Postado por Eduardo Nascimento em 29/abr/2016 -
O curso de Enfermagem da Faculdade de Medicina do ABC, em parceria com a Fundação do ABC, Centro de Saúde Escola Capuava e Secretaria da Saúde de Santo André, organizou em 12 de abril campanha de vacinação contra a gripe influenza. A ação teve apoio do Programa de Residência Integrada Multiprofissional em Saúde e das equipes de saúde da FMABC e disponibilizou mil doses da vacina, beneficiando profissionais de saúde do campus universitário, assim como crianças atendidas no Ambulatório de Oncologia Pediátrica e na Casa Ronald ABC.

Vacinas foram fornecidas pela Secretaria de Saúde de Santo André, que há 8 anos mantém parceria com a FMABC para imunização contra gripe
As vacinas foram fornecidas pela Secretaria de Saúde de Santo André, que há 8 anos mantém essa parceria com a FMABC para imunização contra gripe. A aplicação esteve sob responsabilidade de professores e alunos do 4º ano de Enfermagem – constantemente supervisionados pela equipe docente. Segundo a coordenadora do curso de Enfermagem da FMABC, Rosangela Filipini, esse tipo de atividade é extremamente importante para os acadêmicos e contribui para o método de ensino aplicado ao longo dos anos – a metodologia ativa –, que busca mostrar aos estudantes a real situação da saúde na região e no país, integrando-se às ações realizadas. “O aluno colabora e participa efetivamente da saúde de sua comunidade. Ele sai do papel passivo para o ativo e se envolve com os problemas”, explica Filipini.
Em 2016, as doses da vacina protegem a população contra os três principais vírus do inverno: A/California (H1N1), A/Hong Kong (H3N2) e B/Brisbane.
Para evitar o contágio, os profissionais de saúde devem usar equipamentos de proteção individual quando houver risco, entre várias outras recomendações específicas – como a frequente higienização das mãos. No ambiente hospitalar, o processo deve ser feito antes e após contato direto com pacientes, na entrada e na saída de áreas com pessoas infectadas e imediatamente após a retirada de luvas.
CUIDADO REDOBRADO
Neste 2016, o Brasil enfrenta um novo surto de gripe A/H1N1 – também conhecida como gripe suína. Em abril, ainda no outono, a quantidade de casos de A/H1N1 no Estado de São Paulo e as mortes relacionadas ao vírus já se equiparavam aos registros de todo o ano de 2015. Por essa razão, é importante que todas as pessoas tomem a vacina da gripe, em especial aqueles que estão nos grupos mais suscetíveis, como as gestantes, idosos, crianças e profissionais de saúde.
Os sintomas da gripe suína são muito semelhantes aos da gripe comum: febre alta, dores de cabeça, muscular, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e falta de apetite. A preocupação maior se dá quando esses sintomas persistem e se intensificam, caracterizando a chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
A transmissão do vírus A/H1N1 ocorre, principalmente, de forma direta, ou seja, de pessoa para pessoa. O doente pode transmitir o vírus ao falar, espirrar ou tossir, por exemplo. Também pode haver contágio de forma indireta, ao tocar em superfícies contaminadas por secreções e depois levar a mão à boca, nariz ou olhos.
Para o público em geral, além da vacinação, é importante destacar algumas medidas preventivas. Entre as mais importantes, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo recomendam lavar as mãos com frequência, principalmente antes de consumir algum alimento, cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, higienizar as mãos após tossir ou espirrar, não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas, manter os ambientes bem ventilados, evitar pessoas que apresentam sinais de gripe, assim como locais com grandes aglomerações, além de utilizar álcool gel nas mãos.
Postado por Eduardo Nascimento em 29/abr/2016 -
O serviço de Farmácia do Hospital Estadual de Francisco Morato realizou em meados de março ação inédita batizada “Campanha contra a dengue e a favor da população”. A iniciativa integrou a mobilização “Farmacêuticos contra a dengue, Zika e chikungunya”, do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-
SP), e buscou chamar a atenção dos usuários da unidade de saúde e de funcionários para a prevenção das doenças e eliminação dos criadouros do mosquito transmissor, o Aedes aegypti.
Com base em folhetos didáticos fornecidos pelo CRF-SP, os farmacêuticos do HEFM passaram informações objetivas e de fácil entendimento para todos os colaboradores do hospital, assim como pacientes e acompanhantes. A fim de ampliar o alcance da campanha, a ação foi desenvolvida tanto nas áreas administrativas como nas assistenciais, em diversos horários – inclusive no período noturno.
“Nosso principal objetivo é atuar como agentes multiplicadores de informação, orientando a população quanto à prevenção, cuidados, sinais e sintomas das doenças, assim como os cuidados e a responsabilidade ao utilizar medicamentos sem a orientação de um médico ou farmacêutico”, afirma a coordenadora de Farmácia do Hospital Estadual de Francisco Morato, Aline Silverio, que acrescenta: “Sabemos que a dengue, o Zika vírus e a febre chikungunya são problemas de saúde pública e, portanto, são temas essenciais que pedem a mobilização de todos”.

“Campanha contra a dengue e a favor da população”, do Hospital Estadual de Francisco Morato
Postado por Eduardo Nascimento em 29/abr/2016 -
O projeto Brinquedos do Bem, que recupera brinquedos para doação a crianças enfermas, contemplou em 6 de abril pacientes internados na Pediatria do Hospital Municipal Irmã Dulce de Praia Grande. Iniciativa de voluntárias santistas, o trabalho consiste em reciclar itens descartados no lixo ou mesmo produtos doados, que passam por rigorosa higienização e ganham aspecto de novo. Pelo menos 40 unidades restauradas foram entregues na Brinquedoteca do ‘Irmã Dulce’.
Idealizado pela dona de casa Mara Regina Moraes da Silva, que atua como voluntária no Hospital Guilherme Álvaro (HGA), em Santos, o projeto começou em julho de 2014 com a coleta de três bonecas de uma lixeira, que foram recuperadas, embaladas em papel de presente e entregues para crianças do HGA.

Grupo entregou 40 unidades restauradas na Brinquedoteca do Hospital Municipal
A partir daí a reciclagem de brinquedos ganhou reforços, como o da advogada Vera Lucia Soutosa Fiuza, que assim como outras sete pessoas, participa com limpeza, confecção de roupas e restauração de peças danificadas de centenas de brinquedos. “Na minha casa, uso o quarto que era da empregada para guardar e separar os brinquedos para doação. Na casa da Mara, vários cômodos são ocupados pelos brinquedos e a família toda se envolve nisso”, disse.
Além de beneficiar crianças internadas no HGA e no ‘Irmã Dulce’, a atividade voluntária atua na Santa Casa de Santos e pretende também incluir o Hospital Santo Amaro, no Guarujá, na lista de visitas, que atualmente são quinzenais.
Na próxima visita ao Hospital Municipal, além de doar brinquedos reciclados, a equipe deve recolher peças doadas pela empresa Ri Happy, que contribui com a instituição local com produtos novos ou com pequenos defeitos.
Para colaborar com o projeto Brinquedos do Bem, basta visitar a página no Facebook para mais informações.
Postado por Fernando Valini em 20/abr/2016 -

Gestores da FUABC e do Governo do Estado na entrega das obras do Hospital e Maternidade Interlagos
As obras de adequação e modernização das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) Obstétrica e Neonatal e demais alas do Hospital e Maternidade Interlagos, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, foram entregues pelo governador Geraldo Alckmin em 31 de março. Na mesma data, a Fundação do ABC passou a responder por equipe multidisciplinar da unidade, cuja missão é promover assistência de qualidade, com humanização do atendimento.
“Foi feito um grande trabalho, primeiro de modernização, reforma, equipamentos e serviços mais humanizados. Foram contratados 50 médicos, 30 obstetras e 20 intensivistas através da Fundação do ABC. É um trabalho muito bonito, parto humanizado, UTI Neonatal para crianças, referência para gravidez de alto risco e 400 partos por mês, ou seja, mais de 13 partos por dia”, disse Geraldo Alckmin.
Com isso, a oferta de partos dobrará na unidade, passando de 200 para cerca de 400 procedimentos por mês. As intervenções realizadas também tiveram como objetivo melhorar as condições de permanência dos familiares, que terão mais conforto para acompanhar mamães e recém-nascidos, e readequar espaços para aprimorar o desempenho dos funcionários.
O investimento total é de R$ 10,5 milhões para a readequação e modernização de setores, como do pronto-socorro, enfermarias, Central de Material Esterilizado (CME), pré-parto, conforto médico e UTIs Obstétrica e Neonatal. Além disso, foi efetivada a contratação de mais profissionais de saúde para operacionalizar e gerenciar parte dos novos leitos.
A equipe multidisciplinar, contratada por meio de convênio com a Fundação do ABC inclui médicos ginecologistas/obstetras e neonatologistas. Com vigência de 10 meses, o convênio poderá ser prorrogado, se necessário, e já prevê a ampliação gradativa no funcionamento dos leitos das UTIs Obstétrica e Neonatal.
“Esse investimento do governo paulista foi essencial para modernizar e aprimorar as condições técnicas de diversos setores da maternidade, visando à melhoria da qualidade na assistência e a oferta de mais partos para as gestantes da região encaminhadas à unidade”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Dr. David Uip.
Com área total de 3 mil metros quadrados, o Hospital e Maternidade Interlagos integra serviços assistenciais instaladas em duas edificações, que incluem a unidade hospitalar e o prédio anexo, onde estão a farmácia e o ambulatório.
Postado por Fernando Valini em 20/abr/2016 -

Pelo quarto ano consecutivo, FUABC manteve estande no COSEMS/SP,
evento que neste 2016 ocorreu no Palácio do Anhembi, na Capital
Pelo quarto ano consecutivo, a Fundação do ABC marcou presença no congresso do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo, o COSEMS/SP. Com o tema central “SUS e o direito à Saúde: política pública com qualidade e sustentabilidade”, o evento chegou à 30ª edição neste 2016, realizado de 13 a 15 de abril no Palácio do Anhembi, na Capital paulista.
Ao todo foram 11 cursos, uma oficina de comunicação, duas grandes conversas, café com ideias, rodas de conversas e a XIII Mostra de Experiências Exitosas dos Municípios, que contou com 538 trabalhos inscritos e celebrou o VI Prêmio David Capistrano. Durante os três dias de atividades, o 30º Congresso do COSEMS/SP reuniu mais de 1.600 participantes, de 469 municípios do Estado de São Paulo. Ao todo, 229 secretários municipais de Saúde desfrutaram de intensos debates e reflexões acerca dos rumos da saúde pública nacional. “Em um momento político delicado, conseguimos excelente público. Convidados gabaritados analisaram importantes aspectos da gestão, o que qualifica o debate. A grande participação de secretários e técnicos de Saúde, de vários municípios, mostra a força de mobilização do COSEMS/SP”, avaliou Stênio Miranda, presidente do COSEMS/SP.
A exemplo das três últimas edições do congresso, em São Bernardo do Campo, Ubatuba e em Campos do Jordão, a FUABC contou com estande durante todo o evento para receber os secretários de saúde e demais dirigentes que atuam no segmento. Profissionais capacitados estiveram à disposição para atender aos congressistas e distribuir materiais informativos sobre a Fundação do ABC, com intuito de divulgar o trabalho desenvolvido ao longo de quase 50 anos, com foco na qualificação da assistência, modernização dos processos de gestão, transparência administrativa, humanização do atendimento e satisfação dos usuários.
ASSEMBLEIA GERAL
Na manhã do dia 15, Assembleia Geral reuniu mais de 70 secretários municipais de Saúde, que acompanharam e aprovaram a prestação de contas do Conselho, autorizada pelo Conselho Fiscal do COSEMS/SP. Também foram realizadas pequenas mudanças no Estatuto e produzida a Carta de São Paulo, documento que norteará as ações dos secretários para 2016 e 2017.
Postado por Fernando Valini em 20/abr/2016 -

Programa Fila Zero segue como exemplo para a saúde pública do Brasil
Lançado em maio de 2015 com o objetivo de zerar a espera por consultas com médicos especialistas, o Programa Fila Zero de São Caetano do Sul segue como exemplo para a saúde pública do Brasil. Na edição mais recente, em 16 de abril, o 11º Mutirão da Saúde teve lugar no Hospital São Caetano e bateu recorde de atendimentos em um único evento. Foram 4.000 pacientes. Somados todos os mutirões mensais da Prefeitura, o Fila Zero totaliza cerca de 30.000 atendimentos.
Mais uma vez presente, o prefeito Paulo Pinheiro ressaltou que os serviços estão cada vez mais ágeis e eficientes. “Seguimos como referência nacional com consultas e exames sem a necessidade de agendamento. Com a crise econômica, muitas pessoas têm cancelado os seus convênios particulares. Posso afirmar que a qualidade e velocidade da nossa Rede Municipal de Saúde é melhor. Estamos preparados para absorver toda a demanda da cidade, que cresceu nos últimos anos com a verticalização desenfreada”.
O novo secretário municipal de Saúde, Dr. Silvio Luiz Martinez, observou que o mutirão novamente foi sucesso de público e de avaliação. “É uma medida eficaz no atendimento às demandas da população. É um ótimo modelo de como se faz boa gestão na Saúde de São Caetano”, garantiu.
Antônio Figueiredo, morador do Bairro Santa Paula, aproveitou a oportunidade para fazer raio-x. “O atendimento foi rápido e muito bom. Vim fazer alguns exames que estava precisando e já saí daqui com a marcação para o médico e tudo mais. A Prefeitura está de parabéns”, elogiou. Já Marisa Torres, do Bairro Santo Antônio, passou pela Geriatria. “Achei tudo excelente. O atendimento, orientações e encaminhamentos necessários e de forma rápida. Gostei muito da atenção que o médico deu, explicando bem e tirando minhas dúvidas”.
BALANÇO
Atuaram 50 médicos em 24 especialidades. Os atendimentos espontâneos abrangeram Cardiologia, Clínica Médica, Dermatologia, Fisioterapia, Gastroenterologia, Geriatria, Ginecologia, Infectologia (Teste Rápido de HIV), Odontologia (Unidade Móvel), Oftalmologia (Unidade Móvel), Ortopedia, Otorrinolaringologia, Pequenas Cirurgias/Procedimentos, Psiquiatria, Urologia e Vascular. Já os agendados pela Central de Agendamento e Regulação da Saúde foram nas áreas de Avaliação Pré-Anestésica (Anestesistas), Cardiologia Pré-Operatória, Endocrinologia, Fonoaudiologia, Hematologia, Nefrologia, Neurologia, Raio-X, Reumatologia e Ultrassom.
Especialistas, auxiliares e técnicos de enfermagem reforçaram a ação global da Secretaria de Saúde. Foram oferecidas aferições de pressão arterial e glicemia, além de ambulâncias para o deslocamento de pacientes. A Ouvidoria da Saúde atendeu reclamações, críticas e sugestões dos moradores.
Postado por Fernando Valini em 20/abr/2016 -

Campanha interna promoveu imunização em massa de trabalhadores e terceirizados
O Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini de Mauá vacinou, entre os dias 7 e 12 de abril, 773 funcionários contra o vírus da gripe – o influenza – durante campanha promovida a todos os trabalhadores, inclusive terceirizados. A ação foi coordenada pelo setor de Medicina do Trabalho em parceria com o Núcleo de Vigilância Epidemiológica (NUVE). O montante corresponde a 84% do quadro total de funcionários da unidade. No ano passado, foram imunizados 383 trabalhadores.
A alta adesão expressa a preocupação do hospital e de seu quadro de colaboradores com os cuidados com a própria saúde e, consequentemente, dos pacientes assistidos pelas equipes. Os trabalhadores foram imunizados com a vacina trivalente 2016, que protege contra os vírus A/H1N1, A/H3N2 e Influenza B.
Para estimular a participação interna, as áreas flexibilizaram e ampliaram os horários de vacinação para os plantões diurno, noturno e também disponibilizaram novos horários para trabalhadores de folga ou de férias. Considerando que a imunização não é obrigatória, a campanha foi considerada um sucesso. “A ação teve importância significativa este ano e a adesão foi muito maior do que a dos anos anteriores. As medidas de prevenção são tão importantes quanto a vacina, por isso também divulgamos diversas orientações sobre ações preventivas como forma de proteger nossos trabalhadores”, comenta a enfermeira do Trabalho, Simone Bastos.
Este ano, devido ao aumento dos casos no Estado de São Paulo, o Ministério da Saúde liberou de forma antecipada as doses para aplicação nos grupos considerados de risco, como profissionais de saúde, gestantes, idosos, portadores de doenças crônicas e crianças de seis meses até 5 anos. Ao todo, 39 municípios da Região Metropolitana tiveram as vacinações antecipadas. A estratégia tem como objetivo minimizar a ocorrência da doença, internações e óbitos relacionados ao vírus influenza, especialmente entre os grupos que apresentam maior risco de evoluir com complicações.
VACINAÇÃO NA REDE
Na rede de Saúde de Mauá, a vacinação da população começou em 4 de abril para os trabalhadores da saúde da rede pública e privada. Dia 11 teve início a imunização para crianças de seis meses até cinco anos, pessoas com mais de 60 anos e gestantes. De 18 a 22, a campanha foca puérperas (mulheres no período de até 45 dias após o parto), pessoas com comorbidades (com duas ou mais patologias associadas, como diabetes e hipertensão, por exemplo), além de indígenas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional e jovens de 12 a 21 anos submetidos à aplicação de medidas socioeducativas. Segundo o Ministério da Saúde, a vacinação é capaz de reduzir de 32% a 45% o número de hospitalizações por pneumonias e de 39% a 75% a mortalidade por complicações do vírus influenza.
Postado por Eduardo Nascimento em 15/abr/2016 -
* por Dr. Munir Akar Ayub
Neste 2016, o Brasil enfrenta um novo surto de gripe A/H1N1 – também conhecida como gripe suína. Apesar de estarmos no mês de abril, ainda no outono, a quantidade de casos de A/H1N1 no Estado de São Paulo e as mortes relacionadas ao vírus já se equivalem aos registros de todo o ano de 2015. Por essa razão, os cuidados preventivos precisam ser redobrados e a população deve se vacinar!

Dr. Munir Akar Ayub, professor de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC
Existe apenas um tipo de vírus da gripe, o influenza, que é muito instável. Dessa forma, mutações e recombinações ocorrem com frequência, dando origem a vários subtipos circulando em um mesmo momento. O que acontece é que, de tempos em tempos, ocorre uma mutação importante no vírus da gripe. Como a população não tem anticorpos contra esse novo subtipo em circulação, doenças mais graves podem ocorrer, como foram os casos da gripe espanhola, asiática e nos últimos anos, da gripe A/H1N1.
Os sintomas da gripe suína são muito semelhantes aos da gripe comum: febre alta, dores de cabeça, muscular, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e falta de apetite. A preocupação maior se dá quando esses sintomas persistem e se intensificam, caracterizando a chamada Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).
A transmissão do vírus A/H1N1 ocorre, principalmente, de forma direta, ou seja, de pessoa para pessoa. O doente pode transmitir o vírus ao falar, espirrar ou tossir, por exemplo. Também pode haver contágio de forma indireta, ao tocar em superfícies contaminadas por secreções e depois levar a mão à boca, nariz ou olhos.
É importante que todas as pessoas tomem a vacina da gripe, em especial aqueles que estão nos grupos mais suscetíveis, como as gestantes, idosos e crianças. Principalmente nesses casos, quando houver suspeita, recomenda-se procurar um médico para a avaliação correta e o tratamento adequado.
Trata-se de mito acreditar que logo após a vacinação o paciente terá gripe, pois a vacina não é feita de vírus – portanto, não tem capacidade de produzir doença. Na verdade, a proteção da vacina começa somente 2 semanas após a aplicação, enquanto o período de incubação da gripe é de 3 a 5 dias. Dessa forma, o que pode ocorrer é que quando o paciente vai se vacinar ele já está gripado, porém, ainda sem apresentar os sintomas.
Além da vacinação, é importante destacar algumas medidas preventivas. Entre as mais importantes, o Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo recomendam lavar as mãos com frequência, principalmente antes de consumir algum alimento, cobrir o nariz e a boca quando espirrar ou tossir, evitar tocar mucosas de olhos, nariz e boca, higienizar as mãos após tossir ou espirrar, não compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas, manter os ambientes bem ventilados, evitar pessoas que apresentam sinais de gripe, assim como locais com grandes aglomerações, além de utilizar álcool gel nas mãos.
* Dr. Munir Akar Ayub, professor de Infectologia da Faculdade de Medicina do ABC.
Postado por Eduardo Nascimento em 15/abr/2016 -
Caracterizada como pessoa jurídica de direito privado, entidade filantrópica de assistência social, saúde e educação, a Fundação do ABC completou 6 meses de trabalho à frente das unidades da Rede Assistencial da Supervisão Técnica de Saúde (STS) São Mateus, na Zona Leste da Capital paulista, com resultados expressivos no período. Graças à parceria inédita, foi possível contabilizar aumento de 36% no número de consultas médicas entre novembro e fevereiro, assim como o acréscimo de 180% nos exames de imagem.
“Quando iniciamos os trabalhos, realizávamos média de 7 mil consultas mensais em duas AMAs (Assistência Médica Ambulatorial) sob gestão da fundação. Em fevereiro deste ano,

Reuniões periódicas entre os apoiadores do território otimizam ações na região
contabilizamos mais de 23 mil em cinco AMAs administradas”, calcula a gerente da Fundação do ABC para o contrato São Mateus, Darlice da Mota Soares, que acrescenta: “Em relação aos exames de diagnóstico, realizamos 2.500 procedimentos em dezembro e 7.000 em fevereiro deste ano – um aumento de 180%. Além disso, desde março iniciamos os exames de ultrassom obstétrico e morfológico, que são inéditos na região”.
Com foco na Atenção Básica, o contrato da FUABC com a Prefeitura de São Paulo tem vigência de 5 anos e contempla 35 serviços em 19 endereços – algumas funcionam de forma conjugada. São 5 unidades de Assistência Médica Ambulatorial (AMAs), 16 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), 5 Núcleos de Apoio à Saúde da Família (NASFs), 3 Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMADs), 1 AMA-Especialidades e 2 Serviços de Apoio de Diagnóstico e Terapia (SADTs), além do Núcleo Integrado de Reabilitação (NIR) Jardim Tietê I, do Centro de Especialidades Odontológicas (CEO) São Mateus (instalado no AMA-E) e do Pronto Atendimento São Mateus.
Desde o início da parceria, em setembro de 2015, Fundação do ABC e Prefeitura de São Paulo têm procurado avançar nos modelos de atenção e de gestão no território, em busca da maior integração entre as unidades de saúde de São Mateus, com objetivo de otimizar recursos e melhorar a assistência em benefício de toda a população da região.

Diretoria da FUABC e gestores responsáveis pelo contrato São Mateus
“Construímos um novo modelo de trabalho, com readequação das áreas administrativas e reestruturação de toda a assistência. Uma das grandes conquistas nesse período é a integração entre AMAs e UBSs, conforme projeto da Secretaria de Saúde de São Paulo. Quando assumimos, essas unidades, apesar de conjugadas, trabalhavam de maneira independente. Hoje a integração é realidade, o que permite aproveitar melhor os recursos disponíveis e ampliar algumas áreas de atendimento”, comemora a gerente Darlice da Mota Soares, que explica: “Com a integração, pacientes das UBSs ganharam mais um dia na semana para alguns tipos de atendimento, pois as AMAs funcionam aos sábados. Papanicolau, vacinação e atendimento odontológico são alguns dos serviços já disponíveis”.
MUITO ALÉM DE NÚMEROS
Apesar dos resultados favoráveis e das metas alcançadas, a parceria FUABC-Prefeitura de São Paulo tem conquistado muito mais do que números positivos. Os funcionários das unidades estão sensibilizados para a necessidade de trabalhar em sintonia com a população e têm desenvolvido ações de orientação e campanhas preventivas extremamente importantes.
“Quando assinamos contrato com a Prefeitura, uma das metas era a atualização das carteiras de vacinação de 90% das crianças menores de um ano. Mobilizamos todas as unidades e conseguimos alcançar o objetivo, contando com o apoio importante dos agentes comunitários de saúde (ACSs)”, revela Darlice Soares. Entretanto, algumas das unidades não contam com ACSs, como é o caso da UBS Jardim Santo André. “Foi um esforço enorme da equipe do Jardim Santo André frente ao desafio. Das 688 crianças registradas na unidade, 131 estavam com a vacinação em atraso. Em uma semana, a equipe de enfermagem e todos os funcionários se mobilizaram e conseguiram vacinar todos os faltosos. Ficamos realmente impressionados com a capacidade dos profissionais em superar os desafios e buscar alternativas frente às adversidades do dia a dia”, considera a gerente da FUABC.
Outra ação de destaque foram campanhas de orientação contra a dengue nas UBSs e também em visitas domiciliares, com eliminação de possíveis criadouros do mosquito transmissor da doença, o Aedes aegypti.
Mesmo com muitas mudanças ocorridas no território, as unidades conseguiram manter em funcionamento projetos de humanização existentes, com apoio da FUABC. Na UBS Jardim da Conquista II, por exemplo, o destaque é o projeto de humanização que oferece banho de ofurô para recém-nascidos. A técnica acalma o bebê, promove relaxamento e estimula o vínculo da criança com a mãe. Nessa mesma linha, a UBS Parque Boa Esperança organiza grupos de aleitamento materno com as mães, com encontros na área verde da unidade.
Todo esse trabalho conta com suporte de um grupo de colaboradores diferenciados, conhecidos como apoiadores. “São profissionais experientes em gestão e saúde, que em parceria com a Supervisão de Saúde de São Mateus, acompanham o trabalho dos gestores dos serviços, aproximando a gestão da realidade vivenciada no território. Reuniões semanais com a Supervisão de Saúde e com a Gestão na FUABC permitem que eles troquem experiências e discutam alternativas criativas para os problemas”, revela Darlice Soares, que finaliza: “Espírito de equipe e muita coragem completam o perfil dos profissionais que fazem a gestão dos serviços, garantindo que a população do território tenha acesso, cada vez mais, a um atendimento humanizado e de qualidade”.
Postado por Eduardo Nascimento em 15/abr/2016 -
A Diretoria Executiva de Recursos Humanos da Fundação do ABC, por meio do Programa de Desenvolvimento Institucional (PDI), deu início em março à “Pesquisa de Clima Organizacional” nas unidades de saúde gerenciadas. Trata-se de ferramenta de gestão, que possibilita visualizar pontos positivos e setores que precisam ser desenvolvidos ou aprimorados, permitindo traçar planos de ação específicos de acordo com as demandas observadas. O projeto piloto foi aplicado na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Mogi das Cruzes e contou com participação de 76 funcionários de diversos cargos e turnos. Em abril, o trabalho está sendo realizado no Hospital Estadual de Francisco Morato e, conforme cronograma, as próximas unidades da FUABC beneficiadas serão a UPA Central de Santos e Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário.
“A pesquisa de clima organizacional permite que vejamos a unidade sob o olhar dos colaboradores e de maneira mais ampla. A partir desse cenário, podemos propor melhorias, treinamentos e capacitações em áreas específicas”, considera a diretora executiva de Recursos Humanos da Fundação do ABC, Caroline Saint Aubin, que explica os detalhes da aplicação: “Desenvolvemos todos os processos de pesquisa em plataforma digital, que facilita o preenchimento do questionário e torna o processo mais rápido. A equipe de RH vai até a unidade mantida e leva notebooks com o sistema da pesquisa de clima instalado. Os funcionários são chamados em uma sala reservada e preenchem o questionário de forma anônima, o que confere credibilidade aos resultados”.

Em abril, trabalho está sendo realizado no Hospital Estadual de Francisco Morato
A pesquisa segue um modelo básico com 80 questões – 78 de múltipla escolha e duas perguntas abertas –, mas pode ser adaptada conforme particularidades de cada unidade de saúde. As perguntas são divididas em nove áreas de interesse: “Liderança e gestão de pessoas”, “Treinamento e desenvolvimento”, “Comunicação”, “Relações interpessoais”, “Ética e cidadania”, “Sistemas de remuneração”, “Condições de trabalho”, “Qualidade e produtividade” e “Imagem e adesão”.
Especificamente em Mogi das Cruzes, por exemplo, os questionários foram divididos segundo o cargo dos colaboradores: recepcionista e outros cargos administrativos, médico, enfermeiro, técnico de enfermagem e assistente social. Entre os itens verificados estiveram o papel da chefia no estímulo ao trabalho em equipe, bem-estar dos funcionários, clareza na comunicação, relação interpessoal, realização de treinamentos e capacitações, clima e relacionamento no setor, remuneração, volume de trabalho, condições do ambiente e satisfação.
“Após o trabalho de campo, a equipe de RH retorna à Fundação do ABC e inicia a análise dos questionários. Os resultados obtidos são transformados em um relatório, que é entregue à Diretoria da unidade para discussão conjunta de planos de ação. Todo esse processo é apresentado posteriormente ao parceiro estratégico da unidade, que pode ser a secretaria de saúde do município ou o Governo do Estado, por exemplo”, acrescenta a diretora executiva de Recursos Humanos da Fundação do ABC, Caroline Saint Aubin.
MOGI DAS CRUZES
Segundo dados da pesquisa de clima organizacional da UPA de Mogi das Cruzes, 79% dos colaboradores confiam nas decisões tomadas pelos superiores imediatos e 78% reconhecem a capacidade profissional de suas chefias. Além disso, 89% dos funcionários afirmaram que existe relacionamento de cooperação entre os diversos departamentos da unidade, enquanto 89% consideram visível no trabalho o compromisso da instituição com a qualidade dos serviços e processos.
Entre os pontos que podem ser aprimorados, 71% dos entrevistados não se sentem informados sobre os planos futuros da instituição e 26% sentem falta de mais ações éticas voltadas à comunidade.
Além de análises quantitativa e qualitativa, o relatório final da pesquisa de clima organizacional da Fundação do ABC conta com um “termômetro de satisfação”, que na UPA de Mogi das Cruzes atingiu conceito “Bom”, com conceito de 7,2 em escala que vai de zero a 10.