MedABC promove encontro regional sobre medicamentos imunobiológicos

Postado por Maíra Oliveira em 08/out/2020 -

A disciplina de Dermatologia do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), por meio do Centro de Estudos Dermatológicos Kenji Toyoda, realiza em 17 de outubro o “IV Encontro Regional de Imunobiológicos do ABC”, que neste ano contará com participação de convidado internacional. Devido à pandemia de Covid-19, o evento será transmitido on-line, das 9h às 12h. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pelo link https://is.gd/v6S4jl.

Os imunobiológicos são medicamentos novos, produzidos a partir de tecnologias modernas e que estão revolucionando o tratamento de casos graves de várias doenças, dermatológicas e não dermatológicas. Destinado a profissionais formados na área da Saúde, a atividade abordará temas como psoríase, urticária, dermatite atópica, hidradenite supurativa e vitiligo. A coordenação é do professor titular da disciplina de Dermatologia, Dr. Carlos D’Apparecida Santos Machado Filho, e da dermatologista e docente da FMABC, Dra. Luiza Keiko Matsuka Oyafuso.

O encontro terá início com palestra do coordenador do Ambulatório de Psoríase da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Dr. Ricardo Romiti, que abordará o tema “Evolução do tratamento da psoríase”, seguido pela apresentação do coordenador médico do Ambulatório de Doenças do Fígado do Instituto de Infectologia Emílio Ribas de São Paulo, Dr. Fernando Vieira, que trará o tema “Interpretações de sorologias (Hepatites B, C e HIV)”.

Às 10h será a vez da pneumologista e docente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Dra. Margareth Pretti Dalcolmo, que discorrerá sobre “Interpretação (PPD, IGRA/QUANTIFERON)”. A colaboradora do Ambulatório de Dermatite Atópica da FMABC, Dra. Roberta Criado, ficará a cargo da apresentação sobre “Dermatite Atópica”.

O encerramento do encontro será marcado por palestra do CEO fundador da empresa HDT Bio, com sede em Seattle, nos Estados Unidos, Dr. Steven G. Reed, que trará o tema “O futuro das novas tecnologias”. Entre 11h30 e 12h será aberto espaço para dúvidas e perguntas do público.

Hospital Mário Covas recebe doação de 8 mil itens para prevenção da Covid-19

Postado por Maíra Oliveira em 02/out/2020 -

Fundação Rotária, braço do Rotary Internacional, doa oxímetros, aventais, protetores faciais, macacões e máscaras para unidade

Representantes do Rotary Club e do HEMC

O Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, recebeu dia 28 de setembro a doação de aproximadamente 8 mil itens de prevenção à Covid-19. O lote é fruto de uma ação social global da Fundação Rotária, um braço do Rotary Internacional. O HEMC foi a instituição de saúde escolhida no Grande ABC para recebimento dos donativos.

Ao todo, foram entregues 30 oxímetros (aparelho usado para medir os sinais vitais do paciente), 500 aventais descartáveis, cerca de 2 mil protetores faciais do tipo face shields, 400 macacões descartáveis e 5 mil máscaras descartáveis. Todos os itens serão utilizados nos setores de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e Clínica Médica.

“Essa doação coroa nossa gratidão não só pelo Rotary, mas por todas as entidades que estão nos ajudando. Nos deixa muito honrados, pois são materiais muito utilizados e que irão proteger nossos colaboradores na luta contra a Covid-19. A iniciativa também nos ajuda a enfrentar os impactos orçamentários e se constitui em reconhecimento e apoio aos colaboradores e pacientes. Demonstra que muitos setores da sociedade se preocupam efetivamente com o que está ocorrendo e estão dispostos a dar o seu apoio para que, juntos, superemos esta pandemia”, afirmou o diretor-geral do HEMC, Dr. Desiré Carlos Calegari, que recebeu oficialmente os donativos.

Segundo o diretor-administrativo do hospital, Dr. Antônio Giovanni Neto, os itens doados vão ajudar a desafogar financeiramente o hospital. “Os aventais, por exemplo, vão suprir a nossa demanda por pelo menos 15 dias”, explicou.

“É uma satisfação enorme poder ajudar este hospital, referência na região e em todo o Estado no combate ao coronavírus. É mais uma ação social importante dos rotarianos que irá ajudar diretamente os profissionais de saúde que estão na linha de frente contra a Covid-19”, afirmou o presidente do Rotary Santo André Norte, Eduardo Barros de Moura.

A entrega faz parte da doação de aproximadamente US$ 88 mil (cerca de R$ 494 mil) feita pela Fundação Rotary para combater a pandemia no Brasil.

Unidades da Fundação do ABC chegam à final de premiação no HIS 2020

Postado por Maíra Oliveira em 02/out/2020 -

Duas unidades gerenciadas pela Fundação do ABC estiveram entre as finalistas da premiação do Healthcare Innovation Show (HIS 2020), o mais importante encontro da comunidade de saúde e tecnologia hospitalar no Brasil. São elas: Instituto de Infectologia Emílio Ribas II do Guarujá e Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário do Estado de São Paulo (CHSP). O evento, este ano realizado virtualmente, foi transmitido entre os dias 24 e 26 de setembro pelo site https://his.saudebusiness.com/. Ao todo, foram 38 finalistas em seis categorias.

Nesta edição todos os ‘cases’ selecionados tiveram como tema a pandemia de Covid-19. Foram 150 palestrantes em cinco palcos virtuais que abordaram assuntos diversos, como atendimento ao cliente e telemedicina. O encerramento foi marcado pela entrega do Prêmio Referências da Saúde, que anualmente reconhece as principais iniciativas nas categorias: Gestão administrativo-financeira; Governança corporativa; Gestão de pessoas; Tecnologia da informação; Qualidade assistencial; e Facilities.

Gerido pela FUABC desde 2014, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas II do Guarujá ficou entre os finalistas na categoria Qualidade Assistencial com o projeto “Manejo no enfrentamento da pandemia causada pelo coronavírus no cotidiano dos colaboradores do IIER”, conduzido entre março e agosto de 2020. A unidade preparou uma estratégia contínua de testagem em massa dos funcionários, aliada a diversas outras ações de prevenção à doença, como medidas de apoio médico-hospitalar, orientação, isolamento social, acompanhamento integral e psicológico. Ao todo, foram realizados 431 testes no período, sendo 241 exames sorológicos e 190 exames RT/PCR. Cento e noventa funcionários foram afastados de maneira preventiva, entre integrantes de grupos de risco ou funcionários sintomáticos e assintomáticos. Dos 265 colaboradores diretos e indiretos, 90 foram confirmados com a doença e nenhum necessitou de internação em unidade de terapia intensiva. Dez foram internados em enfermaria.

“Entendemos que os colaboradores precisavam de apoio não só no ambiente hospitalar, como também domiciliar. A forma que encontramos de proporcionar-lhes este cuidado foi com a testagem em massa e acompanhamento multiprofissional. Desta forma detectamos rapidamente os possíveis infectados, afastando-os das atividades laborais, além de instituir terapia precoce e prevenir prováveis complicações. Foi um trabalho que envolveu a todos. Ficamos muito felizes e honrados por termos ficado entre os finalistas do HIS. Infelizmente não ganhamos, mas o ‘case’ ganhou notoriedade e reconhecimento, o que já é muito gratificante para nós”, disse o diretor técnico do IIER-II, Dr. Gustavo Vinicius Pasquarelli Queiroz.

Com a adequada preparação e o rigoroso monitoramento dos casos internamente, foi possível isolar e detectar novos focos da doença de forma preventiva, evitando a manifestação de sintomas mais graves e a propagação do contágio entre familiares e demais funcionários. O investimento total na testagem e nas ações de controle somou R$ 81 mil.

CENTRO HOSPITALAR DO SISTEMA PENITENCIÁRIO

Também sob gestão da FUABC desde 2014, o CHSP concorreu no HIS 2020 na categoria Gestão de Pessoas com o projeto “Experiência de Plantão Psicológico para colaboradores do Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário diante da Pandemia/COVID-19”. O objetivo foi proporcionar acolhimento e local de escuta aos colaboradores e parceiros do CHSP quanto às demandas relacionadas à pandemia, bem como identificar outras necessidades de suporte emocional provocadas pela atividade profissional. Uma pesquisa respondida por 382 funcionários, ou 82% do quadro total de colaboradores, apontou a necessidade de criação da iniciativa, que teve início em 25 de maio. Quatro profissionais de Psicologia passaram a realizar atendimentos de segunda a quinta-feira em horários diurnos e noturnos.

Entre maio e julho foram atendidos 25 colaboradores da instituição, sendo 14 da área assistencial, seis da Secretaria de Segurança Penitenciária (SAP), dois da área administrativa e três do setor de apoio (Higienização e Nutrição). Além dos benefícios proporcionados pela nova assistência psicológica, o projeto jogou luz em outras necessidades anteriormente não identificadas. “O objetivo inicial era acolher demandas relacionadas ao enfrentamento da pandemia e aumento do estresse laboral, principalmente para os profissionais que atuam na linha de frente de combate à Covid-19. No entanto, com o passar do tempo, observamos que além destas demandas pontuais com reflexos em um contexto mundial, foi identificada a necessidade de apoio emocional relacionado ao contexto de trabalho, que independe da situação de saúde atual. Por isso, a iniciativa possibilitou uma aproximação, por parte de outros setores, da importância do papel do psicólogo na instituição”, disse a coordenadora de Qualidade do CHSP, Elaine Cristina dos Santos.

Medicina ABC organiza 4º simpósio de ‘Medicina, Saúde e Espiritualidade’

Postado por Maíra Oliveira em 02/out/2020 -

Sob responsabilidade da disciplina eletiva de Medicina e Espiritualidade, evento em 8 de outubro (quinta-feira) será ao vivo pelo YouTube

 

Acesse a live AQUI.

A disciplina eletiva de Medicina e Espiritualidade do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) realiza na próxima quinta-feira, 8 de outubro, a quarta edição do ‘Simpósio de Medicina, Saúde e Espiritualidade’. Em função da pandemia e da necessidade do distanciamento social, o evento deste ano será on-line, transmitido a partir das 20h pelo YouTube: https://youtu.be/t2DYhC7ejl0.

Sob o tema “A vida: uma jornada, um desafio – diálogos sobre aprendizados, autocuidado e humanização”, a atividade buscará revisitar propósitos e objetivos, reconhecer potenciais e elaborar formas saudáveis de colaboração para um agir assertivo que propicie bem-estar mesmo em tempos de pandemia.

A abertura do evento estará sob responsabilidade da docente da cadeira de Ginecologia da FMABC e responsável pela disciplina eletiva de Medicina e Espiritualidade, Dra. Elizabeth Jehá Nasser. Em seguida terá início palestra com a professora Andrea Leoncini. A convidada é diretora da Awake – Desenvolvimento Humano com Arte, focalizadora de processos grupais, assistente social, coach, especialista em Metodologias Colaborativas e em Pedagogia da Cooperação. Em sua trajetória, Leoncini atuou com jovens e crianças em situação de abandono e vulnerabilidade em São Paulo. Na Casa Famiglia, em Lucca (Itália), trabalhou com soropositivos para o HIV, integrando equipe de cuidados paliativos. Desde 2003 atua no desenvolvimento de treinamentos para empresas, terceiro setor e comunidades através do teatro, dança e metodologias colaborativas.

Ao final da explanação, as professoras responderão às questões enviadas pelo público. “Procuramos neste ano fomentar o debate e estimular as discussões sobre as formas de entender o que este momento de tantas dúvidas e inseguranças quer nos ensinar e acrescentar à nossa espiritualidade. Todo caminho começa com o primeiro passo. Cada passo é dado a partir do reconhecimento do solo abaixo dos pés ou, muitas vezes, guiado por saberes que reunimos a partir de nossas vivências, pois a visão não consegue definir o caminho. Em tempos desafiadores, precisamos mapear como o reconhecimento de nossas habilidades e aprendizados, somado a presença dos que nos rodeiam, pode ser aliado para uma travessia harmônica e próspera”, consideram as palestrantes Dra. Elizabeth Jehá Nasser e Andrea Leoncini.

Não é necessária inscrição prévia para participar do evento. Mais informações no telefone (11) 4993-7227.

Docente da MedABC é selecionado para júri do Prêmio Abril & Dasa de Inovação Médica

Postado por Maíra Oliveira em 01/out/2020 -

Dr. Elie Fiss é professor titular da disciplina de Pneumologia do Centro Universitário Saúde ABC

 

Pneumologista formou-se em Medicina pela FMABC na turma de 1979

Professor titular da disciplina de Pneumologia do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em Santo André, Dr. Elie Fiss foi um dos 14 médicos selecionados para compor o júri técnico do Prêmio Abril & Dasa de Inovação Médica – Edição Especial Covid-19, composto por grandes nomes da ciência e da medicina brasileira.

De experimentos em laboratório a estratégias de educação e prevenção em massa, a premiação buscará reconhecer profissionais e instituições brasileiras que fizeram a diferença nas áreas científica, clínica e assistencial para a melhor compreensão e enfrentamento do novo coronavírus, bem como seus efeitos indiretos no sistema de saúde.

O Prêmio Abril & Dasa de Inovação Médica é uma iniciativa dos grupos Abril e Dasa, com a curadoria de Veja Saúde. O objetivo é descobrir ideias e realizações com potencial inovador, capazes de mudar a vida e a saúde das pessoas. Na edição 2020, a premiação será focada apenas em ‘cases’ voltados à Covid-19.

Serão aceitos trabalhos conduzidos, publicados ou liderados por médicos e cientistas brasileiros que contemplam estudos em fase clínica, testes laboratoriais, projetos educativos e assistenciais, campanhas de prevenção, entre outras áreas.

Os trabalhos que preencherem os critérios serão submetidos a um júri de especialistas de diversas partes do País e com vasta experiência no assunto. Por meio de suas avaliações será definido um vencedor para cada categoria. São elas: Inovação em Prevenção; Inovação em Genética; Inovação em Medicina Diagnóstica; Inovação em Tratamento; e Inovação em Medicina Social.

Mais informações pelo site http://premiodeinovacaomedica.com.br. Os vencedores serão divulgados em evento on-line no início de dezembro.

REFERÊNCIA
Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC na turma de 1979, onde também cursou Residência Médica, Dr. Elie Fiss possui doutorado em Pneumologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), concluído em 1993. Além de professor titular de Pneumologia da FMABC, é responsável pelo Centro de Reabilitação Pulmonar da FMABC – vinculado à disciplina de Pneumologia –, que funciona desde 2001 no campus universitário. O docente também está à frente da coordenação do Centro de Pneumologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, em São Paulo, e possui amplo conhecimento em linhas de pesquisa que investigam patologias como asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), reabilitação pulmonar, tosse crônica, doença do refluxo gastroesofágico e Influenza.

Projeto Paciente Seguro seleciona vídeos do Hospital Mário Covas para site do Ministério da Saúde

Postado por Maíra Oliveira em 25/set/2020 -

Os temas abordados são a prevenção de quedas, higienização e comunicação efetiva

 

Higienização das mãos é assunto de destaque em um dos vídeos

Os colaboradores e a Diretoria do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, comemoram a escolha de três vídeos elaborados por equipes de enfermagem e médica da unidade para exibição no site do Ministério da Saúde. Os trabalhos estão disponíveis na página do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), que definiu ações em comemoração ao Dia Mundial da Segurança do Paciente, em 17 de setembro. Os materiais sobre prevenção de quedas, higienização das mãos e comunicação efetiva podem ser vistos no link: https://www.saude.gov.br/acoes-e-programas/programa-nacional-de-seguranca-do-paciente-pnsp.

O Hospital Estadual Mário Covas está entre as instituições escolhidas para participar do Programa Nacional de Segurança do Paciente desde 2017, cujo objetivo é contribuir para a qualificação do cuidado em saúde em todos os estabelecimentos de saúde do Brasil. A Segurança do Paciente é um dos seis atributos da qualidade do cuidado e tem adquirido, em todo o mundo, grande importância para pacientes, famílias, gestores e profissionais de saúde, com a finalidade de oferecer uma assistência mais segura.

A apresentação sobre prevenção de quedas mostra as ações do projeto instituídas na clínica cirúrgica da unidade, com foco na redução das ocorrências. Em andamento desde fevereiro de 2017, o resultado é considerado muito bom, pois desde julho de 2019 não são registradas quedas entre pacientes na unidade. Para tanto, foi necessário envolver as equipes, avaliar o cenário e propor mudanças. Iniciativas como o “Queremos te ouvir”, a adoção da pulseira vermelha para indicar maior risco, envolvimento de pacientes e família, entre outras ações, foram responsáveis pelo desempenho positivo.

No segundo vídeo, apesar do tema recorrente, a questão da higienização das mãos foi tratada com profundidade e abrangência. A importância do procedimento e a abordagem sob o tema “Saúde em nossas mãos” traz o passo a passo com o detalhamento das etapas e adesão às mudanças e procedimentos na unidade. Analisar as rotinas, discutir processos, ouvir ideias e opiniões e envolver pacientes e famílias –inclusive em processo educativo – foram importantes para reforçar a orientação. A aplicação de adesivos no chão que levam às pias também integra as ações.

COMUNICAÇÃO EFETIVA

A detecção precoce da degradação clínica do paciente em enfermaria – chamado de Projeto Mews – é o tema do vídeo produzido sobre comunicação efetiva. O piloto do Projeto Paciente Seguro foi implementado entre junho do ano passado e fevereiro deste ano na UTI do hospital, com apoio do PROAD-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS).

O MEWS (Modified Early Warning Scoring) é uma escala de alerta que tem como principal finalidade identificar precocemente sinais de deterioração clínica do paciente, baseado num sistema de atribuição de pontos (escores) aos parâmetros vitais. Quanto mais distante dos parâmetros de normalidade maior a pontuação. Conhecer os resultados do protocolo de identificação de deterioração clínica baseado no MEWS se faz necessário para conhecer a realidade do setor, identificar fragilidades e propor melhorias. O resultado obtido na unidade foi considerado muito bom, passando de 39% a 71% de detecção.

Neste período, as equipes apuraram falhas na identificação precoce de deterioração clínica, no protocolo de detecção e no fluxo de comunicação após a detecção. Ao atingir média de 71%, a demora para detecção de possíveis sinais de deterioração clínica caiu de 5 para 3 horas. Diversas ações foram fundamentais para melhorar os indicadores, tais como ampla divulgação do projeto para a equipe, sugestão de mudanças em fluxos, facilidade do acesso às informações, implementação do “crachá mews” e de ferramentas para coletar dados vitais, frequente aferição de parâmetros vitais dos pacientes e periódica discussão técnica das ações com as equipes envolvidas.

INCENTIVO E QUALIDADE

A publicação dos vídeos no site do Ministério da Saúde e a possibilidade de sua utilização para novos estudos e ações na área da saúde foram avaliadas como muito positivas pela direção do hospital. “Na condição de instituição pública, temos amplo envolvimento e dedicação de nossos colaboradores, que cumprem com os objetivos de promover o desenvolvimento e aprimorar o ensino das práticas de assistência à saúde”, afirmou o diretor-geral do HEMC, Dr. Desiré Carlos Callegari.

 

Alunos de Gestão Hospitalar fazem estágio na área financeira da FUABC

Postado por Maíra Oliveira em 25/set/2020 -

Período de estágio dos alunos se encerrará em outubro

O Departamento Financeiro da Fundação do ABC (FUABC) passou a receber em setembro quatro estagiários, alunos do quarto período do curso de Tecnologia em Gestão Hospitalar do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC). A parceria foi consolidada a partir da necessidade de os estudantes cursarem as horas obrigatórias para comprovação de estágio curricular, tendo em vista que as atividades presenciais nos hospitais permanecem com restrições em função da pandemia de Covid-19. A iniciativa foi viabilizada pelo setor de Treinamento e Desenvolvimento da área de Recursos Humanos da FUABC e cumpre todas as normas de segurança e prevenção à saúde estipuladas pelas autoridades sanitárias.

Os alunos devem comparecer à sede administrativa da FUABC uma vez por semana, sendo quatro horas diárias. Ao todo, são 20 horas de atividades presenciais. “Não esperava uma recepção tão calorosa. Fico feliz por saber que estamos nas mãos de excelentes profissionais”, disse o aluno Danilo Xavier Pinto após as primeiras atividades.

Já a aluna Milena Pereira dos Santos teve acesso ao cenário financeiro das unidades geridas pela FUABC. “Fiquei com a funcionária Adriana e foi ótimo. Pude ter noção de quem são as unidades gerenciadas e como são feitas as análises financeiras”, relatou. A capacitação técnica da turma é ministrada pela gerente financeira da FUABC, Paula Branco.

Ao todo, o estágio contempla 2 horas de integração, 20 horas de atividades presenciais, 8 horas de reuniões on-line, 30 horas de atividades extrassala (com acompanhamento da tutora do curso), 2 horas de encerramento e 20 horas para elaboração do trabalho de conclusão do curso. O período de estágio dos alunos será encerrado em 22 de outubro.

Ministério da Saúde seleciona oito UPAs geridas pela FUABC para implantação de projeto de gestão

Postado por Maíra Oliveira em 25/set/2020 -

‘Método Lean’ traz agilidade nos atendimentos e contempla 50 UPAs de todo o País; unidades de Guarulhos já concluíram 1ª fase do projeto

 

Equipes receberam revistas de boas práticas sobre o projeto 

Oito Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) geridas pela Fundação do ABC integram atualmente o “Projeto Lean das UPAs 24h”, conduzido desde março pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF). O objetivo é implantar nas 50 UPAs selecionadas em todo o País a metodologia Lean Healthcare, modelo de gestão em saúde aplicado em diversos hospitais do mundo que prioriza o cuidado ao paciente a partir da redução de desperdícios, burocracias e tempo de espera, além da otimização de espaços e insumos.

A iniciativa busca tornar o atendimento mais ágil e eficiente nos serviços de emergência, especialmente em meio à pandemia de Covid-19. Com duração de seis meses, a primeira fase do projeto termina em setembro com a conclusão das visitas técnicas. A segunda fase, de monitoramento dos resultados, teve início em setembro e tem prazo previsto de 180 dias. As unidades foram escolhidas a partir da situação epidemiológica dos estados, além de alguns critérios essenciais de elegibilidade como a estrutura, governança institucional e características da emergência com a prioridade estratégica.

As UPAs geridas pela FUABC e integrantes do projeto são: UPA Centro e UPA Jardim Santo André, em Santo André, UPA Demarchi/Batistini e UPA Rudge Ramos, em São Bernardo do Campo, UPA Barão de Mauá e UPA Vila Magini, em Mauá, e UPA Cumbica e UPA São João Lavras, em Guarulhos.

O projeto é realizado com foco no cumprimento de três metas: apoio ao desenvolvimento de habilidades organizacional e assistencial; apoio no uso de ferramentas e na condução de equipes para mudanças e reorganização de processos; e monitoramento e apresentação de resultados. Além das unidades paulistas, as demais UPAs selecionadas estão localizadas no Ceará, Distrito Federal, Goiás e Maranhão.

GUARULHOS

As duas UPAs de Guarulhos gerenciadas pela FUABC, por exemplo, concluíram a primeira fase do projeto ainda em agosto. Durante o período, alguns resultados já puderam ser observados. Destaca-se a redução do tempo de atendimento do paciente classificado na cor verde e no tempo de permanência do paciente na área de observação. Já entre os ganhos qualitativos, é possível elencar melhorias na percepção e segurança dos pacientes e na padronização dos processos.

“Com a implantação do projeto também foi possível constatar redução de desperdícios e na sobrecarga de trabalho dos colaboradores. Nossas unidades conseguiram finalizar as etapas com bastante agilidade, tendo em vista que algumas ações estratégicas de gestão pertinentes ao método já eram utilizadas na rotina assistencial”, explica a gerente administrativa da Central de Convênios da FUABC, Andreia Aparecida de Godoi.

Além das duas UPAs, a FUABC também gerencia no município o Pronto Atendimento Maria Dirce.

Grupo do ABC participa de campanha de conscientização da dermatite atópica

Postado por Eduardo Nascimento em 24/set/2020 -

Associação de Apoio à Dermatite Atópica (AADA) fará live nesta sexta-feira (25/09) com grupos de apoio de todo o País, entre os quais o do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC

 

Atividades deste ano ocorrerão nesta sexta-feira pelo YouTube, das 18h às 20h, com inscrições gratuitas no site https://www.aada.org.br

A Associação de Apoio à Dermatite Atópica (AADA) organiza nesta sexta-feira, 25 de setembro, uma live pela Campanha de Conscientização da Dermatite Atópica. Tradicional, o evento reúne anualmente pacientes, familiares, médicos e demais profissionais da Saúde. Em função da pandemia, as atividades deste ano ocorrerão de maneira virtual pelo YouTube, das 18h às 20h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site https://www.aada.org.br.

Entre as vantagens do novo formato está a participação de pessoas de todas as partes do Brasil e do mundo. Estão programadas apresentações de grupos de apoio de Brasília, Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro, Guarulhos, Porto Alegre e da AADA-ABC, a Associação de Apoio à Dermatite Atópica do ABC, que está ligada ao Ambulatório Multidisciplinar de Dermatite Atópica do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (AMDA-FMABC).

ALTA INCIDÊNCIA

Segundo a Organização Mundial de Alergia (World Allergy Organization, WAO), a dermatite atópica é a doença inflamatória crônica mais comum da pele, tipificada principalmente por pele seca e com prurido (coceira). Afeta todas as idades, mas geralmente começa em bebês e crianças antes dos 5 anos. A prevalência varia entre 2% e 5% da população geral. No entanto, em crianças e adultos jovens pode chegar a 15%.

Também conhecida como eczema atópico, a doença caracteriza-se por lesões cutâneas muito pruriginosas. Tem como sinal mais importante o ressecamento da pele, que pode ser acompanhado por descamação e vermelhidão, podendo evoluir para o envolvimento de toda a pele, com repercussões em todo o organismo. Apesar de ser uma doença genética crônica, existem fatores ambientais que atuam de forma importante como desencadeantes. São eles: poluição, tempo muito seco, poeira, detergentes e produtos de limpeza em geral, roupas de lã e de tecido sintético, frio intenso, calor e transpiração, infecções, estresse emocional e determinados alimentos.

“A dermatite atópica é considerada um problema de saúde pública, pois tem grande impacto na vida das famílias, principalmente pelo aspecto das lesões de pele e pela coceira intensa, que podem levar a alterações de sono e comprometer a qualidade de vida, o trabalho, a escola e o convívio social dos pacientes”, revela a professora de Dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC e uma das coordenadoras da Associação de Apoio à Dermatite Atópica do ABC (AADA-ABC), Dra. Cristina Laczynski, que alerta: “Um dos principais problemas que enfrentamos hoje, infelizmente, ainda é o preconceito. Em função da aparência e da extensão das lesões, muitas vezes os pacientes são vítimas de bullying nas escolas ou na faculdade. É preciso deixar claro que a dermatite atópica não é contagiosa. Precisamos divulgar informações corretas sobre a doença, para diminuir o preconceito, melhorar a qualidade de vida e a inclusão social dessas pessoas”.

TRATAMENTO

Segundo a especialista da FMABC, o uso de hidratantes é fundamental para minimizar o ressecamento da pele, assim como o acompanhamento periódico com dermatologista ou alergista, que oferecerá aos pacientes as orientações e terapias mais adequadas para cuidar e controlar a doença. Em quadros mais graves, pode ser necessário o uso de imunossupressores e imunobiológicos. “É preciso estar atento também ao ato de coçar a pele e com possíveis escoriações, fatores importantes que podem levar a infecções”, informa Laczynski.

Sexualidade durante a pandemia é abordada em evento do Cremego

Postado por Eduardo Nascimento em 18/set/2020 -

A sexualidade humana em tempos de pandemia de Covid-19 foi tema de live do Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) em 13 de setembro. Para falar sobre o assunto foi convidado o médico ginecologista e chefe do Setor de Saúde e Medicina Sexual do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dr. Eliano Pellini.

O especialista citou que a sexualidade já foi afetada por diversas outras crises na história, como a disseminação das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), na década de 1960, o HIV, em 1980 e, atualmente, a Covid-19.

“As primeiras duas semanas da pandemia no Brasil foram as mais dramáticas para a sexualidade, com todas as mudanças sociais e preocupações financeiras. Nesse período, ninguém fez sexo. A partir de abril, as coisas começaram a melhorar. Os casais que moravam juntos e estavam bem começaram a ter um sexo mais criativo. Porém, para os casais que já estavam em desgaste, o sexo já terminou há tempos”, afirmou.

Além disso, Dr. Eliano também mencionou outros impactos da pandemia na saúde sexual, como a redução da vacinação contra o HPV em adolescentes e a diminuição da entrega de contraceptivos nas unidades básicas de saúde, o que irá afetar no seguimento dos tratamentos anticoncepcionais de muitas mulheres.

“Quando acabar a pandemia, a sexualidade pode voltar de forma bagunçada, como uma maneira de compensar o tempo perdido. Pode existir um aumento das ISTs e de gestações indesejadas, por exemplo”, explicou.

O especialista também falou sobre o uso de testes sorológicos para encontros sexuais seguros, a prática da telemedicina na ginecologia, entre outros temas. A live na íntegra está disponível no YouTube do Cremego: https://www.youtube.com/watch?v=5k0OeWmjhwA.