Postado por Eduardo Nascimento em 17/abr/2015 -
A Prefeitura de São Caetano tem apresentado amplas melhorias na área da Saúde. Os avanços foram conferidos pelo prefeito Paulo Pinheiro, pelo secretário da pasta Jesus Gutierrez e por assessores, em 24 de março, em vistoria promovida em algumas unidades do setor e diálogo com a população. Três aparelhos de raio-X e dois tomógrafos estão em funcionamento nos hospitais São Caetano, Municipal de Emergências Albert Sabin e Maria Braido.
Por mês, o Hospital São Caetano, que atende diversas especialidades, faz aproximadamente 1.800 raios-X e 5 mil atendimentos ambulatoriais e consultas. Exames de radiologia, ultrassom e laboratoriais saem na hora. Já no Hospital Albert Sabin, a média mensal é de 5.300 raios-X e 490 tomografias, com mais de 750 pacientes acolhidos diariamente. No Hospital Maria Braido, mensalmente são 550 raios-X e 500 tomografias, além de dois aparelhos de ultrassom, com média de 3 mil exames.
“Especificamente no Hospital São Caetano, na Central de Agendamento de Procedimentos, resolvemos a demanda reprimida em tomografia. No máximo em um mês, todos os exames serão realizados. De forma geral, o atendimento ganhará muito mais eficiência e agilidade”, afirmou Paulo Pinheiro.
Com relação aos remédios, o sistema de atendimento farmacêutico será modernizado e ampliado. Recém-chegados do Ministério da Saúde, 18 novos computadores otimizarão o processo logístico nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs). “Nosso trabalho é para melhorar a Saúde num grande salto que trará mais qualidade nos serviços prestados para o morador”, concluiu o prefeito.
Na Central de Medicamentos do Hospital São Caetano, que abastece as UBSs e as farmácias hospitalares, são mais de 70 itens. No dia 20 de março foram entregues pela Fundação para o Remédio Popular (Furp) 1.740 caixas (174 mil frascos) de dipirona, que estava em falta no Estado de São Paulo. Com o estoque completo, a distribuição já está sendo feita na rede de saúde.
ORIENTAÇÃO CONTRA O GLAUCOMA
A Secretaria de Saúde de São Caetano promoveu em 19 de março, na Unidade de Saúde Oftalmológica Dr. Jaime Tavares, um dia totalmente dedicado à orientação de moradores contra o glaucoma. A atividade contou com café da manhã e distribuição de materiais informativos.
O prefeito Paulo Pinheiro, que esteve presente na ação, acompanhou os procedimentos médicos e enfatizou que, na cidade, são cerca de mil pacientes diagnosticados com a doença. “Todos estão em tratamento com o colírio específico distribuído gratuitamente na rede pública. Esses munícipes recebem atenção especial da Prefeitura, passando por consultas e exames a cada quatro meses na Unidade de Saúde Oftalmológica”, observou.
“Pelo menos uma vez por ano, consulte periodicamente o oftalmologista. Ele é o principal aliado na preservação da visão, a fim de evitar o pior: a cegueira. Esta é a única forma de diagnosticar o glaucoma. Em nossa unidade, temos especialistas para combater a doença”, ressaltou a coordenadora geral da Oftalmologia de São Caetano, Sandra Maria Canelas Beer.
Realizado com o apoio da empresa Allergan, o Programa de Conscientização sobre o Glaucoma pretende atingir pacientes em pelos menos outras três datas ao longo deste ano, com destaque para o Dia Nacional de Combate ao Glaucoma, comemorado em 26 de maio.
Postado por Eduardo Nascimento em 17/abr/2015 -
A disciplina de Imunologia Clínica acaba de ser incorporada à grade curricular do 3º ano de Medicina da Faculdade de Medicina do ABC. Até então, as doenças que abrangem a especialidade eram mencionadas em outras áreas, porém, sem abordagem específica ou discussão mais aprofundada na graduação sobre os recursos disponíveis para o diagnóstico.
Compete à Imunologia Clínica a avaliação de pacientes com doenças que possam estar associadas à desregulação imune. Entre as principais patologias destacam-se as imunodeficiências primárias, que resultam em infecções de repetição, assim como processos infecciosos incomuns ou oportunistas em indivíduos previamente definidos como imunocompetentes. Também existem quadros associados à autoimunidade ou à doenças auto-inflamatórias.
“São aproximadamente 250 doenças associadas a defeitos imunológicos primários que passam a ser abordadas junto aos futuros médicos. A formação nessa área permitirá o diagnóstico mais precoce e melhor prognóstico dos pacientes”, considera a médica pediatra e imunologista do Ambulatório de Infecções de Repetição da FMABC, Dra. Anete Sevciovic Grumach, que acrescenta: “A inclusão da disciplina no 3º ano fornecerá a base para que os alunos pensem em novas hipóteses diagnósticas logo que iniciarem suas atividades práticas assistenciais. Além disso, vale ressaltar que o Laboratório de Imunologia da FMABC conta com recursos de diagnóstico não disponíveis em outros centros especializados e mantém colaborações importantes neste segmento”.
ENSINO NA PRÁTICA
Há mais de uma década a Faculdade de Medicina do ABC mantém no campus universitário o Ambulatório de Imunologia Clínica, por iniciativa da professora e chefe do Departamento de Pediatria, Dra. Neusa Falbo Wandalsen. O local é dedicado à investigação das possíveis causas de infecções de repetição, responsáveis por doenças de difícil diagnóstico e tratamentos de alto custo. “Essas enfermidades são na maioria congênitas e geneticamente determinadas, causando repetição de infecções como pneumonia, meningite e abscessos, sem que o portador saiba o motivo”, detalha Dra. Anete Grumach, que completa: “Em nosso ambulatório também há o atendimento de pacientes com angioedema crônico para investigação e diagnóstico de angioedema hereditário, grupo de doenças em que a FMABC é referência”.
Considerada situação clínica frequente, a alergia alimentar está contemplada na nova disciplina, sob responsabilidade da professora Marcia Mallozi. Já as reações a medicamentos por diversos mecanismos imunológicos serão discutidas pela professora Roberta Criado, que também aborda as urticárias. A professora Neusa Wandalsen desenvolve questões relacionadas à dermatite atópica. As técnicas de avaliação laboratorial da resposta imune serão apresentadas pela professora Rosemeire Navickas Constantino Silva, enquanto os recursos de biologia molecular ficam a cargo da docente Shirley Komninakis.
O Ambulatório de Imunologia Clínica ocorre as quintas-feiras pela manhã e estará à disposição dos estudantes. As aulas incluem técnicas laboratoriais e são ministradas de maneira teórico-práticas, tanto em sala de aula quanto nos ambientes ambulatorial e laboratorial. Durante o curso, os alunos também frequentarão o Ambulatório de Urticária e poderão observar testes diagnósticos, sob supervisão da Dra. Roberta Criado e com a colaboração da Dra. Carolina Bensi.
Postado por Eduardo Nascimento em 17/abr/2015 -
Levantamento do Serviço de Arquivo Médico e Estatísticas (SAME) aponta que o Hospital Municipal Irmã Dulce realizou total de 4.766 cirurgias de janeiro a dezembro de 2014. Neste número estão as cirurgias emergenciais e as eletivas (previamente agendadas), em pacientes do município e da região, cujos leitos são regulados pelo Estado. Foram 3.371 cirurgias de emergência e 1.395 cirurgias eletivas.
No período, o hospital registrou 9.732 internações em diversas especialidades, como clínica médica, cirurgia geral, cirurgia pediátrica, ginecologia, obstetrícia, ortopedia e traumatologia, neurocirurgia, otorrinolaringologia, cirurgia vascular, urologia e proctologia, entre outras. O maior número de atendimentos foi em obstetrícia (com 2.608 internações), seguido de ortopedia e traumatologia (1.540 internações) e cirurgia geral (1.069 internações).
Além do hospital, a FUABC gerencia o Pronto-Socorro Central e a UPA do bairro Samambaia, unidades municipais. O hospital também conta com o Ambulatório de Especialidades Cirúrgicas.
De janeiro a dezembro, o PS Central, localizado anexo ao hospital, realizou 273.333 atendimentos em clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia e ortopedia e traumatologia, entre outros. Dessas especialidades, clínica médica lidera o ranking, com 139.722 atendimentos.
Na UPA foram 171.581 atendimentos durante o ano de 2014 em clínica médica, pediatria e bucomaxilo, com maior demanda, a exemplo do PS Central, em clínica médica – que totalizou 119.290.
O Ambulatório de Especialidades Cirúrgicas que integra o hospital fechou o ano com 15.230 atendimentos.
AVALIAÇÃO POSITIVA
Para o diretor técnico do complexo, Airton Gomes, a avaliação é positiva. “Ao fazermos um balanço do ano passado, vemos que o atendimento prestado pelo Hospital Municipal Irmã Dulce foi altamente positivo, oferecendo serviço de qualidade para o munícipe de Praia Grande e de toda região”, considera o gestor, que acrescenta: “O hospital é referência em traumatologia e realiza neurocirurgias comparáveis aos melhores serviços”.
Para Gomes, o objetivo é continuar aprimorando o atendimento. “Buscamos incessantemente aprimorar a qualidade dos atendimentos prestados, entregando um serviço moderno e atendendo aos anseios da população de nosso município e região”.
Postado por Eduardo Nascimento em 17/abr/2015 -
Todos os alunos do primeiro ano do Ensino Fundamental da rede municipal de Santo André – aproximadamente 3 mil – vão passar por teste de acuidade visual nas escolas, na primeira etapa do programa Educando com Visão, fruto de parceria entre a Prefeitura, o Rotary Club – Norte e a Fundação do ABC/Faculdade de Medicina do ABC. O lançamento da versão 2015 do programa, em março, ocorreu na Sabina Escola Parque do Conhecimento, quando diretores, vice-diretores e assistentes pedagógicos receberam instruções sobre como aplicar o Teste de Snellen (reconhecimento de letra a distância) nas crianças e detectar possíveis problemas de visão.
“Com este teste, que foi desenvolvido justamente para ser aplicado por leigos, é feita uma triagem. Os alunos que demonstrarem alguma dificuldade durante o teste serão encaminhados para consulta com oftalmologista, no mutirão que acontecerá em abril “, explicou o secretário de Saúde, Dr. Homero Nepomuceno Duarte. Se confirmado o problema, logo após o exame, a criança escolhe a armação que mais gosta para que sejam confeccionados seus óculos.
“Esse programa já beneficiou e vai continuar beneficiando muitas crianças de nossa cidade graças também ao empenho dos nossos parceiros”, acrescentou Duarte. O programa “Educando com Visão” entrou em atividade em 2004. Desde então, mais de 2 mil crianças passaram por exames com oftalmologistas e mais de 1,2 mil óculos foram entregues.
“A dificuldade de enxergar pode prejudicar muito o aprendizado dos pequenos e ainda comprometer sua autoestima. A correção dos problemas de visão é um ganho muito grande em termos de saúde e qualidade de vida”, acrescentou a diretora do departamento de Educação de Infantil e Ensino Fundamental, Maria Helena Marin.
A última etapa do programa é a entrega e adaptação dos óculos, que acontece em cerca de um mês após o mutirão. Os alunos com problemas mais graves serão encaminhados para tratamento especializado na Faculdade de Medicina do ABC.
Postado por Eduardo Nascimento em 10/abr/2015 -
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo acaba de divulgar os resultados da edição 2014 do Exame do Cremesp, realizado com formandos de Medicina de todo o Estado. Das 30 faculdades que participaram da avaliação, somente 10 obtiveram nota superior a 60 – entre as quais a Faculdade de Medicina do ABC. Representada por 104 alunos, a FMABC obteve média 64,78. Já o conceito médio geral da prova, que engloba o resultado de todas as instituições participantes, foi de 57,52%.
“Nossos alunos obtiveram resultado superior à média geral da prova em todas as nove áreas do conhecimento avaliadas. Essa conquista ratifica a seriedade e a excelência com que os trabalhos são realizados na escola e converge com a nota máxima 5 que o curso de Medicina obteve recentemente no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE), do Ministério da Educação”, comemora o coordenador do curso de Medicina da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. David Feder, que garante: “Nossas avaliações nos aproximam das escolas públicas em termos de qualidade de ensino”.
Das 30 escolas médicas paulistas com recém-formados que realizaram o Exame do Cremesp, 20 não conseguiram atingir 60% aproveitamento (ponto de corte). Entre as escolas com menor desempenho, 15 não atingiram rendimento de 45% e 9 não conseguiram alcançar 25% de aproveitamento.
SITUAÇÃO ALARMANTE
A 10ª edição do Exame do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo ocorreu em outubro de 2014, com objetivo de avaliar o desempenho dos recém-formados em Medicina. O registro no CRM depende somente da participação na prova e não está condicionado ao desempenho ou à aprovação. Dessa forma, o exame serve como termômetro do ensino médico no Estado.
Dos 2.891 recém-formados em escolas médicas do Estado de São Paulo que participaram ano passado, 1.589 – ou 55% deles – foram reprovados ao não atingirem o critério mínimo da prova, acertando menos de 60% do conteúdo. Os outros 45% – ou 1.302 egressos – tiveram êxito em mais de 60% da avaliação. Entre as escolas públicas paulistas, a reprovação foi de 33%. Já entre os cursos privados do Estado de São Paulo, 65,1% foram reprovados. “Com a abertura desenfreada de escolas de medicina, inclusive na nossa região, pode-se esperar uma queda ainda maior na qualidade dos formandos”, prevê o coordenador do curso de Medicina da FMABC, Dr. David Feder.
A última edição do Exame do Cremesp registrou recorde de participantes, com abstenção de apenas 0,9% dos 2.916 inscritos. A avaliação foi instituída em 2005, mas até 2011 a participação dos recém-formados na prova não estava condicionada à concessão do registro profissional. Legalmente o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo não pode impedir o médico sem formação adequada de exercer a Medicina. “Estamos tentando mudar essa situação. Temos trabalhado com todas as escolas, por meio de uma Câmara Temática, para discutir a formação e a maneira como o Conselho pode interferir para mudar esse cenário”, revela o presidente do Cremesp, Bráulio Luna Filho, que acrescenta: “Como não conseguimos colocar uma ferramenta obrigatória que impeça o aluno com mau desempenho de exercer a profissão, temos tentado acompanhar a formação dos estudantes por meio de comissões.
A prova contou com 120 questões objetivas de múltipla escolha, abrangendo problemas comuns da prática médica em nove áreas básicas: Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria, Ginecologia, Obstetrícia, Saúde Mental, Epidemiologia, Ciências Básicas e Bioética.
Postado por Eduardo Nascimento em 10/abr/2015 -
O Instituto de Infectologia Emílio Ribas II do Guarujá organizou em 31 de março encontro sobre dengue destinado a equipes de assistência externa, que contou com representantes dos nove municípios que compõem a Baixada Santista. Com 100% das vagas preenchidas e grande repercussão, outras duas edições foram programadas – dias 7 e 8 de abril –, a fim de contemplar o maior número possível de profissionais. O objetivo da ação foi ampliar a integração entre municípios e Governo do Estado e fortalecer toda a rede de atenção da região, tendo em vista que somente entre janeiro e março deste ano já foram 34 internações por dengue no ERII.
Os eventos no Emílio Ribas II contaram com duas palestras. O infectologista Dr. Marcos Montani Caseiro abordou os principais sinais, sintomas e o tratamento da dengue. O médico da unidade também apresentou as características do mosquito transmissor, histórico da doença na região, e falou sobre a diferença entre dengue e dengue grave.
Já a enfermeira do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, Glaucia Barroso Martins, explanou sobre a “Vigilância epidemiológica na dengue”, ressaltando a importância da notificação e de comunicar novos casos, a fim de intensificar o controle de vetores nos locais afetados. “Hoje registramos elevados índices de dengue na Baixada Santista, que refletem diretamente nos atendimentos do Instituto de Infectologia Emílio Ribas II. Os casos suspeitos da região são comunicados à CROSS – Central de Regulação de Oferta de Serviços de Saúde, do Governo do Estado, que organiza os atendimentos e, conforme disponibilidade de vagas, realiza os encaminhamentos ao ERII”, explica Glaucia Martins, que completa: “As palestras junto aos municípios foram muito boas e tiveram grande participação de gestores da região. Procuramos apresentar a dimensão do problema e, ao mesmo tempo, mostrar que estamos envolvidos na busca por soluções, trabalhando em parceria com as cidades e com a população”.
PARCERIA NO GUARUJÁ
Com quase 50 anos dedicados ao ensino, pesquisa e assistência à saúde, a Fundação do ABC expandiu fronteiras e deu início em julho de 2014 à gestão plena do Instituto de Infectologia Emílio Ribas II – hospital estadual especializado em doenças infectocontagiosas. A parceria com a Secretaria de Estado da Saúde marcou a entrada da FUABC no Guarujá e ampliou a presença da entidade no Litoral Paulista, onde já administrava o Ambulatório Médico de Especialidade (AME) de Praia Grande e o Complexo Municipal Irmã Dulce, na mesma cidade.
Vocacionado ao atendimento de doenças infecciosas e parasitárias, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas II funciona 24 horas por dia ininterruptamente e conta com total de 50 leitos – 33 leitos de enfermaria e 17 de Terapia Intensiva (UTI). A unidade recebe pacientes encaminhados de hospitais de toda a região da Baixada Santista para o cuidado de diferentes doenças infectocontagiosas, entre as principais HIV/Aids, tuberculose, leptospirose, meningites meningocócicas, complicações por gripe e hepatites. No verão, uma das maiores preocupações é a dengue.
Postado por Eduardo Nascimento em 10/abr/2015 -
O setor de Reabilitação Pulmonar da Faculdade de Medicina do ABC organizou na manhã de sexta-feira (10 de abril) viagem ao Guarujá, no litoral paulista, para cerca de 40 pacientes em tratamento. A atividade teve tanto cunho terapêutico quanto de socialização. “Boa parte dos pacientes evita atividades simples do dia a dia, incluindo ir à praia. A falta de ar e a dificuldade em realizar tarefas corriqueiras faz com que se isolem em casa, com medo de passar mal e dar trabalho”, explica a fisioterapeuta responsável pela Reabilitação Pulmonar da FMABC, Selma Denis Squassoni, que acrescenta: “Esperamos que essa experiência tenha mostrado aos pacientes que podem sair e conviver normalmente em sociedade. Buscamos estimular para que não abandonem o tratamento e tenham cada vez mais autonomia e qualidade de vida”.
Essa foi a quarta viagem do setor ao Guarujá – as duas primeiras foram em 2012, enquanto a terceira ocorreu em março de 2014. A ação integra programa de reinserção social dos pacientes, em esforço que também reúne palestras educativas, aulas de dança, grupo de coral, pilates, oficinas de artesanato com materiais recicláveis e até mesmo aulas de tênis.
A atividade terapêutica no Guarujá não teve custos aos pacientes, que saíram do campus universitário em Santo André às 7h e retornaram às 12h30. Todos foram acompanhados pela equipe da Reabilitação Pulmonar e no Guarujá houve um professor de surf à disposição do grupo para ensinar equilíbrio e dar dicas aos pacientes interessados e em condições de praticar o esporte. Exercícios de caminhada também constaram na programação.
MAIS QUALIDADE DE VIDA
Inaugurada em 2001 pela disciplina de Pneumologia, a Reabilitação Pulmonar da Medicina ABC realiza cerca de 1.000 atendimentos mensais – a grande maioria via Sistema Único de Saúde (SUS). O local é destinado principalmente a adultos e idosos portadores de bronquite crônica, enfisema pulmonar, DPOC, asma e outras patologias pulmonares. “Temos pacientes que chegam em cadeira de rodas e depois de alguns meses de tratamento passam a vir sozinhos e andando”, cita o professor titular de Pneumologia, Dr. Elie Fiss.
De acordo com a fisioterapeuta Selma Denis Squassoni, a maioria dos pacientes atendidos no setor apresenta muito cansaço, fraqueza muscular, sedentarismo e falta de ar. “Com o trabalho contínuo de reabilitação percebemos melhora de até 30% da força muscular, na qualidade de vida e independência. Os pacientes aprendem a respirar melhor, praticam exercícios e passam a desenvolver atividades diárias com mais disposição e facilidade”, garante a coordenadora da Reabilitação Pulmonar.
Os atendimentos na FMABC ocorrem de segunda a sexta-feira no período da manhã, em sessões de exercícios que duram uma hora. Os grupos frequentam o espaço duas ou três vezes por semana – segundo a necessidade – e têm atividades em bicicleta ergométrica, de alongamento e reeducação postural, para fortalecimento de membros superiores e inferiores, assim como palestras educativas.
Postado por Eduardo Nascimento em 10/abr/2015 -
Com a frase-tema “A informação pode ser a cura”, o Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário (CHSP) comemorou em 24 de março o Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Com apoio do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, a equipe da unidade preparou breve texto sobre a doença, encaminhado via e-mail a todos os colaboradores. Além disso, durante as ações de conscientização também houve distribuição de cartilhas, fornecidas pela SUVIS Santana – Supervisão de Vigilância em Saúde.
Diversos pôsteres baseados na campanha do Ministério da Saúde “Tuberculose não se combate com sorte, mas com atitude” foram fixados em pontos estratégicos do hospital, como nas alas de internação, beneficiando tanto colaboradores quanto pacientes.
PREOCUPAÇÃO NACIONAL
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 9 milhões de pessoas adoeceram em decorrência de tuberculose em 2013 e cerca de 1,5 milhão ainda morre todos os anos. No Brasil, a doença é considerada grave problema de saúde pública. De acordo com o Ministério da Saúde são aproximadamente 70 mil casos novos por ano e 4,6 mil mortes. O país ocupa o 17º lugar entre as 22 nações responsáveis por 80% do total de casos de tuberculose no mundo.
A tuberculose é uma doença infectocontagiosa causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis – ou bacilo de Koch. Afeta principalmente os pulmões, mas pode ocorrer em outros órgãos como ossos, rins e meninges. A tosse por mais de três semanas, com ou sem catarro, é o principal sintoma. Em geral, a maioria dos infectados apresenta tosse seca contínua no início da doença, posteriormente com presença de secreção ou sangue. Os pacientes também apresentam cansaço excessivo, febre baixa geralmente à tarde, sudorese noturna, falta de apetite, palidez, emagrecimento acentuado, rouquidão, fraqueza e desânimo.
A transmissão ocorre de forma direta, de pessoa para pessoa. O doente pode expelir o agente infeccioso em pequenas gotas de saliva ao falar, espirrar ou tossir. Má alimentação, falta de higiene, tabagismo, alcoolismo e outros fatores que diminuam a resistência do organismo favorecem o estabelecimento da doença.
A doença tem cura e o tratamento é gratuito via Sistema Único de Saúde (SUS). A terapia é à base de combinação de medicamentos e geralmente tem 100% de eficácia quando realizada até o final. Em geral são seis meses de tratamento até a cura.
Além disso, existe a vacina BCG contra a doença, que protege contra as formas graves da tuberculose e deve ser tomada logo após o nascimento, na própria maternidade, em apenas uma dose.
Postado por Eduardo Nascimento em 02/abr/2015 -
A equipe multiprofissional do Ambulatório de Oncologia Pediátrica da Faculdade de Medicina do ABC e voluntários das ONGs Big Riso, Instituto MAPAA e AVCC – Associação de Voluntárias para o Combate ao Câncer do ABC organizaram em 31 de março festa de Páscoa para crianças em tratamento no local. Dezenas de pacientes e familiares participaram da confraternização, que contou com apresentação musical dos alunos de 4º ano de Terapia Ocupacional da FMABC, Karina Duarte e Weinnye Gaspareti – ambos estagiários na Oncopediatria.
Neste ano, a festa teve a participação de 10 alunos do Colégio Piaget, de São Bernardo. Os estudantes doaram à FMABC 180 ovos de Páscoa arrecadados em uma das campanhas do programa anual “Ética e cidadania além dos muros da escola”, que favorece diversas entidades beneficentes. Ao todo os jovens angariaram quase 350 ovos de chocolate na ação deste ano, além de 200 litros de leite. Acompanharam a entrega a coordenadora do Ensino Fundamental I, Varluce Manfrinato, a coordenadora do Fundamental II e do Ensino Médio, Valéria Ferreira, e a assistente de direção, Lilian Cavalaro, além da diretora do Colégio Piaget e voluntária da AVCC, Valdinéia Cavalaro.
O ponto alto da festa para as crianças da Oncologia Pediátrica foi a chegada do coelho da Páscoa, que interagiu com cada um dos pacientes e entregou os ovos de chocolate. Outro destaque foi a presença de cães-terapeutas no ambulatório, que integram projeto de Pet Terapia desenvolvido no local.
Referência nacional e voluntariado
Considerado referência nacional para tratamento de câncer infanto-juvenil, o Ambulatório de Oncologia Pediátrica da Faculdade de Medicina da Fundação do ABC tem atualmente cerca de 20 crianças em quimioterapia e realiza média de 200 consultas mensais. Os serviços são 100% gratuitos via Sistema Único de Saúde (SUS).
Além da equipe multiprofissional, o local conta com apoio de diversos grupos voluntários, entre os quais a ONG Sorrir É Viver, Big Riso, ONG Instituto MAPAA – Meio Ambiente e Proteção Animal (responsável pelo projeto de Pet Terapia ‘Cão Amigo’), Fundo de Assistência à Criança (FAC), Liga Acadêmica de Enfermagem na Saúde da Criança e do Adolescente (LAESCA), Projeto Felicidade, Make a Wish, Instituto Força Gui e Associação de Voluntárias para o Combate ao Câncer do ABC, cujas voluntárias auxiliam na humanização do ambiente terapêutico, apoio às famílias e suporte social com entrega de cestas básicas, medicações, próteses e perucas, entre outros itens.
Elevado índice de cura
Pesquisas apontam que o câncer infantil atinge uma em cada 600 crianças. As leucemias são as mais frequentes, representando aproximadamente 1/3 dos casos. Tumores cerebrais correspondem a cerca de 20% dos casos, enquanto linfomas detêm 15%. A boa notícia é que, diferente do público adulto, a taxa de cura em crianças chega a 70%. Os tratamentos têm duração média de 1 ano e o acompanhamento é por toda a vida.
As terapias são individualizadas e variam de criança para criança. De forma geral, tumores sólidos são tratados com cirurgia, seguida de quimioterapia ou radioterapia. Já a abordagem em linfomas e leucemias é com quimioterapia e, em último caso, com transplante. “Independentemente do caso, o diagnóstico precoce é fundamental. Quanto mais cedo identificado o problema, mais leve será a terapia e maior a taxa de cura. As medidas adotadas em casos avançados geralmente são mais agressivas, com medicações mais fortes e em doses maiores, aumentando os efeitos colaterais”, alerta o médico responsável pela Oncologia Pediátrica da FMABC, Dr. Jairo Cartum, que aconselha: “O mais importante é que os pais levem seus filhos periodicamente ao pediatra para consultas de rotina. Esse profissional está apto a identificar possíveis sinais de câncer e a encaminhar para um serviço especializado em oncologia infantil”.
Postado por Eduardo Nascimento em 02/abr/2015 -
O Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário (CHSP) está prestes a implantar sua Comissão de Bioética – grupo multiprofissional que se reúne periodicamente para discussão de temas delicados e que requerem conhecimento específico para melhor abordagem. Atualmente os trabalhos estão focados no treinamento e capacitação dos futuros membros. Esta será a quinta comissão do gênero dentro das unidades administradas pela Fundação do ABC – organização responsável pela gestão do CHSP desde novembro de 2014.
A Bioética é a área do conhecimento voltada à reflexão e discussão de valores relacionados à vida e à saúde humana. A fim de debater o tema em diversas frentes, muitos hospitais e centros de saúde mantêm comissões de bioética, que se reúnem para discussões sobre questões éticas relacionadas à vida e à morte, como em casos de recém-nascidos com malformações incompatíveis com a vida, bebês sem prognóstico, pacientes que, por princípios religiosos, não autorizam transfusões de sangue e derivados, pacientes com doenças terminais, aplicação de cuidados paliativos e doação de órgãos, assim como a respeito do comportamento das equipes de atendimento frente aos familiares. No ambiente da bioética também são tratadas questões como fertilização in vitro, aborto, clonagem, eutanásia e transgênicos.
O primeiro encontro no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário ocorreu em 19 de fevereiro com participação de cerca de 25 funcionários e visita técnica à unidade. No dia 26 do mesmo mês houve reunião com membros da Diretoria. O próximo compromisso está agendado para 7 de abril, quando será discutido o regulamento interno da comissão e ministrada palestra com noções sobre “Ortotanásia, eutanásia, distanásia e mistanásia”.
“Temos discutido com médicos, equipes de enfermagem, psicologia e demais profissionais da unidade a importância do cuidado e da sensibilidade ao comunicar casos graves, por exemplo, ou mesmo óbitos de pacientes. Os funcionários devem estar preparados para situações como essas, sabendo abordar o assunto de maneira correta com os familiares, com sensibilidade, apoiando e minimizando o impacto da notícia”, explica o consultor em Humanização e Bioética da Fundação do ABC, Dr. Drauzio Viegas.
Além da Comissão de Bioética no CHSP, a Fundação do ABC também desenvolve o trabalho no Complexo Hospitalar Municipal de São Bernardo, Hospital da Mulher de Santo André, Hospital Estadual Mário Covas e o Complexo Hospitalar de São Caetano. A partir deste 2015, a consultoria em Humanização e Bioética passa a operar em parceria com a recém-criada Diretoria Executiva de Qualidade, com planos de implantação das ações em todas as unidades gerenciadas pela FUABC.