Campanha ‘Julho Verde’ alerta sobre perigos do câncer de cabeça e pescoço

Postado por Maíra Oliveira em 13/jul/2021 -

Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), 10 mil brasileiros morrem por ano vítimas da doença

 

Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço é celebrado em 27 de julho. A Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP), que há mais de 50 anos atua na prevenção e tratamento da doença e há seis é responsável pela campanha no Brasil, promove durante todo o mês de julho atividades de conscientização e informação no combate a este tipo de câncer. Com o slogan “Desperte a Esperança, Venha para o Julho Verde”, a SBCCP reconhece o abalo da saúde emocional e como isso reflete no tratamento da doença.

O câncer de cabeça e pescoço é a denominação dada a um conjunto de tumores que afetam regiões da boca, laringe, faringe, glândulas salivares, cavidade nasal, seios paranasais e tireoide, além da pele da face e do pescoço. Segundo a SBCCP, 10 mil brasileiros morrem por ano vítimas da doença.

A campanha de 2021 chega no momento em que o País ainda enfrenta a pandemia de Covid-19. O medo pelo risco de contágio impactou 43% dos pacientes em tratamento de câncer, segundo levantamento do Instituto Oncoguia. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece os resultados negativos da pandemia no tratamento do câncer. Muitas pessoas deixaram de fazer exames, o que impediu a realização do diagnóstico em estágio inicial. Pacientes deixaram de comparecer ao tratamento por insegurança, medo ou por falta de atendimento. Quanto mais avançado o câncer, menores são as chances de cura e mais agressiva fica a doença, o que provoca maior demanda de recursos para o tratamento. Além disso, as sequelas físicas após o tratamento de um câncer de cabeça e pescoço são maiores, bem como as emocionais e financeiras.

CÂNCER BUCAL

Entre as neoplasias malignas, o câncer de cavidade oral é o quinto mais comum entre os homens no Brasil (com exceção do câncer de pele). Cerca de 80% dos pacientes que procuram serviços de diagnóstico e tratamento já estão em estágio avançado da doença. Nesses casos, a probabilidade de cura é menor e o tratamento é mais complexo, levando a disfunções na deglutição de alimentos e na fala, além de deformidades estéticas.

No grupo de risco deste tipo de câncer estão: homens com mais de 40 anos, fumantes e consumidores de bebida alcoólica em excesso. Professora da disciplina de Cirurgia de Cabeça e Pescoço da FMABC e membro da SBCCP, Dra. Jossi Ledo Kanda explica que além destes fatores, também são riscos para a doença o mau estado de conservação dos dentes e as próteses dentárias desajustadas. Segundo a docente, para se prevenir adequadamente é necessário evitar o fumo e o álcool, não se expor ao sol sem proteção (risco de câncer do lábio), promover higiene bucal, mantendo os dentes em bom estado, além de fazer pelo menos uma consulta odontológica de controle a cada ano e adotar dieta saudável, rica em vegetais e frutas.

OUTROS TIPOS

A infecção pelo HPV (papilomavírus humano) também tem contribuído com o aumento na incidência do câncer da orofaringe em jovens nos últimos anos, principalmente pelas práticas sexuais sem o uso de preservativos.

No caso do câncer da laringe, além do consumo de bebida alcoólica e tabagismo, alguns fatores relacionados à exposição ocupacional a elementos como pó de madeira, produtos químicos utilizados na metalurgia, petróleo, plásticos, indústrias têxteis e o amianto são relevantes. Entre as mulheres, o câncer da tireoide é o quinto mais frequente, porém, na maioria dos casos, possui prognóstico mais favorável.

Já o câncer de pele é o mais prevalente na população e também tem alta incidência na região da cabeça e pescoço, já que é uma área exposta ao sol. “O diagnóstico de tumores iniciais é fundamental para garantir os melhores índices de cura. Em pessoas acima dos 40 anos, sinais e sintomas como manchas brancas na boca, úlceras, nódulos no pescoço, mudança na voz e rouquidão, dores de garganta e à deglutição, e dificuldades para engolir são alertas para consultar o especialista”, explica a Dra. Jossi Ledo Kanda.

Mais informações sobre o tema podem ser acessadas pelo site: www.sbccp.org.br/julhoverde.

Formas de prevenção:

  • Não fumar;
  • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;
  • Ter alimentação rica em frutas, verduras e legumes;
  • Manter boa higiene bucal;
  • Usar preservativo (camisinha) na prática do sexo oral;
  • Manter o peso corporal adequado;
  • Recomendar a vacinação do HPV para os meninos de 11 a 14 anos e para meninas de 9 a 14 anos;
  • Uso de protetor solar e evitar exposição ao sol prolongada.

Hospital Santa Cecília terá 44 novos leitos em julho

Postado por Eduardo Nascimento em 08/jul/2021 -

Exclusivo para o combate à Covid-19, equipamento do Governo do Estado é gerenciado pela Fundação do ABC e contará com total de 104 leitos

Serão 20 novos leitos de UTI e 24 de enfermaria

Parceria entre a Fundação do ABC e o Governo do Estado de São Paulo, o Hospital Estadual Metropolitano Santa Cecília abrirá mais 44 leitos até o final de julho, atingindo total de 104 leitos exclusivos para tratamento de pacientes com a Covid-19. Serão 20 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital de Campanha e outros 24 de enfermaria.

A implantação será gradativa e os trabalhos começaram em 1º de julho, com a abertura de uma UTI no 7º andar com 10 leitos. Até a metade do mês está prevista a operação de mais 10 leitos de UTI no 9º andar. Entre 26 e 30 de julho a ampliação será concluída, com o funcionamento de 24 novos leitos de enfermaria no 8º andar.

“O Hospital Santa Cecília tem mantido média de 85% de ocupação e está entre as principais referências do Estado para o enfrentamento à Covid-19. Temos ciência da importância deste trabalho e é muito gratificante acompanhar a recuperação e a alta dos pacientes que têm vencido a doença”, informa a diretora-geral do Hospital Santa Cecília, Dra. Sandra Giron Gallo.

A coordenadora de Recursos Humanos do hospital, Edilaine Correia, junto às doações recebidas por pacientes satisfeitos com o atendimento

GRATIDÃO

Para a dirigente, o carinho e reconhecimento de pacientes e familiares têm sido muito importantes na valorização e motivação das equipes. “Temos recebido várias doações espontâneas de pacientes, familiares e até mesmo de colaboradores da Fundação do ABC, em benefício dos pacientes internados. São demonstrações de gratidão e amor pelo trabalho que estamos realizando no Hospital”, acrescenta Dra. Sandra Gallo.

Recentemente, a família de um dos pacientes encaminhados de Mato Grosso doou um colchão pneumático para UTI, que previne a formação de feridas nas costas de doentes intubados. Com o início do inverno, muitas doações de roupas de frio também têm chegado à unidade, assim como itens de higiene e de uso pessoais, como sabonetes, escovas e pastas de dente, aparelhos de barbear, chinelos e até mesmo bíblias e revistas de palavras cruzadas.

Para a diretora-geral, a sensação é gratificante, de “dever cumprido com responsabilidade e êxito”. Dra. Sandra Gallo completa: “Este sentimento gratificante não diz respeito somente a entrega dos leitos, mas também sobre a assistência humanizada e respeitosa que estamos proporcionando aos pacientes e seus familiares. Temos uma equipe comprometida em fazer o melhor, proporcionando assistência de qualidade e empática aos nossos pacientes. Eu só tenho a agradecer a todos, sem exceção”.

REFERÊNCIA CONTRA COVID-19

O Hospital Estadual Metropolitano Santa Cecília foi inaugurado em meados de abril como Hospital de Campanha do Governo do Estado, exclusivo para o atendimento de casos de Covid-19.

Localizado na região central da Capital, o Hospital está instalado em prédio com 10 andares cedido por um ano ao Estado pela iniciativa privada, onde funcionou o Hospital Santa Cecília até 2019 – desde então, a unidade permaneceu desativada. O plano de trabalho apresentado pela Fundação do ABC foi eleito vencedor para celebração do convênio emergencial para gerenciamento da unidade, cuja publicação no Diário Oficial do Estado ocorreu em 27 de março. Na mesma data, comitiva da FUABC e da Secretaria de Estado da Saúde estiveram no local para receber as chaves.

A partir de então, em apenas 15 dias o hospital recebia o primeiro paciente internado por Covid-19, às 20h04 de 11 de abril. Com alas e leitos abertos gradativamente, foram 54 dias entre o recebimento das chaves e o cumprimento integral do contrato, com a entrega de 60 leitos. Todas as equipes da Fundação do ABC estiveram envolvidas no processo e trabalharam ininterruptamente para a contratação de pessoal, revisão de todas as instalações, aquisição de insumos e medicações, reformas, compra e instalação de equipamentos, entre muitas outras ações básicas necessárias para a abertura da unidade.

Ao final de julho serão 104 leitos em funcionamento na unidade, sendo 40 de UTI e 64 de enfermaria.

Liga de Cardiologia realiza evento on-line com atendimentos simulados

Postado por Maíra Oliveira em 08/jul/2021 -

A iniciativa prepara os alunos para a prova de Residência Médica

A Liga de Cardiologia do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), juntamente com a disciplina de Cardiologia, realizou em 26 de junho atividade com atendimentos simulados on-line para alunos do 5º e 6º anos de Medicina. Conhecida como OSCE – Exame Prático Objetivo Estruturado de Habilidades e Atividades, a iniciativa prepara os alunos para a prova de Residência Médica e também auxilia no aprendizado, já que após os atendimentos, os estudantes recebem a avaliação do professor tutor.

O exame contou com a participação de alunos voluntários representando pacientes, sob organização da Liga de Cardiologia e apoio do professor Miguel A. Moretti. Foram premiados os estudantes com as três melhoras notas: Karine Turke, Giulia Cerchiari e Felipe Crepaldi.

“Parabéns à Diretoria da Liga, na pessoa de sua presidente, a aluna Beatriz Xavier de Camargo Rabello. Em breve, os casos serão apresentados e discutidos on-line. Atividades como essa são fundamentais para o ensino acadêmico, principalmente nos momentos atuais”, considera o professor titular da disciplina de Cardiologia da FMABC, Dr. Antônio Carlos Palandri Chagas.

Parceria com AME Mauá garante coleta de 24 quilos de tampinhas plásticas para o Hospital Nardini

Postado por Maíra Oliveira em 08/jul/2021 -

 

Representantes do Hospital Nardini e AME Mauá

O Hospital Nardini de Mauá recebeu no final de junho 24,5 quilos de tampinhas plásticas arrecadados no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Mauá. A parceria entre os dois serviços gerenciados pela Fundação do ABC teve início em fevereiro, quando a unidade estadual se tornou ponto de coleta de tampinhas plásticas em colaboração à iniciativa sustentável. O Hospital Nardini aderiu ao programa “Tampinha Legal” em julho de 2020 e, desde então, busca parcerias para ampliar os pontos de coleta pela cidade. O valor arrecadado com a venda do material será revertido em benfeitorias para a unidade.

Considerado o maior programa socioambiental de caráter educativo da indústria de transformação do plástico da América Latina, o programa Tampinha Legal foi lançado em 2016, na segunda edição do Congresso Brasileiro do Plástico (CBP). A iniciativa propõe ações modificadoras de comportamento de massa por meio do fomento e incentivo da coleta de tampas de plástico. O projeto fará a coleta do material arrecadado quando o volume chegar a aproximadamente 30 sacos.

São arrecadadas tampinhas plásticas de diversos produtos, como água, isotônico, água de coco, refrigerante, chá, suco, leite, shampoo, condicionador, pasta de dente, colírios, repelentes, sabão líquido, detergente, amaciante, desinfetante, álcool, água sanitária, entre outros, desde que o material seja 100% plástico. A população pode continuar doando nas duas unidades de Saúde.

O projeto Tampinha Legal é uma iniciativa do Instituto SustenPlast e busca melhorar a valorização de mercado do material. Os valores obtidos pelas campanhas são destinados integralmente às entidades assistenciais ou unidades de saúde participantes. Mais informações pelo site: www.tampinhalegal.com.br.

Profissionais da FMABC participam de Workshop sobre Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade

Postado por Eduardo Nascimento em 07/jul/2021 -

Gratuito, on-line e com entrega de certificado, evento reunirá especialistas em 13 de julho, Dia Mundial da Conscientização do TDAH

 

Profissionais do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) estarão entre os convidados do “1º Workshop do TDAH – Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade”. O evento ocorrerá em 13 de julho (terça-feira), das 18h às 22h30, com as atividades 100% on-line em função da pandemia de Covid-19 e presenças confirmadas de diversos especialistas de renome na área. As inscrições são gratuitas e podem ser efetuadas pelo site https://ferrazeventos.com.br.

A data do workshop foi escolhida justamente por marcar o Dia Mundial da Conscientização do TDAH. O objetivo é desmistificar, capacitar e esclarecer questões essenciais sobre o tema, tendo como público-alvo mães, pais, professores, profissionais da área e portadores de TDAH.

O Núcleo Especializado em Aprendizagem da FMABC (NEA) estará representado por sua coordenadora, Alessandra Bernardes Caturani Wajnsztejn, que abordará o tema “Fatores de risco, prognóstico e funcionalidade no TDAH”. O professor de Neuropediatria da FMABC e membro do NEA, Rubens Wajnsztejn, também está confirmado e apresentará aula sobre “TDAH: a linha do tempo, desenvolvimento e prognóstico”.

Ao longo do encontro, também estão programadas palestras sobre “TDAH: família e escola, sua atitude pode mudar tudo”, “Descomplicado o TDAH”, “Recursos para identificação e avaliação”, “Diagnóstico de TDAH na vida adulta: obstáculos e possibilidades”, “TDAH, tiques e toc” e “Pesquisas em diagnóstico diferencial/comorbidade na abordagem medicamentosa na infância e adolescência”.

O 1º Workshop do TDAH é realizado pela Clínica ABCW Multidisciplinar, Avaliação Interdisciplinar, Projeto Dislexia TDAH Amor de Mãe, Ferraz Eventos e Clínica RW.

 

TDAH

Frequente desatenção, dificuldades na escola e no relacionamento com colegas, pais e professores são características comuns na infância e adolescência. Mas, quando acontecem de maneira excessiva, podem ser sintomas do TDAH – desordem neurobiológica de causas genéticas que geralmente aparece na infância e pode acompanhar o indivíduo por toda a vida. Os principais sintomas do transtorno são a falta de atenção, extrema dificuldade de concentração, hiperatividade e impulsividade.

Quem possui o TDAH tem muita dificuldade em prestar atenção e se concentrar nas atividades escolares, leituras, lição de casa e trabalhos. Um dos sintomas comuns é o fato da criança ou jovem não conseguir ficar parado no lugar, demonstrando claramente o incômodo e desconforto de ter que permanecer em determinada posição, podendo balançar muito as pernas e falar de forma ininterrupta.

O tratamento deve ser multimodal e pode ser baseado na psicoeducação, psicoterapia e medicação com psicoestimulantes. A psicoeducação é essencialmente informar as pessoas que convivem com o paciente, para que possam entender o que é o distúrbio. Já a terapia cognitivo-comportamental é um sistema de psicoterapia que envolve conjunto de técnicas e estratégias terapêuticas com a finalidade de mudança de padrões de comportamento e, consequentemente, de hábitos. Há também o tratamento medicamentoso, que pode ajudar a aumentar a atenção e diminuir a impulsividade e a hiperatividade em pacientes com o transtorno.

Fundação do ABC organiza campanha do agasalho “Aquecendo o ABC”

Postado por Maíra Oliveira em 06/jul/2021 -

Iniciativa tem participação da FUABC, Central de Convênios e Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC

 

A área de Sustentabilidade da Fundação do ABC (FUABC), ligada ao Departamento de Recursos Humanos (RH), promove no mês de julho a campanha do agasalho “Aquecendo o ABC”. O objetivo da ação é sensibilizar colaboradores da FUABC, Central de Convênios e Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) a doarem roupas, calçados e cobertores em boas condições de uso. Os pontos de coleta da campanha estarão espalhados pelo campus universitário da FMABC entre os dias 6 e 21 de julho.

O montante arrecadado será destinado a três instituições beneficentes das cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano, que ainda serão selecionadas. Além de beneficiar famílias em situação de vulnerabilidade social durante a estação mais fria do ano, a campanha contribui com o meio ambiente. Isto porque muitas peças que podem ser reaproveitadas deixarão de ser descartadas de forma inadequada no meio ambiente.

“A campanha fará um bem inestimável para muitas famílias. A ideia é sensibilizar nossos colaboradores por meio da empatia, do amor e da responsabilidade social com o próximo, além de levar conforto e dignidade para os que mais precisam”, explica a gerente de RH da FUABC, Magali Gonçales.

Mais informações sobre a iniciativa podem ser solicitadas pelo e-mail sustentabilidade@fuabc.org.br.

São Caetano e Urologia da MedABC fazem cirurgia inédita no ABC para retirada de bexiga por via laparoscópica

Postado por Maíra Oliveira em 05/jul/2021 -

Realizado nos maiores centros médicos do mundo, tratamento foi oferecido de forma pioneira à paciente da região do ABC com câncer de bexiga

 

Equipe responsável pelo procedimento – Fotos: Eric Romero/PMSCS

A Prefeitura de São Caetano do Sul e a disciplina de Urologia do Centro Universitário Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) realizaram em maio a primeira cistectomia com reconstrução laparoscópica da rede pública do Grande ABC. A cirurgia de remoção e reconstrução intracorpórea da bexiga foi realizada pela equipe do médico Marcello Machado Gava, coordenador do serviço de Urologia do município e urologista da FMABC.

“A Saúde de São Caetano investe cada vez mais em equipamentos e equipes médicas que permitem a realização de procedimentos cada vez menos invasivos, aumentando a segurança dos nossos pacientes e reduzindo o tempo de internação. O sucesso da cirurgia realizada por nossa equipe de urologia mostra que nosso município continua sendo vanguarda na execução de cirurgias de média e alta complexidade”, destacou a secretária de Saúde, Regina Maura Zetone.

“Estou bem, graças a Deus e a esses médicos maravilhosos que entraram no meu caminho. São anjos enviados por Deus”, disse Maria Elenilda Silva, 57 anos, diarista e moradora do Bairro Prosperidade. Ela foi a primeira paciente operada na cidade e, agora, realiza fisioterapia para a recuperação das funções da bexiga reconstruída.

“No final de 2018 eu comecei a fazer um tratamento para infecção de urina. Mas a infecção nunca sarava. Eu tomava antibiótico e a infecção voltava de novo”, lembra. Preocupada, Maria Elenilda fez uma ultrassonografia, que mostrou duas pequenas lesões na bexiga. Era câncer. Na época, ela tratava em outra cidade do ABC, onde residiam as filhas. Teve indicação para fazer um tratamento que consistia numa “raspagem” da bexiga para eliminação dos tumores. Mas passaram-se 19 meses sem que ela fosse chamada para o procedimento pelo serviço de saúde da cidade.

Maria Elenilda Silva, 57 anos, foi a primeira paciente a receber o tratamento via SUS no ABC

“Eu sofria muito. Ficava inchada, sangrava, sentia muita dor. Um dia, eu estava muito mal e procurei o pronto-socorro de São Caetano, onde moro com meus pais. Do PS fui encaminhada à UBS e, depois, ao Maria Braido, onde passei com especialista. Foi em São Caetano que eu consegui ser tratada”.

A equipe de Urologia encaminhou a paciente ao “Cabem mais Vidas”, um projeto para pesquisa e tratamento do câncer de bexiga, vinculado à disciplina de Urologia da FMABC. “O Cabem centraliza as condutas, auxiliando na elaboração do cronograma de tratamento, e os municípios mantêm o atendimento e os procedimentos para condução dos pacientes. Nós, da equipe de Urologia de São Caetano, somos todos ligados à FMABC. Com isso, embora seja um câncer letal, agressivo e de difícil tratamento, conseguimos reduzir de forma importante a taxa de mortalidade dos pacientes”, explica Marcello Machado Gava.

Maria Elenilda recebeu tratamento integrado entre Cabem e Prefeitura de São Caetano. “Toda a parte cirúrgica, de quimioterapia e os demais procedimentos são feitos em São Caetano. Em cirurgias complexas, como neste caso, também contamos com apoio da equipe do Cabem”, explicou o médico.

“Fiz oito sessões de quimio no Centro Oncológico. A pandemia não atrapalhou meu tratamento”, conta Maria Elenilda. Após as sessões de quimioterapia, foi feita a cirurgia: uma cistectomia radical laparoscópica neobexiga intracorpórea – cirurgia de grandes dimensões, que consiste na retirada total da bexiga quando esta é acometida por câncer infiltrativo, que é o segundo tumor mais frequente do aparelho urinário.

A técnica, realizada pela primeira vez em um hospital público do Grande ABC, envolveu equipe de seis cirurgiões: Marcello Machado Gava (coordenador do serviço de Urologia do município e urologista da FMABC); Fernando Korkes (coordenador do Cabem e urologista da FMABC); José Henrique Santiago e Frederico Timoteo (urologistas da FMABC); Artur Farías (fellow de Uro-oncologia da FMABC); Matheus Pascotto e Alexandre Hidaka (médicos residentes da disciplina de Urologia da FMABC).

“Também recebemos apoio do médico americano Peter Wiklund, que desenvolveu a técnica, por meio de uma teleconsulta. Houve uma complicação pós-operatório e ele nos ajudou a resolver”, ressalta Gava.

“A experiência foi magnífica. Foi oferecido à paciente um tratamento que é realizado nos maiores centros do mundo. E em poucos centros! É muito satisfatório conseguirmos oferecer algo assim”, comemorou o médico. Maria Elenilda também está feliz e grata. “Tive medo do tratamento não chegar a tempo. Hoje estou bem. Quero voltar a trabalhar e aproveitar muito a vida”.

Hospital Santa Cecília registra primeira alta de paciente de Mato Grosso do Sul com Covid-19

Postado por Eduardo Nascimento em 02/jul/2021 -

Unidade do Governo do Estado gerenciada pela Fundação do ABC recebeu em junho nove pacientes transferidos de MT e MS

 

O paciente Samuel Monteiro com o filho, Jeferson Saab

O Hospital Estadual Metropolitano Santa Cecília, gerido pela Fundação do ABC em parceria com o Governo do Estado de São Paulo, recebeu em junho nove pacientes graves com Covid-19 transferidos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. A primeira alta médica foi registrada em 29 de junho. Aos 57 anos, o pastor batista da cidade de Dourados (MS), Samuel Auro Monteiro de Souza, venceu a batalha contra o novo coronavírus e deixou a unidade acompanhado pelo filho. O momento foi acompanhado pela equipe de Comunicação do Exército, tendo em vista que o paciente foi transportado para São Paulo por meio de aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).

“Foi um presente de Deus ter surgido uma vaga em São Paulo. Cheguei no dia 13 de junho e fui direto para UTI, pois já estava usando oxigênio no limite máximo”, recordou Samuel Monteiro, enquanto agradecia as equipes do Hospital Santa Cecília. “Fui muito bem atendido aqui e consegui me recuperar. Minha palavra é de gratidão a Deus, à minha família, à UPA de Dourados, onde tive o primeiro atendimento, à Força Aérea e aos funcionários deste Hospital, que são gente muito boa. Não tem como esquecer”, declarou.

Segundo o paciente, a humanização do atendimento fez toda a diferença durante o período de internação. “Não foram só os medicamentos. O calor humano, as palavras de força, dizendo que eu iria ficar bom. O cuidado, o carinho. Hoje eu sou vitorioso, venci a Covid com a ajuda de Deus e dessas pessoas maravilhosas. Nasci de novo”.

Alta médica foi acompanhada pela equipe de Comunicação do Exército, tendo em vista que o paciente foi transportado para São Paulo por meio de aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).

O filho Jeferson Saab de Souza viajou de Dourados até a Capital paulista para buscar o pai e ressaltou a importância da comunicação do Hospital com a família durante os 16 dias de internação. “Participávamos das visitas virtuais, tendo as notícias dele, além das ligações diárias dos médicos, passando as informações de saúde e nos deixando inteiramente a par, sem nenhuma dúvida sobre como ele estava. Foi muito bom ele ter vindo para um local estruturado, e agora estamos comemorando a volta dele. Estávamos apreensivos, mas agora ele está bem e isso é maravilhoso”.

HUMANIZAÇÃO

Gerente da área Psicossocial do Hospital Estadual Metropolitano Santa Cecília e coordenadora dos serviços de humanização, Adriana Evangelista reitera a importância do trabalho de acolhimento e da participação da Psicologia no atendimento às famílias, tendo em vista a impossibilidade de visitas presenciais aos pacientes com Covid-19.

“Realizamos diariamente as visitas virtuais com as famílias, que podem conversar com os pacientes, matar a saudade e ter mais proximidade com seus entes queridos, apesar da distância. Montamos toda essa estrutura com o Serviço Social e as visitas são acompanhadas por um psicólogo, por meio de videochamadas. Esse não é um momento de passar informações médicas sobre o estado de saúde, mas sim de conversa, carinho e conforto”, explica Adriana Evangelista.

Os boletins de saúde dos pacientes são passados diariamente à família por telefone, diretamente pela equipe médica.

Adriana Evangelista, gerente da área Psicossocial do Hospital Santa Cecília e coordenadora dos serviços de humanização

PARCERIA DO BEM

Os dois primeiros pacientes de fora do Estado deram entrada no Hospital Santa Cecília às 22h30 do dia 6 de junho, encaminhados de Campo Grande, por meio da Secretaria de Estado da Saúde de Mato Grosso do Sul. O traslado foi feito em ambulâncias até a Base Aérea de Campo Grande, de onde embarcaram para o Aeroporto de Congonhas, na Capital paulista.

REFERÊNCIA CONTRA COVID-19

O Hospital Estadual Metropolitano Santa Cecília foi inaugurado em meados de abril como Hospital de Campanha do Governo do Estado, exclusivo para o atendimento de casos de Covid-19.

Localizado na região central da Capital, o Hospital está instalado em prédio com 10 andares cedido por um ano ao Estado pela iniciativa privada, onde funcionou o Hospital Santa Cecília até 2019 – desde então, a unidade permaneceu desativada. O plano de trabalho apresentado pela Fundação do ABC foi eleito vencedor para celebração do convênio emergencial para gerenciamento da unidade, cuja publicação no Diário Oficial do Estado ocorreu em 27 de março. Na mesma data, comitiva da FUABC e da Secretaria de Estado da Saúde estiveram no local para receber as chaves.

A partir de então, em apenas 15 dias o hospital recebia o primeiro paciente internado por Covid-19, às 20h04 de 11 de abril. Com alas e leitos abertos gradativamente, foram 54 dias entre o recebimento das chaves e o cumprimento integral do contrato, com a entrega de 60 leitos.

Gerido pela FUABC em parceria com o Governo do Estado de SP, Hospital Santa Cecília recebeu em junho nove pacientes graves com Covid-19 transferidos de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul

Unidades da FUABC em Guarulhos recebem treinamento sobre ventilação não-invasiva

Postado por Maíra Oliveira em 01/jul/2021 -

Tecnologia melhora conforto respiratório dos pacientes, ajuda a evitar intubações e otimiza recursos

 

Equipe da UPA Cumbica

O desconforto respiratório agudo é uma das principais complicações causadas pela Covid-19. Pensando na melhora da reabilitação pulmonar dos pacientes, médicos e enfermeiros das três unidades gerenciadas pela FUABC em Guarulhos — Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Cumbica, UPA São João Lavras e Pronto Atendimento Maria Dirce — receberam treinamento para realização de ventilação não-invasiva com pressão positiva (VNI), por meio de uma máscara facial com coxim inflável (pressão regulável). O aporte melhora os níveis de oxigenação no sangue e evita a necessidade de intubação orotraqueal (IOT). Ao todo, 78 colaboradores das três unidades fizeram o curso durante o mês de maio.

Devido à pandemia e ao crescente aumento de casos graves que necessitam de internação 24h por dia, as unidades entenderam a necessidade de treinar as equipes assistenciais para qualificar o acolhimento desses pacientes, como forma de também contribuir com a rede hospitalar sobrecarregada. “Enquanto Unidades de Pronto Atendimento, em teoria, não precisaríamos contar com este recurso. Mas, devido à pandemia, foi necessário. Além de ofertarmos maior conforto respiratório ao paciente, também é possível otimizar recursos gastos com sedativos, consumo de oxigênio e tubos de IOT”, explica a gerente administrativa da Central de Convênios da FUABC, Andreia Godoi.

Na prática, a capacitação também auxilia médicos e enfermeiros na programação dos respiradores/ventiladores mecânicos e possibilita a melhora da troca respiratória dos doentes, uma vez que provoca a expansão dos pulmões e o aumento do nível de saturação de oxigênio no sangue.

Todos os participantes do curso receberam certificados.  A atividade foi conduzida pelo fisioterapeuta respiratório Henrique Maluli, contratado pela FUABC durante a pandemia.

HISTÓRICO

O contrato de gestão na área da Saúde firmado entre a Fundação do ABC e a Prefeitura de Guarulhos teve início em abril de 2015. As três unidades, vocacionadas ao atendimento de Urgência e Emergência, atualmente estão sob responsabilidade da Central de Convênios da FUABC. Juntas, realizam cerca de 30 mil atendimentos por mês.

UPA São João Lavras

Funcionários do PA Maria Dirce

 

 

 

 

 

“Colocar meu nome na árvore da vida é renascer”, diz paciente após alta na UPA Central de Santos

Postado por Maíra Oliveira em 01/jul/2021 -

Hospital de Campanha da unidade, gerenciado pela FUABC, funciona com 40 leitos desde março

 

Paciente ficou internado entre os dias 4 e 19 de junho

O engenheiro e morador de Praia Grande, Nivaldo Antonio Vernini de Freitas Junior, 54 anos, comemorou em junho um momento inesquecível na sua vida. Internado entre os dias 4 e 19 no Hospital de Campanha da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Central de Santos, na Baixada Santista, o paciente recebeu alta médica após vencer a Covid-19 e recebeu homenagens de funcionários e familiares.

Com sintomas iniciais como febre, dor no corpo e diarreia, Nivaldo precisou ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por nove dias. Nos últimos dias recuperou-se na ala de Enfermaria.

Para homenagear os pacientes curados, as equipes do serviço criaram uma “árvore da vida”, estampada em uma das paredes da UPA, onde todos os pacientes que recebem alta colocam seus nomes nas “folhas”. “Colocar meu nome na ‘árvore da vida’ é como renascer. Só tenho a agradecer a todos. Fui muito bem recebido e cuidado, tanto pelas funcionárias da área de Higienização quanto por médicos, enfermeiros e assistentes sociais. Todos sempre estiveram à disposição para qualquer coisa que precisasse. Fica o meu eterno agradecimento”, disse o paciente após a alta. Como forma de agradecer aos funcionários, o paciente presenteou as equipes com o envio de lembrancinhas como trufas de chocolate e aromatizadores.

Após mais de um ano de pandemia, momentos como este trazem constante estímulo aos colaboradores. O Hospital de Campanha da UPA Central de Santos, inaugurado no fim de março, funciona 24h no segundo e terceiro andares e conta com 40 leitos. O empenho e a humanização do atendimento têm se tornado a marca do serviço. “É muito gratificante. Temos recebido muitos depoimentos positivos e são eles que nos motivam, sempre, a ofertar o melhor acolhimento e tratamento aos nossos pacientes. Toda a equipe está de parabéns”, disse a gerente da unidade, Zilvani Guimarães.

Desde 31 de março, o hospital de campanha da UPA Central de Santos já realizou cerca de 360 atendimentos.