Postado por Maíra Oliveira em 21/maio/2020 -

Primeiro andar da unidade está isolado para atendimento dos casos de Covid-19
Em meio à alta demanda provocada pela pandemia do novo coronavírus, a Fundação do ABC contratou, aproximadamente, 45 novos colaboradores para reforçar o atendimento do Hospital Nardini de Mauá, entre os quais 4 médicos, 5 enfermeiros, 22 técnicos de enfermagem e três fisioterapeutas. O restante das vagas refere-se a funções administrativas e de apoio, como equipes de higienização e segurança. As novas contratações são motivadas pela abertura de 10 novos leitos de terapia intensiva estruturados no 4º andar do hospital, pavimento que futuramente abrigará a nova maternidade. A unidade passa a contar, portanto, com pelo menos 40 leitos de suporte à vida com tecnologia de ventilação respiratória.
Os novos contratados foram admitidos, via Banco de Currículos, em paralelo ao trabalho de conclusão da nova estrutura, que recebeu mobília e equipamentos. Os outros 30 leitos em operação na unidade estão localizados no 1º andar, que está isolado para atendimento exclusivo dos casos de Covid-19. No local foram criadas duas salas: uma para atendimento de casos leves e outra para isolamento dos casos de urgência em estado crítico. Já o pronto-socorro adulto dispõe de 15 leitos de enfermaria para casos intermediários. Para auxiliar a rede municipal de Saúde – também gerida pela FUABC – foi viabilizada a compra, via Central de Convênios, de 2 mil testes rápidos de Covid-19 para o hospital e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do município, o que irá agilizar o diagnóstico da doença.
As adequações internas feitas para otimizar a estrutura física, bem como o remanejamento de leitos, obedeceram a todos os critérios técnicos exigidos pelas autoridades de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde. Frente à pandemia, também foi necessário elaborar um fluxograma para nortear as equipes assistenciais a respeito dos protocolos de atendimentos de casos suspeitos da doença, em constante alinhamento ao cenário epidemiológico municipal. Todas as ações de enfrentamento são coordenadas pela Comissão de Gerenciamento de Risco para Medidas de Combate e Enfrentamento ao Novo Coronavírus do hospital, criada em março e composta pelo Serviço de Controle e Infecção Hospitalar (SCIH), Educação Permanente (EP), Núcleo Hospitalar Epidemiológico (NHE/NUVE), representantes de gerências e coordenações de Enfermagem.
“Essa força-tarefa seguramente nos dá ainda mais condições de atender às demandas de casos de Covid-19 em Mauá, uma vez que somos referência hospitalar na rede pública de Saúde. A abertura dos 10 novos leitos é uma vitória para toda a população, que passa a contar com nossa capacidade máxima operacional. Esperamos não precisar utilizá-los na totalidade, mas estamos prontos e equipados para enfrentar esta pandemia com a máxima responsabilidade de curar e salvar vidas”, disse a diretora-geral do hospital, Dra. Adlin Veduato.
ASSISTÊNCIA PSICOLÓGICA E TREINAMENTOS
Como as características da infecção viral causada pelo Covid-19 ainda são desconhecidas e mobilizam centenas de estudos clínicos em todo o mundo, os profissionais de Saúde têm sido exaustivamente treinados mesmo em meio à pandemia. A Comissão de Gerenciamento de Risco reforça de forma sistemática todas as recomendações para uso adequado dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como máscaras, toucas, luvas, aventais e óculos. O material é disponibilizado 24 horas por dia pela farmácia do hospital, de acordo com orientações do Núcleo de Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT).
Em estratégia de sensibilização direcionada à assistência psicológica dos funcionários, foi disponibilizado o atendimento da equipe de Saúde Mental composta por psiquiatra, psicólogos e terapeuta ocupacional. Todo acompanhamento é supervisionado pela Comissão de Gerenciamento de Risco.
Outras ações complementares e protetivas providenciadas para combate à pandemia incluem a suspensão de cirurgias eletivas, consultas ambulatoriais, serviço de Capelania e de Jovens Aprendizes; medidas de restrição para atividades de estágio; restrição do fluxo e circulação de pacientes e colaboradores no prédio; limitação do tempo de permanência de visitantes e acompanhantes, segundo exigências dos estatutos da Criança e Adolescente e do Idoso; disponibilização de videoaulas para colaboradores no Portal Intranet sobre importância da higienização das mãos e demais medidas de prevenção, além da exposição de material explicativo para colaboradores e pacientes por meio de comunicados nos elevadores e em áreas de uso comum do hospital.
Postado por Maíra Oliveira em 21/maio/2020 -

Treinamento respeitou medidas de distanciamento entre participantes
Professores do curso de Enfermagem do Centro Universitário Saúde ABC-FMABC, em Santo André, realizaram dia 14 de maio um curso de capacitação técnica sobre paramentação e desparamentação de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). A atividade foi destinada a 194 alunos dos últimos anos dos cursos de Medicina (124 alunos) e Fisioterapia (70 alunos). Nas próximas semanas os estudantes darão início às atividades práticas de estágios curriculares e internatos em unidades de saúde a serem definidas pelas coordenações dos cursos, conforme determinam os projetos pedagógicos e as parcerias firmadas com as prefeituras de Santo André, São Bernardo e São Caetano.
Em consonância com a Pró-Reitoria de Graduação da FMABC, o treinamento é motivado pela pandemia do Covid-19 e visa garantir a segurança de alunos e pacientes e prevenir a contaminação por agentes infecciosos. O conteúdo é baseado na normativa técnica 04/2020 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que orienta serviços de saúde do Brasil sobre medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência em casos suspeitos ou confirmados de Covid-19. Os principais EPIs utilizados em unidades de saúde são: máscaras cirúrgicas, luvas, aventais ou capotes, óculos, toucas e sapatos de proteção.
A capacitação, liderada pela coordenadora do curso de Enfermagem da FMABC, Dra. Rosangela Filipini, teve transmissão ao vivo para favorecer a memorização dos procedimentos. A estratégia pedagógica deu-se com adoção de medidas rigorosas de controle de contaminação entre os participantes. A docente destaca a recente divulgação de uma nota do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), que alerta sobre a necessidade de os serviços de Saúde garantirem o fornecimento de EPIs aos profissionais. Na China, onde cerca de 1.700 agentes de saúde foram contaminados pelo vírus, a falta de proteção adequada foi apontada como principal fator motivador do alto índice de transmissão.
“Há inúmeros relatos de profissionais de saúde em todo o mundo que contraíram o vírus pela falta do EPI ou pelo uso inadequado. Por isso, a tarefa do treinamento representou uma enorme responsabilidade à equipe de professores do curso de Enfermagem. Temos consciência de que a prevenção de doenças carrega um significado histórico em nossa profissão”, disse a docente, em referência à enfermeira inglesa Florence Nightingale, considerada fundadora da profissão. A partir de ações de cuidado e higiene, a profissional colaborou decisivamente com a redução de mortes de soldados feridos na guerra da Crimeia, em 1853.
A professora também agradeceu o apoio da Pró-Reitoria do centro universitário e dos cursos de Medicina e Fisioterapia à estratégia do treinamento, além de ressaltar o cuidado que a FMABC tem adotado ao garantir a docentes e discentes a segurança adequada nas atividades práticas, inclusive com o fornecimento dos EPIs necessários.
Postado por Maíra Oliveira em 15/maio/2020 -

A coordenadora do curso de Enfermagem da FMABC, Dra. Rosangela Filipini, durante transmissão
O curso de graduação em Enfermagem do Centro Universitário Saúde ABC-FMABC organizou, dia 12 de maio, das 9h30 às 12h, encontro científico on-line em celebração à Semana de Enfermagem 2020. O tema deste ano foi “Qualidade em enfermagem e saúde na defesa do SUS”. O evento é tradicionalmente comemorado entre 12 e 20 de maio, em alusão ao Dia Mundial do Enfermeiro, em 12 de maio.
A abertura do evento foi conduzida pelo reitor do centro universitário, Dr. David Uip; pelo vice-reitor, Dr. Fernando Luiz Affonso Fonseca; pela pró-reitora de Graduação, Dra. Roseli Oselka Sarni; e pela coordenadora do curso de Enfermagem da FMABC, Dra. Rosangela Filipini. Em seguida, a integrante do Comitê Técnico da Prefeitura de São Paulo de Combate à Covid-19, Dra. Renata Pietro, – temporariamente licenciada do cargo de presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Estado de São Paulo (Coren/SP) –, fez explanação com o tema “Nursing now em tempos de Covid-19”.
Organizada em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Conselho Internacional de Enfermeiros, a campanha internacional “Nursing Now” já foi lançada em 30 países e tem como objetivo elevar o status e o perfil da Enfermagem em todo o mundo para fortalecer a importância da profissão. A campanha conta com embaixadoras como a Duquesa de Cambridge, Kate Middleton, e a atriz britânica Emilia Clarke.
O encontro científico foi encerrado pela enfermeira intensivista e palestrante comportamental, Carolina Cabral Brasíli, que ministrará palestra virtual com o tema “Inteligência Emocional”.
HISTÓRICO
Em 2020 a comemoração é ainda mais especial, pois celebra-se o bicentenário do nascimento da enfermeira britânica Florence Nightingale, considerada fundadora da Enfermagem moderna. Nascida em 12 de maio de 1820, Florence tornou-se ícone maior da celebração da Enfermagem em todo o mundo. Pioneira em diversas áreas do conhecimento e responsável por revolucionar hábitos de higiene, a enfermeira – que faleceu aos 90 anos – criou as bases da enfermagem profissional seguidas até os dias atuais. A data do seu nascimento foi escolhida para as comemorações do Dia Mundial do Enfermeiro.
Postado por Maíra Oliveira em 15/maio/2020 -

Professora de Imunologia Clínica da FMABC e coordenadora do Ambulatório de Angioedema Hereditário, Dra. Anete Grumach
Na semana em que se comemora o Dia Mundial do Angioedema Hereditário (AEH) – celebrado oficialmente em 16 de maio –, o Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do ABC acaba de receber a certificação ‘ACARE’ de Centro de Referência e Excelência em Angioedema (ou Angioedema Centers of Reference and Excellence, em inglês). O selo de qualidade internacional foi conferido em função do trabalho realizado há 11 anos no Ambulatório de Angioedema Hereditário, no campus universitário em Santo André (SP), vinculado à disciplina de Imunologia Clínica. Somente 32 centros em todo o mundo são reconhecidos como ACARE. A partir de agora, o ABC passa a figurar neste seleto grupo de entidades de excelência.
A certificação ACARE é emitida pela rede GA2LEN – Global Allergy and Asma European Network, que reúne os principais serviços clínicos europeus e instituições de pesquisas na área de alergologia e asma, em associação com a HAE International (HAEi), uma organização global dos grupos de pacientes com angioedema hereditário. O selo de qualidade ACARE integra programa de desenvolvimento mundial, que busca acreditar centros de referência e excelência, com objetivo de criar uma rede de especialistas, melhorar os tratamentos e proporcionar excelência na gestão da doença, em busca de aumentar o conhecimento na área por meio de pesquisas e educação.
“Há muitos anos a Medicina ABC é referência para o diagnóstico e tratamento do angioedema hereditário. Nosso ambulatório realiza diagnóstico diferencial, com todos os recursos humanos e laboratoriais necessários. O número de pacientes encaminhados com suspeita da doença tem aumentado muito, em consequência de inúmeras atividades educativas continuamente desenvolvidas junto à população e aos profissionais da Atenção Básica da região do ABC. A certificação ACARE confirma que estamos no caminho certo e reconhece a qualidade do trabalho e de toda a equipe”, considera a professora de Imunologia Clínica da FMABC e coordenadora do Ambulatório de Angioedema Hereditário, Dra. Anete Grumach.
ANGIOEDEMA HEREDITÁRIO
O angioedema hereditário é uma doença genética hereditária que atinge ambos os sexos. Os portadores apresentam episódios recorrentes de inchaços ao longo da vida, com crises que podem ocorrer de forma espontânea ou em decorrência de fatores desencadeantes, como traumas no local, infecções, alterações hormonais ou cirurgias. O inchaço pode acometer tecidos subcutâneos das mãos, dos pés, da face e dos órgãos genitais, bem como nas mucosas do trato gastrintestinal, da laringe e de outros órgãos internos como o intestino, por exemplo.
“O inchaço que atinge a face, os genitais, as mãos e os pés geralmente é doloroso, desfigurante e debilitante para os pacientes. Já os inchaços abdominais causam dor intensa, náusea, vômito e diarreia, muitas vezes envolvendo acúmulo de líquido no interior do abdômen e perda excessiva de fluídos do plasma”, explica Dra. Anete Grumach, que acrescenta: “As crises de edema laríngeo podem levar ao fechamento das vias áreas superiores e podem ser potencialmente fatais, levando à morte por asfixia. Este quadro é conhecido como ‘edema de glote’, com taxa de mortalidade avaliada em 30% nos casos não tratados”.
A prevalência estimada do angioedema hereditário é de um caso em 50 mil indivíduos, sem diferenças entre gêneros ou grupos étnicos. Visto que se trata de uma doença rara – corresponde a aproximadamente 2% dos casos clínicos de angioedema – e devido a apresentação clínica variável, geralmente é mal diagnosticada e, consequentemente, subdiagnosticada.
Postado por Maíra Oliveira em 15/maio/2020 -

Entrega teve presença do governador do Estado de SP, João Doria – Foto: Secretaria de Comunicação/PMSBC
O maior hospital construído para atendimento da Covid-19 do País foi inaugurado nesta quinta-feira (14/05), em São Bernardo, elevando para 517 o número de leitos exclusivos voltados ao tratamento da doença no município. Com a inauguração do Hospital de Urgência (Rua Joaquim Nabuco, 380), São Bernardo passa a contar com proporção de leitos por moradores acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Somente no novo equipamento, serão 80 leitos de UTI – sendo que 40 passarão a funcionar de forma imediata, com respiradores. Outros 40 equipamentos serão recebidos por parte do governo do Estado ainda em maio, permitindo o pleno funcionamento do local ainda neste mês. Além disso, serão 170 leitos de enfermaria para casos de baixa e média complexidade.
“A partir de hoje uma nova unidade de Saúde está nascendo para servir a nossa população. Esta é a maior e mais importante entrega do meu mandato, pela complexidade da obra e pelo contexto que estamos vivendo. Corremos contra o tempo e conseguimos ampliar o número de leitos do projeto original e garantir tratamento digno para nossos pacientes. Quando essa pandemia passar, nossa cidade contará com um hospital de ponta para atendimentos de urgência”, destacou o prefeito Orlando Morando. Durante a entrega, o chefe do Executivo também propôs um minuto de silêncio pelas vítimas da doença na cidade.
Para a construção do hospital, a Prefeitura de São Bernardo investiu R$ 127,6 milhões. A Administração municipal contou ainda com o auxílio financeiro de R$ 25 milhões do Governo Federal, além de R$ 20 milhões do Governo do Estado, para aquisição de equipamentos.
O evento contou com presença do governador João Doria, do secretário da Saúde do município, Dr. Geraldo Reple Sobrinho, do secretário de Saúde do Estado, José Henrique Germann, e da deputada estadual e primeira-dama, Carla Morando, que articulou o repasse estadual para o hospital, além de outras importantes autoridades envolvidas na construção do empreendimento. “Trata-se de um dos melhores hospitais do País entre equipamentos públicos e privados. Serão 1.500 novos trabalhadores, trazendo mais empregos, oportunidades e profissionais capacitados para salvar vidas”, completou o governador.

Foto: Omar Matsumoto/PMSBC
ESTRUTURA
O Hospital de Urgência conta com sete pavimentos e 23 mil m² de área construída. Está divido em cinco módulos (Pronto-Atendimento; Serviços e Apoio Diagnóstico e Terapêutico; Módulo Cirúrgico; Módulo Pedagógico; e Módulo de Internação). Sua estrutura dispõe de três salas cirúrgicas, duas salas de raio X, uma sala de tomografia, duas salas de ultrassom, sistema de aquecimento solar, sistema de água de reuso, quatro grupos de gerador de 750 kVa e oito elevadores.
Mais de 2.000 itens entre equipamentos e mobiliário estão sendo entregues, entre tomógrafo, raio X, ultrassom, ventiladores mecânicos, camas simples, elétricas, cadeiras de rodas, cadeiras de banho, entre outros.
TRABALHADORES
O equipamento passa a contar com 1.500 profissionais da Saúde, entre médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas, entre outros, especialmente capacitados e treinados para o atendimento de pacientes com diagnóstico de Covid-19. Todos os profissionais também estão sendo testados para a doença para controle de funcionários que podem trabalhar e os que devem ficar afastados de suas atividades mesmo que não apresentem sintomas. Somente na obra, trabalharam cerca de 10 mil funcionários diretos e indiretos.
PREMIAÇÃO
Antes mesmo de sua inauguração, em dezembro de 2019, o Hospital de Urgência foi escolhido como melhor obra de arquitetura do Estado de 2019 pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). O projeto é do arquiteto Ângelo Bucci.
NÚMEROS DO CORONAVÍRUS EM SÃO BERNARDO
Em 14 de maio, dia de inauguração da unidade, São Bernardo registrava 3.809 casos de coronavírus em investigação na cidade. Até a data, 973 casos haviam sido confirmados e 117 pacientes evoluíram a óbito. Outros 1.750 casos suspeitos da doença foram descartados.
OCUPAÇÃO DE LEITOS
A rede de Saúde de São Bernardo conta, até a presente data, com 267 leitos (sem considerar o Hospital de Urgência) destinados a pacientes com Covid-19, sendo 196 deles em enfermaria e 71 em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Do total, 122 leitos de enfermaria e 65 de UTI estão ocupados. A atual taxa de ocupação na cidade é de 69%. Considerando o novo Hospital de Urgência, a taxa passa para apenas 38%.

Foto: Gabriel Inamine/PMSBC
Postado por Maíra Oliveira em 14/maio/2020 -

O prefeito de São Caetano, José Auricchio Júnior, e a secretária de Saúde, Regina Maura Zetone – Foto: Eric Romero/PMSCS
Teve início nesta semana a segunda etapa de funcionamento do Hospital de Campanha da Prefeitura de São Caetano. Montado dentro do Hospital São Caetano, conta com estrutura para até 50 novos leitos exclusivos para atender casos ainda não confirmados de Covid-19.
“Aqueles que aguardam os resultados para comprovação da doença ficarão internados nessa ala, com total isolamento e sem contato com outros casos suspeitos ou já positivos”, explica o prefeito José Auricchio Júnior. “Caso haja a confirmação e apresente bom quadro clínico, o paciente cumprirá a quarentena em isolamento domiciliar, acompanhado pelo Programa Saúde da Família”, complementa.
A secretária de Saúde, Regina Maura Zetone, destaca que a medida visa evitar o risco de transmissão dentro da unidade. “Não deixamos os casos suspeitos próximos aos confirmados. A primeira ala, que dispõe de 50 leitos, abrigará somente quem já testou positivo e apresenta quadro de baixa complexidade. Casos graves seguem sendo atendidos no Complexo Hospitalar Municipal”, observa.
Vale destacar que o atendimento no Hospital de Campanha continua de “porta fechada”, ou seja, são recebidos somente pacientes encaminhados das unidades de Saúde do município.
ILPIs
A Prefeitura tem intensificado o acompanhamento junto às ILPIs (Instituições de Longa Permanência de Idosos) para monitorar os idosos asilados durante a pandemia. Aqueles que apresentarem os sintomas serão encaminhados à nova ala para que aguardem, em segurança, o resultado dos testes.
Postado por Maíra Oliveira em 14/maio/2020 -

Divulgação/PSA
As mães que estão internadas no hospital de campanha do Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia, em Santo André, foram homenageadas dia Dia das Mães, 10 de maio, com uma apresentação musical. O enfermeiro Diego Oliveira, que integra a rede de urgência do município, tocou e cantou canções escolhidas pelas próprias pacientes.
Funcionários do hospital de campanha perguntaram para as mães quais eram suas músicas preferidas e organizaram a apresentação para tornar esse dia especial, já que as pacientes não podem ter contato com a família. As mães representam aproximadamente metade do total de pacientes internados no Complexo Pedro Dell’Antonia, dedicado ao tratamento de Covid-19.
“Foi uma ação maravilhosa, principalmente neste momento de pandemia. Conseguimos promover a humanização para as mães e para os profissionais de saúde que estavam de plantão. Isso nos dá resiliência e reforça a importância dos princípios do SUS”, afirmou o enfermeiro Diego Oliveira. No repertório da homenagem estiveram músicas como “Anunciação” e “Como é grande o meu amor por você”.
HUMANIZAÇÃO
Buscando sempre humanizar o atendimento e deixar os pacientes confortáveis, a Prefeitura de Santo André está promovendo diversas iniciativas no hospital de campanha do Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia. Entre as ações está a realização de videochamadas para colocar os pacientes em contato com os familiares.
Além da visita humanizada, todos os dias, entre 16h e 19h, os familiares são contatados pelo médico responsável pelo paciente internado para receberem o boletim atualizado do quadro clínico.
Em outra ação, promovida pelo Fundo Social de Solidariedade de Santo André, os profissionais da saúde que atuam no local passaram a utilizar crachás em que aparecem sorrindo nas fotos, estabelecendo uma relação mais próxima entre as equipes de atendimento e os munícipes internados.
“Sabemos que o momento pede que cada um cuide de todos. E a humanização no atendimento tem impacto importante para auxiliar na recuperação dos pacientes e o acolhimento das famílias. Este é o sentimento que queremos trazer a toda a nossa gente. Vamos continuar unidos, mesmo separados. Juntos vamos vencer esta guerra”, destacou o prefeito Paulo Serra.
Postado por Maíra Oliveira em 14/maio/2020 -
Implementado pela Prefeitura de São Caetano no dia 2 de março — antes, portanto, do início da quarentena para o controle da pandemia do coronavírus — o serviço de Telemedicina de São Caetano do Sul já realizou mais de 2.700 atendimentos em apenas dois meses.
“É um privilégio contar com essa tecnologia a serviço da saúde e reduzir a sobrecarga sobre o sistema público. Mais de 60% dos casos que iriam a um pronto-socorro puderam ser resolvidos pelos médicos que atendem no Telemedicina”, destaca a médica Regina Maura Zetone, secretária de Saúde de São Caetano. Dos 2.757 atendimentos contabilizados até o dia 4 de maio, 1.184 eram de pessoas que queriam apenas uma orientação médica.
Foi o caso da professora Giane Barroso, 39 anos. Ela se sentia incomodada com uma inflamação, mas não queria sair de casa, sob risco de se expor à contaminação de coronavírus. “Fui muito bem atendida na triagem. Não demorou 10 minutos e recebi a ligação de uma médica atenciosa que me orientou e receitou medicamento adequado. Neste triste contexto de pandemia, fico aliviada e orgulhosa por morar em uma cidade com profissionais que sabem a importância de um tratamento humanizado”, relata a moradora.
“O que mais me chamou a atenção foi o cuidado que recebi dos profissionais. Eles acolheram a minha angústia, e isso foi o mais importante para mim. Liguei às 5h da manhã de um domingo e fui atendida prontamente. Por isso, fiz questão de compartilhar minha história, para que outras pessoas possam usar esse serviço e ter a mesma tranquilidade que tive”, conta Giane, que deixou registrado um comentário na página de Facebook da Prefeitura de São Caetano.
VEJA COMO USAR
Para usar o serviço de Telemedicina basta ligar, gratuitamente, para o número 0800 941 8543. O serviço, inédito entre os municípios da região, destina-se a pacientes, portadores do Cartão São Caetano, com quadros de baixa complexidade, como dor de garganta, pequeno mal-estar, enjoo, febre baixa e resfriado, entre outros sintomas. O serviço também tira dúvidas a respeito de sintomas do coronavírus. No entanto, quadros mais graves, de emergência, continuam sendo atendidos pelo telefone 156, do SOS Cidadão.
Após efetuar a ligação, o morador é atendido por enfermeiros treinados especialmente para o serviço, com médicos na retaguarda, que poderão recomendar o uso de medicamentos isentos de prescrição (como dipirona ou aspirina) e, dependendo do caso, orientar que o paciente se dirija até a unidade de Saúde mais próxima.
Postado por Maíra Oliveira em 14/maio/2020 -

Reprodução YouTube
O professor de Psiquiatria do Centro Universitário Saúde ABC / Faculdade de Medicina do FMABC, Dr. Sergio Baldassin, participou dia 12 de maio de uma ‘live’ sobre aspectos da saúde mental dos profissionais da Saúde envolvidos no combate à Covid-19. A transmissão foi feita pelo canal da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) no site da instituição: www.abp.org.br, pelo Facebook (@abpbrasil), Instagram (abpbrasil) e também está disponível no YouTube, no canal ABPTV.
O debate foi realizado junto a outros especialistas, como o presidente da ABP e da Associação Psiquiátrica da América Latina (APAL), Dr. Antônio Geraldo da Silva; a professora aposentada de Psiquiatria da Universidade Federal de Sergipe (UFS) e membro da Comissão de Atenção à Saúde Mental do Médico da ABP, Dra. Edméa Oliva; além do professor livre-docente adjunto do Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Dr. Marcelo Feijó.
HISTÓRICO
Graduado pela Faculdade de Medicina do ABC em 1982, Dr. Sergio Baldassin é mestre em Psiquiatria pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e doutor em Psiquiatria e Psicologia Médica pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Atualmente é professor da disciplina de Psiquiatria e Psicologia Médica do Departamento de Neurociências da FMABC e é o atual coordenador da Comissão de Saúde Mental do Médico da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).
Postado por Maíra Oliveira em 07/maio/2020 -

Foto: Ricardo Cassin/PMSBC
O prefeito de São Bernardo, Orlando Morando, entregou dia 30 de abril o “Novo Hospital Anchieta”, localizado no Centro da cidade, que, agora modernizado, destina mais 100 leitos exclusivos para o atendimento ao novo coronavírus (Covid-19). São 19 de UTI e outros 81 de enfermaria, aumentando a estrutura de atendimento total da cidade (em equipamentos públicos municipais) para 267 leitos (71 de UTI e 196 de enfermaria).
O município ordenou R$ 7,2 milhões, em recursos próprios, para a execução total dos serviços do Anchieta. Ao todo, 764 profissionais vão trabalhar no local, sendo 130 médicos, 446 na equipe de enfermagem, e demais integrantes do administrativo, logística e multiprofissional. Destes, 234 correspondem a novas contratações.
A cerimônia de entrega ocorreu na sede do próprio Anchieta e foi acompanhada pelo chefe do Centro de Contigência da Covid-19 no Estado, Dr. David Uip, do secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Geraldo Reple Sobrinho, da deputada estadual Carla Morando e demais autoridades.
“O hospital Anchieta é um equipamento de 80 anos que já salvou milhares de vidas e que agora se torna o primeiro passo de uma medida estratégica para este momento de pandemia. São acomodações dignas e fico feliz de oferecer um hospital deste à população. Aqui nós vamos cuidar. Não há nada mais importante neste momento para São Bernardo do que salvar vidas”, destacou o prefeito Orlando Morando.
MELHORIAS
O local foi estruturado com 452 itens entre mobília e equipamentos novos adquiridos, como oxímetros, respiradores, monitores, cadeiras de rodas, cadeiras de banho, camas simples e elétricas, entre outros.
A estrutura de 4,2 mil m² do Hospital Anchieta recebeu desde reforma completa do telhado até adequações de alvenaria pintura, recuperação de pisos e forros e da parte hidráulica, substituição de portas mais largas nos leitos para entrada de macas, instalação de sistema de condicionamento de ar, telefonia, elétrico e de dados. Houve ainda revitalização de vestiários e sanitários para funcionários, cozinha e refeitório.
“Se não fossem por iniciativas como esta e pelo esforço do Estado e das prefeituras no que diz respeito ao distanciamento social, teríamos tido um colapso na Saúde. É importante esta atuação, com preparação de hospitais bem equipados e com equipes preparadas. É assim que se combate uma pandemia”, completou Uip.
ONCOLOGIA
Originalmente, o Hospital Anchieta é voltado ao atendimento oncológico e estava sendo modernizado para ofertar radioterapia aos pacientes do município. O serviço, pioneiro em unidade de Saúde municipal do Grande ABC, integra projeto de expansão nacional e foi viabilizado pela Prefeitura junto ao Ministério da Saúde, com investimento de R$ 10 milhões. Enquanto durar a quarentena, os 1.000 pacientes oncológicos do Hospital Anchieta estão sendo acolhidos no Hospital de Clínicas, sem prejuízo aos tratamentos.
PLANEJAMENTO DE SBC
A gestão de São Bernardo priorizou um trabalho de acolhimento não utilizando-se de hospitais de campanha, mas sim destinando leitos de três hospitais públicos para o atendimento da Covid-19, da seguinte forma: Hospital de Clínicas: 130 leitos (40 UTI adulto e 90 Enfermaria), Pronto-Socorro Central: 28 leitos (6 UTI adulto, 3 UTI pediátrica, 11 enfermaria adulto e 8 enfermaria pediátrica) e Hospital Municipal Universitário (HMU): 9 leitos, sendo 2 UTI neonatal, 1 UTI gestante e 6 enfermarias.
“Estamos trabalhando de forma integrada no complexo para que não falte vagas para pacientes com coronavírus. Paralelamente estamos acelerando a conclusão do Hospital de Urgência que vai ampliar significativamente o número de leitos disponíveis”, destacou o secretário de Saúde de São Bernardo, Dr. Geraldo Reple.
Neste período de pandemia, a Prefeitura destinou R$ 5.400.925,14 em recursos da Saúde, além de R$ 36.825.800,61 recebidos da União e Estado para ações exclusivas de combate à disseminação do vírus. Outro importante passo de São Bernardo nesta batalha é a transformação do recém-construído Hospital de Urgência em unidade de referência para o tratamento da doença na cidade. A partir da primeira quinzena de maio, serão ofertados 250 novos leitos, sendo 80 deles de Terapia Intensiva e 130 de enfermaria.
A aquisição de equipamentos necessários para o tratamento do Covid-19 no HU recebeu auxílio financeiro de R$ 25 milhões do Governo Federal e outros R$ 16 milhões do Governo do Estado. No total, a Prefeitura investiu R$ 127,6 milhões na construção do equipamento.