Em Mauá, Nardini registra 20% de taxa de ocupação nos leitos de UTI Covid-19

Postado por Maíra Oliveira em 06/ago/2021 -

Dos 40 leitos Covid-19 de Terapia Intensiva da unidade, apenas 8 estão ocupados; índice é o mesmo na ala de Enfermaria, que conta com 30 leitos

 

Foto: Evandro Oliveira/PMM

O município de Mauá entrou em agosto com queda expressiva na taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Covid-19. O Hospital Nardini, que dispõe de 40 leitos de UTI para tratamento da doença, tem atualmente apenas 20% de ocupação – ou 8 leitos. Mesma porcentagem de ocupação dos 30 leitos de Enfermaria destinados aos pacientes infectados pelo novo coronavírus. Trata-se dos menores índices registrados este ano.

Situação bem diferente da de janeiro, quando Mauá atingiu pela primeira vez 100% de taxa de ocupação de UTI, enquanto a média mensal ficou em 80%.

No auge da segunda onda da pandemia, em março deste ano, a cidade chegou a registrar 93% de ocupação nos leitos de Terapia Intensiva. A diminuição na taxa ocupação também ocorre nos leitos de Enfermaria. Atualmente, 13 dos 40 oferecidos pelo município estão com pacientes.

No início do ano, devido ao aumento dos casos de Covid-19, a Prefeitura ampliou a capacidade de atendimento da rede. O Hospital Nardini passou a ter 40 leitos de UTI e 30 de enfermaria. Para suprir a demanda, a Prefeitura ainda firmou convênio com o Hospital Sagrada Família e passou oferecer mais 20 leitos, sendo 10 de UTI e 10 de enfermaria.

Em 2020, Mauá tinha 38 leitos exclusivos para as internações de Covid-19. O hospital de campanha operou por pouco mais de três meses e com horário reduzido (das 7h às 19h) e os leitos nas UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) não eram totalmente voltados à Covid-19. Atualmente, as quatro UPAs dispõem de 44 leitos de suporte ventilatório (destinadas a oferecer oxigênio para pacientes graves da doença), sendo 11 em cada unidade.

Além da baixa nas taxas de ocupação em UTIs, as iniciativas de enfrentamento à pandemia pela Prefeitura, como a testagem e as ações da Vigilância Sanitária para conter aglomerações, tiveram efeito na média móvel mensal de óbitos, que em três meses caiu 74% – 270 em março e 71 em junho. Em julho foram 47.

A campanha de vacinação tem refletido na redução do número de internações e no número de mortes pela Covid-19. Desde 19 de janeiro foram aplicadas mais de 300 mil doses.

Santo André conscientiza sobre hepatites virais em campanha Julho Amarelo

Postado por Maíra Oliveira em 06/ago/2021 -

Todas as unidades de saúde do município intensificaram as ações de orientação, testagem e vacinação de segunda a sexta-feira

 

Foto: Angelo Baima/PSA

A Secretaria de Saúde de Santo André, por meio do Departamento de Vigilância à Saúde, organizou programação especial pelo Julho Amarelo, mês voltado para a conscientização e combate às hepatites virais. Ao longo do mês, as 32 unidades de saúde do município realizaram ações de orientação sobre diagnóstico e tratamento, testagem e vacinação.

No Brasil, as hepatites B e C são as mais comuns. Ambas são transmitidas por compartilhamento de objetos com sangue contaminado, como agulhas, alicates de unha, aparelhos de barbear ou espátulas e, no caso da hepatite B, por relações sexuais desprotegidas.

“As hepatites virais podem ser causadas por vários vírus diferentes, com diferentes formas de transmissão, mas algumas delas, em particular as hepatites B e C, podem se tornar crônicas e ao longo do tempo levar a complicações graves como cirrose ou até câncer no fígado. A boa notícia é que a maioria dos casos de hepatites crônicas tem cura, em particular a hepatite C, que acomete hoje mais de 500 mil pessoas no Brasil e tem índice de cura perto de 100%. Buscar o diagnóstico é fundamental, principalmente se a pessoa tem mais de 40 anos e se tem ou já teve variados parceiros sexuais, principalmente sem proteção”, explicou o médico infectologista, Dr. Humberto Barjud Onias.

Algo pouco conhecido é que a hepatite C tem uma associação muito forte com a diabetes. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH), enquanto o risco de um paciente diabético ter hepatite C é de 4% a 10%, na população que não tem diabetes o risco é de 0,7% a 1%. “A atenção deve ser ainda maior em pessoas com diabetes, pois elas têm um risco ainda maior para desenvolver a hepatite do que a população em geral”, completou Dr. Humberto Onias.

A Secretaria de Saúde ressalta a importância de os profissionais da saúde ficarem atentos, pois a contaminação pode ocorrer por acidentes com materiais perfurocortantes no trabalho, por meio da exposição aos riscos de infecções veiculadas por sangue, ferimentos provocados por agulhas, cortes com objetos pontiagudos, contato com mucosa, por descontinuidade da pele, com sangue e outros fluidos corpóreos potencialmente infectados. Para evitar a contaminação é necessário fazer uso de Equipamento de Proteção Individual (EPI) adequado e observar os protocolos de biossegurança.

As hepatites têm tratamento garantido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e o diagnóstico é obtido com testes rápidos nas unidades de saúde, Clínicas da Família ou Policlínicas. Além das unidades, que têm condição de fazer o rápido diagnóstico das infecções, Santo André conta com o Centro de Especialidades Referência em Infectologia, que possui equipe multiprofissional capacitada para acolher, confirmar o diagnóstico e instituir o tratamento adequado. Entre 2018 e 2020, foram diagnosticados pela rede andreense 63 novos casos de hepatite B e 453 de hepatite C.

São Caetano investe R$ 2,5 milhões por mês em medicamentos e se destaca na Atenção Farmacêutica

Postado por Maíra Oliveira em 06/ago/2021 -

Foto: Eric Romero/PMSCS

Garantir o acesso e o uso racional de medicamentos sempre foi um grande desafio dos gestores públicos, e que tem sido superado em São Caetano do Sul. Em janeiro de 2017, teve início na cidade o programa de incentivo para a assistência farmacêutica. O conhecimento técnico em políticas públicas de Saúde, agregado aos critérios utilizados para escolha de medicamentos, busca de preços e distribuição, elevou a cidade a um padrão de excelência em assistência farmacêutica. Hoje, são investidos cerca de R$ 2,5 milhões por mês em medicamentos, que abastecem todas as unidades de saúde, rede hospitalar e moradores.

“Nosso primeiro desafio foi arrumar todo abastecimento, tanto na rede hospitalar quanto nas demais unidades de Saúde. De imediato passamos a fazer ata de registro de preços para buscar uma equação de qualidade, quantidade e preço”, explicou o chefe de divisão da Assistência Farmacêutica, Eduardo José de Araújo.

O município passou a adquirir medicamentos em quantidade razoável, com margem de estoque de três meses, e normalizou todo abastecimento. Além disso, a cidade passou a utilizar uma Relação Municipal de Medicamentos, conhecida como tabela Remume, um dos marcos da assistência farmacêutica, pois seleciona medicamentos específicos e desenvolve uma relação diferenciada para atender a demanda municipal.

Na Farmácia de Alto Custo, por exemplo, são investidos por mês cerca de R$ 180 mil em 20 fármacos que não fazem parte dos medicamentos financiados e adquiridos pelos Governos do Estado e Federal, entre eles a Ritalina e a Rosuvastatina. Esses medicamentos têm valor elevado e muitas vezes se tornam inacessíveis para a população de baixa renda.

“A Farmácia de Alto Custo (inaugurada em 2019, no 1º andar do Atende Fácil), além de complementar a lista do Governo do Estado com investimentos próprios, facilitou a vida dos quase 4,5 mil moradores que precisavam se deslocar para o Hospital Estadual Mário Covas (onde era feita a dispensação para toda a região), perdendo muitas vezes o dia todo para conseguir retirar seu medicamento. Hoje, em no máximo 20 minutos ele retira o medicamento sem se deslocar a longas distâncias”, explicou Eduardo.

CENTRO DE DISTRIBUIÇÃO

Outro marco no setor foi a criação do Centro de Distribuição e Logística Dr. Nicolao Constantino, no bairro Prosperidade, em 2018. Até então, a atividade era terceirizada, o que dificultava o gerenciamento de entregas no prazo. “É uma marca histórica para a assistência farmacêutica do município, considerando que conseguimos fazer um ciclo da assistência, uma engrenagem com a seleção dos medicamentos no Remume. Logo em seguida tivemos a implantação do sistema de controle eletrônico de dispensação, quando planejamos a compra e fazemos toda a rastreabilidade dos medicamentos”, afirmou Eduardo.

O Centro de Distribuição controla medicamentos e insumos que somam mais de 2,5 mil itens para as redes de Atenção Básica e hospitalar. Com a inauguração do espaço, o contrato de gestão também foi assumido pelo setor de assistência farmacêutica, passando a ter um equilíbrio financeiro melhor.

PADRONIZAÇÃO DAS FARMÁCIAS

Mudanças físicas também foram feitas em todos os espaços. Hoje todas as Unidades Básicas de Saúde têm uma farmácia com características físicas padronizadas e acolhedoras. Todos os espaços contam com um farmacêutico que oferece orientações técnicas e de sustentabilidade no consumo de medicamentos, melhorando a relação e a proximidade com os munícipes.

“Com todo o sistema estruturado, passamos a trabalhar com a possibilidade de fornecer medicamentos em casa. Lançamos o Programa Remédio em Casa, hoje atendemos cerca de 7 mil pessoas com medicamentos e entrega de dietas e fraldas. Nossa logística foi toda organizada e, durante a pandemia, conseguimos inclusive avançar neste serviço, que evita a circulação de pessoas e, consequentemente, o risco de contágio do coronavírus”, destacou Eduardo José de Araújo.

Hospital da Mulher organiza palestra sobre aleitamento materno

Postado por Maíra Oliveira em 06/ago/2021 -

Campanha Agosto Dourado reforça importância da amamentação até os dois anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida

 

Foto: Angelo Baima/PSA

Na manhã de 2 de agosto, o Hospital da Mulher de Santo André promoveu uma palestra que trouxe para debate os temas “Apoio ao aleitamento materno e o papel da família” e “Empoderar mães e pais, favorecer a amamentação. Hoje e para o futuro!”.

A ação faz parte de iniciativa da Prefeitura de Santo André, que organizou uma programação especial para o Agosto Dourado, mês dedicado à intensificação das ações de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno, destacando sua importância principalmente nos primeiros anos de vida das crianças.

Na ocasião também houve apresentação de um vídeo institucional e o lançamento de um concurso de frases sobre “Proteger a amamentação: uma responsabilidade de todos”, voltado aos profissionais que atuam no hospital.

“É motivo de orgulho e alegria compartilhar com a comunidade e os colaboradores toda dedicação e amor que a equipe do Banco de Leite coloca a serviço das nossas mãezinhas e bebês. O evento contou com participação multiprofissional”, disse a Dra. Maria Auxiliadora, diretora técnica do Hospital da Mulher.

As mães que estão internadas no hospital receberam, entre os dias 2 e 6 de agosto, das 11h às 15h, reforço sobre as habituais orientações e incentivo ao processo de amamentação da equipe do Banco de leite.

“Para nós do Hospital da Mulher, além da divulgação extramuros, é de grande importância a divulgação interna dos eventos da Semana Mundial de Aleitamento Materno, no sentido de reforçarmos ainda mais todo o trabalho da equipe em prol da amamentação e mostrar a tecnologia envolvida nos bastidores do Banco de Leite Humano. Afinal de contas, somos referência municipal e regional em parto humanizado e banco de leite, além de detentores do selo de qualidade Hospital Amigo da Criança, do Ministério da Saúde” completou Dra. Maria Auxiliadora.

COMPLETO

A amamentação é um ato de amor, carinho e proteção. O leite materno é o mais completo alimento para o desenvolvimento de uma criança e é capaz de reduzir em 13% a mortalidade de crianças menores de cinco anos, de acordo com dados do Ministério da Saúde, por causas evitáveis, além de reduzir o risco de desenvolvimento de doenças crônicas como diabetes e hipertensão.

O leite materno contém todos os nutrientes necessários para que o bebê cresça saudável, sem que seja necessário qualquer outro tipo de alimentação antes dos seis meses de vida, ajudando no fortalecimento da imunidade, na diminuição dos riscos de alergias e no combate à anemia.

Ao longo do mês, outras ações serão realizadas na rede municipal de saúde. As equipes do Núcleo Ampliado da Saúde da Família realizarão oficinas e rodas de conversa sobre o aleitamento materno nas Unidades de Saúde Utinga, Sorocaba, Vila Guiomar, Vila Linda, Jardim Carla, Jardim Santo André e Parque Miami com os Agentes Comunitários de Saúde e as gestantes acompanhadas pelas unidades.

DOAÇÃO DE LEITE HUMANO

O Hospital da Mulher possui atualmente 63 doadoras de leite humano. O primeiro semestre de 2021 somou total de 90 litros de leite pasteurizado. O Banco de Leite Humano do Hospital da Mulher atende de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h. Para doar, é preciso ligar no telefone (11) 4478-5048 ou 4478-5027. É realizado um cadastro e agendada uma visita à casa da doadora para o recolhimento do leite. A mãe receberá todas as orientações necessárias sobre extração e armazenagem.

CERTIFICADO

O Banco de Leite do Hospital da Mulher de Santo André possui o certificado na categoria ouro em excelência em bancos de leite humano, além de também possuir a Certificação de Credenciamento na Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, reconhecendo que a unidade atende as necessidades do Ministério da Saúde em promover a saúde da mulher e da criança.

‘Agosto Dourado’ reforça importância do aleitamento materno

Postado por Maíra Oliveira em 06/ago/2021 -

Alimento é completo, fornecendo nutrientes em quantidades adequadas, vitaminas e componentes para a hidratação dos bebês

 

Foto: Freepik

Com objetivo de conscientizar a população sobre os benefícios do aleitamento materno, comemora-se em agosto a Semana Mundial do Aleitamento Materno (SMAM) e o Mês do Aleitamento Materno – o ‘Agosto Dourado’. A ideia central é reforçar a fundamental importância do leite humano para a saúde e a boa qualidade de vida dos bebês, além de mostrar que o alimento contribui para a redução da mortalidade infantil e aumenta o vínculo entre a mãe e o recém-nascido.

“O leite materno é essencial para a saúde das crianças nos seis primeiros meses de vida como alimento exclusivo. Isso porque é um alimento completo, fornecendo nutrientes em quantidades adequadas, vitaminas e componentes para hidratação (água). Também reúne fatores de desenvolvimento e proteção, como anticorpos, leucócitos (glóbulos brancos) e outras importantes células de defesa. É isento de contaminação e perfeitamente adaptado ao metabolismo da criança”, detalha a pediatra especialista em aleitamento materno e neonatologista do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dra. Gleise Aparecida Moraes Costa.

Segundo a especialista, a amamentação deve ser mantida até os dois anos de idade ou mais. “Após os seis primeiros meses, recomenda-se que os bebês iniciem o consumo de alimentos complementares para que todas as necessidades nutricionais de uma criança em franco crescimento sejam adequadamente atendidas. Contudo, manter a amamentação até os dois anos de idade ou mais também é importante, porque o aporte de 500 ml diários de leite materno ainda será capaz de fornecer cerca de 75% das necessidades de energia, 50% das de proteína e 95% das de vitamina A, além da proteção imunológica”.

EVENTO ON-LINE

O Departamento de Pediatria da FMABC programou para 26 de agosto, das 8h30 às 11h30, conferências on-line para debater a temática do aleitamento materno. A atividade comemorativa pelo Agosto Dourado terá na abertura participação do professor titular de Neonatologia, Dr. José Kleber Kobol Machado. Ao longo da manhã haverá palestras, debates e mesas redondas sobre os temas “Protegendo a amamentação”, “Papel do profissional da saúde no compartilhamento”, “Avanços e conquistas no Brasil” e “Experiências exitosas em aleitamento materno no ABCD”.

Os interessados poderão acompanhar o evento ao vivo no Google Meet pelo endereço https://meet.google.com/mnk-pvks-zwj. Mais informações no e-mail pediatria@fmabc.br e no Facebook @departamentodepediatria.fmabc.

VANTAGENS DA AMAMENTAÇÃO

 Para a Mãe:

  1. Emagrece mais rápido.
  2. Menos chances de ter anemia.
  3. Reduz o risco de câncer de mama e de ovários.
  4. Menor possibilidade de desenvolver osteoporose.
  5. Não precisa se preocupar com estoques de leite.
  6. O leite está sempre pronto e na temperatura ideal.
  7. Amamentar é prático nas mamadas noturnas, em viagens e passeios.
  8. Menos gastos na compra de outros leites para o bebê.
  9. Aumenta o vínculo afetivo entre mãe e bebê. 

Para o Bebê:

  1. Protege contra alergias alimentares, doenças e infecções.
  2. Protege contra doenças da fase adulta como o diabetes, obesidade e a pressão alta.
  3. Sugar o peito é um ótimo exercício para o desenvolvimento do rosto, dos dentes, da fala e da boa respiração.
  4. Melhora o desempenho em testes de QI.
  5. Pesquisas comprovam que bebês amamentados com leite materno são mais inteligentes.
  6. O bebê se sente mais seguro e o elo entre mãe e bebê é mais forte.

Hospital Estadual Mário Covas conquista acreditação de qualidade internacional “Qmentum”

Postado por Eduardo Nascimento em 05/ago/2021 -

Unidade reafirma compromisso com a assistência e segurança do paciente e garante uma das mais conceituadas acreditações em Saúde do mundo

 

O Hospital Estadual Mário Covas (HEMC), em Santo André, acaba de conquistar a acreditação “Qmentum International”, nível Diamante. Trata-se de metodologia canadense aplicada em mais de 40 países, que monitora e atesta padrões de excelência em serviços de saúde. Gerido pela Fundação do ABC desde sua inauguração, em 2001, o hospital já detinha a acreditação nacional em nível máximo, a ONA 3 (Organização Nacional de Acreditação). Há dois anos a unidade estabeleceu como objetivo novos desafios com foco no aperfeiçoamento e melhoria dos processos que envolvem a assistência à saúde. No dia 27 de julho, após análise dos resultados obtidos nos dois últimos anos, o Instituto Qualisa de Gestão (IQG) – responsável pela certificação no Brasil – conferiu ao HEMC a tão almejada acreditação internacional.

“Acreditamos no aprendizado e aperfeiçoamento permanente em todos os níveis. Ao buscarmos a acreditação, buscamos mais conhecimento e o aperfeiçoamento do serviço que prestamos à população por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Nosso hospital é sempre citado como exemplo e referência em saúde. A grande maioria dos pacientes e familiares tece elogios ao atendimento e nos orgulhamos em figurar entre os 10 hospitais públicos do Estado a conquistar esta significativa certificação de qualidade. Tudo isso é resultado da permanente preocupação em melhorar e também do compromisso e eficiência dos colaboradores com as metas que fixamos. A conquista da acreditação internacional é uma realidade graças ao trabalho intenso de nossas equipes, gestores e diretores. Agora o objetivo será árduo para mantê-la e ir ainda mais além”, disse o diretor-geral do hospital, Dr. Desiré Carlos Callegari.

A certificação Qmentum é resultado de parceria do Instituto Qualisa de Gestão (IQG) com a Health Standards Organization (HSO) – antiga Accreditation Canada International – e possibilitou que as instituições de saúde brasileiras acessem padrões internacionais de excelência e inovação, com oportunidades únicas de troca de expertise e boas práticas assistenciais.

As avaliações são realizadas por equipes altamente qualificadas, que assumem o compromisso de tornar o processo acessível, pertinente e transformador para as organizações. A metodologia, que utiliza novas e inovadoras ferramentas para avaliação e reestruturação dos processos de trabalho, está alinhada aos princípios de Governança Clínica, sendo utilizada em mais de 40 países.

Entre os benefícios da acreditação Qmentum International estão o uso da Governança Clínica como princípio norteador; visão voltada para o cuidado centrado no paciente; integração de normas e melhores práticas aprovadas e adotadas internacionalmente; acompanhamento dos indicadores de desempenho e resultado através de uma plataforma customizada; orientação exclusiva de especialistas internacionais para a implementação da metodologia; aprimoramento contínuo de padrões de excelência e de melhores práticas; e benchmarking global de ações inovadoras com diversos países.

Equipe de Acreditação do Hospital Estadual Mário Covas

Em Santo André, Hospital de campanha da UFABC começa a ser desmontado

Postado por Maíra Oliveira em 30/jul/2021 -

Equipamentos do local estão sendo transferidos, de forma gradativa, para outras unidades da rede de saúde

 

Foto: Alex Cavanha/PSA

Há 30 dias os sons de tosse e apito dos respiradores do Hospital de Campanha da Universidade Federal do ABC (UFABC), de Santo André, gerido pela Central de Convênios/FUABC, foram substituídos pelo silêncio do espaço vazio. Por esse motivo, com cautela e organização, a Secretaria de Saúde de Santo André iniciou a desmobilização do espaço, de forma gradual, para o Centro Hospitalar Municipal (CHM) e demais equipamentos da rede municipal de saúde, garantindo que o município permaneça com a capacidade de atendimento.

O prefeito Paulo Serra acompanhou a desmobilização e agradeceu o empenho da equipe que atuou no hospital. “Fiz questão de vir pessoalmente agradecer o empenho de todos vocês, profissionais da saúde, pois vocês fazem parte da história da cidade. Sentimos cada perda das famílias por uma doença que ainda não é totalmente conhecida pela ciência. Tenho certeza que Santo André fez a escolha certa, quando optamos por não deixar nenhum andreense sem assistência e oferecemos uma assistência de qualidade. Abrimos mão de outras coisas que poderíamos ter feito na cidade para cuidar da nossa gente”, comentou.

Com estrutura de 110 leitos entregues em 11 de junho de 2020, este foi o terceiro hospital de campanha montado no município. A primeira paciente, uma mulher, de 21 anos, foi admitida em 26 de junho do ano passado.

De acordo com o avanço da pandemia, houve a necessidade de ampliação de outros 80 leitos e o espaço passou a contar com 190 leitos, sendo dez de UTI, distribuídos em nove alas.

Em pouco mais de um ano, houve admissão de 3.827 pacientes e 3.757 altas, uma taxa de letalidade de 0,01%. No mês de março, pico da pandemia, a ocupação chegou a 95%. “Foram milhares de vidas salvas e pouquíssimas vidas perdidas. Sentimos cada vida perdida, mas esse equipamento de saúde prestou um serviço de excelência”, afirmou o prefeito Paulo Serra.

A última paciente, uma mulher de 84 anos, teve alta na tarde do dia 29 de junho e, desde então, a estrutura foi mantida enquanto a Secretaria de Saúde monitorava a evolução da pandemia.

HOSPITAIS DE CAMPANHA

O Hospital de Campanha do Complexo Pedro Dell’Antonia está com 43% da taxa geral de ocupação. Santo André segue definindo novas medidas e se mantém estruturada para o atendimento aos pacientes, uma vez que foi a primeira cidade da região a montar hospitais de campanha. Na área hospitalar, além do CHM (Centro Hospitalar Municipal) há o Hospital da Mulher para receber pacientes que necessitem de internação.

Santo André conta ainda com um Centro de Enfrentamento à Covid-19 e o suporte das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e Unidades Básicas de Saúde.

Referência no Estado, Hospital Santa Cecília finaliza julho com 104 leitos em operação

Postado por Maíra Oliveira em 30/jul/2021 -

Nos últimos 10 dias, UTI registra 50% de taxa de ocupação e ala de enfermaria 40%; unidade segue como referência para o enfrentamento à Covid-19 no Estado

 

Apenas em julho foram abertos mais 44 leitos, sendo 20 de UTI e 24 de Enfermaria

Parceria entre a Fundação do ABC e o Governo do Estado de São Paulo, o Hospital Estadual Metropolitano Santa Cecília finalizou o mês de julho com 104 leitos em operação, todos destinados ao tratamento de pacientes com Covid-19. A unidade segue entre as principais referências do Estado para o enfrentamento à Covid-19. Nos últimos 10 dias a ocupação dos leitos gira em torno de 50% na UTI e 40% na ala de Enfermaria.

Em julho, o Hospital Santa Cecília colocou em operação 44 novos leitos, sendo 20 de Unidade de Terapia Intensiva e 24 de Enfermaria. A implantação ocorreu de forma gradativa, com a abertura em 1º de julho de uma UTI no 7º andar com 10 leitos. Até a metade do mês foram abertos mais 10 leitos de UTI no 9º andar e, dia 27 de julho, a ampliação foi concluída com mais 24 leitos de Enfermaria no 8º andar. Ao todo, a unidade passou a operar com 40 leitos de UTI e 64 de Enfermaria.

“Desde a abertura, em abril, tem sido um processo desafiador para toda a equipe. Enquanto referência estadual para tratamento da Covid-19, as equipes da unidade têm se empenhado para manter o padrão de excelência no acolhimento e atendimento de todos os pacientes. Cada alta médica simboliza uma vitória coletiva”, disse a diretora-geral do Hospital Santa Cecília, Dra. Sandra Giron Gallo.

Novas ampliações no número de leitos podem ocorrer mediante necessidade, tendo em vista o hospital ser uma das principais referências estaduais para tratamento da Covid-19.

REFERÊNCIA CONTRA COVID-19

O Hospital Estadual Metropolitano Santa Cecília foi inaugurado em meados de abril como Hospital de Campanha do Governo do Estado, exclusivo para o atendimento de casos de Covid-19.

Localizado na região central da Capital, o Hospital está instalado em prédio com 10 andares cedido por um ano ao Estado pela iniciativa privada, onde funcionou o Hospital Santa Cecília até 2019 – desde então, a unidade permaneceu desativada. O plano de trabalho apresentado pela Fundação do ABC foi eleito vencedor para celebração do convênio emergencial para gerenciamento da unidade, cuja publicação no Diário Oficial do Estado ocorreu em 27 de março. Na mesma data, comitiva da FUABC e da Secretaria de Estado da Saúde estiveram no local para receber as chaves.

A partir de então, em apenas 15 dias o hospital recebia o primeiro paciente internado por Covid-19, às 20h04 de 11 de abril. Com alas e leitos abertos gradativamente, foram 54 dias entre o recebimento das chaves e o cumprimento integral do contrato, com a entrega de 60 leitos. Todas as equipes da Fundação do ABC estiveram envolvidas no processo e trabalharam ininterruptamente para a contratação de pessoal, revisão de todas as instalações, aquisição de insumos e medicações, reformas, compra e instalação de equipamentos, entre muitas outras ações básicas necessárias para a abertura da unidade.

FUABC entrega doações da campanha do agasalho a entidades beneficentes

Postado por Maíra Oliveira em 29/jul/2021 -

Foram arrecadados mais de 300 itens em iniciativa conjunta da FUABC, Central de Convênios e Centro Universitário FMABC

 

Em SBC, donativos foram entregues ao Exército da Salvação

A campanha do agasalho da Fundação do ABC (FUABC), batizada de “Aquecendo o ABC”, arrecadou entre os dias 6 e 21 de julho 316 itens como casacos, cobertores, calças, meias e luvas que foram entregues nesta semana a três entidades beneficentes da região. Em Santo André, receberam os donativos a Instituição Assistencial Lídia Pollone (IALP); em São Bernardo, o Exército da Salvação; e, em São Caetano, a Associação Esportiva Vida e Movimento.

A iniciativa foi organizada pela área de Sustentabilidade da FUABC, ligada ao Departamento de Recursos Humanos (RH), e contou com a participação efetiva de colaboradores da FUABC, Central de Convênios e Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), locais onde foram disponibilizados os pontos de coleta.

 

 

Associação Esportiva Vida e Movimento, de São Caetano

O objetivo da ação, organizada anualmente pela entidade, é ajudar diversas famílias em situação de vulnerabilidade social a enfrentar o rigoroso inverno deste ano, marcado por históricas temperaturas baixas em diversas regiões do Brasil. “Em tempos de pandemia e baixas temperaturas, precisamos praticar a empatia e o amor ao próximo. Todas as peças doadas passaram por triagem para avaliar suas condições, prezando pelo bem-estar e dignidade de quem recebe. A FUABC, por meio da área de Sustentabilidade do Departamento de RH, agradece a todos os colaboradores que participaram desta campanha”, disse o coordenador de Sustentabilidade da FUABC, Elson Queiroz.

Mais informações sobre a iniciativa podem ser solicitadas pelo e-mail sustentabilidade@fuabc.org.br. 

 

 

 

Instituição Assistencial Lídia Pollone, de Santo André

Docente da Enfermagem FMABC debate assistência à Covid-19 em evento do Coren-SP

Postado por Maíra Oliveira em 29/jul/2021 -

Mesa redonda sobre biossegurança do paciente contou com a presença da coordenadora do curso de Enfermagem da FMABC, Dra. Rosângela Filipini

 

Evento foi transmitido virtualmente para cerca de 200 convidados

A coordenadora do curso de Enfermagem do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dra. Rosângela Filipini, também membro da Câmara Técnica do Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren-SP), participou em 28 de julho de uma mesa redonda organizada pela entidade sobre biossegurança no cuidado aos pacientes com Covid-19. O evento, transmitido virtualmente para 200 convidados, foi mediado pela mestre e doutora em Enfermagem pela Universidade de São Paulo (USP), Dra. Luiza Dal Ben, também integrante da Câmara Técnica do Coren-SP.

O evento teve como objetivo orientar os profissionais de Enfermagem da linha de frente de combate à pandemia sobre os principais aspectos assistenciais, legais e éticos da categoria neste cenário, além de contribuir com uma prática assistencial mais segura. A docente da FMABC ficou responsável pela apresentação “Tipos de isolamento do suspeito e confirmado”, que abordou temas como precauções por classificação, proteção individual e coletiva, obrigações do empregado e do empregador, paramentação e desparamentação, entre outros.

“As medidas de isolamento e o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) sempre devem considerar o grau de comprometimento respiratório do paciente. A realização de procedimentos ou exercícios que eventualmente provocam a produção de gotículas é determinante para estabelecer quais as medidas de isolamento são necessárias, por isso devemos reforçar a obrigatoriedade de se adotar adequadamente todos os tipos precaução para o profissional, sejam elas de contato, gotículas ou aerossóis”, explica a Dra. Rosângela Filipini. Segundo diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e de diversos outros órgãos especialistas, as principais recomendações de prevenção ao contágio são a higienização das mãos, o uso de luvas, avental, óculos, máscara cirúrgica e até a destinação de quartos privativos para o paciente infectado, quando possível.

A enfermeira Sênior do setor de Educação Continuada do Hospital Municipal Infantil Menino Jesus, Carolina Vieira Cagnacci Cardili, também participou do debate junto à docente da FMABC com a palestra “Covid-19: Doença de investigação imediata e investigação laboratorial.”

A atividade integra uma série de lives transmitidas desde segunda-feira (26/07) pelos canais do Coren-SP no YouTube e Facebook, sob o tema “Assistência de Enfermagem à Covid-19: Aspectos Relevantes”. As mesas redondas estão programadas para ocorrer até dia 30/07, de manhã e à tarde. A íntegra do evento com a participação da professora da FMABC pode ser acessada pelo link https://is.gd/cNuGec.