Postado por Eduardo Nascimento em 07/abr/2016 -
Com apoio da Faculdade de Medicina do ABC, a União Internacional para a Promoção da Saúde e Educação (UIPES) organiza entre 22 e 26 de maio a 22ª Conferência Mundial de
Promoção da Saúde, que terá lugar no Expo Unimed Teatro Positivo, em Curitiba. Sob a temática central “Promovendo a Saúde e Equidade”, o evento tem por objetivo criar um fórum global onde pesquisadores, profissionais e formuladores de políticas envolvidos e comprometidos com a promoção de saúde e equidade poderão compartilhar e discutir novos conhecimentos, práticas e políticas inovadoras, além das experiências mais avançadas neste campo do conhecimento.
TEMÁTICA 2016
Apesar dos crescentes apelos para que todos os níveis de governo atuem sobre os determinantes sociais da saúde e da equidade, tais como a distribuição de recursos e poder, a distância entre aqueles no topo e na parte inferior da hierarquia social continua aumentando. Os impactos sobre a saúde e a equidade se fazem sentir em nível nacional e localmente nas cidades, bairros e comunidades, onde grupos de pessoas não têm acesso aos recursos básicos para construção da própria saúde, de seus filhos e netos. Trinta anos após a adoção da Carta de Ottawa para a Promoção da Saúde por aqueles comprometidos a “enfrentar as desigualdades em saúde produzidas por normas e práticas (sociais)”, mais do que nunca, a busca da equidade deve ser a prioridade para políticos, profissionais, pesquisadores e todos aqueles envolvidos com práticas de promoção da saúde.
TRADIÇÃO
Iniciadas em 1951, em Paris, as Conferências Mundiais em Promoção da Saúde promovidas pela União Internacional para a Promoção da Saúde e Educação (UIPES) configuram-se como o principal evento para profissionais, pesquisadores, gestores e interessados na temática e têm acontecido nas diversas regiões do mundo. No entanto, desde essa época, só uma aconteceu na América do Sul, em Buenos Aires, em 1969.
O contexto atual é propício para a discussão da promoção da saúde. Importantes fóruns internacionais têm destacado a vinculação da saúde a aspectos ligados ao desenvolvimento humano nas sociedades contemporâneas. Além disso, as mudanças no perfil de distribuição da saúde e do adoecimento, aliadas ao reconhecimento da limitação de ações centradas em um modelo biomédico de atenção e cuidado, evidenciam a necessidade de novas abordagens voltadas para a atuação sobre determinantes amplos da saúde, por meio de políticas públicas integradas e intersetoriais para promover a saúde.
Interessados em participar da 22ª Conferência Mundial de Promoção da Saúde podem obter mais informações pelo site: http://www.iuhpeconference2016.com.
Postado por Eduardo Nascimento em 07/abr/2016 -
Ex-aluna da turma de 1990, atual professora de Neurologia e coordenadora do Ambulatório de Distúrbios de Movimento da Faculdade de Medicina do ABC, Dra. Margarete de Jesus Carvalho defendeu recentemente tese de doutorado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.
No anfiteatro de Farmacologia, a neurologista defendeu a tese “Avaliação do olfato nos pacientes com doença de Wilson”, cujo orientador foi o professor livre-docente da FMUSP, Dr. Egberto Reis Barbosa. A banca examinadora foi composta pelos professores-doutores Laura Silveira Moryama, Erick Fonoff, Daniel Ciampi e Henrique Ballalai.

Ao centro, Dra. Margarete de Jesus Carvalho
Conforme definição do Ministério da Saúde, a doença de Wilson é uma doença genética com manifestações clínicas consequentes a um defeito no metabolismo do cobre, o que leva a seu acúmulo no organismo. As manifestações clínicas devem-se, principalmente, ao acometimento hepático e do sistema nervoso central, sendo extremamente variáveis. Sem tratamento, a doença evolui para insuficiência hepática, doença neuropsiquiátrica, falência hepática e morte. A identificação no estágio inicial e o encaminhamento ágil e adequado para atendimento especializado dão à Atenção Básica caráter essencial para o melhor resultado terapêutico e prognóstico dos casos. Normalmente o tratamento é iniciado com os quelantes, associados ou não aos sais de zinco, para a remoção do excesso de cobre depositado.
DESTAQUE ACADÊMICO
Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina do ABC (1990), Dra. Margarete de Jesus Carvalho atualmente é auxiliar de ensino da instituição e coordenadora do Ambulatório de Distúrbios de Movimento. Tem experiência na área de Medicina, com ênfase em Neurologia (distúrbios do movimento e bloqueio neuromuscular em patologias neurológicas), e também está à frente do ambulatório de doenças desmielinizantes da FMABC.
Postado por Eduardo Nascimento em 01/abr/2016 -

Contrato para prestação de serviços contempla atuação nas áreas assistencial, administrativa e de auditoria
A Fundação do ABC deu início em 22 de março à parceria inédita com o IMASF – Instituto Municipal de Assistência à Saúde do Funcionalismo de São Bernardo do Campo. O contrato para prestação de serviços contempla atuação nas áreas assistencial, administrativa e de auditoria, com destaque para realização de exames no ambulatório do IMASF nas modalidades de holter, teste ergométrico, eletrocardiograma, M.A.P.A. e ultrassonografia geral e com doppler.
Especificamente no campo da enfermagem, o contrato FUABC-IMASF engloba procedimentos como troca de curativos, limpeza de port-a-cath (um tipo de cateter implantado por baixo da pele), aplicação de medicamentos, aferição de pressão arterial e acompanhamento de puericultura, entre outros.
Nos serviços de auditoria contratados constam verificação in loco de pacientes internados para confirmação da pertinência do tratamento, realização de encaminhamento de desinternação e inclusão no atendimento domiciliar sempre que possível, autorização para realização de exames, procedimentos, cirurgias e encaminhamento para rede referenciada, análises das contas para pagamento e pedidos de reembolso dos segurados, entre outras atribuições.
MAIS DE 50 ANOS DE TRADIÇÃO
Fundado em 16 de novembro de 1964, o Instituto Municipal de Assistência à Saúde do Funcionalismo é uma Autarquia Municipal de São Bernardo do Campo, criada com a finalidade de promover assistência médica e hospitalar aos funcionários públicos municipais da Administração direta e indireta.
Hoje o IMASF é gerido com 75,3% de recursos oriundos dos próprios beneficiários e 24,7% de recursos provenientes de benefício para a assistência médica, disponibilizados pelos empregadores municipais a seus servidores.
O gerenciamento do IMASF é feito em duas instâncias. Superior, a instância deliberativa é formada pelo Conselho de Administração, composto por sete membros titulares e sete suplentes, todos eleitos por votação direta. Já a instância da Diretoria Executiva conta com um diretor superintendente, que é nomeado pelo prefeito a partir de uma lista tríplice de conselheiros. Esse diretor, juntamente com seus auxiliares, gerenciam a autarquia.
Postado por Eduardo Nascimento em 01/abr/2016 -
A disciplina de Cardiologia da Faculdade de Medicina do ABC recebeu em 30 de março o presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp), Dr. Bráulio Luna Filho, que comandou a palestra “Reflexões sobre a carreira médica atual”. Com sede no Anfiteatro David Uip, o encontro foi prestigiado por médicos, docentes, alunos e residentes da instituição, entre outros participantes.

Doutores Bráulio Luna Filho e Antonio Carlos Palandri Chagas
O convite para a reunião científica especial da Cardiologia partiu do próprio professor titular da cadeira, Dr. Antonio Carlos Palandri Chagas. “Além de amigo pessoal, o Dr. Bráulio é um grande amigo da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Ficamos muito felizes em tê-lo na Faculdade de Medicina do ABC para expor um tema tão importante, que é a carreira médica na atualidade”, considerou Dr. Antonio Carlos Chagas.
CONVIDADO ILUSTRE
Professor livre-docente de Cardiologia da Escola Paulista de Medicina / Universidade Federal de São Paulo (EPM/Unifesp), Dr. Bráulio Luna Filho está à frente do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo na gestão 2015-2016. O extenso currículo acadêmico traz ainda especialização em Cardiologia Não-Invasiva na Universidade de São Paulo (USP), doutorado em Medicina (Cardiologia) na Unifesp e pós-doutorado na Harvard Medical School. Também foi presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP) entre os anos 2006 e 2007.
Durante a palestra “Reflexões sobre a carreira médica atual”, o convidado procurou apresentar a profissão de maneira ampla, com estatísticas regionais, comparações com outros países e peculiaridades brasileiras que tornam a carreira médica ainda mais desafiadora. Segundo Dr. Bráulio Luna Filho, hoje são cerca de 400 mil médicos no Brasil, mas estão “muito mal distribuídos no país, com centralização na região Sudeste”.
Quase metade dos médicos brasileiros têm três ou mais vínculos de trabalho. Do total de médicos, 59% são especialistas e 41% generalistas – o que é uma tendência mundial. “O médico brasileiro trabalha muito, com média de carga horária entre 40 e 60 horas por semana”, afirmou o presidente do Cremesp, que também abordou a questão salarial: “A média salarial do médico no Brasil está abaixo da América do Norte, onde os profissionais são muito bem remunerados, mas assemelha-se à da França e à da Inglaterra, por exemplo. Na verdade, quando ouvimos um médico dizer que ganha pouco, na verdade, está dizendo que ganha pouco frente ao grande volume de trabalho”.
Em relação à inserção no mercado de trabalho, hoje a maioria dos médicos – 51,5% –atua concomitantemente nos setores público e privado. Somente 21,6% mantêm dedicação exclusiva ao setor público e 26,9% ao privado.
Postado por Eduardo Nascimento em 01/abr/2016 -
Desenvolvido pela Diretoria Executiva de Qualidade da Fundação do ABC, o Projeto Indicadores completou em março um ano de implantação. Trata-se de iniciativa que busca disponibilizar à FUABC e às unidades assistenciais um sistema de informações gerenciais estruturado, periódico e permanente, com finalidade de apoiar o desenvolvimento das organizações e a divulgação de informações visando processos de melhoria. A partir desse trabalho, a mantenedora tem procurado estimular e capacitar os hospitais para a utilização de indicadores padronizados como ferramenta gerencial, assim como para a criação de referenciais que permitam análises comparativas.

O diretor executivo de Qualidade, Dr. Murilo Dib
Hoje a Fundação do ABC gerencia 18 hospitais e 3 AMEs (Ambulatórios Médicos de Especialidades), além da Faculdade de Medicina do ABC e da Central de Convênios, que administra mais 40 planos de trabalho específicos – incluindo Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Santo André, São Bernardo, Santos e Franco da Rocha, por exemplo. “Com o crescimento acelerado da FUABC nos últimos anos, sentimos a necessidade de criar uma política de avaliação de resultados. A partir dessa demanda institucional, começamos a trabalhar em uma plataforma ampla, que pudesse atender tanto a FUABC quanto as unidades assistenciais, otimizando processos e agilizando a troca de informações entre todos os gestores do grupo”, explica o diretor executivo de Qualidade, Dr. Murilo Dib.
Após quase um ano de treinamentos e testes, o Projeto Indicadores foi implantado efetivamente em março de 2015, com disponibilização para todas as unidades da FUABC da plataforma de qualidade Salesforce.
“A plataforma conta com interface extremamente intuitiva e de fácil utilização. Entre os diversos benefícios, permite a troca de informações entre gestores de todas as unidades via chat, transferência de documentos e postagens semelhantes à de redes sociais, em que todos os participantes podem comentar dentro de um fórum aberto de debate. Com isso, aceleramos os processos, eliminamos papel e longas trocas de e-mails, além de termos acesso remoto a todas essas informações, com um celular ou tablet conectado à internet, por exemplo”, detalha Dr. Murilo Dib.
PROJETO INDICADORES
Além de facilitar a dinâmica de trabalho e aproximar gestores das mais diversas unidades, a plataforma de qualidade Salesforce exerce outro importante papel: padroniza e disponibiliza os indicadores. A Diretoria de Qualidade da FUABC preparou formulários diversos e de fácil preenchimento dentro da ferramenta. Ao inserir os dados, cada unidade passa a contar com banco de dados segmentado, que é transformado automaticamente pelo sistema em gráficos e tabelas de desempenho.
Entre os itens analisados estão taxas de infecção e segurança hospitalar, índices de mortalidade institucional, taxa de cesarianas, satisfação dos usuários, capacitação e treinamento de pessoal, taxa de absenteísmo, índices de liquidez corrente e custo diário do leito, assim como sustentabilidade e a produção de resíduos infectantes.
Inicialmente, a plataforma Salesforce divide as unidades de acordo com o tipo: ambulatório ou hospital. Especificamente no caso de hospitais, há subdivisões conforme o porte, que levam em conta o número de leitos, média de internações, quantidade de leitos de UTI, grau de complexidade e classificação (clínicas básicas, hospital geral, referência e especializado).
“Por meio de filtros específicos, as unidades podem comparar o próprio desempenho ao longo dos meses, avaliar períodos positivos e os setores que precisam melhorar. Além disso, também é possível que unidades de porte e atividades semelhantes comparem sua produtividade. Os gestores visualizam todos os resultados nos gráficos e tabelas da plataforma e podem trocar informações, a fim de que experiências exitosas e boas práticas de uma determinada unidade possam ser replicadas nas demais”, exemplifica Dr. Murilo Dib.
TRABALHO RECONHECIDO
Apesar de ainda recente, o Projeto Indicadores da Fundação do ABC já é considerado case de sucesso pela empresa detentora da plataforma de qualidade, a Salesforce. Líder mundial em ferramentas de relacionamento com o cliente, a companhia norte-americana convidou o diretor de Qualidade, Dr. Murilo Dib, para apresentar a experiência da FUABC em evento com grandes hospitais e operadoras de Saúde. A conferência ocorreu em São Paulo, em 21 de janeiro, e marcou o lançamento do produto Salesforce Health Cloud.
Postado por Eduardo Nascimento em 01/abr/2016 -
Implantado há dois anos e reestruturado em 2015, o NIR (Núcleo Interno de Regulação) do Hospital de Clínicas Dr. Radamés Nardini, em Mauá, é responsável por diversas melhorias conquistadas na gestão da clínica e do cuidado nos últimos meses. A atribuição principal do setor, hoje composto por duas médicas, três enfermeiras, uma assistente social e 16 oficiais administrativas, é desenvolver e executar ações necessárias para maximizar o uso das diferentes ofertas hospitalares. Para os usuários, a melhoria é traduzida em maior agilidade na liberação de vagas de internação, cirurgias, exames e procedimentos terapêuticos. O serviço funciona 24 horas, no segundo andar do hospital.

Expansão do NIR (Núcleo Interno de Regulação) melhora espera para internação, cirurgia e exames
Com os fluxos do NIR alinhados às clínicas, a liberação das vagas é realizada de maneira mais prática, os cancelamentos de cirurgias e internações são evitados e torna-se mais fácil concluir a parte burocrática de verificação de documentos. Além disso, o sistema também permite o controle de vagas por meio de mapa de internação, que encaminha pacientes para leitos vagos, evitando a marcação de mais de um paciente para o mesmo leito. Toda a movimentação online dos pacientes pode ser visualizada em um televisor recentemente instalado no setor. Em 2015, a média de permanência do paciente, calculada em dias, registrou queda nas internações da Clínica Médica (10,4 para 8,6), Clínica Cirúrgica (4,3 para 3,7), Pediatria (3,9 para 3,3) e UTI I (6,9 para 6,5).
“Nossa proposta de reduzir o tempo de permanência por leito é aliada à gestão do cuidado. Por exemplo, antes, um paciente com diagnóstico de infarto agudo do miocárdio permanecia até 15 dias na UTI. Hoje, temos condição de liberá-lo para a enfermaria em até cinco dias e desocupar o leito para quadros mais críticos, mantendo o padrão de assistência”, resume a coordenadora de enfermagem do NIR, Ana Paula Paes.
Além de gerir melhorias nas ofertas internas, o NIR cumpre papel estratégico junto à Rede de Saúde do município quanto às liberações de leitos, internações e agendamentos gerais. Neste caso, as ofertas são mediadas pelo SISREG, sistema nacional de regulação do Ministério da Saúde, que intercala demandas da rede básica e urgência/emergência à internação hospitalar. O NIR também concentra as solicitações de transferências para hospitais que ofertam serviços referenciados de alta complexidade.
OFICIAIS DO NIR
A expansão do serviço depende de várias articulações internas e muitas delas são representadas pelas 16 oficiais administrativas do NIR. A equipe é dividida por duplas em cada clínica e realiza interface com os blocos assistenciais por meio de organização/atualização dos prontuários dos pacientes, conferência do censo hospitalar diário, de pendências ou atrasos de exames, movimentação online dos leitos, etc. É delas também a responsabilidade de abastecer dados no sistema que subsidiam as coordenações para a produção de indicadores hospitalares.
Postado por Eduardo Nascimento em 24/mar/2016 -
Em comemoração ao “Mês da Mulher”, a Fundação do ABC organizou em 23 de março atividade para todas as funcionárias que atuam no campus universitário – tanto da FUABC quanto da Faculdade de Medicina do ABC e da Central de Convênios. As colaboradoras foram convidadas para chá da tarde especialmente preparado para a data. Na ocasião, também participaram de palestra com a secretária de Políticas para as Mulheres de Santo André e professora da FMABC, Silmara Conchão, que abordou o tema “Quem Ama Abraça” – mesmo título de campanha desenvolvida em Santo André para discussões acerca de relações de gênero, com objetivo de diminuir os casos de violência contra a mulher.

A secretária de Políticas para as Mulheres de Santo André e professora da FMABC, Silmara Conchão
A ideia da palestra partiu da funcionária da Secretaria de Saúde andreense, Maria Luiza Malatesta, que intermediou o contato entre a presidente da FUABC, Cida Damaia, e a secretária de Políticas para as Mulheres, Silmara Conchão. “A Fundação do ABC está prestes a completar 50 anos de história. Em toda essa trajetória eu sou a quarta mulher à frente da Presidência. Esse é um momento especial da instituição. Afinal, estamos entre os maiores empregadores da região do ABC. E dos 22 mil funcionários, 70% são mulheres. No Conselho de Curadores ainda somos minoria, mas esse cenário já está mudando”, considera a presidente Cida Damaia, que acrescenta: “As mulheres são mais sensíveis, ouvem mais e são mais acolhedoras. Esses atributos são fundamentais em uma instituição como a Fundação do ABC, que trabalha com saúde, em busca de garantir assistência de qualidade às pessoas”.
Ao encerrar sua participação, a presidente da FUABC lembrou do importante papel da mulher não só no trabalho, mas como esposa, mãe e como grande responsável pelos cuidados com a família. “Não poderíamos deixar o mês da mulher passar em branco. Agradeço a confiança das funcionárias e parabenizo a todas as mulheres por essa data tão importante, lembrando que todo dia é dia da mulher”, completou Damaia.
QUEM AMA ABRAÇA
Secretária de Políticas para as Mulheres de Santo André e professora da FMABC, Silmara Conchão foi a convidada de honra no evento pelo “Mês da Mulher” e ministrou a palestra “Quem Ama Abraça”. O tema refere-se à campanha homônima da Prefeitura de Santo André, lançada em 2014, que capacita professores da rede municipal de educação para formação específica sobre as relações de gênero, a fim de que esse debate seja ampliado, com intuito de diminuir os casos de violência contra a mulher e de quebrar estereótipos que contribuem para a cultura machista, como a de que azul é somente cor de menino e de que homem não chora, por exemplo.
Silmara Conchão ressaltou a importância da reflexão sobre as transformações sociais que têm ocorrido com as mulheres nos últimos anos, as questões de gênero e a “supermulher do século 21”. Também destacou o momento positivo vivido pela Fundação do ABC, com uma mulher à frente da Presidência. “Quando a FUABC convida as mulheres para um evento como este, durante o expediente de trabalho, a entidade está passando a clara mensagem de que vocês são importantes”, garantiu Conchão.
De acordo com a secretária de Políticas para as Mulheres, é preciso redobrar o cuidado frente à “supermulher do século 21”, que não é tão “super” assim. As jornadas duplas – e as vezes triplas – da mulher contemporânea têm contribuído sobremaneira para a piora da saúde e aumento de problemas cardiovasculares no público feminino. “Santo André perdeu em 2014 cerca de 700 mulheres, que foram vítimas de problemas cardíacos. O número é bastante semelhante ao que encontramos no público masculino, coisa que não acontecia há 10 anos, por exemplo”, alertou Silmara Conchão, reforçando a importância dos cuidados com a saúde e com a prevenção de doenças, assim como da busca permanente pelo bem-estar e qualidade de vida.
Postado por Eduardo Nascimento em 24/mar/2016 -
O curso de Farmácia da Faculdade de Medicina do ABC organizou em 17 de março ação para orientação da população contra o mosquito Aedes aegypti. A iniciativa integrou a campanha “Farmacêuticos contra a dengue, Zika e chikungunya”, do Conselho Federal de Farmácia (CFF) e do Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo (CRF-SP), e buscou chamar a atenção de pacientes, acompanhantes, funcionários e demais usuários do campus universitário para a eliminação dos focos de transmissão e prevenção das doenças.
“A dengue, o Zika e a chikungunya são problemas de saúde pública. Portanto, são temas essenciais e que pedem a mobilização de todos, inclusive dos farmacêuticos, que podem atuar tanto na orientação da população como no encaminhamento para os serviços de saúde e na notificação de casos aos órgãos responsáveis. Os farmacêuticos, em particular, estão aptos a orientar sobre o uso correto de repelentes, assim como medicamentos que devem ser evitados por conter ácido acetilsalicílico”, detalha a coordenadora do curso de Farmácia da FMABC, Dra. Sonia Hix.
PALESTRAS E ORIENTAÇÃO
A campanha na Faculdade de Medicina do ABC contou com cerca de 50 alunos de Farmácia, do 1º ao 4º ano de graduação. Coordenados pelas docentes Ana Elisa Prado Coradi e Dra. Sonia Hix, os trabalhos ocorreram na recepção do ambulatório do prédio Anexo III, das 9h às 15h, e contaram com palestras de orientação e estande com exemplares de larvas e pupas do Aedes aegypti, gráficos detalhando o desenvolvimento do mosquito – desde o ovo até o mosquito adulto –, assim como diferentes tipos de repelentes e as respectivas indicações. Amostras de medicamentos contendo ácido acetilsalicílico também foram exibidas, a fim de reforçar junto à população que esse tipo de fármaco deve ser evitado em casos de suspeita de dengue.
As palestras foram comandadas pela professora Ana Elisa Prado Coradi e pelas discentes da Liga de Assistência Farmacêutica (LAF), do 3º ano noturno, Mariana Yamada dos Santos, Ellora Parente de Freitas e Stefany Cristina Dauter Thome. Os estudantes também aplicaram questionários sobre a transmissão da dengue, Zika e chikungunya, sintomas das doenças, medidas preventivas para eliminação de criadouros do mosquito e distribuíram folhetos informativos a pacientes e acompanhantes. “Como forma de ensinar a população a partir de exemplos práticos, os alunos demonstraram como evitar a proliferação do mosquito utilizando meias de seda em pratinhos de plantas e com a preparação de armadilhas para mosquitos a partir de garrafas Pet”, acrescenta Dra. Sonia Hix.
Estudantes do curso de Nutrição também contribuíram com a campanha “Farmacêuticos contra a dengue, Zika, chikungunya”, orientando o público sobre a importância da hidratação e da alimentação adequada nos casos de pacientes infectados, assim como na distribuição de folhetos informativos.
CAPACITAÇÃO PRÉVIA
Antes de iniciar a campanha na FMABC, discentes de Farmácia e as professoras Andrea de Andrade Ruggiero e Ana Beatriz Ramos Oliveira Pinn participaram em 15 de março de palestra de capacitação com a diretora regional de Santo André do Conselho Regional de Farmácia e ex-aluna da Faculdade de Medicina do ABC, Dra. Tatiani Mazulis. Na oportunidade, a professora Ana Elisa Prado Coradi, patrona da Liga de Assistência Farmacêutica, ministrou a aula “Farmacêuticos contra a dengue, Zika e chikungunya”.
Neste ano, outra ação da Farmácia em combate à dengue, Zika e chikungunya já havia ocorrido na FMABC. Em 19 de fevereiro, os estudantes participaram da iniciativa “Mobilização da educação para o combate ao Aedes aegypti e contra o Zika”, coordenada pelo Ministério da Educação (MEC). O trabalho envolveu a remoção de focos potenciais do mosquito no campus universitário da faculdade.
Postado por Eduardo Nascimento em 24/mar/2016 -
Uma nova metodologia já está tornando mais rápida a classificação de risco de pessoas que chegam ao Pronto-Socorro Central de Praia Grande, realizando a triagem em até dois minutos. Denominado Trius One, o equipamento integra medidores clínicos para a correta e imediata aferição de sinais vitais e favorece a identificação da prioridade do cuidado médico aos que forem apontados pelo sistema com necessidade de atendimento de urgência ou emergência.
Ao dar entrada na unidade, o paciente é avaliado de acordo com a condição e sintomas relatados. Medidores integrados ao equipamento aferem pressão arterial, oxigenação do sangue, glicemia e temperatura, cruzando as informações para gerar um relatório de estratificação, que indica para qual especialidade médica o paciente deve ser encaminhado e em quanto tempo.
A classificação de risco já vinha sendo realizada no ‘Irmã Dulce’ desde 2012. A avaliação inicial, feita igualmente por um profissional de enfermagem, funcionava da seguinte forma: logo na entrada, o paciente era avaliado de acordo com sua queixa, sintomas, sinais vitais, entre outros fatores, sendo identificado com pulseiras de cores correspondentes ao seu grau de risco.
Assim como antes, aos pacientes com patologias mais graves e alto risco é atribuída a cor vermelha. Casos muito urgentes recebem a cor laranja, enquanto a cor amarela é entregue aos casos urgentes. Cores verde e azul representam casos de menor gravidade, com possibilidade de aguardar por mais tempo.
PROCESSO APROVADO
Para alguns pacientes, o tempo do processo anterior era insatisfatório. A jovem Viviane Bispo dos Santos considerou justo o novo atendimento, que beneficia quem precisa de rápida atenção médica. “Já vim aqui antes e não era tão satisfatório o tempo da classificação. Acho que agora será melhor, porque quem realmente está precisando não pode esperar muito”, comentou.
A opinião é compartilhada pelo aposentado Joaquim Bueno, que procurou atendimento para o problema em um dos olhos. “No meu caso, sei que posso esperar mais do que outras pessoas porque não estou correndo risco de vida. Claro que quero ser atendido rápido também, porque meu problema é sério, mas não é justo que eu passe na frente de quem está muito mais necessitado”, admitiu.
Segundo o diretor de Enfermagem do Complexo de Saúde Irmã Dulce, Adilson Teixeira, o novo sistema tem muitas vantagens em relação ao padrão anterior. Dentre as mencionadas estão a visualização da quantidade de pacientes atendidos por perfil clínico, picos de atendimento, sazonalidade, epidemias e informações em tempo real sobre produtividade e tendências. “Além do monitoramento do tempo de atendimento e gestão simultânea da rede integrada de urgência e emergência, há um benefício direto no fluxograma, que privilegia a gestão de cada paciente e do serviço como um todo”, ressaltou.
PROTOCOLO DE MANCHESTER
Com o emprego do sistema de tela touch screen, o Trius One também pode ser acessado remotamente por celular ou tablet, sem necessidade de conexão ativa à internet. A plataforma inclui ferramentas tecnológicas, que reduzem possibilidade de falhas e otimizam os custos operacionais utilizando hardware, software e equipamentos clínicos autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
De acordo com o gerente de projetos da empresa mineira ToLife, criadora da tecnologia, Pablo Garcia Arantes, o Trius One foi desenvolvido baseado no Protocolo de Manchester, que objetiva estabelecer consenso entre médicos e enfermeiros para padronização da classificação de risco. “Nossa solução veio para garantir, principalmente, segurança e eficiência no processo de classificação de risco tanto para o paciente como para o profissional de saúde, por meio da tecnologia de informação”, disse.
A metodologia de classificação de risco foi criada por pesquisadores em 1994, na Inglaterra, sendo rapidamente difundida e implantada em diversas unidades de saúde do Reino Unido. Atingiu vários países europeus em poucos anos, passando a ter reconhecimento internacional, sendo então denominada Protocolo de Manchester.
Postado por Eduardo Nascimento em 24/mar/2016 -
Quase 90% dos usuários do Hospital Municipal Central de Osasco recomendariam a unidade a amigos e parentes. Ao todo, 89,7% mostraram-se satisfeitos com a assistência recebida, a ponto de indicar o HMCO a pessoas de convívio próximo. Os números fazem parte de pesquisa de satisfação realizada mensalmente pelo Serviço de Atendimento ao Usuário (SAU). Em janeiro, por exemplo, foram 760 entrevistados entre pacientes e acompanhantes, cuja abordagem ocorre de forma ativa, passiva e diretamente no leito de internação.
Segundo o levantamento do SAU, mais de 91% dos usuários do Hospital Municipal de Osasco consideram os médicos da unidade “Bons ou Ótimos”. A satisfação geral com a equipe de enfermagem é de 85%, enquanto o atendimento nas recepções atingiu média de 86%.
O Serviço de Atendimento ao Usuário do HMCO tem por finalidade oferecer atendimento de qualidade, humanizado e personalizado aos usuários. Com equipe treinada e preparada para acolher pacientes e familiares, o setor busca orientar a população, tirar dúvidas e resolver possíveis problemas no exato momento em que ocorrem. Também responde pelas pesquisas de satisfação e realiza atendimentos individuais para elogios, sugestões, opiniões e queixas de quem frequenta o hospital.
“O SAU é o principal canal de comunicação entre os usuários e a Diretoria do Hospital. Trata-se de um importante aliado no esforço permanente de identificarmos os pontos positivos e aqueles que precisam ser aprimorados, assim como na busca contínua por soluções. É uma forma eficiente e humana de ouvirmos nossos pacientes e acompanhantes, que utilizam os serviços e podem contribuir muito com opiniões e sugestões”, considera o superintendente do Hospital Municipal Central de Osasco, Dr. Alessandro Neves.
AVALIAÇÃO POSITIVA
A pesquisa mensal realizada pelo Serviço de Atendimento ao Usuário é segmentada de acordo com o setor do hospital: internação, pronto-socorro adulto e pronto-socorro infantil. Cada uma das alas é avaliada por pacientes e acompanhantes em diversos quesitos, entre os quais recepção, enfermagem, coleta, médico, alimentação, serviço social, telefonistas, controladores de acesso, manutenção e limpeza. Dos 760 usuários entrevistados em janeiro, 299 passaram em atendimento no PS adulto, 118 no PS infantil e 343 estiveram internados.
“Os números gerais são bastante interessantes para avaliarmos a opinião dos usuários sobre o atendimento do hospital. Além disso, temos filtros que permitem analisar em detalhes áreas específicas dentro de cada setor. Na ala de internação, por exemplo, é possível verificar que mais de 92% dos usuários consideraram os médicos bons ou ótimos. A enfermagem passa de 89%”, detalha Andrea Marcandalli, coordenadora do Serviço de Atendimento ao Usuário do HMCO.
Outro ponto destacado pela coordenadora é a preocupação com a resolução das demandas. “Temos trabalhado intensamente para que todos os questionamentos sejam respondidos de forma rápida e efetiva. Essa preocupação tem mantido extremamente elevadas as taxas de resolutividade do SAU. Em janeiro, por exemplo, resolvemos 96,3% das queixas”, calcula Andrea Marcandalli.