Postado por Maíra Oliveira em 04/jun/2020 -

Professora Luciane Morelis de Abreu durante apresentação
O corpo docente do curso de Enfermagem do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em parceria com enfermeiros e coordenadores responsáveis pelo serviço de enfermagem do Ambulatório de Especialidades da FMABC, construiu novo Manual de Protocolo Operacional Padrão (POP) de Enfermagem. O documento reúne todas as diretrizes de planejamento do trabalho que precisa ser executado, com vistas à manutenção da qualidade, padronização de procedimentos e, principalmente, considerando as necessidades dos pacientes atendidos pelo serviço.
Para tanto, o curso organizou o treinamento de toda equipe de Enfermagem duas vezes por semana, das 8h às 12h, no Anfiteatro de Cardiologia, Anexo III do campus universitário. O trabalho de capacitação, que teve início em maio, deve ser concluído em agosto.
O objetivo da criação deste documento é desenvolver e aprimorar a competência técnica dos profissionais para o cuidar; criar condições para que os membros da equipe de enfermagem tornem-se profissionais mais críticos diante das necessidades biológicas, psicológicas e sociais do paciente, além de transmitir conhecimentos e utilizar metodologia ativa para reforçar as etapas de execução de cada procedimento.
Até o fim do treinamento serão abordados 28 temas, entre eles: aferições de sinais vitais, glicemia capilar e medidas antropométricas; punção venosa periférica; coleta de sangue venoso e de sangue arterial; lavagem das mãos; coleta de urocultura; coleta de urina; curativo cirúrgico de feridas infectadas e não infectadas; preparo e administração de medicação; soroterapia; medicação intramuscular; medicação subcutânea; realização de eletrocardiograma; oxigenoterapia; cateterismo; preparo do material para entubação, entre outros.
A iniciativa é coordenada por comissão formada pela coordenadora do curso de Enfermagem da FMABC, Dra. Rosangela Filipini, além das docentes Edilania de Alencar França, Ana Paula Guarnieri, Juliana Palladino, Luciane Morelis de Abreu, Isabel Cristine Fernandes, Natália Liubartas, Marisa Messias Loureiro, além da participação dos residentes de enfermagem.
Postado por Maíra Oliveira em 04/jun/2020 -

Docente de Oftalmologia e coordenador da disciplina eletiva de Medicina Integrativa da FMABC, Dr. Renato Leça
Professores do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC de Santo André ministram, desde abril, o segundo curso gratuito de Oftalmologia Integrativa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), desta vez extensivo. Devido à pandemia provocada pela Covid-19, este ano as atividades são realizadas on-line e seguem até o dia 15 de junho. Ao todo, foram recebidas 800 inscrições para as oito aulas, que são transmitidas às segundas-feiras, entre 17h e 18h30.
“A ideia do curso é abordar com profundidade assuntos próximos à oftalmologia, mas que não são tão conhecidos pelos oftalmologistas, desde aspectos de ciências básicas até novas tecnologias que podem ser aplicadas à saúde ocular. Expomos e discutimos as relações entre as doenças oculares, os demais órgãos, ciclos e doenças sistêmicas do organismo. É uma área de atuação conjunta entre a FMABC e a Unifesp que, felizmente, cada vez mais tem atraído a atenção dos participantes”, resume o docente de Oftalmologia e coordenador da disciplina eletiva de Medicina Integrativa da FMABC, Dr. Renato Leça.
O curso é coordenado por Leça, pela professora titular de Oftalmologia da Unifesp, Dra. Ana Luiza Hofling de Lima, e pelo professor da Unifesp e consultor científico da Liga de Medicina Integrativa da FMABC, Dr. Fulvio Scorza. Considerada pioneira em sua temática, a atividade também conta com a participação de outros professores da FMABC, como Fernando Luiz Affonso Fonseca (vice-reitor), Orsine Valente e Sonia Hix.
As aulas semanais abordam temas como medicina funcional, vitamina D, ômegas 3 e 6, diabetes mellitus, menopausa, estresse oxidativo, disbiose intestinal, contaminação ambiental, termografia e carotenoides – todos relacionados à saúde ocular. Mais informações pelo site https://www.oftalmounifesp.com.br/curso-extensivo-de-oftalmologia-integrativa.
Postado por Maíra Oliveira em 04/jun/2020 -

A deputada estadual e primeira-dama, Carla Morando, o prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, e o secretário de Saúde, Dr. Geraldo Reple Sobrinho – Foto: Omar Matsumoto/PMSBC
A Prefeitura de São Bernardo recebeu, em 1º de junho, 10 novos respiradores para aumentar a capacidade de atendimento de pacientes diagnosticados com Covid-19 no recém-entregue Hospital de Urgência (HU). Os equipamentos permitiram a abertura, desde 2 de junho, de 10 novos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no local, ampliando para 50 a quantidade de vagas destinadas a doentes em estado grave, além dos 170 leitos de enfermaria já existentes.
Em visita ao HU dia 1º de junho, o prefeito Orlando Morando ressaltou a importância dos ventiladores mecânicos para o enfrentamento da pandemia. “Na UTI, quando o caso do paciente é agravado, esses equipamentos são de extrema necessidade. O nosso Hospital de Urgência já tinha 40 UTIs funcionando com respiradores. Agora, aumentamos em mais 10 UTIs e ainda temos 30 leitos que aguardam respiradores. Quero agradecer ao Governo do Estado e ao Governo Federal, que atenderam parte da nossa solicitação com essa entrega”, destacou, ao lado da deputada estadual Carla Morando e do secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Geraldo Reple Sobrinho.
Os equipamentos foram enviados pelo Ministério da Saúde via Governo do Estado como parte do trabalho de ampliação da estrutura de Saúde do município para acolher pacientes acometidos pela Covid-19. A Prefeitura aguarda a chegada de outros 30 ventiladores mecânicos para que o HU opere com 100% da sua capacidade, totalizando 80 leitos de UTI e 170 de enfermaria, exclusivamente voltados às pessoas contaminadas pelo novo coronavírus.
“Os ventiladores mecânicos são praticamente a divisa entre a vida e a morte. Na hora em que a pessoa está em estado grave, um aparelho desse é fundamental. Com este equipamento, a gente consegue ter muito mais tranquilidade para cumprir nosso compromisso de que nenhum morador de São Bernardo fique sem assistência”, reforçou o secretário de Saúde, ao lembrar que o município passa a contar com 487 leitos em funcionamento totalmente dedicados ao atendimento de pacientes com Covid-19, sendo 121 deles de UTI.
SOBRE O HOSPITAL DE URGÊNCIA
O maior hospital construído para atender pacientes acometidos pela Covid-19 do País foi inaugurado no dia 14 de maio, após investimento de R$ 127,6 milhões da Prefeitura de São Bernardo. A Administração municipal contou ainda com o auxílio financeiro de R$ 25 milhões do Governo Federal, além de R$ 20 milhões do Governo do Estado para aquisição de equipamentos.
Com construção iniciada em maio de 2017, o HU foi idealizado para substituir o Hospital Pronto-Socorro Central, que possui quase meio século de existência, no entanto, durante a pandemia, ambos equipamentos seguem em funcionamento para garantir a assistência aos moradores de São Bernardo.
Postado por Maíra Oliveira em 29/maio/2020 -

Divulgação/PMSBC
Para humanizar o atendimento e aproximar moradores acometidos pela Covid-19 internados de seus familiares, a Prefeitura de São Bernardo mantém projeto de ‘visitas virtuais’ por meio de chamadas de vídeo. Pacientes diagnosticados com a doença – que não podem receber visitas físicas devido ao risco de contaminação – podem conversar diariamente com os familiares e tranquilizá-los a respeito de seu estado de saúde. O projeto já ocorre no Hospital de Clínicas e, a partir de agora, chega ao recém-inaugurado Hospital de Urgência (HU).
As chamadas de vídeo são realizadas pelas equipes de assistência social dos hospitais com todos os pacientes internados que manifestam interesse. O momento de conversa com a família ocorre após os parentes receberem a atualização do estado de saúde dos doentes, feita pelos médicos via telefone. O próximo equipamento municipal a receber o serviço será o Novo Hospital Anchieta, que, assim como o HU, atende exclusivamente doentes contaminados pela Covid-19.
Internada na enfermaria do HU há uma semana, a paciente Maria Aparecida da Silva se emocionou muito durante a oportunidade de conversar com o único filho, Alex, durante a ‘visita virtual’. Aproveitou o momento para dizer que está se recuperando bem da Covid-19 e que está com saudade dos familiares. Outro paciente que contou com ajuda da tecnologia para rever a família foi o morador da Vila São Pedro Josias Pereira da Silva, internado há oito dias na unidade de Saúde. “Estou sendo cuidado por anjos aqui”, destacou, em elogio ao atendimento realizado.
“A construção do Hospital de Urgência era uma prioridade desde o início da gestão e, com a chegada da pandemia, não tivemos dúvida em antecipar sua abertura com uma configuração totalmente voltada ao atendimento de pacientes acometidos pelo coronavírus. Nosso objetivo é oferecer não só assistência de qualidade, mas humanizada à nossa população”, ressalta o prefeito Orlando Morando.
ATENDIMENTO DIFERENCIADO
Desde o início da pandemia, a Prefeitura realiza a atualização do boletim médico dos pacientes com Covid-19 internados em todos os equipamentos de Saúde do complexo hospitalar do município aos familiares pelo telefone. Secretário de Saúde, Dr. Geraldo Reple Sobrinho observa que o objetivo é proporcionar assistência digna à população durante este período difícil. “Esses pacientes que estão internados para tratar a Covid-19 não podem receber visitas e, com isso, acabam ficando isolados dos entes queridos. Dar a eles as informações sobre os parentes e a oportunidade de se comunicarem é algo simples, mas que garante um certo conforto durante o tratamento”.
O HOSPITAL DE URGÊNCIA
O maior hospital construído para atendimento da Covid-19 do País foi inaugurado no dia 14/05 com capacidade de 80 leitos de UTI – 40 estão em funcionamento e os outros 40 aguardam a chegada de respiradores por parte do governo do Estado ainda neste mês – e 170 leitos de enfermaria para casos de baixa e média complexidade. No total, o município passou a contar com 517 leitos exclusivos voltados ao tratamento da doença.
Para construção do hospital, a Prefeitura de São Bernardo investiu R$ 127,6 milhões. A Administração municipal contou ainda com o auxílio financeiro de R$ 25 milhões do Governo Federal, além de R$ 20 milhões do Governo do Estado, para aquisição de equipamentos.
Postado por Maíra Oliveira em 28/maio/2020 -

Prefeito Orlando Morando visitou instalações e conversou com usuários – Foto: Ricardo Cassin/PMSBC
Implantada na gestão do prefeito Orlando Morando, em parceria com o Governo do Estado, a Farmácia da Alto Custo de São Bernardo completou este mês um ano de funcionamento. Para registrar a data, o chefe do Executivo esteve no local dia 21 de maio e comemorou a marca de 104.824 pacientes atendidos desde a sua inauguração, mais um avanço para a Saúde no município, que passou a contar com a descentralização dos medicamentos.
“Consideramos este primeiro ano de funcionamento mais um compromisso cumprido e uma vitória aos 12 mil usuários, que hoje demoram em média 15 minutos para serem atendidos. Comparado ao modelo anterior, com a retirada dos medicamentos no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, que tinha fila de espera de no mínimo 3 horas, além de economia de tempo, estamos ofertando Saúde e mais qualidade aos serviços prestados”, considerou o prefeito Orlando Morando.
ATENDIMENTO NA PANDEMIA
Durante o período de pandemia de Covid-19, o distanciamento e o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) também foram adotados para garantir a segurança do usuário e impedir a disseminação do vírus. Por ser um serviço essencial, todos os cuidados estão sendo tomados, bem como a distribuição dos medicamentos, de forma agendada por telefone ou por e-mail.
“Funcionários e pacientes que vêm retirar os medicamentos devem estar de máscara e o álcool gel está presente em todas as bancadas. Os pacientes debilitados podem solicitar que outras pessoas façam a retirada dos fármacos, desde que levem a receita e a apresentação dos documentos necessários”, explicou o secretário de Saúde, Dr. Geraldo Reple Sobrinho.
APROVAÇÃO
Amplamente aprovada pela população, com índice de 97% entre bom e ótimo, a unidade de São Bernardo conta com 27 funcionários responsáveis pela distribuição de aproximadamente 230 itens (incluindo as fórmulas alimentares), indicados para 85 tipos de doenças, entre imunossupressores em transplantes, esquizofrenia, Parkinsion, esclerose múltipla, entre outras.
O morador do bairro Baeta Neves, Everaldo de Oliveira Sezenando, de 48 anos, faz uso de medicamentos de alto custo há oito anos e a esposa há três. “Quando pudemos nos cadastrar para retirar o medicamento na nossa própria cidade foi um alívio pela diminuição do tempo de enfrentamento de fila e pela organização do serviço aqui em São Bernardo. Só melhorou para nós pacientes”, destacou Everaldo.
SERVIÇO
A Farmácia de Alto Custo de São Bernardo está instalada na Rua Nicolau Filizola, nº 100, Centro, dentro do Poupatempo e próximo ao Terminal de Ônibus João Setti. Funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. Informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 2630 8081 ou pelo e-mail: contato.fme@saobernardo.sp.gov.br.
Postado por Maíra Oliveira em 28/maio/2020 -

Capa da pesquisa da Center for Health, Environment & Justice (CHEJ), ou Centro de Saúde, Meio Ambiente & Justiça
Uma pesquisa acadêmica conduzida por pesquisadores da Faculdade de Medicina do ABC / Centro Universitário Saúde ABC de Santo André sobre o perfil socioambiental e hematológico de moradores que vivem próximos a aterros sanitários foi citada em estudo publicado pela organização americana Center for Health, Environment & Justice (CHEJ), ou Centro de Saúde, Meio Ambiente & Justiça. A instituição atua na vanguarda de iniciativas ambientais nos Estados Unidos e combate ameaças tóxicas à saúde da população, especialmente em comunidades submetidas à exposição de produtos químicos. A organização sem fins lucrativos também capacita pessoas para construir comunidades saudáveis, com foco na prevenção de danos à saúde causados por ameaças ambientais.
A publicação Landfill Failures: The Buried Truth ou “Falhas em aterros: a verdade enterrada” possui 168 páginas e reúne diversos artigos acadêmicos relacionados ao tema. O material, disponível neste link, contém estudos produzidos por especialistas em saúde ambiental de universidades de todo o mundo.
O estudo citado da FMABC mostra que existe uma associação entre fatores sociais, ambientais e econômicos e uma variedade de desfechos graves de doenças que podem ser detectadas na triagem sanguínea de moradores que vivem no entorno do aterro sanitário de Santo André, localizado entre os bairros Parque Gerassi e Cidade São Jorge. Os aterros são localizados em espaços mais afastados da cidade e destinados à decomposição final de resíduos sólidos gerados pela atividade humana, como resíduos domésticos, comerciais ou de construção. A técnica consiste na compactação e aterramento dos dejetos no solo em forma de camadas que são periodicamente cobertas com terra, buscando sua decomposição a longo prazo na natureza.
Pela FMABC, assinam o artigo científico o vice-reitor Dr. Fernando Luiz Affonso Fonseca, o engenheiro de Segurança do Trabalho da Fundação do ABC, Dr. Amaury Machi Júnior, além dos docentes Vivianni Palmeira Wanderley, Cleonice de Almeida Pinto, Odair Ramos da Silva, Rogério Alvarenga, Eriane Justo Luiz Savóia e Rodrigo Daminello Raimundo, todos do Departamento de Gestão de Saúde Ambiental da FMABC. O estudo também tem participação de cinco pesquisadores da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Coimbra, de Portugal, e está disponível na íntegra no link: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/28085053/.
Postado por Maíra Oliveira em 28/maio/2020 -

Em ação de humanização do hospital, pacientes podem conversar com familiares por tablet fornecido pela unidade
O Hospital Estadual Mário Covas (HEMC) de Santo André apresenta resultados positivos no tratamento de pacientes contaminados com a Covid-19, especialmente no grupo de maior risco de morte, os que necessitam de entubação. Dois recentes estudos publicados no Journal of American Medical Association (JAMA) dão a medida do bom desempenho do hospital: durante uma fase semelhante na evolução da pandemia foi reportada na região de Nova York, nos Estados Unidos, mortalidade de 88% neste subgrupo; na região da Lombardia, norte da Itália, a taxa foi de 26%. A última atualização dos dados do Hospital Mário Covas registra mortalidade de 23% em pacientes com o mesmo perfil de gravidade, considerando o período de 15 de março a 6 de maio.
O diretor técnico do HEMC, Dr. Alexandre Cruz Henriques, destaca os desafios para preparar as equipes multidisciplinares e organizar o isolamento das áreas. “O hospital não interrompeu suas atividades no atendimento de casos de alta complexidade e passou a atender as urgências de casos de Covid-19. Apesar do pouco tempo de adaptação à pandemia, estamos conseguindo bons resultados, considerando-se o grave estado de saúde dos pacientes. Os bons índices de recuperação dos pacientes entubados é recompensador para todos nós envolvidos diretamente em salvar vidas”, considera.
Referência em alta complexidade na região, o HEMC foi escolhido pela Secretaria de Estado da Saúde como referência para tratamento de Covid-19 na região do Grande ABC. Ciente deste cenário desafiador, o Comitê de Crise criado pelo diretor-geral da unidade, Dr. Desiré Carlos Callegari, destinou 41 leitos de terapia intensiva e 48 leitos em duas enfermarias exclusivas para pacientes diagnosticados com a doença. Graças ao envolvimento da direção e de todos os colaboradores, foi criada, ainda, uma cadeia de cuidados específicos para casos de Covid-19, que conta com métodos exclusivos de diagnóstico.
De acordo com o coordenador clínico de cuidados de Covid-19 na unidade, Dr. Caio Fernandes, apesar da imprevisibilidade do comportamento futuro da crise e do perfil de gravidade dos pacientes atendidos, os resultados constatados nos primeiros dois meses de enfrentamento são animadores. Nesse período foram analisados casos de 90 pacientes. Destes, 27 receberam alta, 39 estão em recuperação e 24 foram a óbito, sendo 21 em UTI.
Do total de casos analisados, 95% passaram por internação em UTI e 93% foram entubados. Como agravante, 40% desses pacientes necessitaram de hemodiálise. Estudos internacionais mostram que o índice de falência renal grave que demanda este tipo de tratamento foi de cerca de 5%, indicando perfil de gravidade extremamente alto. Apesar disso, o período médio de internação nas UTIs destes pacientes no HEMC foi de 13 dias.
Além de sua missão assistencial, a unidade participa ativamente do desenvolvimento de pesquisas dedicadas ao enfrentamento da pandemia. “Em época de fake news e desorientação, os estudos multicêntricos colaborativos são a melhor oportunidade para pesquisadores brasileiros contribuírem com respostas relevantes, rápidas e de qualidade às dúvidas que envolvem a prevenção e o tratamento da Covid-19. Atualmente desenvolvemos cinco ensaios clínicos randomizados com diferentes tratamentos para todas as suas fases de gravidades da doença. Investigaremos, também, a suscetibilidade individual à forma mais grave da infecção por meio de análise genética”, analisa Dr. Caio Fernandes.
De acordo com a diretora de Enfermagem, Maria Elisa Ramos, o atendimento humanizado sempre foi priorizado. Informações do quadro clínico de cada paciente são atualizadas diariamente por telefone e sempre que possível o contato familiar é estabelecido com o doente através de videoconferência feita por tablets.
Os resultados obtidos até o momento são atribuídos pelo diretor-geral, Dr. Desiré Carlos Callegari, ao empenho dos colaboradores. “Com base na complexidade da situação e no enfrentamento de um inimigo desconhecido, nos mobilizamos para todas as mudanças necessárias com o objetivo de adequar as unidades de terapia intensiva e enfermarias para os pacientes. O principal desafio foi prepará-las para a pandemia em poucos dias. Reuniões e avaliações diárias, inclusive com a criação de um comitê de crise com integrantes de todos os setores, nos deu a flexibilidade e agilidade para tratar de todas as questões que o momento nos impôs”, conclui Callegari.
Postado por Eduardo Nascimento em 27/maio/2020 -

Ao todo são 2.282 caixas com 12 frascos de 330g cada, totalizando 27.384 unidades de álcool gel
A Fundação do ABC recebeu na manhã de 27 de maio mais de 9 toneladas de álcool gel 70% doadas pela Ypê. Ao todo são 2.282 caixas com 12 frascos de 330g cada, totalizando 27.384 unidades. O caminhão foi descarregado no campus do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, onde espaço exclusivo foi destinado ao armazenamento e posterior retirada pelas unidades públicas de saúde que serão beneficiadas.
As tratativas com a empresa nacional de produtos de limpeza e higiene tiveram início em março. Conforme o acordo firmado com a Ypê, as doações serão distribuídas para mais de 20 serviços públicos de saúde, a maioria na região do ABC. Serão contemplados: Hospital Estadual Mário Covas, Hospital da Mulher de Santo André, Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs) de Santo André, Mauá, Praia Grande e Itapevi, Hospital Nardini de Mauá / COSAM, Hospital Anchieta, Hospital Municipal Universitário (HMU), Hospital de Clínicas Municipal José Alencar, Hospital e Pronto-Socorro Central de São Bernardo, Hospital Márcia Braido, Hospital Maria Braido, Hospital de Emergências Albert Sabin, UPA Engenheiro Julio Marcucci Sobrinho, Hospital São Caetano, Hospital Euryclides de Jesus Zerbini, Complexo Municipal de Saúde de São Caetano, Instituto de Infectologia Emílio Ribas II do Guarujá, Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário e Contrato de Gestão São Mateus (SP), além da Central de Convênios, que gerencia diversas unidades de saúde, entre as quais o Hospital Municipal de Mogi das Cruzes e a UPA Central de Santos.
“Por sermos uma instituição cuja atividade fim é o serviço assistencial de saúde, o álcool gel representa insumo essencial por possuir propriedades microbicidas, sendo muitas vezes imprescindível na realização de ações simples, como antissepsia da pele antes da aplicação de injetáveis, antissepsia das mãos e desinfecção de artigos médicos”, explica a gerente administrativa da Fundação do ABC, Priscila de Almeida Meyer, que acrescenta: “Agradecemos a sensibilidade e a responsabilidade social da Ypê, que realizou essa doação de grande monta, em benefício da população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos profissionais que estão na linha de frente do combate à Covid-19”.
As unidades de saúde gerenciadas pela Fundação do ABC farão a retirada das caixas de álcool gel no próprio campus universitário, conforme quantidades previamente definidas e de acordo com a demanda interna de cada uma.
YPÊ
Segundo a Ypê, a fabricação de álcool gel demandou uma rápida adaptação de suas linhas de produção na matriz, em Amparo (SP), e o apoio de fornecedores. A partir de então, o álcool gel, de 330g, começou a ser destinado gratuitamente aos colaboradores da empresa e a entidades de Saúde, de acordo com as indicações de órgãos de saúde pública. Além do produto, a Ypê também realiza doações de sabão em barra para comunidades carentes de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Unidades de saúde gerenciadas pela Fundação do ABC farão a retirada das caixas de álcool gel no próprio campus universitário da FMABC
MAIS DOAÇÕES

Liga de Assistência Farmacêutica da FMABC doou mais 16kg de álcool gel para ambulatórios do campus
A Liga de Assistência Farmacêutica (LAF) do curso de Farmácia do Centro Universitário Saúde ABC também conseguiu, em parceria com a farmácia de manipulação Farmaster, unidade de São Mateus, na Capital, a doação de 16 quilos de álcool gel para utilização nos ambulatórios do campus universitário. A entrega foi realizada dia 21 de maio e ajudará funcionários da área da Saúde e pacientes a reforçar a prevenção do contágio de doenças infecciosas, como é o caso da Covid-19.
“Acreditamos que a segurança de todos os funcionários e pacientes nesse momento é muito importante, pois todos fazem parte do nosso dia a dia durante a trajetória acadêmica. A doação simboliza nosso agradecimento a todos que estão na linha de frente cuidando da saúde dos pacientes e preservando o campus acadêmico como um todo”, disse a presidente da Liga Acadêmica de Assistência Farmacêutica da FMABC, Laura Maria, em comunicado divulgado.
Postado por Maíra Oliveira em 21/maio/2020 -

Foto: Google Street View
Entidade filantrópica de assistência social, saúde e educação, qualificada como Organização Social de Saúde, a Fundação do ABC acaba de ampliar a bem-sucedida parceria com o Governo do Estado de São Paulo, assumindo em 6 de maio o gerenciamento do atendimento de urgência e emergência do Pronto-Socorro Adulto do Hospital Geral de São Mateus Dr. Manoel Bifulco. O convênio tem validade de 6 meses e objetiva o enfrentamento da pandemia de Covid-19 por meio do fortalecimento das ações e serviços de assistência à saúde prestados aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na região de São Mateus.
O valor total do contrato é de R$ 2,1 milhões, que serão repassados em 6 parcelas mensais de R$ 359 mil. A contratação visa a prestação especializada de serviços no atendimento de urgência e emergência. As atribuições inerentes aos médicos serão desde a admissão do paciente na Clínica Médica do PS Adulto até a alta do setor ou transferência para internação, seguindo os protocolos da unidade.
As especialidades atendidas no local são Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ortopedia, Pediatria, Obstetrícia e Queimados. A FUABC assumiu somente a área de Clínica Médica, com estimativa de 4,8 mil atendimentos por mês. O serviço compreende atendimento médico clínico no Pronto Atendimento, Sala de Emergência, Sala de Estabilização, Observação Masculina e Feminina, e abrange consultas, medicação, avaliação, observação, reavaliação, internação, evolução médica, prescrição e alta hospitalar.
O Hospital Geral de São Mateus fica na rua Ângelo de Candia, 540, São Mateus – São Paulo (SP). A unidade responde por área de abrangência de quase 430 mil habitantes. Atende a diversas especialidades médicas e é referência na Rede de Urgência e Emergência.
Postado por Maíra Oliveira em 21/maio/2020 -

Entre as novas cidades atendidas estão Cajamar, Franco da Rocha e Mairiporã
O Laboratório de Análises Clínicas do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) já está realizando testes para detecção do novo coronavírus em 10 cidades do Estado de São Paulo. Até meados de maio, a unidade contabilizava mais de 7 mil testes realizados do tipo RT-PCR e outros 6 mil testes rápidos. O início do trabalho ocorreu em março com São Bernardo e São Caetano. Em 10 de abril, o Instituto Adolfo Lutz publicou no Diário Oficial do Estado de São Paulo o credenciamento da unidade do ABC, dispensando de contraprova os resultados obtidos. Desde então, novos municípios buscaram a FMABC para parcerias na área.
Convênios com Santo André, Ribeirão Pires e Mauá tiveram início em abril. Em seguida começaram Cajamar, Caieiras, Franco da Rocha, Francisco Morato e Mairiporã. Hoje o Laboratório da FMABC analisa média de 400 exames por dia, tanto de RT-PCR quanto de testes rápidos. “Os municípios colhem as amostras e nos encaminham. Nós realizamos a análise dos materiais e aplicamos metodologia própria, desenvolvida no início deste ano. No caso do RT-PCR, entregamos os resultados em no máximo 48 horas”, informa o vice-reitor do Centro Universitário e coordenador do Laboratório de Análises Clínicas da FMABC, Dr. Fernando Luiz Affonso Fonseca.
A equipe do Laboratório iniciou a padronização da metodologia do RT-PCR em janeiro e enviou o pedido de credenciamento ao Instituto Adolfo Lutz, que avaliou o protocolo utilizado, a condução da reação, a coleta das amostras e a forma como é feita a extração do material genético-viral. O processo foi aprovado e o Centro Universitário Saúde ABC passou a realizar exames para São Caetano e São Bernardo, cujos resultados positivos eram enviados para confirmação no próprio Adolfo Lutz. Desde a publicação do credenciamento no Diário Oficial, a contraprova não é mais necessária e os casos positivos são notificados diretamente à Secretaria de Estado da Saúde. Já os testes rápidos começaram a ser realizados em abril.
Além do Dr. Fernando Fonseca, integram a equipe responsável pelo projeto os pesquisadores Beatriz Alves, Glaucia Luciano, Matheus Perez, Katharyna Gois e Marina Peres.