Postado por Fernando Valini em 20/jan/2014 -
Professor Titular de Saúde Coletiva da Faculdade de Medicina do ABC desde 1996, Dr. Marco Akerman inicia 2014 frente a novos desafios. Vice-diretor da FMABC no mandato 2010-2013, o docente deixa o cargo para assumir a titularidade do Departamento de Prática de Saúde Pública da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo.
Médico e especialista em Saúde Pública e Medicina Social pela Universidade Federal de Minas Gerais, Akerman traz no currículo ampla produção científica, dezenas de cursos e especializações, com destaques para a livre docência na Faculdade de Saúde Pública da USP, mestrado e doutorado na University of London, na Inglaterra. Coordena nacionalmente desde 2011 o Grupo de Trabalho de Promoção da Saúde / Desenvolvimento Local Integrado e Sustentável (GT-PS/DLIS) da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) e já foi vice-presidente da Associação Mineira de Saúde Mental, consultor do Programa de Apoio a Projetos de Municípios Saudáveis na América Latina financiados pela Fundação Kellog e consultor regional da Organização Pan-Americana da Saúde em “Saúde e Desenvolvimento Local” e Ponto Focal Regional em Determinantes Sociais da Saúde. Já atuou como secretário-Adjunto de Saúde da cidade de São Paulo e foi presidente da Associação Paulista de Saúde Pública, entre outras atribuições.
Apesar das novas responsabilidades na Universidade de São Paulo, Dr. Marco Akerman afirma que não pretende se afastar da FMABC. Segue entrevista completa com o vice-diretor.

Dr. Marco Akerman
Como o senhor avalia sua gestão como vice-diretor da FMABC?
Marco Akerman (MA): Entendo que esta resposta não possa ser dada de maneira isolada, avaliando exclusivamente minha gestão, pois ela esteve sempre vinculada ao trabalho e decisões coletivas do Núcleo Gestor da FMABC. Mas, talvez poderia atribuir algum mérito ao meu papel neste coletivo, quando em algumas situações procurei estabelecer pontes e potencializar colaborações entre os membros do Núcleo. Poucas foram as discordâncias entre mim e o diretor, Dr. Adilson Casemiro Pires. Seguirmos juntos, sem rupturas, nos quatro anos de nossa gestão, foi uma marca que nos distinguiu de gestões anteriores em que diretor e vice não se apoiaram mutuamente ao longo da gestão, gerando alguma instabilidade institucional. Foram muitas as conquistas obtidas pelo Núcleo Gestor ao longo destes quatro anos e o próprio modo de gestão, ancorado na gestão compartilhada via Núcleo, foi um destaque. Não há como deixar de mencionar o equilíbrio das contas e o aumento da receita acadêmica e não acadêmica como grandes conquistas. Não se pode esquecer que o processo para nos transformarmos em um Centro Universitário de Ciências da Saúde foi posto em marcha de maneira consistente pela nossa gestão. Assuntos relacionados com a qualidade de vida dos estudantes foram colocados com prioridade na agenda da gestão. Institucionalizar a recepção aos novos alunos e constituir a Comissão de Extensão da FMABC – a COMEX – foram temas com os quais me envolvi pessoalmente e com muita paixão.
Como vê a FMABC no cenário educacional nacional contemporâneo?
MA: Cada vez mais a FMABC se insere ativamente nos movimentos e políticas desenvolvidas pelas escolas médicas brasileiras, suas entidades e órgãos de governo. Somos parte do PRO-Saúde, do Pet-Saúde, do PIBIQ, do Pro-Ensino na Saúde, do Pro-Residência, do Programa de Bolsas Capes, etc., e acabamos de submeter dois belos projetos de Residências Multiprofissionais em Saúde do Idoso e Cuidados ao Paciente Oncológico. Não podemos ficar de costas para o importante debate que trava o governo com as escolas médicas, entidades de classe e sociedade para incentivar mudanças na formação médica e nas outras profissões de saúde, assim como no provimento e fixação de médicos. Há reflexos disso tudo na região do ABCDMRR e não podemos nos omitir.
Quais as principais virtudes da FMABC?
MA: O maior patrimônio da MED-ABC são os alunos! Desde que aqui cheguei em 1996 me encanto cada vez mais com a capacidade empreendedora dos nossos alunos: DAs e CAs, atléticas, clowns, congressos acadêmicos, campanhas, ligas, feiras, festas, shows, etc., têm os dedos, as mãos e as cabeças criativas do corpo discente. Uma outra importante virtude que gostaria de mencionar é o fato de sermos uma escola regional. Muitas vezes brincamos que somos filhos de três pais, mas que algumas vezes nos vemos órfãos, indicando que nem sempre muitos donos nos conferem maior segurança financeira ou institucional. Entretanto, o fato de estarmos vinculados com sete municípios nos confere múltiplas oportunidades de cenários de ensino e diversidade de condições de vida que enriquece muito o processo de ensino-aprendizagem dos nosso alunos.
Quais os desafios principais que a FMABC deverá enfrentar nos próximos anos a fim de continuar num caminho próspero?
MA: Um amigo meu diz uma frase que gosto muito e que cabe mencionar aqui. E faz todo sentido em relação à pergunta: “o que mais conspira para o sucesso do futuro é o sucesso do presente e do passado”. Neste sentido, se a FMABC deseja continuar no referido “caminho próspero”, a comunidade acadêmica terá que fazer algumas escolhas e talvez algumas renúncias. Empreender um sólido e pactuado sistema de avaliação docente, com os devidos ônus e bônus, poderia ser uma destas escolhas e deixar de conviver com o atual modelo de seleção para a residência médica se apresentaria como uma possível renúncia a ser analisada.
Qual o sentimento ao assumir cargo tão importante na USP e, ao mesmo tempo, se afastar de uma instituição que já declarou ter grande afinidade e carinho?
MA: Não pretendo, em absoluto, me afastar da FMABC! Logicamente, deixo de ter vínculos funcionais com a faculdade, mas pretendo continuar desenvolvendo atividades que sejam compatíveis com as regras estabelecidas pela FSP, como pesquisas, colaboração com a Pós-Graduação e Extensão, ministrar aulas eventuais sempre que convidado e ficar com o “ouvido atento” para detectar oportunidades, nos espaços que vou frequentar, nas quais possa convidar meus colegas da FMABC para participar de projetos, pesquisas, ciclos de debates, etc., principalmente os da disciplina de Saúde Coletiva.
Aproveitando o tema, qual será o futuro da disciplina de Saúde Coletiva com sua saída?
MA: Nosso grupo da Saúde Coletiva é bastante maduro e qualificado. Quase todos os colegas já fizeram seu doutorado e possuem grande experiência docente e sensibilidade para lidar com alunos de graduação e pós-graduação. A colega Vânia Barbosa do Nascimento assumirá a regência da disciplina até que um concurso para novo professor titular possa ser realizado. E já disse para a Vânia que pode continuar contando comigo como parceiro e amigo.
Postado por Fernando Valini em 17/jan/2014 -
Indicado por São Caetano, Marco Antonio Santos Silva assume a Fundação do ABC, enquanto Adilson Casemiro Pires iniciará segundo mandato à frente da Faculdade de Medicina do ABC
Fundação do ABC e Faculdade de Medicina do ABC organizam em 23 de janeiro (quinta-feira) sessão solene para posse, respectivamente, de Marco Antonio Santos Silva e Adilson Casemiro Pires. O evento às 19h terá lugar no Anfiteatro David Uip (Av. Príncipe de Gales, 821 – Santo André), no próprio campus universitário.
Eleito em votação unânime do Conselho de Curadores da Fundação do ABC, o economista e administrador Marco Antonio Santos Silva será o novo comandante da FUABC para o mandato 2014-2015. Dentro da gestão tripartite da instituição, as prefeituras de Santo André, São Bernardo e São Caetano se revezam na administração a cada dois anos. Indicado pelo prefeito sancaetanense Paulo Pinheiro, o futuro presidente reconhece o grande desafio neste próximo biênio. “Trata-se de responsabilidade muito grande. Vou colocar minha experiência e tudo que conheço na área de gestão, a fim de colaborar com o crescimento da instituição”, adianta Marco Antonio Santos Silva, que buscará apoio e integração da FUABC junto aos hospitais parceiros e demais unidades mantidas: “Vamos ter que trabalhar em conjunto. As mantidas são a razão da existência da Fundação do ABC e sem coesão não chegaremos a nenhum lugar”.
Presidente da FUABC entre 2012 e 2013, Mauricio Mindrisz será o novo vice-presidente. Na Secretaria-Geral permanece Dr. Jurandyr José Teixeira das Neves, ex-aluno da Faculdade de Medicina do ABC e atual secretário-adjunto de Saúde de Santo André.
Economista e administrador pós-graduado em educação, Marco Antonio Santos Silva assumiu no início de 2013 a vice-Presidência da Fundação do ABC. Secretário de Governo do prefeito Paulo Pinheiro, o gestor da FUABC traz na bagagem quase 40 anos de experiência empresarial e 19 anos à frente da USCS – 15 anos como diretor e outros 4 como vice. Esteve à frente de todo o processo que permitiu transformar o instituto isolado IMES em Universidade de São Caetano do Sul.
Após passagem como vice-presidente da FUABC, Marco Antonio Santos Silva reconhece o papel estratégico da instituição junto às cidades parceiras: “A participação da Fundação do ABC é extremamente relevante e colabora muito na qualificação dos serviços municipais. Graças a essa qualidade, a instituição hoje se tornou imprescindível na gestão da saúde em todos os municípios em que atua”.
Com perfil filantrópico e dedicada integralmente ao ensino, pesquisa e à assistência à saúde, a Fundação do ABC disponibiliza praticamente 100% da capacidade instalada a serviço do Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje a FUABC é mantenedora de 15 hospitais, 3 AMEs e 2 pronto-socorros, além da Faculdade de Medicina do ABC e de uma Central de Convênios que administra mais 40 planos de trabalho específicos – incluindo todas as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) de Santo André, São Bernardo, Mauá e Franco da Rocha.
Em 2012, quando completou 45 anos de atividades, a instituição registrou quase 9 milhões de consultas e atendimentos, além de 16 milhões de exames e procedimentos. Hoje são mais de 15 mil funcionários nos quadros da FUABC e o orçamento previsto para 2014 é de aproximadamente R$ 1,5 bilhão.
Investimento e qualificação docente
A votação expressiva que manteve o cirurgião torácico Adilson Casemiro Pires à frente da Faculdade de Medicina do ABC não deixou dúvidas. Alunos, corpo docente e comunidade acadêmica em geral mostraram-se satisfeitos com os rumos que a instituição tomou a partir de 2010, quando o médico assumiu a Diretoria e deu início à modernização da gestão, que passou – como o próprio diretor descreve – de administração “pessoa-dependente” para o modelo “processo-dependente”.
“Se um gestor ou até mesmo o diretor deixar hoje a faculdade, os trabalhos seguem. A instituição não para. Até então, a gestão estava vinculada às chefias dos setores. Tudo ficava centralizado nas mãos de poucas pessoas. Hoje temos administração moderna, baseada em processos, o que imprime agilidade à instituição, melhor divisão de tarefas e organização, assim como eficiência, que permitiu duplicarmos a receita em menos de 4 anos”, ressalta o diretor reeleito, que terá a seu lado para o mandato 2014-2017 o vice-diretor Dr. Fernando Luiz Affonso Fonseca, atual coordenador de Graduação e do curso de Gestão em Saúde Humana.
Pires foi reconduzido ao cargo em reunião extraordinária da congregação acadêmica da Faculdade de Medicina do ABC. O diretor teve 37 dos 38 votos – sendo que um foi em branco.
Entre os destaques do primeiro mandato estão a diversificação e aumento das receitas, assim como o equilíbrio das finanças da instituição. “Hoje atingimos equilíbrio econômico-financeiro e administrativo, mas não foi fácil colocar a ‘casa’ em ordem. Há 4 anos, a receita acadêmica representava cerca de 70% da receita total da Faculdade de Medicina do ABC. Éramos completamente dependentes das mensalidades dos alunos, com muito pouco recurso para investimentos e novos projetos. Hoje a receita acadêmica representa apenas 30% do total. Realizamos incentivo importante na área de pesquisa clínica e crescemos na prestação de serviços e na assessoria em saúde. Além disso, aumentamos a Pós-graduação e as parcerias com instituições nacionais e internacionais para capacitação profissional. Também iniciamos atendimentos no campus por meio de operadoras de saúde. Graças à essa diversificação de serviços, a instituição cresceu. Saímos de orçamento anual da ordem de R$ 30 milhões para administramos hoje cerca de 70 milhões.
Para os próximos 4 anos os esforços estarão focados na área acadêmica – principalmente na qualificação docente. “Buscaremos aperfeiçoar a qualidade dos saberes ensinados na FMABC. Continuaremos a investir em melhorias na ambiência e no parque tecnológico, assim como em novos
laboratórios e salas de aula. Mas nosso foco será mesmo na qualificação docente, pois queremos cursos ainda melhores. Também vamos aumentar as vagas do Programa de Residência Médica, que hoje conta com quase 400 médicos, e ampliar o Lato Sensu, com novos cursos e conhecimentos, em sintonia com os avanços nas áreas de saúde e com as necessidades observadas no mercado de trabalho”, adianta Adilson Casemiro Pires.
O projeto para adequação da instituição como centro universitário terá continuidade e entre as ações previstas para 2014 está o aumento de 50 vagas no curso de Medicina e a abertura de duas novas graduações: Tecnologia em Gestão Hospitalar e Tecnólogo em Radiologia.
Postado por Fernando Valini em 17/jan/2014 -
A Pediatria e outras unidades do Hospital Municipal Irmã Dulce de Praia Grande terão atuação mais ampla do voluntariado neste ano. É o que afirma a presidente da Comissão de Humanização, a assistente social Renata Carvalho, que oferece suporte técnico ao Grupo Feliz, composto atualmente por 40 voluntários que se dedicam a várias frentes no atendimento aos pacientes do hospital de Praia Grande, que atende 100% SUS.
“A recente ampliação do nosso quadro de voluntários permitirá que se trabalhe mais intensamente na Pediatria, não apenas com atividades para as crianças na Brinquedoteca, como em ações para as mães que as acompanham, podendo, inclusive, incentivá-las na geração de renda”, explica Renata. “Temos projetos para outras alas, como artesanato para pacientes de longa permanência. Na Psiquiatria, que já conta com música, estaremos discutindo outras iniciativas com a equipe do local”.
Em evento alusivo ao Dia Internacional do Voluntariado, em 5 de dezembro, o grupo fez balanço das ações desenvolvidas em 2013 e o planejamento para 2014. “Na oportunidade, pontuamos as ações realizadas e discutimos outras, como a expansão do atendimento ao Ambulatório de Especialidades Cirúrgicas (que faz parte da estrutura do hospital), dois dias por semana. Os voluntários auxiliam pacientes de retorno (pós-cirúrgico) em cadeiras de rodas e em outras situações”, informa. “Tivemos ainda palestra sobre relações interpessoais, que reforça o treinamento que eles recebem antes de começar a atuar”.
Postado por Fernando Valini em 17/jan/2014 -
O prefeito Donisete Braga esteve em dezembro no Hospital Nardini de Mauá para anunciar melhorias nos setores de hospitalidade e segurança da unidade. A visita contou com presenças da secretária de Saúde, Lumena Furtado, do superintendente do hospital, Dr. Morris Pimenta e Souza, além de funcionários e membros do Conselho Municipal de Saúde.
O pacote de melhorias anunciado simboliza parte da reestruturação no cuidado ao paciente e ao trabalhador que a nova gestão planeja para os próximos anos com foco importante em humanização. Entre os avanços está a substituição completa do enxoval hospitalar com a aquisição de 7.252 peças como lençóis, aventais cirúrgicos, camisas, calças e camisolas para uso de pacientes e funcionários da área assistencial. Também foram adquiridas 500 peças de uniformes para recepcionistas, camareiras, funcionários do setor de manutenção e central de equipamentos. “Nosso objetivo é mudar a visão negativa do hospital. É um tema desafiador. Antigamente as pessoas tinham de trazer lençol. Hoje temos a rouparia completamente definida. Temos sempre buscado o melhor para a área da saúde e por isso trabalhamos cada vez mais a questão da ambiência e da humanização em todos os serviços”, disse o prefeito.
O evento em 12 de dezembro também marcou o início do trabalho de 10 camareiras, responsáveis pela arrumação e troca de enxovais nos leitos de internação, e cinco controladores de fluxo, estes já situados em posições estratégicas para monitorar todas as portarias da unidade e aumentar a segurança de pacientes e trabalhadores. Ainda na área de segurança, foram adquiridos 320 metros de corrimãos para as escadarias dos sete andares do hospital.
Ao final da solenidade, novos e atuais funcionários foram cumprimentados pelo prefeito, secretária e superintendente com menções de reconhecimento e boas-vindas. Todas as melhorias custeadas com recurso municipal alcançam o valor de R$ 360 mil, o que também inclui contrato de locação de 75 computadores que completam a informatização de todos os setores da unidade.
O superintendente do Nardini avalia como prioridade o aperfeiçoamento do cuidado ao usuário, bem como a oferta de boas condições de trabalho aos profissionais. “Essas melhorias representam a mudança da forma de se relacionar com usuário, o que também possibilitará maior aproximação entre as partes. Vamos seguir o mesmo esforço da linha de humanização com o trabalhador, começando pela uniformização dos funcionários de todas as áreas do hospital”, explicou Dr. Morris.
Verba Federal
Durante o evento, o prefeito Donisete Braga aproveitou para reforçar a importância da aprovação da verba de R$ 23 milhões do Ministério da Saúde para subsidiar a reforma do hospital. O recurso permitirá a reestruturação completa de quatro dos sete andares da unidade, modernização do centro cirúrgico e ampliação de leitos de UTI adulto e pediátrica. O novo prédio passará a contar com 245 leitos operacionais, implantação da Casa da Gestante, reativação do Banco de Leite e estrutura 100% modernizada. A estimativa é de que os projetos executivos das intervenções sejam concluídos até junho para que as obras tenham início no semestre seguinte. O objetivo da administração municipal é entregar a reconstrução do Novo Nardini até o fim de 2016.
Os outros três andares do hospital também têm verba garantida para reforma completa e aquisição de equipamentos. Em fase mais avançada, o novo projeto da maternidade, localizada no quarto andar, está aprovado e as obras devem ter início neste primeiro semestre. Para o pavimento foram destinados R$ 5 milhões de emenda parlamentar da ex-senadora Marta Suplicy. Já a reestruturação do 1º e 2º andares será realizada com aporte do governo estadual no valor de R$ 6,5 milhões. A Secretaria de Saúde de Mauá aguarda assinatura do convênio com o governo estadual para dar sequência à criação do projeto executivo.
Postado por Fernando Valini em 17/jan/2014 -
Discussão promovida pelo CFM contou com quatro convidados, entre os quais o professor de Psiquiatria da Medicina ABC, Dr. Sergio Baldassin
O Conselho Federal de Medicina promoveu em dezembro debate sobre “Reforma psiquiátrica: estamos no caminho para que o movimento seja concretizado de forma plena e positiva?”. O evento em Brasília (DF) contou quatro convidados, entre os quais o professor de Psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC e coordenador do Núcleo de Bem Estar do Discente (NUBEM) / Serviço de Orientação Psicológica ao Aluno (SEPA), Dr. Sergio Baldassin.
A reforma no modelo assistencial psiquiátrico brasileiro surgiu em meados da década de 70 no contexto mais amplo de efervescência da reforma sanitária e envolveu a politização da questão da loucura, com críticas às instituições psiquiátricas. A mobilização antipsiquiátrica contou com intenso intercâmbio intelectual, com figuras internacionais que influenciaram em seus países reflexões e transformações no modelo assistencial – depois revisto e modificado –, como os italianos Franco Basaglia e Franco Rotelli, e o francês Michel Foucault, com transformações resultantes de sua obra “História da Loucura”.
A mobilização também envolveu a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) – expressa, por exemplo, em 1978 na carta de Camboriú, pela qual criticava o modelo hospitalocêntrico atuando de forma custodial e asilar – e se converteu em grandes debates, como as conferências de saúde mental de 1987, 1992 e 2001, além de incorporação de diretrizes, leis e políticas de saúde.
Discussão nacional
Hoje, todo esse processo e seus desdobramentos ainda são considerados recentes em termos históricos. O processo de consolidação da Reforma Sanitária tem trazido à tona quantidade crescente de desafios, que precisam ser incorporados às agendas dos diversos setores envolvidos, entre os quais governo, universidades, órgãos associativos e de fiscalização profissionais e pesquisadores.
Em meio a este cenário, o Conselho Federal de Medicina tem proposto debates com especialistas renomados a fim de discutir as conquistas deste importante marco histórico e os desafios para o futuro. O último encontro de 2013, em 10 de dezembro, teve mediação da gastroenterologia e intensivista Dra. Cacilda Pedrosa, que é representante de Goiás no CFM, com atuação junto à Comissão de Urgência e Emergência e contribuição para a elaboração da Resolução 1982/2012, que define critérios para validação de novas técnicas e procedimentos médicos.
A reunião foi dividida em dois blocos e questionou temas como “A política do Governo Federal de desinstitucionalização / desospitalização com fechamento de mais de 100.000 leitos e projeto de fechar todos os leitos e ambulatórios até 2016 atende a necessidade de assistência a este segmento da população?” e “Como as instituições médicas avaliam a chamada Luta Antimanicomial e as consequências para a assistência aos portadores de doença mental?”.
Além do professor da FMABC, Dr. Sergio Baldassin, também foram convidados para debate o coordenador do Conselho Consultivo Associação Brasileira de Estudos de Álcool e outras Drogas (Abead), Dr. Carlos Alberto Iglesias Salgado, o professor titular de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Dr. Valentim Gentil Filho, e a professora de Psicologia Médica e Saúde Mental da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e psiquiatra supervisora de Saúde Mental para o Programa de Saúde da Família do Ministério da Saúde, Sandra Lucia Correia Lima Fortes.
Postado por Fernando Valini em 15/jan/2014 -
O Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein, de Santo André, recebeu no final de 2013 certificado de credenciamento “padrão ouro” do Programa Ibero-americano de Banco de Leite Humano (IBERBLH). Trata-se de iniciativa cujo objetivo é garantir o funcionamento das unidades dentro de elevados padrões de qualidade previamente normatizados.
De acordo com a nutricionista responsável pelo Banco de Leite do Hospital da Mulher, Elisabete Tavares, a última avaliação da unidade analisou o grau de conformidade na operação do Sistema de Informação da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. “O certificado ouro significa que nosso BLH está cadastrado na Rede, possui equipamentos indispensáveis, profissionais capacitados e treinados para atuar no local e disponibiliza informações no sistema sobre a produção”, detalha.
Para a superintendente do hospital, Dra. Rosa Maria Pinto de Aguiar, a certificação ibero-americana reconhece a seriedade do trabalho, o empenho dos profissionais que atuam no local e, principalmente, a importância do Banco de Leite Humano do Hospital da Mulher para os recém-nascidos prematuros de Santo André, que dependem do leite materno para ganhar peso e aumentar as chances de recuperação.
O BLH do Hospital da Mulher foi criado há 5 anos. Além da coleta, o local realiza o processamento e armazenamento do leite, assim como apoio, promoção e incentivo ao aleitamento materno e ações de conscientização junto à comunidade sobre a importância da doação.
Contra mortalidade infantil
O leite humano ajuda a garantir boa qualidade de vida aos bebês, além de contribuir na redução da mortalidade infantil. O alimento é oferecido às crianças com risco extremo, prematuros com baixo peso, com problemas no sistema imunológico ou quando por algum motivo a criança não pode ser amamentada pela mãe.
Segundo a nutricionista do BLH do Hospital da Mulher, Elisabete Tavares, o alimento é importante para atender bebês internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal, cujas mães não são capazes de suprir a necessidade dos filhos com o próprio leite. “Os bebês estão na UTI porque são prematuros e têm imunidade um pouco menor. Nascem com 500 ou 600 gramas e precisam do leite humano para sobreviver. O alimento é uma substância viva, que tem vários efeitos protetores e de desenvolvimento para a criança”, destaca a profissional.
A maioria das mães produz leite em excesso, especialmente do terceiro ao quinto dia após o parto. Toda mulher saudável que esteja amamentando pode doar leite sem que isso traga algum tipo de prejuízo ao filho. Para fazer a doação, as mães devem atestar saúde plena, já que antes da possível coleta, as doadoras têm de mostrar o cartão de acompanhamento pré-natal e passar por avaliação clínica. Também não podem consumir bebidas alcoólicas, fumar e tomar medicamentos.
Quando o leite humano chega ao banco, passa por rigoroso controle de qualidade. O primeiro passo é a pasteurização, que elimina bactérias e vírus. Depois disso, o alimento é congelado e submetido a teste de controle microbiológico, que checa a efetividade da pasteurização. Somente após aprovação nessa última fase o leite é liberado para consumo.
Mulheres interessadas em contribuir com o Banco de Leite Humano podem obter mais informações pelos telefones (11) 4478-5048 ou 4478-5027. O setor funciona todos os dias, das 7h às 19h. Aos finais de semana e feriados, das 7h às 13h.
Postado por Fernando Valini em 10/jan/2014 -
Em decorrência do aumento populacional em função das festas de final de ano, o Hospital Bertioga – FUABC reforçou equipes e serviços para o atendimento de urgências. Entre o Natal e o Réveillon, o Pronto-Socorro tem acréscimo importante tanto no números de atendimentos quanto na gravidade dos casos. “Com os feriados, o que muda é o perfil do atendimento, pois aumentam os casos de acidentes de trânsito, afogamentos, traumas e fraturas”, diz o superintendente do Hospital Bertioga, Rogério Anhon Bigas.
Segundo o diretor técnico do hospital, Ricardo Antonio Galvanese, para reforçar o atendimento das urgências, o Pronto-Socorro contou com mais um clínico de plantão entre 26 de dezembro e 6 de janeiro. “O quadro completo conta com três clínicos, um ginecologista, dois pediatras, um cirurgião geral, um ortopedista e um cirurgião dentista. Além de mais um clínico, providenciamos mais um cirurgião geral. As equipes de enfermagem também atenderam completas, sendo suspensas folgas e férias durante o período”, detalha o diretor.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), sob gestão da Fundação do ABC desde setembro de 2013, também contou com reforço. Segundo a coordenadora do SAMU, a enfermeira Ana Paula Martins, os chamados aumentam em até 25% nessa época, sendo que em novembro o serviço já realizara 518 atendimentos. “Disponibilizamos uma ambulância e equipe extras, a fim de não aumentarmos o tempo de espera nas ocorrências”, explica a enfermeira.
Adequações físicas
Adequações estruturais e revisão de fluxos de serviços também foram avaliados para o bom atendimento. Segundo o gerente de enfermagem, Ronaldo Soares, a sala de medicação intramuscular foi separada da sala de medicação intravenosa, a fim de descentralizar o atendimento do posto de enfermagem do Pronto-Socorro. “Com a nova sala, pudemos oferecer ao paciente mais conforto e, principalmente, privacidade”, acrescenta o gerente.
Outras medidas como adequação e manutenção de refrigeradores de ar estiveram na pauta dos reforços para o verão, a fim de garantir que os ambientes – principalmente no PS – estejam climatizados. Além disso, houve reformulação e capacitação das equipes de portaria, a fim de otimizar a atenção inicial e as informações aos pacientes.
Postado por Fernando Valini em 10/jan/2014 -
O Banco de Leite Humano (BLH) do Hospital da Mulher Maria José dos Santos Stein, de Santo André, recebeu no final de 2013 certificado de credenciamento “padrão ouro” do Programa Ibero-americano de Banco de Leite Humano (IBERBLH). Trata-se de iniciativa cujo objetivo é garantir o funcionamento das unidades dentro de elevados padrões de qualidade previamente normatizados.
De acordo com a nutricionista responsável pelo Banco de Leite do Hospital da Mulher, Elisabete Tavares, a última avaliação da unidade analisou o grau de conformidade na operação do Sistema de Informação da Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano. “O certificado ouro significa que nosso BLH está cadastrado na Rede, possui equipamentos indispensáveis, profissionais capacitados e treinados para atuar no local e disponibiliza informações no sistema sobre a produção”, detalha.
Para a superintendente do hospital, Dra. Rosa Maria Pinto de Aguiar, a certificação ibero-americana reconhece a seriedade do trabalho, o empenho dos profissionais que atuam no local e, principalmente, a importância do Banco de Leite Humano do Hospital da Mulher para os recém-nascidos prematuros de Santo André, que dependem do leite materno para ganhar peso e aumentar as chances de recuperação.
O BLH do Hospital da Mulher foi criado há 5 anos. Além da coleta, o local realiza o processamento e armazenamento do leite, assim como apoio, promoção e incentivo ao aleitamento materno e ações de conscientização junto à comunidade sobre a importância da doação.
Contra mortalidade infantil
O leite humano ajuda a garantir boa qualidade de vida aos bebês, além de contribuir na redução da mortalidade infantil. O alimento é oferecido às crianças com risco extremo, prematuros com baixo peso, com problemas no sistema imunológico ou quando por algum motivo a criança não pode ser amamentada pela mãe.
Segundo a nutricionista do BLH do Hospital da Mulher, Elisabete Tavares, o alimento é importante para atender bebês internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) Neonatal, cujas mães não são capazes de suprir a necessidade dos filhos com o próprio leite. “Os bebês estão na UTI porque são prematuros e têm imunidade um pouco menor. Nascem com 500 ou 600 gramas e precisam do leite humano para sobreviver. O alimento é uma substância viva, que tem vários efeitos protetores e de desenvolvimento para a criança”, destaca a profissional.
A maioria das mães produz leite em excesso, especialmente do terceiro ao quinto dia após o parto. Toda mulher saudável que esteja amamentando pode doar leite sem que isso traga algum tipo de prejuízo ao filho. Para fazer a doação, as mães devem atestar saúde plena, já que antes da possível coleta, as doadoras têm de mostrar o cartão de acompanhamento pré-natal e passar por avaliação clínica. Também não podem consumir bebidas alcoólicas, fumar e tomar medicamentos.
Quando o leite humano chega ao banco, passa por rigoroso controle de qualidade. O primeiro passo é a pasteurização, que elimina bactérias e vírus. Depois disso, o alimento é congelado e submetido a teste de controle microbiológico, que checa a efetividade da pasteurização. Somente após aprovação nessa última fase o leite é liberado para consumo.
Mulheres interessadas em contribuir com o Banco de Leite Humano podem obter mais informações pelos telefones (11) 4478-5048 ou 4478-5027. O setor funciona todos os dias, das 7h às 19h. Aos finais de semana e feriados, das 7h às 13h.
Postado por Fernando Valini em 10/jan/2014 -
A Liga Acadêmica de Enfermagem na Saúde da Criança e do Adolescente (LAESCA) da Faculdade de Medicina do ABC, em parceria com o Programa de Agentes Comunitários de Saúde do Parque Capuava, organizou em 16 de dezembro a ação social “Natal Solidário”, que beneficiou cerca de 300 crianças de um núcleo habitacional localizado no bairro Capuava, em Santo André.
A iniciativa teve lugar na Escola Municipal Augusto Boal e contou com entrega de brinquedos para todas as crianças, além de atividades recreativas como pintura facial e teatro educativo com fantoches, assim como distribuição de lanches, pipoca, doces e refrigerantes tanto para os pequenos como paras os respectivos familiares. Um dos integrantes da LAESCA participou vestido de Papai Noel e garantiu animação à confraternização.
“A ação foi emocionante e gratificante. Todos os integrantes da Liga se sentiram realizados ao ver o sorriso no rosto de cada criança quando recebia o presente do Papai Noel. Com certeza atingimos nosso objetivo, que foi proporcionar um Natal feliz para aquelas crianças”, comemora a aluna de Enfermagem da FMABC e presidente da LAESCA, Caroline de Souza Albuquerque.
Saúde da Criança de do adolescente
A Liga Acadêmica de Enfermagem na Saúde da Criança e do Adolescente foi criada em 2013 por estudantes do curso de Enfermagem da FMABC. Entre os objetivos principais da entidade estão prestar assistência à saúde da criança e do adolescente, desenvolver projetos de pesquisa e iniciação científica, promover cursos, palestras e debates visando a promoção, prevenção e reabilitação da saúde, além de aperfeiçoar o desenvolvimento dos integrantes como futuros profissionais de saúde.
Postado por Fernando Valini em 10/jan/2014 -
O Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher de São Caetano (CAISM) está passando por reorganização. Entre as novidades, a unidade especializada na prevenção e tratamento de doenças no público feminino tem adotado medidas que buscam minimizar a espera pelo exame de mamografia, destinado à detecção do câncer de mama.
“Aumentamos o número de mamografias por dia de 40 para 60 exames. Também estendemos o horário de atendimento em dois dias da semana para realização do procedimento e estamos ligando para as pacientes para alertar sobre as datas da avaliação”, enumera Mauricy Bonaparte, novo coordenador médico do CAISM. “Procedimentos semelhantes estão sendo tomados para ultrassonografias e densitometria”, completa.
Além disso, o CAISM ganhou nova autoclave para auxiliar na esterilização de materiais. “O trabalho de reestruturação inclui a organização completa das fichas dos pacientes, para otimizar todo o atendimento no equipamento de saúde”, explica Mauricy. “Os profissionais estão dando resposta muito positiva, que irá melhorar os serviços às moradoras”, acrescenta.
O Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher disponibiliza atendimentos nas áreas de planejamento familiar, climatério, pré-natal de alto risco, patologia do trato genital inferior, mastologia, colposcopia, oncologia, ginecologia, dermatologia e pequenas cirurgias, além de trabalho preventivo em câncer de pele e câncer de colo do útero.