Postado por Eduardo Nascimento em 05/fev/2016 -
São Bernardo do Campo conta com mais um importante equipamento de saúde. Inaugurada pelo prefeito Luiz Marinho em 4 de fevereiro, a Policlínica Alvarenga é a primeira da cidade a abrigar especialidades médicas e funciona no mesmo prédio da Unidade Básica de Saúde (UBS) Alvarenga, que foi ampliada e reformada. Financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), as obras custaram cerca de R$ 3,2 milhões.
Moradores da região atendida pela UBS comemoraram a entrega dos equipamentos. “O prédio precisava mesmo dessa reforma. Esperamos que seja mantida também a qualidade no atendimento”, disse a dona de casa Marineusa Miranda, 47 anos, moradora do Jardim Thelma.
Também participaram da cerimônia de entrega os secretários Odete Gialdi (Saúde), Tarcisio Secoli (Coordenação Governamental e responsável por Serviços Urbanos) e Nilza Oliveira (Orçamento Participativo). O ex-ministro da Saúde e ex-secretário em São Bernardo Arthur Chioro prestigiou o evento, que reuniu cerca de 300 pessoas. As duas unidades começaram a atender à população no dia seguinte, a partir das 8h.
Durante a cerimônia, o chefe do Executivo falou dos investimentos realizados em várias frentes, não apenas na área da Saúde. “Ao fazer a reestruturação das UBSs, construir o Hospital Municipal de Clínicas, escolas e corredores de ônibus, estamos pensando no futuro e bem-estar de nossas crianças, adultos e idosos”.
POLICLÍNICA
O local oferece especialidades de neurologia, ortopedia, dermatologia, pneumologia, cardiologia, oftalmologia, endocrinologia, homeopatia, acupuntura, nutrição e nefrologia. A unidade será referência para 240 mil moradores que são atendidos nas UBSs Alvarenga, Ipê, Oliveiras, União, Orquídeas, Alves Dias, Vila Marchi, Jardim Nazareth e Vila Rosa.
O espaço conta com 11 consultórios, além de sala de imobilização ortopédica e sala zen, com boxes para acupuntura. O atendimento será organizado de modo a priorizar as linhas de cuidado, como diabetes, hipertensão e outras doenças crônicas, paralelamente ao serviço da Atenção Básica e com equipes multiprofissionais.
Outras duas clínicas serão entregues ainda neste ano: a do Centro (Avenida Armando Ítalo Setti, 402), que está sendo reformada e ampliada, e a Policlínica de Reabilitação (reforma), na Rua Warner, 300, no Jardim Hollywood. Esta última realiza em média 4.400 atendimentos mensais.
REFORMA
O antigo prédio da UBS Alvarenga estava em condição precária, com piso avariado e problemas no sistema elétrico e hidráulico. Após a reforma, a UBS passou a ter 11 consultórios médicos, duas salas de saúde mental, sala de vacina, duas salas multiprofissionais, escovódromo, banheiros adaptados, fraldário, sala da comunidade, brinquedoteca e sala de odontologia, entre outros espaços.
A unidade tem 52 mil usuários cadastrados e é referência para os moradores dos bairros Alvarenga, Jardim Cláudia, Cantareira, Jardim Telma, Nosso Lar, Monte Sião, Vila Vitória, Sítio Bom Jesus, Esmeralda, parte do Jardim do Lago, Santa Mônica, Campestre e Parque Havaí. Na UBS são atendidos, em média, 350 pacientes por dia.
Agora, a unidade passa a contar também com cinco equipes de Saúde da Família ampliada – com cinco médicos generalistas, dois clínicos, dois pediatras e dois ginecologistas. A equipe de saúde bucal dobrou, de duas para quatro. Agora são quatro dentistas, quatro técnicos de saúde bucal e quatro auxiliares de saúde bucal.
A rede municipal de Atenção Básica passa por reformas desde 2009. Com reforma da UBS, sobe para 32 o número de unidades entregues pela atual Administração. Além da implantação da UBS Jardim das Oliveiras, em 2009, foram reformadas e ampliadas as unidades Silvina, Santa Cruz, São Pedro, Ferrazópolis, Fincos, Taboão, Pauliceia, Orquídeas, Planalto, Nazareth, Alves Dias, Parque São Bernardo, Selecta, Represa, Vila Euclides, Farina, Jordanópolis, Vila Marchi, Demarchi, União, Riacho Grande, Baeta Neves, Caminho do Mar, Vila Dayse, Ipê, Leblon e Vila Dayse.
Também foram construídas novas sedes para as UBSs Batistini e Rudge Ramos e inauguradas duas novas unidades, a do Montanhão e do Areião. As obras de reforma e ampliação da UBS Vila Rosa deverão ser iniciadas no primeiro semestre de 2016.
Postado por Eduardo Nascimento em 05/fev/2016 -
Dengue, chikungunya e zika passam de pessoa para pessoa? Que tipo de repelente devo usar? Existem outras formas de se precaver? Qual a idade gestacional que oferece risco ao bebê no caso de microcefalia? Essas e outras perguntas foram esclarecidas por profissionais na primeira palestra especial para gestantes realizada pela Secretaria de Saúde da Prefeitura de São Caetano em 19 de janeiro, no auditório do Hospital Infantil e Maternidade Márcia Braido. A iniciativa do Programa Sanca Contra a Dengue fornece informações fundamentais às futuras mamães a respeito dos sintomas, tratamentos e prevenção contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor das doenças.
Na abertura do ciclo, o secretário municipal de Saúde, Jesus Adalberto Gutierrez, ressaltou que a ação visa tranquilizar as gestantes e tirar muitas dúvidas. “Esse assunto está nos jornais diariamente. E a gestão do prefeito Paulo Pinheiro segue com a ideia de que a prevenção é a única arma de combate. Para isso, lançou o Sanca Contra a Dengue, que inclui as palestras para gestantes, um pedido das próprias mulheres que usam o serviço de saúde. São Caetano está unida e preparada para vencer essa guerra”.
As participantes assistiram a um vídeo sobre maternidade. Em seguida, Lucy Cavalcanti Ramos Vasconcelos, infectologista e coordenadora do Centro de Prevenção e Assistência às Doenças Infecciosas (Cepadi), discorreu sobre epidemias de arboviroses no Brasil, com foco na dengue, chikungunya e zika, que têm o Aedes aegypti como vetor responsável, e as principais dicas de prevenção. Já Maria de Lourdes Asencio Milani, pediatra e médica sanitarista da Vigilância Epidemiológica – setor que cuida do controle das doenças de transmissão –, falou da atuação da Patrulha Contra a Dengue e o que pode ser feito em casa.
Por fim, Luis Eduardo Utrera Martins, ginecologista e obstetra, coordenador da Maternidade do Hospital Euryclides de Jesus Zerbini, conduziu visita monitorada por equipe multiprofissional. As gestantes puderam conhecer as instalações da maternidade, percorrendo o caminho que farão no dia do parto humanizado. “As futuras mamães da cidade contam com toda a atenção necessária e estrutura invejável. O sistema nervoso central do bebê se forma no primeiro trimestre de gestação. O risco de microcefalia está nesta fase. Acima de 12/13 semanas, podem ficar tranquilas. O cérebro já cresceu. Não temos nenhum caso registrado. Porém, devemos ficar atentos”, observou.
Cintia Simone Cazemiro, 39 anos, do Bairro Boa Vista, grávida de 38 semanas, aprovou a palestra. “Foi excelente. Vou usar o repelente correto e roupas longas”, disse. Simone Bispo Martins, 31 anos, do Bairro Nova Gerty, de 15 semanas, saiu do evento mais tranquila e elogiou as acomodações da maternidade. “Maravilhosa. Adorei a sala de trabalho de parto. Aprendi as formas de contaminação. Neste momento de insegurança, foi importantíssimo”, concluiu. Daniela Jordão, 24 anos, do Bairro Santo Antônio, de 12 semanas, afirmou que vai cobrar atitude dos vizinhos. “80% dos focos de criadouros do mosquito transmissor estão dentro dos imóveis. É um dever de todos nós. Minha única preocupação é contrair zika no começo da gravidez. Gostei de ver que a UTI Neonatal fica próxima dos quartos das pacientes”.
Atualmente, cerca de 300 moradoras fazem o pré-natal na Rede Municipal de Saúde. As apresentações do Sanca Contra a Dengue já têm novas datas agendadas. O endereço do Hospital Infantil e Maternidade Márcia Braido é Rua Luiz Louzã, 48, Bairro Olímpico. As inscrições são gratuitas pelo telefone (11) 4228-8000 (ramais 8045 e 8176).
Postado por Eduardo Nascimento em 05/fev/2016 -
A Residência Terapêutica Feminina Casa das Violetas, em São Bernardo, esteve em festa na manhã de 26 de janeiro para receber uma nova moradora. Rosa Lopes de Oliveira Silva, 78 anos, esteve internada nos últimos dois anos no Hospital Psiquiátrico Vera Cruz, em Sorocaba, mas a partir de agora vai morar com outras nove mulheres. É a chance de uma nova vida para uma mulher que passou praticamente 30 anos – desde 1986 – internada em hospitais psiquiátricos.
A chegada de Rosa era aguardada com ansiedade pela moradora Maria do Perpétuo Socorro Sobral de Matos Carvalho, 60, que viveu com Rosa no Pavilhão 7 do hospital psiquiátrico do Interior nos últimos anos. Ali se tornaram amigas quase inseparáveis.
A nova moradora foi recebida com churrasco, refrigerante e música. Ganhou um abraço carinhoso de Maria do Perpétuo, que se levantou com dificuldade e foi amparada por terapeutas ocupacionais. “É a minha amiga. Gosto muito dela”, disse.
Rosa tem histórico de 29 anos de internações em hospitais psiquiátricos e aguardava pela desinternação desde 2009, ocupando setor específico da unidade em Sorocaba, com pessoas na mesma situação. Foi lá que, em 2014, conheceu Maria do Perpétuo.
JUNTAS NOVAMENTE
Um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a Prefeitura de Sorocaba e o Ministério Público determinou o fechamento dos hospitais psiquiátricos da cidade e o tratamento dos pacientes em meio aberto. Um irmão de Maria do Perpétuo foi localizado em São Bernardo e ela seguiu para a Residência Terapêutica para ficar próxima da família. Como não foram localizados familiares de Rosa, decidiu-se por manter as amigas juntas em São Bernardo.
Maria do Perpétuo lembrou que, enquanto estavam no hospital psiquiátrico, era Rosa quem a ajudava a levantar da cama e, por vezes, buscava água para ela. “Vivíamos em um quarto com outras sete pessoas, mas a Rosa é de quem mais gosto. Às vezes a gente passeava pelo hospital”, lembrou. As duas vão dividir um quarto no andar térreo na nova casa.
São Bernardo conta com seis Residências Terapêuticas, sendo quatro masculinas e duas femininas, que abrigam mais de 50 moradores – pacientes que viveram por décadas em hospitais psiquiátricos. O processo de desinternação teve início em 2009 na cidade, com objetivo de realizar o tratamento individual e em sociedade. “Contamos com toda a rede de saúde como retaguarda para esses moradores. É um trabalho integrado e multiprofissional que tem por objetivo auxiliá-los no resgate da autonomia e da autoestima”, explicou a coordenadora de oficina terapêutica Maria Aparecida Nardini da Silva.
A profissional lembrou que atualmente a rede de saúde conta com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que desenvolvem projetos terapêuticos individuais, além de ofertar oficina de artes e grupos de discussão. “Com isso conseguimos resgatar a identidade e descobrir a necessidade de cada um. É preciso criar condições e incentivá-los a tomar decisões, como que roupa vestir, o que comer, quais passeios querem fazer. Isso não ocorria nos hospitais”, disse.
Postado por Eduardo Nascimento em 05/fev/2016 -
Em seis anos, quase triplicou o número de pessoas beneficiadas pela Estratégia Saúde da Família (ESF) de São Bernardo, que desenvolve ações de Atenção Básica e prevenção nas comunidades. Em 2009, 203 mil pessoas eram cadastradas e recebiam regularmente a visita dos Agentes Comunitários de Saúde. Agora são cerca de 586 mil.
Atualmente, a estratégia está presente em 100% do território da cidade e conta com 125 equipes de Saúde da Família formadas por médico, enfermeiro, auxiliar e técnico de enfermagem, agentes comunitários, dentista e auxiliar e técnico de saúde bucal. “O principal ganho é que passamos a olhar de maneira ampliada para a saúde de cada indivíduo. Não é apenas uma consulta médica, mas também a prevenção, os cuidados com a alimentação, o incentivo à prática de atividades físicas nas próprias UBSs (por meio do programa De Bem com a Vida). E isso se reflete na qualidade de vida de cada família e pode ser observado na melhoria de vários indicadores”, explica a diretora do Departamento de Atenção Básica Isabel Fuentes.
Graças ao trabalho de prevenção, São Bernardo registrou queda na taxa de mortalidade precoce da população com idade entre 30 e 69 anos por doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão, diabetes, câncer e doenças respiratórias. Em 2009, eram 311,15 óbitos para cada 100 mil habitantes. Em 2014, o índice caiu para 278,55, segundo dados preliminares. No mesmo período e para a faixa etária de 30 a 59 anos, também houve diminuição nas taxas de internação em decorrência de AVC (Acidente Vascular Cerebral) de 7,35 para 4,75 internações para cada 10 mil habitantes.
Os agentes comunitários são fundamentais nesse processo e, mais do que aproximar o cidadão e a rede municipal, atuam como educadores de saúde. São eles que identificam as necessidades dos integrantes de cada família e atuam para viabilizar o cuidado, que muitas vezes exige a presença do médico ou do enfermeiro na casa do munícipe. “Isso aproxima ainda mais a equipe que trabalha na UBS da realidade dos pacientes que ela atende. O vínculo é importante para promover o cuidado. É preciso que se estabeleça uma relação de confiança”, explica a diretora do departamento de Atenção Básica.
AGENTES DE SAÚDE
A dona de casa Elenice Nunes da Silva, moradora do bairro Montanhão, não cuidava de sua saúde, até sofrer com um aneurisma, há oito anos. “Foi só assim que descobri que tinha pressão alta”. Desde que passou a ser atendida pela Estratégia de Saúde da Família, Elenice diz que está com a saúde em dia graças à ajuda da agente comunitária Maria Jance Dermival. “Ela faz tudo pela gente, se preocupa, pergunta se estou tomando os remédios. Meu irmão também é hipertenso e começou o tratamento. Só tenho elogios”, comenta. Na UBS, recentemente ela fez os exames preventivos contra o câncer de mama e de colo de útero e faz tratamento de saúde bucal.
Maria Jance é uma das cerca de 900 agentes comunitárias que atuam na cidade e que, no ano passado, realizaram 83.757 visitas domiciliares. “Temos um olhar especial para as doenças crônicas, crianças, gestantes, idosos e pessoas acamadas. Temos que observar o todo, ver se as vacinas estão em dia, orientar sobre a dengue. É gratificante quando vemos o resultado”.
Postado por Eduardo Nascimento em 29/jan/2016 -
Entre 2014 e 2015, os agentes de controle de zoonoses da Prefeitura de São Bernardo mais do que dobraram o número de visitas a domicílios do município na busca por criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya. O resultado é fruto da intensificação das ações de combate à dengue implementadas na cidade.
Conforme levantamento da Secretaria de Saúde, os agentes realizaram 42 mil visitas em 2014, número que saltou para 87 mil em 2015. Dessas, 62 mil foram realizadas entre agosto e dezembro, período em que a Secretaria intensificou o trabalho de combate ao mosquito. Também no ano passado foram eliminados 2.527 focos do mosquito na cidade, contra 1.299 em 2014.
De acordo com a coordenadora de Controle da Dengue de São Bernardo, Ericka Avibar, em 2015 as ações, além de intensificadas, foram antecipadas. “Esses trabalhos são tradicionalmente iniciados em novembro, mas começamos em agosto, durante o inverno, pelos bairros com maior número de casos da doença. Percorremos bairros nas regiões da Vila São Pedro, Parque São Bernardo, Batistini, Ferrazópolis, Rudge Ramos, Chácara Inglesa, Pauliceia e Jordanópolis, por exemplo”.
Além disso, os agentes de controle de zoonoses notaram que a resistência dos moradores em deixá-los entrar nas residências diminuiu. Em fevereiro de 2015, durante ação de nebulização na Chácara Inglesa, foram registradas 80 recusas. Em novembro do mesmo ano, esse número caiu para oito.
A coordenadora ressaltou que é importante que todos os moradores estejam engajados na luta contra o mosquito e que abram as residências para que os agentes façam a busca por possíveis criadouros. “Há uma estimativa do Ministério da Saúde de que 80% dos criadouros estão nos domicílios. Um pequeno descuido é o suficiente para que a água se acumule e o mosquito ponha os ovos”, alertou.
Neste ano, as ações começaram pelo Bairro Taboão, onde, desde o início de janeiro, foram vistoriados 3.579 imóveis, contabilizando 362 recusas (10,11% do total). Em casa, os moradores devem observar as caixas d’água (que devem permanecer cobertas), garrafas (sempre guardadas com o bocal para baixo), pneus e recipientes usados para estocar água para reuso. A população pode usar o Disque-Dengue (0800-195565) para informar sobre possíveis focos do mosquito.
Postado por Eduardo Nascimento em 29/jan/2016 -
O Teste do Pezinho, previsto na lista de exames para triagem neonatal, é um direito do bebê e um dever dos pais para evitar o desenvolvimento de doenças na criança. O teste básico é realizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e detecta até seis doenças. A forma de coleta, novas técnicas e atualizações foram temas de treinamento com profissionais de saúde dias 26 e 27 de janeiro, no anfiteatro do Hospital Municipal Irmã Dulce de Praia Grande.
A capacitação foi realizada pela Associação de Pais e Amigos do Excepcional (APAE), que trouxe o exame para o Brasil em 1976 e deu origem à lei que conferiu o direito a todo recém-nascido brasileiro, por meio do Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN). O treinamento foi ministrado pelo enfermeiro Thiago Santos Rosário, referência no assunto e que atua no laboratório da instituição, em São Paulo.
De acordo com o enfermeiro, o teste básico é o que detecta as doenças de maior incidência, como fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme (e demais hemoglobinopatias), fibrose cística, deficiência de biotinidase e hiperplasia adrenal congênita. Dentre os casos, o hipotireoidismo congênito é o que mais costuma ser diagnosticado. “A doença ocorre quando a tireoide do bebê não produz as quantidades certas de hormônios, podendo comprometer o desenvolvimento e provocar até mesmo dano neurológico permanente na criança”, salientou Rosário.
A partir da descoberta da doença nos primeiros dias de vida, é possível iniciar o tratamento e orientar os pais sobre os cuidados para que a criança leve vida normal até a fase adulta.
O Teste do Pezinho é feito a partir da coleta de gotas de sangue do calcanhar do bebê na primeira semana de vida. As amostras são enviadas para laboratórios credenciados pelo Ministério da Saúde. Por ser o calcanhar uma região com muitos vasos sanguíneos, a coleta do sangue é feita rapidamente com uma única picada.
Em 2015 foram realizados 2.948 exames na Maternidade do Hospital Municipal Irmã Dulce – quase 10% a mais do que em 2014, quando ocorreram 2.684 nascimentos na unidade.
AÇÕES PREVENTIVAS
Além do Teste do Pezinho, o hospital realiza o Teste da Orelhinha, que é eficaz na detecção precoce de deficiência auditiva. Simples, rápido e indolor, todo recém-nascido passa pelo exame antes da alta médica. Quando não é possível, as mães saem da Maternidade com retorno agendado.
Já o Teste do Olhinho é outro importante exame, que dura apenas dois minutos e é igualmente gratuito, rápido e indolor. Também chamado Teste do Reflexo Vermelho, permite a detecção precoce de problemas de visão e o início do tratamento em tempo de evitar cegueira e sequelas. Além de todos os recém-nascidos de Praia Grande, o Hospital Municipal Irmã Dulce realiza o teste em bebês nascidos em outros hospitais da região, que não oferecem o serviço.
Postado por Eduardo Nascimento em 29/jan/2016 -
O primeiro mutirão da saúde de 2016 do Programa Fila Zero da Prefeitura de São Caetano atendeu 3 mil moradores em 16 de janeiro. Realizada no Hospital São Caetano, a 8ª edição da ação contou com participação de 35 médicos em 20 especialidades, com atendimentos espontâneos – sem necessidade de marcar consulta – e agendados, entre outros serviços. Somados todos os mutirões mensais realizados já são mais de 18 mil pacientes beneficiados.
“A população aceitou. Tem prestigiado. Tem reconhecido. Várias pessoas passaram e agradeceram a Administração. Coisa que era para fazer em meses, o cidadão consegue resolver na hora. Essa agilidade no atendimento realmente dá esse diferencial de qualidade do setor de Saúde de São Caetano, um modelo a ser seguido no Brasil”, observou o prefeito Paulo Pinheiro.
O secretário municipal de Saúde, Jesus Adalberto Gutierrez, agradeceu aos funcionários e colaboradores que trabalharam e deram o melhor de si, proporcionando um mutirão organizado. “Todos prestimosos e gentis, criando ambiente acolhedor e de cordialidade para nossos pacientes, que vieram e passaram por consultas médicas, prestigiando nosso trabalho e enaltecendo a iniciativa. Muito obrigado aos atendentes, enfermeiros, técnicos e médicos. Enfim, a todos que participaram e fizeram com que atingíssemos elevado grau de organização e satisfação dos munícipes”, ressaltou.
Segundo o coordenador médico da pasta, Roberto Rodrigues Júnior, responsável pela organização do Fila Zero, o formato dos mutirões é totalmente inovador e pioneiro. “Estamos na contramão do péssimo estado em que anda a Saúde em nível nacional. Autoridades de outros municípios vêm conhecer nosso projeto. Hoje, São Caetano é vitrine para o país. Trabalho sério feito por uma equipe que sabe a necessidade da nossa população”.
José Felix dos Santos Filho e Silvia Toselli, do Bairro Olímpico, passaram pela Ortopedia e elogiaram o atendimento. “Não encontramos nenhuma dificuldade. Tudo excelente, com pessoas prestativas desde a consulta ao tratamento, onde sempre encontramos todos os medicamentos”, concluiu o casal.
A novidade da 8ª edição foi o teste rápido gratuito de HIV por meio do fluído oral (saliva). O exame forneceu o resultado em até sete minutos, com acolhimento e aconselhamento de 31 moradores por profissionais do Centro de Prevenção e Assistência às Doenças Infecciosas (Cepadi), que também distribuíram preservativos masculinos e femininos e materiais educativos.
Leopoldo Augusto Bueno, do Bairro Santa Maria, participou do teste apenas por rotina. “Já fiz esse exame quatro vezes. As pessoas têm que perder o medo ou vergonha. Saúde é coisa séria”, disse. A coordenadora do Cepadi, Lucy Vasconcelos, concorda. “Temos equipe multidisciplinar, que é referência. Infelizmente muitos ainda são fechados quando o assunto é AIDS. Isso só será quebrado com a intensificação de trabalhos de prevenção como esse”.
Os atendimentos espontâneos foram nas especialidades de Clínica Médica, Fisioterapia, Gastroenterologia, Geriatria, Ginecologia e Obstetrícia, Infectologia, Odontologia, Ortopedia, Otorrinolaringologia, Pequenas Cirurgias/Procedimentos, Psicologia, Urologia e Vascular. Já os agendados pela Central de Agendamento e Regulação abrangeram Cardiologia, Cardiologia Pré-operatório, Dermatologia, Endocrinologia, Geriatria, Neurologia, Otorrinolaringologia, Reumatologia, Psicologia e Psiquiatria.
O esquema de transporte esteve disponível, inclusive para pessoas com deficiência. Além dos médicos, a ação contou com apoio de especialistas, auxiliares e técnicos de enfermagem. Foram oferecidas aferições de pressão arterial e glicemia, ultrassons morfológicos e ambulâncias para deslocamento de pacientes. A Ouvidoria da Saúde atendeu reclamações, críticas e sugestões dos moradores, enquanto a Unidade Móvel de Odontologia do Saúde em Movimento, vertente do Fila Zero, recebeu mais 36 munícipes.
Postado por Eduardo Nascimento em 28/jan/2016 -
Fundação do ABC e Prefeitura de Santo André organizaram na noite de 26 de janeiro, no Teatro Municipal de Santo André, sessão solene para posse da nova presidente da FUABC, Maria Aparecida Batistel Damaia, e do vice-presidente, Mauricio Mindrisz.
Eleita em votação unânime do Conselho de Curadores da Fundação do ABC, a gestora pública Cida Damaia – como prefere ser chamada – é a nova comandante da FUABC para o mandato 2016-2017. Dentro da gestão tripartite da instituição, as prefeituras de Santo André, São Bernardo e São Caetano se revezam na administração a cada dois anos. Indicada pelo prefeito andreense Carlos Grana, a nova presidente conta com o apoio e confiança dos curadores da FUABC, que aceitaram sua indicação por unanimidade.
Assistente social, sanitarista – trabalha em saúde pública há 38 anos – e funcionária de carreira na Prefeitura de Santo André, Damaia substitui Marco Antonio Santos Silva – presidente indicado por São Caetano para o biênio 2014-2015. Já o engenheiro Mauricio Mindrisz foi reeleito vice-presidente e permanece na função pelos próximos dois anos.
ESPECIALISTA EM SAÚDE
A trajetória de Cida Damaia na FUABC teve início em março de 2015, quando assumiu a Secretaria Geral da entidade. Maria Aparecida Batistel Damaia é assistente social de formação, sanitarista, especialista em gestão pública, gestão de serviços de saúde e epidemiologia. Atua em serviços públicos de saúde há 38 anos, desenvolvendo atividades nas cidades de São Caetano, São Bernardo, Santo André e São Paulo. Entre outras ações, participou do Movimento de Saúde da Zona Leste, sendo funcionária do SUDS (Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde), de 1988 a 1996, vinculado ao Governo do Estado de São Paulo – na época, atuou na região de Sapopemba. É funcionária de carreira há 23 anos na Secretaria de Saúde de Santo André, onde exercia o cargo de secretária adjunta da Pasta.

Prefeito Carlos Grana, responsável pela indicação andreense da nova presidente da FUABC

Marco Antonio Santos Silva na passagem de cargo à Cida Damaia

Fernando Luiz Affonso Fonseca, Nobuo Matsunaga e Adilson Casemiro Pires

Marco Antonio Santos Silva e o prefeito de São Caetano, Paulo Pinheiro

Cida Damaia e familiares durante solenidade de posse da Fundação do ABC

O vice-presidente Mauricio Mindrisz, Gilberto Palma e Marco Antonio Espósito

Geraldo Reple Sobrinho, Mauricio Mindrisz, Desiré Carlos Callegari e Adilson Casemiro Pires
Postado por Eduardo Nascimento em 22/jan/2016 -
Fundação do ABC e Prefeitura de Santo André organizam na próxima terça-feira (26 de janeiro) sessão solene para posse da nova presidente da FUABC, Maria Aparecida Batistel Damaia, e do vice-presidente, Mauricio Mindrisz. O evento terá lugar no Teatro Municipal de Santo André (Praça IV Centenário, S/N – Centro), a partir das 19h.
Eleita em votação unânime do Conselho de Curadores da Fundação do ABC, a gestora pública Cida Damaia – como prefere ser chamada – será a nova comandante da FUABC para o mandato 2016-2017. Dentro da gestão tripartite da instituição, as prefeituras de Santo André, São Bernardo e São Caetano se revezam na administração a cada dois anos. Indicada pelo prefeito andreense Carlos Grana, a futura presidente conta com o apoio e confiança dos curadores da FUABC para manter a instituição em rota de crescimento.
“Fiquei extremamente contente com a aceitação de minha indicação por unanimidade no Conselho. A experiência de aproximadamente um ano na Fundação do ABC tem sido muito rica e tenho certeza de que iremos aprofundar a relação com os municípios e seus representantes ao longo desses dois anos. Agradeço a confiança e sinto-me preparada para comandar a FUABC. Temos hoje uma equipe de trabalho coesa, bons diretores e acredito que conseguiremos dar sequência ao trabalho, aprimorando o que já está em andamento e buscando novas parcerias estratégicas”, garante Cida Damaia.
Assistente social, sanitarista – trabalha em saúde pública há 38 anos – e funcionária de carreira na Prefeitura de Santo André, Damaia substitui Marco Antonio Santos Silva – presidente indicado por São Caetano para o biênio 2014-2015. Já o engenheiro Mauricio Mindrisz foi reeleito vice-presidente e permanecerá na função pelos próximos dois anos. “Trabalhar com saúde pública muda muito nossa visão de mundo. É muito gratificante poder continuar na vice-presidência”, afirma Mauricio Mindrisz, que já foi presidente da FUABC na gestão 2012-2013. Para o gestor, são muitos os desafios para os próximos anos. “Temos muito a avançar nessa nova gestão, desde a relação com Faculdade de Medicina do ABC, até a gestão compartilhada dos equipamentos de saúde municipais e estaduais. Certamente não dá para imaginar a saúde na região do ABC sem a FUABC. Nosso papel é buscar o aprimoramento constante, a fim de oferecer sempre atendimento de qualidade e humanizado à população”, completa Mindrisz.
Na reunião do Conselho de Curadores que elegeu a nova Presidência da FUABC, em 17 de dezembro, o então presidente Marco Antonio Santos Silva agradeceu o apoio recebido. “Eu não atuava na área da saúde antes de vir para a FUABC. Aprendi e me fortaleci muito. Nesses dois anos, realizamos amplo levantamento de tudo que o Conselho de Curadores já havia deliberado e que ainda estava em fase de implantação. Aceleramos o passo e conseguimos efetivar o novo Regimento de Compras, atualizamos o regimento da mantenedora e normatizamos o funcionamento de centros de estudos e institutos, entre muitas outras ações. Vale ressaltar que tivemos total apoio dos três prefeitos do ABC e todas as mudanças e decisões tomadas contaram com aval dos mesmos”, reforçou Marco Antonio Santos Silva, ao agradecer aos funcionários e ao corpo de diretores da FUABC, que “sempre nos apoiaram nas decisões e muito colaboraram para colocá-las em prática”.
ESPECIALISTA EM SAÚDE
A trajetória de Cida Damaia na FUABC teve início em março de 2015, quando assumiu a Secretaria Geral da entidade. Maria Aparecida Batistel Damaia é assistente social de formação, sanitarista, especialista em gestão pública, gestão de serviços de saúde e epidemiologia. Atua em serviços públicos de saúde há 38 anos, desenvolvendo atividades nas cidades de São Caetano, São Bernardo, Santo André e São Paulo. Entre outras ações, participou do Movimento de Saúde da Zona Leste, sendo funcionária do SUDS (Sistema Unificado e Descentralizado de Saúde), de 1988 a 1996, vinculado ao Governo do Estado de São Paulo – na época, atuou na região de Sapopemba. É funcionária de carreira há 23 anos na Secretaria de Saúde de Santo André, onde exerce o cargo de secretária adjunta da Pasta.
QUASE 50 ANOS DEDICADOS À SAÚDE
Com perfil filantrópico e dedicada integralmente ao ensino, pesquisa e à assistência à saúde, a Fundação do ABC disponibiliza praticamente 100% da capacidade instalada a serviço do SUS (Sistema Único de Saúde). Presta atendimento à população a partir de parcerias com o Governo do Estado de São Paulo e prefeituras, respondendo pela gestão de diversas unidades nos municípios de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Mauá, Rio Grande da Serra, Franco da Rocha, Caieiras, Guarulhos, Francisco Morato, Osasco, São Paulo – Região de São Mateus e Mogi das Cruzes, além de Praia Grande, Santos e Guarujá.
Caracterizada como pessoa jurídica de direito privado, qualificada como Organização Social de Saúde e entidade filantrópica de assistência social, saúde e educação, a Fundação do ABC foi criada em 1967 com intuito de viabilizar uma faculdade de medicina no Grande ABC. Foi instituída como fundação sem fins lucrativos pelos 3 municípios que encabeçam o ABC Paulista (Santo André, São Bernardo e São Caetano). É declarada instituição de Utilidade Pública nos âmbitos federal e estadual e na cidade-sede de Santo André através do registro CMC nº 132.124-1 (PMSA). Em 2007 foi reconhecida como Entidade Benemérita também pelas Câmaras de Vereadores de São Bernardo do Campo e São Caetano do Sul.
Ao longo dos anos, a FUABC passou a ser encarada como parceira estratégica das prefeituras do Grande ABC – e mais recentemente de outros municípios e do Governo do Estado – no que diz respeito à gestão e assistência em saúde. Com o braço de ensino da Faculdade de Medicina do ABC, hoje a Fundação do ABC está à frente de 18 hospitais e 3 AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), além da Central de Convênios, que administra mais 40 planos de trabalho específicos. Ao todo são cerca de 22 mil funcionários diretos.
Postado por Eduardo Nascimento em 22/jan/2016 -
O Hospital Municipal Irmã Dulce segue registrando grande movimento, especialmente para cirurgias, internações, partos e exames. Dados do Serviço de Arquivo Médico e Estatísticas (SAME) da unidade apontam 9.940 internações ano passado, sendo a maioria nas especialidades de Obstetrícia e Ortopedia. As mesmas áreas se destacaram entre as 4.722 cirurgias realizadas em 2015. Já o Pronto-Socorro Central e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) contabilizaram juntos 409.215 atendimentos e pelo menos 190 mil exames.
Apontado como uma das principais referências de serviços de saúde para a população da Baixada Santista, em 2014, o Complexo de Saúde Irmã Dulce foi responsável por quase 50% da demanda da região para os serviços regulados pela Central de Vagas do Estado. Em 2015, o recente levantamento aponta que quadro praticamente acompanhou a mesma tendência do ano anterior.
A ocupação de leitos hospitalares para gestantes em 2015 foi responsável por quase 30% das internações, seguida pelos casos de traumatismos e fraturas, que consumiram em torno de 15% dos leitos. Das 9.940 internações, 2.785 foram para a especialidade de Obstetrícia e 1.464 para atendimentos de Ortopedia e Traumatologia. A crescente demanda de partos ocorre em virtude do fechamento de maternidades no Litoral Sul.
As cirurgias emergenciais e eletivas também registraram números expressivos. Dos 4.722 procedimentos cirúrgicos realizados em 2015 no hospital municipal, 1.559 foram eletivos. Foram 3.163 cirurgias emergenciais, o que representou quase 67% do total. Os atendimentos incluem pacientes de Praia Grande e de outros municípios da região.
O Hospital Municipal Irmã Dulce conta atualmente com 219 leitos, sendo 84 regulados pelo Estado e 135 de responsabilidade do município. Além do hospital, a Fundação do ABC gerencia o Pronto-Socorro Central e a UPA Dr. Charles Antunes Bechara, do bairro Samambaia. O hospital também conta com o Ambulatório de Especialidades Cirúrgicas. As três unidades geraram a expedição de aproximadamente 190 mil exames diversos.
A UPA realizou 174.347 atendimentos durante 2015 nas especialidades de Clínica Médica, Pediatria e Bucomaxilo. O PS Central registrou 234.868 atendimentos nas especialidades de Clínica Médica, Cirurgia Geral, Gineco/Obstetrícia, Ortopedia/Trauma e Bucomaxilo.
O Ambulatório de Especialidades Cirúrgicas fechou o ano com 16.030 atendimentos. Na Maternidade do Irmã Dulce ocorreram 2.948 partos – 65% partos normais.