contra a gripe para os trabalhadores da saúde que atuam no complexo de saúde do campus universitário. A exemplo dos anos anteriores, a imunização contra o vírus Influenza abrangeu todos os colaboradores que atuam no espaço, como os assistenciais, administrativos, de apoio, pesquisadores, prestadores de serviços, entre outros, totalizando 741 doses aplicadas nos dias 5 e 6 de maio.
A ação contou com participação de 10 docentes de Enfermagem e 25 alunos do 2° e do 4° ano de graduação. Os trabalhadores vacinados atuam na própria FMABC e nas sedes administrativas da Fundação do ABC e da Central de Convênios, que estão inseridas e compartilham os espaços no complexo de saúde do campus universitário.
“O curso de Enfermagem tem se consolidado como referência na FMABC para a imunização de nossa comunidade nas campanhas de vacinação, principalmente pela parceria com a Secretaria de Vigilância Epidemiológica do município de Santo André e o Centro de Saúde-Escola de Capuava. Deste modo, esta ação de parceria beneficia as pessoas imunizadas no cuidado com a saúde, prevenindo contra a doença respiratória pelo vírus Influenza. Sobretudo, também oferece uma excelente experiência de proatividade aos alunos”, considera a coordenadora do curso de Enfermagem do Centro Universitário FMABC, Dra. Rosangela Filipini.

Ação contou com participação de 10 docentes de Enfermagem e 25 alunos do 2° e do 4° ano de graduação
PREVENÇÃO
A campanha de vacinação contra a gripe no Estado de São Paulo teve início em 12 de abril, dividida em três etapas. A primeira fase da imunização é destinado aos trabalhadores da saúde, indígenas, gestantes, puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto) e crianças com idade a partir de 6 meses até cinco anos completos. Em 11 de maio começa a segunda fase, para os idosos (pessoas com 60 anos ou mais) e os professores das redes pública e privada. No dia 9 de junho, a terceira etapa atingirá pessoas com comorbidades, deficiência, caminhoneiros, trabalhadores portuários e de transporte coletivo, profissionais das forças armadas, de segurança e salvamento, funcionários do sistema prisional, população privada de liberdade e jovens e adolescentes sob medidas socioeducativas.
Neste ano, o Instituto Butantan disponibiliza ao Brasil 80 milhões de doses para a campanha nacional, com produção integral do imunizante e sem necessidade de importação de matéria-prima. A vacina deste ano é constituída por três cepas de Influenza: A/Victoria/2570/2018 (H1N1)pdm09; A/Hong Kong/2671/2019 (H3N2); e B/Washington/02/2019 (linhagem B/Victoria).
Postado por Maíra Oliveira em 07/maio/2021 -

Unidade conta com 100 leitos exclusivos para tratamento da doença – Foto: Ricardo Cassin/PMSBC
Unidade de referência para o atendimento de pacientes com a Covid-19 em São Bernardo, o Novo Hospital Anchieta completou dia 30 de abril um ano de sua reabertura, após passar por amplo processo de adequação. Em visita à unidade de Saúde, o prefeito Orlando Morando celebrou a eficiência do equipamento no combate à pandemia, contabilizando marca de 1.631 vidas salvas.
O Novo Hospital Anchieta é resultado de esforço contínuo da Prefeitura para garantir assistência à população de São Bernardo durante a pandemia causada pela Covid-19. O equipamento conta com 100 leitos exclusivos para o tratamento da doença, sendo atualmente 70 deles de enfermaria e 30 para pacientes graves que necessitam de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O prefeito lembra que o Hospital Anchieta foi herdado da administração passada com todos os leitos fechados, apenas com o tratamento de oncologia em funcionamento. “Devido à pandemia, rapidamente investimos quase R$ 8 milhões para reativar o hospital, que hoje cumpre com muita eficiência seu papel de salvar vidas. Quero agradecer aos profissionais do Novo Anchieta, que têm desempenhado trabalho fundamental para cuidar da nossa população”, destaca Morando.
“Inicialmente, o Novo Anchieta contava com 81 leitos de enfermaria e 19 de UTI. No entanto, devido ao agravamento da Covid-19 e a necessidade de novos leitos para pacientes graves, fizemos nova reestruturação, no início de abril, e ampliamos a capacidade de atendimento de UTI para 30 leitos. É uma sensação de trabalho cumprido”, ressalta o secretário da Saúde, Dr. Geraldo Reple Sobrinho.
VIDAS SALVAS
Em um ano de operação, o Novo Hospital Anchieta contabilizou 2.191 internações e 1.631 altas hospitalares. Uma das pacientes que passaram pelo equipamento foi a moradora do Royal Park, Damiana Juvina, de 89 anos. Ela ficou 12 dias internada na unidade de Saúde e recebeu alta médica na véspera de seu aniversário, no dia 19 de junho de 2020. “Fui muito bem cuidada no Hospital Anchieta, lembro das enfermeiras todos os dias. Gostei muito do jeito que elas cuidaram de mim. Todas muito atenciosas. Sou muito agradecida”.
INVESTIMENTO
Localizado na Rua Silva Jardim, 470, Centro da cidade, o Novo Hospital Anchieta recebeu investimento do tesouro municipal de aproximadamente R$ 8 milhões para sua adequação de infraestrutura, telhado, equipamentos e mobiliário. Sua estrutura oferece três grandes módulos de atuação: terapia intensiva, enfermaria e serviços de apoio diagnóstico e terapêutico, com sala de raio-X, equipamento de raio-X móvel, sala de tomografia computadorizada, aparelho de ultrassonografia e laboratório de análises clínicas. No total, a unidade de Saúde conta com 704 funcionários.
ONCOLOGIA
Originalmente, o Hospital Anchieta é voltado ao atendimento oncológico e estava sendo modernizado para ofertar radioterapia aos pacientes do município. O serviço, pioneiro em unidade de Saúde municipal do Grande ABC, integra projeto de expansão nacional e foi viabilizado pela Prefeitura junto ao Ministério da Saúde, com investimento de R$ 10 milhões. Enquanto durar a pandemia, os 1.000 pacientes oncológicos do Hospital Anchieta estão sendo acolhidos no Hospital de Clínicas, sem prejuízo em seus tratamentos.
Postado por Maíra Oliveira em 07/maio/2021 -

O curso de Farmácia do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, organizou em 6 de maio a 7ª edição da Campanha de Uso Racional de Medicamentos. Um dos temas abordados foi o uso irracional de medicamentos contra a Covid-19, discussão em evidência no cenário científico nacional e internacional.
O objetivo da ação foi celebrar o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos – comemorado oficialmente em 5 de maio – com palestras e orientações sobre o tema à população e alunos. Devido à pandemia, as atividades foram transmitidas on-line, pelo YouTube, em dois períodos. De manhã, das 8h às 10h (https://is.gd/Tw0YFI), e à noite, das 18h40 às 20h40 (https://is.gd/HbF6Zh).
“Não existem comprovações científicas que mostrem que medicamentos como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina sejam eficazes e seguros no tratamento da COVID-19, sendo que a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Conselho Federal de Farmácia (CFF) não recomendam o uso. Além dessas drogas não serem efetivas no tratamento da doença, elas podem causar reações adversas graves, incluindo retinopatias, distúrbios cardiovasculares, hepáticos, entre vários outros efeitos. A decisão sobre a prescrição é uma prerrogativa do médico, mas o farmacêutico deve esclarecer ao paciente qual a sua indicação e a forma de uso, orientando-o sobre os riscos da utilização”, explica a coordenadora do curso de Farmácia da FMABC, Dra. Sonia Hix.
Os outros temas abordados na campanha foram: “Uso racional de medicamentos: conceitos e estratégias”, “Você sabe o que é uso racional de medicamentos?”, “Interação medicamentosa”, “Interação fármaco-alimentos”, “Interação medicamentosa em plantas medicinais” e “Descarte de medicamentos”.
Todas as atividades foram conduzidas por docentes da FMABC. São eles: Ana Elisa Prado Coradi, Carla Daniely Pombal Bianchini, Fernanda Yakel Stefani, Ana Beatriz Ramos de Oliveira Pinn, José Armando Júnior, Andrea de Andrade Ruggiero, Marisa Regina de Fátima Veiga Gouveia e Maria Lucila Ujvari de Teves. Em alusão à data, o aluno do 3º ano do curso, Matheus de Almeida Gomes, produziu um vídeo, que pode ser acessado pelo link https://is.gd/bdmEPW.
RISCOS À SAÚDE
Segundo informações do Ministério da Saúde, a automedicação traz grandes riscos à saúde, pois a ingestão de substâncias de forma inadequada pode causar reações como dependência, intoxicação e até mesmo a morte. A receita médica é a garantia de que houve uma avaliação profissional para que determinado paciente utilize o medicamento.
Nesse sentido, o Dia Nacional do Uso Racional de Medicamentos tem como objetivos alertar a população sobre os riscos e ressaltar o papel do uso indiscriminado de medicamentos e da automedicação como principais responsáveis pelos altos índices de intoxicação por remédios. Além do agravamento de doenças, a automedicação pode promover a combinação errada de substâncias, com riscos de anular ou potencializar os efeitos dos medicamentos em uso.