Grande ABC tem atendimento gratuito no Dia Mundial do Rim

Postado por Fernando Valini em 15/mar/2013 -

Medicina ABC e Sociedade Brasileira de Nefrologia atendem 195 pacientes em campanha em frente ao Hospital Anchieta de São Bernardo

Celebrado em 14 de março, o Dia Mundial do Rim teve atendimento gratuito e ações de conscientização à população no Grande ABC. Coordenada pela disciplina de Nefrologia da Faculdade de Medicina do ABC, com apoio da Sociedade Brasileira de Nefrologia, a campanha atendeu 195 pacientes na última quinta-feira no ambulatório em frente ao Hospital Anchieta de São Bernardo.

Estiveram disponíveis exames de diabetes, verificação de pressão arterial e exames de fitas de urina para detecção de sangue e albumina (proteína), fatores que podem indicar problemas renais. Além disso, foi distribuído material informativo e palestras abordaram temas como funções dos rins, principais situações de agressão renal e orientações sobre como prevenir lesões.

Atenção global: O Dia do Rim é comemorado em todo o mundo com finalidade de reforçar o papel fundamental dos rins na manutenção do equilíbrio ao filtrar o sangue e remover produtos indesejados do organismo.

A doença renal é uma enfermidade complexa e fatal. Estudos populacionais em diferentes países demonstram prevalência de doença renal crônica de 7,2% para pessoas acima de 30 anos e entre 28% e 46% em indivíduos acima de 64 anos. Mesmo em estágios iniciais, a chance de morrer por doença cardiovascular é 46% maior em portadores de doença renal, chegando a 136% no estágio moderado. A mortalidade em pacientes em diálise atinge níveis assustadores: uma pessoa de 30 anos tem a mesma chance de morrer do que uma de 80 anos.

No Brasil, cerca de 10 milhões de pessoas têm alguma disfunção renal. Conforme o último censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia, aproximadamente 100 mil brasileiros estão em diálise, com taxas de internação hospitalar de 4,6% ao mês e de mortalidade de 17% ao ano. Além disso, a grande maioria dos pacientes morre antes de ter acesso ao tratamento em decorrência da falta de diagnóstico.

Entre as principais causas de perda da função renal estão hipertensão arterial (35%), diabetes (28,5%) e glomerulonefrites (11,5%). Segundo o levantamento Vigitel (2011), do Ministério da Saúde, 23% da população brasileira maior de 18 anos é hipertensa, 5,6% diabética, 18% fumante, 48% estão com excesso de peso e 16% são obesos. “São todos fatores de risco importantes, que contribuem para a perda de função renal”, alerta o professor de Nefrologia da FMABC e Presidente da SBN, Dr. Daniel Rinaldi.

Em 2012 foram realizados 5.385 transplantes renais no Brasil, sendo 1.488 de doadores vivos e 3.897 de doadores falecidos. Estima-se que em torno de 32.000 pacientes permanecem na fila de espera aguardando pelo procedimento.

O problema pode ser facilmente diagnosticado por meio de exames de urina e da dosagem de creatinina no sangue. O tratamento adequado retarda a progressão da doença, reduz as mortes e os custos terapêuticos.

Na campanha de 2013, cujo tema foi “Pare de agredir seu rim”, também foram divulgadas oito “regras de ouro” estabelecidas mundialmente: 1) Saiba sua pressão arterial; 2) Controle o açúcar no sangue; 3) Faça atividade física; 4) Confira o seu peso e a sua dieta; 5) Beba água; 6) Não fume; 7) Não use remédios sem orientação médica; e 8) Pare de agredir seu rim e saiba se seus rins estão ok.

Barbeiro aposentado atualiza voluntários no “Irmã Dulce”

Postado por Fernando Valini em 08/mar/2013 -

Para pacientes carentes que enfrentam processo de internação, o simples corte de cabelo e de barba pode elevar a autoestima e promover bem-estar. No Complexo de Saúde Irmã Dulce, essa é uma das ações do Grupo Feliz de voluntários junto aos pacientes carentes. Para aprimorar os cuidados estéticos masculinos, o barbeiro aposentado Pedro Prazeres ensinou a técnica de corte de barba e cabelo à máquina em oficina no anfiteatro.

O convite partiu dos voluntariados Joel Gerson Maia e João Carlos da Rocha – coordenadores do grupo. “Estou vendo que o pessoal aqui já tem habilidade”, elogiou Prazeres durante o treinamento em 25 de fevereiro último. “É uma ação importante. Como hospital público, atende pessoas carentes, pessoas em condição de morador de rua”.

No lugar da cadeira do salão, a cama. Para fazer barba e cuidar dos cabelos de pessoas doentes, que por vezes não conseguem se sentar, os voluntários precisam de habilidade e flexibilidade. Para o barbeiro aposentado, as dificuldades de postura não são obstáculos: “É possível. Uma questão de improviso”.

O voluntário João Carlos da Rocha, que realiza o trabalho junto aos pacientes do Pronto Socorro Central e do hospital, observa que o grupo é orientado para cumprir as normas e utiliza material descartável. Além disso, muitos se surpreendem com o serviço gratuito. “Quando a gente oferece o serviço, eles ficam receosos porque acham que é cobrado, mas quando entendem que é de graça, aceitam”, acrescenta.

Doações: O Rotary Club Novo Tempo de Praia Grande doou ao Complexo de Saúde Irmã Dulce três máquinas de cortar cabelo, três aparadores de barba, seis nécessaires, seis alicates de cortar unhas e dois espanadores de pelos. Também foram doados sete televisores LED 24 polegadas para uso dos pacientes.

Pé diabético será tema de sensibilização no Hospital Anchieta

Postado por Fernando Valini em 08/mar/2013 -

O Centro de Tratamento do Pé Diabético do Hospital Anchieta organiza na próxima quarta-feira (13 de março) encontro com as equipes médicas, de enfermagem, psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia e de nutrição. Agendada entre 9h e 11h no Anfiteatro do HA, a reunião servirá para apresentar cerca de 50 casos de pé diabético tratados com técnica pioneira desenvolvida na própria unidade: a terapia fotodinâmica.

Graças ao trabalho, 17 entre 18 pacientes encaminhados com infecções severas nos membros inferiores foram poupados de amputações. Eram todos casos extremos, em que a ação medicamentosa praticamente não fazia efeito e que a retirada dos dedos – ou até mesmo de todo o pé – seria a principal opção.

Sob comando do cirurgião vascular e coordenador do Centro de Tratamento do Hospital Anchieta, Dr. João Paulo Tardivo, o evento no Anchieta contará com as palestras “Fototerapia dinâmica no tratamento de pé diabético e feridas” e “Critérios para indicação de amputação no tratamento do pé diabético”. O objetivo da ação é sensibilizar o corpo clínico para a nova técnica aplicada no hospital, a fim de que a identificação de casos e a classificação segundo a gravidade sejam mais ágeis, garantindo maior possibilidade de cura e reduzindo taxas de amputação.

Segundo dados da Federação Nacional de Associações e Entidades de Diabéticos, cerca de 50 mil diabéticos sofrem amputações anualmente. “Em geral, a falta de sensibilidade nos pés faz com que os pacientes demorem a procurar atendimento. Pequenos cortes podem se transformar em infecções graves, que penetram no organismo até chegar ao tecido ósseo, caracterizando quadro de osteomielite”, detalha Dr. João Paulo Tardivo.

Fototerapia pioneira: A partir de tecnologia desenvolvida pelo próprio Dr. Tardivo, o Anchieta passou a oferecer a terapia fotodinâmica, que utiliza a luz como base para o tratamento. A maioria dos pacientes chega com feridas abertas nos pés, bastante infeccionadas e que não cicatrizam mesmo após meses de tratamento com antibióticos. A fototerapia começa com introdução de um cateter pela ferida chegando até o osso comprometido. Por esse cateter é injetada solução azulada e sensível à luz, irrigando a região a ser tratada. Pela mesma ferida é inserido pequeno cabo de fibra ótica, cuja ponta acende e irradia luz ao pé de dentro para fora. “A molécula fotossensível azul capta a energia da luz e leva para dentro da célula doente, onde há oxigênio. Dessa mistura formam-se radicais livres que destroem a célula, combatendo a infecção”, explica Dr. Tardivo. Após o fechamento da ferida, a região continua a ser iluminada, porém externamente com lâmpadas de LED.

Inaugurado em março de 2011, o Centro de Tratamento do Pé Diabético funciona duas vezes por semana e está vinculado ao Grupo de Cirurgia Vascular e à Faculdade de Medicina do ABC. A equipe conta com profissionais das áreas de cirurgia vascular, endocrinologia, ortopedia, enfermagem, psicologia e podologia. Os pacientes são encaminhados pela rede pública municipal. “Também oferecemos suporte educacional e orientações sobre higiene, muito importantes para prevenção de novas infecções. Já são mais de 90 pacientes atendidos. Nos 18 casos graves de osteomielite que conseguimos tratar e acompanhar, obtivemos quase 100% de sucesso, preservando 17 pacientes da amputação de membros”, comemora o coordenador.

Novo vice da FUABC agrega experiências da gestão pública e privada

Postado por Fernando Valini em 08/mar/2013 -

Indicado por São Caetano, Marco Antonio Santos Silva é provável sucessor de Mauricio Mindrisz na Presidência da FUABC

Economista e administrador pós-graduado em educação. Aos 64 anos, Marco Antonio Santos Silva acaba de assumir a vice-Presidência da Fundação do ABC, indicado pelo prefeito de São Caetano, Dr. Paulo Pinheiro. Atual secretário de governo do município, o novo gestor da FUABC traz na bagagem quase 40 anos de experiência empresarial e 19 anos à frente da USCS – Universidade Municipal de São Caetano do Sul (antigo IMES) – 15 anos como diretor e outros 4 como vice.

“Pretendo disponibilizar minha experiência profissional na condução dos trabalhos junto à atual Presidência. Estou me familiarizando com a Fundação do ABC neste início de gestão, aprendendo a cultura da organização e conhecendo os detalhes da administração”, revela Marco Antonio Santos Silva, que reconhece a importância do papel estratégico da FUABC junto às cidades parceiras: “A participação da entidade em São Caetano é extremamente relevante e colabora muito na qualificação dos serviços municipais. Graças a essa qualidade, a instituição hoje se tornou imprescindível na gestão da saúde em todos os municípios em que atua”.

Duplo desafio: Não bastassem as atribuições inerentes à vice-presidência, Marco Antonio Santos Silva chega à FUABC com desafio ainda maior: substituir em 2014 o atual presidente da instituição, Mauricio Mindrisz. Instituída pelos municípios de Santo André, São Bernardo e São Caetano, a Fundação do ABC tem como órgão máximo de deliberação o Conselho Curador, cujo presidente é indicado pelo prefeito de uma das cidades do ABC em rodízio que ocorre a cada 2 anos. Para o próximo ano, a indicação caberá ao prefeito de São Caetano, Dr. Paulo Pinheiro, o que aproxima muito Santos Silva do comando da FUABC.

“A Fundação do ABC tem adotado sistema de trabalho bastante interessante no que diz respeito à sucessão do presidente. Em geral, o vice é preparado para a função. Conhecendo a instituição internamente, demandas e particularidades, certamente fica mais fácil essa transição do comando”, acredita o novo vice-presidente.

Além da experiência empresarial e na gestão pública, Marco Antonio Santos Silva também contribuirá com expertise na área educacional. Com quase 20 anos de atuação na USCS – onde hoje é conselheiro –, o gestor esteve à frente de todo o processo que permitiu transformar o instituto isolado IMES em Universidade Municipal de São Caetano do Sul, que conta atualmente com 28 cursos de graduação, além de modalidades em pós-graduação

NEA-FMABC cria programa para debater dificuldades escolares

Postado por Fernando Valini em 01/mar/2013 -

Trabalho da FMABC começou em março com 300 crianças do Colégio Piaget de São Bernardo antes de partir para Minas Gerais, Goiás e Paraná

O Núcleo Especializado em Aprendizagem da Faculdade de Medicina do ABC (NEA-FMABC) inaugurou em 1º de março o programa Colocando o Pingo no ‘I’ da Inclusão, cujo objetivo é promover discussões com educadores, alunos – crianças e adolescentes –, pais e familiares sobre como trabalhar o ensino frente às dificuldades escolares. A partir das 11h, o Colégio Piaget de São Bernardo sediou debate entre 300 alunos e o grupo multiprofissional do NEA. A escola fica no KM 17 da Marginal Esquerda Via Anchieta.

“Hoje temos muitas crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem, fruto de problemas como dislexia, discalculia ou transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), por exemplo. São pacientes que muitas vezes, além do tratamento médico e terapia, necessitam de trabalhos diferenciados por parte da escola para superar obstáculos no ensino e acompanhar o rendimento dos demais estudantes”, explica a neuropsicóloga e coordenadora do NEA-FMABC, Alessandra Bernardes Caturani Wajnsztejn.

O encontro com os alunos também serviu para promover reflexão sobre o bullying, caracterizado por qualquer ato ou manifestação que possa intimidar, maltratar, ofender, agredir ou discriminar o semelhante. As dificuldades escolares podem ser o “start” para essa prática dentro das escolas. “O bullying pode ocorrer em forma de gestos, palavras ou atos e não se restringe a agressões físicas, englobando qualquer atitude que prejudique o emocional do indivíduo. Um aluno pode sofrer pressão tanto por ser gordinho como por tirar notas baixas em matemática, por exemplo. Existe uma infinidade de maneiras com que o bullying pode ser caracterizado, até mesmo em apelidos pejorativos”, garante o professor Rubens Wajnsztejn, neurologista da FMABC e coordenador do Programa Dislexia e Aprendizagem da Fundação do ABC, que debateu o tema no Piaget ao lado da neuropsicóloga Alessandra Caturani.

Entre os principais prejuízos ocasionados pelo bullying estão problemas na área de saúde mental. “O paciente pode apresentar queda no rendimento escolar ou no trabalho e com isso desencadear quadros de fobias, ansiedade, depressão e outras doenças de ordem psiquiátrica”, alertam os especialistas.

Sem fronteiras: O programa Colocando o Pingo no ‘I’ da Inclusão começou a funcionar junto aos alunos do Colégio Piaget, mas também estão previstos encontros específicos com os educadores da escola e com pais e familiares. Apesar de recém-criada, a iniciativa já desperta o interesse de diversas instituições do país. Estabelecimentos de ensino no Paraná, Goiás e dois em Minas Gerais já entraram em contato e agendaram encontros com o NEA-FMABC para os próximos meses.

Entre os temas previstos para as discussões estão leis brasileiras para inclusão das crianças nas escolas, ensino diferenciado nas dificuldades de aprendizagem, orientações e prevenção do bullying nas escolas e necessidade de medidas institucionais e avaliações diferenciadas para alunos com necessidades especiais.

Hospital da Mulher promove curso de atendimento humanizado ao recém-nascido

Postado por Fernando Valini em 27/fev/2013 -

O Serviço de Neonatologia do Hospital da Mulher de Santo André realiza dias 1º, 8, 15 e 22 de março curso de sensibilização de funcionários sobre questões relacionadas à prematuridade em recém-nascidos. Com intuito de minimizar ou acabar com efeitos adversos consequentes da internação, a capacitação englobará aulas de enfermagem, fonoaudiologia, fisioterapia e pediatria. Além disso, haverá a ação prática “Dinâmica dos Sentidos”, que permitirá aos participantes descobrir e perceber a experiência do prematuro durante a internação.

As causas da antecipação do nascimento estão na maioria das vezes associadas às condições de saúde da mãe. Mulheres desnutridas, que fazem uso de determinados medicamentos, com problemas uterinos, diabetes, hipertensão, periodontite ou infecção urinária, por exemplo, estão mais propensas a antecipar o parto.

Assim que nasce, o prematuro é levado à UTI, onde encontra ambiente totalmente diferente do útero materno. “No útero da mãe o bebê as condições de repouso e sono profundo são ideais, o que contribui para o desenvolvimento cerebral do feto. Por essa razão, o serviço busca proporcionar ambiente aconchegante, mesmo fora da barriga da mãe”, detalha a coordenadora da UTI Neonatal do Hospital da Mulher – Fundação do ABC, Dra. Sueli Aparecida Bispo de Souza, que salienta: “Tentamos reproduzir condições apropriadas que transmitam proteção e segurança, resultando na recuperação mais rápida”.

A imaturidade do paciente torna o organismo mais vulnerável a doenças e mais sensível a fatores externos como luz, ruídos e múltiplas manipulações. Os principais problemas médicos dos recém-nascidos prematuros estão relacionados à imaturidade respiratória e metabólica. A pele também é mais fina do que a do recém-nascido de termo.
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Esforço global:

Nos últimos 10 anos, as iniciativas de humanização da assistência têm debatido a importância da articulação entre a qualidade técnica da assistência, tecnologias de acolhimento e o suporte aos pacientes. As ações ocorrem em diversos campos de atenção, mas foram inicialmente implantadas no cuidado ao parto e ao recém-nascido. O método Mãe Canguru, por exemplo, foi proposto originariamente em 1978 pelo Dr. Edgar Rey Sanabria no Instituto Materno-Infantil de Bogotá (Colômbia) e adaptado à realidade brasileira em 2000. Trata-se de modelo de cuidado no campo neonatal, caracterizado pela promoção da atenção humanizada ao recém-nascido de baixo peso e que gera conjunto de ações na assistência envolvendo paciente, familiares e profissionais de saúde.

Mais recentemente, o modelo assistencial humanizado passou a ocupar maior dimensão no Sistema Único de Saúde (SUS). Desde 2004, o Ministério da Saúde dissemina em todo Brasil a Política Nacional de Humanização (PNH).

Bioética do “Mário Covas” debate doação de órgãos

Postado por Fernando Valini em 27/fev/2013 -

Especialistas trarão palestras gratuitas e relatos de casos abertos à população no próximo dia 1º de março (sexta-feira), a partir das 11h

Principalmente quando envolve morte prematura, a doação de órgãos é procedimento que enfrenta – na maioria dos casos – resistência de amigos e familiares. Para debater o assunto sob aspectos éticos, sociais e técnicos, a Comissão de Bioética do Hospital Estadual Mário Covas de Santo André promove em 1º de março (sexta-feira) evento gratuito e aberto à comunidade sobre o tema. A ação terá início às 11h no Centro de Estudos do HEMC (Rua Dr. Henrique Calderazo, 321, B. Paraíso – Santo André).

O evento começa com relato de caso conduzido pelo consultor em Humanização e Bioética da Fundação do ABC, Dr. Drauzio Viegas, seguido da palestra “Entrevista familiar para doação de órgãos e tecidos”, sob responsabilidade de Geórgia Pereira Silveira Souza, enfermeira do SPOT – Serviço de Captação de Órgãos e Tecidos do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia. A professora de psiquiatria da Faculdade de Medicina do ABC e médica do HEMC, Dra. Cintia de Azevedo Marques Périgo, tem presença confirmada para falar sobre “Luto e recuperação familiar”.

Enfrentado polêmicas: Bioética é a área do conhecimento voltada à reflexão e discussão dos valores relacionados à vida e à saúde humana. A fim de debater o tema em diversas frentes, a Comissão de Bioética se reúne para discussões periódicas sobre questões éticas relacionadas à vida e à morte, como em casos de recém-nascidos com malformações incompatíveis com a vida, bebês sem prognóstico, pacientes testemunhas de Jeová que não autorizam transfusões de sangue e derivados, pacientes com doenças terminais, aplicação de cuidados paliativos e doação de órgãos, assim como a respeito do comportamento das equipes de atendimento frente aos familiares. No ambiente da Bioética também são tratadas questões como fertilização in vitro, aborto, clonagem, eutanásia e transgênicos.

A comissão é interdisciplinar e multissetorial, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, nutricionistas e outros profissionais da saúde, além de membros da área jurídica e representantes da comunidade.

Trabalho minucioso: O procedimento para doação de órgãos começa quando há identificação do paciente como potencial doador, que só ocorre quando há suspeita de morte encefálica – caracterizada quando o tronco cerebral deixa de funcionar.

A partir da suspeita é aberto protocolo específico composto por testes para confirmação ou não da morte encefálica. Todos os procedimentos têm que apresentar resultado positivo para morte encefálica. Se um teste der negativo, o paciente não poderá ter os órgãos transplantados.

Com os testes iniciais positivos, espera-se seis horas e os exames são refeitos por outra equipe de atendimento. A condição se confirmando, o paciente é submetido à última etapa antes de passar de potencial doador para doador efetivo. Trata-se de exame complementar, normalmente o Doppler Transcraniano, cuja função é verificar se existe fluxo sanguíneo no cérebro. Se o sangue não estiver chegando ao cérebro, a morte encefálica é caracterizada. Nessa circunstância, o médico assina o atestado de óbito e o paciente é considerado morto. Cabe à família decidir pela doação ou não dos órgãos.

Estima-se que cerca de 50% dos potenciais doadores identificados acabam por se tornar doadores, o que demonstra elevado grau de conscientização das famílias.

Fundação do ABC quer comissão geral para gerenciamento de resíduos

Postado por Fernando Valini em 25/fev/2013 -

Programa Fundação Sustentável já iniciou revisão e padronização dos planos de gerenciamento de resíduos para unidades nossas-unidades

Gestora de mais de 20 equipamentos de saúde no Grande ABC e Baixada Santista, a Fundação do ABC faz planos para integrar as comissões de gerenciamento de resíduos de todas as unidades.

Trata-se de órgão responsável por aplicar de maneira correta a gestão ambiental de todos os resíduos gerados. Hoje cada mantida desenvolve o trabalho de maneira própria. A partir deste ano, a ideia é que os membros das comissões se reúnam periodicamente na sede administrativa da FUABC a fim de trocar experiências, discutir pontos positivos e negativos das políticas em andamento e otimizar os trabalhos.

Para o início da integração, a FUABC – por meio do Programa Fundação Sustentável – está revisando e desenvolvendo novos planos de gerenciamento de resíduos para as nossas-unidades que solicitam o trabalho. Plano 100% novo foi formatado e entregue em outubro passado ao Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Praia Grande. Neste início de ano, o mesmo trabalho está em andamento junto ao Hospital Nardini de Mauá e AME Santo André.

“É um trabalho amplo e exclusivo, pois é desenvolvido segundo o perfil específico de cada unidade. Identificamos e avaliamos os tipos de resíduos produzidos, quantidades, formas de descarte e traçamos planejamento para que haja o correto gerenciamento, inclusive na diminuição da produção, maior reaproveitamento de recicláveis e indicação de rotas e medidas de segurança para o correto descarte”, explicam as coordenadoras do Fundação Sustentável, Juliana Pinesi Russo e Cristina Passaretti.

 

coleta_2coleta_3 Planejamento abrangente: O plano de gerenciamento de resíduos descreve ações relativas a todo o manejo dos resíduos sólidos e segue resolução do Conama – Conselho Nacional do Meio Ambiente, do Ministério do Meio Ambiente. Engloba desde a segregação – separação no local de geração – e acondicionamento até coleta, armazenamento, transporte, reciclagem, tratamento e disposição final de tudo que é gerado na unidade de saúde.

Para classificar, identificar as fontes de geração e quantificar os resíduos, primeiramente é necessário saber quais tipos são produzidos por setor. Podem ser biológicos, químicos, rejeitos radioativos, comuns ou perfurocortantes. No AME Praia Grande, por exemplo, foram levantados todos os serviços realizados e a média mensal de atendimentos por especialidade médica. A partir do relatório, foram estabelecidos os locais de geração e classificados os tipos de resíduos. “Criamos uma tabela separada por cores, que contempla todas as áreas onde há geração de resíduos no AME.

Também definimos grupos e subgrupos dos materiais, a fim de viabilizar a segregação, levando em conta características físicas, químicas, biológicas, estado físico e os riscos envolvidos”, detalham Juliana Russo e Cristina Passaretti.

O plano de gerenciamento de resíduos também contempla horários de coleta em cada setor, funcionários envolvidos no processo e até mesmo materiais de segurança que devem ser utilizados para o trabalho. Cada unidade deve manter Comissão Interna de Resíduos, a fim de que o plano seja aplicado integralmente, e programa de educação continuada visando a orientar, motivar, conscientizar e informar todos os envolvidos sobre riscos e procedimentos adequados no manejo dos resíduos.

Passo a passo: A separação no local de geração é o primeiro passo do gerenciamento interno de resíduos. Objetiva minimizar a contaminação de resíduos comuns e favorecer a reciclagem, assim como a adoção de procedimentos específicos para cada tipo de material, redução dos riscos à saúde e menores custos com manuseio.

O passo seguinte é o acondicionamento, que deve ser feito em sacos impermeáveis e resistentes a ruptura e vazamento. Os líquidos devem ficar em recipientes compatíveis com o material e que sejam resistentes, rígidos e estanques, com tampa rosqueada e vedante.

A coleta e locomoção interna são o terceiro item na lista de ações. Os carrinhos de transporte devem ser fechados e exclusivos para essa finalidade. Além disso, os resíduos orgânicos e recicláveis não podem ser transportados no mesmo carro que resíduos biológicos e químicos. Funcionários da limpeza encarregados da manipulação e destinação dos sacos devem usar equipamentos de proteção individual (EPIs) específicos, entre os quais luvas e botas.

O armazenamento final é feito em abrigos externos e exclusivos normatizados pela ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas. Empresas especializadas nesse tipo de coleta retiram periodicamente os materiais na unidade.

Pioneirismo e prêmio: Uma das primeiras nossas-unidades da Fundação do ABC a se dedicar ao gerenciamento de resíduos foi o Hospital Estadual Mário Covas de Santo André, que em 2007 conquistou o prêmio “Amigo do Meio Ambiente” do Governo do Estado, pelo projeto “Redução dos resíduos através do plano de gerenciamento”. A iniciativa reduziu aproximadamente 70% dos resíduos infectantes, o que reflete diretamente na diminuição de gastos com tratamento e de riscos à saúde dos colaboradores encarregados do manuseio.

O segredo para os bons resultados no HEMC foi a orientação aos colaboradores quanto ao descarte correto de materiais, remanejamento e identificação de lixeiras, tratamento e destinação adequada dos resíduos gerados no hospital e redução dos custos com tratamento de itens infectantes. Outras medidas importantes foram o encaminhamento do máximo possível de lixo para reciclagem, além da diminuição do consumo de copos plásticos.

Também foi criado o “ecoponto” para descarte de materiais recicláveis originados nas residências dos funcionários, como papelão, latas de metal, garrafas PET e óleo de cozinha, além de espaço próprio para receber pilhas e baterias.

Hospital Bertioga busca doadores de sangue

Postado por Fernando Valini em 22/fev/2013 -

Próxima saída ao Hemonúcleo de Santos será dia 27 de fevereiro

A Agência Transfusional do Hospital Bertioga – FUABC convida a população a salvar vidas a partir da doação de sangue. As doações são feitas no Hemonúcleo de Santos e somente desta forma é possível aumentar o estoque de sangue da Agência Transfusional de Bertioga. As doações ocorrem com o apoio do Grupo Vivência, que duas vezes por mês disponibiliza um micro-ônibus de 28 lugares para levar os doadores até Santos.

Em fevereiro as saídas foram marcadas para os dias 14 e 27 e em março serão dias 13 e 27. O grupo parte sempre às 7h da frente do Hospital Bertioga, com retorno previsto para 13h.

Para ser doador é preciso ter entre 18 e 65 anos, pesar mais que 50 quilos, estar em boas condições de saúde e ter se alimentado 2 horas antes da doação. O candidato não deve ter fumado 2 horas antes da doação ou ingerido bebida alcoólica nas últimas 24 horas.

Interessados podem obter mais informações e conhecer as datas do calendário da Agência Transfusional do Hospital Bertioga pelo telefone (13) 3319-9890 ou na recepção do Hospital, de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h (Praça Vicente Molinari, s/nº – Vila Itapanhaú).

Calouros pintam creche durante “Trote Solidário”

Postado por Fernando Valini em 22/fev/2013 -

Calouros pintam creche durante “Trote Solidário” Calouros pintam creche durante “Trote Solidário”

Pelo menos 130 alunos da Faculdade de Medicina do ABC – 110 calouros e 20 veteranos – fizeram a alegria de crianças de zero a 5 anos atendidas pela creche São Jerônimo Emiliani, em Santo André. Por voltas das 8h30 de 20 de fevereiro, ônibus lotado partiu do campus universitário rumo à instituição assistencial, onde foi realizado o Trote Solidário 2013.

Sob responsabilidade do Departamento de Assistência e Previdência da FMABC (DAP), a ação contou com pequenas reformas, reposição do estoque da enfermaria local, pintura de muros com temas infantis, distribuição de lanches para os pequenos e diversas atividades recreativas. Além disso, a tradicional pintura dos rostos dos calouros ficou a cargo da criançada, que se divertiu com a quantidade de tintas, cores e de calouros para pintar.

“O trote na creche buscou integrar calouros e veteranos em uma atividade que mostra o lado humano proporcionado pela Faculdade”, contam os estudantes do 3º ano e membros da Diretoria do DAP, Nádia Romanelli Quintanilha e Gabriel Calazans, que acrescentam: “A rotina do estudante de medicina é muito técnica e desgastante. Por isso procuramos desenvolver atividades que valorizem a solidariedade e o voluntariado, cujo exercício no dia a dia é bastante difícil devido às obrigações acadêmicas e à falta de tempo”.

 

trote_aluna_morganna_alvestrote_solidario_2013_fmabc_01Para a caloura Morganna Alves, o trote solidário da Medicina ABC “superou todas as expectativas”: “Nunca pensei que o trote pudesse ser tão divertido e que não fizesse mal. Achei que iria sair pintada, mas não por uma boa causa”, descontrai Morganna, que completa: “O trabalho do médico já é algo muito humano e esse tipo de iniciativa mostra que os alunos têm responsabilidade social. O trote solidário ressalta a importância do profissional de saúde de verdade, que se preocupa com pessoas e não apenas com diagnósticos ou em receitar medicamentos”.

Humanização permanente: Além do trote solidário, o DAP desenvolve diversas atividades durante o ano, inclusive de atenção permanente à determinada comunidade. Este ano, o local escolhido deve ser a própria creche São Jerônimo Emiliani. “Além de ações pontuais, temos projeto contínuo em que acompanhamos a população de alguma localidade específica ou instituição assistencial, realizando estudos e palestras direcionadas. Além disso, distribuímos cestas básicas às famílias mais carentes e organizamos campanhas para entrega de ovos de Páscoa e sacolinhas de Natal, entre outros trabalhos”.