Postado por Fernando Valini em 04/abr/2014 -
Faculdade de Medicina do ABC e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia desenvolvem método pioneiro para determinar teor de polifenois em extratos vegetais
A parceria pioneira entre Faculdade de Medicina do ABC e Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), do Governo Federal, acaba de gerar resultados positivos. As instituições desenvolveram novo método – mais simples e mais barato – para determinar o teor total de polifenois em espécies vegetais, ou seja, o potencial de benefícios dessas plantas à saúde. O processo de quantificação baseia-se em reação química ainda não utilizada para essa finalidade, agora testada com sucesso em 20 espécies – algumas nativas da Amazônia.
Os extratos vegetais são ricos em antioxidantes como carotenos, fitoestrogênios e polifenois. São compostos capazes de remover radicais livres do organismo, que em excesso podem atacar células normais e gerar danos em biomoléculas como proteínas e DNA, ocasionando determinados tipos de câncer, doenças cardiovasculares e patologias relacionadas ao envelhecimento. Devido à complexidade e à diversidade dos compostos presentes nos vegetais, normalmente determina-se o teor total de polifenois. “Os polifenois são substâncias benéficas ao sistema cardiovascular devido a ações antioxidantes, antimicrobianas, anti-inflamatórias e até mesmo antitumorais. Como regra geral, quanto maior a quantidade de polifenois nos alimentos, maiores os benefícios que podem trazer à saúde”, explica o professor titular de Química Analítica da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Horacio Dorigan Moya, que orientou o trabalho junto à aluna de Farmácia, Mônica Gabriela do Santo.
Na reação química desenvolvida no trabalho da FMABC/INPA, utilizou-se reagente de coloração amarela contendo composto de ferro. Na presença de polifenois, a solução muda gradativamente para a cor vermelha. “É nosso primeiro trabalho em colaboração com o INPA e estamos muito satisfeitos, pois certamente será o início de parceria com efetiva cooperação acadêmica e eventual intercâmbio de alunos”, projeta Moya.
Ao todo foram analisadas 20 espécies vegetais. Inicialmente os testes com o novo método contemplaram plantas que já constam da Farmacopeia Brasileira (tipo de manual geral de orientação), como hamamelis, barbatimão, espinheira santa e carqueja. A segunda etapa incluiu espécies de uso comum na medicina popular, entre as quais graviola, guaçatonga, aroeira, gervão, tanchagem, andiroba e porangaba. A última fase do trabalho consistiu no estudo de espécies características da região norte do país, como escada de jabuti, canarana, cumaru, pau pereira, salva de Marajó, sucuúba, jatobá, miraruira e lacre – essa última com muito poucas pesquisas disponíveis na literatura internacional.
Batizado “A new method for quantification of total polyphenol content in medicinal plants based on the reduction of Fe(III)/1,10-phenanthroline complexes”, o trabalho rendeu publicação no periódico científico internacional “Advances in Biological Chemistry” (vol. 3, número 6, páginas 525-535). Trata-se de revista publicada pela Scientific Research Publishing – editora internacional dedicada a várias disciplinas nas áreas de ciência, tecnologia e medicina –, cujo conteúdo está disponível gratuitamente no endereçohttp://www.scirp.org/journal/abc.
O estudo é resultado de projeto de iniciação científica da aluna Mônica Gabriela do Santo, atualmente no 4º ano do curso de Farmácia da Faculdade de Medicina do ABC, e fruto de estágio realizado pelo Dr. Horacio Dorigan Moya em setembro de 2011 no INPA. A pesquisa contou com colaboração da Dra. Cecilia Veronica Nunez, professora do Laboratório de Bioprospecção e Biotecnologia da COTI-INPA (Coordenação de Tecnologia e Inovação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).
Segundo os pesquisadores, o novo método também pode ser adaptado para quantificar o teor de polifenois em amostras de chás, assim como para avaliar a capacidade antioxidante de qualquer extrato vegetal. “Os resultados obtidos nas espécies investigadas apresentaram boa concordância com o método tradicional recomendado pela Farmacopeia Brasileira. A reação foi utilizada anteriormente na determinação de glicose, ácido cítrico, formol, vitaminas C e E. Mesmo na presença desses compostos, não houve interferências no método proposto para extratos vegetais”, garante o professor da FMABC, Dr. Horacio Moya.
Postado por Fernando Valini em 04/abr/2014 -
Em menos de três meses no cargo, o superintendente do Complexo de Saúde Irmã Dulce, Manoel Nunes Cardoso Neto, anuncia a criação de um Centro de Estudos no hospital, entre outros projetos. Ligado ao setor de Educação Continuada, o centro estará concentrado em aprimoramento e pesquisa, com incentivo à publicação científica, bem como a cursos, congressos e outros eventos. Esse avanço deverá proporcionar um incremento na área de humanização no atendimento.
Outra novidade será a futura criação de uma lanchonete, com área de convivência para funcionários e profissionais de saúde, mas que também atenderá aos usuários do hospital, como visitantes e acompanhantes de pacientes. “Queremos proporcionar ambiente saudável, onde os colaboradores possam produzir com vontade e envolvimento”, expõe o gestor.
Voltados à valorização dos funcionários, os projetos buscam cultivar o olhar interno aos colaboradores, para que possam ter visão mais ampla da assistência que o complexo oferece à população. “Nos serviços de saúde o que entregamos não são apenas cirurgias, consultas e exames. É muito mais do que isso. Entregamos a assistência no sentido mais amplo, que é acolhimento, carinho e cuidado”, explica. “São situações imensuráveis e que dependem da expectativa dos usuários. Nesse sentido, temos que trabalhar nossos colaboradores para que ofereçam esse cuidado”.
Gerência de Qualidade e Processos
O superintendente explica que o “Irmã Dulce” funcionará com novo modelo de gestão apoiado no sistema de microgestão setorial. Para tanto, o complexo conta agora com a Gerência de Qualidade e Processos, “que fará todo o desenho dos processos institucionais dentro de um padrão organizacional bem definido”, prossegue Manoel Nunes Cardoso Neto.
A nova gerente de Qualidade e Processos é Flávia Correa Barbosa, farmacêutica e biomédica de formação, com pós-graduação em gestão industrial e MBA em gestão estratégica. Apresentando experiência de 12 anos de implementação de gestão de qualidade em diversos ramos e em cinco países, Flávia acentua a importância da comunicação como ferramenta estratégica. Recentemente contratada, a gerente faz o mapeamento da situação para, posteriormente, desenhar os processos: “Estou conhecendo o contexto inserido, a cultura da região, as características do atendimento público vinculado ao SUS”.
Recentemente homenageada pela Câmara Municipal com o diploma Graziella Diaz Sterque, a diretora administrativa do complexo, Márcia Aparecida Diogo, acredita que a nova gerência contribuirá para novas conquistas. “Uma das metas é trazer mais qualidade, dar esse retorno à população que utiliza o hospital”, acrescenta a diretora.
Gerenciado pela Fundação do ABC, o complexo envolve o Hospital Municipal Irmã Dulce, o Pronto-Socorro Central e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Dr. Charles Antunes Bechara.
Postado por Fernando Valini em 04/abr/2014 -
Docentes e pesquisadoras da Faculdade de Medicina do ABC, as doutoras Bianca Bianco e Denise Maria Christofolini acabam de ser aprovadas em seleção nacional para bolsas de produtividade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – agência do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, cujas principais atribuições são fomentar a pesquisa científica e tecnológica e incentivar a formação de pesquisadores brasileiros. Com duração de 3 anos, o subsídio mensal estará disponível a partir de abril, destinado a pesquisadores que se “destaquem entre seus pares, valorizando sua produção científica”, segundo critérios normativos e específicos estabelecidos pelo próprio CNPq.
Para conquistarem as bolsas de produtividade junto ao CNPq, Bianca Bianco e Denise Christofolini apresentaram cada uma um projeto de pesquisa em andamento e submeteram para análise o currículo lattes – plataforma online na qual o pesquisador cadastra dados sobre a formação acadêmica, instituições onde atua, artigos científicos publicados, participações em congressos, entre outras informações. “O CNPq é bastante criterioso para a concessão das bolsas de produtividade. Entre os pontos com maior relevância estão a contribuição para a área de pesquisa, a participação na formação de recursos humanos e a produção científica”, detalha Denise Christofolini, que é orientadora permanente da Pós-graduação e coordenadora do Programa de Iniciação Científica da FMABC.
A fim de manter as bolsas pelo período completo previsto em edital, os candidatos aprovados pelo CNPq devem conservar a produção científica e a formação de recursos humanos – no caso da FMABC, os alunos – no mesmo patamar da época da aprovação. “Mais do que o valor da bolsa, o que vale é o reconhecimento da produtividade do pesquisador dentro de sua especialidade. Além disso, mostra que a pesquisa realizada na Faculdade de Medicina do ABC é reconhecida em âmbito nacional, colocando a instituição como referência no cenário científico do país”, considera Christofolini.
Para Bianca Bianco, a aprovação junto ao CNPq é como um selo de qualidade. “Trabalhamos, publicamos e orientamos os alunos. A conquista da bolsa representa a chancela de um órgão com representatividade nacional, indicando que estamos realizando um bom trabalho”, avalia a docente, que é orientadora permanente e vice-coordenadora de Pós-graduação da FMABC.
Com as duas novas bolsistas, a Medicina ABC passa a ter cinco professores no programa de bolsas de produtividade do CNPq. A Dra. Maria Aparecida da Silva Pinhal foi a primeira contemplada pelo programa, enquanto os doutores Caio Parente Barbosa e Fernando Luiz Affonso Fonseca foram aprovados em 2013. “As recentes aprovações em 2013 e agora em 2014 indicam continuidade e crescimento. Demonstram maturidade da Pós-graduação e, certamente, a tendência é de que tenhamos a cada ano mais pesquisadores aprovados”, prevê Bianca Bianco.
Postado por Fernando Valini em 28/mar/2014 -
Residentes atuarão em diversos serviços da rede de Saúde, como Hospital Nardini e Atenção Básica
A aula inaugural da Residência Médica de Mauá reuniu em 6 de março 13 profissionais recém-formados no auditório do Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini. O evento marcou o primeiro passo da Residência Médica no município, que assume definitivamente compromisso com a formação de médicos. Os profissionais entraram no Programa Hospital-Escola da Secretaria de Saúde, pelo qual aperfeiçoarão funções dentro do conceito de atendimento do Sistema Único de Saúde. Os médicos residentes atuarão em quatro especialidades: clínica médica, cirurgia geral, pediatria e psiquiatria.
Os residentes vão vivenciar pelo período de dois anos o cotidiano dos profissionais da rede municipal de Saúde. Todos passarão por 100% dos serviços da cidade, como o próprio Nardini, as UBSs (Unidades Básicas de Saúde), UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), Centro de Reabilitação, Saúde Mental, entre outros.
O evento de abertura contou com presenças do prefeito de Mauá, Donisete Braga, da secretária de Saúde, Célia Cristina Bortoletto, do superintendente do hospital, Morris Pimenta e Souza, e da presidente da Comissão de Residência Médica de Mauá, Grace Lydia.
O prefeito lembrou da importância da oferta do atendimento humanizado em todos os setores da rede de Saúde. “Que todos os trabalhadores internalizem o conceito do atendimento de qualidade que queremos alcançar no município”. Donisete Braga foi categórico ao dizer que a Administração está empenhada na implantação do curso de Medicina no município e que o projeto está em elaboração para ser apresentado ao Ministério. “Espero que estes residentes não fiquem apenas dois anos, mas que gostem daqui e decidam permanecer”.
A secretária de Saúde Célia Bortoletto deu boas-vindas à primeira turma de residência médica e aproveitou para anunciar aos residentes a revolução planejada para toda a estrutura física do hospital e da rede, o que também implicará no aperfeiçoamento do cuidado ao usuário.
Em algumas áreas, a Residência Médica terá apoio da Faculdade de Medicina do ABC, como nas disciplinas de neurocirurgia e cirurgia de cabeça e pescoço. Essas matérias não têm campo de atuação no município, já que os pacientes têm o atendimento realizado em Santo André, que é referência para os serviços.
Palestra de abertura
A aula inaugural em Mauá foi ministrada pela médica Laura Camargo Macruz Feuerwerker, mestre e doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo e professora associada da Faculdade de Saúde Pública da USP. Ao abordar o tema “A Residência e o SUS: desafios”, a palestrante destacou a importância de prestar atenção ao que o usuário do serviço relata, procurando, inclusive, levar em consideração a história de vida da pessoa como forma de facilitar o diagnóstico, o prognóstico e até mesmo o tratamento. “Existe um empobrecimento da relação do médico com o usuário. É como se o paciente não pudesse fornecer informações relevantes, o que aumenta a dependência da apresentação de exames”, destacou.
Postado por Fernando Valini em 28/mar/2014 -
Atividade de socialização contará com aula prática de surf para idosos com asma, enfisema e DPOC atendidos na Faculdade de Medicina do ABC
O setor de Reabilitação Pulmonar da Faculdade de Medicina do ABC organiza nesta sexta-feira (28 de março) viagem ao Guarujá, no litoral paulista, para cerca de 30 pacientes em tratamento. A atividade tem tanto cunho terapêutico quanto de socialização. “Boa parte dos pacientes não vai à praia há muitos anos. A falta de ar e a dificuldade em realizar tarefas simples fazem com que se isolem em casa, com medo de passar mal e dar trabalho”, explica a fisioterapeuta responsável pela Reabilitação Pulmonar da FMABC, Selma Denis Squassoni, que acrescenta: “Esperamos que essa experiência mostre aos pacientes que podem sair e conviver normalmente em sociedade. Buscamos estimular para que não abandonem o tratamento e tenham cada vez mais autonomia e qualidade de vida”.
Essa será a terceira viagem do setor ao Guarujá – as duas primeiras ocorreram em 2012. A ação integra programa de reinserção social dos pacientes, em esforço que também reúne atividades como palestras educativas, grupo de coral, aulas de artesanato com materiais recicláveis e, em breve, aulas de tênis.
Inaugurada em 2001 pela disciplina de Pneumologia, a Reabilitação Pulmonar da Medicina ABC realiza cerca de 1.000 atendimentos mensais – a grande maioria via Sistema Único de Saúde (SUS). O local é destinado principalmente a adultos e idosos portadores de bronquite crônica, enfisema pulmonar, DPOC, asma e outras patologias pulmonares. “Temos pacientes que chegam em cadeira de rodas e depois de alguns meses de tratamento passam a vir sozinhos e andando”, cita o professor titular de Pneumologia, Dr. Elie Fiss.
A atividade terapêutica no Guarujá não terá custos aos pacientes. Todos serão acompanhados pela equipe da Reabilitação Pulmonar e no Guarujá haverá um professor de surf à disposição do grupo para ensinar equilíbrio e dar dicas aos pacientes interessados e em condições de praticar o esporte.
Mais qualidade de vida
De acordo com a fisioterapeuta Selma Denis Squassoni, a maioria dos pacientes atendidos no setor apresenta muito cansaço, fraqueza muscular, sedentarismo e falta de ar. “Com o trabalho contínuo de reabilitação percebemos melhora de até 30% da força muscular, na qualidade de vida e independência. Os pacientes aprendem a respirar melhor, praticam exercícios e passam a desenvolver atividades diárias com mais disposição e facilidade”, garante a coordenadora da Reabilitação Pulmonar.
Os atendimentos na FMABC ocorrem de segunda a sexta-feira no período da manhã, em sessões de exercícios que duram uma hora. Os grupos frequentam o espaço duas ou três vezes por semana – segundo a necessidade – e têm atividades em bicicleta ergométrica, de alongamento e reeducação postural, para fortalecimento de membros superiores e inferiores, assim como palestras educativas.
Postado por Fernando Valini em 28/mar/2014 -
A ONG CãoAmor, que desenvolve o projeto de Terapia Assistida por Animais (TTA) – também conhecido como Pet Terapia – no Hospital Municipal Irmã Dulce, começou o ano com boa notícia: o ingresso de novos voluntários e a ampliação do serviço, graças à doação de oito cães da raça golden retriever pelo canil Golden Trip. “São machos, fêmeas e filhotes, com idades entre 10 meses e quatro anos”, cita a presidente da CãoAmor, Danielle Gravina Calasans. “Essa raça é especial, destaca-se para o trabalho de pet terapia”.
Além da raça compatível para a atuação na área de saúde, os cães terapeutas precisam ter perfil adequado, receber adestramento específico e estar com a saúde em perfeitas condições, como explica a fonoaudióloga do hospital, Eliane Selma do Valle Blanco, dona da golden Satine, pioneira no hospital. “O ambiente hospitalar exige cuidados constantes, como vacinação atualizada, avaliação veterinária, vermifugação, banho um dia antes da visita e higienização antes de entrar nas alas”, explica.
Outra parceria positiva neste início de ano, como informa Danielle, foi com a Faculdade de Medicina Veterinária da Unimonte (Centro Universitário Monte Serrat) no acompanhamento da saúde dos cães da ONG, com gratuidade em consultas e exames por intermédio do veterinário Alexandre Fakih, docente da instituição.
A atuação da ONG CãoAmor no Irmã Dulce ampliou um dos projetos mais bem sucedidos na área de humanização: a Pet Terapia. Os cães Limit, da raça collie; Benjamin, golden retriever; e Maya, uma poodle, foram os primeiros novos companheiros de Satine, a golden que iniciou o trabalho no hospital há cinco anos. As visitas monitoradas acontecem às quartas-feiras.
Dona de Limit, Danielle Calasans conta que o objetivo é proporcionar momentos de recreação e conforto a crianças e adultos internados. Mas, por onde passam os cães também despertam animação em funcionários e profissionais da saúde. “É um momento de muita alegria dentro do hospital. Bem bacana”, declara.
Entre os benefícios da Pet Terapia estão efeito calmante e antidepressivo, estímulo à integração social e elevação da autoestima do paciente, já que desvia o foco da tensão emocional, dor e estresse de internação. Estudos também apontam redução da pressão sanguínea e cardíaca, melhoria do sistema imunológico e do bem-estar geral.
Mais informações sobre o trabalho da ONG pelo site www.caoamor.org. Pelo Facebook, a funpage está como CãoAmor Pet Terapia.
Postado por Fernando Valini em 28/mar/2014 -
Com objetivo de garantir atendimento humanizado e disseminar os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), profissionais da secretaria de Saúde de São Bernardo – entre recepcionistas e oficiais administrativos – iniciaram em 10 de março curso de qualificação realizado em parceria com a Faculdade de Medicina do ABC e o Centro de Estudos de Saúde Coletiva do ABC (Cesco).
Ao todo 850 trabalhadores participarão da capacitação, que terá carga total de 160 horas. A formação será dividida em dois blocos, sendo que o primeiro envolverá profissionais da Urgência e Emergência (UPAs, SAMU, PID e Pronto-Socorro Central), assim como da Atenção Básica, Atenção Especializada e Vigilâncias. O segundo grupo começará em agosto, com participação de profissionais do Hospital Anchieta, Hospital Municipal Universitário (HMU), Hospital de Clínicas Municipal, Apoio à Gestão do SUS e Departamento de Administração. Haverá turmas nos períodos diurno e noturno.
Algumas atividades serão realizadas no Centro de Formação dos Profissionais de Educação (Cenforpe) e outras diretamente nos ambientes de trabalho.
A qualificação busca estimular o trabalho em equipe e o compromisso em atender as necessidades dos usuários das unidades de saúde. O projeto foi desenvolvido por representantes de cada departamento envolvido, com base em propostas pedagógicas do educador Paulo Freire.
Para a secretária de Saúde Odete Gialdi, o município dá mais um importante passo na área de formação permanente dos trabalhadores da rede pública de Saúde. “Desde 2009, centenas de profissionais da Saúde já participaram de cursos de especialização e de capacitação, mas esta é a primeira vez que os recepcionistas e oficiais administrativos passam por processo de qualificação. Esses são os trabalhadores que fazem o primeiro contato com os usuários e é fundamental que tenham consciência da importância da humanização no atendimento. Como o prefeito costuma repetir com frequência, de nada adianta termos unidades novas ou reformadas e equipamentos modernos se os trabalhadores que atendem os usuários não fizerem um atendimento respeitoso e acolhedor”, destacou.
Postado por Fernando Valini em 21/mar/2014 -
O Hospital Bertioga – FUABC, por meio da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), iniciou em fevereiro trabalho de orientação de visitantes sobre higienização das mãos antes de entrar em ambiente hospitalar. “A medida visa minimizar a transmissão de germes”, explica o médico infectologista José Ricardo Moraes Wilmers.
Porteiros, recepcionistas e voluntários receberam orientações de técnicos da CCIH para que multipliquem a informação na abordagem de usuários que vão ao hospital visitar amigos e familiares internados. “A higienização das mãos com álcool gel segue a técnica preconizada para os profissionais da área da saúde. Para isso foi disponibilizado um banner que contém imagens de como passar o álcool corretamente”, explica Wilmers. Todo o processo de higienização das mãos não leva mais do que 30 segundos.
Além da abordagem no horário de visitas, das 14h às 16h, os visitantes também contam com orientações diárias e específicas nas áreas de internação, sob responsabilidade da equipe de enfermagem e dos enfermeiros das alas.
Infecção nas mãos
O Hospital Bertioga e o Pronto-Socorro também têm suportes com álcool gel à disposição nos corredores. A medida da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar tem por objetivo conscientizar profissionais de saúde, acompanhantes e visitantes a sempre higienizarem as mãos como medida preventiva.
O álcool gel é um antisséptico potente, com ação fungicida, bactericida e viruscida que elimina a flora transitória responsável por boa parte das transmissões de infecções. Uma orientação passada aos pacientes que procuram o PS é levar o menor número de acompanhantes possível, a fim de evitar aglomeração e, principalmente, contaminações cruzadas.
Postado por Fernando Valini em 21/mar/2014 -
Vinte e quatro horas por dia, sete dias por semana, o Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin de São Caetano tem cirurgião de plantão, preparado para executar procedimentos em pacientes e, consequentemente, elevar as chances de recuperação dos enfermos. Em esquema de plantão, cirurgiões se revezam na unidade todos os dias desde 17 de fevereiro. Anteriormente os profissionais estavam integralmente no local aos sábados e domingos. De segunda a sexta-feira, o expediente compreendia os períodos da manhã, tarde e parte da noite.
De acordo com o secretário de Saúde de São Caetano, Mario Chekin, a medida foi adotada com vistas a solucionar mais rapidamente os problemas dos usuários e aprimorar os serviços do hospital. “Agora a pessoa que necessita de uma cirurgia chega ao Albert Sabin, passa por toda a bateria de exames e já opera lá mesmo, a qualquer momento do dia e em qualquer dia da semana”.
“Com um cirurgião sempre presente no Hospital Municipal de Emergências Albert Sabin, conseguimos oferecer agilidade aos procedimentos e melhorar a qualidade da Saúde na cidade”, avalia José Carlos Pinheiro Filho, coordenador do serviço de cirurgia do Complexo Hospitalar de São Caetano.
O Hospital Albert Sabin recebe pacientes da cidade e também moradores de outros municípios. Segundo estatísticas da Secretaria de Saúde, 48% das pessoas acolhidas na unidade são de fora da cidade.
Testes biométricos são regularizados
Os testes biométricos ultrassônicos oferecidos à população pela Secretaria de Saúde de São Caetano serão normalizados na cidade após regularização do aparelho que realiza os exames – necessários para fornecer o cálculo do grau da lente intraocular que será implantada na cirurgia de catarata. A expectativa do Governo Municipal é de promover esforço conjunto dos profissionais que atuam no setor de saúde oftalmológica sancaetanense para minimizar a espera pelo teste. Os munícipes serão alertados pelos funcionários municipais sobre as datas das avaliações.
“Este é o primeiro passo para encaminhar as cirurgias oftalmológicas”, destaca Mario Chekin, que anuncia outra novidade para a área. “No Hospital de Olhos Dr. Jaime Tavares, no Bairro Oswaldo Cruz, a Prefeitura irá inaugurar brevemente um centro cirúrgico, que terá duas unidades para realização das cirurgias”.
A coordenadora do Hospital de Olhos, Sandra Maria Canelas Beer, discorre sobre os benefícios que o novo centro cirúrgico de oftalmologia trará aos moradores. “A população terá mais comodidade para passar pelos procedimentos e conseguiremos controlar totalmente qualquer indício de contaminação”.
Postado por Fernando Valini em 21/mar/2014 -
O Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) divulgou em fevereiro os resultados do exame realizado em novembro de 2013 com formandos em Medicina de todo o Estado. Os alunos da Faculdade de Medicina do ABC tiveram desempenho superior ao dos estudantes de instituições públicas, comprovando a qualidade do ensino da FMABC. “A média de acerto dos formandos de nossa escola está acima da média de outras instituições em todas as áreas do conhecimento avaliadas”, afirma o coordenador do curso de Medicina da FMABC, Dr. David Feder.
Dos 110 alunos que participaram da prova, a Faculdade de Medicina do ABC obteve 66,4% de aprovação, enquanto a média em instituições públicas chegou a 66,1%. Nas escolas privadas, o índice foi de apenas 29%.
Para Dr. David Feder, a realização do exame é importante. Porém, se a aprovação fosse obrigatória para obtenção do registro profissional – e não somente a participação do aluno –, os resultados seriam mais representativos. “A avaliação em final de curso é sempre produtiva, mas se a aprovação fosse obrigatória para o registro, poderia exigir maior empenho do aluno e, consequentemente, espelhar o desempenho da instituição”, considera o coordenador.
Reprovação chega a 60% no Estado
Dos 2.843 recém-formados em escolas médicas do Estado de São Paulo que participaram do Exame do Cremesp em 2013, total de 1.684 – ou 59,2% – não atingiu o critério mínimo definido pelo Cremesp, acertando menos de 60% do conteúdo da prova.
Com abstenção de apenas 2,8%, o número de participantes em 2013 é o maior ao longo dos nove anos de exames do Cremesp. O percentual de reprovados ficou 4,7 pontos acima de 2012. No ano anterior, foram 2.411 participantes, com 54,5% de reprovação.
A prova foi aplicada em 3 de novembro de 2013 em nove cidades paulistas, além da capital do Estado. É o segundo exame realizado depois que se tornou obrigatório para quem deseja inscrever-se no Conselho Regional de Medicina de São Paulo e atuar no Estado. O registro no CRM, entretanto, não depende do desempenho ou da aprovação nas provas, apenas da participação.
No total, 3.328 recém-graduados de Medicina fizeram a prova do Cremesp em 2013. Desse conjunto, 485 participantes vieram de 78 instituições de ensino de outros estados. Os demais 2.843 formaram-se nas 30 escolas paulistas que já têm turmas graduadas.
A prova foi composta por 120 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas de respostas. Teve duração de quatro horas e abrangeu as principais áreas da Medicina: Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, Saúde Pública, Epidemiologia, Saúde Mental, Bioética e Ciências Básicas. Para aprovação, o candidato deve responder corretamente a 72 das questões, o que corresponde a um percentual de acertos de 60%. O exame foi aplicado pela Fundação Carlos Chagas.