Postado por Eduardo Nascimento em 12/jun/2015 -
Em Mauá, índice de satisfação da população no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) está acima de 99%; No Hospital Nardini, aprovação no atendimento do pronto-socorro é de 96%
A exemplo da recente visita de Atila Jacomussi (PCdoB), a Fundação do ABC buscará esclarecer dúvidas, apresentar os elevados índices de satisfação da população com os serviços ofertados e colocar à disposição da deputada

Deputado Atila Jacomussi (de gravata), durante visita à FUABC
Vanessa Damo (PMDB) todos os balanços e dispositivos de controle da FUABC. Para isso, a instituição encaminhou nesta semana – em 10 de junho – ofício à representante da Assembleia Legislativa, convidando a mesma a visitar a sede administrativa em Santo André.
Em 7 de maio, o também deputado estadual, Atila Jacomussi, esteve em visita institucional à Fundação do ABC discutindo os principais problemas da saúde regional. Na ocasião, o presidente e o vice da FUABC se colocaram à disposição do deputado, que pode conhecer melhor o trabalho da instituição, a seriedade com a qual os serviços são realizados e, principalmente, a preocupação permanente com a qualidade e a humanização do atendimento à população.
A Fundação do ABC é caracterizada como pessoa jurídica de direito privado, qualificada como Organização Social de Saúde e entidade filantrópica de assistência social, saúde e educação. Dessa forma, todas as contratações e despesas da FUABC são auditadas, mediante prestação de contas, pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, Ministério Púbico e Promotoria de Fundações. Além disso, os balanços contábeis da instituição e das unidades mantidas são publicados anualmente em jornais de grande circulação – ou seja, estão à disposição da população, Poder Público e qualquer instância interessada.
MAUÁ EM FOCO
Tendo em vista que Mauá é a base eleitoral da deputada Vanessa Damo, a visita à FUABC será extremamente importante para apresentação de dados referentes à gestão da saúde no município, assim como a produtividade das unidades gerenciadas pela Fundação do ABC, metas alcançadas e satisfação dos usuários com o atendimento.
O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Mauá, por exemplo, registrou no primeiro trimestre de 2015 índice geral de satisfação da população maior do que a média de todos os AMEs do Estado. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde, a média geral de aprovação dos usuários nos AMEs é de 96,4%. Já a satisfação da população atendida no AME de Mauá atingiu 99,1%.
Outra unidade da FUABC em Mauá é o Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini. Balanço elaborado pela Ouvidoria com base nas pesquisas de alta aplicadas aos pacientes aponta que o índice de aprovação no atendimento do pronto-socorro foi de 96% em abril deste ano. Ao todo foram recolhidas 745 avaliações.
O mesmo índice de aprovação foi observado na Pediatria do Nardini, setor campeão de elogios com 118 avaliações dos usuários durante abril. Já nas pesquisas das caixas de sugestão, onde os pacientes e acompanhantes respondem voluntariamente, a retaguarda do pronto-socorro obteve 83% de aprovação da população no atendimento que envolve médicos, enfermeiros, fisioterapia, serviço social, recepção, alimentação e voluntariado.
Levantamento interno indica que quase um quarto do atendimento no Hospital Nardini é realizado para pessoas que não residem em Mauá, mas em Santo André e São Paulo, por exemplo, assim como nas cidades da microrregião de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
Além disso, vale ressaltar que as obras de reforma do primeiro andar do hospital, que integram o projeto Novo Nardini, ocorrerão em etapas e não haverá interrupção dos serviços no pronto-socorro, que realiza média de 6.000 atendimentos de urgência e emergência por mês.
NOVAS VISITAS
O convite formal à deputada Vanessa Damo para visitar a Fundação do ABC também foi feito a diversos outros deputados com bases eleitorais na região. Além de Atila Jacomussi, o deputado estadual Luiz Fernando Teixeira (PT) esteve na FUABC em 12 de junho. Também já estão pré-agendadas visitas em junho e julho dos deputados Luiz Turco (PT), Orlando Morando (PSDB), Alex Manente (PPS) e Vicentinho (PT).
Postado por Eduardo Nascimento em 03/jun/2015 -
O Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, em parceria com a Associação Voluntariado Calor Humano, acaba de lançar a 6ª edição de sua campanha do agasalho. O projeto visa a arrecadar doações de roupas limpas e de qualidade para pacientes e acompanhantes atendidos no hospital e que se encontram em situação de vulnerabilidade social.
Na edição do ano passado, com a colaboração de moradores, empresários da cidade e funcionários da Rede Municipal de Saúde, o volume de arrecadações atingiu índice recorde: foram 3.288 itens doados. O montante foi dividido entre entidades beneficentes da cidade cadastradas na Secretaria de Ação Social e Cidadania e pacientes e acompanhantes que utilizam os serviços do hospital. Entre as principais peças solicitadas aos doadores estão cobertores, casacos, calças (masculinas e femininas) e calçados.
Este ano, diferentemente do ano passado – quando a campanha foi estendida à Rede de Saúde – os seis pontos de coleta estão distribuídos apenas no hospital. Portanto, munícipes interessados em participar podem procurar as recepções e deixar os donativos. “A expectativa é muito positiva, pois desde as primeiras campanhas tivemos grande apoio da comunidade de Mauá e este ano pretendemos ampliar ainda mais a participação da população em prol dos nossos pacientes. É a comunidade que dá e recebe”, resume a presidente da Associação, Maria Bernadete Lima. A previsão é de que a campanha dure aproximadamente 45 dias. O balanço das doações será anunciado após triagem dos itens, que também são higienizados e embalados antes da entrega.
VOLUNTARIADO
A Associação Voluntariado Calor Humano atua há 23 anos no Hospital Nardini e presta atendimento gratuito aos usuários do hospital. Além de oferecer palavras de acolhimento e incentivo para pacientes nos leitos, é responsável por arrecadar diversas doações como enxovais, roupas, agasalhos, chinelos, utensílios domésticos e de higiene pessoal para pacientes e acompanhantes.
Postado por Eduardo Nascimento em 03/jun/2015 -
Sob gestão da Fundação do ABC desde o final de abril, o Hospital Municipal Central de Osasco Antonio Giglio acaba de implantar novo modelo de atendimento para casos de urgência e emergência. Trata-se do Protocolo de Manchester, sistema internacional usado para classificar os usuários de acordo com a gravidade do quadro clínico. Agora, quanto mais crítico o estado de saúde do paciente, mais rapidamente ele receberá assistência, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde.
O novo sistema de classificação de risco já está em funcionamento tanto no pronto-socorro adulto quanto no infantil. Considerada ação prioritária pela nova Diretoria do hospital, a medida visa garantir que pacientes em sofrimento intenso, com risco de morrer ou com quadro clínico agravado sejam atendidos primeiro. Além da otimização do serviço, a novidade aumenta a confiança do paciente em relação à assistência, pois garante o atendimento imediato aos casos graves, com parâmetros de atenção bem estabelecidos e maior segurança para as equipes de urgência e emergência.
“Os pacientes que chegam ao pronto-socorro passam por avaliação prévia com enfermeiros capacitados à aplicação do Protocolo de Manchester. Nesse momento é feita a classificação do risco, que é separada por cores e tem cinco níveis de intensidade”, explica o superintendente do Hospital Municipal Antonio Giglio-FUABC, Dr. Alessandro Neves.
Casos classificados com a cor vermelha são gravíssimos e o atendimento é imediato. Em seguida, a prioridade é dos muito urgentes, de cor laranja, que sinaliza pacientes graves, com risco significativo e que devem ser assistidos o mais rápido possível. O terceiro nível é o das situações urgentes, de gravidade moderada e sem risco imediato, seguido pelos pouco urgentes (verde), que têm condições de aguardar atendimento, assim como os não urgentes (azul), que também podem esperar ou procurar uma Unidade Básica de Saúde.
“É importante salientar que todos os casos que chegarem ao pronto-socorro continuarão a ser atendidos, independentemente da gravidade. Porém, com o Protocolo de Manchester, avançamos no sentido de organização das equipes assistenciais e na própria qualidade da assistência, ao identificarmos os casos mais complexos e que, de fato, precisam ter prioridade no atendimento”, acrescenta Dr. Alessandro Neves.
Hoje o Hospital Municipal Central de Osasco atende, em média, 700 pessoas diariamente. A partir de agora, a Fundação do ABC promoverá capacitações profissionais em diversas áreas da unidade, inclusive no PS, com treinamentos de novas equipes para o Protocolo de Manchester.
Sistema está presente em 19 países
O Protocolo de Manchester foi criado pelo médico Kevin Mackway-Jones, que trabalhava num hospital de urgências e emergências na cidade inglesa de mesmo nome. Após se debruçar sobre o perfil dos atendimentos e os índices de mortalidade de pacientes que davam entrada no serviço, ele entendeu que era preciso criar mecanismos de triagem.
Na Inglaterra e em todo o mundo, o fenômeno se repetia: as unidades 24 horas estavam superlotadas e se tornaram ineficientes. Já não cumpriam sua vocação, que era assistir situações imprevistas com risco de morte ou agravo à saúde. Com a ordem de chegada, era comum um usuário resfriado passar pelo médico antes de outro com dor torácica e chance de infarto. Daí a necessidade de reorganizar a fila e disciplinar a demanda.
O método foi implementado em 1997 no Manchester Royal Infirmary e desde então é adotado por unidades de saúde de 19 países, com destaque para Portugal, que tem o sistema em quase 100% de sua rede.
O protocolo se baseia em categorias de sinais e sintomas e possui 52 fluxogramas, selecionados a partir das queixas apresentadas pelos pacientes. Cada um deles contém uma série de discriminadores, que vão orientar as perguntas objetivas feitas pela equipe de enfermagem e que permitem a determinação de prioridades.
Os critérios são os mesmos em todo o mundo, de modo que um paciente grave seja identificado tanto no interior da Suécia quanto em Osasco, por exemplo. O livro que orienta a prática está na terceira edição. Um encontro anual é feito com representantes de diversas localidades para melhorar os fluxogramas e aumentar a exatidão da classificação de risco.
Postado por Eduardo Nascimento em 03/jun/2015 -
O Hospital Municipal Universitário (HMU) dá mais um passo importante para promover o cuidado humanizado e incentivar o parto normal. Agora, a equipe de médicos e de enfermeiros segue protocolo pactuado com o Ministério da Saúde, com série de procedimentos e regras que devem ser cumpridos todas as vezes que uma parturiente dá entrada na unidade. O objetivo é valorizar o parto natural, diminuir o número de cesáreas, padronizar a assistência e garantir às mulheres o direito de participar ativamente do nascimento de seus filhos.
As medidas colocadas em prática incluem capacitação profissional, adequação de materiais e equipamentos, revisão das rotinas e melhorias na ambiência. Hoje, a maioria dos partos realizados no HMU, cerca de 60%, são normais; o índice está dentro da média nacional para partos na rede pública. A proporção só não é ainda maior porque o hospital atende 100% da demanda de partos de alto risco – que muitas vezes exigem intervenção cirúrgica para evitar o sofrimento fetal e garantir a saúde da mãe -, e encaminha 20% dos partos de baixo risco para hospital estadual. “As práticas da assistência humanizada já eram executadas. Nós unificamos essas ações e criamos uma espécie de manual. Agora todos os itens são empregados de maneira individualizada, atendendo a necessidade de cada usuária”, explica a gerente de Enfermagem do HMU, que participou da elaboração do documento.
O protocolo, baseado nas diretrizes da Rede Cegonha, começa a ser aplicado quando a mulher dá entrada no Pronto-Socorro Ginecológico Obstétrico do HMU. Ali, ela é encaminhada para a sala de classificação. Se constatado que a paciente é de baixo risco – ou seja, não apresenta intercorrências como hipertensão, diabetes ou rompimento da bolsa gestacional antes da 37ª semana – o parto será conduzido pela enfermeira obstetra e acompanhado pela equipe médica.
“Nossa proposta não exclui o médico, pelo contrário, compartilhamos o cuidado. Queremos a integração. Somos um hospital-escola, então para nós é fundamental que os alunos de Medicina e os residentes se familiarizem com as técnicas não cirúrgicas e não medicamentosas, sendo menos intervencionistas, conforme as orientações do Ministério da Saúde”, afirma a gerente.
ALÍVIO DA DOR
Mulheres que precisam ter o parto induzido agora aguardam em sala específica, com três leitos, batizada de quarto Miss, no segundo andar do HMU. No centro cirúrgico, na unidade de pré-parto, a parturiente tem acesso a massagens e banhos terapêuticos no chuveiro e também são ensinados exercícios respiratórios, além de ofertados elementos como a bola de Pilates, o espaldar (conjunto de barras de madeira fixadas na parede) e o “cavalinho”, espécie de cadeira com assento invertido.
“Esses instrumentos podem ser usados para aliviar a dor e o desconforto, além de promoverem o alongamento da região lombar, o relaxamento muscular e facilitar a dilatação. Nosso papel é oferecer esses recursos à mulher e informar os benefícios. Ela é livre para escolher o que se sente à vontade para fazer”, comenta a enfermeira obstetra Maria Aparecida Riva de Andrade, coordenadora do Cuidado Obstétrico.
A paciente deve classificar sua dor numa escala de zero a dez e pode requerer o uso de analgesia para controlar o sintoma. Regras tradicionais, que mantinham a mulher estática em trabalho de parto, deitada como se estivesse num exame ginecológico, e em jejum, foram abolidas, assim como a episiotomia de rotina. A mulher é estimulada a caminhar pelo espaço e a ficar na posição que lhe for mais confortável – sentada no leito ou numa banqueta, ajoelhada, agachada, de lado, em quatro apoios, dentre outras.
“Nossa missão é que a mulher, ao ser questionada sobre seu parto, tenha a lembrança de que foi uma experiência maravilhosa. E não algo marcado pela dor e pela dúvida. Queremos que ela não se sinta invadida”, sustenta Maria Aparecida.
ALOJAMENTO CONJUNTO
Outra prática já adotada pelo HMU e que integra o protocolo é o método pele a pele, em que o bebê é colocado junto ao peito da mãe logo após o nascimento, onde permanece por, pelo menos uma hora, ainda no centro cirúrgico. O hospital fornece uma faixa elástica para acomodar melhor o recém-nascido e dar mais segurança à mãe.
“Isso ajuda a manter a temperatura do bebê e permite que ele comece a sentir a textura da pele e das mamas. É um importante aliado no sucesso da amamentação, e também na construção do vínculo”, explica a gerente de enfermagem. Do centro cirúrgico, mãe e bebê seguem juntos para o alojamento, e não se separam.
Antes de receber alta, a mulher é convidada a responder questionário sobre a assistência e orientações recebidas durante o trabalho de parto. As informações vão orientar a equipe quanto às possíveis melhorias que devem ser implementadas para qualificar o cuidado.
A paciente também preencherá formulário no momento em que ingressar no HMU, o chamado plano de parto. O objetivo é saber como foi feito o pré-natal, quais são as expectativas da parturiente em relação ao nascimento do seu bebê e se ela conhece os benefícios do parto normal, além de tirar dúvidas sobre o procedimento. “São ferramentas para nortear nosso trabalho e saber, caso a caso, como lidar com cada usuária”, afirma a coordenadora Maria Aparecida.
QUALIFICAÇÃO
A gerente de enfermagem ressalta que a qualificação permanente dos profissionais que trabalham na assistência direta ao parto é fundamental para o sucesso do protocolo. Por isso, a equipe do HMU está em constante formação.
Desde novembro, cerca de 80 médicos e enfermeiros passaram pela formação da Also (sigla em inglês para Suporte Avançado de Vida em Obstetrícia), que capacita trabalhadores da saúde para lidar com emergências obstétricas como hemorragias, reanimação materna, lacerações de terceiro e quarto graus e trabalho de parto prematuro. O curso, com aulas teóricas e práticas, é o único reconhecido pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e concede certificado mediante aprovação do aluno na avaliação final.
“Estou maravilhada com o cuidado que recebi”
Mesmo com poucas horas de vida, Avivia já tinha arrancado centenas de suspiros dos pais. A menina nasceu no HMU na manhã de uma segunda-feira chuvosa de março; a mãe, Joana Paula Pereira da Silva, realizou o sonho da maternidade e também o do parto humanizado. “Queria que fosse o mais natural possível, sem intervenções. Já tinha lido muito a respeito. Mas não pensei que teria um atendimento com tanta qualidade na rede pública”, conta.
Joana deu entrada no hospital às 2h30, já com contrações. Avivia nasceu às 11h30, com a mãe em posição vertical, sentada num banquinho. “Não quis anestesia. Recorri ao chuveiro, massagem, fiz os agachamentos, usei a bola de Pilates, cavalinho. Chegou o momento em que achei que não aguentaria, mas a equipe passa muita confiança. Estou maravilhada com o cuidado que recebi. Foi muito melhor do que imaginei. Nem na rede particular de saúde fui tão bem atendida.” Ela diz também ter se impressionado quando a enfermeira colocou Avivia em seus braços imediatamente após o nascimento. “É inexplicável essa sensação”.
O pai, Elvis Domingues da Silva, não apenas acompanhou de perto o nascimento de Avivia. Ele participou. Amparou Joana enquanto ela fazia força no período expulsivo, fez massagens para aliviar a dor, cortou o cordão umbilical que ligava a filha à mãe. “Senti que trabalhamos juntos. Foi lindo. Se tivesse sido uma cesárea, jamais teríamos essa experiência. A equipe enfatizou que tudo seria como a Joana quisesse. E foi assim mesmo. Só temos a agradecer por esse momento”.
Postado por Eduardo Nascimento em 03/jun/2015 -
Três professores da FMABC foram aprovados neste ano na seleção nacional para bolsa de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – agência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, cujas principais atribuições são fomentar a pesquisa científica e tecnológica e incentivar a formação de pesquisadores brasileiros. Com duração de 3 anos, o subsídio mensal é destinado a pesquisadores que se “destaquem entre seus pares, valorizando sua produção científica”, segundo critérios normativos e específicos estabelecidos pelo próprio CNPq.
Os contemplados pela FMABC foram a médica pediatra e professora de Imunologia Clínica, Dra. Anete Sevciovic Grumach, o professor de Urologia Sidney Glina, e o professor do Departamento de Saúde da Coletividade e coordenador do Laboratório de Delineamento de Estudos e Escrita Científica, Dr. Luiz Carlos de Abreu.
Para conquistar a bolsa de produtividade, os doutores apresentaram projeto de pesquisa em andamento e submeteram à análise o currículo lattes – plataforma online na qual o pesquisador cadastra dados sobre a formação acadêmica, instituições onde atua, artigos científicos publicados, participações em congressos, entre outras informações. A fim de manter o subsídio pelo período completo previsto no edital, os bolsistas devem conservar a produção científica e a formação de recursos humanos – no caso da FMABC, os alunos – no mesmo patamar da época da aprovação.
Com os novos bolsistas, a Faculdade de Medicina do ABC passa a ter pelo menos oito professores já aprovados no programa de bolsas de produtividade do CNPq. A Dra. Maria Aparecida da Silva Pinhal foi a primeira contemplada pelo programa, enquanto os doutores Caio Parente Barbosa e Fernando Luiz Affonso Fonseca foram aprovados em 2013. Ano passado foi a vez das docentes e pesquisadoras Dra. Bianca Bianco e Dra. Denise Maria Christofolini.
Postado por Eduardo Nascimento em 29/maio/2015 -
Com a assinatura da ordem de serviço pelo prefeito Donisete Braga e pelos secretários de Saúde, Célia Cristina Bortoletto, e de Obras, Luiz Carlos Theóphilo, e o sócio da empresa Engecon ABC, José Flávio de Freitas Sampaio, está autorizado o início das obras de reforma do primeiro andar do Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini de Mauá, que integra o projeto Novo Nardini. A assinatura do documento ocorreu na tarde de 25 de maio, no auditório da unidade, com a presença do presidente da Fundação do ABC, Marco Antonio Santos Silva, e de Cristina Maria Poli e Monica Engelmann, que representaram a Secretaria Estadual de Saúde.
No primeiro andar também estão localizadas a Retaguarda, Área de Emergência, Sala Amarela, 10 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e unidades de apoio como Nutrição e Farmácia. A obra consumirá R$ 6,5 milhões e é custeada pelo Governo do Estado. A reforma ocorrerá em etapas e não haverá interrupção dos serviços no pronto-socorro, que realiza média de 6.000 atendimentos de urgência e emergência por mês. A próxima obra a ter início será a reforma da maternidade. “Cada centavo do dinheiro público será muito bem investido porque estamos trabalhando muito para que o Hospital Nardini seja referência em qualidade, possibilite boas condições de trabalho e ofereça dignidade no atendimento aos usuários”, disse o prefeito. O chefe do Executivo pediu ao sócio da empresa que tente antecipar o fim das obras, com prazo de duração de 18 meses. “Estaremos ‘trocando o pneu com o carro andando’ e como não vamos parar o atendimento, o quanto antes ficar pronta, melhor”, completou.
Na ocasião, a secretária de Saúde reforçou o pedido de mais ajuda do Estado no custeio da unidade, que envia R$ 1 milhão por mês ao hospital. O Nardini é parceiro do Estado já que quase um quarto do atendimento é realizado para pessoas de outras cidades, como Santo André e São Paulo, por exemplo, além das cidades da microrregião de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
Para o superintendente do Hospital Nardini, Dr. Morris Pimenta e Souza, “esta é uma reforma como nunca foi feita antes na história da unidade e representa o resgate da capacidade de atendimento e da humanização do serviço”. Já o presidente da Fundação do ABC observou que “trata-se de uma obra que não pode paralisar o atendimento e é necessário que a população entenda que é para melhorar a qualidade do serviço. A FUABC estará ao lado da Prefeitura”.
Confira as mudanças que o projeto Novo Nardini prevê para o primeiro andar:
• Nova ambiência, divisão customizada em cores que adaptam ambiência à gravidade dos casos atendidos com infraestrutura modernizada.
• Área de recepção e avaliação de pacientes acamados (principalmente para transferências das UPAs e outros equipamentos de saúde) com três leitos.
• Nova estrutura para Unidade de Tratamento Intensivo II – 10 leitos de emergência.
• Sala vermelha em substituição à sala de choque – sete leitos de urgência.
• Área amarela – oito macas de observação.
• Enfermaria de Retaguarda – 20 leitos.
• Área verde – 23 poltronas de observação.
• Salas de atendimento clínico e cirúrgico, com área para procedimentos.
• Salas de atendimento ortopédico, incluindo sala de Raios X, procedimentos e de gesso.
• Salas de atendimento ginecológico e obstétrico.
• Salas de observação com dois leitos e duas poltronas.
• Sala de emergência com dois leitos de emergência obstétrica.
• Salas de atendimento pediátrico.
• Dois leitos de emergência.
• Dois leitos de observação.
• Consultório odontológico.
• Salas de apoio (serviço social, classificação de risco, eletrocardiograma, suturas e enlutamento).
Postado por Eduardo Nascimento em 29/maio/2015 -
O Hospital Municipal Central de Osasco Antonio Giglio inicia na próxima segunda-feira (1º de junho) as internações em nova Unidade de Terapia Intensiva (UTI) adulto. Com 8 leitos, a ala servirá de retaguarda para pacientes atendidos no pronto-socorro. Parceria entre Prefeitura e Fundação do ABC, o equipamento de saúde passará dos atuais 12 leitos de UTI adulto para 20 – acréscimo de 66%. Somados mais 8 leitos de UTI Pediátrica, a unidade contará com total de 28 leitos destinados à Terapia Intensiva.
“Além de aumentarmos a capacidade geral de internação em Terapia Intensiva, vamos promover melhora significativa nos atendimentos do pronto-socorro, pois a nova UTI estará integrada e servirá de retaguarda para os pacientes do PS”, explica o superintendente do Hospital Antonio Giglio-FUABC, Dr. Alessandro Neves, que detalha: “Hoje os casos graves recebidos no pronto-socorro são direcionados à mesma UTI adulto geral do hospital e aguardam a liberação de leitos na sala de emergência. A partir de agora, com 8 novos leitos de retaguarda para o PS, esses munícipes serão melhor assistidos, direcionados mais rapidamente a uma ala que conta com assistência diferenciada e médico 24 horas”.
Ao reduzir o tempo entre a espera no pronto-socorro e a internação na UTI, a sala de emergência também será beneficiada, com acréscimo na capacidade de atendimento e melhora do fluxo assistencial. “Hoje atendemos cerca de 700 pacientes por dia no Hospital Antonio Giglio. É um volume muito grande e precisávamos modernizar a gestão, reorganizar procedimentos e protocolos, a fim de melhorar a atenção aos munícipes e ampliar nossa capacidade. A abertura da nova UTI vai justamente ao encontro dessa nova filosofia de trabalho que a Fundação do ABC e a Prefeitura estão implantando em Osasco. Temos certeza de que, em curto prazo, a população que utiliza o hospital perceberá as melhorias”, garante o superintendente Alessandro Neves.
CLASSIFICAÇÃO DE RISCO
Além dos novos leitos de UTI destinados à retaguarda do pronto-socorro, outra medida que tem sido fundamental na melhoria do atendimento à população é o Protocolo de Manchester – sistema internacional usado em 19 países para classificar os usuários de acordo com a gravidade do quadro clínico.
O novo sistema de classificação de risco foi implantado na metade de maio, tanto no pronto-socorro adulto quanto no infantil. Considerada ação prioritária pela nova Diretoria do hospital, a medida visa garantir que pacientes em sofrimento intenso, com risco de morrer ou com quadro clínico agravado sejam atendidos primeiro.
Dessa forma, os pacientes são pré-avaliados e classificados por cores, de acordo com a gravidade. Casos com a cor vermelha são gravíssimos e o atendimento é imediato. Em seguida, a prioridade é dos muito urgentes, de cor laranja, que sinaliza pacientes graves, com risco significativo e que devem ser assistidos o mais rápido possível. O terceiro nível é o das situações urgentes, de gravidade moderada e sem risco imediato, seguido pelos pouco urgentes (verde), que têm condições de aguardar atendimento, assim como os não urgentes (azul), que também podem esperar ou procurar uma Unidade Básica de Saúde.
Postado por Eduardo Nascimento em 29/maio/2015 -
O refeitório do Hospital Municipal Irmã Dulce está inovando em seu cardápio, oferecendo comidas típicas de diferentes países e culturas para acompanhantes e funcionários. A cada dois meses, a Unidade de Nutrição e Dietética do hospital disponibiliza um novo menu, que além de todos os ingredientes característicos, também traz música e decoração com temas pertinentes. Receitas portuguesas, por exemplo, foram as primeiras a serem utilizadas pela empresa JLA Alimentação, responsável pelo serviço.
Em abril, o prato foi um picado composto de linguiça calabresa, copa-lombo, carne, cebola, pimentão, azeitonas, acompanhadas de batata com alecrim. Toalhas nas cores vermelha e verde, com adornos e bandeiras temáticas davam o tom lusitano ao refeitório.
O fado criava o clima musical enquanto a recepcionista Juliane Regina da Silva, do Pronto-Socorro Central, saboreava o prato, o qual revelou ainda não conhecer. “Provei e gostei. É interessante apreciar um cardápio diferenciado, principalmente quando se trata de paladares de outras culturas e nações”, disse.
A decoração ficou por conta da nutricionista Silvia Lima, contratada da JLA, que viu na oferta de culinárias exóticas um bom motivo para difusão das diversidades culinárias em todo o mundo.
Conforme a nutricionista responsável pela Unidade de Nutrição e Dietética do hospital, Thaiane Gonçalves Ferreira Simões, as refeições serão disponibilizadas para almoço e janta, a cada dois meses. Por dia, o refeitório do hospital fornece 410 refeições no almoço e 310 no jantar. “Os próximos temas incluirão receitas da África e da Itália”.
Por lei, pacientes com menos de 12 anos e mais de 65 anos têm direito a acompanhantes e podem se alimentar no mesmo refeitório onde são atendidos funcionários, em horários diferentes. Para ambos, o cardápio é padronizado (a exemplo das dietas), só que com maior variedade, já que não há restrições médicas.
Postado por Eduardo Nascimento em 29/maio/2015 -
As equipes do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e Epidemiologia do Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário (CHSP) organizaram de 4 a 8 de maio a “Campanha de Controle de Infecção Hospitalar”, cujo objetivo foi reforçar a importância de medidas preventivas – muitas delas bastante simples, como a higiene das mãos – junto aos colaboradores da unidade.
Ao todo foram 15 palestras realizadas nos turnos na manhã, tarde e noite, a fim de abranger todos os funcionários do CHSP. Entre os temas apresentados estiveram “Técnica da higiene das mãos com álcool luminol e caixa preta”, “Prevenção de infecção de corrente sanguínea (IPCS)”, “Prevenção de pneumonia (PNM e PAV)” e “Prevenção de infecção do trato urinário (ITU)”.
Participaram como palestrantes enfermeiros, auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas, entre outros profissionais da unidade. O encerramento da Campanha de Controle de Infecção Hospitalar contou com entrega de brindes, distribuição de panfletos com orientações sobre prevenção às infecções, e uma mensagem final do SCIH aos colaboradores: “Com medidas simples e trabalho em equipe vamos conseguir combater as infecções”.
Postado por Eduardo Nascimento em 22/maio/2015 -
O Hospital da Mulher “Maria José dos Santos Stein”, de Santo André, é o único equipamento em todo Estado de São Paulo que receberá o Prêmio Dr. Pinotti – Hospital Amigo da Mulher, cuja entrega da edição 2015 ocorrerá na

O diretor técnico do Hospital da Mulher, Dr. Gilberto Palma
próxima quarta-feira (27 de maio). Trata-se de reconhecimento da Câmara dos Deputados, concedido às instituições com atuação destacada na promoção, acesso e qualificação dos serviços de saúde da mulher. A solenidade será às 11h, no Salão Nobre da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF).
O Prêmio Dr. Pinotti foi instituído pela Resolução n.º 15/2009 da Câmara dos Deputados e atualizado pela Resolução nº 52/2014. É concedido anualmente a no máximo cinco entidades governamentais ou não governamentais, cujos trabalhos ou ações merecerem destaque no campo da atenção integral à saúde da mulher.
As cinco entidades que serão agraciadas este ano foram escolhidas em eleição que contou com 16 conselheiros indicados pelos líderes e representantes partidários. São elas: Hospital do Câncer de Pernambuco (PE), Hospital Estadual Carlos Chagas (RJ), Hospital Sofia Feldman (MG), Instituto Estadual do Cérebro Paulo Niemeyer (RJ), além do Hospital da Mulher Maria José de Santos Stein (SP). “O prêmio reconhece as ações do Hospital da Mulher e o serviço de qualidade ofertado à população. Somos hospital referência para o município e buscamos sempre atender às necessidades dos cidadãos”, garante diretor técnico do Hospital da Mulher, Dr. Gilberto Palma, que representará o hospital e receberá o prêmio em Brasília.
Entre os atributos que levaram o Hospital da Mulher de Santo André a conquistar a honraria está a participação na chamada Rede Cegonha – iniciativa do Ministério da Saúde para garantir assistência de qualidade desde o pré-natal até os 2 primeiros anos de vida da criança. Além disso, desde 2010 a unidade é certificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) com o título de Hospital Amigo da Criança.
Outra ação de destaque e que garante atenção especial às mães é o Projeto Mãe Canguru, sistema pelo qual o recém-nascido com baixo peso ou prematuro permanece em posição vertical, “colado” junto ao corpo da mãe. “O Método Canguru é um programa de humanização e assistência neonatal, que implica no contato precoce pele a pele entre mãe e bebê prematuro, aumentando o vínculo e contribuindo para o desenvolvimento do recém-nascido”, detalha Dr. Gilberto Palma.
RECONHECIMENTO NACIONAL
O Prêmio Dr. Pinotti – Hospital Amigo da Mulher leva o nome do médico ginecologista paulista José Aristodemo Pinotti (1934-2009), que se notabilizou por promover políticas voltadas para as mulheres nos diversos cargos públicos em que ocupou, entre os quais de deputado federal e de secretário de Saúde do Estado de São Paulo.