Postado por Eduardo Nascimento em 09/set/2016 -
Parceria entre a Fundação do ABC e o Governo do Estado, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas II, no Guarujá, organizou em 31 de agosto ciclo de palestras educativas com o tema “Aids e Sífilis”. O evento das 9h às 12h teve lugar no Auditório da Câmara Municipal de Guarujá e recebeu 110 participantes entre profissionais da área da saúde, estudantes, agentes comunitários e conselheiros de saúde.

O médico infectologista do Emílio Ribas II, Dr. Marcos Montani Caseiro, e o professor de Infectologia da FMABC, Dr. Juvencio José Duailibe Furtado
Entre os temas abordados estiveram as características principais das doenças, diagnóstico e tratamentos, entre outras informações. Dois convidados comandaram os trabalhos. Médico infectologista do Emílio Ribas II, Dr. Marcos Montani Caseiro iniciou as atividades com explanação sobre “A situação atual da Aids no cenário nacional”. Em seguida, o professor de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dr. Juvencio José Duailibe Furtado, abordou o tema “Sífilis: a doença, diagnóstico e tratamento”. O encerramento do evento foi marcado por mesa redonda e debate com os palestrantes.
SÍFILIS
No Estado de São Paulo, a sífilis em adultos aumentou 7 vezes no período entre 2008 e 2014, atingindo mais de 25 mil casos. Além disso, dados do Conselho Federal de Medicina e do Ministério da Saúde apontam que o índice de sífilis congênita – aquela transmitida da mãe para o filho na gestação – era de 1,7 casos para cada 1.000 nascidos vivos em 2004 e praticamente triplicou em 2013, passando a 4,7 casos por 1.000 nascidos vivos.
A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. A principal via de transmissão é a relação sexual desprotegida, mas o contágio também pode ocorrer ao longo da gravidez, da gestante para o feto, ou durante o parto, da mãe para o bebê.
Pessoas infectadas podem apresentar desde um mal-estar leve até graves sequelas neurológicas no decorrer da vida – caso a doença não seja tratada adequadamente. O tratamento é à base de antibióticos e varia conforme o estágio da doença. A penicilina integra a terapia convencional.
HIV/AIDS
A infecção pelo HIV é dividida basicamente em três fases. A primeira é a aguda, quando a infecção está no início e o paciente tem maior quantidade de vírus no organismo. Quando presentes, os sintomas duram cerca de seis semanas e geralmente não se faz diagnóstico nessa fase, em que a doença é altamente transmissível.
A segunda fase é a de latência. Caracteriza-se também pelo grande poder de replicação – apesar de menor do que na fase aguda. Não apresenta sintomas importantes e o paciente costuma ter boa qualidade de vida.
Por fim, a última fase é a de doença – ou seja, a Aids. É quando as defesas do organismo praticamente desaparecem e o paciente fica vulnerável a doenças oportunistas e potencialmente letais nessas circunstâncias, como tuberculose, pneumocistose, toxoplasmose e criptococose do sistema nervoso central, monilíase e herpes zoster.
Postado por Eduardo Nascimento em 09/set/2016 -
O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Mauá realizou entre os dias 8 e 10 de agosto ação contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e Zika vírus. A ação coordenada pela Comissão de Gerenciamento de Resíduos teve apoio do Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fundação do ABC e consistiu na entrega de folder explicativo e de sementes da planta Crotalaria breviflora a pacientes, acompanhantes e a funcionários da unidade.

Sementes também foram plantadas no AME Mauá, no jardim em frente à entrada principal
Pesquisas indicam que a crotalária atrai a libélula, que é considerada inseto predador do Aedes aegypti. A libélula adulta se alimenta do mosquito da dengue e também coloca seus ovos em água parada, a exemplo do Aedes. Entretanto, as larvas da libélula se alimentam das larvas do mosquito da dengue, eliminando o foco de transmissão no local.
Ao todo foram distribuídos 2.000 folderes, cada um com três sementes de crotalária. “Nosso objetivo foi orientar quanto ao combate do mosquito transmissor da dengue por meio do possível controle biológico, ou seja, utilizando um recurso natural em favor da prevenção”, explica a farmacêutica do AME Mauá e presidente da Comissão de Gerenciamento de Resíduos, Thaís Ferreira Landiose.
O folder entregue contém passo a passo para o plantio e cultivo da crotalária, que é uma leguminosa de flores amarelas. Além da distribuição de 6.000 sementes aos colaboradores e usuários do AME Mauá, algumas também foram plantadas na própria unidade, no jardim em frente à entrada principal.
INTEGRAÇÃO SUSTENTÁVEL
A ideia da campanha de orientação e distribuição de sementes no AME Mauá surgiu em uma das reuniões do Departamento de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fundação do ABC, que periodicamente reúne representantes de todas as unidades da FUABC para troca de informações e experiências, aproximando os gestores e promovendo a cooperação entre as mantidas. “Logo na primeira reunião, tomamos conhecimento do plantio de crotalária no campus da Faculdade de Medicina do ABC. Consideramos o trabalho bastante importante e buscamos adaptá-lo à realidade do AME Mauá, que está localizado em uma região com muito pouca área verde e que carece desse tipo de iniciativa”, destaca Thaís Landiose.
O plantio na FMABC ocorreu no início do ano e integrou a recepção dos calouros do curso de Gestão em Saúde Ambiental. Sob comando do coordenador e do vice de Saúde Ambiental, respectivamente, Odair Ramos da Silva e Rogério Alvarenga, docentes e discentes estiveram reunidos em 18 de fevereiro com os primeiranistas, no jardim em frente ao prédio Anexo II do campus universitário, onde plantaram as sementes da Crotalaria breviflora.

Equipes do AME Mauá e da FUABC durante ação contra o mosquito Aedes aegypti
Postado por Eduardo Nascimento em 09/set/2016 -
O Fleury Medicina e Saúde realizou em 20 de agosto, em São Paulo, a 12ª edição do Desafio Fleury – uma gincana cultural para alunos do sexto ano de Medicina do Estado de São Paulo. Dez instituições participaram do desafio e as vencedoras foram a Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), em primeiro lugar, seguida da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), em segundo, e pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), em terceiro.

Competição de conhecimento entre alunos do sexto ano de Medicina distribuiu total de R$ 19,5 mil em premiações, além de tablets e cursos de especialização
A premiação ocorreu no final do evento. A equipe da UNICAMP recebeu R$ 10 mil, dois iPads e dois cursos de Suporte Avançado de Vida em Cardiologia (ACLS). Já a FMABC e a UNIFESP receberam R$ 5 mil e R$ 3 mil, respectivamente, além de dois cursos de ACLS para cada uma delas. Os valores em dinheiro destinam-se à formatura das turmas representadas pelas equipes.
Ainda, a UNIFESP ganhou a ação de engajamento promovida entre as faculdades. A premiação extra de R$ 1.500 era relacionada ao engajamento e curtidas de fotos que os participantes publicassem nas redes sociais.
O Desafio Fleury tem como objetivo compartilhar o conhecimento médico por meio de uma gincana interativa entre cursos de Medicina e estreitar o relacionamento da marca com os futuros médicos. Além das instituições vencedoras, participaram da prova neste ano a Universidade Nove de Julho (UNINOVE), Faculdade São Camilo, Faculdade de Medicina de Catanduva (FAMECA), Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa da Misericórdia de São Paulo (Santa Casa), Universidade de São Paulo (USP), Faculdade de Ciências Médicas de Santos (FCMS) e Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP).
Na gincana, cada instituição foi representada por equipe de dois alunos selecionados previamente, que responderam, via voto eletrônico, perguntas sobre medicina diagnóstica elaboradas por assessores médicos do Fleury Medicina e Saúde. Além dos dois principais representantes de cada equipe, outros alunos participaram da plateia e ajudaram suas equipes a responder as questões e conquistar pontos.
Postado por Eduardo Nascimento em 02/set/2016 -
Médicos da disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Medicina do ABC integraram as equipes responsáveis pela saúde ocular de atletas e delegações na Olimpíada do Rio de Janeiro e também estarão em atividade nos Jogos Paralímpicos, que começam em 7 de setembro. Somadas as duas competições, são mais de 14.500 atletas competindo em 65 esportes diferentes. Até o momento já foram realizados mais de 2.000 atendimentos oftalmológicos no Centro Médico da Vila Olímpica, onde há postos para realização de consultas e exames com equipamentos de ponta. A expectativa é de que esse número aumente para pelo menos 2.500 até o encerramento dos trabalhos, em 18 de setembro.

O professor titular de Oftalmologia da FMABC, Dr. José Ricardo Rehder, e o chefe disciplina, Dr. Vagner Loduca Lima
Os atendimentos oftalmológicos realizados no Centro Médico da Vila Olímpica estão sob responsabilidade do H.Olhos – Hospital de Olhos Paulista, que firmou parceria com a disciplina de Oftalmologia da FMABC para completar o quadro médico. Ao todo são 50 oftalmologistas envolvidos – sendo 21 do H.Olhos e 29 da Medicina ABC.
“Participar dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos é uma alegria muito grande para a OftalmoABC. Consideramos esse convite como o reconhecimento do trabalho que temos desenvolvido há mais de 30 anos na disciplina, num esforço que envolve desde aulas na graduação, para alunos do 4º ano de Medicina, até a Residência Médica em Oftalmologia, reconhecida pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia e pelo Ministério da Educação, e que promove o aprimoramento didático, teórico e cirúrgico, além de incentivar a pesquisa científica e prestar assistência oftalmológica à comunidade”, informa o chefe da disciplina de Oftalmologia da Faculdade de Medicina do ABC, Dr. Vagner Loduca Lima.
Os Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro ocorrem de 5 de agosto a 18 de setembro. Entretanto, as equipes de oftalmologia estão disponíveis no Centro Médico desde a abertura oficial da Vila Olímpica, em 18 de julho, e permanecerão até o encerramento das Paralimpíadas, em 18 de setembro – totalizando 63 dias de atividades. São dois turnos diários – das 7h às 15h e das 15h às 23h –, cada um com 15 profissionais envolvidos, entre os quais oftalmologistas, tecnólogos oftálmicos e consultores óticos e de lentes de contato, entre outros apoiadores. Dos mais de 2.000 atendimentos realizados, 70% foram para definição do grau de correção e prescrição de óculos ou de lentes de contato.
ATENÇÃO ESPECIALIZADA
Esta é a primeira vez em que há oftalmologistas à disposição de atletas e delegações. Até então, o serviço contemplava somente a optometria (medição da amplitude da visão). “Todos os atletas e membros das delegações que procuram atendimento oftalmológico passam em consulta com médico. É uma mudança importante em relação à Olimpíada de Londres, por exemplo, pois naquele país é permitido o atendimento pelo optometrista, que é um profissional não-médico. Graças a essa diferença, além da prescrição de óculos, pudemos diagnosticar três casos de glaucoma agudo e alguns problemas graves de retinopatia diabética que nunca haviam sido percebidos”, revela Dr. Vagner Loduca Lima, lembrando que no caso da prescrição de óculos, os esportistas já saem com a receita e retiram gratuitamente as armações e lentes na própria Vila Olímpica. Mais de 1.000 óculos já foram doados.
A expectativa do Hospital de Olhos Paulista é de ultrapassar 2.500 atendimentos oftalmológicos durante as competições no Rio de Janeiro. A perspectiva leva em conta os Jogos Olímpicos de Londres, em 2012, quando 2.272 pessoas procuraram serviços oftalmológicos. No caso de ocorrências específicas de maior gravidade, o H.Olhos conta com parceiro credenciado no Rio de Janeiro, seguindo padrões de tecnologia e qualidade. “Nosso principal objetivo em apoiar a edição brasileira da maior competição esportiva do planeta é promover a saúde ocular e disseminar conhecimento às milhares de pessoas envolvidas na Olimpíada de 2016. Ainda há, em todo o mundo, uma grande deficiência no acesso à oftalmologia, seja por pouco conhecimento ou por falta de infraestrutura. Desta maneira, daremos mais um passo em direção à democratização do conhecimento e da saúde”, afirma Dr. Eduardo Parente Barbosa, diretor Clínico do H.Olhos.
Postado por Eduardo Nascimento em 02/set/2016 -
“Trocar o pneu com o carro andando”. É esta a realidade do Hospital Nardini de Mauá, que atualmente mantém em reforma áreas importantes como o Pronto-Socorro e a Maternidade. Funcionários e pacientes convivem há mais de um ano com os transtornos de duas grandes reformas. Porém, mesmo com as limitações estruturais inerentes às reformas de grande porte, em meio aos corredores não é difícil encontrar reconhecimento dos usuários em relação ao atendimento prestado. Na Ouvidoria, entre janeiro e julho, foram registrados 95 elogios voluntariamente por pacientes ou acompanhantes direcionados a profissionais, serviços e clínicas. A média é de duas inserções por dia. No ano passado, no mesmo período, foram feitos 29 registros, quando as obras ainda não haviam começado. O sistema que registra as demandas é interligado à Ouvidoria SUS da Secretaria da Saúde.

Entre janeiro e julho foram registrados 95 elogios voluntariamente por pacientes ou acompanhantes
A Maternidade funciona atualmente de forma temporária no mesmo andar da Clínica Cirúrgica. À medida que a estrutura foi reduzida, a demanda disparou. Hoje o número de partos supera 150 por mês e o hospital mantém-se como única referência hospitalar para a região de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, que compreende cerca de 600 mil habitantes. A moradora do Jardim Itapark, em Mauá, Ana Claudia Soares, 25 anos, surpreendeu-se ao precisar de atendimento. A paciente estava grávida de 39 semanas e desenvolveu hipertensão gestacional. Deu entrada em 19 de julho e rapidamente foi encaminhada a um parto cesárea de urgência. “Estava nervosa, tinha muitas gestantes em pré-parto, mas a enfermeira segurou minha mão no Centro Cirúrgico. São gestos que fazem a diferença. Sem palavras por toda a atenção e carinho da equipe médica e de enfermagem. É preciso reconhecer o esforço”, relata a paciente, que retornou dias após a alta para presentear a obstetra Dra. Carla Lozano com uma caixa de bombons. Também elogiadas, participaram do atendimento a outra obstetra Dra. Daniela Nogueira e a auxiliar de enfermagem Amanda Santana.
A mãe da paciente, que acompanhou todo o atendimento, deu depoimento de estímulo à equipe. “As pessoas têm que ter mais respeito pelos profissionais e pelo trabalho desenvolvido. Muita gente depende do hospital. Muitos nem sequer utilizam e às vezes ainda falam mal do serviço público. Vemos muita ignorância por aí. Uso o Nardini há 30 anos e minha família sempre foi bem assistida, por isso incentivei minha filha a vir aqui e teve um parto maravilhoso. Ano passado meu marido chegou entre a vida e a morte, ficou na UTI, e recuperou-se graças ao esforço de todos. Defendo o hospital, pois nunca tive do que me queixar”, conta Ana Maria de Oliveira.
Já a paciente Vanessa Oliveira Campos, 30 anos, reside em Ribeirão Pires e internou-se por alguns dias em maio após diagnóstico de apendicite. Foi assistida pela equipe de Cirurgia Geral na retaguarda do Pronto-Socorro antes de realizar cirurgia. “Fui muito bem tratada. Fiz todos os exames necessários que na minha cidade não tem. Recebi suporte, orientação, já operei e estou bem melhor. Toda equipe está de parabéns, foram muito atenciosos e comprometidos. Gostaria de voltar para dar um abraço em todos. Que Deus abençoe toda a equipe”.
Um dos elogios mais marcantes recebidos recentemente foi o de Deivid Marcelino da Silva, que perdeu o pai de 82 anos no início de agosto após complicações de uma pielonefrite. Mesmo em meio à dor da perda, o paciente dirigiu-se voluntariamente à Ouvidoria do hospital para formalizar agradecimento à equipe médica, de enfermagem, serviço social, nutricionistas, psicólogas e recepcionistas. “Expresso minha eterna gratidão por terem cuidado tão bem do meu pai. Infelizmente era a hora dele. Esta equipe vale ouro. Gostaria de agradecer especialmente a Dra. Thais Luciane, da Clínica Médica. Infelizmente existem muitos médicos sem sentimento, mas ela se destaca. Parabéns pelo esforço. Não tenho palavras para agradecer”. Na Clínica Médica, por exemplo, a coordenação instalou um ‘Quadro de elogios’ onde são fixadas todas as avaliações dos usuários a respeito dos atendimentos prestados no setor.
Para garantir a assistência em meio às obras em andamento, o Núcleo de Proteção e Vigilância da unidade tem acompanhado de perto todo o processo de remanejamento e adequação de setores para evitar prejuízos no atendimento ao usuário. “Conhecemos as adversidades que a instituição atravessa e trabalhamos para reduzir o impacto de grandes reformas através da análise e controle de riscos, prática de identificação de pacientes e aprimoramento de rotinas e condutas intersetoriais. O objetivo é otimizar recursos nas ações de promoção, implementação e monitoramento voltadas à segurança e saúde dos pacientes, trabalhadores e meio ambiente”, explica a coordenadora do setor, Tatiana Kazumi Kagaochi.
REFORMAS
A perspectiva de melhora estrutural é cada vez mais próxima para pacientes e trabalhadores. Em mais de 30 anos de existência, é a primeira grande reforma que a unidade passa. O conceito de atendimento humanizado em espaço acolhedor e ampliado é o foco da gestão. A Maternidade, por exemplo, está em obras desde julho do ano passado. A primeira fase está concentrada na construção de 5 quartos PPP (pré-parto, parto, puerpério), que são áreas privativas que garantem a presença de acompanhante e espaço humanizado de atendimento antes e após a gestação. No total, serão 19 quartos neste padrão. Atualmente os trabalhos estão focados na instalação da rede elétrica e dos gases medicinais dos quartos. Quando finalizada, a nova Maternidade também terá moderno Centro Obstétrico, 10 leitos de UTI Neonatal, 15 leitos de Unidade de Cuidados Intermediários, cinco poltronas Mamãe Canguru, três leitos de RPA (Repouso Pós Anestésico), sala de ultrassom, entre outras instalações.
Já no Pronto-Socorro o trabalho segue em avanço na nova Área Verde, que terá 23 leitos de observação. A empresa contratada para as obras realiza a execução da laje de cobertura e alvenaria e também a instalação da rede de esgoto. Já a área da Nutrição está em fase de alvenaria e acabamento externo. A nova estrutura do PS será entregue com 20 leitos na Enfermaria de Retaguarda, 10 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva), oito macas de observação da Área Amarela, sete leitos de urgência na Sala Vermelha, salas de atendimento cirúrgico e ortopédico, de emergência pediátrica e obstétrica, consultório odontológico e salas de apoio (serviço social, classificação de risco, suturas e enlutamento), além de áreas de suporte como farmácia e refeitório. Atualmente o PS funciona de forma provisória no segundo andar, antiga área administrativa. A previsão da Prefeitura é entregar as duas obras até o fim do ano. Os investimentos somam aproximadamente R$ 11 milhões, entre reformas e novos equipamentos.
Postado por Eduardo Nascimento em 02/set/2016 -
O Hospital Municipal Central de Osasco (HMCO) entregou em 1º de agosto as reformas de uma das unidades de Terapia Intensiva e da Sala de Emergência. Desde então, os usuários da unidade passaram a contar com ambientes totalmente readequados e modernos, com infraestrutura de ponta, novos equipamentos e mobiliários.

Espaços foram totalmente modernizados, com troca da rede de gases medicinais, substituição de pisos e instalação de novos equipamentos
Com 8 leitos, a antiga UTI ganhou novo piso e teve as colunas de sustentação recuperadas. Também houve substituição das réguas de gases medicinas por versões mais modernas, instalação de aparelho de ar condicionado, novas pias para o trabalho das equipes de enfermagem e área de prescrição médica.
Já a Sala de Emergência conta com 5 leitos e passou por troca de pia, gabinete e colocação de lavatório médico. Foi realizada a substituição de toda a rede de gases medicinais, a recomposição de colunas estruturais, instalações de bancadas e de novos pontos de energia, além da correção de instalações elétricas e inversão do ponto de hidrante para o lado externo.
Todos os procedimentos foram realizados conforme normativas estabelecidas e buscaram aumentar a qualidade e a segurança no atendimento aos pacientes, contribuindo de maneira importante para a diminuição do risco de infecção hospitalar.
“Identificamos problemas estruturais nos espaços físicos dos dois ambientes e precisávamos agir. Com a abertura da UPA Centro, em junho, e a transferência do pronto atendimento de urgência e emergência, foi possível realizar as reformas sem prejuízos ao atendimento da população”, explica o diretor geral do Hospital Municipal Central de Osasco, Dr. Alessandro Neves, que completa: “Hoje conseguimos oferecer aos usuários ambientes novos e totalmente adequados aos atendimentos realizados nesses setores, o que também beneficia os funcionários, que passaram a contar com infraestrutura moderna, novos mobiliários e equipamentos de ponta”.
As reformas da UTI e da Sala de Emergências do HMCO estão em sintonia com a legislação vigente e seguem a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) nº 50, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que dispõe sobre o “regulamento técnico para planejamento, programação, elaboração e avaliação de projetos físicos de estabelecimentos assistenciais de saúde”.
Postado por Eduardo Nascimento em 02/set/2016 -
Em parceria com o curso de Farmácia da Faculdade de Medicina do ABC, o Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP) realizou em 27 de agosto o curso “Interferência de Medicamentos em Exames Laboratoriais”. Com inscrições gratuitas, a capacitação recebeu cerca de 80 participantes e teve lugar no Anfiteatro David Uip, no campus universitário da FMABC.

O palestrante Paulo Caleb com a diretora regional do CRF-Santo André, Tatiani Tamborino Mazulis, a coordenadora do curso de Farmácia da FMABC, Sonia Hix, e o conselheiro e diretor-tesoureiro do CRF-SP, Marcos Machado Ferreira
Direcionado a farmacêuticos que atuam na área de análises clínicas ou de farmácia e drogaria, o treinamento das 9h às 18h esteve sob responsabilidade do Dr. Paulo Caleb – professor do Programa de Pós-Graduação em Ciências Médicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP) e coordenador de Comissão Assessora do CRF-SP.
O objetivo central do curso foi analisar os fármacos que interferem em exames laboratoriais de rotina, com ênfase nas possíveis alterações fisiológicas, que podem influenciar a conduta terapêutica correta. Entre os temas abordados constaram a interferência de fármacos no hemograma e nos exames do perfil da coagulação (TS, TC, TTAP e TAP), do perfil glicídico (glicemia de jejum, HbA1C), do perfil lipídico (colesterol, LDL, HDL, triglicérides) e do perfil tireoidiano (T3, T4 e TSH). Também houve explanação sobre aqueles que afetam exames do perfil hepático (ALT, AST, gama – GT, bilirrubinas e fosfatase alcalina) e do perfil renal (ureia, creatinina e ácido úrico).
Postado por Eduardo Nascimento em 29/ago/2016 -
O Projeto Hospitais Saudáveis (PHS) e a Fundação do ABC convidam a todos para a nona edição do Seminário Hospitais Saudáveis, que será realizado em São Paulo, nos dias 14 e 15 de setembro próximo. Venha participar, aprender, debater, encontrar colegas e compartilhar conhecimentos sobre os temas mais destacados em gestão ambiental em operações em saúde, saúde e segurança ocupacional e saúde pública ambiental. Inscrições Gratuitas!
O tema geral do SHS 2016 é “Resíduos de Serviços de Saúde 30 anos: os novos desafios do setor saúde”.
Trinta anos depois de ter sido criado a expressão “Resíduos de Serviços de Saúde”, muito se avançou, mas o velho “lixo hospitalar” segue sendo um enorme problema a cobrar vontade política e capacidade de articulação de todas as instituições envolvidas para atingirmos condições adequadas de segurança e eficiência.
Além dos resíduos, “novos desafios do setor saúde” também se apresentam, como os consumos de energia, água, substâncias químicas e diversos outros insumos necessários à assistência à saúde. Essa admirável demanda por recursos naturais e a poluição dela decorrente resultam em ampla gama de impactos ambientais, dentre os quais o grave risco de mudança no clima do planeta. O setor saúde é também parte deste problema. Sua contribuição pode ser aferida pela mensuração das emissões de gases de efeito estufa correspondente a todo o complexo produtivo que suporta a assistência à saúde.
Várias palestras e debates abordarão as questões acima durante o SHS 2016. Entre os destaques estará a participação da Dra. Laura Brannen Faye, que atua há mais de 25 anos na gestão de resíduos de serviços de saúde (RSS), tendo trabalhado em organizações norte-americanas pioneiras como Hospitals for a Healthy Environment e Practice Greenhealth.
A relação entre mudança do clima e saúde pública será abordada pelo Dr. Luís B. L. Estela, meteorologista do Centro de Estudos e Serviços Ambientais (CESAM) da Universidade Central “Maria Abreu”, em Las Villas, Cuba, que apresentará surpreendentes estudos que demonstram os efeitos dos eventos meteorológicos sobre a morbidade e mortalidade em diferentes regiões do mundo.
É tempo de buscar soluções ambientais eficientes, capazes de reduzir custos, aumentar a resolutividade e promover a saúde e a qualidade de vida de todos. Hoje é necessário refletir sobre as consequências dos modelos adotados para a saúde pública e suas consequências para a sustentabilidade do setor saúde.
Divulgue a programação para seus amigos e colegas de trabalho. Para saber mais sobre o SHS 2016 e as atualizações em nossa programação, visite www.hospitaissaudaveis.org.
Não perca a oportunidade de obter reconhecimento nacional pelas ações socioambientais efetivas e inovadoras promovidas por sua organização de saúde! O Prêmio AMA, que está em sua 9ª edição, será entregue durante a cerimônia de abertura do SHS 2016 aos 15 melhores projetos apresentados.
Desafio 2020 – a Saúde pelo Clima
Faça parte da Cerimônia de Reconhecimento dos Membros da Rede Global Hospitais Verdes e Saudáveis, inscrevendo sua organização na campanha mundial “Desafio 2020 – a Saúde pelo Clima”. Venha fazer seu benchmarking e refletir sobre as ações que sua organização pode praticar, visando a redução a pegada de carbono do setor saúde.
Agora em formato digital (exposição por meio de monitores de vídeo na antessala das conferências). Seus projetos ambientais podem ser apresentados nas categorias “experiência profissional” e “pesquisa acadêmica”, nas 10 áreas temáticas da Agenda Global Hospitais Verdes e Saudáveis.
III Fórum Nacional de Vigilância Sanitária de Resíduos de Serviços de Saúde
Participe já deste espaço permanente de discussão sobre os principais problemas no gerenciamento dos RSS, enviando sugestões e comentários para residuos@cvs.saude.sp.gov.br. Na manhã do dia 15 de setembro, o Fórum de RSS abordará o tema “Rastreabilidade dos RSS”, visando apresentar subsídios para políticas públicas que contribuam para o desenvolvimento do setor saúde nessa temática.
Faça aqui seu cadastro para solicitação de vaga (Atenção, vagas limitadas! Apenas os cadastrados que receberem confirmação de vaga estarão efetivamente inscritos).
O SHS 2016 é uma iniciativa sem finalidade de lucro promovida pelo Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo, Hospital Sírio Libanês, Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), Pró-Saúde – Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar e as organizações não governamentais Saúde Sem Dano (SSD) e Projeto Hospitais Saudáveis (PHS).

Postado por Eduardo Nascimento em 26/ago/2016 -
Parceria entre a Fundação do ABC e o Governo do Estado, o Instituto de Infectologia Emílio Ribas II, no Guarujá, organiza na próxima quarta-feira (31 de agosto) ciclo de palestras educativas com o tema “Aids e Sífilis”. O evento das 9h às 12h terá lugar no Auditório da Câmara Municipal de Guarujá (Av. Leomil, 291, Centro – Guarujá). São esperados cerca de 100 participantes, entre profissionais da área da saúde, estudantes, agentes comunitários e conselheiros de saúde. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo e-mail palestras@emilioribasbs.org.br. Para o dia do evento, pede-se a doação de um quilo de alimento não perecível, que será entregue a pessoas em situação de vulnerabilidade social.

Ciclo de palestras na próxima quarta-feira (31 de agosto) é destinado a profissionais e estudantes da área da saúde
Entre os temas pautados para o ciclo de palestras estão as características principais das doenças, diagnóstico e tratamentos, entre outras informações. Ao todo serão três convidados à frente dos trabalhos. Médico infectologista do Emílio Ribas II, Dr. Marcos Montani Caseiro iniciará as atividades com explanação sobre “A situação atual da Aids no cenário nacional”. Em seguida, o professor de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC (FMABC), Dr. Juvencio José Duailibe Furtado, abordará o tema “Sífilis: a doença, diagnóstico e tratamento”.
A última palestra estará sob responsabilidade do professor titular da disciplina de Moléstias Infecciosas da FMABC, Dr. Hélio Vasconcellos Lopes, que apresentará a aula “Sífilis: a doença no panorama atual”. O encerramento do evento será marcado por mesa redonda e debate entre os palestrantes.
SÍFILIS
No Estado de São Paulo, a sífilis em adultos aumentou 7 vezes no período entre 2008 e 2014, atingindo mais de 25 mil casos. Além disso, dados do Conselho Federal de Medicina e do Ministério da Saúde apontam que o índice de sífilis congênita – aquela transmitida da mãe para o filho na gestação – era de 1,7 casos para cada 1.000 nascidos vivos em 2004 e praticamente triplicou em 2013, passando a 4,7 casos por 1.000 nascidos vivos.
A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum. A principal via de transmissão é a relação sexual desprotegida, mas o contágio também pode ocorrer ao longo da gravidez, da gestante para o feto, ou durante o parto, da mãe para o bebê.
Pessoas infectadas podem apresentar desde um mal-estar leve até graves sequelas neurológicas no decorrer da vida – caso a doença não seja tratada adequadamente. O tratamento é à base de antibióticos e varia conforme o estágio da doença. A penicilina integra a terapia convencional.
HIV/AIDS
A infecção pelo HIV é dividida basicamente em três fases. A primeira é a aguda, quando a infecção está no início e o paciente tem maior quantidade de vírus no organismo. Quando presentes, os sintomas duram cerca de seis semanas e geralmente não se faz diagnóstico nessa fase, em que a doença é altamente transmissível.
A segunda fase é a de latência. Pode durar até 8 anos e caracteriza-se também pelo grande poder de replicação – apesar de menor do que na fase aguda. Não apresenta sintomas importantes e o paciente costuma ter boa qualidade de vida.
Por fim, a última fase é a de doença – ou seja, a Aids. É quando as defesas do organismo praticamente desaparecem e o paciente fica vulnerável a doenças oportunistas e potencialmente letais nessas circunstâncias, como tuberculose, pneumocistose, toxoplasmose e criptococose do sistema nervoso central, monilíase e herpes zoster.
Postado por Eduardo Nascimento em 26/ago/2016 -
Especialistas do Ambulatório Multidisciplinar de Dermatite Atópica da Faculdade de Medicina do ABC (AMDA-FMABC) programaram para 27 de agosto (sábado), das 10h às 12h, a primeira reunião da Associação de Apoio à Dermatite Atópica do ABC, a AADA-ABC. O encontro com entrada gratuita marcará o início dos trabalhos da entidade regional, cujo objetivo é aproximar pacientes, familiares e profissionais de saúde, facilitando a troca de experiências e contribuindo na divulgação de informações sobre tratamento e controle da doença. Também neste mês de agosto foi inaugurada a página online da AADA-ABC no Facebook (Fanpage).

Susana Machado Passeti, Maria Amélia Frias, Roberta Jardim Criado, Lucia Mioko Ito e Cristina Laczynski
“Hoje temos muitos pacientes em tratamento na Faculdade de Medicina do ABC e que precisam se deslocar até a Capital para participar das reuniões da AADA de São Paulo. Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre também já criaram suas associações de apoio e entendemos que chegou o momento dos pacientes do Grande ABC também contarem com esse diferencial”, explica a professora da disciplina de Dermatologia da FMABC, Dra. Cristina Laczynski, que acrescenta: “Recentemente estivemos em visita à AADA-SP e buscamos orientações sobre como conduzir os trabalhos no ABC. A ideia é seguir modelo semelhante de atuação, com reuniões mensais, sempre aos sábados, mas facilitar o acesso com encontros na própria faculdade de medicina, que é o local onde esses pacientes passam periodicamente em atendimento”.
O primeiro encontro da AADA-ABC ocorrerá no prédio da Dermatologia/Estética da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André (Av. Príncipe de Gales, 821), e contará com presença do Dr. Roberto Takaoka, responsável pelo Ambulatório de Dermatite Atópica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e fundador da AADA-SP, a primeira do gênero no país. A partir de então, as reuniões da AADA-ABC ocorrerão mensalmente, sempre no último sábado do mês – com exceção de dezembro, quando o evento será antecipado para o dia 10.
REFERÊNCIA REGIONAL
O Ambulatório Multidisciplinar de Dermatite Atópica da FMABC foi criado em abril de 2015 e hoje conta com cerca de 100 pacientes cadastrados. Os atendimentos são gratuitos, via Sistema Único de Saúde (SUS), e ocorrem todas as quartas-feiras, das 8h às 12h. São aproximadamente 60 consultas mensais, cujo agendamento é diretamente no município de origem do paciente, através das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A assistência abrange as áreas de Dermatologia, Psicologia, Pediatria e Alergia.
“A criação da AADA-ABC e o início das reuniões também contribuirá para a divulgação do ambulatório. É importante que todas as UBSs, das sete cidades da região, conheçam o serviço e sempre que tiverem pacientes com suspeita de dermatite atópica encaminhem para avaliação especializada na Medicina ABC”, reforça a Dra. Cristina Laczynski, que coordena o ambulatório da FMABC ao lado das doutoras Lucia Mioko Ito, Roberta Jardim Criado e Susana Machado Passeti, além da psicóloga Maria Amélia Frias.
DERMATITE ATÓPICA
A dermatite atópica é uma doença dermatológica comum na infância, que pode se iniciar aos três meses de idade. Tem grande impacto na vida das crianças e de suas famílias, principalmente pelo aspecto das lesões de pele e pela coceira, que pode ser intensa e, muitas vezes, alterar o sono e comprometer a qualidade de vida.
O sinal mais importante da dermatite atópica é o ressecamento da pele, que pode ser acompanhado por de descamação e vermelhidão, podendo evoluir para o envolvimento de toda a pele, com repercussões em todo organismo. “Fatores ambientais, como a poluição e o tempo muito seco, podem agravar a dermatite atópica. Infecções também podem acontecer, muitas vezes ocasionadas ao coçar a pele e por escoriações”, completa Dra. Cristina Laczynski.
São fundamentais o uso de hidratantes e o acompanhamento periódico com dermatologista, que oferecerá aos pacientes os tratamentos adequados para cuidar e controlar a dermatite atópica.