‘Clínicos da Risada’ animam ambiente terapêutico em Praia Grande

Postado por Eduardo Nascimento em 01/jul/2016 -

Todos os sábados, uma equipe de “doutores” marca plantão no setor pediátrico e demais alas do Hospital Municipal Irmã Dulce para levar alegria a pacientes com doses generosas de risos e brincadeiras. Trajando jalecos coloridos e com rostos de palhaços, os Clínicos da Risada promovem verdadeira mudança na rotina hospitalar matinal, com a ação de voluntários animando adultos e crianças. O trabalho é realizado há menos de um ano e já coleciona lindas histórias.

Com jalecos coloridos e rostos de palhaços, voluntários provocam alegria entre adultos e crianças

Com jalecos coloridos e rostos de palhaços, voluntários provocam alegria entre adultos e crianças

De acordo com Leandro Cardozo, o “Dr. Risadinha”, as brincadeiras são diversificadas e obedecem ao clima encontrado pela equipe no momento da visita. Dependendo do momento, itens como pandeiros e outros acessórios são empregados para provocar reações no público. “De acordo com a receptividade, adaptamos as ações. A atuação dos palhaços visa levar para a difícil realidade da internação hospitalar tantos sorrisos quantos forem necessários para que a dificuldade vivenciada se torne mais alegre”, destacou.

Conforme o voluntário, apesar de o foco principal ser a criança, uma das histórias que marcaram a atividade foi protagonizada por uma idosa, que no momento da visita revelou estar muito deprimida. “Perguntamos o que mais na vida a fez sorrir e se sentir bem. Ela lembrou que gostava de cantar na igreja e que isso a fazia se sentir feliz. Então a estimulamos a cantar e ela surpreendeu a todos, inclusive os funcionários do hospital, cantando lindamente e isso emocionou todos nós. Foi uma das melhores experiências que tivemos”, contou.

Ainda segundo “Dr. Risadinha”, o projeto Clínicos da Risada está em transição para uma Organização Não Governamental (ONG), sem fins lucrativos. As visitas são realizadas aos sábados, das 8h30 ao meio dia, e priorizam as unidades de internação infantil e UTI pediátrica, mas contemplam também o andar de pré e pós-cirúrgico e a clínica médica.

Hospital Municipal Central de Osasco realiza Semana de Enfermagem

Postado por Eduardo Nascimento em 01/jul/2016 -

O Hospital Municipal Central de Osasco (HMCO) organizou entre os dias 17 e 19 de maio a “Semana de Enfermagem”. Com programação realizada tanto no período diurno quanto no noturno, a iniciativa buscou atingir a maioria dos colaboradores da área, com palestras e atividades que visaram à integração e motivação das equipes.

Equipe do HMCO durante Semana de Enfermagem

Equipe do HMCO durante Semana de Enfermagem

Entre as ações realizadas constaram a palestra “Como se manter motivado no trabalho”, dinâmica sobre “Trabalho em equipe”, sessões de massagem e hidratação facial, além de sorteio de brindes.

FLORENCE NIGHTINGALE E ANA NÉRI

A Semana da Enfermagem é celebrada oficialmente no Brasil no intervalo entre 12 e 20 de maio, que representa as datas de nascimento da “mãe” da enfermagem, Florence Nightingale, e de morte da brasileira Ana Néri, considerada o símbolo da enfermagem nacional pelos serviços prestados aos feridos na Guerra do Paraguai. A comemoração foi instituída por Juscelino Kubitschek em 1960, através do Decreto nº 48.202. É celebrada em todo o país pelos profissionais de enfermagem em instituições de saúde, educação e em organizações de classe. O dia 12 de maio é mundialmente conhecido como o dia da enfermeira.

Fundação do ABC dá início a projeto de ‘Roda de Conversas’

Postado por Eduardo Nascimento em 24/jun/2016 -

A Fundação do ABC acaba de dar início ao projeto de “Roda de Conversas”. Trata-se de iniciativa que visa proporcionar encontros entre funcionários das unidades gerenciadas e a Presidência e Diretoria da FUABC, a fim de promover comunicação dinâmica e produtiva, em busca da maior aproximação da mantenedora com a vivência prática dos colaboradores.

Hospital Central de Osasco está entre as unidades beneficiadas

Hospital Central de Osasco está entre as unidades beneficiadas

“Ao longo de seis meses à frente da Fundação do ABC, consegui visitar muitas das unidades gerenciadas e pude conhecer melhor nossos diretores, colaboradores e a realidade em que estão inseridos os serviços da FUABC. Esse trabalho de campo tem sido bastante gratificante, pois permite a aproximação da Presidência com as unidades e, principalmente, com os funcionários”, afirma a presidente da FUABC, Dra. Maria Aparecida Batistel Damaia, que completa: “Estabelecer esse contato direto é uma meta que temos buscado, pois é a maneira mais prática de identificar necessidades e de propor soluções, que permitam melhorar a assistência e a performance, assim como a gestão financeira e dos contratos”.

O projeto de “Roda de Conversas” foi criado justamente nesse sentido. A ideia é encurtar a distância entre as unidades mantidas e a Presidência da FUABC, aproximando todos os funcionários da gestão da mantenedora e, a partir dessa relação direta, identificar demandas, implantar programas e soluções que melhorem o ambiente de trabalho e o desempenho.

Com cronograma mensal de visitas, o projeto utiliza a roda de conversas como prática metodológica de aproximação entre os sujeitos no cotidiano, na situação real de trabalho. Os funcionários que participam são definidos nas próprias unidades, mesclando diversos setores e departamentos, a fim de que haja ampla visão e significativa representatividade dos colaboradores das mantidas.

Cada roda de conversas tem duração média de uma hora, conduzida pela Presidência e Diretoria da FUABC. Durante os trabalhos, os funcionários têm a possibilidade de se apresentar, falar da experiência e do dia a dia, assim como dos problemas ou sucessos cotidianos. Podem fazer perguntas, tirar dúvidas e dar sugestões de melhorias para aperfeiçoar a gestão das unidades.

“Queremos, de fato, ouvir nossos colaboradores e entender demandas específicas, conhecer as sugestões e implantar as soluções. Por isso iniciamos as rodas de conversas. É um espaço dedicado a discutir a Fundação do ABC com quem move a Fundação do ABC e sabe, melhor do que ninguém, o que é bom e deve ser estimulado e o que precisa ser aperfeiçoado”, garante Cida Damaia.

COLABORADORES APROVAM INICIATIVA

A primeira experiência na “Roda de Conversas” ocorreu em 8 de junho, com colaboradores do Hospital Estadual de Francisco Morato (HEFM). Dia 10 foi a vez do Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário (CHSP), enquanto no dia 14 o projeto chegou ao Hospital Municipal Central de Osasco (HMCO).

FRANCISCO MORATO

“Trabalho no Hospital Estadual de Francisco Morato há 11 anos e já tivemos à frente da administração a Organização Social (OS) OSEC, a Santa Casa de São Paulo e, agora, a Fundação do ABC. Nós nunca conversamos diretamente com o presidente ou com a Diretoria da OS. Pela primeira vez tivemos essa oportunidade e foi uma experiência muito válida. A presidente nos deixou bem à vontade para que pudéssemos falar o que realmente pensamos. Ela é uma pessoa muito humilde. Não precisava ter vindo até o hospital, mas fez questão de conhecer pessoalmente a unidade e os funcionários. Todos que participaram da roda de conversas gostaram muito” – Cristiane Aparecida Costa de Oliveira, colaboradora do setor de Compras do HEFM.

‘Roda de Conversas’ no Hospital Estadual de Francisco Morato

‘Roda de Conversas’ no Hospital Estadual de Francisco Morato

 

PENITENCIÁRIO

Há quase 6 anos na Fundação do ABC, Priscila Santorsula Olivatto trabalhou no Hospital e Pronto-Socorro de Bertioga e agora atua no Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário. Para a colaboradora, o projeto da Fundação do ABC é muito bem-vindo. “Achei a iniciativa bastante interessante. Em todos esses anos que trabalho na FUABC, nunca tive esse contato próximo, direto, com a mantenedora. É muito legal ver a disponibilidade da presidente de abrir espaço na agenda e vir até a unidade para conversar e ouvir os funcionários. Essa atitude quebra o gelo e faz com que nos sintamos mais seguros, pois ela mostra interesse em conhecer os bastidores do trabalho, principalmente em uma unidade como o Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, cujo perfil é bastante diferenciado” – Priscila Santorsula Olivatto, colaboradora do setor de Regulação do CHSP.

 

MUNICIPAL DE OSASCO

“O encontro superou as expectativas. A presidente é bastante receptiva e passou uma imagem muito boa. Ela procurou conhecer cada colaborador, o setor que atua, os fluxos e a rotina de trabalho. O feedback que recebi dos funcionários que participaram da roda de conversas foi muito positivo. Todos sentiram-se prestigiados com a vinda da presidente, até mesmo levando em consideração a distância entre a sede da FUABC e o Hospital Central de Osasco. Além disso, ela conversou bastante e deixou todos bem à vontade” – André Xavier Simões, gerente de Recursos Humanos do HMCO.

Pianista voluntária descontrai sala de espera da OftalmoABC

Postado por Eduardo Nascimento em 24/jun/2016 -

Pacientes e acompanhantes que frequentam o Instituto de Olhos da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) passaram a contar com atmosfera mais calma e harmônica na sala de espera. Desde maio, a pianista voluntária Cristiane Fusca Guiguer Galluzzi doa parte de seu tempo para descontrair o ambiente de usuários que aguardam por consultas, procedimentos ou cirurgias oculares.

Dr. Vagner Loduca Lima e a pianista voluntária Cristiane Fusca Guiguer Galluzzi

Dr. Vagner Loduca Lima e a pianista voluntária Cristiane Fusca Guiguer Galluzzi

O repertório eclético chama a atenção do público, atraído por canções conhecidas da MPB, bossa nova e samba, além de clássicos internacionais. “Semana passada eu estava aqui com minha mãe, que já perguntava que horas começaria a sessão musical”, contou Afonso Gonçalves, que acompanha a mãe Francisca no tratamento contra descolamento de retina. “É um trabalho muito bom e acalma a gente. Hoje até filmei a pianista quando ela tocou a música do filme Titanic, que acho muito legal”, revelou Afonso.

“DE OLHO NA MÚSICA”

Batizado “De olho na música”, o projeto da disciplina de Oftalmologia da FMABC busca humanizar o ambiente terapêutico por meio da arte. “Há anos dispomos de um piano na sala de espera, pois é um espaço versátil, que também usamos como anfiteatro para congressos, eventos e atividades científicas. Em 2007, quando o Instituto de Olhos foi reinaugurado, esse mesmo piano foi usado para execução do Hino Nacional, pelas mãos do maestro e lendário pianista João Carlos Martins”, recorda o chefe do Serviço de Oftalmologia da FMABC e professor da disciplina, Dr. Vagner Loduca Lima, que estava incomodado com a falta de uso do piano. “A música traz paz, acalma o ambiente e serve de entretenimento para as pessoas. Queria encontrar alguém para tocar. Então procurei as voluntárias que atuam na Oncologia Infantil da faculdade e perguntei se podiam ajudar. Foi aí que o projeto deslanchou”.

A pianista Cristiane Fusca Guiguer Galluzzi é prima de uma das voluntárias da Oncopediatria. Foi assim que ficou sabendo do piano da Oftalmologia e procurou Dr. Vagner Loduca Lima para “afinarem” o projeto. “Dedicar esse tempo aos pacientes está sendo muito bom. É uma sensação ótima, pois adoro música e era uma pena ver um piano tão bom sem ser usado”, considera Cristiane Galluzzi, que não atua profissionalmente na área, apesar da formação em piano clássico em conservatório de música. “Sou dentista e me formei em piano na adolescência. Fiquei cerca de 20 anos sem tocar, mas há uns 15 anos retomei a prática como hobby. Tenho tocado bastante em casa e nas reuniões de família, mais na linha da música popular. A Oftalmologia é o primeiro local que me apresento para um público externo. Tirando a timidez, tenho gostado bastante. As pessoas elogiam, agradecem e isso é muito bom”, revela Galluzzi.

As apresentações de piano ocorrem às quartas-feiras, das 11h30 às 12h30, e são apenas o início do projeto “De olho na música”. A ideia é que outros artistas interessados em doar seu tempo para causas sociais contribuam com a iniciativa e participem desse trabalho de humanização do ambiente terapêutico.

Arrecadação de roupas renova estoque na UPA Samambaia

Postado por Eduardo Nascimento em 24/jun/2016 -

 

Com o frio intenso, a Unidade de Pronto Atendimento Dr. Charles Antunes Bechara – a UPA Samambaia – renovou seu estoque de roupas a serem doadas a pacientes em vulnerabilidade social. A IV Campanha do Agasalho – “Inverno Aquecido”, iniciada dia 11 de maio, arrecadou peças femininas e masculinas, infantis e para adultos. A mobilização já foi encerrada e envolveu funcionários, pacientes e atingiu também a comunidade local.

Campanha iniciada em maio coletou peças que vão beneficiar moradores de rua atendidos na unidade

Campanha iniciada em maio coletou peças que vão beneficiar moradores de rua atendidos na unidade

De acordo com o coordenador da UPA Samambaia, Carlos Eduardo Lobo, ao todo foram coletadas 127 peças, sendo 41 doadas ao Hospital Municipal Irmã Dulce e 37 entregues à Secretaria de Promoção Social (Sepros), da Prefeitura de Praia Grande. “Temos a quantidade necessária para socorrer pacientes que muitas vezes chegam à unidade sem roupas adequadas para suportar as baixas temperaturas. Somos gratos a quem se juntou a nós nessa ação”, disse.

Segundo a assistente social da UPA, Paula Gallotti Baezza, em geral, moradores de rua são os que mais acabam sendo atendidos com as doações. “Quando um morador de rua chega à unidade, por exemplo, a equipe de enfermagem aciona o serviço social, que imediatamente providencia uma peça para que o paciente, ao receber alta, esteja devidamente protegido”, salientou.

MELHORIAS

A Unidade de Pronto Atendimento Dr. Charles Antunes Bechara está passando por melhorias que beneficiam tanto o público externo como equipes médicas, de enfermagem e dos setores administrativos. Na recepção, o balcão ganhou envidraçamento, que contribui com a organização do atendimento e, internamente, está havendo a troca do mobiliário.

De acordo com o coordenador da unidade, Carlos Eduardo Lobo, os investimentos valorizam a qualidade do atendimento. “Na recepção, temos uma melhor organização, com guichês separados para direcionar melhor as chamadas por senhas. É uma forma também de resguardar o trabalho desempenhado pelos atendentes, preservando o serviço burocrático”, disse.

Móveis planejados para serviços específicos já estão melhorando o trabalho das equipes na organização, guarda e proteção de materiais em dependências como salas de triagem para classificações de risco e de atendimento social, consultórios, salas de exames, de hidratação, de curativos, coletas e suturas, de raio-x e eletrocardiograma, de inalação e de imobilização para fraturas, de urgência e de observação, entre outros ambientes.

‘Dia Mundial do Meio Ambiente’ é celebrado no campus universitário

Postado por Eduardo Nascimento em 24/jun/2016 -

Em comemoração pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, o curso de Gestão em Saúde Ambiental da Faculdade de Medicina do ABC organizou em 8 de junho evento batizado “Reflexões sobre o Meio Ambiente”. A abertura dos trabalhos às 19h esteve sob responsabilidade do médico e gestor em saúde, Dr. Murilo Dib, que abordou o tema “A importância da sustentabilidade”.

Evento “Reflexões sobre o Meio Ambiente” marcou comemorações na FMABC

Evento “Reflexões sobre o Meio Ambiente” marcou comemorações na FMABC

Realizada no Anfiteatro David Uip, a atividade teve sequência com estudo de casos apresentado pela professora Eriane Justo e pela gestora em Saúde Ambiental, Cleonice Almeida. Os gestores em Saúde Ambiental, Danilo Correa e Lucinéia Ferreira, também estiveram à frente de palestras, assim como o professor Rodrigo Romão, que explanou sobre “Vigilância em Saúde e Meio Ambiente”.

Sob mediação da professora Eriane Justo, o encerramento dos trabalhos foi marcado por mesa redonda sobre “Meio ambiente: a prática e a técnica”, que reuniu os convidados em debate e abriu a discussão para participação do público.

FUNDAÇÃO DO ABC

O Dia Mundial do Meio Ambiente também não passou em branco na Fundação do ABC. O Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade preparou material informativo sobre reciclagem, a fim de conscientizar os funcionários da sede administrativa da FUABC e da Central de Convênios sobre a importância da separação dos resíduos – ação que permite poupar recursos naturais.

Envio de e-mail a todos os colaboradores e confecção de cartazes integraram a campanha. No material produzido, foram detalhados os tipos de materiais recicláveis e o tempo que demora para serem decompostos quando descartados na natureza. A decomposição de uma lata de alumínio ou de uma caixa longa-vida, por exemplo, leva mais de 100 anos, enquanto uma garrafa de vidro pode chegar a 4.000 anos.

Plantio de orquídeas nos dois jardins de inverno da sede da Fundação do ABC

Plantio de orquídeas nos dois jardins de inverno da sede da Fundação do ABC

Em contrapartida, uma tonelada de papel reciclado evita o corte de 15 a 20 árvores, economiza 50% de energia elétrica e 10 mil m3 de água.

Outra ação iniciada na FUABC no mês do meio ambiente envolveu o plantio de orquídeas nos dois jardins de inverno da sede administrativa. Hoje já são mais de 15 exemplares.

CELEBRAÇÃO GLOBAL

A ONU (Organização das Nações Unidas) decretou em 1972 o 5 de junho como Dia Mundial do Meio Ambiente para mobilizar populações e países em torno de ações de conscientização em favor de um mundo sustentável. Os principais objetivos da comemoração são mostrar o lado humano das questões ambientais, capacitar pessoas a se tornarem agentes ativos do desenvolvimento sustentável, promover a compreensão de que é fundamental que comunidade e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos ambientais e incentivar parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e próspero.

Professores da FMABC apresentam trabalhos em congresso mundial de Cardiologia no México

Postado por Eduardo Nascimento em 17/jun/2016 -

Três docentes da disciplina de Cardiologia da Faculdade de Medicina do ABC acabam de retornar do México, onde representaram a instituição de ensino e apresentaram quatro trabalhos científicos. O professor titular Dr. Antonio Carlos Palandri Chagas e os colaboradores Dr. Paulo Magno Martins Dourado e Dr. Luciano Pessoa estiveram neste junho na Cidade do México, no Congresso Mundial de Cardiologia e Saúde Cardiovascular organizado pela World Heart Federation (Federação Mundial do Coração).

No Congresso Mundial de Cardiologia na Cidade do México, Dr. Paulo Magno Martins Dourado, Dr. Antonio Carlos Palandri Chagas e Dr. Luciano Pessoa

No Congresso Mundial de Cardiologia na Cidade do México, Dr. Paulo Magno Martins Dourado, Dr. Antonio Carlos Palandri Chagas e Dr. Luciano Pessoa

O evento global reuniu especialistas em doenças cardiovasculares e profissionais de outras áreas da saúde com objetivo de compartilhar conhecimentos e construir soluções inovadoras. Foram 120 sessões sobre saúde cardiovascular e prática cardiológica destinadas a todos os profissionais de saúde e de saúde pública, que incluíram temas como síndromes coronárias agudas, distúrbios do ritmo cardíaco, insuficiência cardíaca, doença cardíaca congênita e fatores de risco nos jovens. “Os trabalhos que apresentamos no México foram desenvolvidos em cooperação com alunos de graduação da FMABC, orientados pelos docentes da disciplina. Foi uma grande oportunidade para mostrar ao mundo nossa produção científica, que conta com efetiva participação discente”, afirma o titular de Cardiologia, Dr. Antonio Carlos Chagas.

Durante o congresso mundial também houve o lançamento de um livro comemorativo, redigido a partir da colaboração de expoentes da Cardiologia de diversas partes do mundo. A única contribuição sul-americana foi da FMABC, com capítulo assinado pelos doutores Antonio Carlos Palandri Chagas e Paulo Magno Martins Dourado sobre “Doença Cardiovascular na Mulher”.

CHICAGO E PORTUGAL

No mês de abril, Dr. Chagas já havia levado o nome da FMABC a outros dois importantes eventos internacionais: a 65ª Annual Scientific Session, do American College of Cardiology (Chicago, Estados Unidos), e o Congresso da Federação das Sociedades de Cardiologia de Língua Portuguesa (Vilamoura, Portugal).

Nos Estados Unidos, o titular da Medicina ABC coordenou sessão sobre “Sistemas de saúde no mundo emergente – lições aprendidas e os desafios futuros”. Já em Portugal, Dr. Chagas comandou a sessão científica “A aldeia global e os seus desafios para o cardiologista”, além proferir a palestra “A epidemia da obesidade: a batalha está perdida” – pela qual apresentou dados atuais de obesidade e sobrepeso na população brasileira, que já a coloca entre as cinco maiores do mundo, assim como as medidas para correção deste importante fator de risco para as doenças cardiovasculares. Entre os exemplos, destacou ações do Projeto Coração de Estudante, coordenado pela médica da disciplina de Cardiologia, Dra. Carla Lantieri, com colaborações da disciplina de Hebiatria e da Prefeitura de São Caetano do Sul.

HOMENAGEM DA SOCESP

A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) promoveu entre os dias 26 a 28 de maio o 37º Congresso de Cardiologia, realizado no Transamerica Expo Center, em São Paulo. Com o tema central “A Cardiologia Atual e Futura”, o evento contou com muitas novidades e inovações, além de homenagear a Liga Acadêmica de Prevenção às Doenças Cardiovasculares (LAPDCV) da Faculdade de Medicina do ABC pelas atividades desenvolvidas.

UPA Centro é inaugurada em Osasco

Postado por Eduardo Nascimento em 17/jun/2016 -

A exemplo do Hospital Municipal Central, nova Unidade de Pronto Atendimento está sob gestão da FUABC

 

A Prefeitura de Osasco inaugurou em 14 de junho a Unidade de Pronto Atendimento Centro – batizada UPA Vicente Missiano. A exemplo do Hospital Municipal Central de Osasco (HMCO), a gestão do novo equipamento de saúde é compartilhada com a Fundação do ABC, o que permite otimizar recursos disponíveis, ampliar áreas de atendimento e melhorar a assistência em benefício de toda a população do município.

A presidente da FUABC, Maria Aparecida Batistel Damaia, e o prefeito de Osasco, Jorge Lapas

A presidente da FUABC, Maria Aparecida Batistel Damaia, e o prefeito de Osasco, Jorge Lapas

Abrigada em prédio próprio com mais de 1.300 m², a UPA Vicente Missiano assume os serviços de urgência e emergência adulto do Hospital Municipal Central – os atendimentos pediátricos continuam no pronto-socorro infantil do HMCO. A nova unidade funciona 24 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos e feriados, atendendo casos de urgência e emergência como paradas cardíacas, derrames, fraturas, quedas graves e febre alta, entre outros problemas. Com infraestrutura moderna, a UPA garante maior conforto e agilidade no atendimento desses usuários. “A expectativa é de que o local receba até 550 pacientes por dia provenientes de demanda espontânea ou referenciada. Serão cerca de 16,5 mil atendimentos por mês”, calcula o diretor geral do HMCO, Dr. Alessandro Neves.

Classificada como UPA Porte III, a nova Unidade de Pronto Atendimento Centro de Osasco conta com 19 leitos de observação e atende casos de pequenas e médias urgências e emergências nas áreas de Clínica Médica, Clínica Cirúrgica e Ortopedia, além da inauguração do serviço de Urgência em Odontologia. São dois andares com consultórios, salas de espera e recepção, administração e almoxarifado, além de posto de enfermagem, quartos de observação masculina, feminina e isolamento. Também há espaços destinados à inalação, sutura, curativos, coleta de exames e hidratação.

Entre os serviços de apoio diagnóstico e terapêutico constam exames laboratoriais de hematologia, bioquímica e análises de amostras biológicas como urina, fezes e secreções, por exemplo. No campo de imagem, o parque tecnológico oferece eletrocardiografia, radiologia geral e odontológica.

Prefeito Jorge Lapas, o diretor geral do HMCO, Dr. Alessandro Neves, e o secretário de Saúde de Osasco, José Amando Mota

Prefeito Jorge Lapas, o diretor geral do HMCO, Dr. Alessandro Neves, e o secretário de Saúde de Osasco, José Amando Mota

Iniciativa do Governo Federal, as Unidades de Pronto Atendimento – também conhecidas como UPAs 24h – integram a rede de urgência e emergência e caracterizam-se como componente pré-hospitalar fixo. De complexidade intermediária, ocupam espaço entre a Atenção Básica e a Atenção Hospitalar. São implantadas em locais estratégicos, em conformidade com a Política Nacional de Atenção às Urgências. Com atendimento à demanda espontânea e referenciada, têm como objetivos oferecer à população serviço de pronto atendimento e exames correlatos, reduzir o tempo de espera nessa área e melhorar a assistência, além de diminuir a sobrecarga das unidades hospitalares municipais.

A UPA Vicente Missiano fica na Rua Aymoré de Mello Dias, 51, Centro – Osasco (SP).

PROTOCOLO DE MANCHESTER

Implantado com sucesso no Hospital Municipal Central de Osasco, o Protocolo de Manchester teve continuidade na UPA Vicente Missiano. Trata-se de sistema internacional de classificação de risco aplicado ao atendimento de casos de urgência e emergência, cujo objetivo é classificar os usuários de acordo com a gravidade do quadro clínico. Dessa forma, quanto mais crítico o estado de saúde do paciente, mais rapidamente ele recebe assistência, conforme recomendação da Organização Mundial da Saúde e do Ministério da Saúde.

Ao chegar à unidade, o paciente passa por avaliação prévia com enfermeiros capacitados à aplicação do Protocolo de Manchester. Nesse momento é feita a classificação de risco, que é separada por cores e tem cinco níveis de intensidade. Casos classificados com a cor vermelha são gravíssimos e o atendimento é imediato. Em seguida, a prioridade é dos muito urgentes, de cor laranja, que sinaliza pacientes graves, com risco significativo e que devem ser assistidos o mais rápido possível. O terceiro nível é o das situações urgentes, de gravidade moderada e sem risco imediato, seguido pelos pouco urgentes (verde), que têm condições de aguardar atendimento, assim como os não urgentes (azul), que também podem esperar ou procurar uma Unidade Básica de Saúde.

FUNDAÇÃO DO ABC / HMCO

Caracterizada como pessoa jurídica de direito privado, entidade filantrópica de assistência social, saúde e educação, a Fundação do ABC assumiu em abril de 2015 a gestão do Hospital Municipal Central de Osasco “Antonio Giglio”. A unidade atende, em média, 700 pessoas diariamente e realiza 340 cirurgias por mês. Conta com mais de 200 leitos e 770 funcionários diretos vinculados à FUABC. Trata-se de hospital geral, sem maternidade, com pronto-socorro infantil e leitos de internação em áreas como Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Ortopedia e Pediatria, além de contar com Unidade de Terapia Intensiva adulto e infantil e Hospital Dia.

No campo diagnóstico e terapêutico estão disponíveis exames laboratoriais de hematologia, bioquímica, análises de amostras biológicas, imunoquímicos, hormonais, microbiologia, anatomia patológica e parasitologia, além de radiologia, tomografia, ultrassom, endoscopia e doppler.

‘Projeto Zika’ atenderá gratuitamente crianças com microcefalia e gestantes

Postado por Eduardo Nascimento em 15/jun/2016 -

cartaz_projeto_zica_jun2016Instituto Neurológico de São Paulo, Faculdade de Medicina do ABC, Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil e Fundação do ABC coordenarão trabalho voluntário de neuropediatras, médicos clínicos, psicólogos, fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais

 

Após dois meses de preparativos, com criação de protocolos e fluxos assistenciais, Instituto Neurológico de São Paulo (INESP), Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil (SBNI) e Fundação do ABC (FUABC) estão prontas para iniciar os atendimentos no “Projeto Zika”. Trata-se de iniciativa multiprofissional inédita para atendimento gratuito de crianças com microcefalia e suporte psicológico às mães e gestantes infectadas pelo Zika vírus, com participação de voluntários nas áreas de Neuropediatria, Neurologia, Clínica Médica, Psicologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

O agendamento de consultas já está disponível pelo telefone (11) 4116-9553 (secretária Érica), das 10h às 17h. A triagem ocorrerá no Instituto Neurológico de São Paulo (Rua Maestro Cardim, 808, Bairro Paraiso, São Paulo – próximo ao Metrô Vergueiro). De acordo com o diagnóstico, o seguimento ambulatorial será dividido em consultas no próprio instituto e nos ambulatórios de especialidades da FMABC, em Santo André (Av. Príncipe de Gales, 821).

ATENÇÃO MULTIPROFISSIONAL

Batizada “Projeto de Atendimento e Assistência – Vírus Zika: a Ética do Cuidar”, a iniciativa surgiu a partir da inquietação da professora de Endocrinologia da Faculdade de Medicina do ABC e neuroendocrinologista do Instituto Neurológico de São Paulo, Dra. Maria Angela Zaccarelli Marino, frente ao número crescente de bebês com microcefalia e ao desespero de mães e de gestantes, que não sabem como lidar com essa situação.

“A mídia mostrava dia após dia o aumento dos casos de Zika vírus e, consequentemente, de crianças com microcefalia. Por outro lado, o Brasil não está preparado para essa situação e não possui estrutura adequada, multiprofissional, que atenda integralmente as gestantes e as crianças. Por essa razão comecei a conversar com colegas da Faculdade de Medicina do ABC e do Instituto Neurológico de São Paulo, em busca de voluntários dispostos a abrir espaço em suas agendas para participar dessa iniciativa assistencial e de acolhimento às famílias”, recorda Maria Angela Zaccarelli Marino.

A adesão dos profissionais foi imediata e o grupo passou a organizar a logística para os atendimentos, assim como protocolos e fluxos assistenciais. Ao todo são 14 voluntários envolvidos no projeto, que receberá mulheres grávidas com confirmação ou suspeita de infecção pelo Zika vírus, assim como crianças com suspeita ou confirmação de microcefalia. “O objetivo principal é prestar atendimento de alta complexidade, auxiliando e apoiando outras instituições, parceiras ou não, com o diagnóstico, notificações e manejo corretos de cada caso”, define Dra. Maria Angela Zaccarelli Marino.

MICROCEFALIA

A microcefalia é uma malformação congênita, que afeta o desenvolvimento e o crescimento normais do cérebro. Como consequência, o tamanho do crânio do feto ou da criança é menor do que o padrão mínimo para a idade.

As principais causas que levam à microcefalia, ou seja, que afetam o desenvolvimento cerebral, ocorrem ainda dentro do útero materno. A rubéola, a toxoplasmose e o citomegalovírus na gestante são os agentes mais conhecidos que podem ocasionar essa malformação no feto e os obstetras sempre pedem exames para detectar tais agentes infecciosos. A doença também pode ocorrer como consequência do abuso de álcool e drogas ou por questões hereditárias, genéticas.

“Infelizmente, hoje o Brasil vive surto de microcefalia. São milhares de casos registrados em todo o país, cuja causa não é nenhuma das mencionadas anteriormente. O principal problema é o mosquito Aedes aegypti, que transmite a dengue, a febre chikungunya e também o Zika vírus – este último, o grande responsável pelo aumento dos casos de microcefalia”, detalha o professor de Neuropediatria da Faculdade de Medicina do ABC e presidente da Sociedade Brasileira de Neurologia Infantil, Dr. Rubens Wajnsztejn, um dos grandes parceiros do “Projeto Zika”.

O Zika fica somente de 4 a 5 dias em circulação no organismo, o que dificulta muito a identificação do vírus. Além disso, muitas dessas infecções apresentam sintomas pequenos e passageiros ou até mesmo nenhum sintoma, fazendo com que a gestante nem sequer suspeite de que foi infectada. Quando ocorrem sintomas perceptíveis, os principais são febre baixa, náusea, dores de cabeça, de garganta, nas articulações e pelo corpo, manchas e lesões na pele. Em alguns casos pode ocorrer conjuntivite.

“As microcefalias não são iguais e são vários os níveis de comprometimento cerebral. Se a infecção da gestante pelo Zika ocorrer no primeiro trimestre da gravidez, a microcefalia será mais grave. Se ocorrer no segundo trimestre, também pode haver um atraso no desenvolvimento do cérebro da criança, porém, um atraso não tão importante quanto no início da gestação”, explica Dr. Rubens Wajnsztejn, que acrescenta: “Entre as sequelas mais comuns, a microcefalia pode levar ao comprometimento visual, da audição ou da fala, por exemplo. Contudo, de maneira geral, o grande problema é a deficiência intelectual e cognitiva. A maioria das crianças com microcefalia vai andar, vai correr, mas vai ter grande dificuldade para aprender e para ter uma vida independente”.

O tratamento das crianças varia caso a caso e baseia-se na estimulação para o desenvolvimento, com supervisão médica constante e através do apoio de áreas como a fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional e fonoaudiologia, entre outras.

PESQUISA REGIONAL

O início da assistência à população integra cooperação técnica firmada em meados de março entre Fundação do ABC, Faculdade de Medicina do ABC e Consórcio Intermunicipal Grande ABC. Além do acompanhamento especializado de gestantes com suspeita de Zika vírus nos ambulatórios de alto risco da instituição de ensino e dos recém-nascidos com microcefalia, o trabalho inclui pesquisa sobre arboviroses – doenças transmitidas aos humanos por meio de insetos –, com destaque para a dengue, Zika e febre chikungunya. As sete cidades da região do ABC passarão a contar com uma plataforma diagnóstica e um sistema de vigilância contra esses vírus.

Trata-se de projeto da Faculdade de Medicina do ABC, coordenado pelos pesquisadores Fernando Luiz Affonso Fonseca, Beatriz Alves, Flavia de Sousa, Gabriel Laporta e Renato Pereira de Souza. O estudo será desenvolvido em parceria com o Instituto Adolfo Lutz, ligado ao Governo do Estado. A partir da cooperação técnica, os municípios do ABC participarão com a coleta de material e amostras de sangue.

“Pacientes da região do ABC entre 18 e 70 anos, com suspeita de dengue, Zika ou chikungunya, terão coletadas duas amostras de sangue. A primeira seguirá para o Instituto Adolfo Lutz, dentro do fluxo convencional de notificações já vigente. A segunda virá para a plataforma da FMABC, onde será feito o diagnóstico molecular. Casos positivos serão confirmados em testes validados pelo Instituto Adolfo Lutz”, detalha o vice-diretor da Medicina ABC, Dr. Fernando Luiz Affonso Fonseca, que acrescenta: “As amostras negativas serão direcionadas para uma segunda plataforma de estudo, em que verificaremos a presença de outras arboviroses, geralmente negligenciadas, mas que já circulam no Estado de São Paulo: Rocio, Mayaro, Oeste do Nilo e Encefalite de São Luís”.

A partir dos casos positivos para dengue, Zika ou chikungunya, equipes da Faculdade de Medicina do ABC darão início a trabalho de campo em busca de mosquitos nas regiões de origem dos pacientes. “Os mosquitos coletados serão inseridos em nossa plataforma diagnóstica e analisados para confirmação ou não da presença dos vírus. A partir dos resultados, será possível mapear as regiões com maior incidência das doenças e subsidiar o Poder Público com informações que permitam o combate mais efetivo e direcionado ao Aedes aegypti”, explica Dr. Fernando Fonseca.

PROFISSIONAIS VOLUNTÁRIOS

Além da Dra. Maria Angela Zaccarelli Marino e do Dr. Rubens Wajnsztejn, integram a equipe multiprofissional do ‘Projeto Zika’:

– Dr. Fernando Luiz Affonso Fonseca: farmacêutico bioquímico, vice-diretor da FMABC e coordenador do Laboratório de Análises Clínicas.

– Dr. Raul Marino Júnior: neurocientista e professor emérito da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

– Dr. Thalles Zaccarelli Balderi: médico clínico do Centro de Estudos em Neurociências do Instituto Neurológico de São Paulo.

– Dr. Acilino Santos Portela: neuropediatra da FMABC e do INESP.

– Simone Carvalho: psicóloga do INESP.

– Rosa Helena Moraes: psicóloga do INESP.

– Dr. Martin Myczkowski: psicólogo e coordenador do Centro de Estudos em Neurociências do INESP.

– Dra. Márcia Cristina Bauer Cunha: coordenadora do curso de Fisioterapia da FMABC.

– Dr. Caio Borella: fisioterapeuta do Instituto Neurológico de São Paulo.

– Andréia Zarzour Abou Hala Corrêa: coordenadora do curso de Terapia Ocupacional da FMABC.

– Natasha Carolina Carreño: terapeuta ocupacional da FMABC.

– Dra. Aline Lopes: coordenadora do curso de Neurodesenvolvimento Infantil do Instituto Neurológico de São Paulo.

Terceiro ‘CINENEA’ discute as barreiras nas dificuldades de aprendizagem

Postado por Eduardo Nascimento em 13/jun/2016 -

O Núcleo Especializado em Aprendizagem da Faculdade de Medicina do ABC (NEA-FMABC) organizou na noite de 10 de junho a terceira edição do “CINENEA” – atividade cujo objetivo central é proporcionar encontros educativos e lúdicos, assim como a troca de informações e experiências dentro de temas diversos nas áreas de educação e saúde. O filme escolhido para a oportunidade foi “Um sorriso tão grande quanto a lua”.

Equipe do NEA-FMABC na exibição de “Um sorriso tão grande quanto a lua”

Equipe do NEA-FMABC na exibição de “Um sorriso tão grande quanto a lua”

Com 90 minutos, o longa-metragem baseia-se na história real de um professor que busca levar uma turma de jovens estudantes a um programa que transmite noções básicas de astronomia. Entretanto, seus alunos têm diagnósticos de ansiedade, síndrome de Tourette, dislexia, síndrome de Down, superdotação e transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), entre outras dificuldades de aprendizagem que tornam a missão do docente ainda mais desafiadora.

“Um sorriso tão grande quanto a lua” retrata o passo a passo do trabalho de convencimento da diretoria da escola, a busca por fundos para viabilizar o projeto e a persistência de quem não abre mão dos sonhos. “O filme mostra que as possibilidades são direitos de todos. Afinal, somos todos iguais em nossas diferenças e todos diferentes em nossas igualdades, porque simplesmente somos únicos”, afirma a coordenadora do NEA-FMABC, Alessandra Bernardes Caturani Wajnsztejn.

SUCESSO DE PÚBLICO

A primeira edição do CINENEA ocorreu em 25 de novembro de 2015. O projeto estava programado inicialmente para 2016, mas o piloto foi antecipado com intuito de arrecadar doações de leite em pó em favor das famílias atingidas pela tragédia ambiental na região de Mariana, em Minas Gerais (MG). O “CINENEA – SOS Mariana” conseguiu angariar 100 quilos de leite em pó, que foi o “ingresso” para assistir ao filme “O Segredo”, cujo tema central é a dislexia.

Exibição do filme ocorreu em 10 de junho, na Faculdade de Medicina do ABC

Exibição do terceiro filme ocorreu em 10 de junho, na Faculdade de Medicina do ABC

Em 19 de fevereiro, a segunda edição destacou o filme “Como estrelas na terra”, cuja história aborda os temas dislexia, ansiedade, depressão, desatenção e agitação.

O CINENEA é organizado pela coordenadora do núcleo, a psicóloga e neuropsicóloga Alessandra Bernardes Caturani Wajnsztejn, e reúne profissionais da área multidisciplinar, entre os quais neuropediatras, pediatras, professores, diretores e coordenadores de escolas, familiares de alunos com dificuldade de aprendizagem ou não, assim como crianças e adolescentes interessadas no tema. “Nossa intenção é conscientizar e trocar informações de qualidade com colegas de área e demais interessados nos temas deste segmento, evitando a propagação de conceitos inadequados. Queremos contribuir na divulgação, mostrar que as dificuldades escolares podem estar relacionadas aos transtornos de neurodesenvolvimento e que hoje temos avaliações e tratamentos extremamente eficazes para auxiliar essas crianças”, garante Alessandra Wajnsztejn.